YStage

9 09YStage: Shyness


Notas iniciais
Pedido de AnnabethStraux> DioxZero. Uh. Eu fiquei imaginando o que fazer sobre eles... Vou explorar mais o Zero por aqui. Dio >.< meu seme preferido! (Voz interior: mentira, o Lupus é meu preferido, mas vocês sabem disso já). De qualquer forma, aproveitem.

>>Shyness significa Timidez.

Boa leitura!

...

-Oe.

Aquela voz pareceu ter passado longe, em algum lugar bem distante, porque com certeza a quem ela se dirigia não escutou realmente.

-Oe. -e com ela, um toque em sua testa.

Bem, era confuso... Tocar na testa. Mas mesmo que o tocasse no ombro, balançasse, entre outros meios de tirar alguém de um transe, Dio não o conseguia fazer acordar. Todos os métodos já haviam sido tentados. Assim que restou este toque e com um dedo apenas, o indicador, Dio o empurrou, fazendo sua cabeça inclinar para trás.

-... Ah... Dio? -o grisalho virou-se um pouco e tocou a bochecha, sem demonstrar muitas mudanças.

Dio estreitou os olhos, sentindo-se ignorado e irritado. Desde quando se conversa com uma pessoa e ela praticamente finge que não está ali?

-O que está fazendo? Não me ouviu? -soltou quase como um rugido, mostrando não estar nada contente — o que já era raro.

-Ah, sim. Ficamos com o turno da noite na vigia? -o rapaz sibilou em sua voz baixa, sem os olhos visíveis, como sempre, escondidos sob os óculos negros.

Dio apertou ainda mais os olhos, fechando-os quase totalmente por sua natureza já afilada. A cor reluzia violentamente e atingia Zero, aquele espécime curioso que poderia servir como algo mais do que um saco de pancadas como Sebastian.

-Isso mesmo, Encouraçado.

-??

Dio suspirou de irritação. Não existia alguém naquele lugar mais quieto que o Zero... E lerdo.

-Se olhar no espelho de cima a baixo vai entender. -e com isso, Dio pôs-se a caminhar para fora do Arsenal pessoal do errante.

O menor o seguiu com os olhos até onde fosse possível e, assim que Dio sumiu completamente, Zero voltou seu rosto para o canto do quarto novamente.

-Pode sair. -falou normalmente. Assim que o disse, o armário de ferro enorme que ali ficava foi aberto e de lá saiu um rapaz de cabelos verdes pontudos.

-Tch. Esse asmodiano sempre aparecendo em horas inoportunas. -reclamou o outro, com uma voz esgarçada e os olhos verdes répteis brilhando fortemente no quarto esmaecido pela tarde que se transformava em noite.

-GD, eu acho que você não deveria ter aparecido... -comentou Zero, com um tom inexpressivo, mas para a figura no quarto era claro o tom de preocupação. Com isso, o esverdeado riu de canto, todo sarcástico e inflado de orgulho, ou ego.

-Cale-se, Zero. Estávamos onde mesmo?... Ah sim! -o rapaz desconhecido para todos os integrantes da Grande Caçada praticamente saltitou em seus passos em direção ao menor e segurou seus ombros. -O que você vai fazer em relação aos seus problemas sexuais?

Foi como tocar numa ferida desconhecida para Zero, algo que ele estava alheio e que mais do que nunca lhe apetecia falar.

Ele tinha completado em torno de 22 anos...

Como se lesse os pensamentos, o esverdeado colocou as mãos na cintura e começou a rir, alto e tão indiscreto que pôde jurar que Zero tinha se encolhido, ao menos um pouco.

-Do que está rindo? -perguntou novamente o grisalho e, como se tivesse conhecido Zero há muitos anos atrás dessa forma (o que era totalmente verdade), se sentiu tentado a fazê-lo, então segurou as bochechas do rapaz mais alto e puxou-as com força.

-Idiota! Você acha que eu sou o que? Eu sei o que está pensando. -em seguida o rapaz de sorriso malandro cruzou os braços.

-Eu não-,

-Não precisa dizer. Eu no fim não posso te ajudar com isso, não é minha natureza. Então aproveite esta noite que vai ficar sozinho com um experiente no assunto. Os asmodianos são mais flexíveis quanto se trata disso. Portanto, pode perguntar qualquer coisa relacionada a sexo, ele vai ser seco, curto e grosso. Como você não vai falar nada, só ouvir, acredito que não haja problema. -e sorriu tão largo, tão maldosamente, que Zero internamente (assim como tudo o que faz) quis matar aquele idiota que antes era a espada ingrata que carregava nas costas.

-GD... -já começava, sentindo-se tremular por dentro, mas o menor o calou estendendo a mão num aviso para ele não continuar.

-Escute. Vai dar tudo certo, não precisa ter vergonha. Chegue com calma quando tiverem terminado, na hora do volta, apenas peça para irem a um bar, algo assim. Eu cubro vocês de alguma forma por aqui.

-Você?

Oh, aquilo soou tão desconfiado. Grandark arqueou uma sobrancelha.

-Tá preocupado com o que? Por eu finalmente sentir pena de você?

-Deve ser isso.

Ele riu alto, batendo a mão levemente na testa do menor.

-Se liga. Eu tenho um corpo agora, e você precisa cuidar do seu... Infelizmente, não sei se você ainda vai “reagir” depois de tantos anos sem mover uma mão... Literalmente. -sibilou o outro *gota*.

Novamente, como se tocasse lá no fundo, num lugar que o perturbava demais, Zero sentiu seu rosto começar a arder debaixo dos olhos, só um tantinho.

-OH! REAÇÕES, REAÇÕES!

No mesmo momento Zero deu as costas, pegando a espada substituta e saindo do arsenal.

-EU VI ISSO, ZERO!

E deixando o esverdeado falando sozinho, Zero dirigiu-se pelo corredor, o mesmo do Laboratório e que descendo as escadas ao entrar no corredor dos quartos dava na sala e em frente à porta da cozinha.

Olhou sem muita atenção para os lados.

“Ultimamente os membros estão tão ocupados... Ontem mesmo o Ryan quase destruiu a base. E não faz nem uma semana que terminaram de reformar.” Pensou o grisalho tocando a maçaneta da porta de saída.

Quando o som de trinco se abrindo chegou aos ouvidos, sentiu uma presença pouco expressiva também atrás de si.

Lá, encontrou a imagem franzina de um garotinho baixo de cabelos castanhos e olhos afilados, cor vinho. Sentiu seus cabelos da nuca eriçarem; “Lupus??”

-AHH! -uma voz veio da cozinha, saindo e apontando para Zero.

-SEGURA O PIRRALHO, ZERO! -berrou Elesis exaltada. A líder da GC estava com certeza exausta, visto pelas olheiras em seus olhos.

Com um rápido movimento, o baixinho esquivou-se de Elesis, com uma vantagem enorme por ser pequeno e tentou passar por debaixo das pernas de Zero, e logo todos os membros da Grande Caçada que estavam recuperados apareciam também por ali.

O grisalho agarrou a camisa do pirralhinho e o ergueu no ar na altura de seus olhos. O minúsculo chibi não batia nem em seus joelhos. De certa forma, Zero achava isso muito adorável, inclusive a expressão fechada da criança.

Elesis se aproximou, segurando na bochechinha do garoto e para a surpresa de todos, que gritaram, o garotinho apontou uma arma bem na direção do nariz de Elesis e com uma voz nasalada e fofinha, disse:

-Bang! -com uma empolgação típica de criança e apertou o gatilho. Nem Zero nem Elesis tiveram tempo para reagir, só ver o estrago que a arma fez.

De repente, Arme, que estava escondida atrás de Amy e Ronan, os usuários de mana que se recuperaram bem mais rápido depois do dia cansativo, começou a rir. Felizmente ela tinha trocado as Golden Eyetooth por armas de Paintball. Deixando todos atordoados, o menino meio que sorriu e levantou os bracinhos dizendo:

-Morreu o malvado! Onde está minha recompensa? -e olhava para todos os presentes buscando alguém que pudesse lhe dar seu prêmio.

Elesis começou a tremer. Seu rosto todo estava com a marca vermelha daquela consistência pegajosa que escorria por seu queixo. Tinha coberto seus olhos e atingido sua franja. Ela virou-se para Arme, irada.

-Por que, diabos, você fez uma arma tão potente?!

A roxinha riu de canto e coçou a nuca, já dando meia volta.

-NÃO FUJA, MALDITA! Zero, segura esse moleque e não o deixa fugir!!

-Mas eu,-

-SEM MAS, ME OBEDEÇA, INÚTIL!

E com isso ele foi deixado sozinho com Amy e Ronan. Ele estava atrasado já. Devia sair da base para ver algumas poções que lhe faltavam, mas agora precisava obedecer Elesis. Lothos havia deixado claro que a ruiva tinha certo poder e ele temia sair do grupo agora sem a Grandark em sua posse integral.

Mesmo irritado por esse inconveniente, não era de todo mal tomar conta daquele carinha. Lupus era malvado com Elesis apenas. Com Zero ele ficava falando coisas sobre tipos de balas e tentava meter coronhadas no ombro de Zero, que no fim deixava por não sentir dor, ele usava sua roupa encouraçada mesmo.

O tempo passou rapidamente, Zero sentia-se bem distraído com o garoto quando a porta se abriu com um violento chute, que quase fez a madeira se partir.

-ZERO! -o berro rasgante de Dio veio com tanta ira que o grisalho deu um salto com Lupus e se encolheu no sofá. -QUAL É A DESSA DEMORA?!

Ao ver o grisalho com o pirralho na mão, ficou uns instantes em silêncio, olhando de um para o outro.

-É seu filho bastardo? Não se parecem nada.

-Filho?! -exclamou o grisalho, o rosto fervendo ainda mais forte. Como era possível que ele tivesse um filho sendo que nunca nem transou?! Nem beijou uma garota sequer!

-Eu to zoando. Agora... QUAL É A SUA, QUATRO OLHOS DE MERDA? ESTOU TE ESPERANDO FAZ DUAS HORAS!! AS MURALHAS ESTÃO DESPROTEGIDAS! -Dio apontou-lhe a garra, pronto para fatiar quem ele considerava agora um vadio.

Zero soltou Lupus e se levantou correndo até a cozinha e desviando da foice que apareceu com um chamado de Dio e que poderia arrancar metade de seu cabelo se ele estivesse longo.

-A-AMY! Cuida do Lupus, eu preciso ir. -Zero pediu, os olhos por trás dos óculos arregalados. Estava apavorado em enfrentar um Dio descontrolado como esse de agora. Se ele virasse um monstrengo o que ele faria? Não teria com quem falar para tirar suas dúvidas.

“Espera, isso não é sério, é?” Zero pensou incrédulo consigo mesmo.

-Vamos logo, antes que eu te extermine. -Dio resmungou roendo os dentes e esfregando as garras umas nas outras, fazendo um barulho assassino.

-Sim, senhor! -o grisalho se apressou, acenando para Lupus, que apontou a arma atirando em Amy e acenando para Zero.

Os dois se dirigiram para fora, prontos para iniciar o turno. Zero não tinha percebido, mas já eram 6 da tarde e ele não tinha nem ido buscar as poções.

-Você. -Dio o fitou com raiva. Zero olhou para o mais velho, esperando ele continuar. -Não vai nem se desculpar?

-Ah, me desculpe. Me perdoe. A Elesis-san-...

Antes de poder continuar, levou um chute no estômago, que o fez se curvar e se afastar dois passos.

-Por que fez isso? -perguntou com seu tom impassível. Não entendia qual era a do asmodiano, ele sempre era tão rígido e impetuoso!

-Não perguntei nada sobre a Elesis. Só falei para se desculpar. Mas não é como se eu fosse te perdoar também. -deu de ombros o arroxeado que seguiu caminho sem nem dar atenção ao rapaz.

Não tinha como entender mesmo! Zero não se considerava humano e nem asmodiano, mesmo sendo uma mistura, porém, não entendia nenhuma delas. Eram um bando de loucos, e os asmodianos eram piores porque eram imprevisíveis, todos eles.

-Mesmo assim. -respondeu o grisalho, atento agora para o caso de precisar se defender de novo.

O asmodiano soltou um “Hnf”. E continuou pelo caminho de pedras.

Eles estavam sob uma temperatura de brisas quentes e hoje seria uma lua minguante. As nuvens estavam juntas e escuras, mas os dois tinham consciência de que não haveria chuva, o que era bom para os dois.

-Eu pretendo pegar do portão para o oeste até 20 km para vasculhar. -Dio apontou ao terem as muralhas que cercavam a cidade à vista. Os guardas estavam trocando de turno também. -Vou falar com os guardas. Você vai pelo leste. Vamos fazer uma busca em diagonal e nos encontramos no norte.

O grisalho assentiu, sabendo que tipo de estratégia de vigia Dio usaria dessa vez. Sendo assim, Zero sentia-se mais tranquilo sabendo que ia se afastar bastante e precisaria olhar para a cara do asmodiano só pelas altas horas, quando já estivesse um pouco mais cansado.

Ao que Dio se afastava, Zero sentiu uma ondulação forte dos ventos. Seu olhar virou-se na direção em que veio, mexendo seus fios de cabelo cinza. Certamente...

“Hoje vai ter uma forte movimentação nas ondas marítimas.” Pensou, não percebendo que Dio já voltava enquanto ele começava a pensar sobre o que GD falou também.

-Ei, está acordado Quatro Olhos? -perguntou cuspido e dando um soco leve em seu ombro para fazer o garoto prestar atenção.

-Sim. Podemos ir?

-Claro, já deveria ter ido. -respondeu com as sobrancelhas franzidas.

Então, os dois se separaram. Eles percorreriam a mata à frente em direções diagonais para garantir que nenhum detalhe passasse em branco. Além disso, mesmo se algum espertinho pudesse quebrar a formação, Zero facilmente perceberia sua presença e o mesmo valia para Dio.

O mais novo viu a silhueta de Dio desaparecendo habilmente por cima da muralha e saltar na mata planando com as asas reluzentes. Respirando fundo, tentou se concentrar em seu trabalho, começando a correr por cima dos galhos espaçosos e seguindo um trecho entre as folhagens.

Desde que tinha trocado sua arma e GD deixou de ser sua companheira, vinha conseguindo se movimentar muito rápido. Ele já se destacava por velocidade dependendo de seu modo de batalha, mas quando estava se a GD, era como livrar-se de correntes e podia ir onde quisesse.

Nesse momento, o errante só tinha conseguido pressentir movimentos de pequenos animais e monstros menores, como gosmas. Dado a isso, resolveu parar naquela grande clareira que dava vista para a Praia Carry. Havia um rio que desembocava no mar e a Grande Caçada já tinha parado nele, na área de água potável lógico, várias vezes para pegar água antes de chegar aos domínios da cidade.

Seu relógio interno dizia que já havia passado uma meia hora. Pensando bem, isso era um pouco desnecessário, quer dizer, a vigia. Eles conseguiam fazer isso muito rápido e ainda assim teriam que passar a noite inteira atentos, mas toda GC sabia que eles deixavam o trabalho pela metade e iam beber ou algo assim. Os únicos que ficavam até o final eram Elesis, obrigatoriamente por ser a líder, Ronan, porque era certinho, Ryan, porque tinha mania de guardião e Jin por complexo de culpa (já devem saber).

Zero olhou para os lados, apurando seus sentidos. Por enquanto nada, então se sentou encostado a uma árvore.

Permaneceu ali sem pensamentos claros até as perguntas que supostamente devia fazer a Dio depois do turno surgirem. A temperatura no corpo do rapaz subiu só de pensar. Uma das coisas que mais o perturbava era se realmente Dio era tolerante com gênero. Melhor dizendo, atração pelos dois tipos: homem e mulher. Zero não sabia bem nem como era se sentir excitado, só tinha ouvido várias vezes Sieg com vários outros e outras no quarto ao lado -é, infelizmente Zero pegou o quarto vizinho- e achou meio assustador pelo tanto de sons e pelo quão altos eram. Mal conseguia criar a cena em sua mente, só conseguia pensar: “O que eles estão fazendo?!”

O grisalho dobrou os joelhos, pousando a cabeça. Sentia-se envergonhado, especialmente porque Sieg um dia o parou.

“Você tem conseguido dormir bem, Zero? Não tem nada de atrapalhando ou coisa assim?” Com a maior cara de pau! Zero tinha vontade de soca-lo, a semelhança com GD era enorme, isso o deixava furioso, mas mesmo assim...

“Não. Por quê?”

“Ora, como você não fala nada nunca, achei que tinha que perguntar. É melhor eu já perguntar direto a você se minhas noites longas de sexo estão atrapalhando. Sabe, eu sei que você não deve gostar nada, mas quero saber se posso continuar ou se simplesmente você quer que eu vá para um hotel.”

Após isso, Sieghart piscou desnorteado, vendo como Zero ficava roxo e desmaiava um segundo depois. Patético.

Se lembrando disso, Zero passou a mão pelos cabelos curtos e suspirou. Quanto mais pensava mais confuso ficava. Ele também se lembrava de que eram na maioria sempre gemidos fortes, de homens. Isso mexia com seu estômago, ou era mais abaixo?

Zero aos poucos foi tentando analisar a aparência de cada membro da GC, cada um com sua peculiaridade. Como por exemplo, como Jin conseguia ter aqueles olhos adoráveis com um porte físico tão brutal, enquanto Lass era gélido e tão cheio de poder e mesmo assim tinha um corpo infantil, ou como Ronan era mesclado de macho com mulher, e como Ryan era esperto e ativo, mas era lerdo para muitas outras coisas mais propícias, e o quanto Azin era chato, mas tinha seu lado mole, Sieghart... Bem, ele não tinha nem o que dizer. Lupus era misterioso e visivelmente inalcançável, porém, deveria ser o melhor numa noite sem compromisso, sensual. Por fim, Dio.

O grisalho pôs a mão na boca. A palavra era violento. A forma como olhava, como se movia, como lutava e tudo relacionado a ele: violento.

Zero deslizou a mão pelo abdômen por cima da roupa, sentindo algo borbulhar e fazer suas pernas se encolherem mais. “Mas que-,” Apavorado com sua reação, não teve outro jeito a não ser tocar para ter certeza, sua mão enluvada apertou sua intimidade, suas sobrancelhas logo em seguida se ergueram.

“Duro... Tá-,” Antes de concluir o pensamento, envergonhado, um som inconfundível de moitas se movendo o fez rapidamente se pôr de pé e empunhar a espada. Sua surpresa deu-se quando a lâmina mortal estava rente ao pescoço arroxeado do asmodiano, este com um olhar pouco surpreendido.

-O que está fazendo? -o asmodiano sibilou em sua voz grossa, parecendo pouco interessado. Ele ainda estava nervoso por ter se atrasado?

-Nada. -Zero tirou a espada daquela parte, onde manteve o olhar para se certificar de que não havia machucado, mas pensando sobre isso, mesmo que o machucasse não ia ser algo muito dolorido. “Asmodianos são muito resistentes.” -Pensei que iríamos nos encontrar ao norte.

Os olhos afilados o encararam com desprezo.

-Pirralho, se não percebeu, você desviou do caminho. Acho que usar esses óculos está fazendo você enxergar menos cada vez mais. -o mais velho soltou as palavras com rispidez, fazendo Zero se arrepiar pelo tom. Era rude e maldoso. Odiava isso, mas não conseguia revidar de jeito nenhum.

“Não consigo... Por que tenho vergonha.” Embaixo de seus óculos escuros suas bochechas avermelharam. Contudo, isso não passou despercebido pelo demônio.

-O que foi?

Dio até então mantinha a Death Star nas mãos, e ao perceber que algo interessante viria por aí, a fez atravessar a dimensão e estralou os dedos, relaxando-se. Parecia que seu ato fez o mais baixo ficar com medo?

-N-Não, é que...

-O que? -Dio resmungou, dando um passo na direção do grisalho. Repudiava enrolações, mas gostava de ver essa reação tímida, especialmente quando vinha de um garoto como esse todo certinho e calado. Gostava de atormentá-los e fazê-los se soltarem.

Zero engoliu em seco. NÃO! Seu rosto ficou mais vermelho com essa aproximação insinuante. O tom da voz misturada com esse olhar e essa energia que exalava luxúria pra todos os lados. Malditos demônios que têm que ser tão sexys!

Com isso, Zero soltou um som estranho ao sentir uma sensação ainda mais esquisita no meio de suas pernas. Dio não olhou para baixo, esteve olhando na direção de seus olhos o tempo todo, mas só pelo jeito que seus lábios entreabriam-se com um risinho de sarcasmo Zero percebeu que Dio já sabia o que estava acontecendo. Novamente, malditos demônios!

-... -Zero desviou os olhos, não suportando mais olhar diretamente. Sua vontade era de sair correndo, mas só se ele pudesse, e agora realmente não dava. Diabos, esse arrepio prazeroso movendo-se internamente em suas partes baixas e correndo pelos pontos nervosos em direção às coxas e ao estômago, queria se contorcer e tocar ali, suas mãos tremiam e seu corpo começava a suar inexplicavelmente.

-Ah. Você podia ter dito antes, sabe? -o asmodiano fez uma cara de “nada” e suspirou todo entediado. -Estamos entre homens, podia ter dito que estava querendo ficar sozinho.

-J-Já disse que n-não é isso! -Zero afirmou tentando escapar do assunto com todas as forças.

-Não? -Dio arqueou a sobrancelha. Depois de uns segundos de silêncio o mais alto pôs-se a rir. -Ah, vá, Zero. Quando uma ereção aparece é melhor que você dê conta de uma vez. Deixar broxar é uma coisa que asmodianos não fazem.

O grisalho tinha os lábios tremendo e sua voz não conseguiu mais manter-se normal. Sua cabeça começou a doer e sua consciência oscilar. Estava realmente com medo de desmaiar.

-N-Não, e-eu não sou a-asmodiano, ent-tão não te-tenho nada a ver! -seu rosto estava vermelho como um tomate maduro, sendo observado curiosamente pelo mais velho ali.

O asmodiano cruzou os braços, não entendendo qual era a do errante. Dava pra ver claramente que estava nervoso, mas será que REALMENTE ele nunca tinha falado disso? Dio considerava mito essa história entre os rapazes que Zero era assexuado.

-Oe! -Dio franziu as sobrancelhas. Não aceitava uma coisa dessas de jeito nenhum. -É verdade que você é virgem?

O grisalho abriu os lábios secos, sentindo sua alma sair do corpo, seu limite foi quebrado e ele não conseguia fazer nada. Seus membros enrijeceram repentinamente e a língua prendeu-se no fundo da boca.

Sem resposta, Dio deu um tapa em seu ombro amigavelmente.

-Relaxa, Zero! -sorrindo maldosamente, Dio se pôs ao lado do errante, passando seu braço em cima dos ombros. Quando era sobre sexo ele podia se soltar um pouco mais (dizem que demônios são orgulhosos e adoram se gabar não é ¬¬?).

Zero soltou uma exclamação e fitou Dio por trás das lentes negras.

-E-Eu...

Dio fez um “Hm?” e em seguida sorriu, vendo como o garoto ficava sem jeito e segurava uma mão na outra em frente às calças, respirando dificultosamente.

-Oe, Zero. -disse o arroxeado, divertindo-se com essa situação. Sua garra arranhou de leve o ombro de Zero e a outra mão segurou o pulso direito do grisalho.

A reação foi um leve gemido ao sentir a mão de Dio puxando seu pulso para se soltar e deixar a frente da parte íntima. Zero olhou para qualquer canto apenas para não olhar pra Dio nesse momento enquanto sabia que em sua entreperna havia um volume de longe visível. Ele nunca havia sentido algo como isso antes, e agora era tão estranho, principalmente com Dio (O DIO!) tão próximo.

-Você nunca se masturbou? -Dio perguntou baixo ao grisalho, vendo com atenção o volume considerável.

O rapaz mordeu o lábio, fechando os olhos ao sentir o corpo mais junto ao seu. O céu cada vez mais escuro só era mais propício para incapacita-lo de ver, mesmo que ele, Lupus, Lass e Dio tivessem as melhores visões noturnas, estava difícil se concentrar.

Dio riu de novo, vendo como o menor começava a suspirar de tempos em tempos só com esse contato. Seu tórax tocava uma parte das costas e a garra mantinha-o junto a si.

-Vamos voltar.

-O-O que? -Zero indagou, surpreso. Ele seria obrigado a andar com “isso”?

O mais velho desenhou um sorriso largo nos lábios, os olhos roxos semicerrando sensualmente, o brilho na escuridão como uma criatura felina. Se afastando, Dio apontou para si mesmo.

-Você tem duas opções: eu te carrego ou vai andando. Mas precisamos voltar, porque a Elesis me fez uma chamada dizendo que a GC saiu sem nós para uma missão de emergência em Canaban e que éramos encarregados da base. -Dio sorriu. -Então podemos voltar mais cedo.

“Seu demônio.” Zero *gota*.

-Vou andando. -o grisalho fechou a cara, recusando-se a chegar nesse ponto além de saber do risco de aceitar favores de asmodianos.

Dio assentiu e eles partiram. Os primeiros passos de Zero foram torturantes e com o tempo sentiu que a sensação a cada movimento das pernas o deixava esquisito.

É claro que o mais velho estava notando tudo e marcando em sua mente para nunca esquecer. Isso era revoltante!

XXX

O relógio marcava mais ou menos 11 horas quando eles adentraram um bar.

“Bem como GD falou... Maldito vidente.” Zero pensava ainda andando esquisito. Não fazia muito tempo desde que entraram na cidade e o asmodiano atrevido se virou com “Vamos beber. Se não tiver dinheiro eu pago, não se preocupe.” O que esse desgraçado tinha em mente? Coisa boa é que não era.

-Vamos pegar uma mesa. Essa é uma boate que eu adoro, começa a encher depois desse horário.

“BOATE?!” Zero segurou em sua camisa com força, fazendo-o se voltar para olhá-lo.

-Está louco? Você falou bar, não boate! -exclamou, sentindo-se cheio o suficiente desde aquilo na vigia.

Dio riu, passando a mão por sua franja e afagando seus cabelos como se ele fosse criança.

-Você ainda tem muito para aprender. Você está comigo, nada de mal vai acontecer. Agora vem. -o asmodiano segurou seu ombro e foi empurrando o grisalho à sua frente, em direção a uma mesa espaçosa que confrontava com a pista de dança e mantinha-se no canto do espaço fechado com um sofá vermelho estiloso.

Isso era área vip?! Zero não soube reagir com aquilo enquanto o parceiro ia o colocando sentado no canto e sentava-se ao lado espaçoso, como se fosse o rei do lugar (não duvide muito disso).

O mais velho fez os pedidos de bebida à moça linda e em roupas tão curtas que o errante precisou olhar para as mãos para ignorar a indecência. Ele não devia estar ali!

“GD, você me paga!” Pensava rangendo os dentes por dentro.

Percebendo o baixo astral do colega, Dio sussurrou uma coisa a garçonete, que com um sorrisinho assentiu e saiu para buscar os pedidos.

Aos poucos foram aparecendo mais pessoas e claro, aquilo não deveria ser SÓ uma boate, porque do nada aparecerem pessoas meio estranhas, conversando sobre assuntos que Zero se encolhia ao ouvir. Dio tocou sua testa, apertando-o no canto entre a parede e si.

-O-O que, Dio? -Zero apertou os olhos. Dio não veria essa irritação sua por conta dos óculos, mas ele logo levantaria as mãos com ousadia e os puxaria fora num movimento tão rápido que o grisalho não teve tempo de reagir. -DIO!

O asmodiano riu, deixando os óculos escuros em um canto.

-É estranho usar isso quando já está tão escuro por aqui. -riu o outro, fitando melhor o rosto de Zero. Seus olhos finos abriram-se um pouco mais e seus lábios também, ficando impressionado.

Zero tinha olhos gordos, de um dourado opaco, uma e duas pintinhas pretas abaixo dos olhos. Um rosto meigo, levemente emburrado e ruborizado. “K-Kawaii...”

-Ei, me devolva. Você sabe que não os uso por conta de estar escuro ou coisa assim. Essa dimensão me afeta um pouco nos olhos, então me devolva.

O asmodiano pensou um pouco antes de devolver o objeto e ficar surpreso outra vez como aquele lindo rosto sumia. A boca era uma linha fina, mas agora o asmodiano conseguia entender: o encanto de Zero estava nos olhos.

A garçonete apareceu, sorrindo e apresentando as bebidas em taças para que os rapazes as pegassem. Ainda envergonhado com esse tratamento incomum, Zero pegou a taça e olhou o conteúdo. “O que é isso?” Perguntou a si mesmo.

-Beba. Se você desmaiar eu te levo para casa, não tem problema.

Zero suspirou. Não adiantava mesmo, o asmodiano ia ficar brincando com ele a noite inteira e até quando a GC voltasse, quando o mais velho poderia voltar a encher o saco de Sieghart novamente. “Esses dois se merecem, malditos desgraçados.” Zero pensava olhando da bebida para Dio.

-Não vou beber álcool. -Zero apertou os olhos, deixando a taça e cruzou os braços. A ação fez Dio automaticamente lembrar daquele rostinho. Lindo mesmo.

-Não precisa ser tão rígido. Pra pessoas tímidas o melhor a se fazer é beber um pouco. Essa é uma dose fraca, não vai acontecer nada de mal. Também não te deixarei levantar se você ficar bêbado. -Dio riu baixo, prevendo o que aconteceria se Zero aceitasse beber. Sua dose especial estava naquela bebida espumante e verde-limão também. Seu sorriso interno aumentou.

-Não sou tão fraco assim. -disse o grisalho, na visão de Dio provavelmente com essa carinha emburrada que dava ânsias de morder. Ele liberava uma aura correta e inocente que para um asmodiano era como um prato, algo raro e que valia a pena gastar anos só para saborear. Sentir o gosto de algo tão puro assim e transformá-lo em negro. Era tudo o que ele poderia querer.

Ainda sem acreditar no mais velho, Zero ignorou a bebida. Movido por essa insistência em negar, que atraiu ainda mais o demônio, Dio deu um pequeno gole no seu, seus olhos direcionando para um grupo de moças que dançavam e que estavam vindo na direção de sua mesa.

Uma morena de olhos vermelhos-sangue se aproximou, sorrindo de ponta a ponta.

-Boa noite, rapazes. A casa está cheia e vocês estão tão sozinhos, podem nos ceder espaços? Garanto que podemos recompensá-los. -ela piscou com charme.

-À vontade, garotas. -Dio sorriu pomposo, deixando elas se acomodarem todas contentes por conseguirem uma mesa bem localizada e com dois charmes de rapazes.

Zero, por sua vez, estava apavorado. Muitas moças lindas juntas (indecente não?) “Indecente! INDECENTE!” O rapaz sentia sua excitação adormecida naquele tempo aumentar, parecia estar na fase da puberdade, Thanatos!

Elas se apresentaram cada uma de seu jeito e Dio praticamente foi um doce com elas.

“Demônio mentiroso, falso, fingido...” Zero apertava as mãos nas coxas, mal olhando para elas. Sorte a sua que estava com os óculos escuros, ninguém veria para onde estava olhando. O que o trouxe para a realidade foi o que Dio disse, passando o braço por cima de seu pescoço depois de uma pergunta de uma delas.

-Somos guerreiros. Acabamos de voltar de uma missão... Para descontrairmos. -a mão do asmodiano se apertou sobre o pescoço do mais novo, puxando sua cabeça para por o rosto dele perto de seu peito.

Zero sentiu o coração de Dio e o próprio, seu rosto avermelhando brutalmente com essa aproximação. As meninas pareceram curiosas com isso e uma delas riu parecendo já pensar em outras coisas.

-Eu soube mesmo que ultimamente estão acontecendo problemas graves uns atrás dos outros. Vocês são da Elite? Parecem. -disse uma mais baixa, olhos negros e cabelos rosados.

-Na verdade só somos de uma raiz da elite, mas é quase isso. É um grupo mais independente. E vocês, lindas, o que fazem? -Dio continuava a conversa e deixava-as falando todas animadas de cada profissão e o porquê de estarem ali esta noite.

Enquanto falavam, Dio desviou a cabeça para Zero, que já tinha se afastado quando uma brecha apareceu, e sorriu lascivamente ao olhar para baixo. Daquele ponto, as meninas não podiam ver o que acontecia abaixo de seus abdomens, resumindo, o que aconteceria em baixo da mesa elas nem mesmo perceberiam.

O asmodiano deixou sua mão direita pousar no sofá e deslizar pelo tecido aveludado até a perna do grisalho, que se assustou, mas se lembrou de que elas estavam ali e qualquer indicação do que Dio fazia Zero pagaria o maior vexame.

Dio continuou a conversa como se nada acontecesse.

-Eu e meu colega estaríamos na base agora entediados se não tivéssemos vindo para cá. -ao que dizia seus dedos subiram a coxa do grisalho, mesmo por cima do tecido encouraçado e apertou fortemente.

Zero segurou um som incrédulo dentro de sua boca e desceu sua mão para impedi-lo, mas o aperto se intensificou tanto que o grisalho desistiu. A alta temperatura e a imposição de Dio atravessaram a roupa esverdeada e correram a pele do errante provocantemente.

Foi como se ele tivesse visto tudo piscar em volta, escurecendo depois. A sensação era boa e devagar ia correndo por sua coxa acima e abaixo, numa carícia lenta e sensual. Cada dedo apertava em uma intensidade diferente e brincava com sua sanidade, alcançando a parte interna do membro, não demorando em se aventurar mais acima. Zero engoliu em seco, abaixando os olhos dourados, invisíveis para as moças falantes, vendo como aquela mão grande e impetuosa tocava o meio de suas pernas.

Ali Zero pensou que tudo tinha terminado para ele. Seus lábios crisparam e ele encheu outro copo rapidamente, bebendo um gole atrás do outro para o susto de Dio e as moças que o incentivavam.

-Isso aí!! -sorria uma que provavelmente estava bêbada a ponto de desmaiar.

Dio deu aquele sorriso de canto, vitorioso, e analisou o grisalho, que após beber o terceiro copo enquanto seus bobos dedos apenas roçavam esse volume rígido por cima da calça, ficou corado nas bochechas fortemente e apertava a borda do sofá tentando controlar o ímpeto.

-Já está bom, não é? -sibilou o grisalho, referindo-se à provocação do asmodiano descarado sendo que as moças entenderam que eles estavam prontos para ir embora.

-Mas tão cedo? -indagou a loirinha mais nova dentre elas, a que havia percebido algo entre eles. Típicas Fujoshis... Elas sempre estão à espreita.

-Temos que voltar para a base. -replicou Zero mais para Dio do que para a garota, sentindo-se humilhado em público mesmo que ninguém tenha visto. Se Zero tinha algum orgulho, agora mesmo ele havia sido destroçado.

Dio fez uma cara de que não gostou da ideia. Mal teve tempo de ver as dançarinas ou mesmo sentir o efeito da bebida. Só que, certamente, Zero estava mexido. Seu rosto corado e a forma com que a voz saía rasgada, ele estava movido pela bebida e pelo presentinho deixado nela (ehehe).

Dio puxou uma garota, deixando que sua mão saísse das áreas baixas do mais novo. Ele era quentinho, agradável de tocar, as entrepernas fechavam-se e podia até mesmo sentir o membro enrijecendo quando pressionava a palma da mão. Era um rapaz que atraía ao seu modo tímido e a Dio lhe gostaria tirar a inocência.

-Como quiser. -o asmodiano despediu-se das moças. Agora iria ser coadjuvante na cena e aproveitar a vista traseira do companheiro que ia à frente com pressa.

Zero podia sentir o olhar, só que o que importava agora?! Ele tinha metido a mão entre suas pernas e ele não fez absolutamente nada. Se sentia tão estranho como se o tivessem violado o corpo. E não era como Grandark, que possuía o controle naqueles momentos, sabendo de tudo e o movendo como queria, era muito mais que isso. Mais do que uma possessão mental, Zero sentiu que lhe invadiam enquanto estava consciente e isso causava tremedeiras em seu corpo, como se estivesse com medo, mas não era isso exatamente.

“Raios! Que maldição do destino me fez chegar a isso? Mesmo que pergunte a GD... Ele disse que Dio saberia dizer, mas não vejo resultados.” Zero tocou o rosto com a mão direita, provando entre os dedos a veracidade dos fatos, que se excitava como qualquer outro, bastava o estímulo correto. “Por que tem que ser ele?”

A pergunta nunca foi respondida, nem em seus longos anos de vida. Zero apertou os olhos, maldizendo as raças e muito mais os asmodianos. Sentia-se mais desgraçado que um humano de paixão não correspondida, era muito pior que isso, parecia-lhe arrancar pedaços do coração. Isso se ainda possuía um.

Tecnicamente ele não sentiria nada, de acordo com que seu corpo fora criado, mas talvez a convivência o tivesse feito sentir afeto por outras pessoas, e se desgarrar de Grandark como necessidade apresentou uma consequência, nascendo nele as sensações de um humano comum. Ele era não era mais um espaço vazio, ele tinha um significado, sua existência tinha um propósito, e possuía todo o desejo de continuar em frente com os próprios objetivos. Como se tivesse renascido.

Enquanto pensava nessas coisas, olhou de esgoela para trás, a pele formigando e seu membro preso pela calça grossa (por sorte), vendo como Dio se aproximava, descendo as escadas com pressa. O rapaz deu um sorriso, batendo em seu ombro.

Por que ele agia tão amigavelmente quando estava sendo um total pervertido? Parecia que ele estava fazendo um favor e tentava tranquiliza-lo. Isso não era possivelmente um meio de preparação? Zero refutou a ideia quando sentiu a mão descendo arrepiante por suas costas e dando a volta em sua cintura.

-Por que saiu sem me esperar? Eu tinha que pagar a conta, esqueceu? -o asmodiano perguntou rente ao seu ouvido.

-Você bebeu demais por acaso? -Zero tinha o rosto pegando fogo, o hálito quente roçando sua orelha na ponta e esses lábios finos arroxeados ameaçando tocar a cartilagem. -Você é louco. Seu tarado.

O grisalho deixou-se romper em um suspiro quando a mão em sua cintura roçou mais abaixo da regata, tocando sua pele tão deliciosamente com as pontas quentes.

“Tão liso.” Dio semicerrou os olhos, seus instintos selvagens remexendo-se no interior de seu âmago. “E suave.” Seus dentes pontiagudos espetaram os lábios por dentro, o cheiro dele infiltrando uma parte de seu intento e forçando-o a chegar ao limite do controle. Queria tocar esse rapaz mais do que tudo, essa criatura tão indefesa.

-Tarado é?... Que deselegante. -sorriu. -Eu simplesmente não deixo uma oportunidade passar. Só isso.

Zero tentou apartá-lo, não conseguindo por um tempo, o rosto de Dio desceu abaixo de sua orelha e inspirou relaxadamente. O grisalho levantou as mãos instantaneamente para segurar os braços do asmodiano ao sentir aquele “Awwww!” gostoso de arrepio naquela área.

-D-Dio! -Zero olhou para o lado, resmungando em uma mescla de gemido com suspiro, tentando fugir desse contato. Estava tão vulnerável.

Os olhos felinos vinho brilharam no escuro dessa noite, que apresentava a lua sorridente iluminando o caminho pelos prédios em direção ao Castelo de Serdin. Naquela direção, ao lado da Academia de Magia Violeta, a Base da Grande Caçada esperava seus guardiões.

O arroxeado pareceu acordar de seu transe e deu mais atenção à realidade. Zero ainda era um virgem.

-Tem razão, vamos voltar. -sibilou rapidamente, soltando a cintura apelativa e abandonando seu objetivo atual por agora. A mão pousou no bolso, ação que deixou Zero mais calmo e menos preocupado em ser capturado nos braços fortes e expostos pela regata.

A rua de paralelepípedos fazia a sola de suas botas tilintarem por causa do metal, mas não era muito incômodo. Hoje Serdin estava iluminada por postes de luz que davam um ar mais romântico e estrelas bem fracas. A brisa quente sentida mais cedo foi apreciada com mais atenção por ambos rapazes, caminhando em silêncio na frente dos prédios e casas e pousadas, como se ressonasse uma música demorada e agradável para dormir. A cidade cantava em uma língua desconhecido e eles contemplavam as fontes jorrando e os casais se beijando em soleiras, digno da cidade do amor.

Aquilo era desconhecido para os guerreiros desse mundo. Eles da Grande Caçada, exceto Sieghart, não conheciam esse lado da realidade que viviam. Entre as mesmas muralhas, aconteciam vidas que seguiam em frente, trabalhando, se divertindo, apaixonando-se desenfreadamente. E eles não acompanhavam nada disso, preocupados em manter esses sonhos seguros.

Zero deixou que seus braços apoiassem um no outro, encantado por essa visão do topo de uma colina. As luzes piscavam vez ou outra e o horizonte desenhava a curvatura do mundo, comprovando: esse mundo é redondo. Contudo, por mais que ele andasse, por todos os cantos, aos quatro ventos, desde o começo até o fim e descendo as profundezas e ao mais alto dos céus, Zero sabia que ainda assim não saberia da coisa mais importante.

Percebendo toda essa distração, o asmodiano teve que rir achando graça.

-Zero. -chamou, prestes a dizer uma coisa que nunca houvera dito a alguém antes. Era um pensamento que tinha guardado.

O grisalho olhou-o com receio, imaginando se aí vinha mais uma perversão. Já não bastava toda a excitação que tinha aguentado até agora? Porém, ficou surpreso com esse sorriso sincero. A mão em sua cabeça o fez contorcer uma expressão fofa por baixo dos óculos.

-Apenas viva. -sussurrou com graça, enfrentando a franja com a mão direita e empurrando-os para trás num carinho bem recebido.

Zero olhou para baixo. Não importava quantas vezes ele tentasse superar isso, sua timidez não podia combater com esses olhos finos e tão expressivos.

-GD me disse que você era bem liberal. -Zero continuou seu caminho, sendo acompanhado por um asmodiano ainda mais curioso por essa criaturinha sem raça. -Será que foi por isso que não fiz nada?

Dio arregalou os olhos. Uma espada dando conselhos? Isso sim era perturbador.

-Tch! -cuspiu a irritação para o lado. -Isso só prova que você é como qualquer um de nós. Eu não ligo, sabe? Eu também só estou aqui por casualidade. E meus instintos não me deixam quieto.

Zero olhou-o com cuidado, tentando lê-lo.

-E o que seus instintos te dizem agora? -o grisalho era uma pessoa que pouco entendia de instintos, mas depois desse dia ele entendeu bem o que tudo isso significou.

Dio apenas deu um sorriso sincero e muito alegre a seu ver. Os olhos alcançaram a distante lua que ria de todos. Eles, todas as raças, eram todas iguais num ponto.

-Que, por algum motivo, eu deveria estar com você hoje. Sem compromissos, sem nenhum desejo a mais. Apenas é o que considero fato. E hoje é só mais um dia, só que para você, será importante, não é? -ele sorriu fitando Zero com intensidade.

“Será.” Ele disse. Zero cobriu a boca com a mão, tentando não se engasgar com a própria saliva.

Isso era constrangedor. Maldito demônio.

XXX

A porta da entrada tinha ficado aberta até Dio chutá-la, perdido enquanto tirava os óculos de Zero, encontrando novamente esses olhos lindos. Não era a cor ouro como a de Jin, nem tão profunda, só superficial.

As mãos do grisalho com muita insegurança tocaram os ombros. Não era como ele tivesse como escapar, nem queria tampouco. O calor que exalava desse corpo rígido o balançava e o cheiro que não fora percebido subia pelo ar e tocava-o, causando choques em contato com sua pele. Como se estivessem sensíveis e o menor sopro os contorcesse.

Dio pensava, “Tudo bem.” e essa mensagem era transmitida pelo olhar, percorrendo os lábios abaixo. Sua presa descoberta de defesa. Dio lambeu os dentes, incapaz de segurar-se ao juízo.

Impondo-se como um verdadeiro bruto, o asmodiano forçou-o até o sofá, apoiando-se com as duas mãos no encosto, seu rosto acercando-se.

Zero apertou a nuca contra o sofá, vendo como esses lábios que desejava vinham com rapidez e roçavam os seus gostosamente. Os dentes frenteando os lábios cheios de Zero apertaram-se na carne, provando o doce sabor, o gemido imperceptível saído do fundo da garganta.

A mordiscada intensificou um pouco, obrigando-o a abrir mais a boca e grudar o lábio superior sobre o superior de Dio. A mão enluvada do ombro deslizou para o pescoço grosso de Dio, agradando-lhe.

-Hm-... -o asmodiano cedeu ao toque arrepiante, infiltrando a língua e apertando os dedos no maxilar do grisalho. Pessoas inocentes às vezes não sabem o efeito que causam mesmo com toques simples.

Zero deixou que sua mente vagasse enquanto sentia seus músculos faciais contraindo junto com os de Dio. Suas mãos passaram pelos fios escuros que caíam acima dos ouvidos, sentindo a textura, tão macios. Os sons que escapavam de sua boca eram baixos e imperceptíveis, e deliciosos de se ouvir, era estranho, mas satisfazia esse algo dentro de si que havia desconhecido até hoje.

-Dio... -o chamado escapou de seus lábios, sussurrando não tão rápido para impedir que Dio o calasse, puxando sua cintura e fazendo Zero se inclinar no sofá para entrar em contato com seu corpo.

O grisalho arfou com a mão forte e sem pudores ignorando o tecido de sua regata e a invadindo, apertando os dedos em cada parte distinta, mudando de temperatura com o toque e eriçando. Seus mamilos foram segurados e apertados uns segundos ao que a língua desenhava seus lábios e distribuíam mordidas leves em seu queixo, descendo pelo pescoço mais rápido do que desejava.

Com um puxão a regata saiu de seu corpo e logo Dio voltava para seus lábios, a mão passeando por seu peito nu e deslizando cada vez mais para baixo. Não imaginava que seria assim, mas desejar que essa mão o enlouquecesse novamente foi um pensamento que Zero não pôde extinguir de sua mente, nem resistir, não queria.

-Dio. -sussurrou outra vez quando seus lábios se separaram para tomar ar. Seu chamado atropelou o asmodiano em combinação com seu rosto avermelhado.

Sua calça também saiu em um instante e Zero se perguntou como ele conseguia despir alguém tão facilmente, quase sem olhar e sem nenhuma hesitação.

-Eu sou um especialista em sexo... O que você esperava? -riu Dio, tocando o membro por cima da boxer cinza e esfregando como na boate.

A luz esmaecida da sala foi só um fator que favoreceu Zero em sua vergonha. Mas o silêncio era um inimigo que rebatia seus gemidos até seus ouvidos e aos de Dio. Seu corpo contraiu ao sentir a peça sendo tirada com habilidade e então os óculos.

Para piorar sua situação, Dio se colocou de pé, observando-o com atenção. Seus olhos vidraram um instante, parecendo devorá-lo desde os pés à cabeça.

Zero fechou os olhos, mordendo os lábios, sentindo seu exposto corpo esquentar ao olhar do mais velho. Um calor cobriu seu rosto, era a mão de Dio acariciando-o.

-Deite-se. -pediu com a voz grave rouca. Ele mesmo não conseguia suportar mais não tocar essa criatura. Não prometia ser gentil, no final, Zero estava sendo um passivo muito fofo e ele adorava faze-los gritar.

Obedecendo, Zero virou-se no sofá, para a surpresa de Dio, de costas. Somente com a visão dos volumes brancos e suaves o asmodiano sentiu seu tesão dar um rugido. A abertura rosada sem imperfeições exposta, os dentes pontiagudos afundaram em seus lábios e seu coração deu um salto, começando um ritmo de tirar o fôlego.

-Zero... Se eu te machucar, não me culpe. -o asmodiano respirou fundo, caminhando com um brilho desconhecido nos olhos. Sua mão levantou-se, dando um tapa audível no glúteo que, como imaginava, era muito macio.

-AI! Por que fez isso, idiota?! Você acabou de diz-... -Zero estourou, sentindo a ardência, mas se calou ao ver Dio se inclinar e morder sua bunda na área onde bateu. -D-DIO!!!!

Zero encolheu as pernas, sentindo a língua áspera passar no mesmo lugar, os dentes fechando-se em mordidas prazerosas e chupando a carne, e Dio parecia imerso em fazer isso, por que nem abria os olhos relaxados. A mão segurando a base das nádegas com as coxas e apertando firmemente.

O arroxeado deu uma última mordida e levantou a cabeça, deslizando a mão e a garra pelas costas do grisalho, causando arrepios deliciosos que atravessavam a pele.

-Haa... D-Dio...

Virando-o um instante, Dio segurou o membro rígido, inclinando na direção dele. Zero gemeu para dentro assim que os lábios úmidos envolveram a glande e chuparam, sugando o corpo para dentro um pouco e sugando de novo e assim repetidamente até alcançar a base.

O pescoço do grisalho se estendeu no braço do sofá. Os sons saíam para o alto ainda mais audíveis com o movimento da língua, os lábios o provando e o clímax chegando mais perto.

O asmodiano então o deixou, subindo o corpo e mordendo um dos mamilos ao tempo que esfregava seus quadris juntos, roçando suas ereções.

-Você tem seus encantos, Zero... Por isso aproveite bastante. -sussurrou para o menor, soltando o mamilo machucado pelas mordidas dos caninos. Antes que o outro dissesse algo e tivesse tempo de desviar o olhar, Dio o virou de volta de costas e apertou a bunda sem dó de marcar, esfregando seu quadril nela.

-A-Ahh... Dio! V-Voc-... -Zero parou de gaguejar quando o som de zíper se fez presente e o da calça e regata sendo tiradas e jogadas no chão também.

Acabou ganhando um calafrio quando, sem poder olhar, sentiu-o pele a pele, duro e grande no vão de seus glúteos.

-H-hm... -seus olhos dourados fecharam-se com força, seu pênis latejando e o calor excitante roçando e pulsando tão junto a sua intimidade.

Maior surpresa foi a incrível umidade que escorreu pela linha de sua cintura e desceu até chegar ao seu ânus. Era gelado e era muito para ser saliva, só que muito melado para ser água.

-D-Dio, você não g-goz...-,

-Seu idiota, olhe por si mesmo antes de dizer. -Dio se afastou um pouco para que ele pudesse ver um tubo em sua mão. O rosto do garoto explodiu em vermelho e ele o escondeu no braço do sofá; era lubrificante, mas ele nunca tinha visto, foi GD quem falou de lubrificante em uma das conversas. “Por que ele anda com isso?!”

Dio deixou uma mordida rápida em sua nuca.

-Eu não vou ter tanta paciência com você, mas prometo não machucar... Tanto. -em seguida lambeu a mesma área, fazendo Zero produzir um gemido lascivo de puro arrepio, ao mesmo tempo em que direcionava uma mão para envolveu a barriga do garoto, fazendo-o desencostar do sofá e ficar de quatro.

-A-assim... Esper-...

O membro roçou a abertura e Dio esfregou-o no lubrificante de qualquer jeito, gostando da mistura da pela quente com a consistência gelada. Sem esperar, e louco para acabar com o que Zero tinha de últimos momentos de virgem, forçou a glande devagar, ouvindo os costumeiros gemidos de dor iniciais.

-D-io... HNG! -o rapaz recebeu um tranco dolorido ao receber a glande e mais um tanto com uma penetrada violenta. -AHH!! DIO HNN, MERDA, ISSO DÓI!

O errante não tinha percebido, mas sua voz saiu extremamente alta e falha. Dio riu com a reação do garoto e deu mais uma volta com os quadris, tirando o membro até o começo da glande. Zero levantou a cabeça, arranhando os dedos no sofá.

-Pa-pare... V-Vai logo... -seus olhos encheram-se, o sangue se movendo rapidamente em sue corpo.

-Parar ou ir logo? -perguntou o asmodiano rindo da indecisão. Sua mão segurou a nádega de Zero e a separou, penetrando-o mais forte até alcançar um ponto onde não poderia continuar.

Um punho se formou e as coxas de Zero se separaram mais, seu cabelo atualmente curto descendo as costas, úmidos.

-Rápido... Se não vai doer mais... -gemeu, sentindo uma sensação de fazer as coisas ao contrário, algo muito incontrolável e estranhamente delicioso. Sua pele ia se alargando facilmente e o falo grosso o preenchia, ajudando-o a expandir as paredes macias.

Com um suspiro, Dio sentiu sua fome aumentar de acordo com que aquele canal estreito o circulava, apertando e massageando, esquentando e provocando. A visão da bunda e os fios cinza, os gemidos de “Não aguento mais...”, o asmodiano respirou o ar, como se seu pulmão incendiasse o oxigênio que adentrava. Para ser sincero, nunca tinha sentido tanto desejo de foder na vida.

Sua mão foi ao cabelo e o puxou, Zero reclamou como não faria normalmente.

-Seu idiota! Eu não sou uma mulher, solta o meu cabelo!

Dio mordiscou sua orelha, fazendo-o ser abraçado por uma nova onda de prazer e a movimentação de suas costas com o tórax musculoso do asmodiano fazer um atrito ardente.

Foi que começou, a primeira foi lenta, batendo suas coxas de leve, um encontro gostoso e um tanto doído por dentro, mas na segunda o lubrificante espalhou sobre o membro e a facilidade que o corpo de Zero proporcionava o permitiu sentir um prazer surreal nunca antes imaginado.

-Ahh... AHH!... -Zero apertou os olhos, movendo-se junto com o quadril de Dio, sentindo-o ao fundo e forte. “Molhado... e quente...”

Dio respirou para o ar quase como um rosnado de satisfação e penetrou forte, sentindo a cada investida uma guinada poderosa do clímax.

Seus sentidos brincavam com seu corpo, a voz de Zero junto com a sua, sua mão que esfregava o saco do grisalho, os testículos sendo mexidos por seus dedos, tudo era só um adicional. O pedido por mais era um extra.

Dio sorria para o ar sem saber porque, mal percebendo que suava muito, sua pele grudando na de Zero e suas coxas fazendo um esforço gigantesco para invadir o corpo com toda sua força, seus braços grossos, envolvendo a cintura do grisalho que não conseguia mais ficar em seus joelhos e braços.

Zero parou de se mover, seu corpo travado. Seus músculos estavam retesados de tanto ficar na mesma posição em um espaço pequeno, mas sua excitação não havia diminuido. Dio acabou com essa situação ao se separar, levantando e colocando Zero de joelhos em cima do sofá, os braços apoiados no encosto.

-D-Dio... -a voz que era só um fio rouco não conseguiu dar opinião. -A-AH!

A penetração começou outra vez, só que constante, intensa.

“Tão violento!” Zero mordeu seu lábio, quase no ponto de sangrar. Cada vez que o pênis entrava parecia endurecer e aumentar de tamanho, criando choques ardentes que Zero transformava em gemidos longos e erráticos.

-DIO! -gemeu quase gritando, o toque forte da carne sensível da glande com sua próstata. Seu membro contra o encosto macio do sofá contorceu e liberou o orgasmo junto a uns gemidos baixos e perdidos com a respiração ofegante.

O mais velho tinha parado, deitando a cabeça em suas costas brancas marcadas com arranhados e esfregões vermelhos. O suor os fazia parecer um só e sua própria respiração estava cansada. O cheiro dos dois tornou-se tão forte a ponto de ficar impregnado no ar, mas no momento eles não notaram.

Olhando melhor para baixo, Dio viu seu orgasmo em excesso passando seu pênis e escorrendo pelas coxas brancas e roliças do errante. Delicioso para dizer o mínimo.

-V-amos... -disse o grisalho engasgando um pouco. Tentava se recuperar um pouco depois do incrível exercício, feito pela primeira vez em sua vida.

-É melhor subirmos. -Dio virou seu rosto em direção ao corredor e então seus olhos arregalaram, seu rosto ferveu.

Zero virou o rosto na direção, ficando paralisado também.

Uma arma estava apontada para eles e dois tiros perfeitos os deixaram melecados com tinta vermelha.

-Peguei o malvado!! -falava apaticamente o chibi Lupus com uma posição de vitória muito arrogante. -Onde está minha recompensa?

Os dois rapazes paralisados e agora humilhados por um bebê resmungaram internamente, planejando a morte futura do Lupus adulto.

Para melhorar a situação, uma criatura verde apareceu das escadas, segurando o chibi Lupus e pondo-o no colo. Seus olhos répteis focaram nos dois... Parceiros...

-OPA! Não tem recompensa, não, Lupis, eles precisam de mais algumas rodadas e você atrapalhou!

Dio rangeu os dentes, prestes a matar aquela coisa verde que nem sabia quem era, mas pressentia quem poderia ser e estrangular Lupus.

Vendo o perigo, GD sumiu com Lupus porta afora, rindo como uma égua.

-Idiota... Ele fez de propósito. -resmungou Zero, sentindo sua excitação sumir aos poucos.

-Hunf. O Lupus vai ver só depois... Ele deve estar com raiva porque fiz com ele aqui também. -resmungou o asmodiano, lembrando-se de outros dias.

Zero fechou a expressão.

-No mesmo lugar?! -Zero arregalou os olhos, ficando ainda mais vermelho e fofo, totalmente o contrário do que pretendia.

Dio riu alto, gostando dessa cara. Sua mão passou pela franja grisalha, chegando perto e lambendo o lábio do rapaz com lascividade. Foi como ativar o tesão outra vez.

-Não fique tímido assim... Ou é capaz de você nem acordar amanhã. -ameaçou o arroxeado, puxando Zero para outro beijo caliente.

“Malditos asmodianos...”

Fim

Notas finais
Yup! Me desculpe a demora, mas esse eu fazia um pedacinho a cada dia e também meus outros compromissos ficavam atrapalhando. Então nesse domingo eu finalmente terminei e espero que tenha agradado! Vou TENTAR manter o ritmo.
Muito obrigada por lerem o/!
Jaa na!