Yin & Yang

11 Cap 11: MAD FATHER


Hoje é segunda, to tão animada... só que não.

Mal cheguei na escola e já recebi umas cinco cartas de meus admiradores.

Isso é um saco!

Sentei com as meninas e ficamos conversando antes do sinal tocar. Eu conversava e olhava pra Miku, SeeU, Kaito e Len. O loiro deu um sorriso de orelha a orelha (o que foi assustador) e piscou pra mim.

"Baka!"– pensei.

O Piko chegou e deu bom dia pra todos. Principalmente pra nós, que coragem a dele. Deve ser algo da psicóloga dele.

– Ohayo meninas!- disse ele sorridente.

– Que idiota!- Gumi- Ele ainda acha que somos namorados!

Ela e a Merli riam, enquanto eu e Prima só fingindo.

– Eu não acho nada, senhorita Megpoid.- disse ele todo sério.

– Nossa, que cavalheiro!- zombou Merli.

– Para de falar com a gente- Gumi- eu não preciso mais de você!

Nessa hora eu, Prima e o próprio Piko arregalamos os olhos. Será que todos esses anos foi só por interesse?

– Como sim?- perguntou ele.

Claro que a conversa na sala estava alta, porque ninguém prestava atenção.

– Você só aumentou a minha popularidade! Eu tenho um monte de ficantes agora! Agora xô!

Ele ficou sério e saiu de lá com o vento...

Eu olhei pro lado e vi Prima com raiva, querendo bater na Gumi. Prima que era tão romântica e animada, nunca a vi assim.

Gumi também não é assim, mas todos diziam que era.

Será que estou mesmo cega?

Se eu não suspirasse, eu não sei o que faria.

O sinal toca e a professora Ann entra em sala.

E o silêncio reina por aqui.

[...]

Recreio, o que isso significa? Significa que vou ter que inventar uma desculpa pra escapar daqui.

– Gumi, Rin, Merli, Prima! Come com a gente!- disse um dos monte de garotos que falava com a gente.

– Sei não...-Merli.

– A gente COMPRA o almoço pra vocês!

Almoço comum é de graça. Os mais sofisticados paga.

– Tudo bem, vamos meninas?- Gumi.

– Eu tenho namorado agora!- Prima.

– É mesmo. Então nós três.

Odeio sentar com eles. Só falam de esportes e bla bla bla.

– Não dá!- eu- Me sinto tonta! Vou pra enfermaria!

– Af, vai logo!

– Ok, bye!- saí em passos rápidos.

– Meninas, não acham que a Rin ta estranha?

– Ai Prima, vai ficar com seu namorado, vai!- Merli.

Grossa!

***

Cheguei, minna!

– Ta atrasada...- Meiko.

– Vem Jogar Rinmaru Games, Rin!- Miku.

– Vocês só jogam?- perguntei.

– É o único lugar para te mantermos em segredo, Rin.- Piko.

– Senta aqui do meu lado, Rin!- Len.

– Mas esse é meu lugar, Len.- SeeU.

– Ok, eu sento em outro lugar então.

Len sentou em outro lugar e eu sentei ao seu lado.

– Len.

– Quê?

– Esse jogo é pra montar bonecos.

– Eu sei.

– Você gosta disso?

Ele corou.

– Claro que não, é... é que não tem nada pra fazer!

– Ta, ta...

– Enfim, eu vou montar montar uma boneca com o seu rosto e você uma minha.

– Ta bem...

Fiquei o montando. Fiquei na dúvida se colocava a cor do cabelo dele entre o amarelo queimado e um loiro mais claro.

– Terminei.

– Eu também, Rin-chan.- Deixa eu ver!

– Ta bonito.- eu.

– Então eu sou bonito?

Olhei pro Len e pro computador umas três vezes.

– Eu fiz um bom trabalho no computador.

Ele começou a rir e a me beliscar. E eu fiz o mesmo, vingança!

– Não parece nada com o Len!

– Você me assustou, SeeU!- disse.

– Deixa de ser chata, SeeU!- disse Len gargalhando.

E, infelizmente, o sinal toca. E todos saem.

– Esperem! Vocês dois!

– Sim, Piko?- eu e o Len ao mesmo tempo.

– Que tal irmos na minha casa hoje depois da aula?

– Ahhh pra mostrar aquilo?

– Sim, Len, aquilo!

– Ahhh ta, nós vamos.

Ri e acene Rin, sorri e acene.

[...]

As aulas passaram se arrastando! O que era "aquilo"?

E eu fico olhando os ponteiros do relógio faltando 3,2,1.... esse negócio ta atrasado! trrriinnnn pronto, SAÍDA!

– Tchau, meninas!

– Espere!- Prima.

– Que foi?

– Você está tão afastada da gente!

– Prima, não faça esses olhinhos!- disse Merli- Mas é verdade isso.

– Vocês estão exagerando, né, Gumi?

– Sei lá, to mandando mensagem!!!

– Ok, até amanhã!

– Fica, Rin!- Prima com olhinhos de olhos.

AI!- apertei minha barriga- To com uma caganeira, tchau!- e saí correndo.

Não acredito que disse isso! To tempo demais com os plebeus!

Saí do colégio e me escondi atrás de uma árvore esperando elas saírem.

– Ufa, elas foram embora.

– Boo!

– AAAHHH!!!!- tapei minha boca rapidamente- LEN!!!

Len e Piko rindo como condenados. Coisa de plebeu.

– Ai, ai, minha barriga dói de tanto rir!- Len.

– "To com uma caganeira!" essa foi hilária!- Piko.

– Vocês queriam que eu saísse ou não?!

– Rin, só estamos brincando!- Piko me da um abraço.

– Já arranjou outro!- zombou Len.

– Rin-chan e Prima são como irmãs pra mim!

– Verdade!- concordei. O Len ta muito abusado pro meu gosto.

– Eu sei, eu sei. Vamos logo!

[...]

Quando chegamos na casa do Piko, fomos direto pro quarto dele. Eles estavam com um sorriso maléfico, que medo!

– Tenho uma pergunta. Por que estamos olhando para um computador?

– Nós vamos jogar Mad Father.- Piko.

– Ahhh...- e saí correndo.

– Pega ela, Len!

Ficamos correndo pelo quarto até que ele me pega pela barriga, constrangedor.

– A regra é o seguinte- Piko- primeiro o Len joga, depois eu e depois a coitada da Rin-chan.

– Coi-coitada?!

Len jogando

Eu estava abraçada no Piko e ele com cara de "wat".

– Agora vou passar no zumbi!- Len.

– Socorro, CORRE LEN, CORRE!

Eu apertava o Piko, segurava sua cabeça e bagunçava todo o seu cabelo.

– Socorro, tem uma Rin querendo me matar!

Piko jogando

– Essa pessoa não tem um olho.- Piko.

– Que maneiro!- Len.

– Que horror!- eu, abraçada com o Len que parecia não ligar.

– Acho que vou segui-lo. Xiii mais zumbis...- Piko beem calmo.

– FOGE PIKO! SALVE SUA VIDA!!!

– NÃO GRITE RIN!

Estava em pânico comecei a destrambelhar o Len por inteiro!

– Rin, RIN! Você tirou meu rabo-de-cavalo!

Ele estava de cabelo solto, senti minhas bochechas um pouco mais quentes. Ele estava no máximo fofo, porque ele estava com as bochechas vermelhas e parecia uma criança.

– Acabei minha parte, sua vez, Rin!

Engoli seco.

– Ainda não. Preciso ir ao banheiro.

– Vai lá, Len!- Piko.

Eu e o Piko ficamos sozinhos. Decidi tocar naquele assunto.

– Desculpe pela Gumi.- disse de cabeça baixa.

– Tudo bem. Eu descobrir que só fui usado.- ele dava um sorriso fraco.

– Mas por que foi falar com a gente?

– Porque você e a Prima são minhas amigas!

Eu, pela primeira vez, dei um abraço nele, que retribuiu.

– Desculpe eu ter falado que era um mariquinha.

– Tudo bem, Rin. Está tudo bem...

Desfizemos o abraço.

– Você parece mais forte. E como ta lá na psicóloga?

– To bem, obrigado. Ela me ajuda bastante!

– É-É.... outra perguntinha. Você ainda sente algo por ela?

– Nada além de magoado. O engraçado é que meu coração parou de palpitar por ela mais rápido do que pensei.

– Hum... que bom. Odeio dizer isso, mas ela não te merece.

Ele deu um risinho e fez cafuné na minha cabeça. Me senti uma criança agora.

– Arigato!

– Oi gente, voltei. Rin, sua vez!

– Xiiiii!

Rin jogando

– ZUMBI, ZUMBI, ZUMBI, ZUMBI!

– Mais rápido, Rin!

– Esse é o máximo, Piko-baka!

– Para Rin!- Len- Quando você entrar nessa porta, vai ter um zumbi super rápido!

– 1,2, 3 e... JÁ VAI RIN!!!- Piko.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA morri!

E eles me obrigaram a jogar até eu ganhar esse jogo. Se fiz xixi nas calças? Fiz (não literalmente). Mas esse foi o melhor dia de todos!

Talvez

os plebeus

sejam mais legais do que pensei.