Yesterdays Feelings

6 Capítulo 6: I'll Be Just fine.


Notas iniciais
agora as coisas derenrolam (:

Mudamos de assunto varias e varias vezes, e quando menos percebi, o show havia começado, Bert me puxara para um local ao lado dos grandes amplificadores do palco, de onde fiz jóia para Gerard enquanto o mesmo cantava uma das minhas musicas favoritas dos ensaios: Drowning Lessons.


Não olhei para a cara de Frank enquanto o mesmo tocava, eu só entrei naquele palco pra dar apoio no primeiro show da banda de meus amigos Gerard e Mickey Way.


Para o primeiro show da banda, até que eles fizeram bastante sucesso. Quando tudo aquilo terminou, os meninos voltaram cansados e soados para o camarim, os cabelos desarrumados grudados ao rosto, que possuía um tom avermelhado, eles pareciam crianças saindo de um parque de diversões. Ficamos por mais algumas horas no camarim e depois fomos para casa de Gerard e Mickey, seus pais não estavam em casa então resolvemos dar uma pequena festinha para comemorar. Fiquei todo o caminho do show até a casa dos meninos sem falar com Frank.



Compramos umas bebidas, ligamos o som no volume maximo e ficamos conversando ainda ecitados por causa do show. E eu passei todo aquele tempo sem trocar uma palavra com Frank, eu o percebia me olhando frequentemente –ele dava mais na cara ainda quando eu chegava perto de Quinn. Uma vez ou outra ele vinha falar comigo, mas, quando ele não desistia e virava a cara, eu o ignorava. Sim, eu não estava com o mínimo saco pra continuar uma briga idiota que não daria futuro nenhum. Eu só queria curtir aquela noite ao lado de Bert e eu não entendia como Frank não havia percebido ainda.


Às duas da manhã Frank, Ray e Bob foram embora. Enfim livre, e agora apenas com meus melhores amigos: Gerard, Mickey, Jeph, Quinn, e é claro, Bert.


Logo todos estavam completamente bêbados, Mickey havia sido “atacado” por Jeph em cima do sofá, foi a primeira vez que vi dois homens se beijando tão de perto. Não pude esconder meu choque, corei e Bert logo riu.


-Nunca tinha visto uma cena dessas?


-Ahm… Não tão de perto. –Encolhi os ombros sorrindo para Bert.


-Haha! Você é amiga de Gerard Way e nunca viu dois homens se pegando? Como pode isso? –Bert virou para Gerard, os dois se entreolharam por uns segundos e riram.


-Como assim? –Eu já não entendia mais nada.


-Ah… Então o Gee nunca te contou? –Bert então colocou a mão no queixo, pensativo. –Vou te dar uma pequena dica! –Se aproximou de mim e piscou.


Aquele foi mais um momento da minha vida que não vou me esquecer, por mais que eu queria.


Bert apoiou as mãos no rosto rosado de Gerard e o puxou para si, dando um beijo apressado e rude, o qual durou por volta de 10 segundos.


Eu fiquei boquiaberta. Olhei para os lados e vi Jeph e Mickey rindo em cima do sofá, provavelmente da minha cara pálida naquele momento.



O tempo passou e o sol nasceu, eu só me lembro de sentir meu rosto ficar quente com o toque solar, percebi que meu corpo estava dolorido também, eu não conseguia me mover, então fiquei em silencio, quieta. Senti uma leve brisa vindo e voltando no meu rosto, era a respiração de alguém.


Ainda de olhos fechados tentei mover meus braços e tatear à minha volta.


-O que você está fazendo? –Era a voz preguiçosa de Bert, bem à frente de mim.


Abri os olhos, e lá estava Bert deitado apertado do meu lado, o cabelo bagunçado e os olhos azuis com uma leve depressão de olheiras. Eu estava com a ponta dos meus dedos em seu rosto pálido. Ele sorria.


-Desculpa. Estava tentando descobrir o que era do meu lado. –Abaixei minha mão e virei meu rosto, tentando não corar. Mas era impossível.


-Era eu, poxa. Não fique rosa desse jeito, parece até que não me conhece…


Nós rimos. Estávamos deitados no sofá da sala, nossos corpos grudados um ao outro. O sol batia no rosto perfeito de Bert, e então percebi: O olhar malicioso voltara.


Bert colocara sua mão em meu rosto com cuidado, desceu-a lentamente, colocando uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha, e depois até meu pescoço com as pontas gélidas de seus dedos. Eu tremi.


-Olha, eu espero que não pareça que eu estou dando em cima de você, mas… Você é linda de mais, parece até que não existe.



Uh, desculpa Bert, mas realmente pareceu que você estava dando em cima de mim.



Eu suspirei fundo e senti meu rosto corar de novo.


-Não. Não faça isso, pare de ficar rosa! –Ele riu.



Sua mão tomou rumo novamente, passando por cima de minha clavícula suavemente, chegando após até minha cintura, a qual ele apertou involuntariamente e me puxou mais para perto ainda de seu corpo quente. Bert me beijou cheio de desejo, um beijo que me arrepiou, um beijo molhado. Ele mordia e puxava meu lábio inferior. Uma de suas pernas estava entre minhas coxas, e ele começara a subi-la lentamente, eu suspirei mais fundo dessa vez, quase como um gemido sem som.


Eu sabia que aquilo ia ficar mais quente. E ficou. Ficamos um bom tempo daquele jeito, entre carícias e suspiros, sentindo nossos corpos quentes um no outro, lentamente.


Foi quando ouvimos uma voz.


-Meu Deus.


Avistei Gerard parado na ponta do sofá, as mãos na boca em uma expressão afeminada de espanto. Paramos nossos movimentos involuntariamente e o olhamos paralisados.


-Eu… Eu não acredito nisso Bert. –Ele virou o rosto em decepção e saiu do cômodo.


Bert se levantou e olhou para minha cara, procurando uma expressão, mas não havia nenhuma. Ele não dissera mais nada, se levantara do sofá e fora atrás de Gerard, sem mais olhar na minha cara.


Paralisei no sofá, o que era aquilo? Sentei-me e fiquei ali, tentando ouvir algo.


-Cara, desculpa. Meu, eu posso explicar.


-Vai pra puta que te paril Bert, o que é isso!? Você esta achando que eu sou o que? Não, não vem pra cima de mim não cara! Sai daqui Bert! Eu não quero nenhuma explicação!


E então eu comecei a entender, mesmo que não quisesse.


-Calma cara, foi um mal entendido, ta?


-Mal entendido!? Você não tem desculpa melhor Bert?


-Desculpa…


-Desculpa o caralho! Você se muda pra cá, vem dizendo que me ama e quer voltar, o que é isso? O que você acha que eu sou pra você, Bert!?Que palhaçada! Ela é minha melhor amiga!


“Voltar?”


Eu não agüentava mais, não podia ser. Mais desilusão nessa vida?


Peguei algumas tranqueiras minhas do chão e coloquei na minha bolsa, que ainda estava na sala, a coloquei sobre meus ombros, abri a porta sem olhar para os lados e fui embora o mais rápido que pude.


O sol brilhava direto nos meus olhos, eu estava com muita dor de cabeça e não conseguia lembrar o caminho de casa. Só saí correndo, não sabia se sentia ódio ou tristeza. Eu tinha vontade de gritar, tinha vontade de chorar até não conseguir mais, meus pensamentos eram incertos:


“Era tudo uma mentira, era uma mentira o tempo todo. Bert só me usara. Tudo o que ele havia me dito era uma mentira… Aquele joguinho de ser meu amigo… Era tudo uma mentira. Quando perguntei se ele havia achado a pessoa certa e ele corou, não era eu, era Gerard. Como fui idiota, acreditando que um cara como ele poderia gostar de mim assim tão facilmente. Como eu fui iludida.”


As lagrimas começaram a rolar do meu rosto, eu andava apressada pela calçada.


“Horas, dias, semanas pensando nele sem parar. E pra quê? Ele ao menos pensava em mim esse tempo todo, só se aproximara porque me achara bonitinha. Canalha. Só ficara comigo essa manhã por que achara que todos estavam dormindo, com certeza. Idiota, idiota, idiota. Eu sou uma idiota. Eu terminei com o homem me amava de verdade por ele. Meu Deus, como eu sou patética!”


Sentei na guia calçada e apoiei minha cabeça em meus joelhos, chorei. Derramei todas as lágrimas que poderia derramar. Olhei para o céu pedindo ajuda, algo ou alguém precisava me ajudar, eu nunca sentira uma dor tão grande como essa. Ouvi um barulho estranho e olhei ao meu lado, havia caído algo do meu bolso direito, era uma chave.






Curses _ Bullet For My Valentine.

Notas finais
aeae (: espero que todos estejam gostando, mandem reviews! see ya b29;