Yesterdays Feelings

1 Capítulo 1: Apresento-te à Minha Vida


Notas iniciais
Bom, o começo é meio looser, mas tenham paciencia comigo .-.
aqui vai um prólogo.

b30;Prólogo:
“Eu nunca iria me imaginar como estou agora, nem nos meus sonhos mais profundos. Essa era a vida que eu queria, mas me vendo nela agora, percebo o quanto é difícil, e sei o quanto eu quero sair dela. Afinal, valeu a pena?”

Meu nome? Mellanie Deluxe, sim, venho de uma família francesa, não que isto tenha importância na minha historia. Completei hoje meus dezenove anos, mas a historia não começa aqui, começa quando eu era apenas uma menina idiota de quatorze anos…
Tudo começou em 2000, numa livraria de riquinhos na cidade onde tinha acabado de me mudar, Los Angeles, quem diria que o trabalho idiota do meu pai traria tanto dinheiro, e faria a família vir para cá. Naquela livraria, eu conheci um grupo de meninos, dos quais eu nunca sonharia que agora estariam fazendo turnê fora do país…

Conheci Mickey Way por acaso, ele trabalhava lá, naquela livraria, e futuramente seria meu novo colega de classe também. Com o tempo acabei fazendo muita amizade com ele, seu irmão Gerard e seus amigos. É claro que tudo isso não precisa ser contado na minha historia, ela começa bem depois de eu acabar fazendo parte do “grupinho” de amigos de Gerard Way… Quem diria, por causa de uma maldita livraria. Em menos de um ano, eu me vi em um namoro com o guitarrista da banda de garagem de Gerard, o Frank Iero, aquele que eu achava que seria o homem da minha vida.




Era quinta-feira, dia 9 de fevereiro de 2004. Uma quinta-feira ensolarada. Gerard me ligou, era estranho isso da parte dele, Gerard sempre fora muito incluso em sua vida pessoal.


“Vamos dar um rolêsinho com uns amigos nossos que vieram morar aqui há pouco tempo, Mikes e Frankie querem que eu te chame pra conhecer os meninos.”


Por que não? Era quinta, e eu ficava sufocada e angustiada se passasse muito tempo em casa. Sim, eu era muito adulta — ou pelo menos me achava — pra minha idade de 15 anos.


Fomos até o terraço do apartamento de Frankie, onde eu encontrei um grupo de quatro garotos em uma rodinha bebendo Heineken.


-Amor, esse aqui é o Jeph, o Bert, o Branden e o Quinn. –Frank me apontou cada um dos garotos. –Eles estão com uma banda nova chamada The Used, vamos tentar crescer nossas bandas juntos.


Fitei cada um dos garotos, para não me esquecer deles depois. É fato, eu sempre tive uma memória de peixinho dourado. Jeph era bem bonito, tinha um cabelo curto preto com mechas laranjas, muito parecido com o corte de Frankie,possuía muitas tatuagens no braço, e também muitos piercings pelo rosto, por isso me precipitei imaginando que ele seria o mais velho.


Então virei meus olhos para Bert. Foi nesse momento que minha vida mudou, no exato momento em que olhei para aquele menino de cabelos negros meio encaracolados nos ombros, e com uma única mecha vermelha caindo por trás de sua cabeça. Ele tinha no rosto uma fisionomia que até hoje eu não sei explicar, é uma mistura de malícia no olhar e um sorriso que se diz ser de um masoquista, um sorriso parecido com o do ator Jack Nicholson. Bert era muito charmoso, para mim claro, tenho certeza de que qualquer outra garota que o visse com aquela garrafa na mão e uma bituca de cigarro na lateral dos lábios diria o contrario, talvez dissesse que ele parecia um drogado, well, parecer um drogado pra mim é um charme que eu não posso negar.


Quando meus olhos se encontraram com aqueles olhos azul-céu e o garoto sorriu, senti meu rosto corar e, apesar de estar abraçada com Frankie, senti segundas intenções naquele sorriso, não imaginaria que estava certa, agora eu sei que sim.


Apesar de Bert, Branden era talvez o que mais me chamava atenção, talvez por seu cabelo verde naquele corte punk todo pra cima. Não, ele não me parecia bonito, mas me pareceu muito simpático de primeira impressão, sorriu pra mim também, não com toda aquela perversidade de Bert, mas sorriu.


Quinn sim era o tipo que garoto que todas as meninas iriam morrer de amores, tinha aquele mesmo rostinho de bebê de Frankie, um cabelo tão louro que parecia quase branco, com uma franja caindo no lado direito, boca pequena, olhos amendoados… Sim, Quinn era realmente uma gracinha, ainda mais quando sorria.



Eu nunca fui muito boa com os meninos, só fui boa mesmo pra ter amizade com eles, nada mais. Sempre fui muito tímida, e os garotos conseguiam tirar isso de mim. Los Angeles tinha tirado um pouco daquilo de mim também, e quando menos percebi tinha aceitado o pedido de namoro de Frankie, eu não sabia se eu gostava dele de verdade, mas tinha certeza que aquilo era uma paixão. Já se passava dois meses que estávamos juntos, isso não é muito, mas para uma garota como eu, era uma vitória, ou não. Eu tinha uma paixão incontrolável por ele quando tudo era mais difícil: Quando ele namorava Jamia e eu ficava de lado, amando em silencio, ou quando ele fingia não se tocar de que eu queria mais dele do que uma simples amizade. Mas agora que já se fazia dois meses com ele, tudo parecia tão rotineiro, ele me buscava pra escola junto com os garotos, saíamos sempre juntos toda a sexta feira, eram quase sempre os mesmos passeios: o point alternativo da cidade, cinema, shopping, essas coisas que qualquer menina da minha idade se sentiria satisfeita em fazer. Mas eu não estava satisfeita, eu era diferente, eu queria coisas diferentes e meu relacionamento com o Frank parecia cada vez mais chato.


Meu gosto para homens também havia mudado, e com isso, o charme de Frank para mim tinha quase que desaparecido. Antes, menininhos com carinha de anjo, cabelo arrumadinho no estilo “emo-chemo” (como sempre disse o Jeph), roupinhas estilosas e all stares era a coisa mais maravilhosa pra mim. Mas isso mudou, e não sei como, acabei tomando um gosto por garotos com estilo despojado, que não se preocupavam com a aparência, com cabelos longos –assim como Bert. Cara… Eu passei a ter um certo fetiche por garotos cabeludos, talvez pelo fato de estar ouvindo Pearl Jam, Metallica e Led Zeppelin nos últimos meses, coisa que faço até hoje.



Me sentei com os meninos até então quase desconhecidos pra mim. Sim, eu fiz duas coisas que até então nunca tinha feito: Saí dos braços de Frank sem mais nem menos, sem explicação –talvez por que eu tinha ficado levemente atordoada com o garoto Bert. E outra coisa que nunca tinha feito foi me sentar tão normalmente no meio da roda, esquecendo completamente minha timidez incontrolável.


Os meninos começaram a puxar papo comigo, assuntos idiotas do tipo “e então, foi você a garota que conseguiu fazer o Little Frankie esquecer a otária da Jamia?”. Essa pérola foi mandada por Jeph, e ao ouvir aquilo tive certeza que de me sentiria constrangida, mas me surpreendi por não ter sentido meu rosto corar, talvez pelo jeito amistoso como Jeph falara comigo, como se tivesse adivinhado que eu era extremamente tímida. Bert deu uma risada desencanada ao ouvir o comentário do amigo ao lado, e foi aí sim que eu corei, sorrindo de volta…



Quase todos os meninos tinham descido o prédio para ir ao mercado ao lado, comprar alguma coisa para bebermos. Frank foi junto com eles, eu percebi que ele havia ficado meio perplexo dês de que soltei dos braços dele. No terraço, havia ficado apenas eu, Jeph, Bert e Quinn.


Até hoje eu não sei explicar como, com toda a minha timidez, eu consegui fazer uma amizade tão rápida com Bert. A voz rouca dele, apesar de não parecer, me deixava calma e seu jeito de conversar comigo me fazia esquecer do resto. Eu estava sentada ao lado dele, no chão de concreto, com as costas encostadas do muro que protegia as pessoas do terraço de uma incrível queda de 10 andares abaixo. Aquele terraço parecia mais aconchegante do que das ultimas vezes que pisei no lugar, ele era um típico terraço de um prédio barato no subúrbio de Los Angeles, um tanto underground, e eu gostava daquilo.


Fiquei o tempo todo conversando com Bert, não que aquilo fosse o que eu queria realmente, a beleza dele me deixava um tanto fora de mim, mas continuei ao lado dele, por que meus cigarros tinham acabado, e eu podia “cerrar” os dele. É eu sempre fui assim, sempre usava os outros para um fim próprio meu, sempre pensava em mim antes, isso eu aprendi com um amigo de infância meu, o Edward, vulgo Eddy, o qual eu não via mais dês da minha mudança de Seatle para Los Angeles.



Bert era realmente engraçado, eu gostava disso numa pessoa, ele sabia me fazer rir. Era debochado, falava o que dava na cabeça, ele não tinha a timidez que eu tinha. Isso eu sempre invejei nele…



“Freud disse uma vez que, as pessoas se apaixonam pelos outros que são o contrario do que elas são, que tem as qualidades que essas pessoas gostariam de ter…”





Ligth With a Sharpened Edge _ The Used.

Notas finais
como podem ver, escrevo de mais, me desculpem. eu ia dividir todos os capitulos em partes, mas fiquei com preguiçã, é.
cada final de capitulo terá uma musica, que pode ou nao ter algo a ver com o conteúdo do mesmo (: