Yes, My Lady.

18 Capítulo XVIII - Escuridão Eterna


Notas iniciais
Errrr... Sim. Era para eu ter postado antes, ontem para ser exata. ME DESCULPEM! Eu sei, é ruim ter que ficar esperando mas... Me desculpem por ser irresponsavel, de todo o meu coração! De verdade, aceitem as minhas desculpas. Eu prometo que agora irei postar direitinho, domingo 15h. Só leiam e não briguem comigo, vou fazer o meu melhor a partir de agora :33 Nos falamos nas notas finais

O mordomo de Aaron fechou os olhos, impaciente e então murmurou algo. Logo eu estava viajando em minhas memórias mais profundas. E Sebastian estava em todas elas, escondido na escuridão. Aquilo abriu uma ferida enorme. Então... Novamente fui enganada por alguém que amei?

– Já que ficou quieta vejo que acreditou em minhas sábias palavras. Arthuro, peço que nos deixe a sós agora. – Arthuro se retirou, deixando apenas a rosa com Claude – Você foi iludida, mas infelizmente a sua alma já o pertence. – Claude se aproximou de meu rosto, virei minha face em seguida – Mas podemos dar o troco... Com isso, com essa simples rosa, sua alma não pertencerá a mais ninguém.

Não consegui dizer mais nenhuma palavra, estava chocada de mais para falar algo. Claude arrumou seus óculos, antes de fazer qualquer coisa, retirou suas luvas. Logo o mesmo subiu as mangas de meu vestido e de meu casado até o cotovelo. O mordomo analisava os meus pulsos atentamente. Seus olhos dourados brilhavam de, o que eu acreditava ser ansiedade. Eu continuava não confiando nele, esperando que o mesmo me soltasse. Tentei chutá-lo, mas era em vão. Era como se algo estivesse prendendo as minhas pernas ao chão.

– Chama-se “Escuridão Eterna”. Eu sabia que se te contasse a verdade, você ficaria tão impressionada que não reagiria. Mas voltando ao assunto... Vê essa rosa? – ele pegou a rosa negra que Arthuro havia dito que havia um poder de cura – Ela pode tanto curar, como curou o seu ombro; quanto gerar uma grande maldição, é preciso ter cuidado com os seus espinhos.

Claude pegou a rosa e sorrindo me olhou profundamente nos olhos. Aquele olhar me enojava. Logo pude perceber por que o mesmo sorria. Em menos de segundos, Claude segurou fortemente meus pulsos, escolhendo o pulso esquerdo, soltando o direito e pegando a rosa com a mão livre. Em um piscar de olhos, os espinhos da rosa rasgavam o meu pulso. Senti uma dor insuportável, pior do que um corte comum. Gritei de dor, me contorcendo. Mas ao invés de escorrer sangue da ferida, escorria um líquido preto viscoso. Meu corpo... Parecia que entraria em chamas.

– Oh, vejo que está fazendo efeito! – Claude se entusiasmava – Seu grito, é como de um animal prestes a ser executado... Tão agonizante. Que tal chamarmos Sebastian para ouvir esse espetáculo também? – o mesmo conseguiu tirar o curativo de meu ombro, revelando a marca do contrato e meu ombro sem nenhuma cicatriz – Vamos, chame o Sebastian!

...

Algumas horas antes...

– Eu vou ficar bem, Karen. – Robert falou, fechando suas malas.

– Jura Robert? Eu estou com um mau pressentimento relacionado ao fato de você ir para o encontro de Louise. – Karen se preocupava com o jardineiro.

– Eu estou com medo que Louise cometa algum incidente com aquele mordomo... Ela vai ficar uma fera, mas irei mesmo assim, você sabe que sempre me importei com ela...

– Sim, eu sei. Mas me importo com você também! – Karen deixou a timidez de lado e deu um selinho em Robert, que ficou vermelho na mesma hora.

– Agora sim que eu tenho motivos para voltar sã e salvo! – os dois riram.

...

Voltando ao presente...

– Alguém se aproxima... – Claude anunciava, feliz como uma criança que havia acabado de ganhar um doce.

No mesmo instante, duas pessoas entraram na loja de flores. Uma delas, um demônio, a outra, um mortal. Eu o reconheci na hora, me perguntando como o mesmo havia chegado até aqui. Na medida em que o líquido viscoso em meu pulso parava de escorrer, a dor em meu corpo diminuía. Até que parei de gritar, a dor diminuindo lentamente.

– Ro-Robert...? – perguntei, o mesmo se voltou para mim, me olhando assustado.

– Claude Faustus... O quê fez com a Louise? – Sebastian perguntou, com uma onda negra se formando ao seu redor.

– Ah, chegou atrasado para o show, Sebastian Michaelis. – Claude se levantou, indo lentamente na direção de Sebastian – Mas irei acabar com você agora, já que deu as caras por aqui. Arthuro, – Claude o chamou – acabe com esse jardineiro.

Arthuro apareceu, sorrindo ao se reencontrar com Robert.

– Finalmente nos encontramos, Arthuro... – Robert falou com um tom ameaçador, o qual eu nunca havia ouvido antes – Temos um acerto de contas a tratar e ele acabará aqui, com a morte de alguém. Com certeza não serei eu. – o mesmo retirou uma adaga do bolso.

– Você é um humano, eu sou um demônio, já venci essa briga. – Arthuro sorria ao ver a tentativa de Robert de atacá-lo com uma adaga de prata – Armas mundanas não me ating...

O meu jardineiro pressionou a adaga no lugar onde seria o coração do demônio, o mesmo ficou em silêncio, se curvando com uma expressão de dor.

– Onde conseguiu is-isso?! Vo-você nunca poderia ter contato com es-essa adaga! – Arthuro caiu no chão, gemendo de dor.

– Eu me lembro que você era orgulhoso e com certeza iria pensar que essa adaga é apenas uma comum. Foi tão fácil acabar com você, orgulho realmente mata... – Robert arrancou a adaga do coração de Arthuro.

Um silêncio cortante tomou conta do local, até que vi aquilo em câmera lenta. Claude saiu da frente de Sebastian e correu na direção de Robert, chegando no mesmo em menos de um segundo.

– Seu...! – Claude gritou, com ódio. Logo o mesmo tirou três facas de ouro do bolso, colocando-as entre os dedos. Técnica que eu já conhecia, porém vinda de outro mordomo. – Como ousa matar Arthuro tão facilmente?! Não vá se achando pois matou um demônio, matar humanos também é super fácil. – ao estarem frente a frente, Claude socou o estômago de Robert, mas não foi um soco comum, pois a mão utilizada pelo mesmo continha três facas.

– NÃOOOOO! – gritei, meus olhos se enchendo de lágrimas. Corri até Robert, que caiu de costas no chão, sem forças.

Após meu jardineiro cair, pude perceber a onda negra que havia se formado ao redor de Sebastian sair dos poros de Robert.

– Então foi isso... – Claude falou – Robert estava possuído. Por isso que você não me atacou, não é Sebastian? Estava concentrado de mais nos movimentos de Robert. Mas... Não acredito, Arthuro, seu inútil! Morreu para um humano!

Engatinhei até Robert, sem me importar se Claude estava perto do mesmo ou não. O sacudi, desesperada.

– Ro-Robert! Olhe para mim! Nã-Não vá, por favor! – implorei, ajoelhada em sua frente, sem me importar em estar pedindo algo para o meu empregado, naquele momento éramos só os dois, Sebastian e Claude estavam em outro universo.

– Ei Louise... Não chore. – Robert falou, sorrindo e com os olhos cerrados – E-eu tinha uma dívida com você, lembra...? Sempre me senti culpado, por não ter conseguido impedir esses desgraçados de tocarem em você... – o mesmo tossiu, uma gota de sangue escorreu pelo canto de seus lábios – Você sofreu muito, por minha culpa... Isso me corrói por dentro.

– Robert... – tentei fazer com que o mesmo parasse de falar, mas como se não tivesse me escutado, Robert continuava a falar.

– Quando comecei a trabalhar na mansão, peguei um carinho tão grande por você, Louise... A verdade é que sempre te vi como uma filha. Eu sei que não passo de um jardineiro, sou inútil... Mas quando a levaram da mansão, perdi uma grande parte de mim. Mas agora... E-eu consegui matá-lo, consegui pagar a minha dívida, sei que com isso não irei conseguir tirar todo o teu sofrimento, mas... É o máximo que posso fazer para me desculpar. Se eu morrer agora, não ligo – Robert tossiu, com muita dificuldade e colocou sua mão ensanguentada em meu rosto, acariciando a minha bochecha – Me de-desculpe, Louise por isso.

– Ro-Robert... – infelizmente eu não conseguia pensar em nada, ele não deveria partir daquele jeito... – Obrigada.

– Você agradecendo, Louise? – Robert sorriu – Agora sim posso dizer que já... Que já vi de tudo. – O mesmo continuava sorrindo quando deu o seu último suspiro, fechando totalmente os seus olhos e soltando lentamente o meu rosto.

Notas finais
Ro-Robert? :CCCCC WHYYYY? Se fuderem também essa porra, tô saindo desse caralho. Adeus vida... AHEUHAHEUAHUHEUHA Brinks, não levem em conta os palavrões, só me revoltei um tiquinho. Ok ok... Dessa vez eu programarei o capítulo, sabem por quê? PORQUE EU TENHO UM PC NO QUARTO AGORA! UHHHHHHUUUUL chupem essa manga, vou escrever que nem uma condenada agora :333