Yes, My Lady.

15 Capítulo XV - Passado


Notas iniciais
UUUUUUUUOOOOOOOOOOUUUUUU! SERÁ QUE FINALMENTE VAMOS SABER SOBRE O PASSADO DA LOUISE NESSA BAGAÇA?! Bom, me desculpem a demora, desculpa mesmo. Acho que eu nunca demorei tanto assim na minha vida pra postar um capítulo. Também né... Essa é minha primeira fic... Mas ok. Tá tá, eu sei que esse capítulo tá grande e tals, mas é que eu não queria dividi-lo em dois :CC Me desculpem caso a leitura fique cansativa, mas leiam que esse capítulo é uma base pro que vai acontecer agr MUAHAHAHAHA aheuaheuhauheuhauheuaue Brinks

~ ~ Louise POV ~ ~

Uma claridade incomodante invadiu o cômodo, fazendo com que eu me virasse para o outro lado. O dia já havia amanhecido, isso era óbvio. Mas mesmo assim resolvi ficar com os olhos fechados, já que não havia conseguido dormir direito, graças a um sonho. Um sonho um tanto quanto... Legal? Essa não é a palavra certa. Perfeito? Talvez. Soltei o ar pesadamente, até que alguém me abraçou por trás, colando o seu corpo ao meu.

– Louise... – a voz de Sebastian soando perto de meus ouvidos e seus lábios roçando em minha orelha fez com que eu me arrepiasse na hora – A senhorita ainda está dormindo?

Fiquei quieta ali, com os olhos fechados, enquanto o mesmo tirava o cabelo de meu rosto, passando as costas das mãos em minha bochecha. Meu mordomo apoiou seu rosto em meu ombro, murmurando alguma coisa, sua voz baixa e sexy fazia com que eu ficasse tonta. Semicerrei os olhos, ainda incomoda com a claridade do quarto e tentei olhá-lo.

– Então, não foi um sonho. – afirmei, para mim mesma.

– Claro que não. – senti o mesmo sorrindo já que eu não conseguia encara-lo diretamente – Mas posso dizer uma coisa? – assenti com a cabeça – Se fosse um sonho, seria um dos melhores.

Corei imediatamente ao sentir uma das mãos do meu mordomo dançando por baixo de minha camiseta, que mais parecia um vestido, já que a mesma pertencia a ele. Fiquei mais vermelha ainda ao sentir o membro de Sebastian por cima da calça.

– Se-Sebas... – gaguejei o seu nome, mas o mesmo me puxou e me calou com um longo e demorado selinho.

Resolvi me virar e ficar de frente para ele. Meu mordomo estava coberto até a cintura com um lençol azul claro. Seus ombros estavam relaxados, enquanto o mesmo estava com a cabeça apoiada em uma das mãos, com o cotovelo no lugar que sua cabeça ocuparia no travesseiro. Seu cabelo estava bagunçado, com a maioria dos fios caindo sobre os olhos. Seus olhos estavam um pouco fechados, como se também tivesse acordado recentemente. Depois de um tempo Sebastian acariciou meu rosto, logo abriu um sorriso, mostrando os seus impecáveis dentes brancos.

– Vem, — ele falou se levantando e me puxando pelas mãos – vamos tomar um banho.

Vamos?!

Por algum motivo, que não sei qual, um flashback de imagens se passaram diante de meus olhos. Então me lembrei daquele homem. De imediato tentei me soltar de Sebastian, gritando um “Não me machuque!”.

– Louise... Calma, sou eu, Sebastian. – Sebastian falou, me abraçando e me acalmando. Me encolhi nos braços de Sebastian. Por que justo agora aquele homem voltou a me assombrar?!

~ ~ Louise POV off ~ ~

– Tudo começou quando eu tinha apenas oito anos... E-eu... – Louise odiava lembrar aquela época.

– Louise, pequena, você sabe que não é obrigada a me contar isso. – Sebastian colocou suas mãos por cima das mãos de Louise – Eu posso esperar. – o mordomo sorriu de lado – Sem pressa, my Lady. – o maior completou.

– Não. – Louise abaixou o olhar – Se eu contar logo não precisarei ter que me lembrar mais tarde. Como eu havia dito, eu tinha apenas oito anos. Era um dia nublado, ainda me lembro...

“Meus p... Meirin e Baldroy, haviam saído para resolver algo, estavam estranhamente apressados, mas eu não estranhei. Os dois nunca ficaram muito tempo comigo mesmo, mas bem, isso não importa. Os empregados estavam todos dentro da mansão, menos Robert, o mesmo estava fazendo o seu trabalho, cuidando das flores da mansão. Resolvi ficar com ele, afinal, eu amava as rosas que ele cultivava.

– Robert... – perguntei – Por que papai e mamãe não ficam mais tempo comigo? Será que... Eles me odeiam? – algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto.

– Ei Louise, não chore. – ele retirou suas luvas, rapidamente – Eles nunca iriam te odiar, você é muito preciosa para eles, seus pais só estão muito ocupados com o trabalho. Posso te contar um segredo?

– Conta, conta! – falei alto, Robert sorriu.

– Eles te amam muito, você é a coisa mais preciosa para eles.

– Jura? – perguntei, com os olhos brilhantes.

– Aham, juro. Posso contar outro segredo?

– Pode contar! – me empolguei, Robert arrancou uma rosa branca.

– Você é como uma rosa também. O que acha dela?

– Ela é linda! Mas por que eu sou como uma rosa, Robert? – ele sorriu, enquanto eu não entendia.

– Como você disse, ela é linda. Você é como ela, linda e graciosa. Vê esses espinhos aqui? – Robert perguntou, mostrando os espinhos da rosa – Por mais linda que seja, consegue fazer alguém se machucar e... Ver você chorando é como se... – Robert cortou o dedo com ajuda do espinho e sorriu – Como se eu me cortasse com a rosa, se você se machuca, eu me machuco também.

– Rooobert! – gritei, vendo o sangue escorrer de seu dedo – Me desculpa! Eu não queria te machucar! Me desculpa.

– Não é nada. – ele olhou para o dedo – Se você quiser não me machucar, é só não chorar, você é forte, Louise.

– Mamãe me disse que os nossos machucados se saram mais rápido com amor, você ama rosas, né Robert? Então... Se eu sou como uma rosa... – Sorri e o abracei, beijando sua bochecha – Eu quero que você sare rápido!

– Obrigado. – ele sorriu, acariciando meu cabelo.

– Agora eu quero pegar algo para você também!

– Algo para mim? – Robert perguntou curioso.

– Sim! Eu fiz um desenho para você, ficou muito bonito, vou pegar.

Corri até a frente da mansão, onde tinha uma mesinha ao ar livre. Eu amava ficar lá, vendo as nuvens ou desenhando. E o meu desenho estava lá, até o momento. O dia estava nublado, então ventava bastante. Olhei em volta, procurando o desenho, deveria ter voado, Finalmente o encontrei preso de baixo de uma pedra, corri tentando pegar ele.

Eu mal sabia que aquilo era uma armadilha.

Cheguei lá e me abaixei para pegar o desenho, pensando se o Robert iria gostar ou não. Aconteceu tudo muito rápido, em um momento eu estava me abaixando para pegar o desenho e então, em outro eu estava sendo agarrada por três homens que estavam usando máscaras pretas. Eles eram enormes...

– ROBERT! – gritei, tentando me soltar – Quem são vocês? Robert, por favor!

Consegui agarrar em uma árvore, com toda minha força. Como eu tinha oito anos, não consegui me segurar nem por trinta segundos, mas foi tempo suficiente para eu ver Robert correndo até onde eu estava, desesperado.

– Robert, me ajuda! Quem são eles? – gritei, enquanto eles me empurravam.

– É melhor calar a boca pirralha. – um deles falou, após de me dar um tapa no rosto, me fazendo cair – Mas o quê, quem é aquele idiota? Todos deveriam estar dentro da mansão agora, segundo ela. Alguém cuide dele.

– Deixe ele comigo. – falou um deles, correndo mais rápido que o normal na direção de Robert.

– Robert, cuidado! – gritei, Robert havia acabado de acertar um soco no homem que corria até ele.

Logo o homem parou, por um momento. Perguntando, algo como “Como ousa encostar em mim, imundo?” Robert respondeu algo que não pude ouvir e então o homem socou a barriga do meu empregado. Comecei a chorar, desesperada, já que o mesmo começou a tossir sangue. Do mesmo jeito, Robert se levantou e tentou chutar o homem, mas o de máscara socou sua mandíbula com uma força surreal, fazendo com que Robert caísse e batesse as costas em uma árvore.

– Não o machuque! Por que vocês fazem isso?! Vocês são maus, por favor me larguem!

– Não mandei calar a boca, pirralha? Vamos Arthuro, você, sempre querendo se aparecer, com um golpe você já o mataria, vamos logo.

E então essa foi a única coisa de que me lembrei, Robert esticando suas mãos na minha direção e alguém socando fortemente minha cabeça, me fazendo apagar.

Eu acordei em um lugar escuro, muito frio. Para piorar, eu estava vestindo apenas uma camiseta fina e um short azul escuro. Olhei em volta, até que percebi que era uma espécie de cela. Não seria tão ruim se não tivesse ratos.

– Onde eu estou?! – perguntei, caminhando até as grades e começando a bater nas mesmas para fazer barulho.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, gritando, chutando e batendo nas grades. Só percebi que era em vão depois de ferir minhas mãos e ficar rouca. Acho que fiquei dois ou três dias naquela escuridão, sozinha. Até que um dia... Um homem de cabelos grisalhos apareceu onde eu estava.

– É essa aqui?! – ele perguntou, apontando para mim – Vocês realmente acham que ela vale tudo isso que me pediram?

– Só queremos a grana e pronto. Vai levá-la ou não? Você não é o único da fila, precisamos da resposta agora. – um homem escondido na escuridão falava como se... Como se eu fosse um objeto, prestes a ser vendido. E bem... Foi isso que aconteceu.

O homem de cabelos grisalhos me agarrou e então me jogou dentro de um carro. Eu realmente estava muito fraca, então qualquer coisa seria em vão. Chegamos em sua casa, era um terreno bem grande e a casa grande também. Haviam vários adultos trabalhando naquele terreno, ninguém da minha idade.

– Está vendo? É isso que você vai fazer daqui em diante. Nem tente abrir a boca para reclamar, ou tentar fugir que eu te mato. Ouviu?

E assim eu fiz, estava com muito medo, não queria morrer, não naquela hora. Não antes de poder matar aqueles cretinos. Vários dias se passaram, semanas, meses. Eu acordava de manhã, tomava um mísero copo de leite e então trabalhava naquela maldita colheita sem fim. O sol se punha e ainda estávamos naquele lugar. Um homem anotava o desempenho de cada um, no meu caso, era pouquíssimo. E, se você não ajudava, você deveria ser punido. Então todo dia eu era punida, na frente de todos, para não seguirem meu exemplo.

Chicotadas, tapas, chutes, queimaduras...”

– Louise... – Sebastian falou, já que a mesma apertava a mão do mordomo fortemente – Você não precisa.

– Escute até o final. Isso é uma ordem. – a dama falou, não gostava de ser interrompida.

“As coisas foram assim durante meses, perdi totalmente a noção do tempo. Até que um dia, um garoto, de minha idade apareceu lá. Mas ele não era como nós, suas roupas não estavam rasgadas e seu cabelo estava arrumado. Passaram-se dois dias eu só o observava, enquanto o mesmo nos olhava com olhar de superioridade. Até que finalmente arranjei coragem e fui falar com ele. Durante algumas semanas eu esquecia o trabalho para ficarmos brincando. Nessas semanas eu fui punida mais severamente, mas bem... Por que importava? Naquele momento eu tinha um amigo, não é? Afinal, era o meu primeiro amigo.

– Ei, posso te mostrar um lugar? – ele falou enquanto me procurava atrás das árvores – Te achei!

– Como você sabia que eu estava aqui? Você trapaceou, não foi? – cruzei os braços e fiz um bico.

– Isso não importa, vem comigo. – ele pegou a minha mão e me guiou por meio das árvores.

– E-ei! Eu não posso, o Homem de cabelo branco vai me matar se eu fugir!

– Nós somos amigos, não somos? – concordei com a cabeça, enquanto estávamos cada vez mais longe das pessoas do local – Então tá resolvido.

Chegamos em um... – Louise estremeceu ao falar o nome – Em um poço.

– Dizem que se você olha bem lá no fundo do poço e faz um pedido ele se realiza.

– Sério? – perguntei, me inclinando para tentar olhar mais fundo – Então eu desejo poder sair daqui e quando crescer, poder me casar com voc... – sem que eu pudesse perceber, o meu amigo havia me empurrado. Enquanto eu caia poço adentro ele ria friamente.

– Casar? Eu nunca me casaria com uma pobre como você! Eu só queria brincar com alguém, mas ganhei um irmãozinho ontem! Então não preciso mais de alguém como você. – ele gritava.

Caí no fundo do poço e então fiquei sem entender. Por que meu amigo fizera aquilo comigo? Amigos não faziam aquilo! Então ele nunca tinha sido meu amigo? Meus pensamentos ficaram muito bagunçados, mas eu tentava não pensar naquilo, já que o meu amigo fechava a tampa do poço.

Fiquei desesperada, gritando muito e tentando escalar aquele poço, tudo em vão. Foi a partir desse dia que eu percebi o quanto as pessoas são horríveis. A partir desse dia, escolhi não confiar em mais ninguém, pensar apenas em mim mesma. Horas e horas se passavam, meu corpo dormente devido a temperatura da água.

Depois de muito tempo, um homem apareceu. O mesmo se vestia todo de preto, não me lembro de seu rosto, apenas me lembro que ele me salvou e então desapareceu, nunca mais voltei a vê-lo. Naquele mesmo dia, voltei até a “casa”. O Homem de cabelos grisalhos nunca gritou tanto comigo como naquele dia. Mas eu preferia ter tido mais cicatrizes do que ter sido vendida novamente, para pior.

Meu novo “lar” era um quarto pequeno, é ai que o homem de cabelos azuis aparece... Aquele homem é um verdadeiro monstro. Ele e todos os que estavam lá.

– Vamos, me obedeça. Ela até que é bonitinha. – ele falou para seus companheiros – Vou dizer uma coisa... Você deve ficar quieta, não deve murmurar nada. Só se quiser gemer o meu nome. Que é... Vou inventar um agora... O quê acha de Rei? Sim, Rei é bom. Esse será o meu nome. Todos os dias voltamos muito cansados para casa, precisamos de um momento para relaxar e é ai que você entra. Lembre-se: Nada de gritar, reclamar, nem um pio. Agora tire a roupa.

Eu fiquei parada... O homem ficou com raiva, então o fez sozinho. Não mexi nem um músculo, logo ele e seus companheiros pareciam frustrados. Mas mesmo assim eles fizeram aquilo comigo... Cada dia se passava e no final de cada dia eles iam até o meu quarto. Eu apenas ficava parada, esperando que aquele inferno acabasse. O ódio crescia dentro de mim, mas o quê eu poderia fazer? Eu nunca seria forte o suficiente para detê-los. Todo dia eu ganhava novas marcas roxas por todo corpo, mas o quê eu poderia fazer? Eu queria matá-los! Mas o quê eu fazia?! Eu apenas ficava parada, com os olhos fechados. Apertava os punhos com muita força. Afinal, o que mais eu poderia fazer se não ficar parada? E-eu era inútil, fraca. Eles me machucavam de tantas maneiras... Eu não conseguia fazer nada!”

– A senhorita deve ter sofrido muito, mas isso não irá acontecer nunca mais. – Sebastian abraçou Louise de um modo acolhedor, enquanto a mesma chorava com a cabeça apoiada no ombro do maior — Não se a senhorita não quiser. Pequena, a senhorita me deu a ordem para protegê-la e é isso que farei.

Notas finais
"Eu tinha apenas oito anos, quando nós nos conhecemos lá na rua da minha casa..." Sebastian... Você é muito gostoso cara AHEUHAUHEUHAUHEUHA NOSSA GEMT, QUE BABADO! Finalmente descobri o passado da Louise! Mas cá entre nós que esse passado num é nada colorido não. MANOO, QUEM É ESSE DESGRAÇADO DE CABELO AZUL? MERECE MORRER ESSE VADIO DOS INFERNO! E esse "amigo" também? Povo mal viu. AHEUHAUHEUHAUHEUHA E quem será a "ela" que eu deixei em negrito? :OO Ela é importante, não se esqueçam AHEUHAUHEUHAUHEA AAAh, antes que eu me esqueça, quem achou a Louise foi o Robert, o jardineiro, desesperado depois dois anos de procura :OO. Se gostarem deixem um like e favorito... Não pera, isso não é o Youtube... Se gostarem deixem um comentário na verdade.