YStage
7 07YStage: Change
Notas iniciais
...
Os olhos prateados entediados olharam novamente como se perguntando o que o levava ainda a ter esse sentimento estranho bagunçando seus pensamentos.
Não que ele não estivesse bagunçado desde muito tempo, como se já nada fosse novidade e ele tinha visto de tudo para afirmar.
–Você não me parece preocupado. -ela massageou as têmporas.
–Não é realmente nenhuma novidade o que acontece ultimamente, Lothos. -deu de ombros olhando a loira que passava os dedos pelos cabelos loiros desgrenhados num dos piores dias de sua vida.
A moça, com os olhos vermelhos cansados e olheiras terríveis olhou para Sieghart suplicante quase, algo que ele nunca imaginava ver por parte da Comandante.
–Sieghart, ouça. Eu não sei o que fazer... Não é um problema ao qual eu tenha lidado antes na minha vida, mas POR FAVOR! Você é o único que pode nos salvar dessa vez. Isso não é algo que eu possa fazer, nem a Elesis, nem ninguém... Além de você.
As mãos da moça apertaram-se na gola de Sieghart. Dava para entender que aquilo era uma ordem e não um pedido. Também, se Lothos se demitisse ou a situação da Grande Caçada fosse informada aos superiores, quem sabe o que aconteceria? Não importava se eles tinham salvado o mundo milhares de vezes, aquilo era um claro problema que não poderia ser ignorado.
O moreno passou os dedos pelos cabelos negros repleto de rebeldes mechas arroxeadas que brilhavam contra a luz de forma cegante. O sorriso de Sieghart fez o coração de Lothos se acalmar pelo menos um pouco.
–Eu posso ir dormir essa noite tranquila sabendo que você vai dar conta? -Lothos juntou as mãos, recuperando os restos de seu orgulho e pondo-o na mesa do escritório com uma expressão mais respeitável.
O moreno sorriu internamente pensando nisso. Ele tinha uma grande habilidade em confortar as pessoas quando o assunto era segurança. Isso o deixava pomposo, mas não se importava, pois um pouco mais de orgulho em seu histórico não faria muita diferença... Só um pouco (ehehe).
–Sim, pode relaxar... Mas e o meu pagamento?
Lothos estreitou os olhos já empunhando o mosquete e pondo-o rente entre os olhos do moreno com uma sagacidade invejável. Sieghart suou frio, mas insistiu na brincadeira.
–Eu queria um dia de férias!! Num quarto de hotel, com direito à balada e mulheres!
Lothos rosnou assustadoramente. (Pior do que o Ryan *gota* Não mexam com uma Lothos nervosa).
–Você, volte aqui quando fizer o trabalho. Mas por ter feito essa afronta eu também te darei um castigo. Ande, vire essa sua bunda mole e se arraste para fora da minha sala como o verme acomodado que você é, Sieghart. -ela cuspiu as palavras, embainhando o mosquete com os olhos fechados.
Sieghart franziu as sobrancelhas, pondo as mãos na cintura.
–Ei, minha bunda é musculosa, tia. Seja mais agradecida quando eu que vou salvar o dia aqui! -reclamou dando as costas e se retirando antes que uma faca atravessasse seutraseiro.
Sieghart acariciou a nuca após sair, percebendo que talvez dessa vez poderia ser mais difícil lidar com algum membro da GC. Suspirou, jogando a cabeça para trás num gesto pensativo. Usava suas roupas casuais, uma blusa comum preta de mangas até os ombros e uma calça marrom e um par de botas de couro (vide imagens de Kirito de SwordArt Online- Cara de um focinho do outro).
Molhou os lábios, voltando a caminhar com as mãos nos bolsos, observando o corredor escuro e que mantinha uma temperatura que chegava a ficar abafada às vezes quando a temperatura de fora da sede estava muito quente.
Seu objetivo era o Dio. “Ah... Não tinha outro inútil para virar um mutante logo agora?” Sieghart roeu os dentes por dentro da boca. E pensar que há poucos minutos era justamente no asmodiano em que estava pensando. Não esperava que Lothos dissesse:
“Sieghart, estamos na época mais difícil de todas no reino para os militares: as inspeções reais. O objetivo das inspeções como você deve saber é verificar como está a situação das instalações, dos comportamentos, da ordem e da raça. ESSE é o problema. Saiba de uma coisa: Dio está num período de... Sei lá, negação, abstinência, não faço ideia. Rey me disse que ele se isolou em um canto da sede e parece que está passando por umas... Dificuldades, que envolvem destruição. Destruição, rosnados, sabe, caninos grandes e caudas e chifres. O corpo dele está crescendo e só conseguiu dizer por um momento que em um dia ele ficaria bem.
Acontece que ninguém consegue conter ele o suficiente para que ninguém de fora perceba. Se isso for descoberto pelo pessoal das inspeções, o que vai ser de nós? Vão dizer que tem um monstro prestes a destruir a cidade aqui!”.
E assim que ele se deparou com a casa da Grande Caçada, parecendo que estava tendo um estardalhaço, ele rumou sem pressa, subindo as escadas e virando a maçaneta. Não se surpreendeu ao ver o Ryan Nephirin segurando com o máximo de força um brutal monstro com braços musculosos e garras, dentes realmente pontudos como os de um tigre gigantesco.
Lupus, Elesis, Lass e todos os outros com armas empunhadas e Rey bem longe, sentada acariciando a sua “adorável” Mary.
–Por que não está ajudando? -indagou, não dando mais atenção aos outros incrédulos e irados, mas sem tempo para discutirem.
–Ora, você não conhece um asmodiano quando está em fase de mudança? -sua voz arrogante tocou os ouvidos de Sieg quase como um risco numa lousa, ele a odiava e o sentimento era mútuo apesar dele adorar o corpo da asmodiana.
–Não. O que diabos é isso?
–Uma evolução de poderes. Agora sai da frente, eu não quero ficar pra ver no bicho que ele vai virar completamente antes de voltar ao normal. -ela sorriu de canto e saiu com um teleporte.
Sieghart bufou com a educação da morena “Pelo menos ela disse sai ao invés de só me empurrar.” Voltou os olhos para os membros e para o Dio quase irreconhecível que rugia, fazendo jus ao que chamamos de touro raivoso. A cauda mexeu afastando três, Lupus, Lass e Arme, Elesis quase não conseguia manter-se sem machuca-lo e Ryan estava sendo o mais bravo de todos, sendo que Ronan auxiliava com uma runa que impedia-o de se mexer. Lire não tinha muitas opções a não ser tentar segurar os braços e Holy se atrapalhava, sendo levantada no outro braço, enquanto Azin agarrava o pescoço e Jin socava o estômago, deixando-o mais desnorteado. Mari... Mari estava usando um dispositivo para sugar as energias exageradas de Dio, impedindo que ele aumentasse de tamanho, assim como Lin usava técnicas de vento para tentar deixa-lo no lugar, Amy usava músicas tentando retardá-lo.
Sieghart bufou para aquilo, já sendo repreendido pela bisneta atrevida. Tirou a espada da ruiva e atacou com o cabo bem na cara do grandão, fazendo-o rosnar mais alto.
–Ryan, solta agora!
O Nephirin nem retrucou, seus braços soltaram e Sieghart deu um salto, desferindo uma chave bem na traquéia do transformado Dio, fazendo-o cair para trás. O restante do grupo ofegante observava paralisado como o monstro era facilmente chutado por Sieghart e a mão do maior apertava seu focinho fazendo-o soltar um som que parecia com um gemido de dor.
–Quieto, cão.
O corpo de roupas destruídas exalava uma temperatura acima do normal, quase queimando tudo em volta. O vapor que saía dos braços mostrava que era para ele estar bem maior e mais poderoso. A Grande Caçada realmente estava se tornando forte, pensava o moreno com um sorriso olhando a face do asmodiano,que tentava libertar uma forma demoníaca que lembrava muito o monstro Drall.
–RRR...WOOAARR... -os sons altos com um bafo de enxofre não foram suficientes para apartar o herói imortal enquanto os restantes tapavam os narizes.
Sieghart dobrou o joelho por cima do pescoço do asmodiano e sua mão apertou ainda mais o focinho que poderia derreter sua mão com uma respiração mais forte. Os olhos brilhavam mortalmente, mas o moreno conseguia ver a parte que Dio ainda se assemelhava a um ser racional, apesar de não ser um humano.
–WOO...RR...RR...
A respiração foi parando e os braços gigantescos pararam de tremer, as roupas que antes pertenciam ao Leviatã agora estavam aos pedaços, pendendo do corpo gigante. O monstro parecia um cachorrinho, parecia que sentia dor naquela área e foi algo que Sieghart sem dó nenhuma fez, mesmo que machucasse feio depois.
–Quietinho. -Dio ainda tentou mover a boca e tentar, provavelmente, devorar metade de Sieghart, mas não foi possível.
Enquanto esperava pacientemente o monstrengo se acalmar de todas as formas, instruiu Mari, Ronan, Arme e Ryan usarem suas energias para impedirem o máximo possível que todo aquele poder entrasse em colisão com a sede além do círculo de magia.
Em seguida, sentou-se sobre o grandão, ainda fitando bem seus olhos e agarrado ao focinho com força. Ele se remexia e o brilho nos olhos parecia que ele iria atacar a qualquer momento. O moreno apenas sorriu pensando nas coisas interessantes que ainda poderia ver dias atrás do outros.
–Espero que volte logo ao normal, idiota... Eu tenho um quarto de hotel me esperando depois de cuidar de você.
Como se entendesse perfeitamente, um rosnado saiu quase em um tom indignado e os braços dele se ergueram audaciosamente, segurando o corpo de Sieghart nas laterais, quase o amassando, mas apesar disso, Sieghart não o soltou em nenhum momento e ele não amassou o imortal, de forma estranha, apenas segurou-o apertado.
Os membros tranquilizaram após meia hora sem sair daquela posição como o demônio aos poucos parecia diminuir de tamanho. Logo o formato mais humano começava a surgir e as feições rudes aliviavam trazendo de volta ao normal o Dio que eles conheciam.
A respiração dele estava dificultada, o ar saindo pela boca, e os olhos fechando ao passo que ele sentia-se fraco e exausto.
Sieghart viu-se de um segundo para o outro sentado sobre o abdômen do asmodiano, com as roupas totalmente rasgadas, segurando seu nariz fortemente, as mãos dele tocando seus braços e uma vermelhidão no rosto, pela falta do oxigênio. Dio soltou seus braços no momento em que o vapor parou de subir.
Sieghart soltou-o e colocou a mão sobre o peito do asmodiano, sentindo a batida fraca do coração. Estava tudo bem agora.
–Até que não foi difícil. -comentou com um sorriso descarado, vendo como os magos e o druida simplesmente caíam de exaustão e os lutadores saíam das posições, indo levar os usuários de mana para a enfermaria.
Antes de sair, Elesis lhe apontou uma coisa.
–Você está encarregado de cuidar dele, Sieghart. Não saia de perto dele, não o deixe nervoso e tente curar os ferimentos. Nesse estado ele não pode aparecer num hospital e é obvio que se você não estiver presente ele vai voltar a crescer.
Sieghart resmungou entre dentes, mas não discutiu mais, vendo que só tinha ele disponível mesmo. Dio poderia realmente ficar perigoso se voltasse a ficar daquele jeito, já que não pessoal bom o suficiente para segurá-lo na forma monstro.
Olhou de novo abaixo de si. Estava o asmodiano com os braços jogados dos lados do corpo e a boca entreaberta, com um pouco de saliva escorrendo e totalmente fora da imagem que sempre viam de Dio Burning Canyon. Respirou fundo ao ser deixado logo com aquela tortura.
O moreno saiu de cima dele antes que fosse visto ainda ali. Segurou os braços do asmodiano e impulsionou-o para cima de seu corpo,colocando-o nas costas.
–Pesado... -reclamou já vendo as lindas escadas que deveria enfrentar. Era tudo o que necessitava agora *ironia*.
Após longos minutos de brava luta com os degraus, Sieghart passou o corredor quase arrastando o maior e ia adentrar o quarto dele, mas lembrou-se de que o asmodiano avisava que quem pisasse no quarto dele iria ter um fim doloroso. Não que Sieghart estivesse com medo, mas com aquele peso morto nas costas não tinha confiança em adentrar um quarto de um demônio, especialmente quando ele já tinha feito uma ameaça clara.
–Tudo bem, como eu quiser. -Sieghart adentrou o seu mesmo. Jogando Dio sobre o chão e olhando em volta. -Agora eu posso enfrentar seu quarto.
O moreno falou convicto, saindo de perto e preparando-se para sair quando relembrou do aviso de Elesis há exatos 60 segundos.
–Merda... Eu não quero que minha roupa rasgue. -resmungou irritado, segurando os braços de Dio e pondo-os ao lado do corpo. -Agora fica quieto e dorme.
Sieghart pegou uma revista de mangá e se sentou na cama, antes de olhar para Dio novamente e se irritar com a responsabilidade que ganhou. Voltou ao lado do asmodiano e começou a retirar os trapos que a camisa virou, e os da calça ele tirou apenas os panos rasgados que se penduravam, mantendo-o com aquele tipo de bermuda roxa toda desfiada. Se olhasse bem, ele lembrava muito o Hulk, mas não era tão imenso e verde. Era bonito.
Assim que terminou o que resolveu fazer, no mínimo, jogou um lençol sobre o quadril do rapaz e deixou o peitoral descoberto, indo deitar e ler a revista. Levou os olhos ao letreiro e às matérias, mas logo perdeu a atenção e voltou a encarar o asmodiano no chão.
Ressonava.
–Tch. -Sieghart soltou para o lado, irritado por se interessar tanto.
Já fazia algum tempo que notava como o Dio estava se enturmando. Mais do que o normal, ele começou a se envolver mais, óbvio, por interesse próprio, mas ainda assim o fazia.
Além disso, era fácil ultimamente para o moreno ver as coisas por uma perspectiva diferente e notar isso em um asmodiano era completa loucura. Só que de forma inevitável, ele se pegava pensando como seria com um deles.
Levou a mão pelos cabelos negros, levando-os para trás. Por seus lábios finos e brancos saiu um som cansado e irritado, mais alguma coisa que ele não tinha vontade de imaginar e uma vontade horrível de bater em alguém.
A cor do quarto confundia-se em um tom de azul e laranja, enquanto se formava sombras por causa dos móveis. Sieghart coçou o olho, vendo o raio do sol da tarde bater certeiro em seu quarto. Não se lembrava de que horas eram, apenas que estava cochilando em uma árvore e de repente Lin apareceu falando que Lothos queria falar com ele urgente. Não importava mais, o que o incomodava era saber que queria muito sair daquele lugar e Dio o estava impedindo pelas razões incompreensíveis de sua raça confusa.
Mordeu os lábios lembrando dos olhos furiosos e daquelas mãos enormes amassando todo seu corpo. Foi estranho de início, Sieghart imaginou que Dio pudesse mesmo transformá-lo em caldo, mas não, aquele movimento depois significou mais do que um ataque.
Sieghart pensava calmamente e logo ligava os pontos. Era impossível que Dio não o esmagasse se quisesse. Ele segurou a força. Talvez fosse uma forma de mostrar que não o machucaria, ou uma forma de se manter acordado naquela forma? Não... Sieg riu de si mesmo ao pensar isso. Dio nunca iria parecer tão suplicante consigo. Eram rivais.
–Hm...
O som despertou Sieghart no mesmo instante, num susto que o fez quase empunhar a Highlander. O arroxeado se moveu, entreabrindo os olhos e levantando a mão até à testa.
Olhou para os lados parecendo muito sem forças para algo.
–Hm... Você. -foi tudo o que disse antes de tentar inutilmente se levantar. Sieghart fez um bico indignado. Mesmo depois de ajudar o idiota ele nem agradece.
–Só porque foi rude comigo não vou te ajudar. Fique aí no chão, cãozinho. -Sieghart voltou os olhos na revista ainda que nem prestasse atenção no que estava escrito. As cenas incríveis de luta imaginária e coisas impossíveis não prenderam sua atenção como o corpo alto e musculoso despontou debaixo do lençol para sentar e massagear as costas e depois... O nariz.
–Que coisa... Tá ardendo. -comentou baixo, nem parecendo ter ouvido Sieghart antes.
–Culpa sua. Não se lembra de nada? -Sieghart sibilou entre os lábios quase fechados, dando mais atenção a uma cena de destaque exibida em duas páginas inteiras. Admirável trabalho!
–Não. Por que estou aqui? -resmungou o asmodiano voltando ao tom de normalidade, vendo que estava meio que sendo ignorado. E também um pouco zangado por estar no quarto de Sieghart.
“De todos eles, por que o Sieghart?! Acho que até a Amy é mais suportável!” Irritava-se na segurança de sua mente, sentindo que Sieghart estava muito calado.
–Depois de você virar uma besta de 3 metros eu esmaguei o seu nariz até você deitar e agora está aqui. Infelizmente a Lothos e a Elesis resolveram me ferrar hoje e por isso eu fui designado para manter seu traseiro aqui em segurança. De acordo com a ruivinha: “Não saia de perto dele, não o deixe nervoso”
Ele disse aquelas palavras apesar de não ter sido só aquilo e a frase incluir algo a ver com cuidar dos ferimentos. Mas Sieghart pulou totalmente essa parte e viu como os músculos do abdômen dobraram ao que o rival sentou-se coçando os cabelos que estava curtos e muito rebeldes.
Sentiu algo estranho borbulhar em seu estômago, mas não era fome. O moreno respirou fundo, acalmando os nervos, mesmo se dando conta de que estava quase se divertindo dessa forma. Desde aqueles momentos intensos que ele descobriu existir com pessoas do mesmo sexo Sieghart nunca foi o mesmo, especialmente com os companheiros de equipe. Foi um costume que adquiriu a si mesmo, que ele não abusaria daquela vantagem e manteria sua cabeça no lugar.
Mas depois de provar uma vez da fruta tão atraente... Foi impossível se segurar para uma segunda mordida.
Sieghart apertou as mãos nas folhas da revista que mantinha nos dedos. Seu rosto esquentava-se um pouco. Estava se sentindo de novo como um garotinho necessitado e isso era tão vergonhoso!
Não percebeu quando Dio olhou para o próprio corpo e indagasse que ia ao banheiro. Dio ainda esperou resposta, mas só havia um imortal entretido com uma revista, pelo menos foi o que pareceu ao asmodiano naquele momento.
–SIEGHART.
O moreno apertou tanto a folha que rasgou metade.
–WAHHH! DIO, SEU DESGRAÇADO! -olhava os restos da coitada que tiveram um fim quase parecido com os trapos de Dio.
Sieghart resmungou um xingamento e jogou-a na cama se levantando e cruzando os braços em frente ao mais novo.
–Que é?
–Vou ao banheiro. Eu mesmo não gostaria de desobedecer a Lothos nesse caso. No fim esse problema é todo meu. -sibilou, saindo do quarto com o gladiador em seu encalço.
–Tá. Quer uma calça?
–Eu pego uma no meu quarto. -respondeu abrindo o próprio quarto.
Sieghart deu um salto diminuindo a distância e observando qual era o segredo para entrar. Curiosamente, apenas adentrou, vendo que Dio estava na frente do armário, tirando categoricamente uma calça cinza sem muita cerimônia.
Sieghart ainda olhou dos lados, preparando-se para alguma armadilha, mas em resposta à isso só recebeu um olhar meio questionador.
–Que você está pensando? -Dio (?).
–N-Nada. Só que seu quarto parece bem comum. -indagou sem pensar olhando como tudo era normal, como ele tinha se acomodado no quarto recém-reformado sem mudar nada praticamente, exceto a decoração mais em tons escuros e umas cadeiras de poltronas vermelhas no canto da janela.
Dio deu de ombros, olhando para o banheiro de sua suíte.
–Vou ficar por aqui mesmo, espere aí.
Sieghart levantou a mão já esperando ter oportunidade para retrucar o que acontecia caso Dio se transformasse em baixo do chuveiro, mas a porta bateu antes dele sequer soltar um “a”.
Sieghart abaixou a mão e fechou a boca, voltando a explorar o quarto desconhecido. Não era tão desconhecido como o do Ninja, claro. Lass era um maldito, pondo aquelas armadilhas perfeitas e impedindo TOTAL entrada. Mari tinha um sistema de segurança impecável, mas a diferença é que quando alguém pedia para entrar ela deixava. Rey deixava alguns entrarem, como Amy e quando ela queria dar um trato em Elesis à força.
A cama era larga e comprida, só que ainda não chegava a ser de casal. Tinha um travesseiro envolvido por um pano preto aveludado que o fazia parecer um rei, e isso deixava Sieghart se mordendo de raiva. A colcha cor vermelha vinho era também quase do mesmo pano, como o pelo de um felino selvagem bem sedoso e masculinamente cheiroso. O chão carpetado cinza estava impecavelmente limpo, obra de Sebastian, em cima da mesa embaixo da janela havia uma dupla de taças de cristal e uma bebida vermelha dentro de uma estilosa garrafa transparente de cristal sem rótulos num formato arredondado embaixo e que ia emagrecendo ao subir até o gargalo.
No teto um ventilador preto que rodava em uma velocidade lenta e sem nenhum som, a luz estava desligada e a escrivaninha marrom estava vazia em cima com exceção de um controle remoto.
Sieghart ainda sentou-se na cama alcançando o controle e ligando a televisão. Estava um pouco preocupado com aquele problema todo se repetir, mas não desperdiçaria tamanho conforto. Ainda que fosse o de Dio, os gostos se batiam, e Sieghart mentiria se dissesse que não apreciou o quarto do mais novo.
Ainda por cima, ficou pensando no que aconteceria caso tivesse entrado no banheiro. Riu-se dos pensamentos impróprios, mas as imagens não saíam de sua cabeça e davam continuidade aos longos e descontrolados devaneios sem que pudesse interromper por conta própria. Logo seu sorriso sumiu e seus lábios entreabriram, seu rosto estava vermelho e seus olhos perdidos, não vendo nada além de sua imaginação fértil e pervertida.
Sua mão tapou os lábios, inconscientemente incrédulo consigo mesmo por estar assim. Essas coisas só acontecem quando estamos apaixonados e o moreno sabia disso como a palma da mão.
– “E por que eu ainda não consigo lidar com isso... Essa coisa inútil... Ela não devia existir!” Sieghart tapou com a outra mão os olhos, fechando-os e ignorando as vozes e as imagens da televisão. Esquecendo-se de tudo em volta, Sieghart simplesmente não conseguiu tirar a visão de Dio gemendo sobre si. -Estou enlouquecendo.
A porta do banheiro abriu e Sieghart observou entre os dedos com um olho a forma perfeita vindo com os cabelos molhados e aquele ar selvagem e tão sexy se movendo até a cama, envolvido apenas pela calça. Asmodianos tinham muitas vantagens sobre os humanos, era tudo o que Sieghart podia imaginar naquele momento além de suas pupilas atentarem-se e cada curva e músculo despontando.
–Sieghart, que houve? -Dio levantou uma sobrancelha, estranhando.
O moreno tirou as mãos, temendo que a coloração ainda tivesse ficado e se levantou, provando a si mesmo que era da mesma altura que o asmodiano e que não era menos forte. Se sentiu aliviado com isso, mas ainda assim... Ainda assim... Ele queria muito.
–Vamos falar com a Lothos, se apronte. Eu ainda quero ir para meu dia de recompensa, então você vai ter que ir comigo até lá.
Dio deu de ombros.
–Não tenho nada pra fazer, vai ser menos entediante. Onde está o resto do grupo?
Sieghart o olhou de esgoela, vendo-o por um casaco sem mangas como o que usava da primeira vez que se viram.
–Estão na enfermaria e cuidando dos estragos. Amanhã as inspeções começam. -Sieghart soltou sem rodeios.
Um de seus costumes não era de ficar escolhendo palavras bonitas para dizer a simples verdade que Dio havia causado um grande problema para todos. Isso era coisa para altas patentes como Lothos, para Generais que querem se exibir e outras figuras maiores do Reino para dizerem que tinham classe. Sieghart tinha títulos, mas sempre foi um simples, cru e frio guerreiro, não tinha tempo, ou melhor, não tinha paciência para formalidades inúteis.
Dio assentiu notando que algo bem maior que pensava havia acontecido. Teria que se desculpar depois mesmo que não gostasse nada dessa ideia.
–Não acha melhor ficarmos para ajudar?
–Não. De acordo com a Lothos: “Você é o único que pode nos salvar dessa vez. Isso não é algo que eu possa fazer, nem a Elesis, nem ninguém... Além de você.” -Sieghart levantou a mão balançando-a. -Ou seja, para onde eu for você vai e nem mesmo você pode questionar isso a não ser que a Rey se disponha em te parar. De qualquer forma eu vou conseguir dar o fora antes dos inspetores chegarem e eu terei de qualquer jeito meu merecido dia de rei.
Dio pareceu um pouco surpreso com isso, mesmo não devendo estar.
–Você se lembra bem das coisas que te interessam, não é?
Sieghart sentiu sua cabeça pesar com total descrença.
–Isso pode ser dito para você também, chifrudo! Agora se apresse que eu quero sair antes mesmo que alguém nos veja. -e o moreno saiu quase arrastando Dio para longe dali.
De um jeito e de outro, Sieghart teria duas opções: levar Dio e se divertir com ele, ou levar Dio e se divertir sem ele. Desde que ele estivesse longe da sede da Elite, era o suficiente.
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Lothos se levantou, ainda que parecesse não estar inclinada a fazer isso e apontou para o perfeito Dio.
–Tudo bem, só porque você me parece bem demais para ser verdade que foi parado em 30 minutos sem nenhum ferimento. Fez bem, Sieghart. Eu vou dormir bem melhor. E se vocês se afastarem vai ser melhor ainda. Não levem a mal, mas é a pura verdade. -Lothos lhe entregou um cartão dourado, que foi agarrado com uma obsessão comum de Sieghart.
–HÁ QUANTO TEMPO NÃO TE VEJO!! -ele parecia que iria chorar.
Dio olhou de Sieghart para Lothos e fez uma expressão um tanto cabisbaixa para ele mesmo. Lothos estendeu a mão, pondo-a no ombro do asmodiano e o tranquilizando com um acenar de cabeça um tanto sério. Era claro naquilo que Lothos depositava sua confiança em Dio e acreditava que Sieghart seria um ótimo suporte.
O arroxeado acenou a cabeça de volta e ele e Sieghart então deram as costas à sede com mochilas e uma Elesis meio desconfiada que ainda gritou “Eu ainda acho que foi tudo armação de vocês para fugirem da inspeção, seus malditos!”
Dio apenas ignorou e Sieghart gritou alguma ofensa de volta. O dia estava com um tempo ameno e um ar de que choveria mais à noite.
Eles se afastariam naquela quarta hora do dia e voltariam na manhã só do outro dia. Era um ótimo tempo para espairecer e perder bastante tempo com o cartão sem limites da Elite.
Dio até mesmo começava a fazer planos. Não era sempre que se tinha dinheiro de graça para gastar o quanto conseguisse. Sieghart também já imaginava que tipo de noite teria no dia seguinte! Uma festa ou uma boate! Um bar, garotas, ou até mesmo massagens e iria comprar muitos artefatos raros!
–Ahh, eu preciso refinar minha lança!! Eu preciso cortar alguém com ela! -Sieghart comentava quase sozinho, também não notando que Dio fazia o mesmo.
–Vou arranjar ótimas poções e comprar um novo amolador, minha Death Star vai partir em mil pedaços quem eu quiser depois que eu com certeza fizer isso!
Os dois imersos em seus imaginários sonhos se distraíram até que chegassem na portaria do hotel que Lothos indicou. Era enorme e luxuoso, eles já se sentiam como celebridades entrando naquele lugar com um cartão sem limites.
Sieghart todo sorridente e passando os cabelos para trás passou o cartão na máquina e observou algo que nunca tinha visto.
–Saldo: 30000$...
Dio olhou para a tela quase desesperado. Ele já tinha ouvido falar do lendário Cartão Dourado. Na tela dizia: Cartão de Ouro E.V (Elite de Vermécia). O asmodiano olhou para Sieghart que fez uma expressão triste e desolada.
–Ainda tem o suficiente para... Ah, Dio, um dia no hotel e sobra bastante para OU irmos à uma boate OU comprarmos nossos itens. -Sieghart o fuzilou com o olhar. Se estivesse sozinho dava pra fazer tudo, mas com a presença do problemático tudo era pela metade!
–Eu quero meus itens a qualquer preço. -Dio apertou os olhos irritado, fazendo Sieghart o assassinar na mente milhares de vezes.
–O que vamos fazer num quarto de hotel? Sem nada para fazer? Cozinhar na banheira? Eu tenho uma no meu banheiro. -Sieghart *aura sombria*.
–Não é problema meu, você me arrastou pra cá. E onde você for eu vou, quer dizer que se eu quiser ficar em um lugar você TEM que ficar também. Sem contar que está sem dinheiro suficiente já que estou aqui. -Dio sorriu de canto vitorioso.
Era isso. Sieghart pagou o hotel e entrou com o asmodiano no elevador, sentindo-se envergonhado e humilhado, pisado como uma formiga e desolado por sua noite perfeita virar algo como ISSO.
Ao se jogar na cama, teve vontade de matar Dio. O asmodiano pareceu bem tranquilo, pegou uma toalha e foi mesmo pra banheira.
–Maldito, e ainda rouba a banheira. -resmungou contra o travesseiro começando a jogar a camisa para fora e tirar a calça, ligando o aquecedor e começando a comer deitado assistindo um canal que não tinha na antena da base. Era uma série a qual gostava muito, e os aperitivos estavam uma delícia. Se ele passasse a noite inteira assim não seria mal... O problema seria o dia seguinte, somente com um quarto de hotel e várias refeições e aperitivos.
Comer e dormir. Super emocionante... “A não ser...”
Sieghart mordeu com maldade o doce de chocolate, sentindo-se ainda mais quente com a volta daqueles malditos pensamentos. Precisava de um banho também.
–Quanto tempo vai continuar aí, maldito?! -gritou junto à porta, irritado com a demora.
–Até ficar todo enrugado. -a voz calma e relaxada mexeu ainda mais com seus sentidos, deixando-o muito curioso e perturbado por estar perdendo seja lá como fosse a banheira.
Sieghart adentrou o local sem se importar, o vapor cobrindo sua visão e tocando sua pele. Era um tipo de piscina, enorme e parecia simplesmente relaxante. Pelo tamanho seria... Seguro.
Voltou ao quarto, jogando todos os doces e salgados numa travessa e voltou ao banheiro com uma toalha vermelha em mãos. Sem ser visto pelo asmodiano, tirou as roupas e adentrou, deixando a comida na beira.
Dio o olhou de lado, não estranhando sua presença.
–Por que não me disse que era grande assim? Eu estava perdendo tempo lá. -estendeu o braço pegando um docinho e comendo-o enquanto apoiava a cabeça na toalha dobrada na beira e relaxava o corpo todo.
A temperatura quente e a sensação da água eram ótimas, o cheiro era leve e deixava-os bem calminhos. Sieghart achou que foi bem melhor ter ido, não importava se tinha balada ou não. Afinal, ainda tinha o asmodiano ao lado... Ele não podia tocar do nada, mas ver ele podia se dar o luxo. Seria estranho se de repente ele investisse e o asmodiano o repudiasse. Não ia dar muita diferença, apenas ele iria odiá-lo mais.
“Até que não seria mal... Não seria se eu infelizmente não ficasse com esse peso na consciência.” Sieghart esfregou os cabelos, mergulhando o rosto na água e voltando-o com os fios todos abaixados.
Dio abriu os olhos.
–Você fica diferente assim.
–Hm?
Sieghart indagou estranhando o comentário. Não era como se ele não tivesse estado em banhos públicos com os rapazes antes, mas não entendia como podia ser diferente.
–Nunca vi seu cabelo assim. -Dio comentou, não com muito interesse, mas como Sieghart bem sabia, asmodianos escondiam bem o que sentiam.
–Ah. Eu nunca notei. -Sieghart passou a mão nos fios que normalmente apontavam para fora. -Fica melhor ou pior?
Sorriu enquanto dizia isso. Ok, sorrisos eram avançados demais entre eles, mas alguém tinha que arriscar e parecia que teve um efeito maior do que o esperado. Dio deu outro, mesmo que de canto, desviando os olhos e abaixando o pescoço mais para dentro d’água.
–Nenhum, só diferente. Mas continua dando a mesma impressão. -falou baixo comendo também um docinho.
Sieghart sorriu ainda mais, quase rindo, já imaginava uma resposta do tipo. Ele ainda estava tão interessado como não tinha percebido. Ia ficar aquela noite e mais o dia seguinte todo... 24 horas e mais umas de graça apenas para ficar do lado daquela criatura. Era algo torturante, mas ele faria apenas para saber se dava ou não em alguma coisa.
–Você não muda muito também.
–O que quer dizer?
–Que continua o mesmo. O que você acha que é? -Sieghart mordeu o lábio, demorando-se com um salgado na boca e o olhar baixo. Aí vinha.
–Bonito, elegante, poderoso... Eu sou o Asmodeus, mais natural do que eu ser sexy é eu ser um conquistador. -Dio riu olhando Sieghart. Mas o moreno não retrucou e nem negou.
Algo ruim até esse ponto? Só o fato de que o moreno já imaginava que Dio iria se gabar e não retrucaria nada. Dio estreitou os olhos, era fácil entender assim quando se prestava atenção. Sieghart queria algo consigo e resolveu dizê-lo de forma indireta. Não foi a melhor maneira, pegando o asmodiano de surpresa, mas se bem que Sieghart tinha um cheiro de que estava rondando em si, com um cheiro de quem estava totalmente apagado por desejos e luxúria.
Dio sorriu largamente. Ele não era desse tipo de se preocupar muito, mas se algo acontecesse entre eles muita coisa ia mudar. Não que adiantasse pensar agora, já que Sieghart já tinha olhado para ele significativamente e já tinha diminuído a distância puxando seu braço.
–Sabe, bem naquela hora, eu quase perdi a concentração. Mesmo que você tivesse virado aquela coisa enorme eu ainda assim não consegui controlar o que tenho sentido e isso despertou ainda mais forte. Talvez eu tenha algum fetiche com monstros, e agora até com machos, e eu possa entrar na categoria de zoofilia, mas eu nem ligo depois das coisas que venho pensando. Eu não estou no meu normal e, sinceramente, eu só quero que você não diga nada sobre isso.
No segundo seguinte a mão de Sieghart segurou forte o ombro do arroxeado e o trouxe junto ao seu corpo enquanto sua boca encontrava a dele, deslizando a mão na nuca do asmodiano e puxando os fios roxos, e a outra mão agarrando o pulso, impedindo-o de se mover.
Sua língua adentrou quente e sedenta, revendo todas aquelas imagens e sentimentos, o calor. A umidade aqueceu até seu íntimo e Sieghart provou um gosto saboroso, misturado com o seu de chocolate. Extasiado com o aroma que vinha da pele do demônio e seus movimentos automáticos como naquele devaneio juvenil.
Dio apertou as costas do moreno, nem se culpando ou questionando qual seria o motivo de correspondê-lo tão bem. Talvez fosse todo o desejo de Sieghart que o esmagasse, mas acima de tudo, algo em si próprio o obrigava a fazer.
Suas mãos deslizaram pelos corpos molhados e vaporizantes, seus lábios se encontrando sem parar, num ritmo lento que visava um entrelaçar dos músculos e uma massagem gostosa e extensa.
Sieghart encostou o mais novo na beirada e deitou sua cabeça para trás, lambendo e mordendo seus lábios. Seu coração acelerado não deixava chances e seus dedos afastaram os fios da franja roxa, exibindo o belo e maduro rosto que Di possuía.
Sieghart mordeu os lábios que avermelhavam e secavam, atraído pelo olhar intenso que Dio retribuía e suas feições adoravelmente luxuriosas. A testa que Sieghart imaginava que se franzia estava relaxada e Dio se mostrou bem com tudo aquilo, uns suspiros, as mãos brincando em seu pescoço e os dentes mordiscando sua pele.
O delírio era algo que Sieghart respeitava. Ele não tinha controle sobre ele, e tudo o que Sieghart era incapaz de controlar, ele os punha acima de si e buscava entende-los. Dio se encaixou nessa categoria assim que ele sentiu seu corpo endurecido junto ao dele, assim como as coxas rígidas juntando em sua cintura e instintivamente trazendo-o para perto.
Sieghart apertou os olhos, sentindo o membro rígido roçar no do asmodiano. Segurou seu gemido, perdido em sua garganta em um profundo desejo de se libertar e sentou-se de volta, dessa vez puxando Dio consigo, em cima de seu colo.
Os braços do maior levantaram-se e suas mãos que pareciam muito rudes estavam macias e úmidas, tocando as faces de Sieghart com pouca força, demonstrando algo como cuidado e aproximando os lábios do pescoço alvo. Seus caninos correram a pele arrepiada distribuíram mordidas provocantes, até sua língua estender-se e subir até os lábios, chupando-os e, em seguida, percorrerem um trilha até a orelha e mordê-la.
Sieghart fez com que suas mãos deslizassem as largas costas, tocando os quadris e forçando-o, fazendo-o roçar fortemente sua virilha uma na outra. Sentindo a boca alheia tortura-lo de uma forma deliciosa, seu corpo tremeu, antecipando tudo e desejando mais do que nunca agora.
Puxando Dio para beijá-lo outra vez, suas mãos desceram, uma na frente e outra trás, para envolver o pênis ativo e latejante.
–Hnn... -os olhos afilados arroxeados brilharam e fecharam-se, uma mão bem presa na franja do cabelo negro repleto das mechas ofuscantes, a outra descendo também entre eles, imergindo na água e tocando-o também.
Seus dedos seguraram firme a intensa carne, movendo os dedos cuidadosamente e manuseando-o com perfeição. Deslizou-o para cima e para baixo, a pele seguindo o movimento e os beijos se tornando tão eróticos quanto o moreno imaginava, Dio sentiu a mão do outro em seu próprio membro apertando e forçando uma masturbação mais intensa apesar de lenta.
Sua cabeça pendeu para baixo, sentindo sua pele fora d’água arrepiar toda e um gemido inesperado sair junto com o do gladiador.
Seu rosto estava parado no pescoço de Sieghart quando notou ter gozado com ele em poucos segundos. Eles estavam tão péssimos... Contudo, isso não era de fato ruim.
Dio puxou-o pelo pescoço com as duas mãos e inclinava-se de joelhos para beijá-lo continuamente ali e ombros, descendo pelo peito e mordiscando sua pele e seus mamilos entre os dentes e o lambendo para depois beijá-lo de novo.
Sieghart não podendo se conter mais nenhum segundo, esquecendo-se de estar em banheira, levou a mão esquerda até a curvatura das nádegas do outro, apertando os volumes tanto quanto gostaria. Nesse instante Dio falou.
–Eu que vou ficar por cima numa próxima vez... Mas hoje você pode fazer o que quiser. -Dio piscou um olho, passando as mãos espalmadas pelas costas de Sieghart e apertando a bunda do outro também, na mesma intensidade.
–Hm!
O gladiador inseriu o dedo do meio, sem medir precauções e afundou-o tão dentro como conseguia. O aperto e a contração eram ótimas, mesmo sendo apenas um mísero dedo, Sieghart chegou à conclusão que estava sem muita paciência, como sempre.
–Se amanhã conseguir se erguer, então amanhã mesmo pode tentar. -Sieghart sorriu sarcástico, agarrando fortemente as laterais do mais novo e posicionando-o de forma que com um solavanco preenchesse-o todo.
Dio se inclinou sobre ele e, sentindo toda a água acariciando sua pele emergida, moveu o quadril para cima e baixo repetidamente.
–H-Hn! D-Dio.
As mãos brancas do imortal apoiaram-se nas laterais do corpo do demônio, ajudando-o. todo seu membro sendo sugado dessa forma o enlouquecia, tudo, o cheiro e a busca pelo prazer era mútuo e desejável e tão carnal.
–AHH! –a voz grave de Dio surgiu em um melódico gemido, tentando se conter. Uma das mãos de Sieghart desceu até o meio das pernas grossas, apertando novamente o membro necessitado. Os dedos da outra acariciavam e agarravam com força as coxas musculosas e impulsionava-se cada vez mais forte, começando a ver tudo escuro e apenas a vontade de se mover envolver seu ser.
Dio rangeu os dentes, remoendo as dores ali e deixando que o prazer ficasse entre suas nádegas, usando sua força bruta para chegar ao ápice e dar o que o moreno queria.
Sieghart em um determinado momento levantou-se com Dio agarrado ao seu corpo.
–V-Você... Você é bem pesado. –sibilou enquanto o mordia nos lábio e o jogava na beirada no chão, mantendo suas próprias pernas na água.
Com o choque de temperatura, o arroxeado deu um resmungo reprovador, mas não foi útil, ao sentir Sieghart apoiando suas coxas e começando uma movimentação em um nível muito diferente. Com força, precisão e disposição de sobre, deu tudo de si, adentrando o canal apertado e seco ao máximo.
Dio estendeu-se no chão, com as pernas tremendo e seus sentidos se perdendo em algum lugar, com o toque bem naquele ponto, batendo ritmicamente e tão forte. O asmodiano não notou que sua mão estava sobre a boca e seus olhos virados para o teto, nem que Sieghart estava abaixo de si, estocando-o sem parar, num sexo incansável e com o corpo gotejando.
Sua voz rebatia nos azulejos e a de Sieg encontrava sua própria parecendo uma música sensual, ainda que masculina, o suor se misturou com os gemidos e a água evaporava, junto com o barulho da água se movendo junto com Sieghart.
–AHH!...Hn-AHH, SIEG!!
O moreno suspirou forte e deu uma última estocada, parando com os lábios entreabertos, uma fumaça de vapor saindo pela pele avermelhada.
Sieghart apoiou as mãos com barulho no chão e se afastou de Dio com um gemido engasgado. Seu membro estava envolto em uma consistência pegajosa e que começou a pingar na água, completamente exausto.
Dio apertou os olhos e deixou-se deslizar para água novamente, colocando o queixo na beirada e vendo o moreno sentar-se ao seu lado também, com o rosto quase imerso, até o nariz.
–Dio...
O asmodiano engoliu em seco, tentando recuperar o fôlego, os olhos prateados encontraram o seu. Dio balançou a cabeça negativamente com um leve sorriso.
–Não precisa dizer nada sobre isso. Amanhã eu estarei bem em todos os sentidos. Desculpe atrapalhar seu dia. –falou com um tom baixo e pouco convincente.
Apesar de tudo, Dio era um asmodiano e Sieghart sentia que nunca poderia entendê-lo completamente.
–Vai te catar, eu não vou deixar você ficar por cima.
Dio o olhou significativamente. Alguma coisa ali, definitivamente, tinha mudado entre os dois...
Quem sabe.
Fim
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