Yamada - HIATUS

3 A Morte de Yashamaru - Infancia Part 3


Notas iniciais
B O A L E I T U R A !

Emi Yamada

Vi Yashamaru chegar com uma cara preocupada. Ai, Kami, o que aconteceu?

Olhei pro lado. Temari observava o tio do mesmo jeito que eu.

— Vamos, Emi. Temos que buscar o Gaara no escritório do Kazekage-sama. — chamou.

Agora que o circo pega fogo! O que aconteceu pra ele sair da escola naquele horário?

Yashamaru, vendo meu estado, cutucou minha testa me fazendo "acordar". Ele acenou com a cabeça e começou a andar, apertei a alça da mochila e o segui.

***

O olhar do Gaara estava diferente. Demoníaco, por assim dizer. Tinha um Shinobi pedindo clemência ao ruivo, ele não escutou. Areia começou a se juntar atrás do meu amigo. E avançou no Shinobi, mas Yashamaru se meteu na frente, bloqueando o ataque com os braços. O ninja fugiu.

— Gaara! — gritei — Para com isso! Se controle!

Seus olhos voltaram ao "normal". Ele colocou a mão na cabeça, atordoado. Olhou pra frente, onde viu Yashamaru com os braços machucados, e começou a chorar.

— D-Desculpa... Yashamaru. — pediu soluçando — Eu não... consegui... me controlar.

— Não tem problema, Gaara. — disse o tio sorrindo — Já tá melhor? — ele confirmou com a cabeça.

— O que está acontecendo aqui?! — perguntou Kazekage aparecendo do nada.

— Nada, Kazekage-sama. — Yashamaru disse se curvando, e acabou soltando um gemido de dor.

— Foi você, não foi? — perguntou apontado para o filho — Responda!

— Na-Não fo-foi por querer. — Gaara disse entre soluços.

— Você vai aprender! — gritou Kazekage tentando bater no ruivo mais novo, mas a areia o protegeu — Droga! Eu esqueci disso!

— Kazekage-sama, não culpe o Gaara, foi um momento de raiva. — falei.

— E quem é você para defender ele? Outro monstro?

— Não fale assim com ela! — gritou Gaara — Pode fazer o que quiser comigo, mas a deixe em paz!

Wow! Gaara... Eu nunca o vi assim. Ele sempre disse que tinha medo de fazer algo errado na frente do Kazekage. E do jeito que ele está encarando meu amigo, acho que Gaara fez algo errado.

— Você achou um monstro que nem você então? — o mais velho perguntou cínico.

— Kazekage-sama... — Yashamaru tentou falar, mas o velho não deixou.

— Cale-se! — quase gritou.

— Vem, Emi. — Gaara disse me puxando pelo braço.

•••

No fim, Gaara tinha me levado para cima do prédio do Kazekage. Estava anoitecendo, a lua já se fazia presente, apesar de quase não poder vê-la. Gaara soltou minha mão.

— Eu fiz besteira... Ele vai me banir depois dessa. — ele soluçou. Passou os braços nos olhos tentando secar as lágrimas.

— Ele não vai. — o segurei pelos ombros, fazendo-o me encarar — Não esqueça, você é o herói dessa vila, não importa o que digam. Você. É. O. Herói. É o meu herói. — sorri.

Ele corou de leve.

— Ai, que fofo! — disse Yami saindo dentre meus cabelos — Coração de Shipper explode!

— -_-' De onde ele tirou isso? — perguntei o olhando.

Gaara no Sabaku

Ela me soltou enquanto começava a brigar com Yami. Sentei no parapeito que impedia a gente de cair e olhei pra baixo, balançando os pés. Emi se sentou ao meu lado e também começou a balançar os pés.

•••

Já era de noite. A lua estava alta no céu. O tempo passou rápido. Ao longe, consegui ver Ebisu-san caminhando na direção do prédio Kazekage. Então escuto um grunhido de dor.

Me virei vendo uma Kunai a poucos milímetros do meu rosto, o que a impediu de continuar foi a mão direita de Emi. A Kunai estava cravada na mão dela.

— Quem fez isso?! Eu mato, hein! — ameaçou Yami.

Era um Shinobi. Chunnin, reconheci. Não consegui ver seu rosto. Ele estava de óculos escuros e o resto do rosto estava coberto por um pano.

— Isso não ta doendo muito. — Emi estranhou.

— Quem é você?! — eu perguntei ao Shinobi.

Olhei para onde vi Ebisu-san, ele corria ate nós agora. Deve ter sentindo que Emi estava com problemas.

— Gaara! — Yami gritou. Me abaixei a tempo de não ter sido acertado por uma Kunai.

—Yami, vira algo útil! — gritou Emi. Uma Kunai passa raspando pelo braço dela.

Emi Yamada

Alguma coisa aconteceu. Gaara ficou louco.

O Shinobi jogou outras Kunai no Gaara, mas a areia o defendeu. Ela se amontoou atrás dele e avançou no Shinobi. A areia o prendeu em uma espécie de casulo, Gaara estendeu a mão na direção dele e a fecha. Eu só escuto seus gritos.

Meu pai finalmente apareceu.

— Emi! Gaara! Graças a Kami! — ele disse aliviado.

Eu queria ir lá e abraça-lo, mas não queria sair do lado do Gaara. Então ele viu a Kunai na minha mão.

— O que aconteceu?

O corpo do Shinobi cai do casulo e a areia se dissolve. Nos quatro nos aproximamos.

Meu pai tirou os óculos e o pano do rosto do Shinobi, revelando ser...

— Yashamaru?! — Yami e papai perguntam ao mesmo tempo. [A:ninguém sabia!]

— Não... Não pode ser... — murmurou Gaara passando as mãos no cabelo — É impossível...

— Não. — Yashamaru disse — Não é... Cof cof...

— Yashamaru... Por que? — perguntou meu pai.

— Por que... Eu tinha que eliminar a ameaça da aldeia... É a minha missão... — respondeu pausadamente — Gaara... Você nunca foi amado.

O ruivo arregalou os olhos. Não! Ele não caiu nessa!

— Não o escute, Gaara! — exclamei.

— Você nunca vai passar de um monstro... — continuou Yashamaru — Ninguém vai te amar... E você nunca amará... Seu nome é como exemplo... O que sua mãe deixou pra você... O demônio que só ama a si mesmo...

— Ele esta mentindo! — insisti.

— Meu tempo esta acabando, mas... — Yashamaru disse abrindo o colete de Chunnin, revelando papéis-bomba — Vou levar vocês comigo.

Em um rápido movimento, otou-san abraçou à mim e ao Gaara e nos protegeu da explosão. Fechei os olhos com força, mas não senti nenhum impacto ao ouvir o som dos papéis explodindo. Abri os olhos. A areia do Sabaku mais novo havia nos protegido.

— Vocês estão bem? Algum arranhão? — perguntou Otou-san preocupado analisando meu rosto e o rosto do Gaara, que continuava parado.[A: não, Ebisu, sua filha ta com uma Kunai na mão, mas ta bem, nem machucou]

Otou-san se levantou e limpou a areia do cabelo e das roupas. Olhei para o Gaara. Seus olhos estavam inexpressivos e continuava a olhar o corpo quase irreconhecível do tio.

Então ele caiu de joelhos. A areia se direcionou a testa dele enquanto o próprio gritava. O impacto foi tão grande que eu dei um pulo e caí pra trás.

Quando a areia parou, Gaara estava com uma marca vermelha em cima do olho esquerdo, dizendo: Amor.

— Gaara... O que você fez? — perguntei temerosa.

Ele se agachou a minha frente. Eu não entendi. Então percebi que ainda estava com a Kunai cravada na minha mão direita.

Gaara pega o cabo da Kunai e puxa. Eu não senti nada.

Olhei a palma da minha mão. Esta se curava sozinha, mas como a Kunai tinha atravessado, ficou uma enorme cicatriz.

— Vou reportar isso ao Kazekage-sama. Yami, cuide dos dois. — falou meu pai descendo pela escada.

— Você esta bem? — perguntei para o ruivo.

— Eu não sei. — ele tocou na "tatuagem".

— Em todos os meus anos de vida, nunca vi alguém fazer isso com o próprio sobrinho. — comentou Yami.

— A raça humana é movida pelo ódio, não conhece nada alem do ódio. — disse Gaara friamente.

— Gaara?! — me surpreendi.

— Ann... Quê? — ele sacudiu a cabeça.

— Putiranho maldito. — disse Yami se transformando em um lobo e jogando areia no corpo do Yashamaru.

Apesar de abalado emocionalmente, Gaara acabou rindo e eu o acompanhei.

— Gaara. — chamei quando paramos de rir, ele me olhou, esperando que eu falasse — Não liga para o que Yashamaru falou, seu nome não significa o que você é. Olha o meu, significa “Belos Montes”. Ridiculo.

— Acho que vou começar a te chamar assim. — rimos de novo.

Ebisu Yamada

Bati no escritório do Kazekage. Ouvi ele dizer um entre e eu adentrei na sala.

— O que quer, Yamada-san? — perguntou sem tirar os olhos dos documentos.

— Rasa-sama, o Yashamaru... — comecei, mas fui interrompido por ele, que falou esperançoso:

— Ele conseguiu?

— Gomen, Kazekage-sama, conseguiu... O que? — perguntei desconfiado, ele não poderia ter mandado Yashamaru matar seu filho.

— Pelo visto não. — suspirou frustado.

— O senhor mandou matar o Gaara?! — quase gritei.

— Escute, Ebisu, não quero que diga nada dessa conversa. Ou sua preciosa filha irá pagar o preço. — ameaçou.

Queria falar algo, mas não pude. Soltei um grunhido e sai batendo a porta. Que kuso!

Notas finais
No proximo capitulo... ~*~ [...] — Que vergonha. [...] — Gaara, Emi lhe contou sobre as outras vilas em que vivemos? E sobre que ela já fez um amigo e teve que deixa-lo quando viemos para cá? Então, eu vou contar logo: seu pai nos expulsou da vila. [...] — Não esqueça que eu voltarei. Até lá... Procure não se incomodar com aquele diabo que se chama Rasa. Ele não manda em você. Sayonara, ruivinho. ~*~