Written By The Gods
1 Harry Potter
Notas iniciais
CAPÍTULO I
HARRY POTTER
Harry Potter sentia-se vazio. Ele ia às festas na Toca, ele ia aos eventos no Ministério, ele tentou ser auror. Tentou muitas coisas, mas nada o preenchia. Algo faltava, ou talvez ele apenas não tivesse encontrado dentro de si o que precisava.
O único momento em que Harry Potter era completamente feliz era com seu afilhado, Teddy Lupin. Seu pequeno ursinho, seu mundo. Harry Potter mataria e morreria por ele.
Teddy morava com sua avó, Andrômeda, mas ela estava cansada e velha, com perdas demais em sua vida. Teddy era uma criança energética, queria atenção, queria brincar, e havia coisas que Andrômeda não podia lhe dar.
E então, um dia, Andrômeda foi dormir e nunca mais acordou. Uma morte calma e natural, durante o sono, disseram.
Teddy tinha apenas dois anos quando isso aconteceu, e Harry ainda estava tentando fazer o que esperavam dele. Mas, de repente, Teddy se tornou seu. Completamente seu: seu para cuidar, para criar, para ensinar.
E como Harry Potter poderia criar uma criança, como poderia lhe dar amor, se ele sequer sabia o que era isso?
Não foi fácil. Ele e Monstro adequaram Grimmauld Place para uma criança pequena. Harry largou a carreira de auror — “tenho dinheiro suficiente para viver bem até o dia da minha morte, Mione” — e focou toda a sua atenção em Teddy.
Às vezes, o pequeno acordava chorando, pedindo pela avó. Harry também pedia por ela, em pensamento, para entender o que fazer. Mas ele respirava fundo, lembrava-se de tudo o que havia passado, pegava Teddy no colo e cantava uma música baixinho até o menino se acalmar.
Harry ainda ia à Toca, mesmo separado de Ginny. Ele ainda ria com Rony, falava sobre o trabalho de Hermione, elogiava a comida de Molly. Mas parecia… estranho. Harry os amava, mas não parecia ser o mesmo. Não havia mais uma guerra, não havia um perigo a cada esquina. Algo ainda faltava, e ele não sabia onde encontrar.
Harry percebeu que precisava sair dali. Ele precisava de um começo — um de verdade. Um lugar onde ele não fosse o famoso Harry Potter, onde Teddy pudesse crescer sem a pressão de ser seu afilhado. Onde ambos pudessem respirar fundo e aliviados.
Harry Potter comprou uma casa em Manhattan: três quartos, um grande pátio para Teddy brincar. E em uma tarde ensolarada de julho, ele se mudou.
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