Notas iniciais
Olá, tudo bem? Eu estive sumida do Nyah por um longo tempo, mas cá estou de volta, trazendo esse romance que ficou um tempinho na minha cabeça. Informo, antes que façam a leitura, que fiz alterações em relação ao ano em que a história do Harry e a do Percy aconteceram. Essa história se passa em 2023, então: ↦ A Batalha de Hogwarts aconteceu em 2018. ↦ Harry nasceu em 2000, Teddy nasceu em 2018. ↦ Sally nasceu em 1990, Percy nasceu em 2003.

CAPÍTULO I

HARRY POTTER


Harry Potter sentia-se vazio. Ele ia às festas na Toca, ele ia aos eventos no Ministério, ele tentou ser auror. Tentou muitas coisas, mas nada o preenchia. Algo faltava, ou talvez ele apenas não tivesse encontrado dentro de si o que precisava.

O único momento em que Harry Potter era completamente feliz era com seu afilhado, Teddy Lupin. Seu pequeno ursinho, seu mundo. Harry Potter mataria e morreria por ele.

Teddy morava com sua avó, Andrômeda, mas ela estava cansada e velha, com perdas demais em sua vida. Teddy era uma criança energética, queria atenção, queria brincar, e havia coisas que Andrômeda não podia lhe dar.

E então, um dia, Andrômeda foi dormir e nunca mais acordou. Uma morte calma e natural, durante o sono, disseram.

Teddy tinha apenas dois anos quando isso aconteceu, e Harry ainda estava tentando fazer o que esperavam dele. Mas, de repente, Teddy se tornou seu. Completamente seu: seu para cuidar, para criar, para ensinar.

E como Harry Potter poderia criar uma criança, como poderia lhe dar amor, se ele sequer sabia o que era isso?

Não foi fácil. Ele e Monstro adequaram Grimmauld Place para uma criança pequena. Harry largou a carreira de auror — “tenho dinheiro suficiente para viver bem até o dia da minha morte, Mione” — e focou toda a sua atenção em Teddy.

Às vezes, o pequeno acordava chorando, pedindo pela avó. Harry também pedia por ela, em pensamento, para entender o que fazer. Mas ele respirava fundo, lembrava-se de tudo o que havia passado, pegava Teddy no colo e cantava uma música baixinho até o menino se acalmar.

Harry ainda ia à Toca, mesmo separado de Ginny. Ele ainda ria com Rony, falava sobre o trabalho de Hermione, elogiava a comida de Molly. Mas parecia… estranho. Harry os amava, mas não parecia ser o mesmo. Não havia mais uma guerra, não havia um perigo a cada esquina. Algo ainda faltava, e ele não sabia onde encontrar.

Harry percebeu que precisava sair dali. Ele precisava de um começo — um de verdade. Um lugar onde ele não fosse o famoso Harry Potter, onde Teddy pudesse crescer sem a pressão de ser seu afilhado. Onde ambos pudessem respirar fundo e aliviados.

Harry Potter comprou uma casa em Manhattan: três quartos, um grande pátio para Teddy brincar. E em uma tarde ensolarada de julho, ele se mudou.


Notas finais
E aí, o que acharam?