Yin & Yang
12 Cap 12: Banheira parte 1
Notas iniciais
Duas semanas se passaram, minha mãe fez uma cirurgia um pouco antes. Tive que cozinhar, sei um pouco, e não saí mais com minhas amigas e nem meus amigos plebeus.
Não teve nada de novo. Acabei me acostumando com uma vida duple e voltei aos meus suspiros. O Len sabe disso e ficou decepcionado. Nem sei porque ele se importa.
Meu pai disse que todo o trabalho estava por minha conta, que não tinha nem tempo de estudar. Então meu pai conseguiu uma semana de folga e decidiu levar a mamãe num lugar tranquilo. E como eu me entro nessa história? Vou pra casa da minha tia!
Ela mora numa casa, hihihi! E lá também tem uma banheira, tudo de bom!
— Vamos, filha?-chamou meu pai.
— Estou indo!
[...]
— Tchau, Rin!
— Tchau, mamãe! Melhoras!
Quando eles foram embora, toquei a campainha.
— RIM, MEU AMOR!!!!
— TIA!!!
Demos um abração de urso!
— Entre, doces pra você.
— Oba!
Minha tia não era idosa, tinha uns 30 anos. Mas quem precisa de vó quando se tem uma tia dessas?
— E as novidades, tia?
— Ganhei uma promoção no trabalho!
Minha tia é solteira e sem filhos. Etão todo o seu amor é pra mim!
— E você Rin, e os namorados?
Eu corei intensamente! Sem querer eu lembrei do Len, Yuma e de todos os garotos da escola!
— Poxa, tia!
— Não acredito que você ainda é BV!
— EU NÃO SOU!
Ela começou a rir, e eu também ri. Não porque foi engraçado, humpf!
***
— Tia, esse achocolatado caseiro está divino!
— I love chocolate!
Como era um domingo ensolarado, eu e titia ficamos no quintal tomando banho de mangueira!
E depois um monte de coisas!
[...]
A noite era fria. ENTÃO, decidi tomar um banho de banheira!
— Oh delícia!- estava me ajeitando na banheira.
O ruim dos banhos era a hora de refletir.
Eu estava pensando no Len. O ser que começou as minhas novas amizades. Ele foi bem gentil de mostrar a vida dele pra mim. Acho que nenhum ser humano faria isso como ele. Ele é um bom amigo. Mas fiz tantas coisas ruins pra ele e o resto, acho que devo fazer algo pra me desculpar.
" Estranho, estou escutando meus próprios batimentos"-pensei.
— Rin!- Sai daí senão você vai enrugar!
— To indo!
[...]
— Rin pare de brincar com as ervilhas e come.
— Sim senhora.
— Você ta meio distraída.
— Tia, como se faz pra pedir desculpas?
— Ué, com a boca!
— Não! É... como se tivesse querendo mesmo se desculpar?
— Que tal um presente? Tipo uma torta!
" Uma torta..."
— Acho que sim.
— Ok, vamos comer logo que amanhã você tem que acordar mais cedo ainda pra ir pra escola!
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