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38 O que vou fazer?


Notas iniciais
Amooooooores tudo bem???? Quem gostou da Sam grávida ? *----* Eu amei, porquê essa realmente não era a intenção da história, mas foi modificado :3 Entããããão, não me odeiem depois desse capítulo '----' Boa Leitura!!

Tentei à todo custo limpar as furtivas lágrimas que escorriam por meu rosto, para parecer que eu não estava chorando e fazer suspense para as meninas, mas a felicidade era tão avassaladora que estava difícil me controlar.

– Samantha Romanoff, abra já esta merda desta porta — gritou Bruna de fora do banheiro.

– Será que posso fazer xixi em paz? — respondi limpando as lágrimas.

– Já faz meia hora que você tá ai dentro Samantha — bufou Thamires.

– Não vou conseguir com toda essa pressão.

– Mais cinco minutos, cinco, se você não sair vou arrombar a porta com a cadeira de Thamires — disse Bruna.

– Você vai arrombar com essa sua cabeça de judeu, a minha cadeira não — rebateu Thamires, engatando assim uma discussão sem fim.

Lavei meu rosto e passei um pouco de maquiagem para disfarçar, mas embora eu tentasse me concentrar no que fazia, não parecia possível, pois a cada instante meu olhar ia de encontro à meu ventre, e um sorriso espontâneo surgia em meu rosto. Dei umas batidinhas nas bochechas para parecerem mais rosadas, respirei fundo, e só então abri a porta. Não contive o riso quando vi Thamires percorrer todo o cômodo com sua cadeira afim de alcançar Bruna, que corria feito uma louca por entre os móveis.

– Você fica aí rindo não é engraçadinha? — indagou Thamires quando me viu.

– Só não vou chorar amiga — dei uma piscadela em sua direção.

– Chega — Bruna interveio, enquanto tentava desesperadamente respirar — E o teste, cadê?

– Deu negativo, eu disse que vocês estavam loucas — respondi caminhando até meu sofá.

– Sacanagem, só porque eu ia ser tia — disse Bru revirando os olhos.

– Se deu negativo, porquê você tá com essa cara de babaca? — indagou Thamires.

– Amiga, essa é a única que eu tenho, tá me chamando de babaca? — me fingi de ofendida, enquanto caia esparramada no sofá.

– Provavelmente — respondeu ela sorrindo, e soltando uma piscadela para mim, do mesmo modo que fiz anteriormente — E eu não acredito em você, quero ver o teste.

– Joguei fora — dei de ombros. Eu estava me saindo bem como atriz.

– Você o quê? — gritou Bruna — Sua idiota, aquilo deveria ser guardado.

– Para? — arqueei uma sobrancelha.

– Se lembrar da sua primeira suspeita — respondeu com um olhar sonhador.

– Hmmm, então você faz isso com os testes que faz quando transa muito com Logan não é? Isso é nojento, Bruna — fiz uma careta reprimindo uma risada.

– Samantha, vá se catar — respondeu ela.

Ri de suas últimas palavras, então peguei o teste no bolso do meu jeans, joguei sobre a mesinha de centro à minha frente e comecei a assoviar olhando para o outro lado da sala, escondendo meu sorriso.

– AH MEU DEUS, você é uma vaca mentirosa — gritou Thamires.

– O quê? — me fiz de desentendida.

– Tá vendo essa mão? — perguntou ela colocando a mão em frente ao meu nariz — Vou dar na sua cara — disse me fazendo rir — Você tá grávida — comemorou.

– VOU SER TIA — gritou Bruna se jogando em cima de mim. Escandalosa sempre.

– AI CARALHO, sai de cima de mim, vai matar meu bebê — resmunguei a empurrando.

– Sai de cima do meu sobrinho, Bruna — ordenou Thamires.

– Ok, ok, pronto, satisfeitas? — rebateu ela se sentando ao meu lado — E agora, futura mamãe, o que pretende fazer?

Não consegui evitar um sorriso com as palavras "Futura Mamãe", que ficou repetindo-se inúmeras vezes em meu subconsciente. Pensei bem e decidi: — Vou contar a James — respondi por fim.

– Ele vai ficar tão feliz — Thamires disse batendo palminhas frenéticas.

– Como vai fazer? — indagou Bruna sorrindo.

– Vou chegar de surpresa, ele nem imagina que vou lá hoje, muito menos para lhe dizer que ele vai ser pai — sorri imaginando a reação dele.

Aquela conversa logo teve fim, afinal, Thamires e Bruna me obrigaram a ir logo falar a novidade a James. Pedi-lhes que não falassem nada com ninguém, eu queria dar a notícia. A euforia do momento tomou conta de mim enquanto estacionava o carro na entrada da garagem de Jay. Respirei fundo e repeti mentalmente as palavras "fique calma". Uns bons dez minutos depois, tomei coragem e sai do carro. Meus passos eram curtos e tímidos, mesmo sabendo que eu tinha uma chave da casa e que nada podia me inibir de entrar, ainda assim estava receosa. Abri a porta lentamente: — James?

Nenhuma resposta me foi dada, mas eu tinha certeza de que ele estava em casa. Deve estar dormindo, pensei. Passei pelo sofá onde o cachorrinho que lhe dei de presente dormia indo até a porta do quarto, abri apenas uma frestinha, só para ter certeza de que ele estava ali. Mas o que vi foi devastador. Uma loura, bem mais baixa que James, o empurrava contra a parede, seus rostos estava a centímetros de distância, sem contar que a tal mulher estava apenas de roupas íntimas. Foi uma facada de veneno que destruiu a estrutura de meu coração. O que vou fazer?, pensei, Meu bebê não vai ter um pai como esse, decidi.

Sai daquela casa e joguei fora as cópias da chave que eu tinha, eu estava certa de que a melhor escolha agora seria começar tudo do zero, bem longe dali.

~James POV's

Aquele assédio de fãs estava cada dia pior, e pior ainda ficou quando em uma bela tarde em que eu aproveitava meu pouco tempo livre deitado em meu sofá, e a campainha toca de repente, me tirando de meu cochilo: — Quem é? — murmurei sonolento. Sem resposta. Me levantei aos tropeços, procurando uma camisa, mas como não achara, abri a porta no estado em que estava.

– Oi James — sorriu uma garota loura.

– Hã, Oi — respondi.

– Não se lembra de mim? — indagou passando para dentro de casa, sem que eu ao menos permitisse tal ato — Halston, sua fã, nos conhecemos naquele evento beneficente que meus pais ofereceram.

– Ah sim, claro, Halston — cocei os olhos — O que veio fazer aqui?

– Vim conhecer sua casa — respondeu virando-se em direção à meu quarto.

– Não entrei aí — tarde demais, ela já estava praticamente deitada em minha cama — Está tudo bagunçado.

– Besteira — disse jogando-se por entres os lençóis. Ela usava um vestido primaveril, curto a bastante para que sua calcinha aparecesse no momento que se deitou. Eu como tinha namorada e era um cavalheiro, desviei o olhar imediatamente

– Não gosta?

– O quê?

– Não gosta do que vê? — perguntou com um olhar sacana.

– Acho melhor ir embora — virei as costas, pronto para sair do quarto, mas as mãos dela seguraram meu quadril.

– Calma — sussurrou.

Voltei à virar-me em sua direção, seu vestido estava jogado sobre minha cama, e ela lutava para juntar seu corpo seminu com o meu: — Vá se vestir e suma daqui — vociferei.

– Eu quero você — disse ela empurrando-me contra a parede, e tentando desesperadamente me beijar.

Tive que usar de força bruta para tirá-la de cima de mim, peguei seu braço fino com tamanha força que provavelmente o local ficaria roxo depois. Arrastei-a casa à fora e enfiei-a em seu carro. Tranquei a porta do carro bruscamente enquanto ela chorava baixo. Quando voltava bufando de raiva para dentro de casa, vi um brilho estranho em meu gramado, e quando me aproximei o bastante notei que eram chaves, as chaves de Samantha. Mas porquê estariam ali?, pensei. Imediatamente corri para dentro de casa e liguei para Sam. "Oi, não posso atender agora, me ligue mas tarde", soou sua voz ao cair na caixa postal. Meu coração estava apertado, algo ruim estava acontecendo.

Notas finais
Sem diálogos heuheuheuheuheuheuheu Comentem o/ Até o próximo, beeeeijos !!!!!