YStage

4 04YStage: Joystick


Notas iniciais
AHA! Naty-chan, você não deve me subestimar, esse desafio que você propôs... *começa a chorar*EU VOU MORRERRRRRRR........ Como você consegue ser tão, tão cruel! Mas que casal é esse?! Como vou fazer eles se atraírem assim do nada?! Cruela! Cruela!!! Ok, eu vou dar um jeito. OBSERVE *cara maléfica*.Boa Leitura!

...

Se fosse qualquer outro dia, teria sido algo a ser ignorado. Não, tudo bem. O motivo de aquele dia ser tão especial não mudaria nada. A maravilhosa... Sexta-feira! Noite de chegar em casa, pegar uma boa bebida, encomendar pizza de calabresa, sentar feito um porco na frente da televisão, sintonizar em algum filme estreia no Tele Cine e aí! Passar a noite assistindo séries que não via há semanas, canais picantes assim que todos fossem dormir, coca cola, guaraná, muitos nachos, um amigo do lado...

Dio revirou os olhos. Amigo do lado?... Teve vontade de rir com o próprio pensamento. NUNCA. Ele não tinha amigos. Não tinha como se divertir com alguém. Rey estava fora de cogitação. Sieghart tinha arranjado um passatempo mais legal do que irritá-lo enquanto assistiam pornôs. Ronan, Jin, Ryan, todos estes o irritavam profundamente. Lupus tinha saído, o que não fazia falta e Lass sumiu também, mas na verdade ele não queria nem olhar para aquele pato branco que era o ninja.

Em resumo, não tinha ninguém à vista que poderia ficar com ele.

Enquanto andava pela casa buscando alguém, distinguia um som estranho, algo como música, mas parecendo desafinado demais para ser algo do tipo. Parecia uma guitarra.

Dio passou para seu quarto ignorando o som, ouvindo a voz de Arme e Holy no laboratório mais ao fundo do imenso prédio. Rosnou, incomodado pelas vozes finas e nada atraentes, jogando a bagunça de cima da cama para o chão, no intento de relaxar um pouco depois da missão.

Mas mal se deitou um toque na porta de seu quarto o fez abrir os olhos afilados roxos, dirigindo um olhar irritado para a pessoa, demonstrando seu estresse. Depois do cochilo ele ligaria para a pizzaria e se enfiaria debaixo de uma grossa coberta no sofá grande da sala da Base da Grande Caçada. Seus planos, sem que soubesse, começaram a ser arruinados assim que captou Lothos na porta parecendo séria.

–Vai continuar aí me olhando? Fale de uma vez, mulher.

O tom de voz fez a loira apertar os olhos, se sentindo um tanto cansada para começar a discutir com o asmodiano arrogante. Sim, arrogante. Tudo de ruim. Era muito pouco diferente de Sieghart. Tirando a aparência, os valores em que acreditavam eram quase idênticos.

–Estamos com problemas na reforma dos quartos novos... E não há ninguém que queria aceitar o Azin no mesmo quarto por duas semanas.

Lothos tentou ser direta o máximo possível. Ela já imaginava todos os tipos de resposta e só recebeu portas na cara e “nãos”. Agora, com sua paciência no fim, olhava intensamente para Dio transparecendo o “Ou você aceita ou se prepara pra dormir lá fora”.

O asmodiano bufou. Primeiro cochilo: perdido totalmente.

–Tudo bem. Mas só uma semana.

–Dio...

Mas antes que ela o repreendesse, ele já tinha atravessado o caminho da comandante loira e pôs-se a caminhar pelo corredor até avistar as escadas, descendo para o primeiro andar.

Coçou a cabeça, pegando uma panela e o telefone.

–Três pizzas: uma de calabresa, uma de pepperoni e uma portuguesa. –falava ao tempo que pegava latas de leite condensado no armário e chocolate em pó.

A voz do outro lado confirmava o pedido e indicava o preço do pagamento perguntando o local de entrega. Dio deixou as latas em cima da mesa e abriu a geladeira ao lado, cheio de enfeites de chibis da Grande Caçada imantizados, além de inúmeros avisos, listas e horários. A geladeira era mais um armário do que outra coisa.

Tirando a margarina e um pote de morangos, Dio se inclinou para o armário, para pegar uma colher de pau, uma de sopa e uma travessa pequena, mas funda.

Assim que desligou o telefone, o qual não parou de atender, virou-se em direção à mesa, se deparando com três pessoas que o deram um susto e tanto.

–AI DEMONIOS! Não apareçam assim do nada...

–Você estava tão concentrado... VAI FAZER BRIGADEIRO PRA GENTE?! –perguntava histericamente a rosada.

Dio rangeu os dentes contendo-se para não meter a colher de pau dentro da boca daquela garota exagerada. As pessoas do lado riam baixinho da sua cara e, apertando os olhos, Dio disse secamente.

–Não. Deem meia volta agora, humanos.

Dio mesmo se virou de costas, ligando o fogão. Esticou os braços, pensando que tinha se livrado, mas lembrou-se que tinha algo a falar com um deles e assim que se virou os viu sentados na mesa já olhando os números de telefone discados. Dio sentiu seu corpo arrepiar e sua raiva subir rapidamente.

–VAI TER PIZZAAAAA!!!!

–NÃO, NÃO VAI! –Dio arrancou o telefone das mãos da rosada, se lembrando que quando chegou não havia ninguém. – Onde vocês estavam até agora?!

Sua voz saiu grossa e rude, mas podia-se dizer que toda a GC já estava acostumada com esse jeito do Dio. Ele, além disso, ficava muito engraçado bravo, pois não podia incinerar ninguém mesmo que quisesse — o que ele sempre queria hehehe -.

Olhando de Amy para os outros dois, Dio apontou a colher de pau.

–A Lothos já falou com você sobre o quarto?

O rapaz que piscou curioso sem entender tinha olhos vermelhos maliciosos e cabelos brancos comportados. Estava com o penteado maior e mais rebelde, mas não mudou muita coisa.

–O quarto? Sim, ela disse que não tinha conseguido ninguém então te obrigou a me ceder um espaço. -sorriu um sorriso desgarrado, que já era de seu feitio desde que “entrara” para o grupo. Dio em especial apreciava o jeito destemido e sem limites do rapaz, mas tinha coisas que ele fazia que o importunava, como ele fazia com todos os membros.

Azin era perfeito para ser o chato que zoa de todo mundo, sempre se achando melhor. Só que na 16

ª brincadeira ele levou uma martelada na cabeça. É... Holy não gostou da forma que o companheiro estava agindo com os amigos e o puniu — isso era algo que a maioria estava prestes a fazer, mas foram avisados para não machucar o novo membro logo no primeiro dia e, como a Holy não era um membro oficial também, ela decidiu que devia fazer isso por eles.

Mas quem disse que adiantou né?

–Eu só te deixo avisado: Não mexa nas minhas coisas e não me perturbe. –Dio ameaçou. Ao tempo que falou isso bem devagar, a colher de pau mergulhou dentro do pote de margarina e saiu uma montanha da mesma, equilibrando-se na madeira.

Azin e Amy olharam para aquilo, já repensando a ideia de comer o brigadeiro.

–Quantas latas você vai fazer, Dio? –a voz veio da outra figura atenta: Jin, que só estava ali porque Amy pediu.

–Cinco.

–Essa travessa não vai dar não... –Azin ria apontando.

Dio respirou fundo, olhando as horas no relógio na parede. Enquanto procurava outra vasilha e colocava a margarina em menor quantidade, mais duas pessoas entraram, fazendo barulho ao passarem pela porta de entrada.

–Chegamos. –a voz suave era com certeza de Lire, que acompanhada de Ronan, adentraram na cozinha.

–Brigadeiro! Dio, você vai repartir né? –Ronan perguntava com um sorriso leve.

O maior bufou tão furiosamente para eles que os dois até saíram da cozinha, acompanhados de Amy que queria falar com a Elesis. Azin e Jin ficaram se olhando mortalmente depois que ela saiu e então o maior decidiu intervir.

–Se vocês vão ficar se olhando assim, prefiro que vão para outro lugar.

Realmente os dias naquele lugar eram mais agitados do que em Asmódia, sempre sendo servido e sem perturbações. Mas até que era agradável não precisar ficar sério o momento todo além de ficar torturando Sebastian para não enlouquecer.

Azin o olhou de canto, um segundo estando sério e depois... Um sorriso de canto, mostrando parte de seus dentes. Ele era um felino perigoso, e todos percebiam. Talvez fosse esse motivo que os levava a se afastarem do ryujin.

Ao ouvir uma voz vinda do topo das escadas, o chamando, Jin se levantou, deixando os dois a sós.

Azin apoiava o rosto na mão.

“Garoto bipolar...” Bufou Dio em seus pensamentos ao ver o rosto entediado do mais novo.

–Nee... Está queimando. –a voz arrastava-se, o tom levemente sensual, o que Dio percebia de longe em toda e qualquer criatura.

Dio movimentou a colher mais rapidamente na mistura pastosa e quase negra que tinha feito. Não era expert, mas estava tentando. O problema era ter alguém falando atrás, como o guerreiro estava fazendo.

–Cala-a-boca que não queima. –rosnou mexendo com força, sua mão mal sentindo a temperatura do cabo. Dio estava já imaginando quem chegaria agora para perturbar. Sua seta feira já estava ruim, agora ele nem podia descansar?

–HELLOW! Dio! Essas pizzas aqui são pra alguma comemoração? –perguntava quase já babando o druida que abria as tampas das caixas para ver as delícias da massa, o cheirinho revigorante de bordas de catupiry e cheddar e os cheiros suculentos das rodelas de carne misturados à azeitona verde e preta além do queijo nada economizado e derretido caindo pelas bordas. –Quando eu cheguei eu vi o entregador e peguei pra gente.

–PRA GENTE?! EU paguei. EU vou comer. Agora se me dá licença, eu não estou conseguindo fazer esse brigadeiro. –reclamava tomando as caixas e colocando perto de si, enquanto terminava o brigadeiro.

Ryan deu um passo pra trás com a grosseria e olhou Azin, estranhando a presença. Talvez Ryan fosse o que menos tinha problemas com o rapaz, e aturava, mas tinha momentos que até o pacífico elfo ficava furioso, especialmente quando estava já de mau humor com algo.

–Tá legal né? Vou pedir uma pra mim então... Azin, você decidiu onde vai dormir? –Ryan perguntou amigavelmente (se bem que ele também tinha recusado a presença do rapaz em seu quarto).

Azin sorriu.

–Dio é meu salvador.

–AHHH!! Quer dizer que você vai poder comer com ele?! –Ryan mal associou e rapidamente desviou a atenção novamente para a comida, o estômago roncando.

–Ei, ei, pare de ser guloso.

A voz calma o repreendeu, batendo de leve em seu ombro. Sieghart apareceu com leves olheiras e um pouco vermelho.

–Você bebeu, Sieg? –Dio tinha os olhos entediados ao ver o imortal *gota*.

–N-não! Não... Pizza! Brigadeiro?! Pera... VAI TER FESTA?! Cadê as meninas?

–Não-vai-ter-festa. Aqui tudo o que vocês fazem é compartilhado é?! –Dio despejou o brigadeiro na travessa e raspou o fundo, dando o que restou para o Ryan, que parecia que se não o dessem nada, ia devorar alguém.

Sieghart parou pra pensar, sentando-se ao lado de Azin sem nota-lo. Devia estar mesmo muito bêbado para não pressentir “um inimigo”.

–É que virou costume. Quando fazíamos tudo separado, sempre vinha alguém e falava “dá um teco”. Então resolvemos fazer tudo junto. Você que está fazendo diferente. –Sieghart defendeu. (Dá um teco?? –que bosta, eu me lembro disso da Turma da Mônica).

Dio franziu as sobrancelhas. Seria possível que não houvesse liberdade ali pra nada? Nem pra comer? Eram um grupo de elite, mas não chegavam a ser o exército dos fracos. Ele não queria fazer nada em compartilhamento, tanto que já tinha deixado claro que missões as quais ele não necessitasse de ajuda, não aceitaria nenhuma dupla ou grupo não interessava o motivo.

–Hunf. –suas mãos deixaram a travessa na pia esfriando. Em seguida se dirigiu ao lado, abrindo o pote de morangos e começando a lavá-los.

–AHHHHH! QUE DELICÍA!! PARTYYYY! –a voz berrante soou com dureza novamente. Mas porque diabos Amy tinha voltado?!

Dio segurou sua respiração. Ele não era disso, mas se pudesse e sentisse vontade de chorar, ele choraria.

–O Ryan disse que vai promover uma grande festa em nossa base hoje em comemoração à entrada da Holy!! –ele exclamou começando a dar voltas. Dio sentiu seus olhos doerem. “Quanto rosa, meu santo Hades!”.

–Pelo que eu saiba o Azin entrou também. Então a festa seria para os dois. Não é? –comentou Sieghart ainda muito bêbado para raciocinar o que dizia.

Parecia que tudo ficou em silêncio e Dio voltou-se para trás para ver porque o maravilhoso silêncio FINALMENTE abateu-se sobre o prédio. Em seguida, ainda olhando abismado, todos começaram a ouvir passos pesados descendo as escadas. Apenas o tom da batida dos sapatos, quer dizer, dos pés descalços já diziam de quem era.

Na porta apareceu um monstro ruivo acompanhado de uma garotinha de cabelos verdes.

–E-Elesis, não fui eu! –Amy já se defendia.

Elesis encarou mortalmente do albino para Sieghart.

–Você é um velhote sem vergonha mesmo né? Como pode dizer que o Azin merece festa depois do que nos chamou?!

O albino mostrou claramente que estava se divertindo e que adoraria rir. Mas seria melhor evitar uma surra da Sieghart não é? Dio voltou-se para frente, começando a cortar as frutas em cima de um potinho.

“Acho que vou estourar pipoca... Assim eles não comem tudo e eu tenho mais chances de comer minhas pizzas.” Pensava malévolo cortando mais rápido.

–B-BRIGADEIRO?! –Elesis estava segurando Sieghart pelo pescoço, mas ao avistar o doce ao lado de Dio o jogou para fora da cozinha, onde permaneceu e correu até Dio.

–Oe-oe Dio... Para quem é tudo isso? Para a namorada?

–Que namorada, Elesis? Que namorada? -perguntava irritado pela inconveniência daqueles humanos que mais pareciam pedintes do que guerreiros.

–A Rey.

Dio cortou o dedo quando ouviu.

–PO***!!

–DIO! NADA DE PALAVRÃO NA MINHA FRENTE! –Elesis o acertou com um soco no estômago o fazendo cair no chão.

O maior contou até 20 em sua mente antes de se levantar. Tempo suficiente para Elesis terminar o falatório como líder.

–Terminou? –perguntou segurando a faca novamente e a fuzilando com os olhos vinho.

Era possível ouvir os murmúrios risonhos de Azin que ria muito com tudo o que estava acontecendo. Dio já planejava... Quando fossem para o quarto, iria bater no cara. Não tinha como suportar aquele risinho descarado muito tempo.

Mas até agora, nada que tinha acontecido tinha o feito ficar realmente furioso. Dio pelo menos imaginava que, por enquanto, nada pior tinha acontecido.

Assim que terminou as coisas, estourou a pipoca, com mais umas 10 interrupções, ele subiu ao quarto, abandonando todos com os potes de pipoca e as pizzas portuguesa e calabresa.

As vozes do lado de baixo diminuíam e provavelmente estavam assistindo algum filme na sala. Fechou a porta, mas logo que virou ela abriu. Um rosto calmo apareceu na fresta e pronunciou-se rapidamente antes que pudesse resmungar.

–Dio, porque não desce e fica com a gente?

Mari parecia bem mais interativa do que antes. Mas ainda assim, Dio achava perigoso se envolver demais.

–A Rey está lá?

Mari assentiu. Era óbvio... Rey adorava importuná-los também. A asmodiana sempre dizia que era superior, mas sempre estava junto com eles. Era até engraçado.

–Tudo bem, Mari. Eu ficarei por aqui. Você vai lá?

–Estou num projeto importante com a Arme, mas acredito que passar uma única noite com os amigos não é problema nenhum.

Ela acenou a cabeça, como num movimento respeitoso e saiu. Dio ouviu o silêncio dentro do quarto e bufou. Não era de seu costume sentir-se sozinho. Mas então agora aquele sentimento incômodo o estava roendo por dentro devagar. Não fazia mal descer um pouco. e simplesmente permanecer junto deles.

“Na verdade é uma tortura... Mas não é assim que são os amigos? Pelo que sei ‘amigos’ não devem ser assim.” Dio mordeu um pedaço da pizza, sentando-se no puff roxo de seu quarto.

Passou alguns minutos e ouviu risadas. Sua mente estava distraída naquele momento.

Sentia-se igual ao comum. Sozinho. No que mudaria estar entre eles?

–Oi.

Dio se pôs de pé quase empunhando a Death Star, mas suspirou quando viu Azin pendurado na janela naquelas roupas novas. “Caíram bem, mas a personalidade continua ruim.”

Sorrindo maliciosamente, Azin adentrou e colocou-se na frente de Dio.

–Não vai descer?

–Não.

O maior não o olhou. Apenas esticou a mão e estendeu a mão para um controle e ligou a tv. Em seguida alcançou outro controle, clicando para que o Playstation ligasse e depois tomou o joystick do lado.

–Vai ficar aqui mesmo? Tem alguns falando que você é muito antissocial... –Azin comentou sentando no parapeito da janela, com uma perna dobrada.

–Eu não sou o único.

–Mas o Lass e o Lupus saíram é diferente. Você se enfiou aqui sem querer olhar pra ninguém.

–Eu não sou humano. –Dio não o olhava para não perder a paciência.

Seria possível que, mesmo sendo um asmodiano, ele não tivesse nenhuma garantia de ser inatingível às emoções que aquele grupo estava o fazendo sentir?

Azin estranhamente ficou calado. Dio não deu a mínima atenção a isso. Desde cedo aprendeu que com pessoas iguais à Azin o que vale mais é o desprezo. Não se mostrar abalado, não perder a calma durante uma luta com ele, se mostrar “superior”, tiravam o rapaz do controle completamente. Azin sempre se alimentava das fraquezas das pessoas, o que chegava a ser injusto e ruim para si mesmo, contudo, ele não se importava com ninguém além dele mesmo.

Dio via a entrada do game e apertava o joystick preto e roxo nas mãos com certa força. Toda vez que pensava demais ficava assim, apertando o que estava segurando. Suas sobrancelhas se juntaram no momento em que se pegou imaginando o motivo de Azin ser tão recluso e maldoso.

“Normalmente isso deveria acontecer somente com o Jin, que é seu rival. Mas mesmo depois da luta entre eles... Azin ainda não desistiu e ainda foi audacioso o suficiente para convencer a Lothos a ser membro”.

Dio moveu o personagem alguns segundos. Nem se lembrava do nome do jogo, e nem quem queria metralhar... Mas sentiu quando Azin sentou-se ao seu lado, no puff branco.

O asmodiano moveu os dedos e parou de pensar assim que o primeiro alvo de seu rifle Maverick apareceu. BANG!

–MORRE DESGRAÇA!

O tom de sua voz furiosa fez o ryujin o olhar assustado. Dio exprimia sua raiva toda nesses jogos, o que era uma benção desde quando os conheceu. Atirava como expert e poderia se comparar a Lupus no mundo real.

–Acho melhor ir devagar ou o joystick vai quebrar. –Azin comentou com um sorrisinho maléfico e largo.

Dio o olhou um segundo e depois voltou a olhar a tela, concentrado em destruir os inimigos.

–Não, não! Esse não é o adversário, não!

–Quanto mais falar, mais eu vou errar seu idiota!

Assim que percebeu, seu joystick estava nas mãos do rapaz que apertava tão loucamente quanto ele.

–ALI VIU?!

–Me devolve!

Dio tomou o controle e continuou, tentando ignorar o rapaz que pegou a pizza e começou a comer também. Ele olhou para o canto e viu outro controle enrolado pelo fio, bem guardado.

Dio nem percebeu o guerreiro ligando o fio, apenas o mandava sair da frente, pois estava batendo o recorde.

Assim que os minutos passavam, o asmodiano e o ryujin davam intervalos entre si, comentando sobre as fases. Foi percebendo que a pizza estava no fim e que estava com sede. Pausou o jogo.

–Vou pedir mais pizza. –falou se levantando.

Ao tempo que se esticava, sentiu o olhar de Azin. Dio o fitou um segundo, parecendo um pouco distante da realidade. Para o asmodiano não era nem um pouco normal se dar bem com Azin de um segundo para o outro, o que o levava a pensar que ou o rapaz estava planejando algo, ou simplesmente estava se sentindo sozinho.

O rapaz ainda estava sério.

–Busca uma coca pra mim?

Dio segurou o ar.

Um minuto. Um minutinho... AR!!! Dio virou o rosto sentindo sua pele esquentar tão repentinamente! O rosto de Azin... Estava tão vermelho. Dio ficou perturbado com isso. Ele assentiu com a cabeça e saiu do quarto, porém, ao por os pés para fora sentiu uma tremenda vontade de correr, e foi o que fez.

Pausou na sala, pegando o telefone do gancho ao mesmo tempo em que via os “amigos” concentrados no filme de terror. Arme virou-se para vê-lo ali e ficou curiosa, mas o mais velho alto apenas balançou a mão para que ela o ignorasse. A roxinha assentiu e continuou encolhida junto aos outros.

Enquanto ouvia os Tu-Tu-Tu, pensava, tentando se acalmar sobre aquilo que viu estampado no rosto do famoso “pé no saco da GC”, Azin. Os olhos vermelhos brilhando, gordos e chamativos, a boca convertida em um bico não muito forçado, as bochechas cheias e vermelhas e os dedos brincando nas teclas do joystick preto que instalou.

–Pizzaria Maabele.

–Entrega de uma pizza de frango com catupiry e uma de presento e queijo na sede da Grand Chase.

–Sim, senhor. Seu pedido está anotado e será entregue em dez minutos. Obrigada e tenha uma boa noite.

O telefone foi pousado no gancho e o rapaz respirou. Foi até a cozinha, ainda despercebido dos outros e pegou uma garrafa de 600ml de Coca-Cola e outra de guaraná.

Seus passos pouco fizeram som, mas sua mente estava mais focada no que ainda sentia se remexendo em seu estômago. Ele poderia ficar facilmente atraído por aquele tipo de expressão independentemente de quem a fizesse. Não importaria nem mesmo se fosse o Lupus capaz de fazer uma cara tão shota. Mas Dio, antes de ver com os próprios olhos, só achava possível que apenas uma pessoa do sexo masculino no grupo da GC era capaz de fazer tal expressão: Lass.

Ao abrir a porta, deu-se com o rapaz esparramado no puff, esperando entediado. Ao ver Dio outro sorriso duvidoso se implantou. Dio nunca saberia por que aquele cara era tão bipolar.

–Que rápido.

–Não foi demorado porque ninguém me viu. Por sorte. –sorriu com maldade também na última frase.

Azin deu um riso nasal e baixo, tirando o pause. Seus dedos moveram-se e ele atirou algumas vezes nos pontos específicos que ele já sabia que levaria ao próximo nível. Dio nem olhou para a tela, mas para a expressão de Azin, curioso para desvendá-lo.

–Você esqueceu o brigadeiro não é? –perguntou o rapaz sem tirar os olhos da tela.

–Eu coloquei na geladeira porque ia deixar pra amanhã. Os morangos a Amy roubou. Mas acredito que tudo vai sumir ainda hoje. –sorriu controlando o tom de voz e olhando o jogo.

Eles trocaram e Dio pegou seu joystick pousado no chão, continuando no próximo nível.

Azin se remexeu algumas vezes, pegando a garrafa da bebida de cor caramelada e gelada, dando goles de tempos em tempos. Observava Dio também.

Um relógio apitou em cima do criado mudo.

Dio pausou e virou-se para ver 01h00min. Como ele não sentiu sono?

–Faz muito tempo desde que estamos aqui não é? –Dio perguntou salvando o jogo e desligando, pousando o controle em qualquer lugar ao lado.

Azin concordou com a cabeça, bocejando um pouco. Se levantaram e passaram a resolver como ia ser a separação das coisas no quarto. O ryujin não era mesmo do tipo homem arrumado, e deixou tudo espalhado em pouco tempo, enfurecendo Dio em poucos minutos. Mas se contendo, o asmodiano falou já cansado e quase desmaiando.

–Deixe assim mesmo. Durma onde quiser menos na minha cama. –resolveu ao tempo que se virava para o guarda roupa do outro lado do quarto e tirava uma regata branca, uma cueca azul marinho e uma bermuda um pouco curta para dormir.

Dio sem cerimônias foi tirando a blusa que vestia, trocando-a pela regata que marcou seu corpo. Seu cabelo estava no estilo curto ultimamente, mas seus chifres continuavam naquela cor azul brilhante neon.

Azin demorou uns segundos para poder tirar os olhos das costas musculosas de Dio que apareceram e em seguida foram cobertas pelo tecido branco, marcando o que ele tinha acabado de admirar. Azin mordeu o lábio um instante. Pensamentos impróprios em momentos impróprios.

Mal acabava de ter um contato que poderia ser amigável com alguém e agora estava assim: “secando” o outro?

Mas como não fazê-lo? Músculos tão bonitos e tão bem desenhados, alto, cheiro de pecado, cabelos finos e sedosos... Assim que Dio percebeu o olhar sobre si, virou-se apenas o suficiente para ver o ryujin com os olhos no chão.

–O que foi? Quer um colchão? –sorriu debochado o asmodiano que já deduzia o motivo do olhar intenso que estava sentindo.

Azin assentiu com a cabeça, voltando a se sentar no puff enquanto coçava os olhos disfarçadamente. Mas estava tarde mesmo.

Dio sentiu uma real vontade de sorrir e se dar um milhão de vitórias. Estava tendo uma maravilhosa sensação de superioridade, por Azin não já mostrar aquelas expressões convencidas e parar de sorrir debochado em sua presença — e na de todos -.

Em cima do guarda roupa havia um colchão flexível do estilo casal enrolado. Dio nem se lembrava de como aquilo foi parar em seu quarto, mas acreditava que fora Lothos alegando que não tinha mais nenhum lugar para guardá-lo.

Estendeu o colchão fofo de um tecido branco em frente à televisão, onde tinha espaço livre o suficiente. Dio empurrou os puffs de encontro à parede ao passo que Azin pegava travesseiros dentro do armário nada pequeno do asmodiano.

–Nee, Dio... Seu joystick. –falou estendendo o controle enrolado para Dio do outro lado do colchão.

Assim que se virou para pegá-lo, a ponta do colchão enroscou em seu pé e desequilibrou-o. No mesmo momento que inclinou para frente tão de repente, agarrou o pulso de Azin e acabou caindo de cara no chão, o corpo destravessado no colchão e Azin caído de barriga para cima ao seu lado.

O rapaz de cabelos brancos estava com os olhos arregalados com o susto. O controle caído em cima do colchão mais longe e então, sem querer, começou a rir.

–Que tombaço... –comentou com os risos na voz sem vontade de levantar.

Dio se apoiou pelos cotovelos e esfregou o nariz dolorido, olhando para o rapaz ao lado. Os cabelos estavam espalhados dos lados de sua cabeça, o sorriso mais sincero que Dio poderia ter presenciado na Raposa Azul. Aquela mecha de cabelo presa naquele enfeite preto do lado da orelha esquerda estava encostando no chão e a franja jogada para trás mostrava a testa revelando todo o rosto.

Dio sentiu uma vontade de rir também. Os fios de cabelo brancos estavam tão repicados que uma parte sobrepunha as outras com uma mecha duas vezes maior que o resto. Azin parou de rir, mas ainda tinha um sorriso olhando para Dio também.

Os dois ficaram apenas sem dizer nada, bem próximos. Dio invadiu os olhos brilhantes do rapaz e se inclinou por cima dele com o braço esquerdo, interpondo-o no espaço ao lado da cintura. Seu rosto se aproximou rápido, mas sem ser repentino e seu nariz roçou o do outro, que fechou os olhos respirando alto. Dio moveu a cabeça para o outro lado e roçou os lábios na bochecha do guerreiro, sentindo o rosto do menor roçar no seu também o buscando, suas mãos levantaram um pouco tocando os lados da regata, puxando-o.

Dio entreabriu os lábios, passando a língua quente pela pele branca e macia. Algo como que doce e comestível. A mão direita do mais velho se moveu do chão para a cintura de Azin, rapidamente apertando os dedos por cima da camisa azul.

Azin estremeceu com o contato dos dedos em sua cintura, onde tinha pontos nervosos bem sensíveis, o fazendo se encolher um pouco com as pernas e seu rosto avermelhar com o contato áspero da língua e a saliva espalhando até chegar por cima de seus lábios, onde instantaneamente abriu os lábios.

Suas bocas se encontraram ao tempo que seus corpos grudaram. As mãos do menor, passando pela nuca do asmodiano e adentrando os fios vinho. Suas línguas molhadas encontraram-se entrelaçando.

Dio sentia seu coração disparado, uma excitação repentina atravessar seu íntimo. Com Azin não deveria ter outra coisa: seus olhos estavam gordos, a expressão parecia estar sofrendo com a falta de contato com todas as vezes que se separavam para tomar ar. Seus dedos buscavam acariciar o rosto do asmodiano, o pescoço e descia pelos ombros até passar para as costas, para puxar a blusa a cada beijo intenso.

O mais velho nunca entendeu porque Azin foi tão entregue. Nem porque só agiu assim com ele uma única vez. Porém, o mais importante naquela noite foi viver com aquele humano aquele momento apaixonante.

Se lembrava bem do momento na hora que eles rolaram para cima do colchão com o de cabelos brancos por cima com um olhar luxurioso e alisando Dio de forma despudorada.

Os dedos atrevidos correram seu pescoço. Sua língua passava pela clavícula, em seguida provocando o maior com dentadas um pouco fortes dos dois lados do pescoço, devagarinho, chupando-o um pouquinho aqui e lá.

Seu quadril sobre o abdômen se mexia de acordo com que movia a cabeça e com as mãos alisava os cabelos e passava os dedos nos mamilos do asmodiano por cima da regata.

Azin sorria malicioso ao ver as expressões do mais velho que apreciava o momento. Sentia sua bermuda apertar seu membro rígido, a boca do menor o atiçando, mas se controlando ao tempo que ele descia a boca para seu ombro e o chupava com força, marcando-o.

–Azin...

O rapaz o ignorou, apertando os joelhos no colchão e movendo seu corpo para esfregar-se no quadril de Dio. O maior rangeu os dentes no momento em que fez isso, sentindo a forma das nádegas acariciando seu pênis.

Assim que o asmodiano tentou se levantar, Azin o empurrou de volta, ficando de quatro sobre ele, Dio olhou para baixo ao tempo que o mais novo abria sua bermuda e abaixava sua cueca um pouco. A mão quente e pequena comparada a sua, pouco áspera, macia e delicada, tocou-o por cima, lentamente.

Dio observou-o sorrir maléfico enquanto envolvia apenas a glande e a pressionava devagar e passava o polegar pelo buraquinho, fazendo-o endurecer ainda mais, quase se contorcendo. O maior sentou-se passando a mão pelo rosto do menor, apressado.

Azin estendeu a língua e tocou-o superficialmente, lambendo a cabeça do lado. Dio fechou os olhos sentindo a umidez daquela boca viciante.

A outra mão de Azin encaminhou-se para dentro da cueca tocando o saco do maior, acariciando as bolas razoavelmente grandes. Sua boca tocando a cabeça por cima, para sugar um pouco como algumas pessoas fazem com o topo do sorvete picolé, apenas sentindo o gosto. Dio abriu a boca um pouco com o corpo fervendo e seu baixo ventre começando a se contrair. Azin passou a língua, agora envolvendo a mão no membro, parecendo estar mais apressado para se satisfazer.

–H-Hmn...

A voz de Dio já não era a mesma, rude e imponente. Se apresentava mais suave e mais abafada, como se precisasse de mais ar para falar. Suas mãos passaram pela testa do menor, empurrando os cabelos para trás para ver a face completa do garoto que engolia seu membro com lentidão apenas para provocar Dio ainda mais.

“Eu poderia me apaixonar por esse rosto”. Quando o nariz de Azin encostou-se à sua pele, com a boca cheia e lutando para abrigar o membro todo. Dio apertava a cabeça do menor, buscando não o deixar se afastar. O calor que o envolvia, a saliva que se formava na boca do menor e escorria pelos cantos, a garganta que se mexia tentando respirar instigava sua glande e os lábios do menor acariciavam o corpo de forma adorável.

Azin fechou os olhos, se apoiando nas coxas de Dio e começou a se afastar.

–Ahh-... –Dio esticou a cabeça para trás esticando-se no colchão.

Azin chupou-o com força, fazendo o movimento de vai e vem lento pra se acostumar, depois aumentando, a saliva escorrendo pelo membro saltado, seus dedos massageando o corpo em um movimento contrário.

Azin soltou o membro com um estalo, masturbando-o mais rápido, apenas olhando. Dio viu-o abaixar a própria calça branca e a cueca para se masturbar.

–D-Dio...

O menor fechou os olhos e aproximou a virilha da do maior, encostando os membros e os masturbando juntos, com as duas mãos. Dio sentou-se, seu tesão já no limite, agarrou as mãos do menor e as apertou com força, fazendo o garoto dar um gemido com a força imposta.

–AH-... Dio, não ass-...

Dio retirou as mãos do ryujin que já havia deixado fazer o que queria por muito tempo. Tomou o membro do menor, branco, cabia em sua mão perfeitamente, soltava o pré-gozo. Apertou-o até que o de cabelos brancos apoiasse seu rosto no peito de Dio, gemendo alto.

–AHh- N-não... Dio pare!

Dio sentiu as mãos do menor apertarem seus braços, o movimento se intensificando. Ele não precisava diminuir nada, o tom da voz, arrastada e mansa, estava perfeita. Ele continuou até que Azin puxasse sua regata com força, impulsionando seu quadril pra cima no segundo em que teve o orgasmo.

Azin gemeu arrastado com o rosto escondido pela franja, os lábios tremendo e sendo mordidos por seus dentes, a saliva marcada até o queixo. Dio enlaçou os braços em torno da cintura do menor e o puxou para sue peito.

Azin pousou o rosto na curva do maior.

–Por que você decidiu fazer isso comigo?... –sussurrou ainda sem entender e tão ofegante a ponto de quase não falar. Seu coração pulava e o impedia de fazer outra coisa além de se apertar no maior.

Dio não respondeu. Como esperado dele, mas o arroxeado deu um sorrisinho.

–Você não precisa se preocupar com nada. –e o maior o impediu de dizer algo, tomando a boca pequena, sua língua passando pelos caninos pontudos, assim como seus próprios.

Sua mão parou na nuca do menor, o fazendo retribuir, num beijo demorado, molhado e envolvente. Azin sentiu seu corpo inclinar pra trás, sem soltar-se daquele beijo que mexeu com sua cabeça, deixando-o sem reação.

Sentiu sua bermuda e cueca abaixar até suas coxas, fazendo com que as levantasse para ajudar o maior em seu serviço apressado. As mãos grandes e ásperas tocaram atrás de sua coxa, dobrando-a sobre seu corpo, apertando-a de baixo para cima enquanto a outra mão estava concentrada em tirar o resto da roupa do menor e jogar para trás.

Dio interposto entre as pernas do rapaz nu beijava-o, os dedos alisando a barriga lisa e empurrando cada vez mais a camisa para cima. Seus dentes rasparam pelo pescoço e sua língua acariciou o mamilo rosado, sua boca envolveu-o, chupando a pele toda, quase deixando uma marca avermelhada sobre ele. Mordeu o outro, apertando o que chupou com os dedos, Azin se contorcia, seu corpo pedindo por mais.

–Haa-ah...

Seu pescoço esticou-se sentindo Dio descer a língua por sua barriga e morder sua pele em vários pontos. Ele estava tão quente, tão próximo...

Dio desceu uma mão para o meio das pernas do rapaz, tocou os testículos macios, fazendo Azin segurar um gemido mais constrangedor e foi mais abaixo, tocando a entrada com os dedos devagar.

–NAA!! –Azin virou o rosto convertido em dor para o outro lado com o maior rudemente apertar o indicador para dentro. –Dio, não vai tão forte...

Dio soltou um risinho debochado para o lado, adorando a expressão submissa. Azin tinha as bochechas tão vermelhas, os olhos tão chorosos, e estava tão excitado que Dio não se importaria de penetrá-lo a seco.

Azin se conteve em olhar, mas Dio tinha se afastado um instante apenas para vê-lo inteiro.

Por que olhar para ele agora parecia tão difícil?

Dio se inclinou, acariciando o rosto de Azin e pegando uma mão entre a sua, beijando-a. Azin se arrepiou um instante.

O que isso significa?

Azin apertou os olhos, seu rosto corando ao sentir a boca de Dio o beijar na boca com delicadeza. Beijando-o diferente. Ele se deixou levar e Dio abaixou o corpo, penetrando-o com o indicador, movendo-o alguns segundos, para depois, com Azin parecendo mais relaxado, inseriu o próximo, movendo-o mais rapidamente.

–Dói... –Azin sussurrou com vergonha.

Dio sorriu, seus olhos afilados brilhando e retirou os dedos, afastando as pernas do menor. As coxas lisas apoiadas em seus braços. Azin abriu a boca ao sentir o rosto de Dio abaixar e a umidade tocar sua intimidade.

–AH!! D-DIO!

Azin apertou os dedos no tecido branco, quase arrancando-o ao sentir a língua do maior invadir o canal e sugar a pele. Os lábios quentes o incitavam, roçando na pele e espalhando a saliva, soprando ar para dentro e sugando.

–AHH!!! AHH!

Dio levantou o rosto finalmente depois de um minuto intenso que rendeu outro orgasmo ao menor. O peito de Azin se movia para cima e baixo, parecendo muito exausto.

–Ah... Dio, eu nunca senti isso com ninguém... –falou com o rosto vermelho.

O maior não poderia ter outra reação. Seus olhos se abriram um pouco mais e ele sentiu-se tocado. Um pouco mais, ele podia sentir uma nova aceitação e que não poderia decepcionar o menor.

–Então apenas sinta. –respondeu tocando seu membro e invadindo o canal com cuidado o quanto possível.

–N-NGH! –Azin mordeu os lábios, apertando os braços em volta do pescoço de Dio.

O suor passava a se mostrar pouco a pouco. Dio respirava forte, tentando controlar a situação e se instalar da melhor forma, mas estava apertado, muito seco e a contração que o menor fazia já o deixava enlouquecido para meter de uma vez sem dó.

–D-io... –chamou o menor sentindo que estava sendo rasgado por dentro, uma dor alucinante e o tesão o matando. –Vai de uma vez, por favor...

Dio piscou os olhos, não achando uma boa ideia. Seus braços pegaram o menor e o trouxeram para seu colo, fazendo-o quase gritar.

–N-Não... Não, Dio, assim não...

A voz melosa apenas o fazia perder a razão. Nada como isso havia acontecido, mas Dio mal conseguia pensar com seu membro sendo esmagado a toda enquanto Azin gemia dolorosamente.

–Me perdoa.

Dio segurou no quadril liso e o forçou para baixo devagar. Azin gritou realmente, mordendo o pescoço de Dio para se distrair. O maior sentiu o sangue sair de seu pescoço e deslizar devagar pelos lábios do menor. Quando tocou o fundo, Dio parou de força-lo, voltando a abraça-lo.

Azin soltou-o e não afastou o rosto, os olhos chorosos e o canal doendo, mas ainda estava lá aquela sensação boa.

Lentamente, os dois passaram a se beijar de novo, voltando a sentir a excitação de acordo com que se moviam. Azin passou os dedos para os ombros de Dio novamente e este passou a deslizá-lo para baixo outra vez, ainda resistindo aos resmungos.

Dio apoiou-se num cotovelo e mexeu-se uma vez, vendo a expressão chocada. Azin sentiu uma forte dor, e novamente, a dor foi passando com o tempo. Na verdade, ela estava presente o tempo todo, mas se acostumou a ela.

O maior o envolveu completamente quando notou-o ceder. Ainda conteve-se, mas exigia um ritmo e o alivio parecia se aproximar junto com os sons altos que faziam sem nem se lembrar que havia pessoas ali no prédio.

–Ahh- ahh... AAhh... V-ai... Hhmm...

Dio aumentava a velocidade, seu pênis pulsando, enterrado no ânus avermelhado e esfolado. Sem muita paciência a mais, segurou as coxas e impulsionou-se com violência, fazendo o menor jorrar o esperma junto com um palavrão, excitando-o de forma inimaginável.

–Seu cachorro... Grita mais alto pra todo mundo ouvir... –provocou também ofegante, o suor descendo os músculos e marcando-os na regata ainda mais.

O cheiro impregnou-se no ar em volta deles, o cheiro do sexo atingia-os sem piedade os excitando a continuar ainda mais.

Azin relutou em pedir para Dio parar, mas quando fez o maior também não o ouviu. Os dois se agarraram, virando-se e atiçando-se loucamente, as mãos espalmando-se e masturbando-se.

O rosto e o peito do menor se esfregavam no colchão, as coxas dobradas e a bunda empinada para o maior o estocando com força e sem intervalos. A mão trabalhando no membro alvo e endurecido.

–Como você é pervertido, Azin...

–AAhh, n-naa... Di-Hmn!

O menor sentia a pele se afundar e ser puxada junto com o pênis do maior, piscava involuntariamente. Sua voz estava tão grave que, acreditava, não iria conseguir dizer mais nada em pouco tempo além de sons sem sentido. Seu pênis latejou, e sentindo o membro em seu interior pulsar, não conseguiu mais se mover, suas pernas travadas e seus ossos dos quadris ardendo, na verdade todo seu corpo doía.

Dio retirou o membro envolvido pelo líquido consistente, mas não pode impedir que o gozo despejasse sobre a bunda redonda e branquinha do menor, a qual o ânus aberto e quase sangrando também escorria os orgasmos anteriores.

Dio passou a mão pelos cabelos, vendo o que tinha feito. Não que estivesse arrependido, mas ao contrário, foi ótimo. Foi algo além do que imaginava. Seu peito movia-se com velocidade, mas recuperava-se aos poucos.

Respirou fundo, tocando o corpo do menor. Azin virou o rosto para si, sonolento e exausto.

–Hm?

Dio não conteve um sorriso cansado. Acariciou os cabelos brancos e o virou devagar, recebendo uma careta.

–Quer tomar um banho?

Normalmente ele tomaria um banho e deixaria o outro se danando ali, mas sentiu-se bem diferente com aquela transa boa. Pareceu ter mais do que sexo e isso o alegrou um pouco, o relaxou. Mas não garantia que não deixaria remorsos no outro.

–Quero.

Dio o olhou e esperou alguma reação.

–Você me leva. Não consigo me mover. –falou com um sorrisinho debochado.

Bem, ninguém é perfeito.

–Você é cara de pau hein?... Ande. –falou Dio com uma gota puxando o corpo do menor do melhor modo possível.

Assim que se levantaram, ouviram um som de algo caindo ao lado. Olharam curiosos e viram o joystick... Estava com os botões para dentro.

–NÃOOOOO! MEU JOYSTICK QUEBROU!!!

Fim

Notas finais
Me perdoe Naty-chan. Eu não fazia ideia se era AzinxDio ou DioxAzin, e como eu escrevi ontem e você não me mandou nenhuma mensagem me dizendo eu fiz assim. Gostou?Gostaram??? Eu nunca entendi bem o Azin, sempre adorei ele, mas na minha imaginação ele é o cara odiado por todo mundo que zoa todo mundo e é estraga-prazeres. Mas é lindo mesmo assim.AHHH!!! Bruninha chan obrigada pela recomendação, eu espero mesmo que todas as histórias sejam boas como essas primeiras! Tomara que não me falte criatividade!Essa ideia do joystick... Bem, eu sempre quis escrever algo com joysticks. Mas é algo meio tosco, o final também! Lembram-se que o controle foi jogado em cima do colchão né? Bem , eles quebraram ele. Tosco né?Arigatou minna! Reviews? Jaa na!