Worldwide

39 Para onde?


Notas iniciais
Bebês da tia me perdooooem a demora, como eu disse, ando bem preocupada com uns assuntos, e não tive mais muita criatividade. Enfim, mais uma de minhas leitoras entrará na história, mas quem será ?????? Saberão em breve. Ah, e também está um pouco demorado porquê estou bastante criativa com uma nova história. Mesmo que para a tristeza de vocês, essa nova história não vá ser postada aqui, espero que me apoiem. Boa Leitura!!

~ James POV's

Liguei milhares e milhares de vezes para Samantha, sua falta de resposta me deixava ainda mais nervoso. Sem pensar duas vezes após às vintes ligações seguintes, peguei a chave do carro e saí às pressas rumo ao apartamento de Sam.

– Boa noite, Sr. Diamond — cumprimentou-me o porteiro do prédio, quando entrei pelo saguão.

– Boa, Sr. Jasper — respondi.

– Veio ver a Srta. Romanoff? — indagou enquanto eu esperava o elevador.

– Sim.

– Sinto muito, mas ela não está — disse ele com um tom de voz condescendente, o que me deixou ainda mais nervoso.

– Sabe para onde ela foi? — caminhei em direção ao balcão onde ele sempre estava.

– Não sei, sinto muito, mas a vi sair daqui com algumas malas.

– Malas? — perguntei sentindo um nó gigantesco em minha garganta.

– Isso, ela parecia nervosa, mas ainda assim estava gentil como sempre.Depois de me entregar as chaves do apartamento, ela apertou minha mão alegando que sentiria saudades e sumiu porta à fora.

– Mas, para onde será que ela foi? — perguntei mais para mim mesmo que para o Sr. Jasper, que parecia tão confuso quanto eu.

– Me desculpe Senhor Diamond, mas não faço ideia — respondeu ele dando de ombros.

– De qualquer forma, obrigado.

Corri até meu carro, tentando respirar fundo embora o ar tivesse parecido sumir da atmosfera. Peguei meu celular no console, mas não havia nenhuma chamada, ou mensagem, nenhum sinal de Samantha. Liguei para Bruna, que atendeu ao segundo toque com sua costumeira alegria.

– Me ligou para contar da novidade? — gritou ela sem ao menos me dizer um oi.

– Novidade? — indaguei confuso.

– Ora, Sam ainda não lhe contou?

– Na verdade liguei para você na esperança de que saiba onde ela se enfiou, me diga que sabe Bruna, pelo amor de Deus, me diga que sabe — implorei.

– Como assim, James? — sua voz soou confusa.

– Eu encontrei as cópias da chave de minha casa que eram dela em meu gramado, depois disso liguei para saber o porquê das chaves estarem ali, mas ela não me atendeu, então fui até seu apartamento, mas o porteiro disse que ela havia saído dali com mala e tudo. Por favor Bruna, diga que isso é uma brincadeira sem graça de vocês — pedi-lhe. A linha ficou muda, nem um ruído, nada. Me perguntei se Bruna tentava achar uma desculpa esfarrapada para me enganar com aquela brincadeirinha besta: — Bruna? — houve mais silêncio, então fiquei impaciente: — Bruna, me responde droga.

– Ela foi embora — disse em um fio de voz.

– O quê? Tá legal, chega dessa palhaçada.

– Não estou brincando, James, ela foi embora, e acabou de me mandar um email.

– Que email? — meu coração apertou.

~ Samantha POV's

"Bruna e Thamires, quando lerem esse email já estarei bastante longe, ou pelo menos espero isso. Por favor, não contem a ninguém sobre minha gravidez, James não pode saber sobre isso, porquê se souber, vai querer tomar meu bebê de mim. Vou sentir muita falta de vocês, de verdade, mas não vou ficar perto de James nem mais um segundo, e nem deixarei que meu filho fique. Juro que explico tudo depois.

Amo vocês,

Samantha Romanoff"

Enviei o email com lágrimas nos olhos. Havia pouca movimentação no aeroporto naquele dia, o que foi um alívio. Eu estava sentada à espera de meu vôo, que partiria em breve. Respirei fundo diversas vezes, a fim de desfazer aquele aperto ganancioso em meu peito. Minha cabeça doía, meu corpo estava mole como se eu estivesse prestes a adoecer, meu rosto estava inchado pelo choro que se mantinha persistente. Fechei meu olhos para me concentrar na ideia de em breve ter meu filho em meus braços, mas a ideia se dissipou rapidamente ao lembrar de que James não estaria à meu lado e mais lágrimas desceram em cascata por minhas bochechas.

Wait a minute, before you tell me anything, how was your day?

A música soou alta, denunciando que alguém me ligava. Worldwide era o toque de meu celular, afinal, James me dissera que mesmo não tendo escrito a música, cantou ela pensando em mim, e por isso aquela era nossa música. Ao lembrar daquilo tive náuseas, porque nenhuma palavra daquela era de fato verdade. No visor apareceu a foto de Thamires, ótimo, ela já vira meu email junto com Bruna e agora as duas queriam me matar.

– Antes que me grite, quero dizer, oi Thamires — disse ao atender.

– VOCÊ É MALUCA OU O QUÊ? — gritou ela. Eu sabia que ela ia fazer isso e revirei os olhos.

– Fale baixo, as pessoas ao meu lado vão pensar que minha amiga é louca.

– NEM LIGO PRA ESSA PORCARIA, ONDE VOCÊ ESTÁ?

– Ah, estou bem, obrigado — respondi irônica. Perfeito, agora ela iria me espancar até a morte quando me visse.

– DEIXE DE SER IDIOTA E RESPONDA A DROGA DA PERGUNTA — ordenou estericamente.

– James está aí?

– NÃO IMPORTA, ME DIGA ONDE VOCÊ ESTÁ.

– Não vou responder nada enquanto não me disser se James está ou não com você — respondi firmemente.

– Ele não está — respirou fundo.

– Obrigado por parar de gritar, quase estourou meus tímpanos — sorri.

– Há-há, pare com suas ironias e diga logo onde está.

– No aeroporto...

– O QUÊ? — gritou ela novamente.

– Se gritar de novo, desligo a porra do celular na sua cara.

– Okay, parei, agora me diga, porquê está na porcaria do aeroporto?

– Estou indo embora do país, James não pode ficar perto do meu filho — respondi acariciando a barriga de leve.

– Que história é essa? Vocês estavam tão bem e...

– Encontrei James com outra — interrompi-a.

– Impossível — rebateu ela.

– Não, na verdade é bem possível, ele estava se agarrando com uma loura em seu quarto quando eu cheguei, ele não me viu, e eu nem queria que visse, foi bom ter essa vantagem para ir embora.

– Você não pode fugir de seus problemas — ela disse calmamente.

– Não vou permitir que meu filho tenha um pai idiota como esse — respondi com os dentes cerrados.

– Isso não significa que tenha que sumir assim — sua voz ficou fina, como se ela estivesse prestes a chorar — JAMES FIQUE CALMO CARALHO — Bruna gritou ao fundo.

– Você disse que James não estava aí — falei me desesperando.

– E não está — ela apressou-se em dizer — Bruna está falando com ele por telefone, parece que está desesperado.

– Que se dane — respondi com desdém — Ela não falou nada a ele, não é?

– Não, só confirmou através de seu email que você tinha ido embora.

– Ótimo.

Primeira chamada de embarque para o voo 212 com destino à Londres– soou uma voz feminina no alto falante.

– Tenho que ir — disse a Thamires.

– Londres? — indagou ela com a voz embargada.

– Não diga a ninguém Mires, apenas para Bruna — pedi-lhe.

– Seu segredo tá seguro, te amo amiga — ouvi-a fungar baixo.

– Também te amo — respondi já chorando novamente — Diga a Bruna que amo ela também, vamos nos comunicar por internet.

– Okay.

– Tchau.

Desliguei antes que ela respondesse, não queria ouvir mais lamentos vindos dela, e nem queria me lamentar para que ela ouvisse. Limpei as lágrimas com o dorso da mão, joguei uma mochila por cima do ombro, peguei a alça da mala que estava estacionada à meu lado e a arrastei vagarosamente pela sala de embarque.

– Adeus, Los Angeles — murmurei baixinho enquanto subia no avião.

*3 meses depois.

– Bom dia Senhorita...- disse a médica ginecologista segurando uma pasta em mãos.

– Romanoff, Samantha Romanoff, mas pode me chamar de Sam — respondi.

– Okay, Samantha, vamos examinar seu bebê? — perguntou ela com uma voz infantil. O que ela pensava que eu era? Uma adolescente imatura esperando o primeiro filho aos treze anos?

– Vamos.

Ela indicou uma espécie de maca, onde eu deveria deitar. Deitei rapidamente, tentando me sentir o mais confortável possível, sem sucesso. Eu estava nervosa, era minha primeira ultra-som, a primeira vez em que veria meu pequenino dentro de mim.

– Como se sente? — indagou a doutora jogando um gel gelado sobre meu ventre, fazendo com que um arrepio subisse por minha espinha.

– Nervosa — murmurei — É meu primeiro filho sabe? E eu não sei o que pensar, ou como agir. Eu tenho medo que esse ultra-som diga que ele não está bem ou coisa do gênero, é, acho que estou surtando — sorri nervosamente.

– Fique calma, ele ficará calmo e bem melhor se você estiver calma — falou ela agora passando uma máquina que parecia até um microfone no local onde o gel estava.

– Okay — respirei fundo.

– Então, como está esse pequenino? — indagou ela mais para si mesma que para mim — Olhe ele ali — disse apontando um pontinho na tela à meu lado.

– É essa coisinha pequenininha? — meus olhos lacrimejaram.

– Sim é — sorriu ela para mim e logo voltou o olhar para a tela novamente — Mas espere...

– O quê? — meu coração parou por um instante — Tem algo errado, Doutora?

– Não, na verdade está tudo na mais perfeita ordem com seus filhos — respondeu sorrido de orelha à orelha.

– Filhos? — arqueei uma sobrancelha.

– São gêmeos.

– Gêmeos? — sorri abertamente.

– Gêmeos — confirmou — O pai deles vai ficar muito feliz com a notícia — disse segurando minha mão.

Naquele momento toda a felicidade ficou um pouco borrada, eles não tem pai, pensei.

– Vai sim — respondi num fio de voz.

Notas finais
Thamires: Gêmeeeeeooooos. Bruna: Gêmeooooooooooooooooooos. Thamires: Vou ser titia de dois anjinhos ~limpando as lágrimas~ Bruna: Vamos. Thamires: Ain, to surtando. Sam: Se você que é a tia está surtando imagina eu? Essa escritora vai matar todos daqui à uns dias. Bruna: Provavelmente vai, ouvi dizer que tá quase acabando. Sam: Não brinca. Thamires: Verdade, parece que estamos chegando no fim. Bruna: NÃÃÃÃÃO. Thamires: Cale essa boca de trombone sua idiota. Bruna: Vem calar. Thamires: Deus me livre, isso é serviço para Logan fazer. Sam: Vamos embora? Tô enjoando legal aqui. Bruna: Vamos o/ Thamires: Tchaaaau :* AMOOORES DA TIIIIAAAAA. Gritem, esperneiem, façam um auê heuheuheuheuheu Impressionei vocês? Espero ansiosamente que sim u-u Até o próximo o/