Yamada - HIATUS
1 Emi - Infância Parte 1
Notas iniciais
Enton... Essa fanfic, estou com ela na cabeça a dois anos e agora tive coragem de posta-la. Meu modo de escrita mudou de lá pra cá, mas não mudei muita coisa da versão original.
Os primeiros capítulos estão bestinhas, mas é só pra não ficar confuso mais tarde na história.
Dobre os personagens, ainda não sei se alguns vão aparecer ou não, coloquei somente os que eu tenho certeza de que vão aparecer.
E, sobre a capa, enquanto o destino da Emi não for decidido, vai ficar só uma foto dela.
Espero que gostem.
Gaara no Sabaku
Eu observava aquelas crianças brincando com a bola, enquanto eu estava naquele balanço, sozinho. Até que eu vejo a bola indo parar em cima de uma parede. As crianças não podiam pega-la.
— Ah, qual é! — eles reclamavam para a bola, ignorando minha presença.
Eu fiz a areia buscar a bola, ela parou nas minhas mãos e a areia se dissipou. A ergui em direção às crianças, que me encaravam com medo.
— Peguem. — eu falei — É de vocês. — mas elas começaram a correr de mim.
Eu abaixei a cabeça triste, isso sempre acontecia, por causa desse monstro. Mas a ergui novamente quando senti que a bola já não estava em minhas mãos.
Era uma garota. Cabelos negros na altura do ombro, olhos de intenso vermelho, pele pálida, igual a minha, só era um pouco mais alta que eu, mas, provavelmente, devíamos ter a mesma idade.
— Arigatou. — ela disse sorrindo, eu travei, não sabia o que falar.
— De-De nada. — eu gaguejei sem graça.
— Meu nome é Emi. E você deve ser o Gaara.
— Sim! Sou eu! — me alegrei — Como você sabe?
— Eu... Ouvir alguém falar de um ruivo chamado Gaara, e você é o único ruivo aqui. — Emi coçou a nuca, sorrindo corada.
— Não tem problema. — eu sorri mais alegre que antes.
Ela sorriu de volta para mim, até que vejo as mesmas crianças que fugiram voltando para perto. Elas encaravam Emi com os olhos perplexos e em puro medo.
— O que você tá fazendo?! — disparou uma delas.
— Esse é o monstro da nossa aldeia! — disparou outra.
Voltei meu olhar para o chão, e logo meus olhos estavam cheios de água. Mas a ação seguinte de Emi me surpreendeu.
— E qual é o problema?! — questionou confusa — Eu não vejo nenhum.
— Mas ele é um monstro! — gritou mais uma. Senti uma lágrima escorrer por uma de minhas bochechas.
— MONSTRO É O SR. SEU PAI! — a Yamada gritou irritada.
Não ouvi mais nada daqueles seres humaninhos que tanto me desprezavam.
— Vem comigo! — ela largou a bola e saiu me puxando para algum canto.
Eu deixei, claro, Emi foi a única a não fugir de mim quando soube do demônio dentro de mim. Ela me puxou até um lugar longe das crianças, a frente de uma casa nova. Sinto que a garota largou minha mão.
— Desculpa te tirar de lá daquele jeito. — ela disse com vergonha.
— Não precisa. — eu disse — Obrigado.
— Já encontrou um novo amigo? — pergunta uma criatura preta com asas saindo de entre os cabelos de Emi, que me fez dar um pulo de susto.
— Yami! — a garota repreendeu.
— Desculpa, Aff. — ele disse.
— O-O-O q-que é i-isso? — perguntei gaguejando.
— Ah, foi mau por ele. — ela falou — Esse é Yami, herança de família.
— Impressionante. — a criatura falou ironicamente — Eu virei um objeto agora. Também te amo, Emi. Beijos.
Emi revirou os olhos.
— Ele está na forma de morcego, mas pode ser qualquer animal que quiser. — ela explicou.
— Eu amo a forma de morcego! — ele exclamou — Mas essa aqui também é legal. — então ele foi aumentando, aumentando, aumentando, até se transformar em uma enorme serpente. Eu gritei.
— YAMI, VOLTA! ALGUÉM PODE TE VER! — Emi gritou — Eu vou matar aquele animal.
Yami volta a ser o pequeno morcego e volta a se esconder no cabelo de Emi.
— Mals. — ele disse.
— Mals nada! Se alguém te visse? — disse uma voz grave, eu virei e vi um homem com cabelos negros e olhos verdes.
— Oi, otou-san. — Emi sorriu.
— Olá, pequena. — o homem se ajoelhou e abraçou Emi.
— Otou-san, esse é o Gaara, meu novo amigo.
—Amigo... — murmurei.
— Bem... Você é filho do Kazekage, não é? — ele perguntou sorrindo.
— H-Hai.
— Muito bem, eu sou Ebisu Yamada, prazer em conhece-lo. Divirtam-se vocês dois. — ele bagunçou meus cabelos e deu um beijo na testa de Emi — Eu volto tarde.
— OK, otou-san. — Emi disse e me puxou pra dentro de casa.
— Seu pai ouviu os boatos sobre mim? — perguntei.
— Não acho que sejam boatos. — ela disse procurando alguma coisa entre as almofadas do sofá.
— Você acredita naquelas crianças?
— Mais ou menos. — Emi vai para a estante segurando uma chave.
— Como assim?
— Que tem um monstro dentro de você, sim. — abaixei a cabeça triste — Mas que você é o monstro, não.
Ergui minha cabeça com uma ponta de esperança.
— Achei! — ela exclamou — Yami, ajuda aqui.
— Tá, tá. Eu só tô aqui pra servir de escravo mesmo. — o morcego resmungou ao sair de entre os cabelos dela e a ajudar a pegar um livro grosso. [A: ()]
— O que é isso aí?
A Yamada coloca o livro na mesinha de centro e o abre na página que dizia: Akumas.
— Você conhece os 9 Bijuus, né? — confirmei — Esses aqui, do livro, são mais antigos e poderosos. — disse com um brilho no olhar — São Shadō Akuma (Sombras), Tengoku no Akuma (Céus), Ōshan Akuma (Oceano), Yuki Akuma (Neve), Chikyū no Akuma (Terra) e Hi no Akuma (Fogo).
— Você parecr gostar de falar sobre eles. — comentei.
— Um deles tá em mim. — ela sorri. Cai pra trás no sofá — Ih.
— Você fala isso tão normalmente. — comentei — Qual deles?
— Shadō Akuma, ou Demônio das Sombras, se preferir. — ela disse — Ele se selou em mim quando nasci.
Me sentei no sofá e a encarei, Emi não estava chorando.
— Mestre. Saudades dele. — disse Yami deitando e passando as assas sobre a foto do Shadō Akuma.
Eu tô com medo desse cara, não da pra acreditar que ele é que está na Emi.
Olhei em volta, Emi estava sentada na frente da mesinha de centro folheando aquele livro do terror, a estante na parede contrária da porta de entrada, uma porta para a cozinha, um corredor com outras quatro portas e algumas fotos nas paredes.
— Quem é aquela mulher? — perguntei apontando para uma foto com uma mulher morena de olhos vermelhos e alguém que acho ser o pai de Emi mais novo.
— Minha mãe. — sorriu.
— Você é uma mistura dos dois.
— Papai fala isso, mas diz que eu tenho a personalidade dela, o que o faz sorrir.
— Deve ser legal ter um pai assim.
Ela me olhou curiosa.
— Seu pai não é assim?
— Não. Tanto que mandou eu morar com meu tio, Yashamaru.
— Nossa! Bom, nem todos pensam da mesma forma, aqui você não vai ser discriminado nem nada. — ela sorriu e me abraçou. Corei.
Notas finais
Esse final não é dos melhores, admito. Mas eu escrevi isso com doze anos, não esqueçam.
Mesmo assim, o que acharam do 1° cap?
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