Wont You Save Me?
21 Capítulo 21 - Agravante
Notas iniciais
Fiquei sabendo que uma das autoras de fics do site, a Mary_CullenS2 está com leucemia crônica e internada num hospital. Sou doadora de medula óssea e, como sei que você tem uma longa lista de seguidoras de suas histórias, estou pedindo que você espalhe a notícia aproveitando p/ pedir que as leitoras, e você também, entrem p/ esse cadastro de doadores, não é preciso nada demais, só a retirada de um tubinho de sangue de sua veia como num exame qualquer. Quem sabe essa medida não ajuda a salvá-la, ela precisa encontrar esse doador em no máximo dois anos, depois não terá mais jeito. Vamos participar, ela tem uma filhinha de apenas um aninho. Estou repassando esse recado a todas que eu posso, que eu tenho acesso. Por favor faça isso também.
Eu recebi isso e achei um meio de repassar por aqui. Repassem esta mensagem, é por uma boa causa, é pra salvar uma vida.
Com o passar dos dias meu corpo começou a aderir à doença. Ele já não era mais o mesmo de dias atrás. Tudo parecia estar se rendendo. Eu tinha 1,65 de altura e antes de qualquer sintoma vir à tona eu pesava cerca de 58 kl. Mas tudo mudou e agora eu pesava 51 kl. A Cor de minha pele já não era mais branca. Ela agora estava num tom amarelado. O que realmente indicava que meu estado não era bom. Olheiras faziam companhia abaixo de minhas orbes. Meus olhos verdes pareceram perder a cor e o brilho de antes. Eles estavam fundos, como se quisessem se enterrar em meu crânio. Meus lábios decidiram ficar ressecados, por mais que eu passasse diariamente manteiga de cacau. Não havia uma roupa que não ficasse folgada em mim. Meus cabelos estavam ralos. A cada dia a queda precoce aumentava. Meu paladar parecia não existir. A fadiga parecia ser minha melhor amiga.
Cocei meus olhos e os abri, fitando meu reflexo horrendo no espelho. Hoje eu usava um moletom branco de mangas cumpridas e largo. Cocei minha cabeça e bocejei, caminhando devagar até chegar à sala. Sentei-me no sofá e cruzei minhas pernas sobre o acento. Abri meu maço de cigarros e peguei um, levando-o a boca e o acendendo. Traguei-o, prendendo a fumaça em minha garganta, sem pressa de soltá-la. Para que ter pressa? Eu deveria viver tudo intensamente e faria isso. Só estava criando coragem. Justin chegaria da turnê amanhã. Eu teria de fazer um milagre para a minha aparência melhorar. Soltei a fumaça lentamente, observando-a flutuar a minha frente.
Mike e Matt já tinham certeza de que eu tinha uma doença terminal, porém eu omiti os fatos. Disse que era apenas um novo tipo de resfriado e que ele causava esses sintomas, e que aos poucos eu voltaria ao meu normal. Nenhum deles pareceu acreditar no que eu dissera, mas fingiram estar satisfeitos com a minha resposta. Mas eu sabia que eles estavam pesquisando sobre doenças que tinham os mesmo sintomas que eu.
Amanhã também seria a festa de Mike. Não era aniversário dele, mas por não estar mais sob revisão médica e por ter saído ileso da tragédia, Mike resolveu fazer uma festa para comemorar “sua volta”. Eu iria à festa, mas teria de arrumar um jeito de despistar Justin. Era uma quinta feira. Eu só trabalharia meio período na sexta. Conversara com Christina e ela me liberaria mais cedo para dar tempo de eu encontrar com Justin e ir à festa de Mike. Apaguei o cigarro no cinzeiro de vidro e levantei, caminhando de volta para meu quarto. A transpiração noturna já começara. Passei a mão em minha testa para amenizar o suor e sentei na cama, cravando com força as unhas em minhas coxas. As lágrimas desceram rapidamente entre soluços. Faltava-me ar. Eu não fazia a menor idéia de como diria a Justin o que havia comigo. Eu morreria duas vezes. A primeira seria quando eu contasse a ele, pois seria como se eu tivesse dando adeus a minha vida. Justin passara a ser minha vida. E a segunda, bom, na segunda vez eu morreria, literalmente. Com esses pensamentos felizes me deitei num processo lento. Me virei para o lado da janela. Enquanto observava a luz que vinha de fora meus olhos foram fechando-se por conta própria.
Tirei o uniforme do trabalho rapidamente. Cada peça foi jogada em um cômodo diferente. Eu me sentia completamente feliz. Ver Justin faria parte de mim rejuvenescer. Durante o banho eu cantei músicas que vieram a minha mente aleatoriamente. Apenas enrolei a toalha roxa em volta de meu corpo e fui para o quarto, deixando rastros de pegadas molhadas por todo o assoalho que percorri. Escolhi a dedo a roupa que usaria hoje. Seria algo simples, mas bonito. Vesti um sutiã tomara-que-caia cor da pele e por cima coloquei uma blusa de alça branca, um pouco transparente. Vesti um short branco, os borrões pretos que tinham nele davam um ar de manchado. Calcei uma sapatilha preta sem detalhes. Peguei uma fita preta média me pus à frente do espelho. Penteei meus cabelos e os joguei para o lado esquerdo. Amarrei a fita a três dedos acima da testa e dei um nó nela, virando-a e deixando o nó embaixo de meus cabelos. A onda que ficara em minha franja parecia mais um topete, mas estava bonito e parecia natural também, pois a fita preta desaparecia entre os fios pretos de meus cabelos. Não abusei da maquiagem, só um pouco do blush, para dar um ar de vivência a minha aparência enferma. Passei um gloss de baunilha, encerrando o make. Dei alguns passos para trás, para avaliar-me melhor no espelho. Sorri, contente pelo resultado. Justin buscou em mim algo que parecia está perdido: a vida. Passei desodorante e depois meu 212 men. Coloquei o gloss no bolso traseiro de meu short e fechei a porta do quarto. Estendi a toalha no ganho do banheiro e fui para a sala, pegando o mói com as chaves e trancando o apê. Respirei fundo, contendo a euforia, mas não obtive sucesso. Apenas andei rumo ao elevador. Desci para o térreo, caminhando para sair do prédio. Enquanto andava pela calçada para o ponto de ônibus, sorrisos instantâneos repuxavam meus lábios. Parecia cena de filme quando a protagonista tá feliz e saí pulando pela calçada, rindo, de braços abertos e cumprimentando todos que vê pela frente. Resolvi pegar um táxi. Não pegaria muito bem chegar à gravadora de Justin de ônibus. O táxi fez o percurso em cerca de quinze minutos. Paguei a corrida e desci. Eu sentia meus olhos iluminaram, só de pensar que Justin estava mais próximo a cada passo. Passei pela grande porta de vidro com o acabamento em mogno e entrei. O sorriso antes estampado em meus lábios desapareceu.
Selena envolveu Justin com seus braços envoltos no pescoço dele e tascou-lhe um beijo muito íntimo por sinal. Sua mão segurou com força a raiz dos cabelos de Justin, deixando seus corpos ainda mais colados. Não pareciam dois corpos, para os que viam só parecia um corpo e nada mais. Uma luz forte atingiu meus olhos. Flashes eram disparados a cada segundo, flagrando-os. Eu me senti como uma ninguém entre aquele alvoroço todo. Afinal, quem era Lindsay comparada a Selena Gomez? Uma zero a esquerda. Os fotógrafos pareciam não me ver, ou só estavam me ignorando, já que eu não tinha importância alguma. Justin afastou Selena com as mãos em seus seios. Ela sorriu. Descarada. Pensei. Ele falou algo pra ela, mas ela fingiu não entender. Os fotógrafos foram saindo aos poucos. Eles já haviam conseguido o que queriam. Essa seria a hora exata. Andei até os dois, a cada passo a raiva aflorava em minha corrente sanguínea. Justin arregalou os olhos e pôs-se a falar rapidamente, atropelando as palavras. Eu apenas ergui meu dedo indicador e ele se calou. Olhei para Selena e ergui uma sobrancelha.
Pigarreei, juntando saliva em minha boca, e então despejei tudo naquela cara de songa monga. Selena deu um pulo para trás dando um grito estridente, porém em nenhum segundo eu perdi a pose. Eu não pude conter a risada. Debochadamente ri de seu estado. Seus olhos diziam que a qualquer minuto ela pularia em meu pescoço.
- Não com o meu homem, dona Selena. Não com o meu homem. – Repeti num tom que a fez ficar hesitada. – E para você, Justin, eu deixo o meu silêncio. – Ergui meu rosto e saí fazendo uma pose que segundos depois se desmancharia.
- Lind! – Justin gritou repetidas vezes, porém meu silêncio foi a sua resposta.
Ele não correra atrás de mim, isso significava que eu não valia tanto à pena.
Peguei outro táxi. Mas dessa vez rumo è festa de Mike. Hoje eu realizaria tudo o que desejei por anos, mas que nunca tive coragem de fazer.
Notas finais
Eu queria poder ter a opção "postar capítulo só pra quem deixa review", porque né, são 49 leitores e eu não recebo reviews nem da metade.
Enfim, nas circunstâncias que eu estou não vale a pena me estressar com isso.
Sil, seu anjo, obrigada mesmo pela recomendação, eu chorei ao ler o review e a recomendação. Tudo que eu tinha pra te falar te falei por review, mas obrigada mais uma vez.
Não tem como desejar uma boa leitura após o capítulo ter terminado, não é? UAHSUASHUAHAU
Mas espero que vocês tenham tido uma boa leitura ♥
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Próximo capítulo: Loucuras levarão a uma quase-morte.
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