Wonderwall

10 Some Other Guy


Notas iniciais
Ola ola, queria agradecer a EvilRegalSwan por ter recomendado minha fic, obrigada ♥ Boa leitura.

...

– Você conseguiu convencê-la a não – David parou de falar quando percebeu que Killian vinha sozinho – Espera, onde Emma está? – perguntou levantando-se do sofá, Killian deu de ombros e sentou-se ao lado de Zelena –

– Eu não consegui impedi-la, ela simplesmente pulou a janela e saiu – respondeu sem se preocupar muito com aquela situação –

– Emma não pode ir até lá, é perigoso! – Zelena olhou para o homem ao seu lado, estava irritada por Killian não ter impedido a loira –

– Primeiro, não grite comigo ruivinha. Segundo, ninguém consegue parar Emma quando ela está decidida a algo. Eis o que iremos fazer – Killian levantou-se e apontou para Zelena – Você vai para casa e você – apontou para o namorado – Para meu quarto – David não pareceu gostar daquela atitude –

– Como você pode ficar calmo assim, Killian?! – David levantou e passou uma mão na lateral do cabelo em preocupação – Minha tia está correndo perigo, Regina está lá também e agora Emma... – Killian por um momento sentiu-se egoísta, porém sabia que Emma não iria deixar que nada acontecesse –

– Eu vou até lá, não posso ficar sem notícias – Zelena percebeu a tensão entre os dois e achou melhor se retirar –

– Eu vou com você – disse David ainda olhando para o namorado – Aproveite sua noite – David passou pelo namorado e intencionalmente bateu seu ombro no de Killian –

– Dave... Espera! – pediu, mas David não ouviu, continuou sua caminhada com Zelena ao seu lado – Ótimo! – disse olhando para o teto de sua casa como se estivesse bronqueando alguém. Seu celular vibrou em seu bolso, o homem logo o pegou e fechou os olhos quando viu quem era – Okay, eu não tenho nada com isso – disse assim que atendeu a ligação – Cora... Acho melhor você vir até aqui... – Cora desligou imediatamente, sempre que Killian falava aquilo era porque algo terrível havia acontecido –

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– É tão divertido ver vocês acharem que terão chance de sair daqui – Regina e Cruella se entreolharam, Regina pegou uma tesoura que estava sobre a mesa de Cruella e escondeu atrás de si –

– EU NÃO TENHO MEDO DE FANTASMAS! – berrou Cruella, Regina olhou para a editora como se estivesse questionando a sanidade da mulher –

– Ótimo... Porque eu não sou um fantasma – Cruella deu um passo para trás quando viu a figura – Bom, acho que de mim você tem medo não é querida? – Gold abriu seu famoso sorriso, ficou parado apenas observando as duas mulheres apavoradas – O que? Nenhum abraço? – pediu abrindo os braços –

– Palhaços nunca foram os meus melhores amigos – Cruella pegou a tesoura detrás de Regina e correu para atacar o homem, Gold apenas deu um passo para o lado fazendo Cruella cair no chão em desequilíbrio. Regina aproveitou a distração de Gold e com um grampeador correu na tentativa de acertar a cabeça de Gold, o homem segurou o braço de Regina antes que ela pudesse fazer algo –

– Olá querida, acho que você terá que ter o mesmo tratamento que a Srta. Devlin – com o seu cotovelo Gold atacou o rosto de Regina, fazendo-a desmaiar – Trouxe um presentinho – Gold tirou do bolso de seu terno uma pequena esfera, assim que a soltou no chão subiu um gás, fazendo Cruella apagar — Agora, ao trabalho – Gold subiu as magas do terno e começou a arrastar Cruella pelos pés até certo ponto, o homem assobiava uma canção qualquer – Tenho que contratar ajudantes, esse trabalho pesado não é para mim – lamentou enquanto fazia o mesmo com Regina –

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– Não, não pode ser! – Emma vasculhava tudo pelo o local, Regina não estava ali, Cruella não estava ali. Não tinha sinal de outra pessoa no jornal – EU SEI QUE ESTÁ AQUI! – gritou Emma, correu para a sala de Cruella, mas não havia ninguém. Parou um momento e se concentrou, ouviu um barulho irritante de “tick tac”, abriu os olhos e correu para onde o som estava mais alto – Só pode está de brincadeira – Emma olhou para o elevador e viu que estava cheio de bombas prestes a explodir, em poucos segundos o prédio todo iria para os ares. Foi até o local e direcionando para as bombas começou a soprar, seu sopro gelado estava aos poucos congelando todos os explosivos, quando tudo já estava protegido Emma soltou uma respiração aliviada –

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– Então, meus dias são sempre assim, muito solitários, mas eu me viro sabe? Uma explosãozinha ali, outra aqui, isso me diverte – Gold estava sentando diante das duas mulheres, o homem contava sobre seus dias como se as duas fossem alguma espécie de analistas. Regina e Cruella estavam amarradas em duas cadeiras, amordaçadas, atrás das duas era apenas as ruas de Storyville, estavam no terraço do prédio. Um simples empurrão e as duas cairiam do prédio – Okay, vocês já devem está cansadas de ouvir sobre minha vida, vamos para o que interessa – Gold levantou e foi até as duas – Vou dar três opções para vocês. Primeiro é eu jogar vocês daqui. Segundo, eu torturar vocês e depois jogá-las daqui e terceiro, eu deixar vocês explodirem com o prédio. – Gold abaixou-se apenas para poder ficar na altura dos olhos das duas – Estou sendo generoso, o que escolhem? – Cruella olhava para o homem com fúria nos olhos, se ela tivesse uma pequena chance jogaria aquele palhaço dali –

– Não me parece muito justo – Gold levantou-se para admirar a criatura que se equilibrava perfeitamente na extremidade do prédio, Cruella e Regina tentaram girar a cabeça, mas era impossível. – Eu vou dar duas opções para você, primeiro é você soltá-las e se entregar para polícia – ordenou Emma ainda em sua posição, apesar de olhar fixamente para o psicopata vestido de roxo, ela estava estudando em sua mente em como tirar as duas mulheres dali sem que nada acontecesse com elas –

– Você vai me desculpar, mas eu não faço acordo com mascarados – Gold falou sem nem ao menos se interessar pela segunda opção, tinha uma carta na manga. O homem olhou para Cruella e sorriu ainda mais quando viu que a mulher que antes parecia bem imponente estava com o medo gritando de seus olhos –

– Se você der mais um passo vai ser seu último – Emma desceu da ponta do prédio e fez menção para se aproximar, mas parou, ainda estava insegura sobre toda aquela fantasia, não queria que as duas a reconhecesse. Gold estava ao lado de Cruella, gargalhou e tirou uma arma de dentro de seu terno. Emma estava para ir até o homem e ele negou, aquele sorriso fez Emma parar, não por medo do homem, mas por medo do que ele pudesse fazer tão próximo de Cruella –

– Sabe qual o problema de vocês, aspirantes a super-heróis? – perguntou Gold, o homem segurou o cabelo de Cruella e apontou a arma para a testa da mulher – Vocês são fracos, a compaixão pelo o outro deixa vocês fracos... – sem mais nenhuma palavra Gold empurrou Cruella e a mulher caiu do prédio, antes que Emma pudesse salvá-la, Gold atirou em Regina fazendo Emma paralisar, a loira viu a cadeira de Regina cair de lado, demorou menos de um segundo para ela reagir. Pulou do prédio para alcançar Cruella. Gold gargalhou, gargalhou tanto que caiu no chão não se aguentando. Quando se recompôs foi até Regina e plantou um beijo em sua testa – Foi um prazer conhecê-la –

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Emma intensificou ainda mais sua queda conseguindo alcançar Cruella antes que ela colidisse com o chão, a mulher havia apagado, provavelmente por causa da sua situação. Emma ainda no ar conseguiu tirar a mulher da cadeira que a prendia e tirou sua mordaça. A segurou forte, apressando-se para deixá-la em algum lugar salvo e voltar para Regina, não poderia imaginar o que havia acontecido com a jornalista, se algo acontecesse com ela Emma jamais iria se perdoar. Ao invés de deixar Cruella em um hospital Emma viu algumas viaturas em volta do prédio e sentiu um alivio ao ver Úrsula, desceu o mais rápido possível e ficou frente a frente com a detetive, ao redor vários policiais e curiosos.

– O QUE VOCE FEZ COM ELA?! – Úrsula correu quando viu Cruella desmaiada no braço da estranha –

– Eu a salvei! Ela precisa ir ao hospital! – ordenou entregando Cruella para Úrsula, olhou ao redor e percebeu David e Zelena no meio da multidão que havia se formado. Agachou-se um pouco e pegou impulso para voltar ao prédio –

– ATIREM! – ordenou Úrsula ao seus homens, policiais começaram a atirar na mulher misteriosa voando. David tinha os olhos brilhando ainda impressionado com o que acabara de ver, nem ao menos se dando conta de que sua tia estava desacordada –

...

– GOLD! VOCÊ QUER BRINCAR, ENTÃO VAMOS FAZER ISSO. – Emma estava apavorada, Gold e Regina haviam desaparecido do terraço – EU SEI QUEM É SEU FILHO E POSSO TRAZÊ-LO AQUI EM UM PISCAR DE OLHOS, EU VOU FAZÊ-LO SOFRER ENQUANTO VOCÊ ASSISTE! – Emma jamais faria aquilo, mas precisava alcançar Gold de alguma forma e quando se tratava de Killian ele amolecia – ARGH! – Emma gritou e seus olhos começaram a sair raios vermelhos atingindo qualquer coisa que estivesse em seu alvo –

– Você não faria isso e sabe por quê? – Emma fechou os olhos e depois voltou a abri-los, dessa vez sem sair nada além de ódio por aquele homem. Gold estava com Regina ao seu lado, a jornalista não estava mais na cadeira, estava em pé, a manga direita da blusa da mulher estava ensanguentada, Emma por um segundo sentiu-se aliviada por a bala não ter atingido em um ponto mais perigoso – Porque você não faria isso com seu melhor amigo – Emma então sentiu um frio percorrer por seu estômago, Gold abriu um largo sorriso sabendo do segredo da super mulher a sua frente – Como você não me deixou fazer Cruella pagar, vai ficar por essa daqui – Gold jogou Regina no chão, ela não estava inconsciente, mas tudo a sua volta parecia um borrão, parecia que estava em outra dimensão – Seguindo as tradições. Tenho que perguntar, quais suas últimas palavras? – perguntou Gold apontando uma arma para Regina que mal conseguia levantar sua cabeça –

Emma vendo aquela situação parecia presa em uma espécie de hipnose, ela não era assim, ela não era de se apavorar com pessoas como Gold, ela os enfrentava, céus, ela enfrentou Snow. Mas era diferente, em todas as ocasiões o perigo era apenas contra Emma e naquele momento, Emma só conseguia pensar na jornalista quase inconsciente ao chão esperando por uma bala em sua cabeça, viu Regina virar sua cabeça e olhar para ela. Por mais que estivesse longe uma da outra, Emma conseguiu ver os olhos de Regina e pela primeira vez viu vulnerabilidade neles, e vê-los assim a fez despertar da gravidade daquela situação. Ouviu o barulho da arma destravando, o próximo passo seria apertar o gatilho, Emma correu e agarrou Gold pela cintura, o homem disparou o tiro sem direção certa, a loira voou com o homem sem perceber que Regina estava apagada naquele terraço.

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– ZELENA SE ACALMA OKAY?! – David segurou os braços da ruiva que chorava sem parar –

– ELA ESTÁ LÁ DAVID! EMMA ESTÁ LÁ! – gritou quando um dos policiais havia dito que não havia sinal de nenhuma pessoa no jornal – Você a ouviu, ela disse que viria para cá... E se ela... E se ele a matou? – David abraçou a ruiva e abafou o choro da mulher em seu ombro –

– Vai ficar tudo bem, ela deve ter encontrado Regina e as duas foram embora. Eles também não a encontraram... – explicou o fotógrafo. David respirou fundo acreditando em suas próprias palavras, olhou para a ambulância ao seu lado e pôde ver Cruella já acordada –

– Você tem certeza?! Cruella, você não me parece bem, eu vou levá-la ao hospital. – Úrsula tinha suas mãos trêmulas assim como sua voz, quando David ligou para ela e informou sobre Cruella está em perigo, a detetive não pensou duas vezes e levou todos seus homens para o local –

– Para okay? Estou ótima, você não precisa se preocupar – Cruella respondeu em seu tom rude que Úrsula tanto detestava, a editora levou uma das mãos à testa relembrando o que acontecera a pouco – Regina... Regina levou um tiro – quando Cruella estava caindo ela ouviu um tiro, logo associou ter sido em sua jornalista –

– EU SABIA! AQUELE MONSTRO QUE TROUXE VOCÊ CAUSOU ISSO TUDO NÃO FOI?! EU PROMETO QUE VOU ACABAR COM A RAÇA DAQUELE ALIEN – disse lembrando-se da mulher que havia trazido Cruella –

– Você enlouqueceu? Aquela mulher salvou minha vida – Cruella levantou-se da maca da ambulância e saiu daquele carro – Para de agir como se eu ainda fizesse parte da sua vida, não precisa se preocupar comigo – respondeu saindo da visão da detetive, Úrsula fechou os olhos cansada das discursões com Cruella –

– Tia! Graças a Zeus a senhora esta bem – David soltou-se de Zelena e abraçou sua tia – O que aconteceu lá? Você viu Regina? Emma? – Cruella franziu a testa com a menção de Emma – Tia... –

– Eu não vi Emma, mas Regina... – Cruella fechou os olhos por um momento e pôde ouvir novamente sua mente dando um replay no barulho de tiro – Acho que ela foi baleada... –

– Regina? – os dois olharam para trás ao ouvir a voz – Minha... Minha Regina? – David correu e segurou a mulher que desmaiou nos braços de Killian –

– Cora?! Cora?! Não faz isso, acorda! – pediu Killian segurando a mulher junto com o namorado –

– Ambulância, leve-a até a ambulância – ordenou Cruella apontando para o carro. Voltou a olhar para o prédio de seu jornal se perguntando o que estava acontecendo no local –

...

Emma jogou Gold de uma altura que com certeza deveria fazer algum dano no corpo do homem, o terraço de um prédio abandonado foi à escolha de Emma para dar uma lição naquele homem. Emma ainda estava flutuando enquanto olhava Gold levantar com um pouco de dificuldade, o psicopata cômico apenas tirou a poeira do seu terno favorito e coçou a nuca como se estivesse impaciente com algo, antes que pudesse fazer algum movimento a mulher foi até ele, caindo por cima de Gold alternando entre a mão esquerda e direita os socos que dava no homem sob si, Emma não usava sua força senão provavelmente iria matar Gold e não poderia fazer isso com Killian. Sentindo o gosto de ferro e sentindo o líquido vermelho espirrar de sua boca, Gold agarrou a mão esquerda de Emma e com a mão cheia de areia jogou nos olhos da loira, Emma fechou os olhos sentindo um pequeno incomodo e foi quando Gold conseguiu sair debaixo da mulher, orgulhoso de ter conseguido sacou uma faca de seu bolso e esperou Emma se recompor.

– Gostou da minha jogada de mestre? – perguntou sorrindo enquanto Emma abria os olhos e enxergava borrões – Vamos lá, mocinha que voa. É só isso que pode fazer? – Gold não se incomodava com o sangue em sua boca e rosto, na verdade até que estava gostando do cheiro. Gold fez um movimento para cravar a faca no estômago de Emma, mas a loira foi mais ágil e segurou a faca, a força que Gold fazia na arma fazia pressionar a lamina na palma da mão de Emma, fazendo descer o sangue. Emma não queria fazer algo que deixasse o homem muito machucado, era o pai de seu melhor amigo e apesar de ser um psicopata, não poderia tirar a vida dele –

– Acabou Gold! ACABOU! – Emma pôs um pouco mais de força e a faca agora estava sobre o rosto de Gold, o homem sorriu o que o fez a força em sua mão desaparecer, Emma sem ter a intenção viu a faca encostar sobre o rosto de Gold e abrir um corte no canto do lábio e indo até uma certa altura da bochecha. Gold gritou com a dor e Emma se afastou, os olhos arregalados com o que acabara de fazer, Gold sangrava como se houvesse sangue o bastante para seu corpo perder –

– O que? Volta aqui! – pediu Gold se aproximando de Emma, o sangue descia e ele só queria que a mulher pagasse por aquilo. Gold tomou a faca da mão de Emma e fez um corte no outro lado da boca, fazendo os cortes ficarem do mesmo modo. O psicopata pegou uma esfera de seu bolso, mas essa era diferente do que soltou gás, essa explodia e ele jogou em direção à Emma como se fosse uma bola de baseball – BOOM! Adoro esse barulho – disse gargalhando, nem parecia que sua boca estava cortada e o gosto de ferro prevalecendo em seu paladar. Emma apenas pôs sua mão contra os olhos sem sair do lugar, a fumaça abaixou depois da explosão e Gold pôde ver Emma no mesmo lugar –

– JÁ CHEGA! – dessa vez Emma não aguentava mais. Gold começou a correr quando viu que a mulher era mais do que ele imaginava, olhou ao redor e viu que não tinha saída a não ser pular e rezar para não quebrar as pernas. Emma o pegou pelo terno e o jogou contra o chão, dessa vez com uma certa força, Gold tentou se afastar ainda deitado e Emma apenas o olhou, seus olhos estavam começando a adquirir uma cor avermelhada –

– Não... Não... Qual é querida? Eu sou o pai do seu melhor amigo, você não me mataria... Certo? – pediu vendo o quão a mulher parecia decidida e furiosa, seus olhos agora pareciam duas pequenas bolas de fogo, prestes a sair – Isso tudo é por aquela jornalistazinha? A morena? – quando Gold falou Emma então percebeu que Regina ainda estava naquele prédio, Emma abaixou-se e deu um soco em Gold fazendo-o apagar imediatamente. A mulher colocou Gold em seu ombro e saiu dali –

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– Killian... – David viu o rosto do namorado ficar pálido depois de Cruella dizer que Gold era quem estava por trás de tudo aquilo – Meu amor... – Killian olhou para o namorado, David se sentia tão culpado por ter sido rude com o namorado –

– Está tudo bem, é isso que ele é mesmo... Um psicopata – respondeu dando de ombros, David segurou a mão do homem e o trouxe para si, abraçando-o – Está tudo bem Dave... – confirmou Killian –

– Não está, eu conheço você. Sei que deve está passando mil coisas na sua cabeça, mas quero que saiba que eu estou aqui, estou do seu lado e enquanto você permitir, eu sempre lhe protegerei, você e eu contra o mundo, não é isso que você sempre diz? – Killian levantou seu olhar e admirou o namorado, ele o amava tanto, mesmo com Emma ao seu lado, era nos braços de seu namorado sem poderes onde ele se sentia mais seguro –

– Eu amo você, mais do que qualquer outra coisa – respondeu Killian em um tom sério para que David entendesse que não era nenhuma piada, o fotógrafo sorriu e beijou o namorado –

– ELE ESTÁ AQUI! ESTÁ AQUI! – os dois se separaram quando ouviram uma gritaria de algum dos policiais –

– FILHO DA – Úrsula segurou Cruella que estava para pular sobre o homem desacordado ao chão – ME SOLTA ÚRSULA, EU VOU MATAR ESSE LOUCO! – Úrsula voltou sua atenção para Cruella e a repreendeu com o olhar, não era uma boa hora para ela fazer ameaças quando se tinha dezenas de policiais ali –

– Ele... – Killian não parecia muito abalado com o que vira, seu pai no chão com ferimentos no rosto e segurando uma faca – Ele está... – parecia que ele não conseguia terminar aquela frase, os paramédicos chegaram e conferiram o pulso do homem, olhou para Killian depois de ter feito o procedimento –

– Não, apenas desacordado – informou um dos paramédicos colocando Gold imediatamente na ambulância –

– Killian? – chamou David, Cruella então se desculpou por ter agido daquela forma com o pai do namorado de seu sobrinho –

– Está tudo bem, vou ver como Cora está – respondeu saindo do local e indo para outra ambulância onde Cora se encontrava –

– Algum sinal de Emma ou Regina? – perguntou David para Úrsula, a detetive suspirou e negou com a cabeça –

...

– REGINA! REGINA! – gritou Emma de volta ao terraço do jornal, Regina não estava lá, seu coração parecia está fazendo seu caminho até a garganta de Emma –

– COMO VOCÊ SABE MEU NOME?! – ao ouvir a voz Emma soltou um longo suspiro, como se o peso de um caminho tivesse saído de suas costas. Emma olhou ao redor procurando sinal da voz, Regina saiu detrás do globo que girava os nomes do jornal, um ferro quebrado em suas mãos como uma forma de se proteger –

– Você foi ferida?! Você foi atingida? Por favor, me diz algo – Emma se aproximava devagar, não queria assustar Regina. A jornalista olhou para aquela mulher em uma fantasia de supergirl, não estava com medo dela, só estava se precavendo – Deixe-me tira-la daqui, você precisa ir ao hospital – disse vendo o ferimento no braço da jornalista –

– Eu estou bem, não preciso ir ao hospital – e como se os papéis se invertessem elas estavam ali, dizendo as mesmas frases de quando se conheceram pela primeira vez, só que dessa vez não era Emma quem estava bancando a teimosa –

– Tudo bem... – Emma deu as costas e Regina abaixou o ferro, assim que a jornalista soltou a arma, Emma correu até ela e a colocou em seus braços, voando dali –

– ME SOLTA! – gritou Regina já fora do chão com Emma voando –

– Tem certeza de que quer isso? – perguntou sem olhar para Regina, Emma tinha uma mão em volta da cintura de Regina e sem ter muito o que fazer Regina levou seus braços em torno do pescoço da mulher – Não se preocupe, eu não vou deixar você cair – afirmou olhando para a mulher, quando os olhos das duas se encontram Regina pôde jurar que já havia visto aqueles olhos antes, mesmo com a máscara, aqueles olhos verdes eram conhecidos. –

Regina não conseguia acreditar naquilo, até onde sabia era impossível que uma pessoa assim existisse, com poderes e tudo mais, mas tinha certeza que aquela mulher era real, que o que acontecerá naquele terraço era real. Sua mente de jornalista já lhe atormentava com perguntas: Quem era aquela mulher? De onde ela veio? Porque a salvou? Porque tem sensação de que a conhece?
Regina fechou os olhos com o frio e sentiu as mãos da mulher lhe prenderem ainda mais, como se soubesse que estava com frio e precisava de alguma fonte de calor, quando seus corpos se tocaram Regina sentiu um confortável calor e sem ao menos se dar conta sua cabeça já estava descansado sobre a curva do pescoço de Emma, a mulher sob aquele uniforme sorriu, não por Regina ter feito aquilo, mas por Regina está bem, está salva.
Emma começou a descer e Regina abriu os olhos para ver onde estava, era o hospital. Quando chegaram ao chão, Emma recebeu olhares desconfiados, não haviam visto-a voando, estavam estranhando a fantasia fora de época da mulher.

– Você! – Emma apontou para um paramédico, o homem assustou-se um pouco e foi até as duas – Ela precisa ser atendida, agora! – o homem balançou a cabeça assustado e tocou no braço de Regina, porém a morena não se moveu –

– Obrigada... – pediu Regina se aproximando – Você me salvou... – a mulher fantasiada sorriu e apenas abalançou a cabeça, para logo sair voando. O paramédico arregalou os olhos e depois os esfregou , pensando está tendo alucinações. Regina se pegou sorrindo e olhando para a mulher voando, aquela misteriosa mulher, ela tinha que saber mais sobre ela –

...

– Regina está no hospital, vamos! – disse Killian olhando para Cora, havia recebido uma mensagem de Emma dizendo que a jornalista estava bem –

– Mas e Emma? Ninguém sabe dela? – perguntou Zelena desesperada por noticias da loira –

– Ela está com Regina – afirmou Killian, Cora olhou para o homem e havia entendido tudo, estava mais calma com aquilo –

– Eu preciso descansar depois disso tudo, por favor, diga a Regina que tire uns dias de folga. Nós duas iremos precisar disso – pediu Cruella para Cora, a editora era grata por Regina ter sido corajosa o bastante por ter enfrentado aquele homem, mas ela era mais grata ainda por aquela misteriosa mulher, que ela sem duvidas alguma iria procurar saber mais –

– Eu vou com você tia, tudo bem Killi? – Killian apenas afirmou, Cruella iria precisar de alguém –

– Não, vá com seu namorado. Eu a levo – Cruella estava para argumentar, mas Úrsula voltou a falar – Isso não é algo que você possa argumentar, Cruella. Você irá comigo – Cruella não falou nada e saiu de braços cruzados indo até o carro da detetive – Não se preocupe, sei muito bem como lidar com ela – David sorriu e abraçou Úrsula, pedindo para que ela cuidasse bem de sua tia –

– Quem liga em plena 03h00min da manhã? Namoradinho Sra. Mills? – perguntou Killian vendo o celular de Cora tocar, a mulher olhou para a tela de seu aparelho sem saber se atenderia, não era comum aquela pessoa está ligando – Cora? –

– É melhor ser caso de vida ou morte – respondeu Cora, a mulher pareceu ouvir por alguns segundos a voz da pessoa – Sério? O que você está fazendo aqui? Não, não estamos em casa – Cora girou os olhos com o falatório na outra linha – Regina está no hospital e estou indo para lá, StoryCenter Hospital, tudo bem encontro você lá – Cora girou os olhos e desligou, Killian e David olhavam para mulher desconfiados – Ninguém importante– disse antes que perguntassem –

– Vamos! Precisamos saber como elas estão! – disse Zelena puxando Killian e David pelo braço –

...

– O QUÊ?! COMO ASSIM?! – Whale estava em seu plantão no Enchanted Madness quando um dos guardas veio informar que Gold estava ferido – COMO ELE SAIU? TEMOS CÂMERAS EM CADA CORREDOR! – Whale olhou para Gold que tinha pontos nos dois cantos da boca, indo até uma certa altura da bochecha – Jerome, como você escapou? – perguntou Whale olhando para seu paciente, Gold levantou seu olhar e segurou em Whale, começou a gargalhar como se estivesse bêbado – Levem-no, o quarto de segurança máxima! Agora! – ordenou o médico. Whale levou uma mão aos cabelos se perguntando como raios aquilo havia acontecido -

– Dr. Whale? Algo de errado? – Whale olhou para trás e apontou para o homem sendo carregado por dois guardas a frente. A mulher acompanhou o olhar de Whale e voltou a olhar para ele – Quem é? –

– Seu futuro paciente, Doutora. Quer um conselho? Desista agora, Jerome Gold é um caso perdido! – disse sem se importar se iria ou não assustar a mulher. A jovem médica sorriu intrigada, precisava saber mais sobre Jerome Gold, curá-lo seria seu maior ganho –

...

Cora e David estavam no quarto onde Regina estava, havia sido consultada e só estava esperando o médico para ser liberada, não havia ferimentos graves, apenas alguns arranhões, e um corte no braço causado por uma bala que pegou de raspão em seu braço quando Gold atirou pela primeira vez. Regina contou tudo, cada detalhe, e para sua surpresa Cora e David afirmaram tudo, que viram a tal mulher voando e salvando Cruella, respirou aliviada ao saber que não tinha enlouquecido. Killian e Zelena estavam em uma sala, esperando por Emma aparecer.

– Aquela idiota o que?! Mas aconteceu algo com ela?! Ela se machucou? Gold a pegou?! – Regina disparava perguntas quando foi informada por David que Emma havia ido em busca dela, Cora resolveu não questionar, mas estava achando estranho aquela preocupação imensa de Regina, até onde ela sabia as duas não se davam muito bem –

– Ela está bem, na verdade ela está por aqui, foi ela que ligou dizendo que você estava aqui – Cora queria estapear David por ter dito aquilo, Regina franziu a testa em confusão, não havia visto Emma desde que saíra de sua casa na noite passada –

– Eu não a vi –

– Ela provavelmente se feriu com algo e viu você por aqui e achou melhor avisar – respondeu Cora tentando tirar as possíveis indagações que Regina estava fazendo em sua mente –

– Por céus meu amor, eu venho fazer uma surpresa e você quase me mata de susto. – Regina olhou para sua mãe e depois para a pessoa na porta do quarto – Por favor, não faça mais isso – e sem esperar mais a pessoa tocou os lábios da jornalista com os seus, David confuso olhou para Cora –

...

– Emma! – Zelena pulou da cadeira e abraçou Emma, pela primeira vez depois daquele tumulto ela respirou aliviada –

– Chega ruivinha, seu tempo acabou! – Killian tirou Zelena dos braços de Emma e abraçou a amiga – Você está bem? – sussurrou Killian –

– Só se você estiver – respondeu Emma sabendo que não estava sendo fácil para o amigo. Killian soltou-se do abraço e beijou a testa de Emma –

– Você fez o que tinha que fazer – disse dando um sorriso confortante para Emma, olhou para as mãos da mulher e viu um curativo, era apenas para estancar o sangue, em algumas horas ela estaria nova em folha, mas isso não foi o que chamou atenção de Killian e sim a flores na outra mão da loira – Não precisava Emmy! – disse pegando, porém Emma negou –

– Não são para você – disse escondendo atrás de si –

– Emma! Você está bem querida? – Emma olhou para trás e viu David e Cora se aproximando –

– Só alguns arranhões, Gold conseguiu me ferir e quando acordei estava aqui no hospital, mas não foi nada – Cora sabia muito bem o que tinha acontecido e apenas sorriu –

– Ems, você não vai acreditar! Apareceu uma mulher vestida de supergirl, porém muito melhor que a própria supergirl, ela voou e – Emma gargalhou e tocou o ombro de David fazendo-o parar –

– Vou adorar ouvir, mas preciso ver como minha chefinha está – disse referindo-se a Regina –

– Emma – chamou David tentando avisar que havia mais alguém com Regina, porém a loira parecia não ouvir o chamado –

– Está mais do que tarde, como Emma está bem, eu vou indo – Zelena despediu-se de todos e saiu, deixando apenas os três ali –

– Então Cora, quem é aquela pessoa que beijou sua filha? – perguntou David sentando-se ao lado da mulher louco por detalhes, Killian voltou-se imediatamente para a mais velha interessado naquela conversa –

...

– Whale é um fraco, fica aterrorizado com minha pessoa. Eu sou tão assustador assim? – Gold estava deitado em sua cama enquanto sentia a presença de alguém lhe observando através daquele quarto de vidro blindado que o prendia, ele parecia uma espécie de monstro a exposição –

– Creio que não é sua aparência que assusta Dr. Whale, e sim sua personalidade – Gold sorriu e levantou-se, foi até o vidro que o separava daquela bela mulher –

– E não assusta a você? – perguntou Gold batendo no vidro e depois sorrindo –

– Me fascina – respondeu sem nenhum medo – De agora em diante eu serei a responsável por você, teremos muito o que conversar Sr. Gold – informou guardando bem a aparência do homem – Meu nome é – a mulher parou de falar quando Gold com o dedo indicador fez um movimento de “não” –

– Isabelle Harley French – disse dando sua famosa risada – Eu sei tudo sobre você, Dra. French – Belle sorriu e fez seu caminho de volta para a sala, tinha certeza que seria interessante sua jornada com aquele homem singular –

...

Emma levava na sua mão três tulipas amarelas amarradas, era o que o dinheiro havia dado para comprar, ela nem ao certo sabia por que havia comprado as flores, havia passado por um senhor com uma cesta cheia de diversas flores e entregou o dinheiro para ele, em troca pegou três tulipas amarelas. Sabia que Regina iria fazer um comentário sarcástico ou até mesmo rude sobre as flores, talvez tenha sido esse o motivo de Emma ter comprado, queria ver um comentário daqueles para saber se Regina realmente estava bem depois de tudo que havia acontecido. Conforme caminhava até o quarto, se pegou lembrando-se dos braços de Regina em volta de seu pescoço e em como ela parecia confortável naquela situação, a loira se deixou sorrir e abriu a porta do quarto onde Regina estava, imediatamente escondeu suas mãos atrás das costas, Regina sorria enquanto um homem falava algo.

– Emma! Graças a Deus! Onde você estava? – Regina disparou quando viu a loira, tentou levantar, mas o homem ao seu lado a impediu –

– Estou... Estou bem. Eu, eu vou indo – disse sentindo-se desconfortável e Regina percebeu isso, o homem ao lado da jornalista se aproximou de Emma –

– Creio que não nos conhecemos, pelas características você deve ser Emma Swan, a assistente daquela linda mulher – o homem era lindo, com um físico escultural e um rosto fascinante, além do charme que esbanjava quando falava algo, ele direcionou sua mão e Emma apertou a mão do rapaz, colocando um pouco de força – Um bom aperto de mão devo dizer – respondeu sorrindo –

– Emma... – chamou Regina, o homem levou sua mão livre pedindo para Regina parar. Emma só queria sair dali sem que percebessem as flores em sua outra mão. O homem sorriu e continuou a segurar a mão de Emma –

– Eu sou Graham, Graham Dent – respondeu orgulhoso de seu nome, como se fosse alguém da realeza. Emma apenas soltou sua mão e saiu, deixando os dois sozinhos – Temperamental, gostei dela – respondeu voltando a sorrir para Regina, que naquele ponto estava se perguntando se Emma havia trazidos aquelas flores para ela –

Notas finais
Graham... e Belle aparecendo, ainda vou mostrar como Gold saia la do manicomio, anyway...me falem o que acharam. Bjors