Yesterdays Feelings
4 Capítulo 4: Mascaras.
Notas iniciais
Vi que o numero de leitores subiu, mas nenhum review ainda D: maldade.
Bert acabou por me convencer a dormir na casa dele, contanto que ele não ficasse com gracinhas –Não era só porque eu estava incondicionalmente apaixonada que eu iria dormir com ele na primeira noite, eu tinha só quinze anos!nãicasse com gracinhas a noite -nr na casa dele, contando que ele nao o de desaprovaçerdade, medo de desaprovaçpor de tras
Ele me contara a historia de como conseguira morar em um apartamento sozinho. Chegara a uma conclusão com seus pais, que concordaram em colocar o apartamento de Bert em seus nomes para que ele pudesse levar em frente o seu sonho de ter uma banda. Imagino como foi difícil.
Bert fizera um jantar maravilhoso à luz de velas, eu não imaginava que ele era do tipo romântico. Ele me prometera que não faria gracinhas, eu não aprovei a luz de velas e ele deu a desculpa de que era pra não gastar energia, já que ele estava desempregado. Bert riu quando contei a imagem que eu fazia dele.
-Eu sei que não pareço ser o que sou. É uma mascara, Mellanie. Na verdade eu não passo de um moleque romântico, chorão… E apaixonado.
-Apaixonado? –Meu coração dera um salto e minha voz falhara, percebi que Bert também ficaram um pouco perplexo com o que acabava de dizer. Uh, as borboletas no estomago de novo.
-É… Apaixonado pela vida, sei lá. –Ele ria, tentando desfazer o que disse, talvez.
Ficamos conversando por horas naquela pequena mesa depois do jantar. Eu estava completamente sem sono, mas percebi que Bert começara a ficar sonolento.
-Não quer dormir? –Perguntei enquanto víamos tv. –Já é tarde você deve estar cansado, tudo bem se quiser dormir, eu vou ficar mais um pouco aqui pra ver se pego no sono.
-Não, claro que não. Estou aqui pra te fazer companhia. –Ele sorriu. –E, aliás, se eu for dormir você acaba tendo que dormir no sofá aqui na sala, eu só tenho uma cama, baby!
-Ah, tudo bem eu durmo no sofá, Bert. –Me lembrara então que Danny estava dormindo na cama do quarto do mesmo. –Se quiser, eu tento tirar o Danny da sua cama pra você dormir.
-Não, nada disso. Deixe o menino dormir, ele estava exausto. Se quiser tenta se espremer lá com ele, ou se não o meu outro sofá ainda está lá no quarto! Eu durmo aqui mesmo.
-Ah, Bert. Eu vou me sentir mal de deixar você aqui na sala dormindo, vai lá pro quarto, vai.
Ficamos quase meia-hora discutindo onde cada um dormiria. Eu sabia que não ia dormir tão cedo –Já eram três e vinte da madrugada. Mas sabia também que Bert não ia me deixar ficar na sala. Até que o mesmo desistira de dormir, perdera o sono com nossa discussão. Me senti meio culpada.
Ele fora até a cozinha num pinote e voltara carregando em suas mãos duas garrafas de Whisky.
-O que vai fazer com isso? –Eu ri.
-Vamos beber, oras! Claro que se você não quiser, eu bebo as duas. –Sentou no sofá empurrando uma das garrafas pra mim. –Vai ou não vai?
-Ah! Eu vou então! –Tive um pouco de medo, de início. –Quer me embebedar é?
Cada vez que bebíamos nossa conversa ficava mais alta e dávamos mais risadas. Eu bebi sozinha uma garrafa inteira, nunca tinha feito aquilo na vida, mas não passei mal. Não sei a que horas fomos dormir, não me lembro de nada até hoje.
Acordei com raios fortes do sol na minha cara e, ao abrir os olhos, percebi que estava na cama com Danny. O sofá logo a minha frente tinha um lençol, Bert provavelmente dormira ali, mas onde ele estaria agora?
Levantei preguiçosa, com cuidado para não acordar Danny. Abri a porta do quarto e então ouvi barulho de água, Bert estava tomando banho. Bati na porta para avisar que já estava acordada, mas ele provavelmente não me ouvira. Paseei pelo pequeno apartamento até resolver finalmente parar na cozinha, estava com fome, mas tinha vergonha de procurar algo pra comer. Sem mais o que fazer, suspirei e sentei na cadeira em frente à mesa, esperando por Bert.
Ouvi a porta do banheiro se abrindo e olhei para traz… Eu devia ter gritado que estava acordada antes que ele chegasse à cozinha…
Bert McCracken parou em frente à porta, meio sem reação. Ele estava nu. Não sei por quantos segundos ficamos parados olhando um pro outro de boca aberta, mas –como não sou tonta –reparei em cada detalhe de seu corpo.
Tinha uma grande tatuagem no dorso direito, com um desenho que não fazia muito sentido, uma rosa em meio à teias no ombro esquerdo e um pequeno dragão descia por sua virilha –Sim, eu olhei essa parte.
Bert então, como num reflexo, se virou rapidamente e se dirigiu até o quarto, pedindo desculpas, envergonhado. Eu só consegui sorrir pra mim mesma e corar. Ele voltou do quarto ainda perplexo e se sentou comigo à mesa.
-Está com fome? –Perguntou sorrindo.
-Um pouco. –Eu menti.
-Hm... Vamos ver... –Disse preguiçoso abrindo a porta da geladeira.
She _ Green Day.
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