Yesterdays Feelings

5 Capítulo 5: Poor Little Frankie


Notas iniciais
Fãs alienadas de mcr nao vão gostar desse capitulo. acho que é por isso que ngm manda um review ._.

uEu voltei pra casa naquela tarde, abracei minha mãe, tomei um banho, comi um pão e saí de casa, sem ao menos chegar perto da sala, onde estava o meu pai, que não se deu nem ao trabalho de dizer “oi” a Danny.



Tinha um show hoje, da banda do meu amado namorado, mas na verdade eu ia pra dar uma força para Gerard e Mickey, e também porque queria conhecer o novo baterista, o tal Bob…


Ok, tudo isso é mentira, no fundo eu queria ver o Bert…



Estava escuro e frio quando saí de casa, me abracei em volta de minha jaqueta e segui de cabeça baixa, me protegendo da fina cobertura de gelo que descia à cidade. O ar gélido entrada em meus pulmões, me causando leves pontada nas minhas costas.


Ao parar na frente de uma loja de bodypiercing, encontrei um conhecido.


-Quiny, o que faz por aqui? –Olhei pra ele surpresa, achei que naquela hora ele já deveria estar com Bert no backstage.


-Eu trabalho aqui, Mell! –Ele riu.


-Legal, então pode me dar um desconto, não? Preciso colocar um piercing nessa boca antes que o furo cicatrize. –Eu sempre fui meio pilantra.


-Ah, sim, o Bert comentou sobre a briga com seu pai. –Desviou os olhos — Mas eu não acho que vá dar pra colocar um piercing aí, ta um rasgo bem feio, melhor esperar cicatrizar tudo e depois furar de novo, eu furo pra você de graça e te dou um desconto na jóia! –Quinn deu uma piscadela. Eu ri.


-Well, então farei isso, se você está falando… –Eu fiquei meio corada, Quinn era um cavaleiro e tanto. –Vai pro show?


-Estava fechando a loja agora, você está indo pra lá? Se sim, eu posso te acompanhar.



Fui até o local do show acompanhada de Quinn, cheguei ao backstage com os braços agarrados nos dele, por causa do frio. Frank parara olhando em nossa direção ao passarmos pela porta do camarim, ele fitava serio de mim para Quinn e vive-versa. Eu quase dei uma risada, como Frank poderia ser tão inocente? Eu acabara de passar a noite na casa de Bert, e ele olhava feio para Quinn?


Me soltei dos braços do meu futuro bodypiercer e fui cumprimentar Frankie.


-O que você estava fazendo agarradinha com ele? –Ele falou num tom baixo antes que pudesse dar-lhe um beijo. O ciúme de Frank era quase doentio.


-Eu o encontrei enquanto estava vindo pra cá, aí viemos juntos, problemas nisso? –Respondi seria, colocando as mãos na cintura.


-Eu não quero explicações desse tipo, eu quero explicações sobre sua mãe ter me dito hoje de manhã no telefone que você desapareceu com um amigo ontem e não voltara, e também quero explicações do fato de você estar agarrada ao Quinn, isso está ficando muito estranho Mellanie! –Sua voz foi aumentando gradativamente em meio àquela frase.


-Escuta aqui… –Coloquei o indicador na cara dele levantando a voz, mas não sabia o que iria dizer.


-Não! Escuta aqui você! –Ele levantara a voz como nunca havia feito. Todos no camarim ficaram em silencio de repente. Pela visão periférica, avistei Bert logo atrás de Frank, pasmo como resto do pessoal. –Você ta ficando muito estranha comigo nessas ultimas semanas! Pra falar a verdade, dês de que conheceu o Quinn, qual é a sua Mell? Você acha que eu sou burro ou coisa do tipo? –Nesse momento, não pude conter um sorriso. –Você passa dias sem falar comigo, o único jeito de ouvir sua voz nos últimos dias foi te ligando, por que eu duvido que você me ligaria! –Percebi o ódio emanando em cada palavra que Frank dizia, mas não consegui –eu juro que tentei –segurar o riso. –Vai ficar rindo da minha cara agora!? –Ele quase caiu em cima de mim.



-Frank, querido… –Tentei esconder o sorriso e falar mais sobriamente. –Você já devia saber que eu ODEIO gente se intrometendo na minha vida! –E então levantei a voz novamente, voltando à apontar o indicador em sua cara –Ninguém me controla, Frankie. Ninguém! Se você acha que eu devo satisfações a você só porque você transa comigo nos fins de semana, você está errado! Passei a noite fora sim, sabe porque? Porque meus pais brigaram de novo, e eu realmente preferi ficar na rua a ter de passar a noite na sua casa! –Ok, eu mudei um pouco os fatos. –Você não tem direito de controlar minha vida, já que você mal sabe dela! Você não é meu dono só porque “pra todos os defeitos” estamos namorando, porque há muito tempo isso já não parece um namoro, Frankie! E o Quinn não tem porra nenhuma a ver com isso. Se enxerga Frankie, não é por causa de ninguém que no ultimo mês o nosso relacionamento ta uma merda, é você que não quer enxergar isso! –E terminando a frase eu retomei o meu fôlego.



Todos estavam perplexos, inclusive Frank.



-Eu… Eu não ficar discutindo com uma pivete que nem você! –Seu olhos estavam semi-serrados olhando para os meus. Tenho de admitir: Pensei que ele realmente fosse me bater.


-Pivete? Pivete, Frank? Agora eu sou a pivete né? Quando estamos na cama eu não pareço pivete pra você, pareço?


Frank então contraiu os lábios, ainda me olhando com ódio, e sem dizer mais nada deu meia volta e entrou pela porta à direita.


Todos estavam pasmos olhando pra minha cara, e eu já não sabia como agir.


-Mellanie… Isso foi culpa minha? –Quinn. Que estava logo atrás de mim, baixou as mãos em meus ombros.


-Não Quinn, relaxa isso não tem nada a ver com você, meu relacionamento com Frank não está bem já faz um tempo, fica tranqüilo.



Então dei meia volta e saí do camarim. Dei alguns passos, pra me afastar de qualquer ser humano ali presente, e acabei por sentar em uma escadaria externa de um edifício abandonado que se encontrava ao lado do grande palco.


Estava escuro, acendi meu ultimo cigarro com desgosto e passei meus olhos vagamente por toda aquela bagunça de um show de rock: Muita bebida, muito barulho, fumaça subindo. Gays, punks, emos, grunges, skinheads, skatistas, metaleiros e até hippies. Rodas de bate-cabeça, camisinhas voando, garrafas sendo jogadas por todos os lados… Como alguém saía vivo dali? Senti que não me encaixava nos nomes de cada grupo de pessoas: Não era punk, apesar de levar um pouco da ideologia à frente. Não era emo, apesar de gostar de algumas bandas e usar roupas do estilo. Não era skatista, embora soubesse andar de skate. Não era metaleira nem grunge, apesar de idolatrar bandas desse estilo. Gay? Naquela época eu não tinha opinião sexual formada. (apesar de nunca ter beijado uma mulher, vontade não me faltava).


Apesar do barulho, teve um momento em que minha mente ficou clara, não ouvia mais nada, e toda aquela bagunça parecia mais uma cena de um filme passando em minhas pupilas, tudo ao som daquela musica… On My Own.



“Sem entender o que aconteceu…”


Foi quando vi um a silhueta de um garoto magrelo de cabelo aos ombros e estatura media vindo até mim. Bert segurava duas garrafas de Heineken e, como sempre, tinha uma bituca de cigarro na lateral dos lábios carnudos, ele sorria daquele jeito que me fazia perder o fôlego.



“Você apareceu… E agora?”


Bert sentou ao meu lado na escada, me passou uma das garrafas e continuou tragando seu cigarro, sem dizer nada, olhando pra cima. Eu não consegui entender.


-Eu não sabia que você tinha uma língua tão afiada, Mell. –Bert riu, mas de um jeito um tanto serio.


-É, às vezes eu ataco de ser maria-macho. –Sorri, entornando a garra em minha boca.


Ficamos no silencio de novo.


-Eu deveria estar me sentindo culpado?


-Por partes sim.


-Me desculpe, por partes? –Bert olhou pra mim com uma de suas sobrancelhas levantada.


-É… A culpa não é toda sua.


-Ah… Mas de qualquer jeito, a culpa disso é minha, então? –Bert sorriu.


-Já disse: Por partes sim! Você é bobo ou o que? –Eu ri tentando não ficar corada com o rumo da conversa.


-Mas… Eu não entendi esse “por partes”.


-Olha… “Eu + Frankie” já não estava dando certo antes de você… Você só… Não sei explicar! –Eu não conseguia mais olhar nos olhos de Bert. –Você só deu um empurrão pra eu me tocar finalmente de que não estava mesmo como era no começo…


Ele ficou em silencio por alguns segundos. Aquilo era prazerosamente intimidador.


-Há quanto tempo esta com Frank?


-Namorando serio? –Pensei um pouco –Uns dois meses. Mas temos esse casinho idiota já faz mais tempo.


-Nossa, se você enjoa de uma pessoa em pouco mais de dois meses, o que é amor pra você? –Bert olhou nos meu olhos profundamente, com aquele meio sorriso.


Ok, nessa hora eu corei, foi incontrolável.


-Eu acho que nunca amei e nunca vou amar alguém, não do jeito que eu acho que seja o amor de verdade. Parece que é tudo excitação, sabe? Tipo adrenalina: Eu não quero que passe, mas passa, sempre passa. E tudo fica sem graça depois.


-Entendo, eu sou assim também, deve ser idade. Não diga que você nunca irá amar alguém, isso pelo que você esta passando é só paixão, quando for amor… Amor de verdade, sabe? Aí você vai saber logo de início, acredite. Eu não acredito muito nessas coisas de “alma-gêmea” ou “metade da laranja” ou o caralho a quatro, mas eu sei, acredite: Eu sei que quando chega uma pessoa correta você sente isso, você sente diferente de qualquer outra paixão que já sentiu… Eu sou retardado, Mell? –E então ele riu.


-E-eu não sei. –Eu acompanhei sua risada, olhando agora para uma garrafa já vazia em minhas mãos. –Já sentiu isso?


-Como assim?


-Porra, você está lesado! –Eu ri e corei. Estar ali sentada ao lado de um Bert filosófico e conversando justamente aquele tipo de conversa, me deixava sem fôlego e com aquelas palpitações no coração. –Eu quis dizer… Você já encontrou alguma vez a “pessoa correta”?


Bert olhou nos meus olhos novamente, a luz branca de um holofote batia diretamente eu seu rosto, me fazendo parar de respirar por alguns segundos ao encontrar o brilho daqueles olhos azul-céu. “Me beija?” –Eu queria ter tido coragem pra dizer o que pensava naquele momento.


Então Bert deu um risinho, encolhendo os ombros e desviando os olhos para os próprios pés. Então, ao perder de vista o brilho dos olhos azuis, eu voltei a mim mesma.


-Ah… Sei lá… –Continuou sorrindo, olhando para os pés.


Eu queria muito que não estivesse escuro naquele momento, só pra saber se ele havia ficado corado ou não.






On My Own _ The Used.

Notas finais
ah, falaí, esse capitulo foi bem romantics *-* DEIXEM REVIEW, SE NAO EU VOU ME MATAR! D: