Yamada - HIATUS
2 Temari - Infância Parte 2
Gaara no Sabaku
Se passou uma semana, e Emi estava certa. Na casa dela nem seu pai nem sua avó me discriminaram pelo demônio dentro de mim. Até me tratam como parte da família.
Ebisu-san me ajuda a controlar meu chakra e minha força da juventude, seja lá o que for isso. Ele é especializado em jutsu das sombras, como Jutsu Enforcamento Pela Sombra, Jutsu Possessão das Sombras, Jutsu Shuriken das Sombras, e outros. Ele disse que pode me ensinar algum quando eu crescer e já for um Gennin.
— Vamos lá, Gaara, Emi. Mais força da juventude! — disse Ebisu-san.
— Para de falar força da juventude, pela mor! — falou Emi — A gente não sabe o que é isso!
— Você tem que ir pra Aldeia da Folha pra saber. — ele riu, parecendo lembrar algo.
— Tou-san e suas viagens. — ela revirou os olhos.
— Se um dia vocês forem a Folha, procurem Gai Maito, ele vai explicar o que é a Força da Juventude.
— Gai Maito. — repetiu Yami pensativo — É aquele sobrancelhudo com roupa verde?
— Esse mesmo. — ele disse.
— O senhor tem cada amigo estranho... — eu falei.
— Sabe nem da metade. — riu Emi.
— Que tal esquecer meus amigos estranhos e concentrar no treino, em? — Ebisu-san perguntou rindo — Tentem o Jutsu de Transformação.
É, temos sete anos e treinamos Jutsu.
Fizemos o sinal de mão.
— Jutsu de Transformação! — dissemos juntos e logo a fumaça nos cobriu, quando ela se dissipou vi que eu tinha aumentado de tamanho, meus cabelos estavam castanhos e eu tinha ganhado alguns músculos, a imagem perfeita do meu irmão mais velho: Kankuro — Há, consegui! Consegui!
— Boa, Gaara. — disse Ebisu-san — Agora... — ele paralisou ao ver a filha. Ela tinha longos cabelos castanhos ondulados, pele bronzeada e os mesmos olhos vermelho intenso. A mãe de Emi — Hiyori.
— Consegui! — ela exclamou alegre dando pulinhos — Gostou, otou-san?
— Eu nunca pensei que a veria de novo tão cedo. Muito bom, filha. — ele passou as mãos pelos cabelos e olhou pro céu — Meu Kami! Vocês estão atrasados pra escola!
— Ah! — exclamamos ao mesmo tempo nos destransformando.
— Nada de 'Ah!', vou leva-los. — ele disse — Yami, pelo amor de Kami, obedeça Emi.
— Será que só sabe dizer isso? Yami, faça isso. Yami, faça aquilo. Yami, pare. — reclamou o morcego.
— Mas também tem os motivos pra isso, não? — perguntei retoricamente.
— Cala a boca! — exclamou aborrecido, nos fazendo rir.
~*~
Emi Yamada
Otou-san nos deixou na frente da escola, e, graças a Kami, o sinal ainda não havia batido.
— Se comportem. Emi, você vai pra casa do Gaara hoje, Yashamaru virá busca-los. — ele bagunçou meus cabelos e os de Gaara.
— Eba! — comemoramos.
— Hehe. Aproveitem enquanto não toca. Tchau. — ele disse e foi embora, o acompanhei com o olhar até não puder mais ve-lo.
— Bora pro balanço, Gaara! — chamei.
— Vamos! — ele disse e eu corri na frente dele — Isso não vale!
Ele veio correndo atrás, mas parou depois de ver os outros o olhando estranho. Bando de miseráveis!
— O que vocês tão olhando? — gritei.
Todos rapidamente mudaram a direção do olhar. Gaara chegou perto de mim e sussurrou um "Obrigado".
— Sem problemas. — eu disse — Vamos antes que... — o sinal bateu — Ah, qual é!
— Hehe. Parece que não conseguimos. — ele disse passando as mãos no cabelo.
— Mas na próxima conseguiremos! — exclamei determinada.
— Talvez. — sussurrou Yami.
— Calado! — sussurrei de volta.
— Com quem você tá falando? — Gaara perguntou.
— Yami, o morceguinho problemático. — respondi. [A: baixou o Shikamaru/G e E: Shika quem?/A: depois ceis descobre]
— Sou mesmo. — Yami sussurrou, me fazendo revirar os olhos.
Fomos juntos para a sala de aula, recebendo olhares atravessados de algumas pessoas. Bakas!
— Sabe, Emi — Gaara começou -, eu queria saber o por que você anda comigo.
— Por que você é meu amigo, ué. Eu zelo pelo bem daqueles que amo. — falei como se fosse óbvio — Os que não são seus amigos, eu tenho é pena. Não sabem como você é doce, legal e fofo. — ele deu uma leve corada.
— O-obrigado.
Sorri.
Sentamos nos nossos lugares lá no fim da sala, onde mais ninguém se atrevia a chegar perto. Yami ficou cochilando no meu ombro, sendo escondido pelos meus cabelos, Gaara ficou fazendo animais de areia, e eu fiquei o observando. Ele não é aquele monstro do qual falaram pra mim. Um monstro tá dentro dele, mas qual é o problema? Por que se incomodam tanto?
— Muito bem, classe — disse a sensei entrando -, o grande dia está chegando! Logo logo vocês poderão começar a treinar para serem Gennin!
A sala inteira grita de animação, exceto por Gaara e eu, já que meu pai já tinha nos adiantado.
— Certo, certo. — a sensei continuou — Mas, por enquanto, vocês continuarão na parte teórica.
Os alunos reclamam, de novo, com exceção de Gaara e eu.
— Teremos, hoje, um teste oral! — disse ela — Quando é um bom momento para o Ninja atacar?
Todos se calaram. Vi que Gaara se remexeu na cadeira desconfortável, percebi que ele sabia a resposta. Levantei o braço.
— Sensei, o Gaara sabe a resposta.
Todos viraram para olhar o ruivo, que se encolheu na cadeira.
— Se sabe, pode falar, Gaara.
Ele suspirou, se ajeitou na cadeira, e soltou:
— Um ninja espera a hora certa, quando o inimigo dorme e baixa a guarda, quando suas armas jazem esquecidas no campo de batalha, esse é um bom momento pro ninja atacar.
Boquiabertos. Todos estão assim, até eu. Não sabia que o Gaara é tão bom.
— M-Muito bem, Gaara. — gaguejou a sensei — Próxima pergunta...
~*~
Dessa vez conseguimos! Na hora do recreio, eu saí puxando o Gaara para o balanço. Desde o dia em que nos conhecemos nós ficamos no balanço no recreio. Na maioria das vezes só ficamos observando os outros brincarem, em outras ele fica fazendo esculturas de areia, ou ficávamos ouvindo os resmungos de Yami. Mas hoje não foi isso.
— Gaara, o Kazekage está te chamando. — disse uma menina loira com quatro chiquinhas e olhos verde musgo.
— O otou-sama? — Gaara perguntou confuso — O que ele quer, Temari?
— Não sei. — disse a tal Temari — Ele mandou um dos Shinobi te buscar.
— Discordar eu não posso. — ele disse saindo do balanço, eu fiz o mesmo e lhe abracei.
— Nos ainda vamos pra casa do Yashamaru, né? — eu perguntei.
— Claro. — respondeu sorrindo, este que logo se desfez e ele caminhou em direção ao Shinobi que o levaria.
— Você é a amiga do meu otouto? — perguntou a Temari.
— Otouto?! — perguntei surpresa. Kami, eles nem são parecidos!
— O terceiro. — disse — Não soube do monstro nele?
Fechei o punho com força.
— Você também o trata como um monstro? — falei, a fazendo soltar um 'An' — Eu não imaginei que sua própria irmã faria isso com ele.
— An? O que? Não, não, não é isso! É que em geral as pessoas se afastam dele quando sabem! — falou exasperada — Eu amo muito meu otouto, mas enquanto tiver alguém vigiando ele eu não posso me aproximar! — se justificou. Olhei pra ela, não parecia estar mentindo.
Suspirei e disse:
— Vou te contar uma coisa: o Gaara é o herói dessa vila, se não fosse por ele o tal monstro estaria a solta por aí. Por que o resto não percebe?
— Deve ser por que não enxergam o Gaara, e sim o monstro.
— Bem, são um bando de miseráveis. — sentei no balanço e comecei a balançar minhas pernas. [A: gente, lembrando que eles são crianças de sete anos e não conhecem palavrões]
— É com isso que me preocupo. — ela suspirou e caminhou em direção a um menino de cabelo castanho, era o mesmo que o Gaara tinha se transformado mais cedo.
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