YStage

6 06YStage: Rule


Notas iniciais
Pedido de MRS>RonanxAzin. Achei perfeito! Tive uma ideia nos trinques e resolvi fazer. O bom é quando vêm os compatíveis, fica mais fácil de escrever. Então nesse eu abordei mais o Azin do que o Ronan para ficar mais legal! Espero que gostem.Tenshi Sieghart, muito obrigada pela recomendação!!!! Adorei! ;3Boa Leitura!

...

Na margem da perfeição. Era completamente correto, na linha, sensato demais.

–Pera, isso não existe. -resmungou a si mesmo, pensando em que algo descrito dessa forma não era real.

No mesmo momento a pessoa ao seu lado o olhou estranho. Seus olhos azuis mostrando de forma muito ingênua que não tinha entendido. Sua capa balançou um pouco, fazendo seus olhos vermelhos acompanharem o movimento.

–O que é que não existe?

A voz de Ronan era tanto imponente como calma. Nada exagerado como se expressasse superioridade, mas, ao mesmo tempo, era algo que fazia as pessoas entenderem por si mesmas que o azulado do Clã Erudon não subestimava ninguém e desejava ser respeitado à altura.

Azin respirou como se bufasse. Não gostava de estar ali, não com aquela pedra de gelo humorada.

–... Não vai responder? -Ronan suspirou também, não parecendo irritado, apenas um pouco incomodado e não compreendendo o que Azin tanto falava sozinho.

Desde ali o azulado, com os cabelos cortados bem repicados, com uma mecha mais longa atrás, estava entre pensamentos confusos. Sinceramente, não fazia ideia do porque dele ter sido escolhido para essa missão...

Ronan sentiu uma gota se formar em sua testa. Só podia ser ele mesmo.

“Não tinha mesmo ninguém que pudesse cuidar disso. Ninguém em definitivo.” Os olhos de Ronan pararam no pirralho odiado da Grande Caçada, com uma expressão interna de puro pavor. “Ninguém além de mim iria de FORMA NENHUMA aceitar ISSO!”

O de olhos vermelhos lhe fez um sorriso felino e maldoso, se apressando na frente.

–Onde está seu Rabo-de Cavalo?...

Ronan segurou o cabo da espada com um pouco mais de força, deixando um sorriso de lado, completamente decepcionado por ter cortado o cabelo.

–Isso eu não sei. Ignorando isso... Até quando você vai me fazer andar por aí à toa?! -Ronan levantou a voz, fazendo Azin virar-se para trás, sorrindo.

–Até eu achar “aquilo”. -Azin apontou com o dedo indicador sobre os lábios piscando um olho.

Ronan estreitou os olhos, sentindo-se irritado como normalmente não se sentia.

“Achar ‘aquilo’? Aquilo o quê...?”

Em seguida foi aumentando seu campo de visão, analisando a situação e local que estava.

Suas sobrancelhas franziram. Muito irritado.

“O QUE ESTAMOS FAZENDO NOS FUNDOS DA SEDE?!” seus dentes rangeram.

–Azin, a Lothos me deixou encarregado de te inspecionar essa semana, ou seja, ir atrás de você onde quer que vá. Quanto a isso... Me diga porque estamos embaixo da janela do quarto do Jin. -Ronan *sem expressão*.

O rapaz de cabelos tinha uma faixa de luz que banhava seu rosto em uma mistura de rosa com um brilho ofuscante, que entrava pelas frestas da copa das árvores acima de suas cabeças. Azin deu mais um de seus sorrisos, mostrando os caninos, num ato maléfico. Ronan arqueou a sobrancelha vendo a expressão de pura diversão do mais novo, que segurava um objeto nos dedos, preto e peludo, mais parecido com um porco espinho.

Ronan observou, com o calor aconchegante do sol nascente sobre seu rosto que vinha também cortada pelas folhas verdes, o corpo esguio do albino se apoiar na janela e com um “Yup!” jogar a coisa em sua mão certeiramente no quarto. Ronan não entendeu a situação, apesar de ser muito óbvio, até que um berro (obviamente do monge) vinda do aposento cortasse o ar da manhã.

Com isso, Azin deu uma extensa gargalhada ainda olhando para dentro do quarto e saltou ao lado do azulado, segurando o pulso e correndo rapidamente, praticamente arrastando Ronan, que nem tinha conseguido acompanhar o perturbador de manhãs.

Enquanto corria Ronan piscou, olhando a face de Azin contra o sol, indo pela estrada em direção à floresta com um sorriso tão jovial e divertido com a traquinagem.

“Que expressão mais contente...” Ronan suavizou seu rosto, depois olhando para seu pulso envolvido por aquela mão branca, meio enluvada, a pressão suave que fazia e o modo como os dedos o tocavam sem violência.

A corrida os fez atravessar metade da estrada até que o menor parou, ofegando um pouco, passando a mão sobre o rosto e soltando o mais velho.

–A-AZIN!! O que você fez com o Jin?! Se ele falar para a Lothos vai ser um problema!

O menor fez um bico de desentendido ao tempo que retomava o caminho, olhando para cima, com os braços cruzados atrás da cabeça.

–Haa? Para quem?

Ronan seguiu o menor, entre em empunhar a espada e dar uma lição naquele pirralho e continuar aguentando a tortura. O objetivo daquilo, dele estar ali (infelizmente) era porque Lothos não aguentava mais nenhuma reclamação sobre o ryujin. Nenhuma!

“Se ele não pusesse as calcinhas no quarto dos meninos, explodisse a torradeira, pintasse as armas de cores completamente diferentes, sujasse o banheiro, implantasse ratoeiras na saída dos quartos e jogasse bichos que dão coceira em nós... Nem invadisse as lojas e zombasse de todos com piadinhas na frente de outras pessoas. Além de ficar fazendo pegadinhas sujas com o Lass e por Dio e Sieghart contra todo mundo e entre eles mesmos, ainda por cima, deixar Elesis constantemente irritada.” Ronan o olhou de esgoela.

Azin deixou-se apenas com a calça branca, a regata azul e as luvas pretas. A Vembrassa estava bem guardada em uma bolsa presa em sua cintura. O cabelo repicado tinha um brilho avermelhado e era bem menos volumoso que o de Lass.

“Eles tem quase a mesma altura, mas Lass é mais baixo.”

–Ei, Rabo-de Cavalo, vamos para cidade. Vamos tomar um café. E já que você vai ficar na minha cola, vou te levar para que compre umas coisas para mim.

Ronan juntou as sobrancelhas, não acreditando no que estava ouvindo. Não importava o quanto fosse uma graça na aparência, aqueles olhos maliciosos e aquela personalidade invasiva... Tal era que o deixava completamente irritado. Aquela mania de quebrar regras... O deixava furioso.

–Eu não gosto nenhum pouco de você... -Ronan sibilou com a voz mais sombria do que um dia aparentou o Erudon. Sua mente projetou aquela frase sem pensar duas vezes, seus lábios se mexeram sem aviso e Ronan tinha a tez sombreada.

O azulado era uma pessoa gentil e devidamente educada, mas se por algum acaso alguém passasse de seus limites, o que era o caso, não chegava a explodir, mas ficava totalmente sombrio e falar friamente.

Azin olhou para trás de lado. Seus olhos sérios.

–Quem disse que eu quero que você goste? Se não quiser que eu suma antes que você perceba, e a Comandante te dê um sermão, vamos para a cidade. E você vai comprar umas coisas para mim. -Azin moveu os lábios ousadamente.

Ronan apertou os olhos sentindo-se mais do que desafiado, na verdade, insultado. Seu gládio embainhado, seu amigo do dia, parecia chamá-lo com um maldoso “Oe, oe! Vamos cortar esse idiota até a beira-morte...”

O azulado sentiu alguma sensação desconhecida preencher seu ser. Como era um arcano, manipular a energia Mana fazia com que fosse possível sentir sensações diferentes com facilidade, mas ao contrário do normal, ele não identificava exatamente o que, mas sentia que já a tinha sentido um dia.

Bem, para Ronan foi algo perturbador, além de ser bom e confortante. O azulado deu de ombros, deixando seu gládio chorando pela rejeição da ideia inicial (fatiar o Azin noob), e voltou a seguir o de cabelos grisalhos. Não quis entender como voltou ao bom humor depois de uma ousadia tão grande como aquela por parte de um pirralho de 16 anos que não sabia seu lugar, só ignorou. O dia estava tão bonito...

Logo os passos se direcionaram para um cruzamento de estradas. O Reino era interligado por múltiplas estradas construídas especialmente para melhorar a mobilização de todas as vilas, no caso, Azin e Ronan, como todos os outros membros da Caçada, sabiam de todas elas e sempre se usavam delas de forma que conviesse.

O albino reclamava que queria ir por um caminho maior e Ronan o atalho, assim chegariam mais rápido e talvez aquele dia que apenas começava passasse o mais rápido possível.

Depois da discussão terminar em um belo soco no topo da cabeça, Ronan sentiu-se desafiado novamente, imaginando que por causa de sua reação o garoto iria sumir, então resolveu compensar.

–Apenas fiquei quieto. Vamos logo. -Ronan tomou o caminho que Azin tanto queria.

O ryujin não reclamou. As coisas iam bem aos seus olhos.

Azin arqueou a sobrancelha novamente pensando. Se uma coisa que ele gostava de fazer era irritar o Erudon, pois ele tão correto e tão inacessível, era difícil de irritar. Um desafio grande era fazê-lo pirar igual Elesis, o que nunca aconteceria, mas era um sonho a se alcançar para um grande pilantra como Azin Mujin.

Não se demorou alguns minutos de breve caminhada, a estrada seca e todo aquele campo ao redor, tudo extenso e tons de verde misturados com beleza, havia moitas de outras plantas e flores tanto murchas. Azin observou tudo e observou como Ronan olhava dos lados, parecendo distraído com a visão rara da época. A temperatura amena dava espaço para uma brisa um tanto morna que os fazia quase fechar os olhos para senti-la.

O mais novo também não percebeu que Ronan vez ou outra o olhava por cima do ombro, para ver um rosto infantil de caninos pontiagudos e expressão sapeca se iluminar com a beleza daquele lugar.

–Você nunca esteve nessa rota durante o verão? -Ronan perguntou casualmente, passando a mão de forma distraída por uma moita com umas flores, que não prestou muita atenção graças a estar olhando o menor.

Azin ia responder, mas em um segundo seu rosto ficou vermelho e ele segurou a barriga, começando a rir.

Ronan sentiu seus pêlos eriçarem de raiva, mas antes de qualquer coisa, sentiu um formigamento na mão e olhou-a, vermelha e coçando. Olhou a moita, já começando a coçar a mão freneticamente, olhou as flores e soltou um “Merda!”.

–AHAHAHA!! Tem que ser muito idiota pra por a mão numa moita de urtiga!! -Azin limpou as lágrimas e sob a visão irritada e aflita do azulado, continuou. -Sua inteligência estava no cabelo e agora que cortou virou um burro?! AHAHAHAHA!! Vou mudar seu nome pra Sansão!! HAHAHAHA!

–S-Seu merdinha! A culpa é sua!

Ronan não deu muita bola para a piadinha sem graça, depois corrigiria o verdadeiro idiota ali! mas agora precisava de uma poção de cura, alcançada em um de seus bolsos.

–Ainda bem que eu sempre carrego uma... -AHHHH!!!

Ronan sentiu a mão queimar e a parte vermelha começou a criar bolhas que explodiam em pûs (nojento)... Um calo apareceu em sua testa e fuzilou Azin, já pegando seu gládio sedento e irado, correndo atrás dele que se matava de rir, os olhos tão cheios de lágrimas de riso que mal conseguia falar.

Azin saiu em disparada em direção a cidade enquanto o Erudon sombrio corria atrás dele pronunciando impropérios contra o desgraçado maldito que roubou suas poções e trocou por alguma consistência venenosa da Arme.

–VOCÊ VAI MORRER HOJE, DESGRAÇADO!!

Eles nem notaram quando entraram na cidade e sua cena foi alvo das pessoas que os reconheceram. Logo os comentários sobre o Erudon completamente destrutivo atropelando tudo a frente para pegar um garotinho de cabelo branco começou a se espalhar.

Ronan e Azin pararam apenas quando estavam sem fôlego suficiente para continuar. Que horas seriam?

O azulado coçou a testa e ainda olhou para sua outra mão, a pobre, toda destruída. Sentiu vontade de choramingar por sua pobre mão direita, a qual empunhava as armas, estar destruída. Olhou com raiva para o ryujin que não parecia sentir o mínimo de pena e soltou um resmungo, indo para a direção oposta.

–Sansão, onde você vai? -Azin chegou ao seu lado acompanhando Ronan, sentindo que o perigo sumiu.

Ronan o ignorou, a expressão séria mostrava que não tinha gostado daquela brincadeira, e como esperado de um Ex-Guarda Real, tomou uma postura mais madura e foi em frente sem pronunciar palavra.

Azin olhou o letreiro, com a loja de poções de Serdin bem à sua frente quando pararam de andar. Piscou uns instantes e bufou. Se Ronan contasse isso para a Comandante... Ele iria se dar muito mal.

Bem, isso era o que qualquer outra criatura pensaria, mas Azin não.

–Se você contar isso pra Comandante... Eu...

Ronan o olhou, muito sério ainda, imaginando que o pirralho finalmente ia se colocar em seu posto insignificante e virar homem pelo menos um segundo.

–...Eu vou destruir sua vida. -Azin mostrou a língua depois disso, tocando sua testa com um peteleco.

Até tal momento estavam dentro da loja, apenas um passo dentro. Com isso, foi possível todos de dentro notarem que uma pesada atmosfera se instalou em forma de uma profunda aura negra vinda do famoso Ronan. Os clientes suaram frio e terminaram suas comprar rapidamente, se despedindo e cumprimentando Ronan com gotas nas testas e saindo entre Azin e o azulado rapidamente.

O atendente, um senhor alto e um pouco barrigudo apesar de ter um rosto bem amigável, fez uma expressão embirrada e não se deu o trabalho de reclamar que os dois tinham espantado a freguesia. Ou melhor, Ronan tinha...

O azulado ainda olhava friamente e estava em vários dilemas confusos entre sua mente e sua mão esquerda brincava na empunhadura do gládio. “Maldito seja, Azin.”

–Ronan Erudon. O que deseja em minha loja? Você sempre vem buscar tudo nas datas... Ou seja, ontem mesmo esteve aqui. É raro você vir em dias que não estão listados. -sorriu o homem voltando a arrumar os frascos nos imensos armários que faziam a loja se asselhar a uma biblioteca.

Ronan virou-se, caminhando pesadamente e bater a mão com tanta força na mesa, com a palma virada para cima, o homem virou-se para ver a situação.

–Urghh... O que é isso?! Você poderia ter perdido a mão se isso fosse mais intenso. -o homem falou, pegando uma poção.

Ronan apenas o olhava com a tez sombria, os olhos gelados. Não conseguiria falar nada. Nada mesmo.

–Oh. É assim que os Guardas Reais ficam quando a Rainha dá uma ordem que desagrada os guerreiros?

Azin riu alto, chamando a atenção.

–É assim que o Ronan fica quando está comigo. -Azin continuou rindo impiedoso.

–“De onde saiu esse demônio?” Ronan sentiu suas sobrancelhas se juntarem muito, mas era impossível controlar.

–R-Ronan, calma. Aqui... -o homem despejou o líquido comum, já que o ferimento era do tipo comum também. Devia curá-lo facilmente.

O rapaz esperou que surtisse efeito e sua pele foi se restaurando, apesar de continuar muito vermelha pelo fato de que as células do tecido foram obrigadas a se formarem muito rapidamente. E não estava natural como sempre, sempre ficavam formas diferentes das anteriores quando o corpo dos guerreiros eram curados por poções. Ficava visível que tinham sido feridos.

–Melhorou. -a palavra dita fez o homem sorrir aliviado e colocou a mão no ombro de Ronan, falando baixo.

–Foi o garoto ali? -perguntou discreto, Azin estava fuçando várias poções e vendo para que serviam.

–Como descobriu? -Ronan perguntou com uma ironia tão tocável que quase fez o homem parar de tocar no assunto. Ronan estava muito diferente.

–B-Bem. Boa sorte...

–Com ele só tenho azar. -Ronan pagou e deu as costas, agarrando a gola da blusa do menor e sacando o gládio para então arrastá-lo para fora.

Ao sair, as pessoas olharam para ele. Ronan o segurou bem forte, sob as vistas vermelhas do menor, que se divertia mais com tudo.

–O que vai fazer? Vai me bater?

–Você se engana. EU vou fazer da sua vida um inferno. Agora corra. -Ronan o soltou.

Azin riu ainda, achando que o maior estava de brincadeira, mas não. O albino só viu a lâmina passar rente à sua cabeça, se ele não tivesse se abaixado, seu pescoço estaria bem cortado.

–R-R-Ronan... Calminha... Calminha aí... -e foi se afastando pé ante pé.

O maior avançou para ele andando pesado, a expressão de que iria mesmo mata-lo se Azin bobeasse.

Azin afastou-se e virou-se para dar no pé mesmo. Aquele Ronan não era quem ele conhecia.

XXXX YStage06 XXXX

Na base...

Uma figura preocupada andava de um lado ao outro sob a vista de Ryan, Jin e Lire. Os três respiraram pesado como se também estivessem só esperando o que viria a seguir.

Logo o moreno de olhos prateados entrou pela porta, com uma cara meio risonha.

–Elesis, pare de andar feito uma múmia. Sente, caramba. -Sieghart passou a mão pelos cabelos ruivos.

A garota deu um suspiro.

–O Ronan não é assim. PARE DE RIR, SIEGHART! -ela lhe deu um tapa vendo que o imortal só se divertia com tudo. -Ele vai matar o Azin se não conseguirmos controla-lo.

–Pare de ser tão séria. O Ronan está melhorando.

–Faz três dias que ele não dorme... Ele está sem comer faz horas e apenas fica de tocaia apenas para ver se o Azin vai dar as caras. -Elesis apertou os olhos se lembrando das cenas lamentáveis de Ronan parado como uma estátua e limpando a lâmina de suas armas queridas sem parar, afiando e falando com elas psicoticamente quase como Zero, mas realmente parecendo um doido de beira de estrada.

–Tudo bem. Vamos pegar o Azin e manda-lo se entregar.

Elesis o fuzilou com os olhos.

–E aí? O que dizemos para Lothos? “Ah Lothos, nos desculpe, se não fosse ele seríamos nós.” Patético. -ela cuspiu as palavras com veneno, com uma coloração avermelhada no rosto.

Sieghart deu de ombros.

–Ou podemos novamente tirar férias... Daí deixamos eles aqui e fingimos que não sabíamos de nada...

Logo, a porta da cozinha abriu, já que estava fechada para uma breve reunião deles aí. Todos arregalaram os olhos.

–Azin!

–Oi. O almoço tá pronto? -Azin sorriu normalmente, adentrando e se sentando na mesa.

Elesis e o resto dos presentes sentiram um arrepio, que num segundo se levantaram e saíram pulando pelas janelas como macacos desvairados enquanto a figura assustadora do Ronan do Mal apareceu na porta, caminhando até Azin de costas.

–Ué... eu to cheirando mal? -Azin olhou para trás e viu a lâmina vindo.

–AHHHH! -saltou desviando e vendo a cadeira partida.

Lá fora a Grande Caçada corria para a cidade em busca de se proteger.

–Elesis, devíamos tentar salvar nossos pertences... -Ryan chorava com medo, este nunca tinha visto seu melhor amigo daquele jeito e estava morrendo de medo. Afinal... o Ronan era o Ronan né?

–Não! Eles não vão destruir a casa. Eu acho... Agora vamos tirar umas férias de dois dias. Sieghart, você tá com o cartão dourado sem limites que a Lothos deu pra emergências?

–Óbvio. Como eu poderia viver sem ele? -o moreno riu enquanto todos fugiam para alguma cidade litorânea em que poderiam esquecer-se dos problemas.

Na base, Ronan já tinha conseguido agarrar o pescoço do albino, que se remexia. Não que ele não conseguisse lutar justamente também, mas com todo aquele avanço sem hesitação e sem deixar brechas, Azin mal conseguia revidar.

–TÁ BOM! FOI MAL!

Em troca disso a lâmina não atravessou sua garanta lentamente. O menor suava frio. Nunca tinha tido um oponente tão intimidador, nem Jin era assim.

–Foi mal. Achei que iria levar como todos fazem, mas me enganei.

Ronan bufou, abaixando um pouco a arma, mas ainda sem soltar o pescoço branco que já começava a ficar com uma marca avermelhada de sua mão.

–Você tá péssimo...

Ronan apertou as sobrancelhas. Não era o que queria ouvir e seus dedos brincaram na pele, apertando mais fundo, tencionando atravessá-lo. Pareceria um sádico, mas não estava nada feliz. Seu nível de irritação não poderia ser comparado com nada o que já tinha sentido em sua vida. Agora... O que o pirralho iria fazer?

As mãos alvas seguraram suas mãos brancas, mas não tanto se comparadas, então Ronan sentiu uma resistência interior. Azin abriu a boca, sua língua mexeu-se, soltando uma tosse e tentando respirar, os dedos apertando-se mais para Ronan soltá-lo.

–P-Pa...

Os olhos de Azin fecharam e o ar de seus pulmões foi se perdendo. Ronan respirou alto, como não tinha feito nesses dias e lentamente o soltou. Ainda estava consciente de que não podia matar ninguém, de acordo com seu juramento e com a responsabilidade com Lothos, a quem respeitava quase como sua própria ancestral, Guardiana.

Azin sentiu suas pernas tremerem e cair no chão sentado. Ronan afastou-se uns segundos, tirando o casaco azul que vestia e deixando-o na cadeira.

–R-Ronan? -Azin ainda o fitou, meio abalado ainda. Não era de seu feitio pedir desculpas, ele não precisava, mas à beira da morte, até mesmo ele tinha sucumbido.

–Calado. -a voz dele estava grave e rouca, cansada e muito magoada. Azin notava isso e por que... Ele sentiu-se mal por ter feito isso com uma pessoa que antes era tipo... Imbatível. Agora parecia que ele era o causador da mudança de personalidade da pessoa mais correta de todo o grupo.

Mesmo que ele não dissesse para Lothos, tudo indicado em um extenso e detalhado relatório como era do costume de Ronan, Azin sentia que no mais velho ainda ia ficar algum ressentimento de si. Isso não o teria perturbado antes, mas agora algo remexeu-se estranhamente em seu interior.

Ronan tirou os olhos de Azin e deixando de lado a espada já embainhada, pegou um avental azul-claro na gaveta e colocou, pondo-se a remexer os armários.

–Ronan. -Azin se levantou, passando a mão no pescoço só que, sinceramente, ele nem sabia o que deveria falar.

–Prefere peixe ou carne bovina? -Ronan lhe lançou um olhar sem muitas acusações, somente olhos cansados com olheiras. Exausto. Completamente exausto.

Azin olhou para o que ele fazia. Pensando bem, o albino olhou ao redor. A cozinha estava uma coisa nojenta, pratos sujos pra todo o lado, chão com poças de óleo, potes e copos nos mais estranhos lugares, o fogão com manchas e a geladeira repleta de pizzas, sorvetes, marmitex não terminadas, salsichas, hambúrgueres, linguiças e nos armários só comidas fáceis como lasanha de micro-ondas, cupnoodles, miojo e sopas instantâneas, além de pipocas e salgadinhos, balas e chocolates.

Azin não tinha reparado, já que tinha acabado de surgir de algum lugar secreto, e notou que naqueles três dias a base virou uma república de garotos fedorentos.

–O que houve?

Ronan apertou os olhos, não querendo repetir a fala, sua garganta doía o suficiente.

–Ah, carne bovina.

Ronan deixou o peixe de lado e empurrou todas as coisas inúteis para um enorme saco preto que tirou de um cantinho que a maioria dos membros da GC nunca veriam, ou seja, jogou toda a comida que sobrava no fogão dentro, as coisas mal comidas da geladeira e as coisas estragadas. Colocou o saco preto fora da sede e voltou, começando a organizar os pratos e juntar os restos de comida em um balde jogado a um canto na lavanderia. Ao que ia fazendo isso, pegou a toalha nojenta da mesa e colocou de molho, começando a lavar três panelas e secá-las, pondo-as em seguida no fogo.

Azin sentou-se na mesa, vendo como Ronan resolvia a bagunça em 10 minutos e já começava a fazer sua comida deliciosa.

Pensando nisso, Ronan era um dos únicos que cozinhavam, que tomava conta da limpeza. Ele era quase sempre escolhido para fazer o jantar ou o almoço, ou todas as refeições. Quando ia a uma missão sozinho, quem ficava na base saía de “breve férias” ou passava os dias comendo todas aquelas porcarias.

O albino ficou quieto, vendo de que nada adiantaria conversar agora. Assim que viu Ronan lavando arroz, com aquela pilha de louça ao lado, franziu a testa, não conseguindo entender que vontade maldita era aquela de ajudar.

“Idiota... Eu sou um idiota...” Azin coçou a testa por debaixo da franja e viu Ronan finalmente começar a fazer o arroz e já ir colocando a carne para cozinhar.

O azulado ia enfim lavar a louça quando Azin não conteve-se, vendo o maior cambaleante e fraco devido àqueles dias, atravessou a distância entre a mesa e a pia, meio que o empurrando.

–Deixa que eu faço isso e vai sentar.

O azulado ia reclamar, algo como “Vocês não fazem nada enquanto estou fora e nem quando estou aqui, porque vou querer ajuda agora?” Mas não fez, porque sentiu sua visão escurecer um pouco, então se apoiou na pia, vendo o albino o olhar estranho. Depois se recuperou com a mão na testa e se sentou na mesa de madeira grande, sem toalha. Até por baixo estava suja com restos de pães e molhados de sucos derrubados.

–Esses caras parecem crianças. -Ronan resmungou sem perceber, rangendo os dentes com o trabalho que teria pela frente.

Azin se matava mentalmente, mas por enquanto não tinha ninguém em casa. O resto dos membros que não estavam presentes estava fora por missões em outras vilas e cidades. Ser visto ajudando Ronan seria vergonhoso, mas ele tinha que, pelo menos, tentar se livrar de uma bela bronca de Lothos e uma terrível punição que viria caso Ronan falasse.

Já estava no décimo prato quando sentiu-se muito estranho. Parecia sentir o olhar das orbes azuis em seu corpo de forma muito apavorante. Nunca ficar na vista de alguém era tão perturbador como agora.

Talvez pela intensidade que Ronan exalava naquela “forma”, ele parecesse muito intimidado, mas Azin sentia que não era olhar de irritação. Não entendia, não queria entender, mas que aquilo o incomodava a ponto de perder a concentração na louça, sim, incomodava.

O azulado ficou alguns minutos mais ali sentado até que Azin estivesse lutando contra uma panela em que alguém tentou fazer macarrão... Ronan se levantou, voltando ao fogão, apenas um pouco afastado da pia, e espetou a carne com um garfo, mexeu o arroz novinho e pegou uma colher das lavadas, mergulhando na panela rasa com um molho escuro. Assoprou e molhou a ponta do dedo, experimentando em seguida.

Azin bufou secretamente, irritado por todo esse cuidado e a forma com que Ronan fazia as coisas. Ele não tinha nenhum senso de aventura nem de curiosidade nas coisas. Até cozinhando ele era assim... Já sabia passo a passo sobre o que fazer. Sem nenhum ingrediente a mais... Nem a menos...

Azin deixou que suas mãos trabalhassem mais calmamente, com sua visão de canto captando o maior mexendo mais um pouco e adicionando alguma coisa de um plástico pequeno, voltando a mexer pra deixar o molho consistente.

Assim, em silêncio, Azin notou que o som de água tocando os copos e a esponja em suas mãos esfregando, o som da carne na água que fervia e o barulho de bolhinhas que se formavam no molho eram os únicos presentes. Apesar de estar silêncio entre eles, apenas aqueles sons faziam-nos pensar em outra coisa que não fosse todos os problemas entre eles: a fome.

Ronan salivava já, mais calmo com tudo, agora seu apetite voltava com tudo e seu estômago poderia até roncar agora, só pelo cheiro... E ele não sentia que estava se gabando, apenas via como não sentia o cheiro de comida fazia tempo.

Azin não diria o mesmo, apenas estava com fome. Comer fora, em restaurantes, era ótimo, mas ele naqueles poucos meses... Tinha, infelizmente, e se culpava por isso, se acostumado à culinária do Arcano como se fosse a comida da própria mãe.

O ryujin abaixou os olhos, terminando as talheres enquanto desviava totalmente a atenção de Ronan, mais ou menos, pensando no que tinha feito consigo mesmo.

Naquele tempo ele não tinha tido contato com nenhuma figura materna, não tinha provado refeições com uma família, não tinha sentido o gosto de provar nada das coisas que as pessoas normais tinham.

Por isso, ao ter contato com Ronan... Não foi rivalidade que encontrou. Foi uma forma de aceitação. Azin deu as costas a todos e negou qualquer sentimento de pena, ele não precisava afinal, mas mesmo assim, aquela sensação de que a superioridade de Ronan chegava a subestimá-lo, irritava.

Apesar disso, Ronan nunca pareceu mostrar ser superior, como Rey ou Dio, apenas ser gentil. Ele tentava ser gentil e não julgar as pessoas como todos faziam nos dias atuais. Ele buscava ser o melhor, para ser tratado bem. Ele era do tipo que dava para receber, mas Azin apenas notou isso como passar do tempo.

Sendo dessa forma, Azin, que não gostava e nem retribuía nada, se encontrava num beco sem saída com aquele sentimento estranho dentro de seu peito, como se seu ser dissesse para ele ser mais flexível, pois o azulado era gente boa.

De qualquer forma, quando acordou de seus devaneios, encontrou suas mãos paradas em baixo d’água sem nenhuma louça a mais. Suspirou, deixando seu corpo relaxar e sua mente esvaziar um pouco. Fechou a torneira e se apoiou nas mãos, para então virar o rosto.

Ali, bem rente aos seus pálidos lábios, uma colher com arroz e molho por cima.

–Experimente. -a voz um pouco rouca do mais velho soou quase como ordem, ainda parecendo muito cansado.

O mais baixo, sem vontade de retrucar mais no dia, especialmente para aquela pessoa adulta, abocanhou sem pensar duas vezes. Ronan arregalou os olhos e deu um berro.

–SEU IDIOTA, ISSO TÁ-... Quente.

Azin sentiu toda a boca queimar, e mesmo estando maravilhosamente gostoso, estava quente demais!! O rapaz engoliu todo o arroz fervente e o molho, Ronan lhe deu um copo d’água e o menor quase desmaiou, com a fumaça do vapor saindo da sua boca.

–Você tá legal? -Ronan coçou a nuca, sentindo-se meio culpado.

Azin balançou a mão, com a língua pra fora.

–Druoga... Quueime-i a l-uh-íngua... -o albino tentou falar, com a pele do músculo ardendo como se tivesse comido pimenta.

Ronan agachou ao lado, tudo já estava desligado e limpo. Segurou o queixo de Azin, fazendo o se calar brutalmente e seus olhos rubros focarem os azuis límpidos.

Ronan abaixou as pupilas, fitando atentamente a língua avermelhada. Não conteve um risinho, deixando o menor irritado.

–Tá igual à minha mão antes de ontem. Bem feito. -Ronan zombou, mas era claro em suas ações e seu olhar que não estava falando nada sério. Ele estava até que preocupado. Azin encolheu seu corpo, sentindo esmagado por aquele carinho incomum que veio do maior.

–T-Tá...

Os dedos que seguravam-lhe o queixo subiram e apertaram sua bochecha rosada, realmente puxando.

–Viu? Isso é pra você aprender que não se come sem assoprar primeiro. -Ronan riu-se de si mesmo tratando Azin como criança. Puxando sua bochecha daquele jeito, achou que o albino ia ficar bravo e fazer alguma piadinha, mas ele ficou quieto misteriosamente.

O maior parou, vendo que Azin estava com os olhos fechados e com as maçãs do rosto tão vermelhas quanto tomates maduros.

–Oe, que foi? Gostou disso?

–Idiota. Estou com fome. -Azin reclamou, afastando finalmente a pessoa que estava começando a se aproximar demais. -“Ele não pode ir mais longe do que isso... Não pode.”

–Não me diga que quer aviãozinho? Você já tem dezesseis, garoto. -Ronan falou mexendo a colher na frente de seu rosto, levantando.

Azin estreitou os olhos, segurando a colher e levantando também.

–Sonhe, Erudon. E você hein? Quantos anos têm? Parece uma mãe de família. -Azin debochou pegando um prato e se servindo sem olhar o maior.

O maior pegou o próprio prato e esperou o rapaz se sentar, lhe apontando seu garfo.

–Se não notou, eu SOU a mãe da família que mora nessa casa. -o azulado *gota*. -E eu tenho 21 anos de idade.

Azin piscou. Vendo o maior sentar-se à sua frente.

Ronan pensou um pouco e continuou.

–Se pensar bem, Sieghart tecnicamente é mais velho, mas tem mentalidade de 18. Dio também é uma múmia podre, mas também tem aparentemente uns 18. Eu sou o mais velho da Grande Caçada e pelo visto sou o único além da Lire que sabe fazer uma dieta saudável, além de arrumar tudo e seguir regras, planejar estratégias e ainda ter tempo pra me preocupar com os outros como se fossem meus irmãos menores. Então eu sou a mamãe.

Azin deu uma risadinha, certificando-se em soprar a comida já pendente em seu garfo.

–Está muito bom. -Azin comentou depois de engolir. Com receio em deixar o azulado orgulhoso demais e ficar agradecendo depois.

–Eu sei. Fui eu que fiz. -Ronan sorriu de canto, quebrando todas as expectativas de Azin.

O albino apertou os olhos. Era possível que Ronan estivesse tentando dar o troco? Se fosse...

O Erudon devia estar fora de si para isso, pois então que fosse, mesmo acabado e ainda dominado por seu alter-ego, Ronan era o Ronan. “Não diga...”

Azin continuou sua refeição, sua outra personalidade no fundo de sua mente gritava um “Aleluia” por finalmente estar podendo provar a comida a qual se apegou.

–Obrigado pelo jantar. Ronan, você está... B-Bem? -perguntou meio gaguejado, sentindo-se estranho por tentar demonstrar sua preocupação.

–Bem fisicamente não. Vou dormir agora... Amanhã eu estarei bem. Eu acho. -Ronan se levantou, deixando a nova louça e tampando as panelas e guardando o necessário. Tinha sido um ótimo desjejum e ele prometia que nunca mais ficaria irritado tanto assim. Tentaria ao menos.

Azin fez uma careta de lado, mostrando desconfiar da situação, e qual foi sua surpresa ao ver o azulado cair feito uma abóbora na escada. Ronan nem abriu os olhos quando caiu lá embaixo, deixando o menor desesperado.

–NÃOO, EU NÃO QUERO TE CARREGAR!!

Ronan entreabriu as orbes, mostrando-se bem.

–Com isso que você tá preocupado? Idiota. Estou com preguiça, mas pelo jeito vão me pisotear se eu não sair, me ajude a levantar.

Azin roeu os dentes, os olhos brancos de raiva por ter sido enganado.

–Seu Rabo-de-Cavalo maldito! -disse agarrando a mão do mais velho e puxando-o. -Além disso é um peso morto. Seu balofo descarado...

Ronan o fuzilou com os olhos já assustadores pelo simples fato das olheiras, mas seguiu em frente, com um sorriso.

–Tudo bem. Amanhã veremos como ficará o relatório... -Ronan bocejou, voltando a subir lentamente se apoiando no corrimão.

Azin congelou.

–Ronan, Ronanzinho, olha... Antes eu disse aquilo né, mas sabe, não precisa se preocupar não, tá? Eu não farei nada, eu confio em você como confio em mim! -falou convicto, batendo o punho no peito como um verdadeiro “brother”.

–Que medo. Pode deixar que eu confio em você como confio no estômago do Ryan. -Ronan sorriu macabramente, puxando o albino pelo pulso.

–Oe, oe, como você tem coragem de comparar minha honra com um órgão do Ryan? Isso é nojento.

Ronan riu depois disso, estranhando a falta de reação do rapaz ao puxá-lo tão facilmente para o segundo andar.

–A questão é que eu não quero que você fique achando que eu vou dizer algo sobre isso no meu relatório.

–Ah é, e por que me ameaçou, Sansão?

–Pare de me chamar de Sansão... O que tinha no cabelo do Sansão era a sua força. E eu não te ameacei, só estava brincando, nunca brincou? -Ronan esfregou a testa.

–Ah, você não demonstra ser o que é. -Azin colocou o dedo na testa, mostrando-se zombeteiro com o assunto. -Bem, você sempre assim, dentro da lei, não parece o tipo de pessoa que brinca e se irrita facilmente.

–Não brinco sempre e não me irrito facilmente. -Ronan alegou, abrindo o quarto e soltando o pulso do albino. A partir daí o próprio passou a segui-lo sem perceber.

–Ronan, fala sério. Você não parece, mas é... Só tem que ter a pessoa certa.

Ronan fechou as cortinas do quarto, guardando uns livros numa mini biblioteca ali, em seguida arrumou o abajur, ligando-o e começou a arrumar sua cama para dormir. Afastou a colcha e pegou um cobertor no armário.

–Ouviu? -Azin parou em sua frente, com o cobertor nos dedos, já aberto.

–Ouvi. E quer me dizer que essa pessoa que consegue me tirar do sério é você? É isso? -Ronan juntou as sobrancelhas. Não gostava dessa ideia, e mesmo que fosse verdade, não cederia tão facilmente a admitir.

Azin sentiu aquela sensação de estar bem próximo novamente. Algo mexeu dentro de seu tórax, como se desse uma batida mais forte. Ronan foi mais rápido ao assunto do que esperava.

–Sim. O que acha disso?

–Uma droga. Agora quero dormir. E já que você não me fez nenhum favor, acho que pelo menos poderia sair pra eu descansar... -disse se sentando na cama e já afofando o travesseiro.

Azin deu uma olhada no azulado dos pés a cabeça. Vestia uma calça preta de moletom e uma camiseta azul desbotada. Estava acabado, mas mesmo assim... Azin mordeu o lábio. Pensava nisso também. Constantemente na presença do mais velho... Atraente.

–Não vai nem tomar um banho? Você tá péssimo. -Azin cruzou os braços, dando uma volta por cima, independente da resposta ele já tinha outras formuladas.

–Estou cansado. Tomo amanhã de manhã.

–Nem com ajuda? -Azin virou o rosto pro outro lado, sentindo-se meio patético por estar se rebaixando tanto, por seus desejos egoístas e pelo fato de que garantiria um relatório lino para Lothos de como ele era um santo.

–Você está tentando me comprar. -Ronan.

Azin riu envergonhado e não dando muita bola, continuou.

–Não é como se eu fosse virar um demônio depois.

–É mesmo, é impossível...

–Claro. -afirmou o albino todo pomposo.

–... Impossível se tornar o que já se é. -Ronan riu da própria piada, sentindo que trocaram de personalidades.

Azin apertou os punhos e emburrou, não gostando de sua preocupação (consigo mesmo) estar sendo tão desvalorizada.

–Ei, Sansão! Ande logo, tire essa roupa, e vá pro banho. Amanhã tem reunião às cinco da manhã e você NÃO estará acordado nesse horário. ANDA LOGO! -Azin explodiu, agarrando o braço do maior e o obrigando totalmente a tomar o banho.

Ronan quase negou, mas estava tão necessitado de um banho que resolveu dar o gostinho de vitória para o garoto. Foi por motivos únicos, só não pensou que ele realmente iria ajudar.

–Saia. -pediu na maior educação (ôô...) o azulado com uma toalha na frente do corpo.

–Para, Ronan, nem parece homem. -Azin reclamou, tentando empurrá-la da frente.

–Como se isso fosse motivo. Agora volte pro quarto. -continuou inflexível.

Mesmo que Azin saltasse sobre si e usasse toda sua força ele não cederia. Nessa batalha ele nunca perderia. Ninguém na vida daria um banho nele como se fosse um bêbado impotente.

–Vamos lá, não seja mesquinho. Eu quero ver o que você esconde embaixo de toda aquela roupa. -Azin continuou brincando, ainda que tivesse certa verdade escondida.

O albino não avançou mais, apenas esperando pra ver se Ronan era desse “tipo”, mas não era. O azulado negou até o fim e pediu licença com a maior educação — chutando Azin para fora, completamente envergonhado com o que o rapaz dizia.

Azin esperou do lado de fora, ouvindo o barulho do chuveiro. Aproveitando-se daquela ótima oportunidade, colocou suas mãos nas armas de Ronan encostadas a um canto e já pensava em pichá-las um pouquinho. Aquele azul todo... Azin franziu a testa um pouco. Mari, Ronan, Lass e Lin...

–Bando de copiões. Um pouco de cinza e amarelo, rosa e vermelho vai dar um jeito na falta de criatividade de vocês. -Azin fez uma cara sombria. (Kog sua desgraçada! ÒÓ).

–O que você tá resmungando com minhas armas aí? -a voz veio de cima.

Azin estava sentado em lótus no chão, olhando o gládio que o tinha tentado matar naquele mesmo dia, então a arma foi tirada por cima, o braço de Ronan passando por seu ombro e agarrando a empunhadura.

–Ora, já fuçando onde não é da conta? Ia pichar elas não é? -Ronan sorriu de canto, já vendo a expressão embirrada do albino.

–Não. -Azin se levantou, jogando-se na cama do azulado de barriga para baixo e abraçando o travesseiro.

O maior levantou a sobrancelha esquerda e suspirou, sorrindo pequeno e se aproximando até se sentar na beirada. Ronan ficou olhando as costas do rapaz, a regata branca e a bermuda bege.

Tinha um corpo pequeno, um tipo de atrativo diferente dos outros meninos do grupo. Não era tsundere como Lass. Era tão ousado como nenhum outro, caninos pontudos, olhos felinos, pensamento diferente. Não era apegado a nada em especial. Não ligava para insultos. Não era muito diferente de uma criança destemida.

O mais velho não resistiu em passear seus olhos menos cansados, aliviado pelo banho. Sua mão bateu na área das costas, duas vezes, e depois parou, subindo lentamente. Azin travou o corpo, sem mexer nem falar, apenas sentindo.

Aquela hora Ronan nunca se esqueceu. De como foi infiltrar os dedos pelos fios que eram um branco com um estranho brilho rosado, macio, pouco volumoso, sem embaraços e incrivelmente aconchegantes. Seus dedos resvalaram no pescoço e massagearam tão lentamente que resultou em um profundo calafrio no ryujin.

Durante todo esse tempo, Azin relaxou suas mãos, sentindo a carícia muito diferente de muitas outras coisas que sentiu com outras pessoas que tiveram o privilégio de seu contato. Aquele carinho bom, de quando se está carente e seu amigo passa a mão em sua cabeça. Quando você está chorando desolado e sua mãe vem te abraçar e te fazer cafuné.

Simplesmente quando alguém retribui as expectativas de se ganhar algum tipo de carinho afetuoso.

Azin deixou as pálpebras de seus olhos se fecharem e seu corpo junto ao travesseiro se acomodar imediatamente. Como um gatinho se enrolando ao receber o afago atrás da orelha.

Ronan segurou sua alegria ao ver isso. Apenas deixou seu corpo inclinar para cima da cama para o lado do albino e continuar a carícia inocentemente.

Com o rosto apoiado no colchão, sua mão apertou o pescoço alvo, vendo o rosto de Azin de lado para si, bem calmo.

Ficou olhando enquanto seus dedos brincavam com os fios e deslizavam para a lateral, empurrando os fios em cima da orelha para trás. A face do menor ficou mais visível, ainda com parte do cabelo repicado sobre a face apoiada no travesseiro. Só parecia que Azin não queria sair dali e nem abrir os olhos.

O contato da pele, o calor. Ronan sentia aquela sensação fluir de sua pele, deixando-o ainda mais desconcertado, mas estando tão próximo, não conseguia evitar.

O cheiro tocou seu nariz e sua vontade de levantar já era nula. Tudo anteriormente pareceu uma brincadeira e ele sentiu-se menos pesado depois de praticamente liberar tudo — apesar de ter durado três dias. Aquele garoto era diferente. Azin era diferente por que... Ronan riu em seus pensamentos. “O Azin é o Azin. Não vai mudar. Essa é a lei que a gente segue.”

Os lábios zombeteiros do menor se repuxaram nos cantos em um singelo e satisfeito sorriso.

Ronan segurou uma risada boba. Uma que ele teve vontade de dar sem nenhum motivo aparente. Só deu vontade.

O maior segurou essa vontade então, deslizando os dedos pela curva do rosto, empurrando os fios para trás e arrastando o corpo para se aproximar. Seu corpo passou mais para cima, ficando cara-a-cara com o rapaz. Sua respiração leve tocava sua face, com cheiro de pasta de dente de morango.

Os lábios de Azin quase automaticamente ficaram entreabertos, como um pedido irrecusável, e os de Ronan não os fizeram esperar. Sua aproximação foi devagar, mas a intensidade foi outra coisa.

Azin ao mesmo tempo em que o sentiu tocar, o gosto espalhando em sua boca, amaciando seus lábios finos, e como uma pessoa grande, sua língua invadiu com cuidado, mas rápido, massageando a sua, a saliva misturando e fugindo de seu controle.

A mão de Azin se levantou, segurando o ombro do maior, abrindo os lábios e massageando-os uns nos outros, chupando-se. Ronan colocou a mão do outro lado e se pôs de joelhos, sem cortar o beijo e ficando por cima do menor.

Assim que Azin perdeu o fôlego, seus dedos subiram ao pescoço de Ronan e seguraram os fios agora curtos arrepiados, soltando as bocas e respirando alto. Seu coração disparado e seu corpo trêmulo só conseguiam identificar uma ordem a seguir.

–R-Ronan... -sua voz interior acabou tropeçando em seus lábios avermelhados e molhados.

E, como nunca, Ronan sentiu uma excitação superior a qualquer sentido de razão e moral. Seus braços subiram, pousando acima da cabeça de Azin, cruzados e seu rosto encostou-se ao do menor, seu corpo repousando todo sobre o do ryujin.

O albino engoliu em seco, podendo sentir cada pedaço do corpo do azulado, cada músculo. Nunca esteve assim antes enquanto seu próprio corpo implorava. O sabor ainda impregnado em seus lábios... Os olhos tão cheios de significados.

Azin fechou os olhos outra vez. Uma coisa que ele não conseguia lidar era com pessoas que conquistavam seu respeito.

Ronan era uma delas.

Era fácil para alguém como Azin tratar pessoas comuns. Ele se via como melhor que elas, então não precisava dar satisfações de nada. Mas com pessoas que lhe conquistavam um espaço para sentimentos mais íntimos...

Ele não tinha sido criado como uma pessoa normal. Ele viveu sozinho e não sabia como demonstrar carinho por alguém. Nem com seu mestre conseguiu demonstrar claramente. Logo era difícil para ele lidar bem com pessoas que gostava sem magoá-las.

–Ei.

Azin abriu os olhos. Ali havia um sorriso e depois outro beijo bom e longo. Ah, era tão viciante. E tão macio e úmido. O gosto era tão bom e era tão... Vívido.

Azin levantou o outro braço envolvendo Ronan completamente pela nuca. Aquele beijo foi tão significativo quanto ele não poderia imaginar. Ele tinha uma sensação de que mesmo sem dizer nada, Ronan o entendia perfeitamente.

–“Ele é tão gentil... E consegue conhecer as pessoas após observar.” Sua boca mexeu-se, as mãos de Ronan desciam e tocam se corpo mais no tórax.

Azin soltou um som estranho, incontrolado, ao sentir as mãos adentrarem sua camisa. O próprio Erudon já não era capaz de suportar tanto tempo desse jeito sem agir.

Porém, não era como se ele precisasse do sexo. Ronan apertou os lábios, deixando que Azin os soltasse e pudesse pronunciar qualquer coisa que o impedisse, mas não veio. Só sons desconcertados e meio gemidos.

–Você quer fazer isso?... -a voz de Ronan agora era um sussurro rente ao seu ouvido, o arrepio correndo sua cartilagem quase numa tentativa para enlouquecê-lo.

Azin mexeu as pernas, dobrando-as. Não era muito, não era cedo demais, e nem era novo naquilo, como parecia. Apenas era que com Ronan pareceu a primeira vez, pelo modo como conversaram. E deixando-se levar por sua imaginação, fingiu que era seu primeiro e que Ronan poderia ser o seu provável amor da vida inteira, imaginando também com um sorriso que apenas uma patricinha como Amy achava que contos de fada existiam.

Nisso, sua camisa foi puxada com rapidez. Seu corpo ardia um pouco, antecipando tudo e sentindo-se mais ativo para aquilo como nunca antes.

A pele branca e salpicada de pintas nos braços foi aparecendo quando Ronan tirou a camisa. Revigorado pelo jantar e pelo banho, ele se sentia disposto alguns minutos, ou uma hora, para poder dedicar sua atenção ao ryujin e sua própria satisfação.

Pelos olhos vermelhos Ronan já pressentia que seria rápido, que eles teriam uma boa relação naquele momento. Apenas pela forma curvilínea do corpo, Ronan já conseguia imaginar.

A pele suave acariciada em seus dedos arrepiava-se e esquentava, sua boca correndo dos lábios para baixo ao o pescoço branco facilmente marcável. As mãos macias e pouco cuidadosas agora desenhavam seu corpo com as pontas nos ombros e descendo o peito apertando e correndo ao abdômen.

O menor se sentou, com a visão enevoada e sem muito controle sobre si. Sua desculpa era fazer tudo sem pensar demais.

Seus dedos vasculharam as costas do azulado, passando pela linha da coluna, mordendo a base de seu pescoço, pondo pressão nos caninos e nas mãos, abaixando o cós da calça.

–Hm...

Azin sorriu contra o músculo rígido, mas macio, despejando beijos e lambidas, notando que a mão do maior já passava por sua coxa instigando até o meio da virilha, a outra em seu cabelo. As pernas do mais baixo já levantavam, para poderem tirar as roupas.

Sem estarem muito tempo separados, o mais velho apenas arrancou a bermuda junto com a peça íntima, sua mão descendo e acariciando o volume com vontade, pressionando com força.

–Nnn...

Azin podia sentir com clareza o ardor com que Ronan impunha sua vontade. Estava tão rapidamente se desenrolando que ele mal conseguia controlar seu corpo. Ou sua vergonha.

Com as mãos apoiadas nos ombros do azulado e este acariciando seu membro, Azin passava a sentir o fluxo de seu prazer se direcionar para a área que Ronan envolvia, com a pele queimando, seu membro endurecia e seu senso de timidez diminuía.

–Ahh... Hnn...

O Erudon deu segundos para poder beijá-lo, imerso em seu próprio delírio, os dois se pegaram em sufocantes minutos nos beijos enquanto a mão grande trabalhava num movimento contínuo e forte, apertando a glande, abrigando-o todo na mão e pressionando-o tanto que Azin abriu os lábios e soltou um gemido-grito.

–AHH... N-Não...

Ronan o inclinou para trás, apoiando-se no meio das pernas do albino e levando o pênis aos lábios, depositando um ou dois beijos, lambendo e depois o chupando superficialmente.

Os braços de Azin esticaram e seus dedos contorceram até embranquecerem nos nós ao se apoiar nos fios azuis sedosos. Sua cabeça pendeu no travesseiro para trás e outro gemido escapou ao sentir toda a cavidade deliciosa da boca tomar por dentro sua masculinidade.

Desde o topo até a base, a língua inquieta dentro daqueles lábios doces, acariciando o corpo bem teso, Azin apertou-o mais contra si, sentindo-se louco e insatisfeito.

–Ronan... -seu chamado foi sôfrego, dando um tom mais sensual ao maior, que intencionalmente mordeu-o de leve. -NN!!

O menor contorceu dobrando as coxas. O maior o deixou e lambeu os lábios, inserindo seu dedo indicador entre eles, molhando-o com a saliva misturada ao pré-gozo.

Todos os sentidos, o gosto, o cheiro, o toque... A visão e os sons... Tudo serviu para deixa-los mais à vontade um com o outro, mesmo ainda sendo difícil tudo sendo repentino.

Ronan o beijou ao tempo que o penetrou com o dedo, movimentando-o da melhor maneira. Até que o albino não demonstrasse que estava bem com aquilo, Ronan não parou, apreciando os sons ofegantes e o tom melódico que se tornou aquela voz esgarçada e sabichona.

–R-Ron...An.. AH-!

O azulado então continuou a inserir o próximo, movendo-os. Azin mordia os lábios e chamava-o para calorosos beijos, seus lábios cansados, mas todo aquele desejo ainda muito vivo. A busca pelo corpo do azulado era grande e, mesmo que nunca chegasse a dizer, essa era a única forma de demonstrar algo mais por ele. Ou até mesmo com pequenos gestos, longe dos outros. Não faria mal. Mas não seria tão bom também.

Azin apertou os olhos sentindo-o adentrar. “Apenas mais um pouco...”

Era mais incrível do que ele suspeitava. Definitivamente, o corpo era compatível, o senso o agradava... Azin sentia seus olhos arderam por algum motivo, mas além de tudo, sua dor não era nada.

–Azin.

Ronan acariciou seu rosto. Ainda que estivesse tão cansado, passar aquilo em branco era impossível. Sentia algo desde que o conheceu. Não era simpatia. Mas também não chegava a desgostar. Azin era só um maldito irritante, mas nem por isso não tinha sentimentos, ele era um humano. Um bom humano.

O maior se deixou sorrir enquanto se movia. O menor entreabria a boca e sua voz ecoava no quarto, que a propósito estava destrancado.

Os movimentos rítmicos os fizeram grudar o corpo um no outro. Meio que se esfregando e passando a coberta por cima do dorso do mais velho.

A mão de Ronan alcançou o abajur e o desligou, deixando que tudo ficasse escuro naquela noite sem lua. Seus suspiros abafados correram entre as quatro paredes, e os dois não puderam negar que fazer aquilo em plena escuridão, colados e em lentidão, foi uma das coisas mais deliciosas que puderam sentir.

A proximidade e o suor abafado no cobertor, as coxas lisas realmente deslizavam e o atrito do corpo do menor contra o colchão só deixava tudo em volta mais quente e com um cheiro ainda mais forte. Ronan em um determinado momento se inclinou e segurou as coxas roliças, coxas que tinha marcado com mordidas e chupões muito fortes, penetrando-o até o fundo, fazendo a cama ranger contra o chão e o companheiro gemer chorosamente.

–Hn...AHH!... N-Nh... AAhh!!

Ronan sentiu a umidade em seu abdômen, outro forte orgasmo da parte do menor, após toques, atrás de beijos e bons amassos e esfregões, roçando-se tão forte e penetrando-o até tocar o ponto especial... Azin desabou na cama sem ar disponível em seus pulmões.

Parecia um pobre desgraçado violentado. Seu cabelo todo bagunçado e sua expressão destruída, seu rosto vermelho, seus olhos lacrimejantes, mas ainda assim, tudo ali representava um sofrimento excitado.

Ronan apenas segurou o pescoço e o beijou de leve nos lábios, deitando-o com cuidado, já sonolento, tomado pela ardência e pela dor. Retirou seu membro, envolvido por linhas da consistência de seu próprio gozo.

Tão quente e apertado. Ronan sentiu-se mais satisfeito que nunca e sua noite poderia se completar agora. Seu corpo desabou ao lado, levando o cobertor para cima de seus corpos e aproximando-o um pouco, o suficiente para passar a mão pela cintura.

Seu nariz pousou no cabelo branco. Azin remexia em seus pensamentos num meio cochilo. Tudo estava tão calmo e silencioso. A janela tinha uma fresta aberta e a meia luz tocava suas costas, do lado direito da cama.

O Erudon pensou uns instantes, mas estava tão sonolento que não seria capaz de suportar mais alguns segundos desperto. Mais uns segundos...

Azin também ressonou e isso foi o suficiente para que ele sorrisse, mesmo sem estar sendo visto. Apenas deixou-se levar para algum lugar distante, sua respiração rápida se acalmando e diminuindo até ritmar com a do menor completamente imerso em seu sono.

O escuro cobriu o quarto em um negro azeviche, deixando aquele momento se perder pelas seguintes horas sem nenhuma preocupação.

Fim

Notas finais
YO. Pessoal me desculpe pela demora para postar isso aqui. MRS, me desculpe se desagradou. Eu jah notei que onde tem o Ronan eu faço as coisas mais leves... e românticas.Enfim, mesmo ficando fraco o Lemon sem + descrições, eu me diverti nesse RonanxAzin.Foi mal pela demora novamente. Me perdoam?Ah, gente, tem pedido pra caramba, então vai com calma que eu tenho outras fics pra fazer Tb ok ? KKK