Notas iniciais
Erm... Já que o Nyah voltou com essa categoria e com as historias dos autores que permaneceram no site... Porque não terminar de postar essa, não é? Boa leitura ^^

Pedi num sussurro para que Bora não saísse dali. Ela me olhou assustada, mas afirmou com a cabeça, voltando a falar com a amiga no telefone.

SungMin segurou meu braço por um momento mas eu balancei a cabeça antes que ele pudesse dizer algo. Ele engoliu seco e suspirou apertando mais meu braço.

– Essa garota é louca hyung. Você não pode deixar ela te enganar assim. – ele disse baixo.

– Acha que eu não sei disso? Ela está com a minha mãe SungMin. A minha mãe! – eu falei no mesmo tom utilizando um pouco de força para me soltar dele. – Se ela machucar minha mãe nunca vou me perdoar.

– E se ela não estiver com sua mãe? E se ela tiver mentido?

– E se não tiver? Não vou arriscar a vida da minha mãe por causa disso. – eu disse decidido. Aquilo tinha ido longe demais e eu tinha que fazer alguma coisa para parar HyoRin.

– Mas vai arriscar a sua? – ele perguntou. Pude perceber um misto de tristeza e raiva na voz de meu dongsaeng. Suspirei e mordi o lábio inferior. – Sua mãe não vai ficar nada feliz se tiver que enterrar você hyung. Ela não vai aguentar isso.

– Eu sei... – murmurei olhando para baixo – Mas como acha que eu vou me sentir se tiver de enterrar minha mãe, sabendo que o culpado fui eu? – respondi ríspido, olhando nos olhos de SungMin – Me desculpe Minnie. De verdade... – eu falei apoiando uma mão em seu ombro – Diga a Yuri e a KyuHyun que eles, assim como você, são os melhores amigos que um cara poderia querer. Caso aconteça algo comigo é claro – eu finalizei sussurrando a ultima parte.

SungMin arregalou os olhos e tentou segurar meu braço outra vez. Olhei para ele antes de me afastar e pude ver lágrimas em seus olhos.

– Hyung... – ele murmurou quase chorando. Me virei para a porta e sai, ignorando os pedidos de Bora e SungMin para que eu ficasse.

Os outros clientes do Sapphire Blue perceberam que havia algo errado e olharam em volta tentando descobrir o que exatamente estava acontecendo.

Ignorei os gritos de SungMin e dei a volta no restaurante correndo, chegando ao carro de minha mãe. Conferi a placa inúmeras vezes, apenas para me certificar de que HyoRin não havia me enganado.

– É o carro da sua mãe Oppa... Ela está no porta-malas – HyoRin disse apontando uma arma para a minha cabeça.

– HyoRin solta ela, por favor. – eu disse tentando me virar.

– Se você se mexer eu atiro. – ela disse nervosa.

Nesse mesmo instante meus amigos e Bora apareceram, olhando horrorizados para nós dois.

– HyoRin-ah... não faça isso. Você vai se arrepender depois! Você sempre se arrepende! – Bora disse calmamente, andando devagar até nós dois.

– Não! Não se aproxime Bora! Eu sei bem o que você quer fazer. LeeTeuk é meu! Você não vai me afastar dele... não como fez com... – ela não terminou a frase. Pude ver pelo reflexo do vidro do carro que ela olhou para baixo e hesitou um momento.

– HyoRin-ah, – eu comecei ainda olhando para ela pelo reflexo – por favor, deixe eles soltarem minha mãe e eu vou com você. Por favor. – eu disse tentando parecer calmo.

Ouvi SungMin murmurar algo como “não seja idiota LeeTeuk” enquanto KyuHyun e Bora tentavam acalmá-lo. Yuri saiu calmamente do local. Fiquei me perguntando se ela havia fugido.

– Você vai vir comigo? – HyoRin perguntou fazendo uma voz fina, enquanto me olhava pelo reflexo.

– Vou... Se você deixar minha mãe ir. – disse sem quebrar o contato visual. – E se parar de apontar essa arma pra mim também. – murmurei.

– Se eu não apontar isso pra você, você não vem comigo.

– HyoRin... – Bora disse apreensiva.

– Tudo bem... Soltem a velha. Eu não ia fazer nada de mal a ela mesmo. – ela disse de forma fria. Buscou no bolso da calça que usava as chaves do carro de minha mãe e apertou o botão do alarme. – No porta-malas.

KyuHyun e SungMin se apressaram para abrir o porta-malas e tirar minha mãe de lá. HyoRin prestava atenção nas ações dos dois e não viu quando Yuri entrou na lanchonete e pegou o telefone. Fechei os olhos por um momento para pedir aos céus que nada acontecesse com nenhum de nós.

Assim que minha mãe foi tirada do porta-malas, HyoRin voltou a olhar pra mim. Sorriu abertamente e se aproximou de mim por trás, sem deixar de apontar a arma para a minha cabeça.

– Agora nós vamos ficar juntos não é Oppa? – ela sussurrou em meu ouvido antes de passar a mão livre pelo meu braço, me entregando a chave do carro.

– Só se você largar a arma. – eu respondi no mesmo tom.

– Mas ai não vai ser justo. – ela disse fazendo um bico. – Você vai fugir se eu largar a arma.

– Não vou. HyoRin larga a arma – eu pedi outra vez, me virando calmamente de frente para ela.

HyoRin continuou a apontar a arma para mim enquanto me olhava, procurando algum sinal de que eu estava mentindo. Olhou para o lugar onde meus amigos e minha mãe estavam e depois voltou a me olhar. Repetiu isso algumas vezes com uma expressão confusa.

– Você não está fazendo isso por mim – ela disse depois de muito pensar – Você não vai ir comigo por que gosta de mim – HyoRin começou a ficar nervosa – Você só está aceitando ir comigo pra salvar a velha... – Ela gritou.

– HyoRin. Pense bem no que está fazendo. Pelo amor de Deus – Bora disse aflita, vendo a outra colocar o dedo no gatilho.

– Porque você não me ama do jeito que eu te amo Oppa? Porquê? – Ela gritou novamente. HyoRin começou a chorar. Andou até mim enquanto eu dava passos para trás para me afastar dela.

– HyoRin, se acalma e vamos conversar sim? – eu pedi levantando as mãos na frente do meu corpo como se pedisse para que ela ficasse naquele lugar.

– Não... você... você não pode... LeeTeuk... você não... – Ela gritou enquanto chorava.

Enquanto gritava coisas incoerentes ela se aproximava mais de mim e eu dava mais passos para trás, até que bati com as costas na porta do carro. Prendi a respiração por um momento, e pelo canto do olho vi os outros fazerem o mesmo.

E então HyoRin puxou o gatilho.