Worldwide
14 Descoberta desconhecida.
Notas iniciais
~James POV's
Depois de praticamente fugir do apartamento de Samantha, decidi sumir por um tempo, simplesmente, no mesmo dia da "discussão", subi em minha moto, e parti para o interior do estado, para a casa de minha avó, onde nem sinal de celular pegava, estava determinado a esquecer tudo, e seguir em frente. No dia seguinte, enquanto fazia uma caminhada em uma das serras próxima a propriedade da família, o sinal de meu celular voltou, e a quantidade enorme de caixas postais que haviam me intrigou um pouco, mesmo com meu orgulho enorme, tive esperanças de serem ligações da Sam, então tive a surpresa, as mensagens não era dela, e sim de Logan, ouvi a última que me foi enviada e quase enfartei ao ouvir a voz preocupada de meu amigo dizer as seguintes palavras.
"James, aparece, logo irmão, Sam precisa de nós, ainda mais agora, alguém tentou matá-la"
Chocado com tais palavras ecoando em minha mente, desci aquela serra o mais rápido que pude, mal me despedi de minha avó, e peguei a estrada de volta para junto de Sam, culpando a mim mesmo por deixá-la sozinha.
(...)
Ao chegar no hospital, fui recebido por Carlos, que parecia nem se lembrar do ocorrido de antes, entre Sam, ele e eu, havia preocupação em seus olhos, medo, alguns minutos de explicação depois, entendi o medo dele, e passei a senti-lo. Carlos estava com um aspecto cansado, exausto na verdade, pedi que ele fosse para casa, eu ficaria com Sam, mesmo relutante, ele foi.
No momento em que ele deixou o quarto, me vi sozinho com minha Sam, que estava desacordada, mas linda como sempre, esqueci todas as palavras que saíram do lábios carnudos dela, no momento em que vi seu rosto angelical repousando em sono profundo. Sentei-me ao lado de sua cama, sua respiração estava controlada, suas pálpebras tremiam um pouco, não me cansava de olhá-la, mesmo estando tão imóvel. Horas se passaram, estava quase dormindo, quando de repente,em um pulo, Sam acordou, ofegante, como se acabasse de sair de seu pior pesado.
– Camila, Camila, Camila — repetia freneticamente.
– Sam, calma, ei, respira — segurei suas mãos trêmulas e frias.
– Camila — falou de novo, desta vez fitando meus olhos.
– Quem é essa, Sam? — perguntei, confuso.
– Estava aqui, Camila, Camila — continuou falando, mas nem parecia ser para mim, estava repetindo para ela mesma — Camila, estava aqui — fez uma pausa, observando um ponto na parede, no qual não havia nada, alguns segundos depois, pôs-se a gritar — Não, socorro, socorro, ela vai me matar, socorro.
Minha preocupação chegou ao auge, ela gritava e chorava, repetindo as mesma palavras, debatendo-se na cama, enquanto eu tentava segurá-la. Em questão de milésimos, a porta do quarto foi aberta, os enfermeiros e médicos rodearam a cama, segurando o corpo inteiro de Sam, prendendo-a ao leito, e aplicando-lhe um sedativo.
Assim que adormeceu novamente, os médicos chamaram-me, junto com alguns policiais, que estavam envolvidos nas buscas do criminoso que tentou matá-la, para me interrogar sobre o que houve no quarto quando Samantha acordou, expliquei-lhes tudo, perguntaram a mim, quem era Camila, e eu não soube responder.
– Bom, já é uma pista, iremos procurar por pessoas de nome Camila que estiveram neste hospital no dia do ocorrido, para que a vitima possa fazer um reconhecimento — disse um policial.
– Mas como ela fará um reconhecimento no estado emocional em que se encontra? — indaguei.
– Isso eu posso resolver — respondeu um médico ao meu lado — a paciente está em estado de choque, e para sair dele o mais rápido possível, vai ter que se sentir confortável e segura, você passa estes sentimentos a ela? — perguntou-me.
– Não sei se posso, mas sei de alguém que pode — afirmei.
Imediatamente disquei um número que já conhecia de cor, e ao segundo toque, a ligação foi atendida.
– Alô?
– Kendall, precisamos de você, agora — falei sem ao menos cumprimentá-lo.
~Kendall POV's
Pus os pés naquele hospital completamente fora de mim, não sabia o que iria fazer para a Sam se sentir confortável e segura, afinal, eu a magoei tantas vezes, mas pela amizade que eu ainda sentia por ela, eu tentaria, e iria até o fim.
– Ainda bem que chegou — disse James quando me viu — os médicos estão dizendo que o efeito do remédio está quase no fim.
– Tem certeza que sou a pessoa qualificada a fazer isso? — perguntei, deixando meu nervosismo evidente.
– Claro, mesmo com toda magoa, ela ainda sente algo por você, se for você a acalmá-la, talvez tenhamos uma chance, se não for... — respirou fundo — não sei o que vamos fazer para pegar esse criminoso.
– Eu vou dar o melhor de mim — afirmei.
– Vamos esperar para que dê certo.
Em seguida, me colocaram no quarto com ela, apenas esperando que despertasse de seu sono, tentei inúmeras vezes, em vão, controlar minha respiração ofegante. Olhei fixamente o rosto dela, e então, devagar, e pacientemente, seus olhos se abriram, como se pudéssemos nos comunicar por pensamentos. Sam analisou cuidadosamente meu rosto, e disse.
– Kendall — fez uma pausa, apoiando-se nos cotovelos para se sentar — estava esperando você!
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