YStage

10 10YStage: Past


Notas iniciais
Pedido de Igniss> RonanxHarpe. Yup minna o/ estavam com saudade já né? Eu estava estudando para o Enem, desculpem-me.
Past significa Passado, o nome é esse porque eu estava sem criatividade.
A história de RonanxHarpe se passa num tempo diferente, no passado, quando Ronan tinha 15.
Não sei se notaram que eu faço as capas no padrão e coloco em preto em branco ou em negativo não é?
Mas dessa vez eu coloquei essa capa cute da twilight-inochihime do deviantart, achei no google mesmo, mas adorei e resolvi deixa-la colorida. Parabéns a ela o/!
ENFIM, boa leitura >.<!

...

O primeiro livro que ele segurou não foi um conto de fadas. Não foi mitologia. Sequer foi um livro interessante de ação ou de aventura, exploração. Nem mesmo romance.

O primeiro livro foi estendido por um par de mãos maiores que as suas, suaves, pálidas. Em contraste com o conjunto de papéis velhos colados em uma capa dura, de couro marrom com uma runa na frente, cheirando à antiguidade.

Seus olhos sérios para uma criança, azuis escuros, se levantaram do objeto para os braços que mantinham uma camisa bufante, que lembrava muito as roupas de piratas, só que perfeitamente limpas e cheirosas. Dali em diante, o que se seguiu foi um sorriso e suas mãozinhas seguraram o livro, mal se importando que fosse sobre ensinamentos entediantes sobre a história do Mana.

Não importava. Se ele fizesse aquilo para poder ver o rosto dessa pessoa, ele faria com todo o gosto.

E um sorriso gentil caracterizou Ronan Erudon para sempre.

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Pela janela ele via grupos espalhados de pessoas, a maioria em si homens, todos com suas características diferentes. Era engraçado para ele que um clã tão considerado não tivesse necessariamente um laço sanguíneo. Mesmo assim, o líder insistia em dizer que eram uma grande família, onde eles poderiam sempre voltar e ser recebidos de braços abertos.

Era reconfortante... Saber que ao brandir uma espada você teria seus irmãos de coração ao lado e que protegeriam um ao outro.

O Ronan de 15 anos já era um talento nato entre os famosos Arcanos e era um modesto rapaz, com um charme e gosto especial, simpático.

“Tudo isso eu devo a uma pessoa.” O azulado pensava enquanto tirava os olhos do pátio e os voltava para dentro da biblioteca em que estava. A pessoa a qual se referia estava sentada a sua frente, lendo um livro, enquanto esperava o rapaz terminar suas pesquisas.

Era sempre assim, ele andava para baixo e para cima consigo. Não era raro Ronan estar andando pelos corredores e de repente ele cruzar em seu caminho dizendo “Estava te procurando.” Com um sorriso tão gentil.

Um sorriso leve implantou em seus lábios vendo a feição calma que seu acompanhante fazia ao ler a obra cujo título era “Honra e Glória”. Típico no mínimo.

-Harpe. -Ronan o chamou, em sua voz grave e em formação da puberdade, batendo a pena com a ponta levemente na mão que sustentava o livro. Ele parecia que a qualquer momento iria cair no sono.

O rapaz a sua frente tinha cabelos brancos comportados apesar de volumosos. Suas pálpebras estavam meio fechadas e sua cabeça inclinada para baixo para ler, o que dificultava a visão.

Ronan assistiu quando ele levantou a cabeça após o toque e o fitou questionador. Olhos vermelhos pacíficos e gentileza em seus sutis gestos.

-Sim, senhor? -sua voz era um tono masculino amadurecido misturado com um fino timbre de criança, levando o mais novo a pensar que Harpe aparentava ser tão jovem quanto ele mesmo.

O azulado não conteve uma risada polida.

-Senhor é um pouco forçado não? Já chegou a hora que você pode simplesmente me chamar de Ronan, Harpe. É estranho, eu sou mais novo que você. -Ronan explicou com um sorriso de graça, deixando a pena no pote e voltando a enrolar os pergaminhos. -Terminei o que tinha de fazer. Você não está com fome?

O albino avermelhou um pouco com o dito do azulado. Não sentia-se bem sendo íntimo com seu senhor, literalmente, mesmo que ele fosse mais jovem.

-Não, senhor. E acredito que seja um pouco difícil deixar esse costume de lado. -explicou o outro fechando o livro, que mal tinha lido algumas páginas mesmo nas horas em que estiveram ali.

-Perdão por isso. -Ronan indagou, se levantando, seguido do rapaz que hoje em dia era um palmo mais baixo.

-Não, senhor, por favor. Não há nada do que se desculpar. -Harpe se apressou em dizer, mesmo não sabendo sobre o que se tratava.

O de olhos azuis suspirou, juntando os pergaminhos e caminhando em seu passo lento para coloca-los em seus devidos lugares, até voltar e dar por terminado seu dia.

-Vamos indo? Quero estar pronto para a alvorada*. -Ronan sorriu, indicando as horas no relógio decorado sobre a estante atrás da bibliotecária distraída com algum aparato eletrônico estrangeiro.

O mais velho assentiu, acompanhando o rapaz.

Ganharam o corredor com algumas duplas e trios conversando alegremente sobre os ocorridos polêmicos em Canaban e sobre a admissão de novos Guardas Reais no Palácio. Nenhum dos dois deu muita importância enquanto seguiam caminho para os quartos.

Harpe, o servo fiel do Erudon, caminhava um passo atrás, vendo em seu mestre as mudanças da idade.

“É como se ontem ele estivesse nos meus braços e hoje estivesse prestes a partir.” Harpe pensava silenciosamente consigo mesmo seus íntimos segredos ao que via os fios azulados presos em uma amarra simples violeta. Eles haviam tornando-se maiores com o tempo e quis fazer Ronan cortá-los por causa da esgrima, com seus avisos sobre desvantagem e cuidados especiais que não se pode ter numa guerra, mas o rapaz não deu ouvidos.

-Senhor-...

-Ronan, Harpe... Me chame de Ronan. -o azulado lhe ofereceu um olhar gentil, tentando convencê-lo.

O mais baixo se permitiu rir um pouco.

-É a mesma coisa de lhe pedir para que corte o cabelo, senhor.

Ronan deu de ombros e se rendeu. Não podia contra esse argumento. Assim que riu, estendeu a mão até a porta e adentrou seu generoso espaço íntimo, dedicado aos estudos, aos treinos e a conversação com Harpe e outros companheiros próximos.

O sol batia com sua luz fraca diretamente na vidraça de mosaico colorido criando a sombra perfeita no chão. Ali era um espaço retangular no qual Ronan colocou uma cama grande no canto direito, onde Harpe ficava. No canto esquerdo havia uma elevação pequena do chão onde ficava sua cama; mais perto da porta estavam duas estantes cheias de livros e uma escrivaninha repleta de materiais de magia e de pintura. Do outro lado havia uma porta que levava ao banheiro e uma cômoda, assim como um baú e um suporte de parede contendo várias espadas e floretes.

Ronan tirou a fita de seu cabelo e desprendeu um pouco as roupas que abafavam. Ele não se importava muito com a temperatura, mas hoje em especial estava um dia muito quente.

Harpe o acompanhou, se oferecendo na ajuda para tirar o casaco, e o azulado somente aceitou.

-Eu vou até o refeitório, quer vir comigo? -Ronan perguntou, pretendendo também se preparar para uma conversa inevitável com seu servo.

O outro assentiu. Normalmente ele diria “Senhor, é minha responsabilidade servi-lo. Se desejar que eu vá eu irei, se desejar que eu fique, eu ficarei.” Mas Ronan tinha deixado claro que esse nível de conversa era para ser deixado, que queria um parceiro e não um escravo.

O mais novo deixou suas roupas pesadas em tons azuis e permaneceu na camisa de botões branca, calças brancas também e as costumeiras botas violetas. Balançando um pouco a cabeça, seus fios que batiam abaixo dos ombros foram desalinhando e ele não gostou do incômodo que lhe abateu quando roçaram seu pescoço. Que coisa, tinha acabado de soltar!

-Harpe... -olhou para o mais velho, fazendo um pedido mimado com os olhos. Ele sabia que não deveria atiçar, mas sua curiosidade estava no cume.

-Ah... -o albino piscou confuso e depois percebeu o que deveria fazer. Ronan virou-se de costas e esperou que as mãos macias do servo tocassem seus fios, mas foi surpreendido quando eles o soltaram sem completar a tarefa.

Ronan virou-se um pouco.

-O que foi, Harpe? -indagou sem entender a face levemente ruborizada do companheiro.

-Poderia... Sentar? -disse com uma pausa hesitante. O albino puxou a cadeira da escrivaninha, esperando que o azulado sentasse.

-Ah! Desculpe. -coçou a nuca ao perceber o vacilo. Como ele poderia esperar que Harpe prendesse seu cabelo sendo que não podia alcança-lo corretamente?

Harpe resmungou um pouco com essas desculpas novamente. Ele estava realmente ficando alto!

O mais novo sentou-se ainda com o ar divertido, parecendo ter gostado de seu engano bobo, então recebeu leves batidas em seus ombros, com um ar de confortabilidade.

-Ronan... -rendeu-se o albino com um sorriso leve. -... O senhor ainda vai me causar problemas com isso.

Os olhos de Ronan viraram-se para observá-lo. Harpe era interessante. O modo que agia consigo era interessante.

-Sabe... De tantas coisas que aprendi nesses anos com você, não consigo entender apenas uma coisa. -pronunciou com a cabeça meio inclinada para trás.

-E o que seria? -Harpe perguntava, curioso para saber qual era a dúvida. Seus dedos atingiram a testa do azulado e retiraram a franja, trazendo-a para trás junto com o restante dos fios, deixando a face de Ronan totalmente a vista.

-Hm. O porquê de você recusar a sua carta de cumprimento de serviços*. -Ronan sibilou, com um ar direto e calculista.

Não era para ser assim, sabe? Era para ser um dia tranquilo e sem discussões, só ele rindo e aproveitando com Harpe e os outros os tempos de paz.

-Senhor... -Harpe puxou os fios cuidadosamente, entendendo nesse momento o que incomodava o jovem Ronan. -... É uma decisão que eu tomei por mim mesmo. Eu pensei melhor.

O azulado não queria demonstrar sua frustração, mas sua queixa foi bem audível e dela Harpe não gostou.

As mãos de Harpe agiram profissionalmente com o trabalho e logo todos os cabelos azuis sedosos estavam no alto da cabeça sem nenhum fio escapando, sendo presos habilmente em um laço bem trabalhado. Hoje ele não poderia ceder ao rapaz, por isso se afastou assim que perfeitamente deu um aperto na fita.

Ronan suspirou, sentindo como Harpe se afastava. Era assim desde aquele dia...

-Harpe, você de repente foi para o líder e recusou a carta, eu não entendi. Eu achei que era seu objetivo. -o azulado se levantou no mesmo ritmo calmo, mas estava incomodado com essa dúvida.

A carta de cumprimento de serviços era como uma carta de alforria, só que alforria é para escravos, e essa outra era destinada aos servos. Ronan tinha conversado com Harpe algumas semanas sobre dar-lhe a carta e livrar o albino de suas responsabilidades com o Erudon.

Foi um dia que Harpe soube, ele nunca poderia receber a carta de cumprimento de serviços. Nunca iria ser outra coisa do azulado além de servo, não podia.

-Sinto muito. -limitou-se a dizer. Explicar para um jovem de 15 anos curioso e cheio de desejos infantis... Ronan era sim um gênio, responsável e totalmente capaz de liderar um exército agora mesmo se o chamassem, mas continuava sendo novo demais.

O outro pela primeira vez em muito tempo franziu a testa e acercou-se ao albino, parando um passo a sua frente. Era intimidador.

-Harpe, é por causa do que eu te pedi naquele dia?

O albino sentiu seu rosto fortemente corar. Ah, não podia se lembrar disso. Por favor, que ele não o fizesse se lembrar disso!

Foi dias depois de Ronan oferecer a carta.

FlashBack (on)

-Harpe.

O albino tirou os olhos do teste que Ronan tinha completado em poucos minutos e ofereceu um olhar leve para o rapaz. Ele estava com o cabelo um pouco mais curto e um ar jovial de curiosidade.

-Senhor? -respondeu o albino esperando que o Erudon começasse a falar.

Hoje eles estavam no quarto, num dia de descanso do treinamento de campo que tiveram no Vale do Juramento. Parecia que Ronan tinha algo a dizer sobre isso.

-Enquanto estávamos nos abrigando de uma torrente, ouvi uns companheiros de outra barraca fazendo sexo.

No mesmo instante o albino engasgou e avermelhou da cabeça aos pés. O QUEEEE???!!!!

Percebendo seu parceiro todo sem jeito, Ronan riu audivelmente. Era engraçado como a cor dele mudava do nada, ficava fofo.

-O-Os... seus amigos não podem fazer isso... É proibido. -falou o outro o mais baixo possível, segurando o nariz, provavelmente prestes a sangrar. Assuntos de cunho sexual não eram com ele.

-Ahahaha! Eles são companheiros de outro esquadrão que estavam nos acompanhando, mas eu fiquei curioso.

-S-Sobre o que? -indagou, não entendendo porque continuou a conversa. Bem, internamente ele gostava disso também, como qualquer outro.

-Bem, achei engraçado, porque eu falei que foram companheiros. Não mulheres.

-Ah. -o albino virou seu rosto, contando os segundos para desmaiar. Só que ouviu passos e a cadeira giratória virou exatamente para frente de um Ronan com uma expressão meio séria. Ele estava quase em cima de seu corpo. “WAHHHH!!! NOOO!!!” Gritava mentalmente para Ronan se afastar enquanto sua expressão paralisava, fixando nos olhos azul-marinho.

-Então, como homens fazem? Apesar de eu deduzir como.

O albino sentiu seus pelos arrepiarem e o olhar brincalhão de Ronan o obrigou a se encolher na cadeira. Não, NUNCA RESPONDERIA ISSO!

-Sinto muito, meu mestre e senhor, o senhor já sabe como. -e girou a cadeira com um tom apático, pegando a folha que segurava, mas óbvio que sua mente já tinha revirado para todos os cantos e as inúmeras respostas que ele poderia dar, da mais inocente a mais pervertida.

Ronan pareceu não gostar e virou-o novamente.

-É por causa da minha idade que você não quer dizer?

-C-Como assim? Não!

-Hm.

O albino suspirou, notando que sua intimidade com o azulado tinha se expandido numa faixa de 5 segundos.

-Ronan. -começou, deixando a folha e se levantando. -É simplesmente que não tem o que dizer.

-Não é por isso. -Ronan retrucou. Sabia o que queria. -É que eu quero ouvir você dizendo.

Os ossos de Harpe travaram e teve genuína vontade de chorar e se esconder nas cobertas. “Ernasis... Salve a esse pobre servo.”

-E-Eu tenho mesmo? -Harpe não acreditou que Ronan um dia iria se aproveitar de que podia mandar nele e o faria dizer algo do gênero.

Ronan sorriu de canto e sentou onde ele estava antes.

-E também se você já fez.

O albino tossiu fortemente e agachou-se no chão, pressionado mentalmente.

-R-Ronan, por favor, não fale esse nível de coisas todas de uma só vez!!

O azulado só riu batendo em seu ombro.

-Vamos, não é tão difícil.

-Você que pensa.

Ronan em seguida só esperou a resposta. Queria ouvir todas as letras. Harpe não aguentou mais e se levantou, respirando fundo.

-Senhor, eu só direi uma vez. É X sobre Y.

Ronan arregalou os olhos. Não, isso não valia, e nem era uma resposta adequada, sem sentido.

-Ah, Harpe... Assim não tem graça. E você não respondeu nada. -Ronan reclamou, ainda brincando, vendo que o albino realmente não conseguia.

-S-S-enhor, desculpe, mas eu não consigo mesmo. -o mais velho recostou-se no cantinho da tristeza e ficou esperando seu castigo.

-Responda a outra.

-Hgh... Não. Não fiz. -falou engasgado e de uma vez.

-E você quer?

O albino suspirou, vendo o incansável que Ronan poderia ser quando tinha algo em mente.

-Como qualquer humano normal, eu acho.

-E tem alguém especial?

O albino esperou um pouco antes de responder.

-Não...

-Então pode ser comigo?

-O QUEEE?!!!

Flash Back (off)

-Sim, eu acho que não adianta mentir. Foi por causa do que você pediu.

-No que isso te influenciou para recusar a carta?

-De certa forma... -Harpe começou, parando para formular a resposta. -... Foi por isso e por outros motivos, senhor.

-Harpe... Eu acho que ninguém vai te condenar por me chamar pelo nome. E estamos sozinhos. -alfinetou o mais novo com um suspiro.

-Ronan. Eu só estou no clã por que sou seu servo. -revelou o albino, ainda oscilando nas escolhas de respostas. Não queria dizer tanto, Ronan iria ficar super protetor, ia tentar agradá-lo e as coisas não ficariam legais. -Se eu não tiver mais nenhuma ligação com você, não poderei mais ficar aqui.

-Você quer dizer que não poderá ficar ao meu lado. Não é mesmo? Também não há nada que te prenda ao clã. Você não se importa com outras coisas além de mim, não é?

Atingido em cheio, Harpe pronunciou sussurrando.

-Eu não tenho para onde ir, Ronan.

O azulado sorriu.

-O líder não liga se você não foi admitido por merecimento honroso provado na Corte. Todos sabem que você é o melhor espadachim.

O albino corou ainda mais... Ronan tinha segurado sua mão.

-Você simplesmente podia deixar essa carta no canto dela. Não preciso disso.

Ronan puxou seu corpo rapidamente, como normalmente, e lhe acalorou com um suave abraço.

-É claro que precisa. Se você for meu servo nunca te será permitido me amar.

O mais velho se remexeu. Essas coisas... Flutuantes em seu estômago eram boas, mas incomodavam.

-De onde você tira essas coisas? Não tem nenhum pouco de respeito com os mais velhos, não é? -sibilou com graça, pensando se retribuía ou não o abraço. Ele não tinha se esquecido do que aconteceu naquele dia.

-Você fala como se fosse muito mais velho... Mas realmente gosta de mim. -Ronan sorriu. Um sorriso tão gentil, leve e confortante.

Harpe relaxou suas feições, afastando o mais novo.

-Senhor. É a mesma coisa dizer que você me ama. -deu um sorriso amargo, dando espaço para irem ao refeitório como planejado.

Ronan colocou as mãos na cintura.

-De novo isso? Harpe... — Ronan juntou as sobrancelhas um pouco, ficando um pouco vermelho, contudo, de irritação.

O azulado viu que o menor realmente não acreditava em suas palavras de adolescente.

Naquele dia a resposta demorou a ser dada, mas Harpe tinha fechado os punhos e antes mesmo de começar a falar, Ronan o interrompeu.

Flash Back (on)

-Por que não? Você gosta de mim, certo Harpe? -fitou o mais velho com calidez. Sentia-se muito bem dizendo as coisas abertamente. Queria saber como era se apaixonar.

-E-Eu-...

-Eu também. Você não quer tentar?

O albino virou-se de costas, tocando a parede. Que raios esse garoto estava aprendendo nesses treinos de campo?! Ele ia falar com o líder, AH IA!!!

-R-Ronan, q-quer dizer, senhor... N-Não me entenda mal... -Harpe deu uma pausa. -... Mas eu sou apenas seu servo. E isso não é possível.

A fala assustou o azulado.

-Mas por quê? E a carta? Eu te falei dela. -Ronan apontou. Seria um ponto final.

-Tenho que pensar melhor sobre a carta. -Harpe falou baixo.

-Mas, Harpe... -o azulado, perdido, segurou sua mão.

O albino olhou-o pesadamente. Era claro que não estava preparado por um desejo típico dos garotos dessa idade. Repentino e incerto.

-Não diga mais nada, senhor. Eu peço.

O azulado pareceu não conseguir insistir além disso, incapaz de obrigar o servo.

-Então... Me beija?

-O que? -Harpe indagou, se encolhendo, incrédulo. -Não, senhor, não posso-...

-Só essa vez. Você pensa sobre a carta, espero que aceite. Eu falo com o líder, eu acho que ele vai me ouvir. Então, só uma vez, pode me beijar?

O mais baixo inspirou ar fundo. Não. Melhor não...

“UGH! Mas esses olhos de cachorro sem dono!” Se espantava o outro, pensando se fugia correndo ou não.

Ronan não deixou de desenhar um sorriso largo enquanto Harpe continuava perdido e envergonhado com o pedido.

-V-Você... Não sei como ficou persuasivo desse jeito, nem quando. Eu vou cuidar para que você ande na linha, senhor, como eu prometi. -o albino desviava o assunto, cruzando os braços em forma de proteção.

-Vamos... Você sabe que se quiser pode me colocar no chão como um iniciante. -riu-se o azulado, percebendo a atitude evasiva.

-Hm. Senhor, eu vou pensar sobre a carta.

-E o meu beijo?

O albino juntou as sobrancelhas, andando sutilmente na direção do mais novo. Com um breve toque em seu rosto, o de olhos vermelhos depositou um singelo beijo sobre a bochecha do azulado, que emburrou no mesmo instante.

-Senhor, faça suas obrigações agora, por favor. -dizia baixo, desviando os olhos. Aquilo era definitivamente o suficiente para ele. Por uma ilusão era o suficiente.

Mas para Ronan não.

Flash Back (off)

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Os corredores do castelo do clã se tornaram um pouco menos movimentados. O horário se aproximava do toque de recolher, então era possível ver os rapazes se apressando para pegar os melhores lugares do refeitório entre risos e piadas.

-É bom esse ar, não é Harpe? -perguntou o mais novo, exalando um ar de diversão.

Apesar de Ronan ter a mesma idade deles, não costumava andar com um grupo somente e tampouco se apegava muito a eles. Era inteligente, simpático e cavalheiro com as moças, mas solitário. Para essas pessoas ele nunca mostraria qualquer outro lado seu além do “respeitável prodígio dos Erudon”, nada mais.

O albino analisou seu mestre pelo canto do olho e sorriu de canto. Sim, verdade. Ronan era sim muito próximo e ao mesmo tempo distante, contudo, seu coração estava com aquela grande família e se importava com ela. “E com todo o reino.”

-O senhor é uma pessoa muito bondosa. Por isso lhe parece que o ar é bom. Saber apreciar esse sentimento o torna extremamente forte, e esse é outro dos motivos que me levam a desistir da carta. -explicou o outro, passando por algumas moças, ao lado do azulado, totalmente concentrado em si. Ele parecia feliz de ouvir isso.

-Obrigado. -sorriu largamente, tocando seu ombro. Harpe baixou os olhos num rápido movimento e continuou o caminho, passando pela porta do refeitório.

O albino quase podia sentir o olhar do maior em si, agradecendo. De onde havia saído esse rapaz tão estranho? Ronan não era normal, quer dizer... Como os outros estudantes. Ele era muito cortês, muito prestativo, calmo... Era como a perfeição. Do tipo que não machucaria uma formiga. Era um santo... Exceto em certos momentos *gota*.

“Me pergunto quando foi que eu perdi minha vista dele.” Harpe olhava-o de cima a baixo enquanto sentavam-se os dois numa mesa de cinco lugares ocupada por dois amigos, que futuramente se tornariam um batalhão reconhecido na história.

Ronan deixou que entre eles naquele momento o ar ficasse pairando a costumeira amizade. Nada mais.

O assunto se desenrolou mais rápido do que parecia e logo estavam discutindo sobre as decisões do Rei, as questões políticas envolvendo a possibilidade de envio dos soldados de extermínio no exterior e as pressões das criaturas negras que vinham aumentando suas aparições em pequenas vilas e cidades inabitadas.

Ronan ouvia e continuava o diálogo, comentando sobre o perigo que representavam seguido da complementação de Harpe sobre a pouca movimentação das tropas.

-O Clã Erudon é de certa forma independente da Corte. Não é necessário indicar muitos espadachins, mas devia ser controlado esse problema. A família afinal não vive do dinheiro da população, mas sim do sistema autossuficiente no vale e nos nossos territórios. -comentava um rapaz loiro que bebia algo despreocupadamente e olhava para outro de cabelo castanho, que por sua vez parecia bem cansado.

-Sempre tão impetuoso... -reclamava o outro, deitando a cabeça na mesa.

Ronan riu baixo dos dois parceiros. Eles eram amigos de infância antes de entrar para o clã e eram muito ligados, um era promissor na arte da espada e o outro na magia, se completavam e faziam uma ótima dupla, sempre visando o trabalho em equipe.

-Harpe, o que você acha?

-Hm. Acho imprudente apenas, rapazes.

-Vamos, você uma vez colocou o vice-líder aos seus pés!! Você chamou muita atenção e todo mundo percebeu que estava longe de ser sorte. Uma pessoa tão talentosa assim não quer a glória de ter salvado o continente? -perguntava o loiro, desacreditado.

-Não, meus objetivos são outros. -sorriu o albino.

-Olha só, que nojento... Cadê a humildade, Harpe? -ria-se o moreno enquanto Ronan segurava-se para não cascar o bico por causa do albino envergonhado.

O menor gesticulava rapidamente, tentando se desculpar ao que os jovens riam da cara dele.

-Ahh, vocês são chatos! -Harpe virou seu rosto, cruzando os braços. Ele tinha levado a brincadeira a sério inutilmente. -Não é que eu seja tão forte assim, eu pretendo ajudar todo mundo da academia, especializar os membros do clã. Eu sinceramente não gostaria de ir para o campo de batalha.

Ouvindo-o atentamente os outros três sorriram levemente. Só um louco gosta da guerra tanto assim.

-Não somos suicidas, Harpe. Mas se necessário, teremos que lutar, não é?

O mais velho assentiu com um suspiro.

-E a maioria das vezes as coisas não são do jeito que queremos não é? -Harpe continuou, segurando um copo. Iria beber só água.

Ronan tocou sua mão por baixo da mesa, assustando-o de pronto, mas relaxou ao ver a expressão confortável.

-Tudo ficará bem, Harpe, você vai ver. E não esqueça que preciso de você para ensinar aquela técnica impossível! Os treinamentos ainda continuam mesmo com guerra ou seja lá o que for. Vocês estarão ao meu lado, não estarão? -Ronan perguntou enérgico.

Os outros dois sorriram um para o outro em diversão e assentiram com vontade. Ronan dirigiu a mirada para os olhos vermelhos preocupados de Harpe.

O menor sentiu que não poderia mesmo ser outra coisa. Estava disposto a caminhar com o azulado para qualquer lugar, para protegê-lo e obedecê-lo, carregando um coração preenchido de agradecimento.

O toque se fez presente e então os aprendizes que infestavam o local soltavam seus suspiros indignados. Era muito cedo, mas não era permitido andar pelo castelo a partir dos quinze minutos seguintes.

As luzes das tochas e as de lamparinas seriam apagadas e as por magia permaneceriam apenas nos quartos, onde cada dupla ou grupo ficaria em espaço privado e sem bagunça, como indicava os deveres do Erudon.

Ronan já havia se levantado e convidado os rapazes para dormirem em seu quarto, mas negaram, arranjando uma desculpa boba. Harpe estranhou o comportamento dos dois a partir daí, ele não era burro, e percebeu que os possíveis “companheiros que fizeram sexo na barraca ao lado” poderiam ser eles... Por que ambos eram do outro esquadrão, um ano mais novos que Ronan. SAFADOS!

Com o rosto fervendo, o albino se obrigou a se retirar de uma vez, apressando o mestre que sorria para os dois como se desejasse “Feliz namoro!”. Que-irritante!

Os corredores agora eram o completo oposto de quando tinham vindo. Era um formigueiro que lutava para chegar ao dormitório o mais rápido possível antes que o guarda viesse. Todos sabiam bem o que era um castigo quando alguém quebrava as regras.

-De começo de história, todos já devíamos estar no quarto bem antes do toque de aviso. -falava Harpe, com a irritação apitando quando alguém muito inteligente começava a tropeçar e a barrar o caminho. “Andem palermas!!” Gritava mentalmente para aqueles pobres incapazes.

-Oe... -Ronan segurava seu braço suavemente, puxando-o na direção contrária. -Vamos pelas escadas.

-Mas vai demorar ainda mais, senhor. -Harpe fitou-o, confuso. Seu cérebro começou a trabalhar mais rapidamente com o sorriso esperto que o azulado dava, nem parecendo aquele rapaz tão honorável de sempre. -Senhor... Que cara é essa?

Não houve resposta, só a mão do Erudon envolvendo sua mão e o puxando entre os rapazes que aos poucos iam passando pela divisão de corredores, estes que levavam às torres dos dormitórios.

A pressão feita não era desagradável, mas firme, próxima de um jeito até íntimo. Naquela hora Harpe não conseguiria ver, mas Ronan estava estupefato, decidindo seus próximos momentos.

O azulado no distúrbio dos aprendizes tinha se lembrado de algo que ouviu no treinamento de campo. O quarto 201, da ala norte, onde se encontrava a estátua do fundador da academia privada do Clã Erudon, era um passaporte para qualquer lugar do castelo.

-Vamos, é por aqui. -Ronan seguia com um sorriso. Havia um lugar que eles poderiam ir para chegar mais rápido ao quarto.

Hoje era o dia em que tentaria novamente. Tentaria mostrar ao albino que ele era tudo para si desde o dia em que havia segurado a sua mão para ensiná-lo a andar.

“Como eu poderia me esquecer?” Ronan sorria internamente, tocando a maçaneta e adentrando com o mais velho em seu encalço. Olhou para os dois lados antes de fechar a porta e segurar o servo mais perto de si.

-Que lugar é esse? -indagou o outro sussurrando. Teve um pouco de receio com a escuridão, mas o conforto que o azulado proporcionava parecia suficiente. De qualquer forma, o que Ronan pretendia?

Harpe não teve muito tempo para pensar assim que sentiu o maior próximo sussurrando.

-Um atalho.

O corpo do albino balançou levemente nesse segundo, o toque do hálito fresco bem dentro de seu ouvido, arrepiando desde daquela área, avermelhando de vergonha, e espalhando-se e atingindo fortemente seu cérebro. Paralisou totalmente de início.

-Harpe? -a voz indagadora pareceu realmente preocupada quando sentiu que o servo não queria andar na direção em que propunha que fossem. Ronan o puxou, mas o mais velho pareceu ter empacado. -Ei, Harpe.

-Hm. V-Vamos. -o mais velho agradeceu por não estar iluminado, não queria que o mais novo visse seu rosto quente da forma que estava agora. -Mas você não me respondeu... -retomou a voz séria. -... Que lugar é esse?

Ronan deu um riso baixo.

-Quando precisar ir a algum lugar específico do castelo sempre venha aqui. Toque a porta. -Ronan puxou sua mão até uma superfície que parecia madeira comum. Estava tudo muito escuro, mas aquele lugar parecia realmente muito pequeno.

-E agora? -Harpe sentia a mão macia sobre a sua; como ele tinha crescido... Os dedos passavam os seus e quase poderiam quebra-los se por má sorte caso Ronan os segurasse sem medir força. “Ahh... Que besteira é essa que estou pensando? Não é como se ele fosse me machucar do nada.”

-Harpe? Está sonhando de novo? -indagou o outro, claramente se divertindo.

-N-Não! Ah, desculpe, senhor... O que disse?

-Pense para onde vamos. No caso o nosso quarto-... -a concentração de Harpe parou aí enquanto os dedos de Ronan apertavam-se um pouquinho mais em sua mão extremamente quente com o contato.

“Nosso quarto.” Harpe demorou um segundo e assimilou, avermelhando ainda mais, pensando no modo íntimo que isso foi dito. Na verdade ele ao ponto de pensar “WAHH!! Nosso quarto~!!”

-... -Ronan suspirou. Assim já era demais. -Harpe, toque duas vezes na porta e deseje ir para o quarto.

-Ah, sim. -dizendo isso, muito envergonhado, concentrou-se e respirou. “Quero ir para o nosso quarto.”

O albino tocou no mesmo ritmo em que ouviu o som das batidas de Ronan. Isso era estranho, mas no momento em que piscou seus olhos foram arrebatados com a visão do amplo espaço.

-Wow! -Harpe andou alguns passos, estranhando totalmente essa situação. -Isso também pode ser perigoso, sabia senhor?

O maior deu de ombros e planejou os próximos momentos. Suas falas estavam preparadas.

“Por que está tudo ficando branco?” Ronan tocou seu rosto, sem entender o motivo da primeira frase sumir e sua língua travar. “Droga.”

-O que foi, senhor? -o de olhos vermelho se aproximou após deixar o casaco em uma cadeira.

Ronan balançou a cabeça levemente, adiando a fala por alguns segundos, enquanto analisava a figura que gradativamente vinha mexendo com seu ser. O que dizer? “Não é curiosidade como você está pensando.” Não, isso Harpe não aceitaria.

-Você duvida de mim, Harpe. -o azulado sentou-se na cama, esperando escolher cada palavra corretamente, para atingir e machucar. Para ser correspondido de uma forma ou outra. -Você continua fingindo que não é nada, mas eu já percebi que não é. Você é tão cruel...

O albino arregalou os olhos, apertando os dedos em sua calça. Parecia abalado com a apelação.

-S-Senhor, isso é-!

-É cruel. Você não quer entender. Por que está com medo. -Ronan ergueu a vista para atingir o albino. Tudo é questão de charme. -Por que eu sou mais novo e provavelmente estarei me enganando com o romance que eu criei na minha mente. Eu sou fútil assim mesmo.

O riso amargo afetou Harpe como nunca. A expressão de tristeza do azulado era a que ele nunca tinha visto... A dor de não ser aceito. Harpe sentia bem como era isso.

-Senhor-...

-Chame-me pelo nome, Harpe. Eu sei que você quer dizer. -o mais novo se levantou, sua mente como um turbilhão. Céus, por que ele tinha que ser assim, cabeça-dura?

-R-onan. -o albino paralisou novamente quando seu pulso foi segurado com força. Ah, ele tinha imaginado essa cena. Era tão familiar.

-Eu vou repetir. Eu te amo.

Os cabelos brancos acompanharam o movimento no segundo em que foi repentinamente puxado, ainda que suavemente e abrigado em um corpo que há muito já havia deixado de ser uma pequena criança.

Harpe piscou várias vezes antes de levantar a cabeça. Lá estava um rosto que se aproximava, exalando uma respiração excitada e com ar desesperado.

-Ro-...

Os lábios de Harpe eram cheios. Ronan passou as mãos perto do rosto do menor e entrelaçou os dedos nos fios de cabelo fortemente, sentindo como Harpe apertava seu antebraço na tentativa de pará-lo. Superficialmente eram lábios pequenos, macios. Ronan permitiu sua boca abrir-se um pouco e envolver o inferior, sugando-o fortemente de forma que o albino apertasse as pálpebras e gemesse baixo, criando a abertura.

As mãos pressionaram para soltá-lo, mas não aconteceu o esperado. Ronan soltou seus fios e segurou seus pulsos, puxando seu corpo mais de encontro e aprofundando a língua naquela boca tão saborosa.

O albino pensou que algo estava errado. Que era para ele ter estranhado e empurrado, ou até mesmo chutado seu mestre... Não queria realmente fazer isso para depois sair perdendo. Mas ele era só um servo, não é? A contradição era forte, porque ele amava verdadeiramente o azulado. Um amor estranho de jovem adulto com uma jovem criança.

“Isso não pode ter um futuro.” Harpe apertou seus lábios nos do azulado, puxando o gosto e deixando sua língua retribuir. Estava quente. Por todas as partes.

Com suspiros baixos Ronan desfez o aperto e abraçou sua cintura, roçando seus quadris tanto que quase levantou Harpe, apenas para coloca-lo na sua altura.

-Hmm...

O servo perdeu um pouco a noção de tempo e espaço. Os lábios movendo-se freneticamente, junto com as línguas que se massageavam em busca da satisfação. As mãos subiram suas costas e seus passos lentos o forçaram a andar de costas ao que seria a cama do azulado.

Por um momento suas bocas separaram-se, ofegantes. E seus olhos se encontraram, semicerrados, brilhantes.

-Por que você tem que fazer isso? -reclamou o azulado, atraído por esse jeito de olhar, atrativo e reservado somente para si. Esse jeito de Harpe, submisso, mas como quem busca o inalcançável e proibido, era óbvio que correspondia e acreditava que era muito surreal para ser verdade. -Eu quero você... Não duvide de mim, Harpe.

O albino encolheu-se um pouco, desviando o olhar. Ah, os lábios... O gosto ainda estava em seus lábios. Seu coração tentava sair do corpo, quão rápido estava!

“Quero... Mas não posso!” Harpe apertou os dedos mais fortemente, o medo batendo nas paredes de seu cérebro. Seus sentidos não respondiam aos comandos e logo estava sob Ronan, encolhido no colchão e olhando-o como um cãozinho indefeso.

O maior colocou as mãos na gola de sua blusa, desabotoando-a. Isso fez o servo reacionar.

-Não. -sua mão parou a ação, mas foi tomada de volta e presa, enquanto Ronan forçava outro beijo, mais forçoso, só que ainda mais excitante. “Me perdoe... Preciso de você.”

O albino só viu o tecido sendo aberto e seu peito branco exposto. Os lábios molhados de Ronan mostravam impaciência.

-Ro... Mn... -mas Harpe foi interrompido pela exasperação e pela mão suave delineando sua clavícula, nas pontas dos dedos as pressões deliciosas, e o resultado se fez com suspiros altos.

O menor arqueou o corpo um pouco a cada sugada, sua temperatura abafada sendo libertada. Os beijos escorreram por seu maxilar, subindo até sua têmpora e descendo direto para sua orelha, recebendo leves mordidas. Os dentes brancos raspando e mordiscando a cartilagem com perversão.

A respiração de Harpe aumentou e foi impossível segurar os sons libidinosos assim que o azulado tocou seu pescoço com a língua, beijando um ponto com delicadeza, arrepiando totalmente, e logo depois se apoderando da pele, chupando-a.

Arfando, Harpe virou o rosto, passando a mão pelos fios azuis do mais novo, percebendo aos poucos o quanto estava desejando-o. Não só aquele simples “estar atraído”, mas sentir tudo, o corpo, os sentimentos, as intenções, os pensamentos.

-Ahn... -gemeu baixo, somente para Ronan o escutar. Para o som reverberar na mente dele e nunca desaparecer. -... Hmn... Ronan... -sussurrou.

O maior despregou-se de seu pescoço e os olhos azuis-marinhos transbordando luxúria percorreram sua figura de cima a baixo. Tão lindo. E sua mão deslizou mais na área do peito, passando provocantemente pelo mamilo macio.

-A-ahn... -suas pernas dobraram um pouco com o toque íntimo circulando sua pele rosada e enrijecendo-a em um segundo.

O maior levou uma mão até o botão perto de sua própria gola, desfazendo-o e continuando devagar ao tempo que sua mão livre passeava pelo abdômen de seu servo, um pouco mais branco que o seu e incrivelmente macio para um guerreiro. A sensação que tinha assim que sua pele esfregava na dele era que havia choques e que causava espasmos de prazer. Era sobrenatural.

-Hm, Ronan... Pare... -pedia o outro, com os olhos bem fechados, sem raciocinar bem quando o cheiro do rapaz estava tão impregnado no ar à sua volta. Avoava no surrealismo, na pequena imagem do azulado sobre ele, querendo esse momento tanto quanto.

O mais novo sorriu pequeno, inclinando-se para beijar os lábios por quem tinha se apaixonado no segundo dia. E se separou para dizer:

-Eu me apaixonei no primeiro dia por suas mãos... No segundo por seus lábios... -Ronan sussurrou sobre o rosto quente do albino, que abriu os olhos.

O mais velho sentiu o formigamento entre as pernas, sua atenção nos olhos sérios do Erudon não ajudavam. Era muito intenso.

-No terceiro foi sua voz. Lembra-se da história que contou pra mim? -o azulado riu sobre seus lábios, roçando-os gostosamente, sustentando o mamilo em seus dedos e apertando-o ao ponto do outro praticamente miar. Isso fez o restante de suas energias adormecidas despertarem.

Harpe desistiu de lutar. Esse contato podia machuca-lo, a intensidade que seu corpo tremia com o toque, o beijo fervia. Não! Ele não podia combate-la, essa fome maldita. O querer e não poder. A consciência... A sujeira.

-Ronan. -Harpe apoiou-se nos cotovelos para dominar o beijo e direcionar as mãos para os ombros do azulado, apertando-os forte e deslizando com a língua, enrolando-a na do maior, explorando a cavidade, passando os dedos e sugando o músculo.

Os dedos do mais velho, como um bom servidor doméstico também, desataram os botões e todos os nós possíveis de fitas, inclusive a do cabelo, enquanto Ronan afobadamente passava as mãos pela cintura magra e subia pela carne rígida do treinamento.

A colcha mexeu-se junto com seus corpos quando deitaram, Harpe sobre Ronan. Suas pernas enroscaram, coxa contra coxa e seus lábios afrontaram-se no momento em que seus membros sob as calças roçaram. O mais velho arfou, esfregando-os. Tinha tanto tempo que estava sem nem se tocar. Estava tão necessitado...

-Ha-r... Hnm... -Ronan o sentiu perfeitamente, apertando os olhos. Aproveitou a posição para descer a camisa branca do mais velho pelos ombros e mantê-la nos cotovelos, tão sensual desse ponto de vista.

Harpe inspirou fundo, espalmando as duas mãos no peito do rapaz, arranhando-o levemente. Seus mais profundos sonhos convertidos nessa realidade fervente.

-Senhor... -chamou-o, tentando manter sua postura, seus olhos gordos banhados em tesão. Era impossível esconde-lo com Ronan. -... Permita-me.

O menor sentiu a ereção do mais novo lutando contra o tecido depois dessas palavras, inclusive assistiu o rosto de Ronan ruborizando que nem criança. Ele tinha mesmo seus pudores.

O de olhos vermelhos não se conteve. Seu mestre queria tanto, e havia buscado, o desejava realmente. Negar não era opção, então que desfrutasse.

-Ronan, eu também o quero. -segredou, pondo-se de joelhos e tocando a fivela da calça. O maior sentou-se, acariciando os fios brancos comportados que lhe caíam pela fronte.

A calça que ia sendo abaixada junto com a peça íntima alcançou suas coxas e Ronan não entendeu como tinha sido rápido e vergonhoso. Seu membro ereto claramente pedia atenção.

O azulado nunca imaginou que sentiria tanta necessidade disso como agora, especialmente com o cuidado especial de seu servo. O olhar nada inocente, esse novo Harpe. Ele era mesmo apaixonado por si.

Harpe o observou alguns segundos, seu corpo todo respondendo à visão, e tocou levemente o membro do azulado. Aww, isso era tão estranho... E bom...

A carne, o volume em si, tomando espaço em sua mão, pressionando sua pele. O azulado tremeu e arfou com o mínimo toque, pedindo baixo.

-Hm... -gemia entredentes enquanto segurava um braço de Harpe para não desabar com a ótima sensação. Ele sabia tudo sobre relações sexuais, visto os tipos de companheiros que tinha nos treinos, mas nunca tinha sentido. Não se atreveu com ninguém mais.

Foi aí que a dúvida atingiu o azulado, parando a mão suave do albino. Os olhos vermelhos indagaram algo e Ronan se obrigou a perguntar.

-Essa é a sua primeira vez?

O albino franziu os lábios. Quando Ronan perguntou aquilo pela primeira vez não fazia muito tempo e mesmo assim o garoto duvidava dele?

-Sim, é. Por quê? Não parece?

-Hm... Esse tom de ironia me incomoda, Harpe. Não era suposto que você era só um servo?

O albino ruborizou dos pés a cabeça, desviando os olhos e recolhendo as mãos. Sua postura indicava que se Ronan quisesse, podia fazer qualquer coisa, mas não esperava mesmo que os lábios o atingissem forte e mandasse sua razão para as nuvens enquanto sua calça era tirada com pressa. Mas o maior permaneceu deitado.

O corpo do menor deu uma guinada com a rápida mão acariciando sua entreperna, envolvendo com a mão quente e espaçosa todo seu membro, endurecendo-o ainda mais e fazendo-o chegar ao seu limite.

A visão do rapaz em cima se contorcendo em seu quadril o excitava muito mais, a forma como o rosto se movia, era tão comestível.

-Era só uma piada Harpe. -o azulado parou por um momento e puxou com uma mão o braço de Harpe para que se abraçasse em si. -Eu te amo.

-H-Hm! -as mãos do albino prenderam-se na colcha quando as mãos do azulado desceram suas costas e apalparam suas nádegas com todos os dedos e apertaram forte.

O aperto se intensificou e o mais velho não pôde resistir à realização do orgasmo entre os corpos. Todo seu torso deitado no de Ronan, era quente e afável.

-Ronan... -chamou, beijando a base de seu pescoço repetidamente ao tempo que suas mãos lentamente, mas fortemente, pressionavam o peito do mais novo.

Podia sentir o membro do azulado abaixo tocando a entreperna com a coxa, enrijecido e úmido. O pré-orgasmo escorria e tocava sua pele arrepiada, atiçando-o outra vez.

-Harpe... -o azulado respirou fundo, tentado e necessitado de alívio. Seu beijo fez o menor relaxar e seus dedos resvalaram para o meio dos volumes macios que era essa bunda.

Ronan sentia o líquido quente em sua barriga junto com a pressão do pênis do mais velho. Ele estava quase do mesmo jeito, quase chegando ao clímax.

O gemido de incômodo começou, bem como esperava, fazendo Ronan aprofundar ainda mais, circulando-o por dentro e acariciando e beijando o outro para não sentir as dores que viriam.

-A-Ahh... R-Ronan, d-deixa...

O azulado piscou sem entender. No primeiro momento ficou assustado, contudo, o albino afastou sua mão e beijou-o ainda mais fortemente, espalhando e trocando saliva. Ao soltarem seus lábios avermelhados havia uma linha visível os ligando.

-Deixa que eu faço... É mais rápido...

-E-Espera, Har-...! -Ronan semicerrou os olhos com esforço ao sentir o corpo do albino se afastar um pouco e ver com surpresa como ele lambia os dedos, molhando-os até o ponto de pingarem e direcioná-los a própria entrada, com uma expressão sexy que o mais novo nunca teria imaginado um dia ver.

Harpe estava vermelho em vários pontos do corpo, sua expressão contorcida em prazer, seus dedos da mão direita no ânus, movendo dificultosamente e sua mão livre segurando seu membro e o de Ronan juntos, masturbando-os lentamente.

-A-ah!... ah... -o mais novo tentou não desabar ali mesmo, apertando os dentes no lábio.

Harpe manteve sua atenção em Ronan alguns segundos após o início, vendo o quanto o rapaz era adorável também. Mesmo assim ele não queria ser quem estivesse acima, por isso decidiu ele mesmo se fazer o passivo.

-Ronan. -chamou baixo, fazendo sua voz ecoar no quarto esmaecido e rebater no vidro. O maior abriu os olhos, sem saber quando os fechou. Só tinha em mente que isso era tão bom ao nível de deixar os pensamentos em negro e só o corpo existir.

O mais novo sentiu o corpo do servo se posicionar sobre si e seu membro parando de ser massageado, mas ainda sendo impedido de gozar. Estava quase lá... Se soltasse com certeza...

Harpe respirou fundo, colocando o membro rente na entrada enrugada, soltando a glande. No mesmo segundo em que soltou ouviu um som estranho e uma consistência grudenta e muito quente contra a pele sensível. Era tão excitante.

-Ugh... -Ronan suspirou alto, com um gemido estrangulado. E agora? Se ele perdesse o embalo tudo ia ser perdido.

O albino segurou seu membro e forçou seu corpo, ajeitando-se de forma que a glande adentrasse o minúsculo espaço melecado pelo gozo que descia também por suas coxas.

-H-Harpe, ah-... -Ronan dobrou as pernas, sentindo sua masculinidade retomando a rigidez e invadindo o espaço estreito.

-Tudo bem. -afirmou o menor, respirando entrecortado e fazendo leves movimentos de subida e descida de acordo com que era aberto no interior.

As ações pararam assim que estava completamente preenchido. Doía muito na verdade, parecia que o mínimo movimento iria arrancar a pele interna e atravessar seu estômago. Mas tocava-o de uma forma enlouquecedora, era tão grande e tão gostoso, não sabia dizer por que, era ótimo.

O azulado se endireitou pelos ombros, abraçando o mais velho com ternura e virando-os. Desejava que o rapaz de cabelos brancos desfrutasse, que fosse bom e que os dois ficassem juntos dessa maneira hoje. Não queria mais nada, queria senti-lo e ama-lo o quanto pudesse.

-Te amo. -repetiu mais uma vez.

-Ronan... -Harpe piscou sonolento, sentindo-se cheio e completo. Seu coração batia dolorosamente, correndo pelas veias e chegando em seu cérebro. Os fios azuis estavam pendurados em sua direção, os olhos azuis daquela criança eram agora de um adulto consciente. -... Você não parece ter 15.

O maior pareceu se surpreender, mas só sorriu, movendo seu quadril levemente para acostumar.

-Ahh... -gemeu o menor languidamente, fechando os olhos na primeira investida. Era tão profundo.

Ronan segurou as coxas brancas, gemendo livremente enquanto dava início aos movimentos e se encantava com a interação dos corpos. Seu quadril doía um pouco, mas era abatido por uma incentivadora sensação, uma vontade incansável de se afundar nele e aumentar em dobro, em triplo, cada vez mais, até restar seu corpo banhado em suor e seus músculos exaustos.

-AH!!... Ronan! Ahn!...

O albino podia ver a expressão luxuriosa de seu mestre, o abdômen contraindo-se e seu membro viril entrando num ângulo perfeito e na mais perfeita velocidade, a força não era contida, e forte, mas não doía mais.

-Ronan!

Seu nome estendia-se em certas letras, no início ou no final, e no meio elas se cortavam num “Ron- AAHHN...” e era irônico, a voz de Harpe se tornava grossa e rouca, mas seu nome nunca era deixado de ser dito.

Num momento em seu limite o azulado agarrou as coxas brancas firmemente e deixou-se descontrolar, dando mais prazer a si mesmo e ao mais velho, que se apoiou pelas mãos com dificuldade devido ao movimento brusco em que seus corpos moviam-se e desarrumavam a cama.

-T-Tão... Ahn... Apertado...

-An... Ahh!

O albino mordia os lábios. Entrava e saía, rápido... E apertado. Sedento.

Os segundos seguintes foram tomados por um sexo mais lento, Harpe se sentou sobre o colo do mais novo e movimentou-se, impulsionando-se com sua própria força.

Os dois estavam além dos limites, Ronan e Harpe já estava cegos para o gozo e para o sangue, sentindo um ao outro apenas, os movimentos ininterruptos e os gemidos altos. Não havia perigo, nem dor e nem ressentimento.

-Te amo, te amo... Ah, Ronan... -Harpe repetia, começando a sentir o suor escorrer em seu queixo e por todo seu corpo, sentindo o cheiro forte que instalava e o corpo másculo do rapaz que fervia ante o contato, esfregando-se e roçando-se.

A posição havia mudado sem decidirem, Harpe estava deitado de lado enquanto o azulado investia sem pensar muito, afastando a coxa o quanto podia, e logo o albino deitou o rosto no travesseiro que se perdeu em algum momento, virando seu corpo e ficando de quatro.

-AHH RONAN!!! -o albino mordeu o travesseiro após isso, afastando as coxas e deixando-se todo à mercê do mais novo. Era tão intenso, tão forte!

-Harpe... Hnn... Ah-... eu não... -o azulado abraçava esse corpo leve e impulsionava-se para dentro dele o quanto era possível, as paredes o torturando, o fundo acariciando sua glande e o ponto estranho fazendo a voz de Harpe tremular com um estouro de ar.

-AH!... AHH!... -o menor apertou as mãos na colcha e gemeu contra o tecido branco da fronha, sentindo mais um orgasmo chegar.

Ronan gemeu alto junto com o rapaz pálido enquanto deitava em suas costas até tal ponto. Seu rosto na nuca do mais velho, beijando algum ponto sensível que o fazia ronronar e encolher o corpo todo arrepiado.

Do canal estava escorrendo todo o gozo, na coberta havia respingos e as partes claramente úmidas. Seus braços e pernas conseguiam sentir as batidas cardíacas de tanto esforço físico, mas nem Ronan e nem Harpe conseguiam deixar de se sentir excitados agora.

Arfando, o azulado separou-se, vendo de primeira mão como aquela entrada se tornava um arrombo avermelhado e a brancura descia em linhas grossas pelas pernas trêmulas. Viu também como Harpe deixava seu corpo descansar ao deitar-se, sem mover-se um centímetro. Ronan sorriu bobamente por isso, mesmo estando preocupado. Por isso estendeu a mão, acariciando os fios e recuperando o fôlego para poder falar algo.

O ar continuou daquele jeito, silencioso e agradável, apenas interrompido pelas respirações ofegantes.

-Harpe. -o azulado deitou-se ao lado do albino, esperando que o mais velho o ouvisse.

O albino tinha o rosto vermelho e os olhos fechados.

-R-Ronan... Por favor, eu não sei como as coisas ficam agora... É perigoso. -justificava, escondendo o rosto no travesseiro, envergonhado por esses momentos íntimos que havia desejado. Esse garoto era assustadoramente bom.

O espadachim sorriu para si mesmo e abraçou o corpo de Harpe, fazendo-o vir até seu peito, recriando o contato, mas mais inocente. Os cabelos brancos macios estavam úmidos e tocavam seu pescoço, fazendo cócegas. As mãos cautelosas pousaram em seu peito.

-Ei, não seja pessimista. -sussurrou Ronan, acreditando num futuro em que poderiam ficar juntos. -Você é bastante jovem também, vamos juntos em frente. Com guerra ou não.

As palavras do azulado eram, por sua vez, sonhadoras. Harpe sabia que teria que aproveitar seu tempo ao lado do mestre, pois muitas provações viriam em seguida. Esse rapaz iria se tornar alguém conhecido, se aliar com pessoas poderosas e se tornar um herói, não duvidava. Mas nada garantia que ele estivesse ali e justamente por esse motivo ele queria ensinar Ronan sobre a morte também.

Mas por hora...

-Eu confio em você. Então eu prometo também que estarei ao seu lado. -o menor respondeu com um sorriso, que internamente era de incerteza.

O contato com Ronan foi se equilibrando até o suor secar e seus corpos grudarem. Nenhum dos dois encarou bem a ideia de ir para o banho depois dessa, estavam acabados de verdade.

-E a carta, Harpe? -sussurrou novamente o azulado, querendo acabar com a história nesse momento. não importava mais na verdade, Harpe que deveria escolher, ele tinha direito e motivos bons. “Eu percebi isso... Você não quer me deixar, não é?”

-Hm... Esqueça a maldita carta, Ronan. Durma agora ou não vamos acordar amanhã.

Então tudo o que restou foi esperar o sono que não veio, até a luz sumir completamente na janela e aparecer novamente, só muitas horas depois, quando os dois já tinham se beijado novamente e novamente repetidas e repetidas vezes.

No dia seguinte não aconteceu nada de diferente do normal. Harpe pegou um livro na estante da biblioteca que havia lhe interessado, algo sobre a arte da espada com o uso de mana, e com um sorriso gentil estendeu o livro para Ronan.

O azulado retribuiu e começou a ler sem mais preocupações.

Fim

Notas finais
YUP!!!!! EU VOLTEI o/ vcs tão felizes né >.<? Eh tão, mas não joguem pedras não! Eu estava estudando para o Enem, porque eu não tenho dinheiro então não estudo no objetivo, nem no poliedro, nem no anglo ou qualquer outro curso ou escola do tipo (privada) então eu precisava estudar por conta própria.
Como o meu futuro está em jogo eu acho que vcs podem ser bonzinhos comigo e me desculparem *carinha de cachorro abandonado* cahãn, desculpem mesmo pessoal. Eu queria ter postado antes.
Enfim, o próximo FINALMENTE é o pedido da Darklindsay feito há muito tempo atrás.
Muito obrigada por lerem até aqui e até o próximo!