World Shambhala
1 O Começo
A cada 3000 anos Shambhala se faz presente na terra, sempre em um lugar diferente. Toda vez que ela surge, acontecimentos anormais cobrem a terra. Sempre deixando uma marca diferente seja nas crenças do povo como na estrutura da terra. Certa vez foram as pirâmides, em outra ocasião a crença de El Dorado a cidade do ouro, assim como Atlântida.
Muito além de crenças e estruturas, Shambhala traz consigo criaturas mitológicas como Lobisomens, Vampiros e todo o tipo de seres já citados por algum povo. Essas criaturas ficam despertas por uma semana na face da terra e nesse tempo destroem e matam tudo que atravessa seu caminho. Ao fim da semana Shambhala some , junto com tudo que trouxe, para reaparecer 3000 anos depois em outro lugar... Deixando apenas lendas e marcas para lembrar às testemunhas de sua existência.
Desde que o ser humano abandonou as crenças místicas Shambhala deixou de voltar. É assim que funciona tudo, se o ser crê o mito se faz presente, se crença não há o mito se afasta.
Agora, com a abertura da Esfinge, os mitos ressurgem para tirar o atraso. Somando todo o tempo que estiveram fora, passarão um ano na terra. Que Shambhala se faça presente.
...
Acordo de manhã com meu irmão me chamando eufórico.
-Brian, você precisa ver isso! É inacreditável. Todos esses anos e enfim conseguiram!
-Conseguiram o que? E por que diabos você me acorda às 5 da manhã Dave?! – pergunto.
-Acredite, assim que você ver do que estou falando vai me agradecer por acordá-lo.
Saio de minha cama e meu irmão faz sinal para que eu vá para a sala. Ando, esfregando os olhos, até o encosto do sofá onde me apoio. Vejo o rosto do repórter anunciando a mais nova bomba jornalística, ao fundo passam algumas imagens da esfinge e há algumas pessoas entrando nela, fora isso... Espera! A esfinge! Aberta!
-Santo deus! Dave me diga que a imagem ao fundo não é um cenário de filme ou um projeto em 3D! – grito.
-Não é não meu irmão. Isso que você está vendo são cenas ao vivo do que a imprensa chamou de “Despertar da Esfinge”.
-Não creio. – caio de joelhos pasmo.
Ainda estou caído olhando o repórter roliço falar sobre a importância dessa descoberta quando meu telefone toca. Levo alguns segundos para retomar a consciência e atender.
-Alô... – digo ainda pasmo.
-Brian? – diz a voz no telefone.
-Sim. Quem fala?
-Aqui é Damian Claude. Como você está?
-Estou bem. Escute, a ligação está quase inaudível, você está dentro de casa ou algo do tipo? – pergunto.
A voz no telefone ri sem parar. Só agora me lembro dele, Damian, meu colega de faculdade. Nós estávamos cursando Arqueologia mas eu desisti no meio do último ano por falta de responsabilidade... O que ele faz me ligando às 5 da manhã?...
-Meu amigo, eu estou bem longe de casa... Escute, ligue sua TV no canal 15 e dê uma boa olhada no fundo da matéria. – ele fala.
A TV está no canal 15 desde que meu irmão me chamou. Então olho para a cara do jornalista e depois para o fundo da matéria e lá está...
-Seu grande filho da mãe, eu não acredito! – grito no telefone.
Dave me olha confuso e olha de volta para a TV. Lá está, o maldito sacudindo os braços para mim na frente da esfinge...
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