Wonderwall

9 You Know What To Do


Notas iniciais
Olá olá. Queria agradecer ao MC Carlos Funk Sumaré pela recomendação na minha fic, obrigada coração. Enfim... Boa leitura.

...

– Acho que não herdei seu senso de humor – antes que Gold pudesse fazer qualquer outra coisa, Killian segurou o braço que segurava seu rosto e o torceu, desarmando seu pai e o segurando, impedindo que o homem fizesse algo –

– Quer dizer que meu garotinho agora sabe se defender? – Gold gargalhou e conseguiu soltar-se do filho. Levou suas duas mãos ao seu terno roxo e o arrumou sobre seu corpo, passando a mão sobre a roupa com se tentasse tirar algum amassado – Não precisa ser agressivo com seu pai – disse enquanto rodeava o filho, Killian tentava seguir o pai com os olhos, mas até olhar para Gold era assustador –

– Eu vou chamar a polícia – disse Killian fazendo seu pai parar de lhe rodear. Gold inclinou sua cabeça para o lado e semicerrou os olhos para o filho e depois voltou a abrir um sorriso –

– Sempre com as mesmas manias. Sempre chamando a polícia para seu pai... Por acaso o seu namoradinho é da polícia? Por isso essa sua persistência em sempre chama? Se quiser me apresentar a ele é só dizer, não precisa trazer um batalhão – Killian se aproximou de seu pai e sem nenhuma hesitação levou suas duas mãos ao pescoço do homem, apertando com força sem ao menos deixar a palavra “pai” lhe impedir. Killian fez seu pai cair sobre sua cama enquanto continuava a forçar suas mãos sobre o pescoço do homem, seus dentes rangiam e seus olhos gritavam fúria. Gold sorria, mas nenhum som saia, apenas lágrimas escorrendo de seus olhos e o sorriso que parecia nunca sair mostrava que ele não parecia muito em dor. Killian então se deu conta do que estava fazendo, e soltou o homem. O mais novo respirava pesado, as mãos tremiam – Ufa! Essa foi por pouco – brincou Gold fingindo enxugar o suor da testa –

– Eu vou falar mais uma vez, vai embora, agora! – a voz ficou um pouco mais grave e autoritária, o que era raro em Killian – Não se atreva a voltar aqui, ou então eu vou terminar o que comecei, não duvide disso – respondeu. Gold foi até o filho e beijou o rosto do garoto, que logo levou sua mão a bochecha, tentando desfazer aquele ato –

– Só passei para ver como meu garotinho estava – Gold foi em direção à janela, e voltou a olhar para o filho – Estou orgulhoso de você, garoto. Você iria me matar, você é igual a seu pai. Tal, pai, tal filho. Coisa mais linda – disse levando as costas das mãos até o olho, como se tirasse uma lágrima, Gold voltou a sorrir e piscou para o filho – Até mais filhote – o homem pulou da janela e Killian levou as duas mãos aos cabelos, respirando pausadamente e profundamente como sua terapeuta o ensinou –

– Killian?! – o homem saiu de seu transe quando ouviu batidas em sua porta e a voz de Ruby – Ouvimos barulhos, você está bem? Aconteceu alguma coisa? – Killian olhou-se no espelho, o suor descia de seu rosto como se ele tivesse feito exercícios, a expressão séria e preocupada, ele não se reconhecia naquele reflexo – Killian?! Eu vou entrar – o homem ouviu a amiga, olhou mais uma vez para seu reflexo, fechou os olhos por alguns segundos. Quando os abriu pôs seu famoso sorriso, e foi até a porta despreocupar sua amiga –

– Não foi nada bonitinha, é que antes de tomar banho eu sempre faço alguns exercícios, sabe como é não é? Esse corpinho escultural não é só de ficar deitado – Ruby gargalhou e balançou a cabeça com a resposta, Killian piscou para a amiga – Agora eu vou tomar banho, já desço – respondeu fechando a porta depois de Ruby dizer que iria usar o banheiro de Emma para tomar banho. Killian apoiou suas costas na porta e levou uma mão a cabeça relembrando a conversa que tivera há poucos minutos com seu pai –

...

– Nossa... – Regina saiu do carro e olhou para aquele lugar. Parecia uma mansão localizada no meio do nada, o portão parecia enferrujado e o lugar parecia abandonado. Em cima do portão havia o nome “Enchanted Madness” com o último “s” quase despencando – Não me surpreenderia se esse homem tiver fugido dessa espelunca – comentou sentindo um calafrio com o vento frio que beijou sua pele –

– E você ainda queria vir sozinha – lembrou Emma, estava parada ao lado de Regina olhando aquele lugar, a última e única vez que havia ido até aquele local foi logo quando Gold foi mandado para lá, Killian precisava de alguém ao seu lado depois de todo o ocorrido –

– Se eu bem lembro, quem sempre está precisando da minha proteção é você e não o contrário – Emma não pôde deixar de gargalhar com o comentário de Regina, a morena arqueou uma sobrancelha e pôs suas mãos nos quadris, questionando aquela gargalhada sarcástica da assistente – Desculpe, falei algo engraçado Swan? –

– Você sempre fala algo engraçado, deveria tentar a carreira de comediante um dia – Regina empurrou o ombro da loira e girou os olhos – Sempre gentil – comentou olhando para a jornalista –

– Vamos acabar logo com isso – ordenou indo até o portão. Viu um interfone e por um segundo duvidou de que estivesse funcionando – Você tem certeza que é esse o lugar? Parece abandonado – observou ao redor, parecia que haviam colocado a mansão em uma floresta –

– Não me diga que a incrível e destemida Regina Mills está com medo – Emma observou Regina murmurar algo indecifrável e apertar no botão do interfone, a loira sorriu internamente ao ver Regina provar o contrário de seu comentário. Regina era realmente diferente de todas as pessoas que Emma havia conhecido, algo naquela mulher deixava Emma intrigada e ao mesmo tempo confortável –

– Alô? Alô? – Regina ouviu as palavras saindo do interfone e começou a responder, mas a voz que chegava até as duas do lado de fora estava chiando, complicando o entendimento – Alô? Não estou entendendo bem, vou abrir o portão – respondeu uma voz masculina. De repente o portão se abriu e as duas se entreolharam –

– Você primeiro – disse a loira apontando o caminho para Regina, a jornalista não falou nada, apenas seguiu – Você não pode falar que é do jornal – sussurrou Emma caminhando ao lado de Regina – Eles não deixam nenhum meio de comunicação ter notícias dos pacientes. Deixa que eu resolvo – Regina imediatamente parou seus pés e olhou para a mulher ao seu lado – Confia em mim – pediu. Aquelas palavras ecoaram pela a mente de Regina e sem ao menos ela se dar conta estava concordando com a cabeça –

– Vocês, o que estão fazendo aqui?! – as duas viraram-se e olharam para o homem careca, baixo, barrigudo e com um bigode terrível –

– Visitas. Viemos visitar um parente – respondeu Emma sem dar chance de Regina falar algo. O homem cruzou os braços, mas não se aproximou –

– Desculpem, mas o horário de visita acabou há duas horas – respondeu desconfiando daquelas duas, nunca antes havia visto aquelas duas por ali –

– Podemos ao menos falar com o médico? Só para saber como nosso parente está? – o homem deu uma boa olhada na morena que se aproximava e descruzou os braços –

– Não posso ajudar, por favor, saiam – ordenou. Regina sorriu já bem próxima do homem, com a ponta do dedo tocou o ombro do homem e lentamente deu uma ao redor dele ele, como se fosse alguma predadora prestes a atacar a preza –

– Tem certeza de que não poderia ajudar? Eu ficaria bastante feliz se pudesse falar com o médico ou até mesmo ver nosso parente – Regina levou sua boca bem próxima da orelha do homem – Eu seria bastante grata se você fizesse isso – sussurrou maliciosamente, o homem engoliu a seco, sentindo um incomodo entre suas pernas, Emma fechou sua mão em punho quando conseguiu ouvir as palavras de Regina –

– Nesse caso... Hum... Eu... Eu acho que posso ajudar – respondeu tentando se recompor. Regina sorriu em agradecimento e piscou para o homem – Me acompanhe, por favor – pediu. Regina acompanhou e Emma continuou parada, tentando deixar aquela onda de ira sair de seu corpo –

– Swan? O que está fazendo? Me acompanha – ordenou Regina. Emma olhou para a jornalista e abriu sua mão, respirou fundo e acompanhou Regina –

– Não falem com ninguém, e procurem não olhar diretamente para eles. – informou o homem enquanto andava pelos corredores. Alguns pacientes estavam espalhados pelo o local, parecia indefesos – Fiquem aqui e não falem com ninguém – pediu enquanto entrava na sala de um dos responsáveis. Regina olhou ao redor, viu alguns guardas, algumas quartos fechados –

– Você não estava falando sério, não é mesmo? – Emma tirou Regina de seu devaneio com a pergunta, Regina franziu a testa e Emma apontou para a porta onde o homem havia entrado – O que você falou para esse cretino, de ser grata se ele nos deixar falar com o médico – Regina queria sorrir, mas segurou para não demostrar –

– Creio que isso não é da sua conta, Swan –

– Qual é Regina? Gordo, careca, com um rato debaixo do nariz, esse é seu tipo de homem? – perguntou parecendo irritada. Regina não conseguiu segurar seu sorriso, mas deixou apenas uma curva no canto da boca aparecer –

– Novamente, não é da sua conta – respondeu. Virou seu rosto para poder sorrir, Emma estava para falar algo mais quando a porta se abriu –

– Ele não pode falar por muito tempo porque tem um compromisso, vocês têm cinco minutos com o Dr. Whale – respondeu dando espaço para elas entrarem na sala, Emma entrou primeiro e o homem segurou o braço de Regina – Espero que você saiba como me agradecer – disse com um sorriso malicioso, Regina queria vomitar com aquilo, mas apenas piscou para o homem e entrou na sala –

– Olá, eu sou o Dr. Whale – disse levantando-se de sua cadeira e cumprimentando as duas mulheres – Sinto muito, mas o horário de visita já acabou, Marcus disse que vocês queriam falar comigo. Como posso ser útil? – perguntou voltando a sentar e pedindo para as duas fazerem o mesmo –

– Nós queremos saber como está Jerome Gold, estamos de passagem pela a cidade e não nos perdoaríamos se não passássemos aqui para saber o estado de nosso tio – respondeu Emma. Whale olhou as duas por um momento e virou-se para abrir uma gaveta, procurou a pasta de Gold e pôs na mesa –

– Jerome Gold. Nosso palhaço macabro – disse Whale gargalhando um pouco – Oh desculpem, os pacientes o apelidaram assim, mas enfim – o homem cruzou suas mãos e descansou-as sobre a mesa, inclinando seu tronco um pouco para frente – Ele continua do mesmo modo, sinto muito dizer isso, o tratamos com medicamentos, com o acompanhamento de uma psiquiatra, mas a situação não parece muito boa para ele. É uma lastima dizer isso, mas Jerome jamais poderá voltar a viver em sociedade – Emma e Regina se entreolharam –

– Será que poderíamos vê-lo? Não precisamos falar com ele nem nada, só queremos vê-lo uma última vez – pediu Regina. Whale ponderou por alguns segundos e levantou-se –

– Me acompanhem – as duas levantaram e acompanharam o médico. Whale fez sinal para dois guardas acompanharem ele e as mulheres – Alguns pacientes são bem agressivos, por isso tantos guardas – explicou o homem – Pela segurança de vocês, não poderão entrar, apenas observar – Whale abriu a janelinha da porta que trancava Gold. Regina foi a primeira a espiar, assim que seus olhos encontraram aquela figura, seu corpo estremeceu. Era bizarro e assustador, o homem com as vestes brancas estava sentado no chão organizando algumas cartas de baralho, fala algo como se estivesse conversando com alguém. Regina se afastou e Emma tocou seu braço, mostrando que estava ali e ela não precisava temer –

– BOOM! – gritou Gold espalhando as cartas. Emma se aproximou e observou pela a pequena abertura – Quatro se foram, uma está por vir, tudo irá explodir e eu estarei a sorrir – Gold começou a gargalhar e pegou duas cartas do chão, Emma pôde perceber que uma das cartas era um coringa e a outra uma rainha – Para quem me desmoralizou uma surpresa está por vir, tick tac tick tac, é assim que você vai explodir! – disse soltando outra gargalhada, de repente o homem levantou seu olhar e pôde ver um par de olhos verdes lhe observando por trás da porta. Gold inclinou sua cabeça para o lado e sorriu, levantou sua mão direita e balançou lentamente como se estivesse dando tchau para a mulher. Emma deu um passo para trás e fechou a janela de onde observara o homem –

– É sempre assim, sinto muito por isso – disse Whale tocando o ombro de Emma –

– Ele fica preso o tempo inteiro? – questionou Regina –

– Sim, é melhor que ele não interaja com outros – explicou voltando a andar – O caso dele é algo para se estudar, hoje chegará uma das melhores psiquiatras do país. Ela é excelente no que faz, talvez ela possa chegar a algum tratamento para Jerome – disse Whale parando em sua sala – Espero que eu tenha ajudado, meu tempo esgotou. Preciso voltar ao trabalho –

– Muito obrigada Dr. Whale – agradeceu Regina, Whale sorriu com o agradecimento e entrou em sua sala — Aquele homem me deu calafrios, vamos sair logo daqui – pediu e começou a andar – Ele está sempre preso, acho que temos que descartar ele das explosões –

– Não, ele tem algo haver com essas explosões, alguém aqui deve está acobertando sua saída, ou então ele é mais esperto do que imaginávamos para sair sozinho – retrucou Emma tentando decifrar aquelas palavras do homem sobre “mais uma está por vir” – Ele estava cantarolando algo sobre quem o desmoralizou irá pagar –

– Vamos passar isso para Zelena, talvez ela tenha descoberto algo – disse. Olhou para o relógio em seu pulso e viu que já marcava 22h13min — Droga! Ruby deve está louca esperando por nós. Ela disse que iria ter um jantar em sua casa – respondeu lembrando-se de sua irmã. As duas estavam indo embora quando ouviram alguém chamando. O homem correu para acompanhar as duas mulheres já no portão da saída, a jornalista apenas girou os olhos –

– Então belezinha, se lembro bem você disse que seria muita grata comigo – respondeu o repugnante homem esfregando suas mãos em ansiedade, Emma só queria jogar aquele homem para o alto e fuzilar com seus olhos –

– Ah claro – disse Regina batendo uma mão em sua testa como se tivesse esquecido algo. Emma olhou para a jornalista não acreditando que Regina iria fazer algo com aquele homem – Eu sou muito grata por você ter feito aquilo por nós, obrigada – Regina sorriu e Emma sentiu-se de alguma forma aliviada, o homem fechou seu sorriso e segurou o braço de Regina – Tire as mãos de mim –

– Você me deve algo – disse o homem umedecendo seus lábios. Emma cresceu seus olhos com a cena e segurou o braço do homem –

– Ela não deve nada a você – Emma torceu o braço do homem que gritava de dor, parecia que Emma estava esmagando os ossos do homem com apenas uma mão – Eu deveria arrancar seus dois braços para você aprender que não se toca em uma mulher a não ser que ela queira – disse vendo e ouvindo a dor o homem. Regina espantou-se com aquilo, apesar de gostar de ver Emma a defendendo, não iria deixar aquele homem sofrer –

– Emma... – pediu Regina –

– Peça desculpa a ela, vamos! – disse apertando ainda mais o braço do homem. Ele caiu de joelhos e levantou sua cabeça para Regina –

– Me perdoe, por favor, me perdoe – pediu chorando –

– E o que mais? – se Emma virasse um pouco mais o braço do homem, sairia do corpo dele –

– Eu sou um porco repugnante, me perdoa – choramingou. Emma soltou o braço do homem que apenas deitou no chão sentindo a dor ainda em seu braço. Emma fez um gesto como se estivesse limpando sua mão, ou como se dissesse “trabalho feito” –

– Pronta para ir? – perguntou olhando para Regina, a morena apenas balançou a cabeça com a boca semiaberta em surpresa com o que presenciara e seguiu para seu carro –

– Eu sei me defender sozinha, não precisava fazer aquilo – disse Regina mostrando que não dependia de ninguém, apenas dela –

– Eu sei que você pode se defender, mas não custa nada de vez em quando deixar que alguém faça isso por você – respondeu Emma entrando no carro. Regina fez o mesmo e deu partida para sair daquele lugar –

– Que seja Swan, que seja – disse seguindo para a casa da assistente –

...

– Não, você não está entendendo. Ele simplesmente fez isso e agiu como se nada tivesse acontecido – contou Ruby não se aguentando e gargalhando, juntamente com David e Elsa – Minha vida ficou muito mais divertida depois que conheci Killian – concluiu. David olhou para o lado, plantou um beijo na têmpora de seu namorado chamando sua atenção –

– Está tudo bem meu amor? – perguntou preocupado. Killian afirmou com a cabeça e sorriu, descansando sua cabeça no ombro do namorado – Ei, estou aqui okay? Você pode me contar o que quiser – insistiu David passando seu braço sobre o ombro de Killian e o segurando gentilmente –

– É só que eu fico chateado, eu passo o dia me esforçando para o jantar sair perfeito e Emma nem ao menos aparece – David sorriu em adoração e beijou a testa do homem que descansava a cabeça em seu ombro –

– Oh meu Deus, mas é muito sensível esse meu amigo – Ruby saiu do lado de Elsa e foi até o amigo apenas para apertar suas bochechas – Regina me mandou uma mensagem, devem está chegando, houve um imprevisto em uma matéria aí e as duas estavam resolvendo –

– É, isso é verdade. Elas estão mesmo trabalhando muito em uma matéria – respondeu David se lembrando do caso das explosões –

– Eu não consigo acreditar como aquelas duas conseguem passar o dia juntas e não se matarem. – comentou Ruby voltando para seu lugar ao lado de Elsa –

– Às vezes achamos que algumas pessoas são muito diferentes uma da outra, mas na verdade elas são mais semelhantes do que aparentam ser. E pelo o que ouço de vocês elas formam uma bela dupla – comentou Elsa entrando na conversa, Ruby olhou para ela como se perguntasse se ela estava falando sério –

– Ela está certa – Killian levantou sua cabeça empolgado para o que estava prestes a falar – Vocês não acreditam no que eu vi hoje, Emma e Regina estavam quase –

– NÃO PRECISA CHORAR KILLIAN, JÁ CHEGAMOS – Emma então apareceu e interrompeu a fofoca do amigo, Killian grunhiu algo e levantou-se –

– Resolveram aparecer? Que gentileza – Killian levantou-se e girou os olhos para a amiga –

– Então? O que descobriram? – perguntou David animado –

– Nolan, não comece. Nada de trabalho! – pediu Ruby dando uma tapa no ombro de David – Elsa, essa aqui é Regina e Emma. – apresentou Ruby formalmente. Regina e Emma eram as únicas a não ter conhecido Elsa em seu estado normal, apenas inconsciente –

– Ei, vejo que está melhor, fico feliz com isso – comentou Emma pendurando sua jaqueta no cabide ao lado da porta –

– PODEMOS COMER AGORA? – gritou Killian da cozinha, impedindo que Regina entrasse em uma conversa com Elsa –

...

– Vamos lá Zelena, você é esperta, você vai descobrir isso – disse a ruiva para si mesma como incentivo. Zelena estava tão envolvida em procurar pistas para ajudar Emma que não percebeu que toda a equipe já havia ido embora, as luzes estavam apagadas, a única iluminação era a da tela de seu computador e dar lua cheia que iluminava o local pela grande janela de vidro do andar do jornal. Zelena grunhiu algo em frustração e afastou-se um pouco da tela, tirou o óculos e deixou sua cabeça cair para trás apoiando-se na cadeira, sua mente tentava encaixar as pontas soltas daquele caso – “Desmoralizou” – disse lembrando-se do que Emma dissera ao ligar para ela – Quem poderia desmoralizá-lo? – perguntou-se ainda de olhos fechados – O que eu faria para desmoralizar uma pessoa que já está no fundo do poço? – com sua última indagação Zelena imediatamente abriu seus olhos e colocou os óculos novamente, voltou para o computador e logo começou a digitar algo, o resultado da pesquisa apareceu no mesmo segundo fazendo Zelena sorrir por ter achado uma possibilidade – Não pode ser –

– Wickedgma? O que pensa que ainda está fazendo aqui? – Zelena pulou da cadeira ao ouvir a voz de sua chefe. Cruella tinha alguns papéis na mão e um café na outra –

– Eu só... Eu –

– Vá para casa okay? Não quero desculpas amanhã por você não ter chegado na hora certa. – ordenou –

– Você... Você não vai agora, Srta. Devlin? – perguntou Zelena minimizando as abas do computador –

– Não é da sua conta, mas eu tenho que revisar algumas coisas. Ficarei aqui por um tempo – disse levantando o copo de café – Agora você não, vá para casa, já são quase onze horas – alertou a mulher indo para sua sala –

– Como quiser chefinha – disse para si quando Cruella entrou. A ruiva pôs os papéis em sua bolsa e imprimiu o que tinha acabado de descobrir. Pegou suas coisas e saiu do jornal –

...

Killian tinha seus cotovelos apoiados na mesa e seu queixo descansando nas palmas das mãos. Ele já havia terminado de comer e estava apenas observando os amigos terminarem, o rapaz tinha uma expressão sonhadora e um sorriso nos lábios enquanto olhava para o restante à mesa.

– O quê? – perguntou Regina levando a taça de vinho à boca enquanto os olhos sonhadores de Killian estavam sobre ela –

– Nada, só estou admirando como nós formamos três pares de belos casais – respondeu olhando ao seu redor. Emma engasgou com a comida que havia colocado na boca, Regina com o líquido que desceu de forma errada. Ruby e Elsa apenas coraram e David sorriu – O que? Olhem. Eu e Dave. Gina e Emma. Elsa e Ruby. Nós somos perfeitos um para o outro –

– Acho que já está bom de vinho, não é Killi? – David tirou a garrafa do lado do namorado e sorriu –

– Desculpa, ele bebeu demais, por favor, não leve em consideração o que ele disse – pediu Ruby olhando para Elsa, a morena estava nervosa, se perguntando se Elsa havia ficado constrangida com aquilo –

– Eu não estou bêbado – afirmou o homem, e ele realmente não estava – O problema é que vocês não veem o que eu vejo –

– Killian... – Emma chamou atenção do amigo, olhou para ele como se tentasse conversar através do olhar –

– Bonitinha está caidinha pela Elsa. Emma e Regina? Pfff duas apaixonadinhas cabeça dura – respondeu sorrindo e apontando para as quatro mulheres –

– KILLIAN! – gritou Ruby levantando-se – Quer saber, acho que já acabamos. Elsa, vamos? – chamou a morena. Elsa segurou o braço de Ruby e a fez sentar novamente –

– Não se preocupe Ruby, está tudo bem. – respondeu a loira mostrando que estava bem com os comentários do rapaz –

– Killian, chega desses comentários embaraçosos – pediu David recebendo um giro de olhos do namorado –

– Eu acho que não preciso – começou Emma a se desculpar pelo o amigo –

– Por favor, Swan, nós duas apaixonadas? – Regina gargalhou – É mais fácil você aprender a voar do que isso acontecer – comentou a morena, dessa vez foi Killian quem gargalhou ao ouvir o comentário. Lágrimas saiam de seus olhos, o que chamou atenção de todos –

– Ah desculpem, é só que... Isso é engraçado – explicou Killian. Emma levantou-se e foi até a cadeira de Killian, segurou o braço do homem fazendo-o levantar – Isso dói! – choramingou. Emma não falou nada e arrastou seu amigo até o quarto do mesmo –

– Emma – David levantou-se, mas Emma ordenou para que ele não a acompanhasse –

– Ele estava tão animado mais cedo, o que aconteceu? – questionou Elsa percebendo a mudança no rapaz –

– Eu e Emma? Nunca – comentou Regina achando que havia dito só em pensamento, levantou sua cabeça para encontrar três pares de olhos lhe observando – O quê? – Ruby sorriu e piscou para a irmã –

...

– Está tudo bem – Emma fechou a porta atrás de si e trouxe Killian para um abraço, o homem tentou sair de perto da amiga, mas Emma não deixou que isso acontecesse – Estou aqui Killian, David está aqui, você está salvo – e ao ouvir isso o homem desmanchou-se em lágrimas, chorando como um garotinho que acabara de perder seu cachorrinho – Tudo bem, pode chorar – disse Emma sentindo o peso do homem desmoronar em seu corpo, passou a mão sobre os cabelos do amigo e continuou a segurá-lo –

– Ele veio aqui, eu... Ele disse que sou igual a ele. Eu não quero ser – admitiu controlando suas lágrimas –

– Ei – Emma tirou a cabeça do homem de seu ombro apenas para olhar para ele – Você não é nada como ele, você é uma boa pessoa Killian, não pense por um segundo que você é como ele. – Killian enxugou suas lágrimas e respirou fundo – Vai ficar tudo bem, eu prometo. Nada vai acontecer a você ou a alguém que você ama. Somos uma família lembra? Você me protege e eu protejo você – Killian voltou a abraçar Emma, dessa vez com o coração mais leve –

– Desculpa, desculpa se deixei você ou Regina desconfortável com meus comentários – Emma sorriu –

– Que tal tentar Ruby? Ela foi a que pareceu mais incomodada com isso – Killian afirmou com a cabeça e foi até o banheiro lavar seu rosto –

...

Emma estava parada, encostada na parede da sala, os braços cruzados e um sorriso discreto enquanto observava seu amigo pedir desculpas por ter sido inconveniente. Killian estava ao lado de David, já sorria e estava até fazendo todos gargalharem novamente. Parou seu olhar em Regina, sorriu ainda mais quando ouviu a morena gargalhando deixando Killian envergonhado por algo que ela havia comentado. A gargalhada de Regina era algo que contagiava a todos, inclusive a Emma. Tinha que admitir, mas apenas para si, que apesar de todo aquele escudo e toda a pose de inatingível de Regina, a morena era uma pessoa encantadora.

– Ela é incrível não é? – Emma olhou para o lado para encontrar Ruby – Regina – Emma deu de ombros como não se importasse e Ruby sorriu – Não sei como você conseguiu isso, mas ela confia em você. Até há pouco tempo ninguém sabia sobre nosso segredo e ela simplesmente contou para você, isso significa algo. –

– Ela precisava confiar em mim, nós tínhamos que encontrar você – respondeu dando motivo para a atitude de Regina –

– Não, ela não precisava. Regina guarda esse segredo desde os onze anos. Apenas papai, ela, eu e minha avó sabíamos, depois da morte deles, apenas nós duas ficamos com o segredo. Em todo esse tempo você foi a única a quem ela se sentiu segura em contar isso, ela confia em você e se tratando de Regina isso é algo importante – Emma novamente deu de ombros como se não se importasse. Ruby estava começando a entender o que estava acontecendo entre sua melhor amiga/ex-namorada e sua irmã –

– Eu fico feliz em saber que você tem alguém como ela ao seu lado, ela se preocupa com você, ela ama você, sabe disso não é? – comentou Emma ainda olhando para Regina, a loira corou violentamente quando Regina percebeu que ela a observava. Emma voltou a olhar para Ruby envergonhada –

– Ela é incrível, eu posso dizer que sou uma garota de sorte. Cora, você, Killian, Regina, David... vocês são tudo o que eu tenho e não poderia está mais feliz com isso – Emma sorriu e Ruby a abraçou. De longe Regina abaixou seu olhar quando viu aquela cena – Sabe – Ruby soltou-se do abraço – Achei que demoraria mais para nós encontrarmos outras pessoas – Emma arqueou uma sobrancelha em questionamento –

– “Nós”? –

– É, eu encontrei Elsa. Killian está certo eu realmente sinto algo por ela – respondeu vendo Elsa interagir com os amigos. Emma ainda não entendia o “nós” – E você encontrou Regina – Emma olhou em descrença para Ruby que esperava por uma resposta –

– Regina? – repetiu – Ela... Ela é mandona, é rude, fala demais. Eu não a suporto – retrucou como se fosse óbvio. Ruby sorriu achando engraçado o nervosismo da loira ao seu lado –

– Você sabe o que dizem, os melhores relacionamentos começam assim – disse Ruby logo saindo, deixando Emma sem uma oportunidade de responder –

– Gina! Não vai! – pediu Killian vendo Regina colocar o casaco. Regina de repente havia mudado seu humor, ver Ruby e Emma tão próximas de algum modo a deixou desconfortável –

– Preciso ir Killian – Regina nem ao menos havia se dado conta de que Killian havia lhe chamado de “Gina”, estava distraída demais – Esqueci algo no jornal, tenho que passar lá ainda e depois vou para casa, o dia foi cheio – respondeu pegando sua bolsa –

– Regina, eu vou com você – disse Emma. Se era algo do trabalho ela achou que deveria ir também. Regina negou sem ao menos olhar para a assistente –

– Vou ficar bem indo sozinha. – Emma se aproximou e Regina abriu a porta – Boa noite – respondeu para todos –

– Killian, você falou algo de novo? – perguntou Emma irritada. Killian negou imediatamente, Emma saiu, mas Regina já havia ligado o carro e estava saindo de onde havia parado o fusca –

– Acho que está na nossa hora também, vamos Elsa? – Elsa levantou-se para se despedir de todos – Ei, pensa no que te falei em relação à Regina okay? Acho que vocês precisam uma da outra mais do que imaginam – Emma apenas girou os olhos e Ruby lhe deu um soco no ombro da amiga – Ai! Não é só sua cabeça que é dura! – disse balançando sua mão com a dor irritante – Boa noite Ems – Ruby beijou o rosto da amiga e saiu com Elsa –

...

Regina parecia está dirigindo em piloto automático, não ligava para os sinais vermelhos, quando via algum apenas acelerava ainda mais.

– É normal, certo? Você não está com ciúmes de Emma, Regina! Acorda. Você está é preocupada com sua irmã, não quer que sua irmãzinha quebre o coração por ainda está apaixonada por Emma. É isso – disse Regina para si enquanto dirigia – Você só quer que Ruby não se magoe – e com a última frase ela pôs um sorriso, aliviada por ser apenas isso a lhe preocupar. –

...

– Deve ser ela – respondeu Emma achando que seria Regina, foi até a porta para abrir – Zelena? – a garota tocou na lateral de seu óculos em resposta – O que houve? Entra – pediu dando espaço –

– Desculpa vir tão tarde, mas precisava mostrar isso – apontou para a pasta em seu braço, Emma nem ao menos se importou em perguntar como Zelena sabia onde ela morava. Apenas guiou a ruiva até o sofá – Olá David – David sorriu cumprimentando-a –

– Algo importante? – perguntou David. Killian havia se retirado por alguns momentos –

– Creio que sim. Lembra quando você me disse que ele deu a entender que o último alvo dele seria quem o havia desmoralizado? – perguntou Zelena, Emma confirmou e a ruiva lhe entregou duas folhas com uma matéria –

– “De piada de ouro à piada do ano” – leu Emma o nome da matéria. Zelena deu um tempo para que Emma pudesse ler tudo –

– Essa matéria saiu logo quando Gold foi mandado para o manicômio, como você pode perceber a matéria é basicamente ofensas disfarçadas com palavras ricas e inteligentes. Essa mulher realmente é a melhor no que faz, depois dessa matéria ela acabou se tornando tão respeitada ao ponto de crescer da noite para o dia em seu departamento. Posso está errada, não, não posso. Se eu tivesse um milhão de dólares eu apostaria tudo em que esse é o próximo alvo dele – respondeu vendo Emma ficar pálida –

– Cruella Devlin, Daily World – Emma leu o nome da responsável pela a matéria – Ele vai atacar Cruella, ele vai atacar o jornal –

– O que?! Temos que ligar para polícia! Eu vou ligar para Úrsula – respondeu David pegando seu celular, tentando falar com a mulher –

...

– Mas o que diabos essa ruiva ainda está fazendo aqui? – perguntou-se Cruella levantando-se, esqueceu de que havia alguns papéis sobre suas pernas e grunhiu quando viu tudo no chão. Abaixou-se para apanhar e viu algo estranho – Mas o que é isso? – Cruella apanhou uma carta de baralho que tinha o número 1 feito de sangue –

– Cruella? O que ainda está fazendo aqui? – Cruella tomou um susto ao ver Regina ali, guardou a carta na gaveta e balançou a cabeça –

– O que? Todos resolveram trabalhar a noite toda? – perguntou irritada olhando para Regina – Cadê minha matéria Mills? –

– São mais de meia noite. Estou indo embora, quer uma caron – Regina foi interrompida por uma gargalhada que ecoava pelo o local, não parecia que estava perto, mas de alguma forma fez as duas mulheres destemidas ficarem apreensivas – Vamos embora – então Regina lembrou-se de onde ouvira aquela voz antes –

...

– A matéria foi rodada exatamente às 00h27 min, não sei se isso pode ter alguma ligação, mas se tiver... – Zelena apontou para o relógio da sala que marcava 00h25. –

– Ai meu Zeus! – Emma sentiu a adrenalina de o seu corpo borbulhar. Zelena segurou o braço de Emma tentando acalmá-la – Regina... Regina foi até lá – Emma pegou sua jaqueta do cabide sem pensar duas vezes –

– Emma? Você enlouqueceu? Não pode ir até lá! Vamos ligar para a polícia – disse David segurando seu braço, impedindo-a –

– Não, não posso esperar por esses incompetentes. Eu tenho que ir! – Killian entrou na sala e estranhou a ruiva –

– O que está havendo? – questionou –

– Emma quer ir atrás de um louco que quer explodir o jornal – respondeu David preocupado ainda segurando o braço de Emma. Killian percebeu o pavor nos olhos verdes da amiga, sabia que a qualquer momento ela iria se descontrolar com David –

– Emma, querida. Ele está certo – insistiu Killian –

– Eu não quero saber o que vocês acham, eu tenho que ir – Emma soltou-se bruscamente de David e foi até a porta –

– Emma! Não... Isso pode ser perigoso – Killian disse em relação a expor Emma e não por algo que possa acontecer com ela. Zelena apenas observava tudo –

– Eu tenho que ir – disse mais uma vez, dessa vez abrindo a porta –

– Por que você tem que ir?! Me diga o porque – perguntou David. Emma virou-se, Killian conhecia aquela expressão, Emma só demostrava quando era algo relacionado a pessoas que ela se importava –

– Porque... – Emma olhou para Killian, depois para David. Balançou a cabeça lentamente e sem demorar mais, confessou – É Regina... Regina – repetiu. Killian levou uma mão à boca para não gritar em animação. Emma não poderia deixar que mais mortes acontecessem, não poderia deixar o jornal cair aos pedaços, não poderia deixar Regina correr perigo, mesmo não sabendo ao certo o porquê de toda aquela proteção para com a jornalista –

– Preciso mostrar algo – Killian pegou a mão de Emma contra sua vontade – Dave, olho na ruivinha. Sabe o que dizem sobre ruivas não é? Não se pode confiar nelas – Zelena encolheu no sofá com as palavras do homem e David pediu desculpas pelo namorado –

– Killian! Não me faça jogar você, Regina precisa de mim! – disse enquanto se deixava ser arrastada pelo o amigo –

– Você enlouqueceu? Não pode ir assim, Regina vai sacar quem você realmente é – disse entrando no seu quarto e trancando a porta atrás de si –

– Isso é um risco que estou disposta a correr – disse abrindo a porta novamente, quebrando a maçaneta. Killian segurou novamente a mão de Emma e a levou até seu closet –

– Eu já venho trabalhando nisso há algum tempo, e finalmente terminei. Só que com os novos eventos eu acabei esquecendo de contar – Emma seguiu o amigo, o closet dele parecia maior do que o próprio quarto – Eu confesso que imitei algumas coisas, mas quando você me contou que era filha do poderoso e tenho que adicionar, gostoso Clark Kent, isso simplesmente encaixou – Killian tirou algumas roupas da frente e no fim estava o que o homem ansiava por ver –

– Killian... – Emma estava boquiaberta. Sorriu e depois olhou para o amigo, era uma roupa, ou melhor um uniforme que se assemelhava muito com o da prima de seu pai Kara, as cores vermelha e azul, o “s” no meio, a capa vermelha, porém não tinha uma saia, era apenas uma espécie de calça bem colada – Você me conhece tão bem – sorriu e tocou na roupa, sentindo o material resistente –

– Isso não poderia faltar, é o principal – Killian entregou uma máscara vermelha que cobria apenas a região envolta dos olhos de Emma – Ah e isso – pegou uma peruca de cabelos castanhos. Emma negou e Killian insistiu – Você não pode ser reconhecida, as pessoas ainda não estão preparadas para isso – Emma abraçou Killian. Soltou-se e em questão de segundos a loira estava toda vestida. A roupa serviu perfeitamente, Killian colocou a máscara em Emma e sorriu orgulhoso – Você sabe o que tem que fazer – Emma sorriu e saiu pela janela do amigo, agora sim ela parecia completamente um super herói, Emma estava finalmente se tornando o herói que seu pai um dia fora –

Notas finais
Swan Queen ta desenvolvendo, ta crescendo...Então, fiquei de mostrar com quem Regina estava falando ao celular, porém o cap ficou enorme e nao deu para mostrar, mas no proximo é certeza, pode esperar que irei mostrar...anyway, o que acharam do cap? Pra quem pediu, está aí, Emma tem um uniforme. Bjors.