Xeque-Mate
5 Capítulo 5 - Epitáfio
Notas iniciais
Como só tem uma pessoa acompanhando a fic e todo mundo sabe quem é... Cande y Ruggero TCHARAAAAAAAAN 🎊🎉😂❤ Eu escrevi mais (mentira, eu já tinha pronto!) Boa leitura... Não se esqueçam de me seguir! No Twitter: @Tinivatic ; no Instagram: thaislorena198 e inscrevam-se no nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa7bnq71185VOsKtf3dEReA
Levantei em um sobressalto, eu estava suada e chorando. Eu mal podia imaginar que isso tivesse acontecendo no meu pensamento! Peguei o celular. Eu tinha que falar com Leon!
Então me lembrei de que ele estava no quarto ao lado! Maravilha! Andei até a porta e abri-a silenciosamente, passei por ela e a tranquei; caso alguém fosse entrar no meu quarto e não me visse iria direto para o quarto do Leon. Andei o pequeno espaço que tinha entre nossos quartos e abri a porta_ eu não bateria na porta, faria um barulho muito alto que certamente acordaria meu pai_ , quando olhei para o lado, vi Ramalho no corredor. Gelei. Mas para minha extrema surpresa, ele estava dormindo... Ramallo era sonâmbulo! Ele passou por mim e desceu as escadas. Entrei no quarto de Leon e me virei para a cama. Ele estava acordado e ficou surpreso em me ver, em um primeiro momento, percebeu que se me perguntasse em voz alta o que tinha acontecido, daria eco e meu pai ouviria; ele bateu delicadamente a mão no colchão, para que eu me sentasse ao seu lado. Andei na ponta dos pés até lá e tropecei! Como sempre, tropecei! Leon me segurou e me sentou delicadamente no colchão; olhou-me uma vez com uma expressão divertida e depois conteve a risada que certamente daria se não estivéssemos ali._ _Eu adorei receber a visita da dona da casa em meu quarto, muito obrigado._ disse sorrindo._ Mas qual a circunstancia que trouxe a senhorita aqui? Eu suspirei, _Eu tive um pesadelo._ anunciei. Ele franziu o cenho e olhou para mim, surpreso. _Eu também tive._ ele olhou para mim e sussurrou_ Com quem foi seu pesadelo? _Foi comigo mesma_ sussurrei mordendo o lábio_ e aquele homem de hoje..._ terminei. _Comigo também_ ressaltou ele em um sussurro calmo. _Eu não consigo dormir._ afirmei olhando a lua lá fora. _São dois_ disse. Eu me sentei ao seu lado na cama e encostei a cabeça em seu ombro, ele nos cobriu, devido ao vento gelado que entrava no quarto apesar da janela estar fechada; e me abraçou. Ficamos muito tempo assim e eu ri baixinho. _Se meu pai ou a Angie me pegam aqui, me matam!_ afirmei divertida. Ele também riu. _Imagine só o que eles fariam comigo_ disse. Eu dei os ombros. _Eles iriam somente te obrigar a casar comigo_ assinalei corada. Ele riu. _Isso não seria obrigar... Seria uma honra enorme com todos os h, o, n, r, a do mundo!_ disse beijando os meus cabelos. _Mas não precisa me pedir em casamento_ falei. Ele virou a cabeça de lado. _E quem disse que eu vou pedir?_ perguntou ele. Eu fiquei em silencio, sorrindo. _Mas, um dia, fique tranquila; iremos nos casar. Eu fiquei em absoluto silêncio e ele percebeu que eu estava muito constrangida e mudou de assunto. _Você viu? Os aprovados para o Studio serão anunciados amanhã_ disse. _Será que vai entrar muita gente?_ perguntei. _Deve entrar sim, Vilu. Tem muita gente que tem talento, mas tem medo, um medo excessivo de mostrá-lo. _Lindo o que você disse_ falei sorrindo. _Achou?_ perguntou ele confuso. _Sim, descreveu-me há um ano atrás_ falei emocionada._ Graças a você, a Cami, a Fran e o... _iria dizer Tomas, mas Leon não gostava que eu dissesse o nome dele, então fiz uma pausa e editei._ Pablo. Vocês foram fundamentais para eu estar aqui hoje. Leon percebeu, ficou sério, muito sério. _Iria dizer Tomas, não? Eu odiava mentir para ele. _Sim, eu ia dizer_ afirmei._ Mas, vamos esquecer isso, eu estou com sono e não quero voltar para o meu quarto_ falei. Ele riu. _Está bem, pode dormir aqui, mas tranque a porta, por segurança_ disse ele. Levantei-me e tranquei a porta, quando voltava, tropecei novamente e quase cai; mais uma vez, Leon me ajudou e desta vez riu, sem som e eu murmurei prá mim mesma. _Droga de pés! Eu me deitei no peito de Leon e rapidamente dormimos. Naquela noite eu não voltei a ter pesadelos e pelo que eu pude perceber Leon também não. Acordamos com um raio do sol entrando pela janela.Ele me acordou delicadamente, beijando minha bochecha, minha testa e meu pescoço. _Vilu?_ chamou. _Oi, bom dia, amor_ disse sorrindo. Nós já ouvíamos a voz do meu pai, de Angie, de Olga... Já estavam todos acordados! _Aí meu Deus!_ falei me levantando._ Leon, eu tenho que sair daqui. Ele franziu o cenho e tentou me tranquilizar. _Calma, a chave ainda está aqui_ disse ele. Quando eu estava saindo pela porta, a Angie estava subindo a escada e voltei correndo para dentro. Leon me olhou confuso e eu só disse: _Angie está vindo. Ela girou alguma chave e fiquei surpresa em ver que ela entrara no quarto onde estavam as coisas da mamãe, ela provavelmente deveria estar com saudade ou coisa assim. Sai do quarto correndo e peguei a chave e girei na fechadura. Entrei e tranquei a porta. Peguei minha roupa e me vesti; eu ri bastante! Quanta adrenalina para uma manhã... Eu estava com uma vontade tremenda de sair correndo assim que visse o Leon e o abraçá-lo e ser feliz.
Vesti-me e desci a escada. Estavam todos à mesa; inclusive Leon; eu sorri para ele e depois fiquei vermelha; ele riu e meu pai olhou para nós dois, confuso demais; sentei-me ao lado de Leon e ao lado do meu pai. _Bom dia à todos_ eu disse sorrindo. _Bom dia, Vilu_ respondeu Angie, sentando-se à mesa. _Bom dia, minha menininha_ disse Olga, sentando-se ao lado de Ramalho. _Bom dia, Violetta._ disse Ramalho. _Bom dia, queridinha_ falou Jade, sentada ao lado de Leon. _Bom dia_ falou Matias. _Bom dia, filha_ falou meu pai. A voz aveludada de Leon, com certeza se destacou mais que qualquer outra, não só porque foi a última a responder, mas porque, eu senti um arrepio quando Leon pegou minha mão embaixo da mesa; eu olhei para ele sorrindo e ele desviou o olhar para meu pai como se nada estivesse acontecendo. _Meu pai comentou mesmo, senhor Gérman que as ações da bolsa caíram mesmo_ disse Leon. Ele e meu pai estavam conversando sobre outro assunto e assuntos paralelos iam surgindo; cada um na mesa conversava com alguém e eu percebi que eu era a única que não tinha ninguém para conversar, então, tomei meu café em silêncio. Em certo momento, tudo ficou silencioso e Ramalho olhou para mim. _Violetta, não sei se foi impressão minha; ou deveria estar sonhando ou coisa assim... Está noite você estava indo dormir no quarto do Leon? Meu pai engasgou-se com o café e Angie levantou-se e bateu repetidas vezes em suas costas; Angie sentou-se depois e chutou de leve minha canela e eu soube que ela havia me visto sair do quarto de Leon, naquela manhã. Leon, sempre muito espeto, continuou tomando seu café como de costume e eu disse a Ramalho. _Devia estar dormindo, todos nós sabemos que você é sonâmbulo_ falei. Ele deu os ombros. _Deve ter sido somente um sonho mesmo_ falou ele. Leon olhou no relógio em seu pulso. _Vilu?_ chamou ele. Olhei para ele._ Está na hora de irmos para o Studio. Peguei minha bolsa, na cadeira e me levantei. Di um beijo na bochecha do meu pai. _Tchau, gente_ disse. Leon, sempre tão educado disse: _Até mais e bom dia à todos. Andamos até a porta e ele abriu-a prá mim. Eu sorri radiante para ele; o cavalheirismo não morreu! Ele segurou minha mão e saímos andando. Era um lindo dia, o sol brilhava e as pessoas estavam nas ruas, preparando-se para começar o dia. Encontramos algumas pessoas que ambos conhecíamos pelo meio do caminho; inclusive uma amiga de minha mãe, que me reconheceu do U-Mix. _Violetta!_ disse ela admirada_ como você cresceu!_ assinalou. _Obrigada_ falei corada. Leon, sorria sempre e estava com os olhos em mim; a mulher olhou nossas mãos entrelaçadas e viu nelas, nos dedos anelares um anel e olhou para mim surpresa. _Você está noiva desse rapaz? Leon conteve uma risada. _Não_ eu disse apressada._ Somos só namorados. _Por hora_ acrescentou Leon. Eu ri, olhando para ele. Depois que a mulher foi embora, eu e Leon continuamos caminhando e bem ao meio da rua, veio um rapaz andando rápido e só vi quando estávamos os dois no chão; devido a uma batida. Leon me segurou pela mão e pediu um segundo para o pai, com quem falava no telefone. Eu havia esbarrado em um rapaz extraordinariamente lindo, mas não era tão lindo como Leon. Ele parecia meio perdido e quando me viu, soltou uma cantada. _Você é tão linda assim ou exagerou na dose hoje? Eu fiquei corada e o braço de Leon passou por minha cintura; Leon o metralhou com os olhos e eu percebia que ele queria uma resposta a sua cantada. _Eu já tenho namorado_ respondi, sabendo quais eram as intenções dele. Ele me olhou com o cenho franzido. _Você é aquela garota famosa do U-Mix! Como é seu nome mesmo? Valquíria? Valença? Vitoria? Caroline?_ tentava ele. Leon revirou os olhos. _Ela se chama Violetta_ falou Leon. O rapaz olhou para Leon. _E você deve ser Leon_ supôs_ O ex da senhorita Ludmila Ferro e atual da senhorita Violetta Castillo, como eu posso ver_ disse olhando sugestivamente a nossa proximidade e a mão de Leon em minha cintura. _Exato e você é quem?_ Perguntou Leon. _Diego._ falou ele. _Bom Diego_ disse Leon_ se me der licença, minha namorada e eu _disse reforçando a palavra_ temos que ir para Studio. Diego me olhou com os olhos cintilando uma espécie de brilho que me fez ficar vermelha. _Foi um prazer te conhecer_ disse ele a mim. _Igualmente._ falei. Eu e Leon saímos andando e eu estive pensando em o quanto aquele momento fora constrangedor; Leon estava silencioso e isso estava me preocupando profundamente. _E o que está acontecendo com você, meu futuro marido?_ falei rindo. Ele me olhou sério. _Decidiu-se? Quer ser minha esposa futuramente?_ perguntou ele. _Sim e de qualquer maneira você mesmo disse que eu e você nos casaremos algum dia._ falei._ O que você tem amor? Leon respirou fundo e antes de me dizer o que tinha, segurou minha mão. _O jeito que aquele garoto te olhou_ falou ele com o cenho franzido._ Parecia que ele iria te agarrar, se eu não estivesse ali e você deixasse_ disse ele, arrepiando._ Ele me lembra de mim, quando eu te conheci_ assinalou. Ele olhou para mim, sério._ Não sei se foi impressão minha ou vocês trocaram olhares o tempo todo... A energia de vocês estava no ar, dava para sentir_ disse ele dando os ombros e desviando o olhar. _Não seja bobo, Leon!_ eu disse revirando os olhos._ Eu te amo e nunca te deixaria por nada nem ninguém. Ele sorriu radiante para mim. Chegamos ao Studio e estávamos descendo as escadas quando Ludmila e Naty vieram em nossa direção, Naty corria atrás de Ludmila com uma bolsa enorme. Eu e Leon paramos no quinto degrau da escada e Ludmila veio pulando. Naquela manhã, ela estava radiante! Estava com um vestido rosa, de mangas três quartos e o cabelo estava solto; sapatos de salto pretos impecáveis e uma pulseira de prata com seu nome no pulso. _Bom dia_ falou ela. _Oi, Ludmila._ falei olhando para o outro lado. _Oi Leon_ ela disse meio vermelha. Leon riu e vi a maneira doce que ele olhou para ela. _Faz anos que eu não te vejo corada assim_ refletiu ele._ O que fez você estar de tão bom humor assim?_ perguntou ele sorrindo. Ela também riu. _Ué, Leon_ disse dando um som de inglês ao nome dele_ Sou a rainha do formigueiro e é isso que importa, não?_ ela riu e depois corrigiu._ Ainda somos os reis do formigueiro. _Não deveria falar assim das pessoas Ludmila._ advertiu Leon. _Ludmila para de show+ falei bufando. Ela fez aquele show com aquele choro falso e todo o movimento das mãos que vinham, desciam e caiam. Naty se aproximou e deixou a bolsa que carregava no chão. _Você viu como ela me trata, Leon?_ disse Ludmila. Leon revirou os olhos. _Drama não, Ludmila_ advertiu ele._ Vamos, Violetta._ disse Leon. Eu e Leon saímos andando de mãos dadas até o meu armário no Studio. Peguei a chave na bolsa, sabendo que Leon me olhava com um ar engraçado, me vendo fazer tudo; peguei a chave e destranquei o armário. Guardei a bolsa lá dentro e Leon me afastou delicadamente com o braço para ver dentro da porta do meu armário. Tinham duas fotos nossas; uma que eu estava abraçada à ele e a outra, estávamos de mãos dadas. Ele olhou-as sorrindo, como se lembrasse do dia em que tiramos as fotos; abraçou-me, com o braço em minha cintura e ficamos assim olhando as fotos; ele viu em meu armário quantas fotos que tinha ele, eu tinha no armário. Francesca e Cami chegaram por nossas costas e nos assustaram. Nos dois pulamos e nos viramos para elas, rindo. Francesca estava com a roupa para nossa apresentação de dança daquele dia e Cami também. Nós teríamos que apresentar uma coreografia para Gregório e Jackie e eu ainda não estava pronta, então pedi licença à Leon e fui me trocar no banheiro. Quando terminei, escutei Ludmila e Naty entrando no banheiro. _Ludmila, por que você vai fazer isso?_ perguntou Naty indignada. Pela fresta da porta eu vi que Ludmila estava passando rímel de frente para o espelho. _Natália! Quantas vezes vou ter que dizer? Não me contradiga!_ falou ela. Naty pareceu chateada e fiquei com uma pontinha de dó e voltei a ouvir. _Mas por que Ludmi? _ falou Naty._ Por que quer fazer isso com a Violetta? Um calafrio percorreu meu corpo, vindo de Ludmila, tudo seria possível. Ludmila pegou na bolsa um batom vermelho e olhou para Naty com os olhos sem vida, com uma raiva que chegou a me dar um medo, ela passou o batom nos lábios e os contraiu um contra o outro e depois fez um biquinho para o espelho.
_Eu nunca suportei aquela garota_ assinalou ela._ Nunca_ reforçou._ Quando o Tomás estava aqui, ele era um jogo e eu simplesmente jogava com ele e com a Violetta; sempre, fazendo do jogo algo mais interessante para mim_ falou ela sorrindo malignamente. Eu engoli seco. _Eu sempre quis o Leon_ falou ela sorrindo docemente_ Só que eu nunca percebi_ disse ela séria._ Agora que o meu jogo terminou eu vou começar a lutar pelo Leon e eu vou fazer de tudo para tirar aquela sujeitinha do meu caminho! Minha bolsa escorregou e caiu no chão. Ludmila bufou sabendo que tinha alguém escutando; para minha sorte, uma garota novata saiu de um dos banheiros e foi lavar as mãos e Ludmila jogou toda sua fúria na garota, dizendo que podia tornar a vida dela ali dentro fácil ou um inferno; a garota que escolheria se diria o que escutara ou não. A garota saiu do banheiro chorando e eu fiquei com muita, muita dó da menina mesmo, ela não merecia isso. Quando eu entrara no Studio eu sabia que seria complicado porque eu era extremamente tímida e isso fez com que Ludmila me atormentasse mais. Ludmila estalou os dedos e disse: _Ludmila já vai. Naty saiu atrás dela e sai do banheiro me olhei no espelho. Eu estava pálida, estava gelada de tanto medo; eu também tinha a minha testa molhada pelo suor, minha mão tremula e eu chorava. Precisava me recompor rápido; então, levantei a cabeça, me olhei no espelho. Peguei a maquiagem e comecei a fazê-la, cantando “En Mi Mundo”; eu estava melhor, com medo, mas melhor quando terminei de cantar e me maquiar. Faltava um minuto para a aula do Gregório e da Jackie e se eu não chegasse a tempo, eu seria reprovada no Studio. Eu sai correndo em meio à outros alunos do Studio e quando cheguei ofegante ao corredor da sala de Gregório, ele estava fechando a porta, Cami, Leon e Fran estavam tentando atrasar a aula, mas Gregório, sempre pontual, não dava a mínima atenção. Havia apenas uma pequena fresta e me joguei nela, caindo direto dentro da sala. Gregório me olhou com os olhos arregalados, Leon me ajudou a levantar e ficou abraçado comigo; Cami e Fran riam descontroladamente. Eu felizmente só machuquei meu braço, ralei-o quando cai. _Com licença_ falei._ Perdão pelo atraso. Gregório jogou aquela sua bolinha no chão e quando pagou-a novamente, olhou-me de cima a abaixo e também ficou com os olhos na mão de Leon em minha cintura, Leon pareceu não dar a mínima atenção, mas de certa maneira, dava sim. _Da próxima, senhorita Castillo, futura esposa do Leon_ disse_ Tente não chegar atrasada, ou ficará sem fazer o teste_ gritou. Ele estalou os dedos_ E eu tiraria uma foto do casal lindo que vocês são se eu estivesse com a minha câmera! Mas como não estou_ ele deu uma meia volta em torno de nós dois e gritou:_ soltem-se. Leon não cogitou me soltar, uma vez que fosse e aquilo me deu medo; se Gregório se revoltasse, seria horrível porque poderia nos reprovar em dança; Jackie interviu: _Gregório, você não pode regular o comportamento dos alunos!_ advertiu Jackie e olhou para Leon_ , no entanto, alguns podem levar uma falta de cumprimento de ordens de um professor ao diretor. Leon soltou minha cintura e pegou minha mão e fomos para o canto da sala, junto com Cami, Fran, Maxi, Broduey, Andrés e Marco. Encostamos-nos à parede e uma rodinha suave e discreta se formou a nossa volta. _Obrigada gente, eu iria me atrasar para o teste_ sussurrei. _Fica tranquila_ sussurrou Cami. _De nada Vilu_ sussurrou mais baixo ainda Fran. Levantei-me na ponta dos pés para estar à altura de Leon e lhe sussurrei ao ouvido. _Leon, eu preciso falar com você urgentemente. Ele demonstrou uma expressão preocupada e Gregório virou-se para mim, de má vontade e disse, jogando e pegando a bola no chão. _Castillo, Violetta._ chamou. Todos os demais alunos da sala viraram-se para nós e eu corei. Mordi o lábio. Gregório tinha uma cisma incomum comigo, porque desde o início das audições para o teste para o Studio; quando eu me atrasara para a prova de dança, ele queria que eu não participasse, mas acredito que nem sabia que Ludmila havia me trancado no quartinho de limpeza; mas eu sei que não faria diferença; para Gregório, Ludmila era a garota que se tornaria a diva de muitos, que iria subir; como ele subira: pisando nos demais. _Sim?_ respondi. _Como percebi sua atenção em nossa aula; vi o quanto está interessada em sussurra coisas ao ouvido de certos alunos_ Naty e Ludmila riam, incontrolavelmente._ Quero que venha aqui e faça seu teste nesse instante momento; seu teste será diferente, será único_ ele olhou para Jackie._ Ela eu mesmo avalio. _Mas Gregório, a nossa coreografia tem que ser ensaiada pelo menos mais uma vez se não vai ficar ruim_ protestei. Ele fez sinal de silêncio com o dedo indicador. _E é meu problema por que...?_ perguntou ele retoricamente._ Ah, é mesmo! Não é meu problema._ ele fez uma curta pausa._ Quero que você monte uma coreografia com a música “Destinada a Brillar”, você tem 15 minutos, avaliarei o garoto ali_ disse apontando para o novato_ e a Ludmila_ disse sorrindo. Ludmila andou graciosamente até ele, ela parecia ter a leveza de uma pena sempre que andava; mexia os quadris de forma completamente invejável; o cabelo dela estava cuidadosamente preso em um rabo de cavalo, com uma fita rosa e sua franja ficara solta; ela estava com uma calça legue e uma blusa de alcinha rosa e um top preto por cima. _Posso começar?_ perguntou Ludmila. Gregório balançou a cabeça veementemente em sinal positivo; sua bolinha de tênis foi jogada por ele mesmo no botão do rádio que dava “play” as músicas e começou a tocar “Ven Y Canta”; ela balançava o corpo e fazia movimentos rápidos e precisos e eu sabia que Gregório queria a todo custo me reprovar, eu sabia muito bem disso. Sai da sala para tentar bolar uma coreografia; no pátio ensaiei alguns passos e quando fui dar um giro, bati em um rapaz e cai em seus braços; o rapaz tinha muita força, muito força mesmo; porque me ergueu eretamente. _Não deveria estar na sala de aula, Anjo?_ perguntou ele. _Olá, Diego._ falei tristonha me sentando em um banco. _Oi_ disse ele._ O que te passa? _Nada_ menti. Diego havia me conhecido a muito tempo e eu acabara de conhecê-lo, mas ele me fazia bem, fazia com que eu me sentisse mais protegida ainda; havia entre nós, uma conexão forte, mas não tão impenetrável como a minha e a de Leon; por mais que eu quisesse que Diego viesse a ser meu amigo. _Violetta, pode me contar qualquer coisa, já sabe né?_ disse ele. Eu sorri. Aquela frase me lembrou de Leon; quando éramos amigos, se assim posso dizer, Leon sempre dizia isso e isso me trazia tal tranquilidade; porque eu sabia que se eu caísse; ele estaria ali para ajudar, sempre e sempre. _Não é nada_ falei. Olhei diretamente em seus olhos negros_ de verdade, Diego, não quero falar disso. Ele ergueu as mãos. _Como quiseres. Eu sorri. _E você se perdeu por aqui?_ perguntei irônica._ Quais as circunstâncias que te trazem aqui? _Você_ ele disse, sorrindo, radiante. Engoli seco. _Diego eu sinceramente não posso... Já tenho namorado..._ protestava triste por ele ter confundido nosso recém-encontro-por-acaso-havia-menos-de-uma-hora com algo mais... Com paixão. Ele apontou o dedo indicador para mim e depois o pousou sobre meus lábios, de maneira delicada, mas muito intima. Não era o tipo de coisa que qualquer homem faria, porque apenas pessoas intimas brincam assim umas com as outras. _Shi!_ falou._ Há algo que eu possa fazer para ajudá-la? Ludmila apareceu na porta pulando e andou até mim e Diego. Ela primeiro estava com uma expressão de vitória_ um sorriso no rosto, eu poderia dizer “de orelha a orelha”_; depois sua expressão ficou rabugenta quando me viu; mas sua expressão nunca ficou tão abalada em minha frente como quando ela viu que Diego estava comigo; engoliu seco e respirava apenas pela boca. _Senhorita Ferro!_ disse ele, abrindo os braços como quem esperava um abraço_ Como vai? Ludmila permaneceu imóvel, um olhar gélido, seus lábios estavam apertados em uma linha muito rígida e ela engoliu seco e jogou cabeça para a direita, para que a franja se arrumasse; ela posicionou as mãos, como sempre e disse: _O que faz aqui, Diego? A expressão dele caiu um pouco e ele sorriu maliciosamente para ela, ainda com os braços abertos. _Eu vim ver a Violetta._ afirmou ele, desistindo do abraço e abaixando os braços. Ludmila me olhou surpresa. _Você realmente é a menina boazinha que tem todos na mão, não?_ falou ela à mim. Engoli seco, a raiva me tomava e eu apenas fiquei corada, queria protestar e até abri a boca para isso, mas engoli o insulto nada educado que eu diria à ela. _Primeiro, o Tomás! Depois roubou o Leon de mim!_ dizia ela fingindo uma surpresa_ Depois roubou o Tomás de mim! Aí quando estava com ele, roubou o Leon_ disse dando sotaque inglês ao nome do Leon_ de mim! Não se cansa desse joguinho? _Ludmila, eu não jogo com ninguém. Essa é uma característica que você tem; eu não. Não me confunda com você. Ela me olhou com os olhos arregalados, seus cílios compridos e negros, destacaram seus olhos verdes e eu quase senti inveja daqueles olhos e daqueles cílios. _Espero que você não passe, que caia quando der o giro, que quando levantar, torça o pé e que sua titia Angie não possa fazer nada para mudar isso._ ela sorriu falsamente, fingindo emoção._ Péssima sorte, Vilu. Bufei. Ludmila apontou para a sala e disse: _Estão todos esperando a Violetta! A luzer covarde que não vai passar_ disse ela fingindo tristeza. Leon apareceu, para minha surpresa no pátio e olhou com um olhar sem qualquer sintoma de sentimento; ficamos parados, frente a frente, Ludmila e eu e Leon e Diego. Ludmila estava muito tensa, seus músculos estavam rígidos e sua postura não estava tão relaxada assim; não me impressionava que Leon também estivesse assim, mas Ludmila? Ludmila conhecia Diego de algum lugar e fiquei extremamente curiosa para saber de onde. _Gregório pediu para que eu viesse ver o problema de tanta demora_ assinalou Leon._ Violetta, é sua vez de fazer o teste_ disse ele a mim. Eu sorri para Diego e abracei-o. Fui dar um beijo em sua bochecha por ser tão gentil, quando fui para direita, ele também foi procurando a minha bochecha; quando fui para a esquerda, ele também foi. Fiquei corada e senti que Leon nos observava como alguém que se estivesse com uma arma, resolveria bem o problema: Diego. Eu entrei na sala, sem olhar para trás e Ludmila voltou ao lado de Leon. Todos na sala me observavam e havia uma pontinha de dó no olhar de Jackie; não era do regulamento do Studio ter provas diferenciais para alunos que foram em dias de prova; mas eu não me importei. Eu havia ensaiado a coreografia que eu acabara de fazer e me sentia segura. Gregório olhou a mim, Leon e Ludmila. _Todos em seus lugares!_ exclamou fascinado jogando a bola no chão e pegando-a. Também fui para o meu lugar, pois ele dissera: “todos” e eu acreditava fazer parte desse “todos”, ele disse._ Aonde pensa que vai? _É que você disse..._ comecei mais ele me interrompeu. _Eu sei o que eu disse._ ele apontou um lugar que eu deveria ficar para dançar. Jogou a bolinho no “play” do som e eu comecei a rodopiar e inevitavelmente a cantar. Eu jamais gostei da mensagem que a música “Destinada a Brillar” passava em si, mas eu não podia negar alguns fatos: Primeiro: Ludmila cantava muito bem; segundo; a melodia era contagiante e terceiro: eu gostava do timbre da minha voz na canção. _Postura ereta_ disse Jackie._ Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito!_ disse alto._ De novo._ pediu. Quando a música acabou Jackie não demonstrou sentimento, deixou que Gregório me avaliasse sozinho. Eu a entendi em tese. Se ela me avaliasse, teria problemas por aceitação dos demais professores do Studio, tal critério de avaliação, mas também teria que me avaliar para me ajudar a passar, porque apesar dela não ser “minha fã de carteirinha número 1” também não era “minha carrasca” e ambas tinham uma coisa em comum: não éramos das pessoas que gostavam ou fingiam que gostavam. _Bem, a coreografia não foi uma das melhores..._ assinalou ele;_ não chegou nem perto da original, feita pela Ludmila._ olhei de relance para Ludmila, ela sorria triunfante e jogou um beijo para mim, com direito até a soprar o beijo para mim._ Mas, está bom; poderia ter feito melhor, mas está bom. Aprovada. Fiz um sinal positivo para as meninas (Fran e Cami) e para Leon. Elas retribuíram o sinal que fiz para mim, mas Leon apenas sorriu brevemente e seu sorriso se perdeu em frações de segundos; aquilo cortou meu coração. Leon só agia assim quando estava decepcionado comigo ou estava bravo. Pensei na cena que ele presenciou: Diego e eu e nosso quase beijo.
Se fosse eu, estaria furiosa, decepcionada, nem olharia na cara dele, então supus que o que ele tinha era uma mistura de decepção e raiva; eu nõ conseguia sentir uma ponta de raiva que fosse dele, porque eu não tinha direito de querer que ele mudasse ou escondesse o que sentia por um capricho meu. Então resolvi esconder meus olhos do dele, antes que ele detectasse algo de ruim do que eu sentia naquele momento. O sinal tocou e eu fui pegar minha blusa de frio em cima da prateleira, me estiquei na ponta dos pés, mas ainda assim não conseguia alcançá-la por nada. Pulei algumas vezes e nem eu mesma sabia como tinha colocado minha blusa ali; fiquei furiosa e me encostei na parede, esperando que meus colegas de turma saíssem para o recreio. Tentei pular de novo e senti que alguém estava atrás de mim, seus braços alcançaram a blusa e a trouxeram para mim; ele me tirou de cima da cadeira que eu havia subido, segurando meus quadris e me descendo com o maior cuidado; me deparei com Leon e virei-me para não ter que olhar nos seus olhos. Ele foi mais rápido e encostou a porta da sala, para nos deixar a sós. Respirei fundo e soube que eu não poderia escapar daquela conversa, mas tentei fugir da mesma maneira, peguei com determinação a maçaneta, mas ela nem se mexeu. _Está com medo de ficar ao meu lado?_ perguntou Leon, cruzando os braços e se aproximando, dois passos. _Eu não diria exatamente que é medo_ corrigi. Ele se aproximou e colocou os braços apoiados na parede e eu fiquei entre seus braços, encostada entre ele e a parede. Ele arrumou uma mecha do meu cabelo solta e me olhou com a cabeça virada para a direita. _O que foi? Mordi o lábio e desviei o olhar. _Eu sou quem pergunto._ contra-ataquei. Ele me olhou incrédulo por um momento e depois respirou fundo. _O que eu fiz? Ou o que eu não fiz?_ perguntou ele. Senti minha respiração indo e vindo tão rápido que eu comecei a ficar tonta. Leon não se aproximava tanto como estávamos. Ele não ficava literalmente completamente encostado em mim; por um momento, eu senti medo. Havia uma sensação de fogo e gelo dentro de mim e eu poderia dizer muito bem, que foi a primeira vez que senti o fogo. _É o que eu faço_ expliquei, apertando os lábios e olhando o peito dele. Ele ergueu meu rosto com o dedo indicador da mão direita, deixando que o braço esquerdo ainda sustentasse o seu corpo e me deixasse colada à ele. _Explique-me._ pediu com o cenho franzido. _Leon, você já fez tantas coisas por mim... Coisas que eu jamais poderei retribuir, Leon_ assinalei a ele dando os ombros._ Mas tudo que eu faço com você me magoa, porque sei que te fere e sinceramente, peço mil perdões, mil perdões mesmo; minha intenção não é te ferir é apenas me descobrir._ falei._ Não gosto que fique bravo comigo. Ele esperou um segundo digerindo tudo e engoliu seco. _Por favor, diga algo..._ pedi, prendendo a respiração. Ele me olhou incrédulo. _Eu sempre te admirei muito, muito mesmo._ assumiu ele._ A maneira como você enfrenta as coisas de frente, o modo como você encara seus problemas, a maneira que cada fato vira música, em suas mãos..._ ele fez uma pausa que significou “etc.”_ Mas realmente foi incrível, incrível mesmo; como você acaba de perder dez pontos de toda essa apreciação que tenho por você. Fiz um biquinho e fiquei um pouquinho triste. Não era de meu feitio ficar sempre triste por qualquer razão, muitos diriam que aquela conversa entre mim e Leon era apenas uma discussão simples, mas para mim, era como se o mundo estivesse inteiro em guerra e por mais que eu tentasse fugir dessa guerra, eu não conseguia. _Acaba de perder esses pontos porque_ disse ele, segurando os meus quadris e me puxando para longe da parede._ culpou a si própria por algo que nem fez. Você apenas beijou-o, só_ disse dando os ombros._ Eu fiquei chateado que qualquer que conhece a menos de_ ele olhou o relógio para checar a hora e disse:_ 1 hora e 10 minutos, mas fique tranquila, eu não estou triste ou zangado com isso. Estou preocupado com muitas coisas, uma delas é que Fran vai embora_ nós dois baixamos a cabeça, tristes e quando voltamos a olhar em um nível normal, nossos olhares se encontraram e ele disse depois de um suspiro._ E com o incidente no teatro. Um arrepio percorreu minha espinha e eu tremi. _I Love you._ pronunciei sorrindo. _I too Love you._ respondeu ele, me dando um beijo na bochecha. Eu coloquei os braços em volta do seu pescoço e me ergui na ponta do pé, o máximo que eu pude e ele deu uma ajudinha, pegou minha cintura com a mão direita e me colocou de pé sobre seus pés; eu sentia o coração dele pulsando lentamente através da camisa e o meu pulava como um louco. Fomos aproximando e quando estávamos a centímetros de trocarmos um beijo; a porta se abriu. Era Francesca e Camila. Suspirei sem me desencostar um centímetro que fosse de Leon; meu coração pareceu doer. Há muito tempo eu não sentia os lábios de Leon nos meus, mas agora não fazia diferença.
Notas finais
Agora só posto tomorrow (mas o que?) Usando dois idiomas? Sim kkkk' Eu tenho essa mania como vocês já perceberam... E ai? Será que esse relacionamento da Vilu e do Leon tá meio desgastado pela presença excessiva dos amigos? E esse Diego indo atrás da menina? Mandando cantadinha? Só digo uma coisa: Dieguito vai dar trabalho! O que vocês acham? Me contem nos comentários kk'
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