Wrong Person

9 Dia de Sol, Raios de Sol, Luz


Notas iniciais
foi mal a demora, eu não esqueci vcs e vcs não me esqueceram, certo? 8Despero que gostem, esse cap. ta meio melancólico...

Abri os olhos lentamente. Os cílios grudavam um nos outros e eu sentia um quente bom nos meus pés. Não estava com frio, mas nem calor. Estava...confortável. Sabe aquela sensação de acordar 10 horas num sábado, com a janela meio aberta e um raio de luz batendo nos seus pés? Exatamente.

Me espreguicei, jogando os braços para cima que bateram contra as pontas do meu travesseiro. Fiquei assim por mais alguns minutos antes de abrir os olhos completamente. Bocejei e estiquei minhas pernas. Fiz uma volta com a cabeça, sentindo o confortável travesseiro que a apoiava.

Depois me sentei e dei uma boa olhada no meu quarto. Ele estava diferente. Mas um diferente bom. Não estava gelado, como costumava, e as coisas dos meus irmãos não estavam espalhadas pelo chão, do jeito que me irritava. Estava tudo ajeitado.

Os ursinhos de pelúcia estavam nas prateleiras, sentadinhos com aqueles sorrisos fofos olhando para mim como quem diz “Bom dia, Hoppas! Está um dia maravilhoso hoje!”.

Dei um pulo para fora da cama e desci quase dançado pela escada. Não vi nem ouvi ninguém, mas senti um cheiro delicioso vindo da cozinha. Waffles, com mel e bacon. Aquele café da manhã que eu sempre pedia para minha mãe fazer mas ela dizia que não podíamos pagar pelo bacon. Nem o waffle. Nem o mel.

Saltitei até a cozinha e vi um prato gordo do jeito que eu havia imaginado, com uma xícara de chá ao lado. Comi. Estava tão delicioso que me deu sono. Voltei para quarto, o sol entrando por uma fresta da minha janela que deixava minha cama quentinha e mais do que confortável.

Um dia de luz.

Deitei e dormi por mais algumas horas, estava delicioso de mais para eu sair. Mas comecei a sentir fome e perdi totalmente o sono. Me levantei novamente descendo pelas escadas e gritando pela minha mãe.

-Mãe? Não vai ter almoço hoje? Mamãe? Ooooooooooooooooooooooooh maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaanhê? Meu Deus, cadê você?

Procurei pela casa inteira, nada de mãe, de pai, de irmãos, de tia, de cachorro, de galinha, de besouro, de microorganismos...Nada. Vazia.

Corri pro meu quarto me trocar. Mas só havia uma roupa no meu guarda-roupa: blusa preta, calça jeans preta, sobretudo preto (apesar de estar até calor) e bota preta. A coisa mais estranha do mundo. Acabei colocando isso mesmo porque eu tinha que sair urgente e não tinha tempo para isso.

Eu sai sem o sobretudo, afinal, estava calor. Dentro de casa eu estava com uma blusinha e um shortinho e minha casa não tem aquecedor. Ao contrario da lógica, estava frio lá fora. E muito frio. Coloquei o casaco e sai correndo bairro afora procurando pelos meus pais.

“Onde diabos vocês estão?” era a única coisa que eu pensava.

Nada. O bairro estava tão vazio quanto a minha casa. Nenhuma pessoa. Ninguém. Nenhum animal. E o Sol brilhava, radiante. Sorria para mim, tentava me alegrar. Mas eu não via o Sol, estava o achando falso. Um amigo falso, que sorri na hora do desespero ao invés de te ajudar. Gritei para ele, com raiva.

-POR QUE SORRIA PARA MIM? POR QUE NÃO ME AJUDA? HEIN? FICA AÍ APENAS BRILHANDO. EU NÃO PRECISO DE CALOR SE EU NÃO TIVER A MINHA FAMÍLIA!

Família...família...amília...mília...lia...ia...

Eco? Eco? No meio na rua? Eco?!

E o Sol ainda sorria para mim, amigável.

Voltei para a casa correndo e tinha um maravilhoso prato em cima da mesa, com arroz, um enorme bife com maionese, salada com todo tipo de verdura e batatas fritas com bacon e queijo derretido. Aquilo me deu água na boca. Eu estava morrendo de fome e nunca comi algo tão farto daquele jeito. Mas estava tudo muito estranho. Voltei para o meu quarto.

E o Sol ainda sorria para mim, amigável.

Abri minha bolsa de escola e joguei tudo no chão. Cadernos roxos e pratas com flores e arco-íris na capa, figurinhas fofas e coloridas dentro, um estojo de couro preto caro. Aquelas coisas não eram minhas.

E o Sol ainda sorria para mim, amigável.

Abri meu guarda-roupa novamente e as roupas das maiores grifes estavam penduradas. Roupas da moda, roupas que eu sonhava em ter.

E o Sol ainda sorria para mim, amigável.

Fui para o quarto dos meus pais e eles dormiam, debaixo das cobertas.

E o Sol ainda sorria para mim, amigável.

Me aproximei e olhei para a janela entreaberta...

E o Sol ainda sorria para mim, amigável.

Puxei a coberta.

E o Sol ainda sorria para mim, amigável.

Um grito. Meu grito.

E o Sol ainda sorria para mim...traiçoeiro.

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Notas finais
foto nada a ver...eu sei. tomara que tenham gostado e PLEEEEEEEEEEEEASE eu quero reviews gente, faz uns 4 capitulos que eu não recebo nenhuuuuuuuuuuuuuuuuum AAAAAAAAAAAAAAAAH vcs me esqueceram...mas tudo bem. eu supero.bjs