Xeque-Mate
4 Capítulo 4 - Surpresa tão rude
Notas iniciais
_Solte-a agora!_ gritou Leon, entrando na sala e jogando o homem para longe de mim.
_Leon, Leon_ falei abraçando e me apertando contra ele.
Ele me colocou atrás dele.
_Por favor, me deixa ir embora_ pediu o homem_ eu nunca mais vou fazer isso com você_ prometeu olhando prá mim.
Leon riu sem qualquer vestígio de humor.
_E qual a garantia que você nos dá de que isso não vai mais voltar a acontecer?
_E qual a garantia que vocês me dão de que não vão falar para polícia?
Leon fechou as mãos em punho. Eu nunca havia o visto daquela maneira.
_Saia daqui imediatamente._ ordenou Leon._ E ainda hoje vamos comunicar a polícia. E se tentar algo de novo com ela..._ ameaçou Leon_ eu terei que arrancar uma coisa que fará muita falta.
Leon me tirou da porta e o marginal correu. Leon respirou fundo, chorando e olhou prá mim, que também chorava.
_Mil perdões por ter me atrasado.
_Obrigada por mesmo atrasado você ter chegado._ falei soluçando.
_Ele fez algo com você?_ perguntou sugestivamente.
Eu corei.
_Não... Ele ia..._ refleti.
Leon pegou o celular no bolso e ligou para polícia e contou o que aconteceu eu estava atrás dele, trocando de roupa e tirando a maquiagem, em alguns lances, vi Leon dar leves espiadas enquanto eu colocava minha blusa.
Sentei ao seu lado e ele finalmente desligou o telefone.
_Meu pai disse que vai pedir para que todos os outros delegados fiquem atentos, já que avisou pros seus amigos. Fique tranquila, eu vou ficar com você o tempo todo_ prometeu ele._ Violetta? Precisará contar para o seu pai._ assinalou.
Eu engoli seco, tremendo.
_ Como vou contar?
Ele refletiu um tempo e depois disse.
_Obviamente vamos contar juntos; isso é o que importa._ ele fez uma pausa longa e depois beijou meus cabelos._ Vamos embora?
_Vamos.
Leon e eu subimos na moto e percebi que ele estava seguindo o caminho certo para minha casa, apesar de toda raiva que ele estava; eu percebi sua respiração tensa e seus dedos tremiam, enquanto ele guiava-nos até em casa.
Paramos logo e ele me ajudou a descer da moto e fiquei observando-o. Ele pegou minha mão e apertou-a contra a bochecha. Observei-o.
_Minha Violetta_ murmurou para si mesmo._ só minha..._ disse olhando para mim; eu ri.
_Sim, só sua._ falei._ E do meu pai, e da Angie, e da Fran e da Cami..._ ri.
Ele revirou os olhos e me deu um beijo na bochecha. Entramos em casa de mãos dadas, meu pai estava no escritório e quando nos viu entrando saiu do escritório.
_Violetta? De onde está vindo tão tarde assim?_ perguntou cruzando os braços.
_Eu estou vindo de uma gravação no U-Mix_ sussurrei._ E aconteceu algo muito ruim..._ iniciei.
Leon apertou minha mão forte, me dando força. Eu lhe contei o que tinha acontecido e eu percebi que ele segurava para não explodir; e quando eu finalmente terminei de contar, olhei prá ele, com lágrimas nos olhos.
_Se eu estou bem agora, agradeço ao Leon.
Leon sorriu tristemente para mim.
_Estou aqui sempre quando precisar.
Meu pai pigarreou.
_Bom, nós dois agradecemos a você, por tê-la salvo de qualquer coisa que ela não quisesse fazer. Obrigado, eu serei eternamente grato a você por isso._ disse apertando a mão de Leon._ Me desculpe se alguma vez te tratei mal, ou se disse algo a seu respeito que te magoou. Hoje eu percebo o quão idiota eu fui ao te julgar... Perdão._ falou meu pai.
_O senhor não precisa me pedir perdões, eu nunca me senti ofendido e o senhor é pai da Violetta, preocupa-se com ela assim como eu. Temos esse hobi em comum._ assinalou Leon.
Escutei barulhos na escada e eu, Leon e meu pai; andamos até a sala. Francesca e Camila estavam descendo a escada em um pulo, e me fizeram rir. Geralmente quando elas vinham até a minha casa em um horário que eu não estava; elas ficavam no meu quarto, mexendo no computador, lendo, escrevendo... Fazendo o que quisessem.
_Camila, seus parentes da Itália... Como estão?_ perguntou meu pai à Fran.
_Pai_ censurei._ Essa é a Francesca, e essa é a Camila_ gesticulei._ Garotas, agora vamos lá prá cima que temos muito que conversar... E Leon, vem também._ puxei-o pela mão.
Meu pai foi para a copa, talvez atrás de Ramalho ou coisa assim. As meninas subiram as escadas pulando e dançando e eu e Leon íamos um pouco mais atrás para rir delas e ter uma conversa mais particular.
_Eu disse que não seria tão difícil_ falou Leon.
Suspirei.
_Por que você vê o que eu não vejo?
Ele sorriu torto, e fez palpitar meu coração, como se beija-flores estivessem dentro do meu estomago...
_É porque alguns são cegos em alguns quesitos... Isso é normal._ disse.
Entramos no meu quarto e as meninas tiraram as sandálias. Leon não pareceu se importar, ele estava acostumado a receber Fran em sua casa e ela provavelmente deveria fazer isso também.
Fui até o meu armário e guardei os sapatos e a bolsa e voltei. Camila e Francesca estavam sentadas no chão, Leon estava sentado na minha cama e eu me sentei ao lado dele.
O silêncio tomou conta do momento.
_Francesca? O que de tão grave você tem a contar à mim e a Leon?
Ela engoliu seco.
_Eu já te contei da minha família italiana?_ perguntou ela.
Bufei e cruzei os braços.
_E o que isso tem a ver com o que vais nos contar?
_Por favor, me escute e não diga nada_ pediu ela em meio a lágrimas.
Apertei os lábios e Leon também ficou tenso.
_Na Itália, nós temos uma fabrica de vinhos. Meu irmão, o Lucca, trabalhava lá; assim como meus pais e o resto da família. Há alguns anos atrás, a Itália teve uma espécie de crise econômica e eu e minha família, apesar de termos nosso próprio negócio, também sofremos com isso.
Ela respirou fundo e passou uma mecha de cabelo atrás da orelha.
_Nossa família se separou. Lucca, meu pai e eu viemos para Buenos Aires e nossa mãe ficou cuidando dos negócios. Minha mãe descobriu a algum tempo que tem um sério tipo de câncer Vilu e Leon..._ disse limpando as cachoeiras de lágrimas que caiam de seus olhos.
Eu também estava chorando e Leon estava perplexo. Eu e Leon sabíamos como aquela história iria terminar.
_E depois de fazer alguns testes; descobrimos que eu sou a única que pode ajudá-la..._ a voz dela sumiu nesse momento._ Eu não quero perder minha mãe... Minha mãe tem o hábito de dizer que faria qualquer coisa por mim, mas eu também faço qualquer coisa por ela.
Camila também estava chorando e encostou a cabeça no ombro de Fran.
_Ela está internada em um hospital e precisa de uma cirurgia urgente; se não ela pode morrer._ disse olhando o chão._ Eu vou para a Itália, gente._ disse finalmente.
_Mas é temporário, depois você volta amiga._ disse pegando a mão dela.
Ela olhou para mim com um sorriso tristonho, com um tom de brincadeira.
_Não... Eu não vou voltar Vilu...
_Por que não, Fran?_ sussurrei chorando muito.
_Eu e Lucca temos que cuidar dos negócios da família, porque meu pai vai trabalhar em outra empresa aqui em Buenos Aires...
_Você vai desistir do seu sonho, então?_ perguntou Leon, sério. Lagrimas veementemente escorriam de seus olhos.
Ela também olhou para ele, seria.
_Eu terei que encontrar outro sonho então.
_Não encontramos outro sonho. Quando realizamos um primeiro, planejamos que encontremos outro. É assim que funciona.
Ela respirou fundo.
_Não esquecerei a música... A música é minha linguagem, é a maneira que eu pude tirar a timidez que eu tinha; é o que eu sinto toda vez que eu quero dizer o que eu sinto ou o que eu penso, pois...
_Cantar é o que sou_ completei pegando a mão dela, chorando.
_Sim... Cantar é o que eu sou_ disse Francesca._ Eu serei feliz, a música não será esquecida.
_E nós, Fran?_ perguntou Cami.
_Cami não seja boba_ advertiu Francesca._ Vocês estão todos guardados no meu coração, eu tenho um lugar especial para cada um de vocês... Eu amo vocês_ disse.
_Apesar de não entendê-la; eu também te amo._ disse Leon.
_Eu também te amo, Fran_ disse Cami.
Eu fiquei paralisada. Todos se sentaram no chão, abraçando a Fran. Leon ficou a direita, Camila à esquerda e Fran no meio; todos me olharam, como se eu fosse excluída e aquilo doeu em minha alma.
_Eu vou perder minha amiga_ murmurei desesperada para mim mesma.
Francesca e os outros ouviram.
_Não, não, Vilu._ disse ela.
Eu sorri tristemente.
_Você não tem noção do quanto você_ olhei Cami e Leon e corrigi_ vocês foram e ainda são muito importantes para mim? Foram meus primeiros amigos, as primeiras pessoas que eu realmente confiei; que eu realmente me importei.
Olhei para minhas mãos, corada.
_Vocês foram meus primeiros amigos e vou levar isso comigo para sempre... Mas, Fran_ disse olhando para ela_ sem você aqui não será igual... Eu não serei mais a mesma Violetta.
Francesca e os outros não tinham mais argumentos; Fran olhou para mim, pegou o violão atrás dela e começou a tocar uma canção:
“Veo veo que ves
Todo depende de que quieras ver
Piénsalo bien
Antes de actuar
Si te enamoras te puedes lastimar
Oye, escúchame bien
Respira y decante temblar cual papel
Si crees que si
Vuelve a intentar
Y no te rindas
Ni por casualidad.”
Cantou ela; Leon sorriu para mim_ logo aquele sorriso torto que me deixava tão nervosa_ e continuou a cantar; um sorriso surgiu em meus lábios e não queria mais sair.
“Mira el cielo
Intenta cambiarlo
Piensa que quieres
Y corre a buscarlo
Siempre tu puedes
Volver a intentarlo
Otra vez
Tu puedes
Otra vez
Si quieres.”
Camila também começou a cantar e eu finalmente me sentei em frente à Francesca, comecei a estalar os dedos e bater palmas no ritmo do violão e esperava para cantar na minha vez.
“Veo veo que ves
Olvida todo
Y díselo de una vez
Si crees que si
No puedes fallar
Será tu sueño hecho realidad.”
Era minha vez, balancei meu corpo no ritmo da música, batendo palmas e estalando os dedos.
“Mira el cielo
Intenta cambiarlo
Piensa que quieres
Y corre a buscarlo
Siempre tu puedes
Volver a intentarlo
Otra vez
Tu puedes
Otra vez
Si quieres.”
Paramos de cantar; já estávamos bem. Meu pai estava parado na porta do quarto e sorria, quando vi que eu o havia visto tentou se explicar:
_Eu ouvi a voz de vocês e achei a canção linda._ explicou._ Me desculpe.
_Não tem problema, pai._ disse sorrindo._ A música é linda mesmo, e não tem problema nenhum em aprecia lá... Muito pelo contrario, eu acho bom, muito bom que você se aproxime do meu mundo... Do mundo à que a mamãe pertencia e eu pertenço.
Eu vi a emoção nos olhos do meu pai e Leon segurou uma risada com essa situação; Francesca já estava bem e Camila também; meu pai estava prestes a adverter Leon sobre a mão dele sobre a minha, mas ainda bem que Angie chegou.
_O jantar está servido pessoal_ disse ela.
Meu pai foi em rumo à porta e disse por cima do ombro:
_Vejo vocês lá em baixo.
Angie detectou alguma espécie de tristeza em nós.
_O que foi, gente?_ perguntou ela, preocupada.
_É que a Francesca..._ eu estava dizendo.
Francesca beliscou meu braço e eu me voltei para ela.
_Eí? O que foi?
Leon percebeu.
_Angie, é que a Francesca esqueceu aonde colocou as fotos que tiramos no último show e as fotos eram de muita importância para todos nós e agora, estamos tristes por ela ter perdido as mesmas._ disse Leon.
Angie não desconfiou. Leon mentia muito bem.
_Fique tranquila, Fran_ disse ela._ Talvez estejam bem guardadas._ assinalou._ Agora, desçam, por favor._ pediu.
Angie saiu e fechou a porta e eu virei até vermelha de raiva para Francesca.
_Fran? Por que me beliscou?
Ela revirou os olhos.
_Vilu, vocês não podem contar para ninguém; eu não quero que ninguém saiba, eu sei que quer que qualquer um me empeça, mas é um desejo meu que ninguém saiba... Por favor.
Eu balancei a cabeça positivamente.
_Fique tranquila, eu não contarei a ninguém._ olhei para Leon_ Obrigada, amor.
_De nada, minha vida._ falou rindo e passando a mão por minha cintura e me abraçando.
_Querem comer aqui ou lá embaixo?_ perguntei.
_Aqui_ disse Cami levantando a mão.
Fran levantou a mão.
_Estou com a Cami. Aqui.
Olhei para Leon.
_Aonde você quiser_ ele disse.
Fiquei vermelha.
_Aqui, então._ me levantei._Com licença, gente._ pedi.
Desci a escada e cheguei até a sala de jantar. Jade, Matias, meu pai, Angie, Ramalho e Olga estavam comendo na mesa e havia mais quatro lugares vagos à mesa.
_Vilu!_ disse Jade fingindo admiração_ Como você cresceu!_ assinalou.
Revirei os olhos.
_E a viagem, Jade? Acabou tão cedo?_ perguntei irônica, cruzando os braços.
_Violetta!_ meu pai advertiu em tom repreensivo.
_Ah queridinha_ disse Jade_ eu acho que você deveria ir... Essas suas roupinhas estão tão fora de moda!_ exclamou ela.
_Como vê, estamos meio sem dinheiro e em casa de ferreiro, espeto de pau.
Ela jogou a franja para o outro lado e disse gesticulando.
_Não seja boba, Violetta! Ninguém falou de ferreiros e nem de espetos!
Fiquei impressionada com a burrice dela! Bem, burrice não, é uma palavra feia... Fiquei impressionada com a falta de inteligência dela; Matias atacava o macarrão, se comportando como quem que estivesse dias sem se alimentar... Era até nojento.
_Tem razão, Jade_ eu disse_ Meu pai tem muita sorte de casar com uma mulher tão boa, tão espirituosa... Tão inteligente!_ disse.
Ela fez uma cara de confusa.
_E quem aqui falou de espíritos, Violetta?_ perguntou ela.
_Esquece, Jade_ falei._ Olga, poderia me ajudar a levar alguns pratos com comida lá prá cima? É que não queremos nos juntar a alguns de vocês_ joguei a indireta.
Olga me ajudou a fazer alguns pratos e eu subi com o meu e com o de Leon e Olga com o das meninas; depois Olga nos levou os sucos. Disse que eram de três sabores: morango, maracujá e laranja.
Tínhamos que experimentar os sucos para saber qual era o de morango, afinal, Leon era alérgico; o de Fran era o de morango. Comemos em um silêncio incomum, éramos os 4 melhores amigos e um silêncio como aquele não era bom sinal.
_Vilu?_ chamou Fran.
Cami estalou os dedos em minha frente, como se estivesse tentando me trazer pra o mundo real. Leon olhou para mim, preocupado.
_Sim, Fran?_ disse.
_Você já compôs a música para o exercício do Pablo?_ perguntou ela.
_Bem_ eu estava confusa e poucas coisas vinham a minha cabeça_ de que exercício está falando?_ perguntei.
_Aí, Vilu_ reprovou Fran_ aquele que você tem que cantar com a Ludmila...
_Já decidimos a música e não vamos compor outra; vamos cantar “Te Creo”._ eu disse.
_E vocês, Cami e Fran, já decidiram que música cantarão?_ perguntou Leon.
_Estamos pensando em cantar “Junto a Ti”_ disse Cami.
_E você, amor?_ perguntei.
_Eu e Maxi vamos cantar “Algo Suena En Mi”.
Fran olhou as horas e ficou espantada.
_Já são onze horas, Vilu!_ exclamou.
Ela e Cami se levantaram em um salto e colocaram os sapatos.
_Se quiserem, podem dormir aqui hoje_ sugeri.
_Não, Vilu._ disse Fran_ o Lucca vai vir buscar a gente, mas de qualquer maneira, obrigada_ disse Fran.
Eu Leon levamos as garotas até a porta; depois voltamos para dentro. Leon insistia que tinha que ir embora, mas, no entanto, eu queria sua companhia, então pedi para que ele dormisse lá em casa; depois de muito insistir com meu pai, decidimos que Leon ficaria, mas dormiria no quarto de hóspedes.
Leon ligou para o pai, disse que iria ficar e meu pai conversou com o pai de Leon. Fomos dormir. Leon em seu quarto e eu no meu, mas ambos na mesma casa. Era extremamente reconfortante saber que quem estava no quarto ao lado tinha me salvado e me amava.
“Hoje foi difícil mesmo... Foi um daqueles dias nos quais a gente levanta com o pé esquerdo, que dá vontade de voltar para a cama e dormir e dormir e dormir! Mas eu lutarei por minha felicidade, por meus sonhos.
Estou com muito, muito medo mesmo de que aquele homem que tentou... Comigo... Eu tenho medo que não o prendam e ele venha atrás de mim, isso me faz ter calafrios! Mas Leon prometeu me proteger e isso me tranquiliza bastante.
Hoje, Leon dormiu aqui em casa pela primeira vez... Não comigo, mas a uma parede de mim, isso me faz ficar tensa; eu queria abraçá-lo e ficar dormindo em seus braços e saber que quando eu estivesse dormindo, eu estaria nos braços de quem mais amava e saberia que nada nem ninguém poderiam jamais me fazer sofrer.
“Podemos pintar, colores al alma,
Podemos gritar iee eê
Podemos volar, sin tener alas...
Ser la letra en mi canción,
Y tallarme en tu voz.”
Minha voz voltou ao normal, mas agora Marotti me pediu para que eu consulte mensalmente um médico, para verificar se está tudo bem com a minha voz; Papai concordou e achou excelente...
E Jeremias... Bem, já faz algum tempo que eu não vejo o Jeremias e sinto muita, muita falta dele; ele é como um segundo pai para mim, me auxilia em coisas que meu pai jamais poderia ajudar e isso de certa maneira me reconforta, porque vejo que eu nunca estarei sozinha. ”
Logo que terminei de escrever em meu diário, fui dormir.“Eu estava de pé, em frente a um espelho enorme; mas precisamente uma sala enorme cheia de espelhos.
_Francesca?_ chamei, andando em círculos_ Cami?_ tentei novamente_ Amor?_ chamei Leon, agora ficando desesperada._ Tem alguém aí?_ gritei.
De repente, tinha um homem na mesma sala que eu estava. Ele se aproximou e eu corri o máximo que pude. Ele riu e quando vi ele estava em minha frente; então corri de costas e de repente bati em algo. Olhei para trás e era ele; percebi que não importava para onde eu corresse, eu sempre o encontraria.
Ele me disse que não adiantava fugir e depois tentou me agarrar...”
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