Wonderwall

11 Words of Love


Notas iniciais
Olá olá... Boa leitura!

...

– Tem certeza de que sua namoradinha não vai se importar de me ver aqui? – Cruella jogou sua bolsa no sofá da sala e tomou um tempo para apreciar o lugar, tinha que admitir que Úrsula tinha um bom gosto para decoração, Cruella até tinha ainda alguns objetos de decoração em seu apartamento que Úrsula havia comprado –

– Não sei quantas vezes será preciso eu repetir que não existe ninguém Cruella – a editora pareceu não ouvir o que deixou a detetive ainda mais frustrada –

– Por quê? – Úrsula olhou para a mulher confusa com o “por que”. Cruella virou-se e mostrou um porta retrato sobre uma mesa de vidro, a foto era Cruella e Úrsula com David no meio sorrindo enquanto era beijado por as duas mulheres – Por quê isso está aqui? –

– Eu amo essa foto – Úrsula se aproximou e pegou delicadamente das mãos de Cruella, sorriu e tocou como se estivesse revivendo o dia – Dave estava tão animado, quando fecho os olhos posso até ouvir as gargalhadas do garoto. Eu costumo manter algo que amo sempre a minha vista, com essa foto não poderia ser diferente – eram pouca as vezes que Cruella ficava sem palavras, e durante aquela declaração da detetive era um das vezes – Sabe, eu ainda espero o dia em que finalmente poderemos conversar sobre o que realmente aconteceu, geralmente nossos encontros se baseiam em gritos e ameaças –

– É o nosso trabalho, você me ameaça por mandar meus jornalistas fazer o trabalho deles e eu grito com você por se intrometer em como eu consigo minhas notícias – Cruella pegou o retrato e colocou no mesmo canto, afastou-se de Úrsula por medo de não resistir a mulher –

– Exatamente, trabalho. Sete anos de convívio, de amor e eu não mereço uma hora para você me ouvir? – pediu. Cruella olhou para Úrsula se perguntando se ela realmente teve a audácia de falar em amor –

– Amor Úrsula? Amor? Desculpe, mas até onde eu sei pessoas que amam não são capazes de trair os parceiros. Você perdeu até o direito de falar comigo depois que resolveu foder com uma vadia qualquer. – Cruella sabia que não seria uma boa ideia ter aceitado a hospitalidade de Úrsula – Quer saber? Eu não deveria ter vindo até aqui, eu – Úrsula a beijou, já estava cheia de sempre ser acusada de algo que não fez, queria saber se realmente havia acabado tudo entre ela e Cruella, apesar de algum tempo separadas nada havia mudado, Cruella ainda continuava tendo o beijo que deixava Úrsula com uma paz que ela não sabia explicar como –

– Não pode ter acabado, eu vou provar pra você que não fiz aquilo – disse quando o beijo foi quebrado por Cruella, a editora não falou nada, apenas pegou sua bolsa e saiu do apartamento, não poderia ficar no local onde certamente cederia a Úrsula –

...

– Achei que estava dormindo – comentou Regina ao entrar na cozinha, depois de voltar do hospital na madrugada não havia conseguido fechar os olhos e dormir, quando resolveu levantar e tomar um chá surpreendeu-se ao ver sua mãe parecendo bem perdida em seus próprios pensamentos –

– Acho que foi um dia cansativo para todos nós, você deveria está descansando querida e quanto a mim, já são seis horas, não consigo dormir depois dessa hora. Cruella não quer que você apareça no jornal durante essa semana, considere como uns dias de férias adiantadas – Cora levantou apenas para colocar chá em uma outra xícara e entregar a sua filha, que agora sentava ao seu lado – Graham dormiu? – Regina balançou a cabeça e tomou um gole do chá, sentindo o cheiro calmante das ervas –

– Não entendo porque ele veio até aqui – comentou observando o líquido em sua xícara –

– Ele tem que parar de fazer essas coisas, as pessoas acham que vocês é um casal – disse lembrando-se do pequeno selinho que o homem havia dado em sua filha –

– Ele acha que não tem nada demais fazer isso, mas é algo inocente mamãe, nada acontece entre Graham e eu, ele é meu melhor amigo – Graham e Regina se conheciam há muito tempo, os dois sempre eram confundidos com um casal, mas o que eles tinham era apenas uma amizade verdadeira –

– Esse rapaz não me parece confiável querida, não sei... Instinto de mãe –

– Instinto de ex-agente, você não confia em ninguém mamãe. Me surpreende você ser tão próxima de Emma ou aquele amigo dela – Cora desde que conhecera Graham não havia gostado do rapaz e até hoje é uma surpresa para ela que ele e sua filha ainda serem amigos –

– Por falar em Emma... – comentou Cora vendo sua filha desviar o olhar, a mais velha pôs um sorriso nos lábios e continuou – Ela acha que Graham é seu namorado – a cicatriz sobre o lábio da jornalista parecia se move conforme um quase imperceptível sorriso se formava – O que está acontecendo entre vocês? –

– Nada mamãe, absolutamente nada –

– Claro. As preocupações uma com a outra, a implicância, isso no meu tempo queria dizer outra coisa. – Regina girou os olhos e Cora aproximou sua cadeira ainda mais da de sua filha – Ela levou flores ontem para você, tulipas amarelas, parecia uma adolescente prestes a chamar a garota que gostava em um encontro, então quando ela voltou do seu quarto parecia que a garota havia dito não – ao falar aquilo Regina sentiu uma certa culpa, quando Emma havia dado as costas para ir embora ela conseguiu ver que havia flores em sua mão, porém graças ao Graham, Emma havia ido –

– Ela só estava se sentindo culpada e resolveu levar as flores, Emma é o tipo de pessoa que acha que precisa está sempre protegendo todos a sua volta e quando soube que eu havia sido atacada ela sentiu-se culpada por não está comigo – Cora observou a filha por alguns momentos, sorriu quando abaixou a cabeça e depois voltou a levantar para olhar a filha – O quê? – perguntou Regina confusa –

– Emma tem esse complexo de super-herói mesmo, mas aquelas flores não diziam “sinto muito por está machuca”, as flores eram para mostrar o quanto ela se preocupa com você – Regina mordeu a ponta do lábio inferior enquanto pensava nas palavras da mãe -

– O que está querendo dizer? Que Emma tem sentimentos por mim? – Regina não sabia ao certo se queria ouvir a resposta –

– O que estou querendo dizer é que vocês duas precisam parar de se enganar, precisam para de ser covarde quando se trata de sentimentos. Eu não estou dizendo que vocês estão perdidamente apaixonadas, mas há algo não há? Então se dê uma chance... – Regina estava para dar uma resposta para sua mãe, quando o homem apareceu na cozinha, usando um hobby de seda de Regina e abrindo a geladeira em busca de algo para preencher o vazio no estômago –

– Você tem certeza de que é a hora certa? – perguntou Graham ao celular enquanto tirava uma jarra de suco da geladeira – Não, claro que não estou argumentando, mas você acha que com apenas esses dias deu certo? – Graham sorriu para as duas mulheres à mesa – Tudo bem, você é que manda – o homem desligou e deu um beijo em Regina e depois de Cora –

– Problemas? – perguntou Cora curiosa –

– Infelizmente ainda recebo ordens de superiores, nada que Graham Dent não possa resolver – Cora girou os olhos com o convencimento do homem e levantou-se –

– Pense no que lhe falei querida – a mais velha beijou o rosto da filha e depois de olhar mais uma vez para o homem, saiu –

– Ela não vai mesmo com minha cara não é? – Graham gargalhou e colocou o suco em um copo –

– Minha mãe não vai com a cara de ninguém, não é nada pessoal – Regina não queria que seu amigo se sentisse ofendido pelas maneiras da mãe –

– Ela me chama de Duas Caras, tenho quase certeza de que é pessoal, mas ei, não ligo – o homem deu de ombros e bebeu o suco de uma vez, finalizando quando enxugou os lábios com as costas da mão – Então, quais os planos daqui para frente? –

– Ainda não sei... Acho que voltar para New York – Graham trincou os dentes com a boca fechada, o maxilar parecia rígido como se não gostasse da ideia de sua amiga, mas não pudesse falar nada –

– Sério? Achei que algo estava mantendo você presa aqui – o homem esticou a mão e pegou uma banana da fruteira sobre a mesa –

– Eu? Presa? Só continuava aqui por causa de Ruby e da minha matéria – Graham não falou nada, pois sabia que Regina iria continuar – Matéria que eu já mandei para Cruella e ela aprovou, com certeza deve ter dado ordens a alguém do jornal para publicar. O que significa que não tenho mais nada para fazer aqui – Regina levantou para colocar sua xícara na pia e fugir de Graham que lhe conhecia bem –

– Emma Swan, linda, olhos hipnotizantes e uma personalidade tão difícil quanto a sua. Acho que são requisitos para conquistar seu coração não é? – Graham sentiu uma tapa em sua cabeça e virou-se para encarar a amiga – O quê? Só estou dizendo a verdade –

– Sabe que ela acha que somos namorados? – Graham sorriu, sorriu muito ao lembrar-se de algo –

– E isso te incomoda – Regina permaneceu calada – Regina, nos conhecemos há quase sete anos eu sei mais sobre você do que pensa. Nesses sete anos eu nunca vi você assim, ontem você parecia bem chateada por Emma ter ido embora, parecia preocupada perguntando à sua mãe todo instante onde Emma estava e se ela estava bem, nem com seus namorados você se preocupava assim, céus nem comigo – e era verdade, Regina nunca foi de se preocupar muito com outras pessoas, apenas com Cora e Ruby, e até então ela não sabia que se preocupava tanto assim com Emma –

– Você e mamãe estão ficando loucos –

– Vamos fazer o seguinte – Graham levantou e passou uma mão na orelha de Regina logo aparecendo uma moeda em sua mão, a jornalista nunca descobriu como ele fazia isso – Se der Cara você fala com Emma e ver no que isso tudo dar, se der Coroa vamos subir naquele quarto e arrumar suas malas com destino a New York –

– Eu não vou deixar uma moeda dizer o que devo fazer – Graham sorriu e jogou a moeda logo voltando a pegá-la –

– É destino minha querida – Graham mostrou o que havia dado e Regina girou os olhos – Quer uma carona até a casa dela? – sorriu quando viu que tinha dado “Cara”, como sempre –

Regina saiu da cozinha com intenção de tomar um banho relaxante e depois ver como Emma estava, ao subir as escadas lembrou-se do dia que conhecera Graham Dent.

~~~FLASHBACK ON~~~

Era o primeiro dia de Regina em uma conceituada Universidade de New York, seu primeiro ano em NY havia sido apenas para se adaptar ao lugar, conseguir algum dinheiro durante aquele ano para no ano seguinte ingressar na universidade, sentia que todos olhavam para ela como se ela fosse algum tipo de palhaço, enquanto andava ouvia sussurros e risadas irritantes dos outros, ela sabia que estavam comentando sobre a fazendeira novata. Não que ela tivesse vergonha de onde veio, mas odiava ter que passar por algo assim em sua vida adulta. Resolveu apenas girar os olhos e continuar andando em busca da sala onde teria sua primeira aula.

– Seu lugar não é aqui, volte para sua fazenda! – gritou uma garota que Regina não fez questão de olhar, só conseguia ouvir as gargalhadas em volta dela. Sentia-se um lixo, sua mãe e pai haviam a criado para saber se defender, e naquele momento ela se via totalmente vulnerável –

– QUEM VOCÊS PENSAM QUE SÃO HEIN? – Regina ouviu aquela voz grave ao seu lado e levantou o olhar para ver quem era – QUE TAL CUIDAREM DA VIDA DE VOCÊS E A DEIXAREM EM PAZ?! – as gargalhadas pararam e o rapaz olhou para Regina – Você está bem? Eles fizeram algo a mais? – perguntou preocupado com a novata – Eu sou Graham Dent, e você? –

– Regina, Regina Mills – disse com um sorriso constrangido -

– Algo me diz que seremos amigos, Srta. Mills – Regina apenas sorriu ainda mais para o garoto que lhe defendera daquela multidão –

~~~FLASHBACK OFF~~~
...

– Bom dia – Elsa gargalhou com o “bom dia” desanimado de Ruby – Porque acordou tão cedo? – perguntou Ruby vendo a loira preparar o café da manhã –

– Quis fazer o café da manhã para você, é o mínimo que posso fazer depois de tudo o que você já fez por mim – Elsa pôs os ovos mexidos no prato junto com o bacon em tiras –

– Parece delicioso – respondeu Ruby dando um beijo na testa de Elsa e sentando-se – Mas você não precisava fazer isso Elsa, não deveria está de pé e sim descansando – bronqueou colocando café em sua xícara –

– Já estou ótima Ruby, aquelas ervas são realmente milagrosas – Elsa mostrou seu ferimento que já havia cicatrizado depois de ter usado as ervas milagrosas que Cora havia trazido –

– Fico feliz com isso, não gosto de ver você machucada – quando Ruby se deu conta de que Elsa estava lhe observando com um sorriso encantador começou a sentir um formigamento em suas bochechas –

– Ontem conversamos sobre tanta coisa na casa do seu amigo, mas em nenhum momento você disse como os conheceu – Elsa levava a boca pequenos cubos de frutas enquanto esperava Ruby dizer algo –

– Eu conheci Emma no trabalho, nós duas éramos garçonetes, ela sempre jogava seu charme para mim – Ruby não pôde deixar de sorrir com a lembrança, Elsa não conseguiu evitar a ponta de ciúmes que se formou dentro de si – Então saímos por um tempo e começamos a namorar, durou pouco tempo, uns cinco meses, através dela eu conheci Killian... Nossas histórias são tão parecidas, os três haviam perdido a família então acabamos nos tornando bem próximos – sempre quando falava dos amigos Ruby sentia uma paz, era tão agradecida por tê-los em sua vida –

– Cora e Regina? Você parece bem próxima delas também – Elsa viu que Ruby havia ficado tensa quando ela tocou no nome das mulheres, e isso definitivamente deixou a loira intrigada – Tudo bem, não precisa me contar – Ruby mordeu o lábio inferior pensando no que falar. Ela sabia que não deveria, mas ela confiava em Elsa, por mais que tivessem se conhecido há pouco tempo, ela confiava na loira –

– Você tem que prometer que não vai contar a ninguém –

...

– Como está se sentindo? – perguntou Killian. Emma mostrou a mão já curada e o amigo entendeu -

– David? – perguntou sentindo falta do rapaz –

– Trabalho, você está dispensada por essa semana. Ordens de Devlin – explicou Killian chamando Emma para sentar ao seu lado – Então, se as flores não eram para mim nem para Regina, eram para quem? – Killian perguntou quando hora antes ainda no hospital Emma havia trazido as flores de volta –

– Não começa Killian, sim as flores eram para Regina, mas era apenas por educação nada a mais. Para de criar expectativas –

– Não se preocupe, ele não me pareceu ser o namorado dela – Emma não olhava para Killian, apenas para o desenho animado que passava na televisão – Se serve de consolo Regina é mais gay do que eu, você e Dave juntos. Ela só não deve ter se aceitado ainda – Emma girou os olhos ainda com a atenção na televisão –

– Não me importa se ela é lésbica ou não, não tenho nenhum interesse nela – respondeu evitando o amigo –

– Eu não sou gay – Emma olhou imediatamente para o amigo – O quê? Achei que era uma brincadeira onde dizíamos coisas absurdas – Emma girou os olhos e deu um soco em Killian que como sempre choramingou – Isso é abuso de poder, só porque é fortinha acha que pode sair por aí batendo em todo mundo? –

– Qual foram as reações? – perguntou logo mudando de assunto –

– Se homens pudessem ficar grávidos e David fosse um desses homens, com certeza tinha perdido o bebê. Ele enlouqueceu contando sobre o que viu, uma mulher voando e com uma roupa de super-herói, você quase matou meu namorado – Emma gargalhou lembrando o quanto David era fã de heróis – Cruella parecia muito grata, Úrsula prometeu caçar você até a morte, ruivinha só queria saber onde você estava, as pessoas ao redor estavam em uma mistura de pavor e fascinação – disse tudo que lembrava, Emma não estava certa de como se sentira, era uma mistura de alivio por poder proteger a cidade sem ser reconhecida e preocupação por as pessoas passarem a temê-la – Mas teve uma pessoa em particular que me deixou animado, ela falava sobre você como se você fosse uma espécie de deusa, os olhos gritavam entusiasmo e só conseguimos fazer que ela parasse de falar sobre a tal super heroína quando dissemos que você tinha ido atrás dela no jornal — Emma olhou para o amigo já sabendo de quem ele estava falando – Regina –

– Killian... –

– Não me vem com “Killian” – disse fazendo aspas em seu nome, nunca sabia ao certo onde usar – Porque é tão difícil para você admitir o que sente? você sempre ficou com umas garotinhas, namorou Ruby, mas eu nunca vi você dessa forma. Regina apareceu na sua vida e de repente ela já se tornou algo, você se preocupa com ela, você tem ciúmes dela, e toda essa tensão sexual de vocês é ridícula –

– Eu não estou apaixonada por ela – disse certa de suas palavras –

– Eu não disse isso, mas o fato de você negar algo que não foi falado me faz pensar que realmente está – Emma levantou-se depois da falação do amigo – Quer saber Emma? Não darei mais conselhos a você, só que você perderá a oportunidade da sua vida. Regina voltará para New York e você vai passar dias se lamentando em silêncio porque não falou o que sentia! – Emma virou-se para o amigo e dessa vez parecia irritada –

– Você já deu uma boa olhada na minha vida Killian? Já percebeu o quanto desastrosa é? Eu não posso adicionar mais pessoas na minha vida para deixá-las correrem perigo. Vai ser melhor para Regina voltar para a cidade, ficar bem longe de mim –

– Então é isso? Vai se isolar de qualquer possível sentimento que você venha a ter por medo? – Killian não tinha medo se Emma iria bater ou atirar raios nele, quando se tratava do bem de sua amiga ele estava disposta a tudo – Até heróis tem o direito de amar – Emma estava cansada de ouvir o amigo, pegou sua jaqueta e saiu da casa –

...

– Onde minha filha está? – perguntou Cora aparecendo na sala para encontrar um rapaz deitado em seu sofá mudando a cada segundo o canal –

– Foi ter uma conversinha com Emma – respondeu sentando-se no sofá – Aquelas duas se gostam, não é mesmo? Pude perceber no momento em que a ela entrou com aquelas flores na mão e escondeu –

– Por que está aqui? –

– Saudades da minha melhor amiga – Cora girou os olhos, toda vez que Graham falava a mulher podia jurar ouvir um tom de sarcasmo – Você não gosta de mim, não é mesmo? Mas tudo bem, sem ressentimentos – respondeu levantando as mãos como se estivesse sendo parado por policiais – Sabe, essa foto me faz sorrir toda vez que eu vejo – Graham pegou o porta-retrato da mesa de Cora, havia vários, mas ele pegou um onde tinha Regina e Ruby – A primeira vez que vi essa foto no celular de Regina cheguei a achar que elas eram irmãs – Graham olhou para Cora e sorriu, um lindo e confiante sorriso –

– Quanto tempo pretende ficar? – perguntou pegando a foto das mãos do homem e colocando no lugar novamente –

– Isso depende da sua filha, porque só voltarei com ela ao meu lado – disse. Cora segurou seu olhar por alguns segundos e depois saiu da sala, deixando Graham com um sorriso ao voltar a olhar a foto de Ruby e Regina –

...

– Emma? – Emma estava perdida em seus pensamentos enquanto olhava pela a janela ao lado de sua mesa na cafeteria – Emma? – o chamado foi seguido por um toque no braço que trouxe a loira de volta para a realidade –

– Zelena? – disse surpresa – O que faz aqui? – Emma havia imaginado que ela deveria está no jornal –

– Como Regina e você tiraram alguns dias eu fiquei com as matérias de Regina, fui reportar algo quando vi você aqui – respondeu já sentando diante da loira, uma garçonete entregou o expresso de Emma e saiu – Vejo que sua mão está melhor – Emma olhou para sua mão e sorriu desconfortável com a percepção de Zelena –

– Killian disse que você ficou bem preocupada comigo, hum... Obrigada – agradeceu. Zelena corou por algum motivo e deu de ombros –

– Não sabíamos nada sobre onde você estava, isso me apavorou. Mas você já esta melhor, então eu também já estou mais aliviada, você é uma das poucas pessoas que é gentil comigo sem querer algo em troca, gosto de ter você viva – Emma gargalhou com as palavras urgentes de Zelena o que fez a ruiva corar ainda mais – Ai não, meu rosto está da cor do meu cabelo não é? – disse sentindo suas bochechas arderem causando um contraste com a coloração do seu cabelo –

– Você é adorável – respondeu Emma tocando na mão de Zelena sobre a mesa –

– Senhora? Seu café senhora – repetia a balconista enquanto Regina estava focada na mesa ao seu lado, coincidentemente Emma e Zelena estavam na mesa, parecendo estarem tendo um ótimo momento – Senhora? – Regina despertou-se e pegou um café, deixando uma nota de vinte dólares no balcão e saindo sem ser percebida por as colegas de trabalho –

– Eu posso perguntar algo? Mas promete não deixar de falar comigo por isso? – pediu Zelena um pouco receosa, Emma pediu para que ela falasse – Eu... Eu queria saber se, sabe, quando, algum dia, quando você não estiver fazendo nada e estiver livre, e, então, algum outro dia sair comigo? – Zelena estava tão adorável que era quase um pecado negar um pedido daquele, Emma demorou alguns segundos para responder o que deixou a ruiva ainda mais nervosa – Esquece o que eu falei, por favor –

– Zelena, eu adoraria sair com você, você é maravilhosa, inteligente, tem um bom coração, é linda... – Zelena abaixou a cabeça entendo qual palavra vinha a seguir, em certas ocasiões odiava o “mas” – Mas não seria certo eu sair com você quando não estou disposta a ter algo a mais sabe? Tenho certeza que alguém bem melhor é merecedor da sua atenção –

– Regina não é? Você não quer sair comigo porque sente algo por ela – Emma não sabia como contra argumentar com aquilo, parecia que as pessoas haviam tirado o dia para falarem sobre o que ela devia ou não fazer ou devia ou não sentir – Eu vejo o jeito que você olha para ela, ou como cede a algo só porque vai deixá-la feliz – Emma novamente não sabia como argumentar com aquilo –

– Não é sobre –

– Ela também gosta de você – afirmou com uma certeza que deixou Emma curiosa –

– E como sabe disso? –

– Porque ela olha para você da mesma forma que eu olho – Zelena levantou e saiu, deixando Emma sem saber o que fazer, aparentemente Zelena havia acabado de confessar seus sentimentos e dizer que Regina também sente da mesma forma que ela, Emma estava confusa e precisava de algo mais forte que um expresso para se livrar de alguns pensamentos. Emma pegou o jornal da mesa com a matéria de Regina, deixou umas notas e saiu do local –

...

– Já está indo? – perguntou Cora vendo o homem sair da casa –

– Ainda não, vou explorar a cidade, pode ser que tenha algo que se aproveite por aqui – disse colocando o óculos escuro e entrando no carro que havia alugado. Cora pegou seu celular e ligou para seu amigo –

– Killian? Preciso de você, agora! – desligou sem o rapaz poder dizer nada, havia algumas coisas que Cora precisava fazer e Killian era sempre o melhor quando se tratava de pesquisa –

...

– Olha quem resolveu aparecer! – um homem que enxugava um copo disse ao ver a conhecida entrando no bar – Nove horas da manhã e já aqui? Isso não acontecia desde – o homem parou quando viu que iria falar sobre a morte dos pais de Emma –

– Tudo bem Puck, você pode falar – respondeu deixando o rapaz desconcertado. A iluminação do local era fraca, apenas a parte do balcão estava iluminada, não era costume pessoas entrarem no bar antes das 19h00min – Achei que não deixava ninguém entrar antes das dezenove – respondeu vendo uma mulher no final do balcão olhando para o copo com um líquido claro como se fosse um livro interessante –

– Aquela ali ameaçou quebrar meu braço se eu não a deixasse ficar, não tive outra escolha – sussurrou Puck temendo que a mulher ouvisse, Emma sorriu quando percebeu quem era –

– Ela é gentil assim mesmo – respondeu Emma indo em direção a mulher, puxou o banco ao lado da mulher próximo ao balcão e jogou o jornal ao lado do copo dela – Tenho que admitir, você não é tão ruim assim, escreveu uma matéria em menos de três horas e na hora seguinte já estava sendo publicado no Daily – Regina olhou para Emma sem falar nada, sua expressão era rígida, mas de repente havia ficado indecifrável, Emma começou a ficar desconfortável vendo que a morena não tirava os olhos dos seus, mantendo contato visual como se sua vida dependesse disso –

– Seus olhos... –

– É, eu sei, lindos não é? – Regina girou os olhos e balançou a cabeça tentando tirar as especulações da cabeça –

– É única coisa que se salva em você – Emma sorriu e fez sinal para que Puck lhe servisse -

– O que acha de me contar o que está havendo? Pelo o que conheço de Regina Mills ela não é de está se embriagando antes mesmo do almoço –

– Você não sabe nada sobre mim – respondeu pedindo para o rapaz servi-la novamente, porém Emma olhou para Puck e negou –

– Você tem razão, não sei nada sobre você, mas tenho minhas opiniões – Regina olhou para seu lado como se estivesse duvidando de que algo real saísse de Emma – Você é insuportável e você sabe disso, mas não muda porque é exatamente o que você quer passar para as pessoas, você quer que elas não se aproximem, você não quer que elas entrem na sua vida para depois irem embora, por isso você não faz questão de que gostem de você. É corajosa, teimosa, independente e acha que pode levar o mundo em suas costas, mas o que ninguém sabe é que você as vezes se cansa de ser tudo isso, as vezes se cansa de dizer que está sempre bem. Sorrir para esconder a dor, dar risadas para conseguir algo... Mas quando se sente bem e segura, você simplesmente esquece tudo e finalmente dar uma boa gargalhada. Não aceita conselhos de ninguém, mas gosta quando alguém é corajoso o suficiente para lhe dizer o que está ou não fazendo de errado – Regina novamente fixou seus olhos em Emma, a loira sentiu que estava totalmente exposta e indefesa com aquele olhar da jornalista – Pega o estresse de todos a sua volta e consegue os acalmar, mas ignora quando é você que está na situação, enlouquece quando tudo parece que vai explodir a sua volta, mas quando alguém pergunta se você está bem, você diz que não podia está melhor e fala isso sem usar o sarcasmo – Regina não pôde deixar de sorrir com aquilo – Você tenta se convencer todos os dias dizendo que está bem, que não precisa da ajuda de ninguém, que está bem sozinha, mas quando você fala isso você pede aos céus para não ser ouvida, porque no fundo, você só queria que aparecesse alguém na sua vida que te entendesse mesmo sem você precisar falar, alguém que você confiasse sem ter que checar primeiro se é confiável mesmo. – Regina continuava a olhar para Emma, a loira fechou os olhos por alguns segundos e bebeu o liquido de seu copo – É, você tem razão, eu não sei nada sobre você – respondeu dando um sorriso trêmulo para Regina, a jornalista engoliu a seco e afirmou com a cabeça –

– Acertou uma ou duas coisas – disse, Emma levantou seu copo e brindou com a morena –

...

– Você é realmente maravilhosa – disse Graham ofegante deitando do outro lado da cama, enquanto tentava recuperar o fôlego, pegou um cigarro da escrivaninha e o acendeu – Tenho que aplaudir você por duas coisas, uma é pelo o sexo fantástico e o outro é por está certa – a mulher sorriu e ficou por cima do homem – Regina e Emma realmente estão começando a gostarem uma da outra –

– Eu sempre estou certa meu amor, e por mais que tenha demorado a acontecer valeu a pena –

– Ah Snow... –

~~~FLASHBACK ON~~~

– Snow! O que houve? – Graham se aproximou de sua namorada e tocou em seu rosto, ela estava empoeirada e alguns arranhões no rosto e braços. Graham era filho da mulher que havia adotado Snow quando ela apareceu na cidade – Você conseguiu? Matou os pais de Emma? – perguntou. Snow havia lhe confidenciado tudo, Graham era seu braço direito e seu devoto –

– Claro que consegui. Mas há algo Graham, quando eu encostei em Emma eu pude ver algo em seu futuro, existe uma pessoa, eu não a conheço, mas ela...essa pessoa será a única que irá destruir Emma por inteiro, precisamos encontrá-la! –

– Vamos matá-la? – perguntou. Ele não concordava muito com as mortes, mas era Snow e ele estava já perdido naquela mulher –

– Não agora, quando Emma estiver dependente do amor dessa tal mulher eu irei fazê-la sofrer – Graham sorriu e a beijou –

– Como iremos encontrá-la? –

– Regina Mills, deve ser fácil – respondeu sorrindo –

Depois trabalhosos dias, Snow finalmente conseguiu encontrar quem era Regina Mills e onde ela estava. Depois da descoberta Snow e Graham viajaram para New York City a procura da mulher. Quando Snow reconheceu a garota no campus de uma universidade pareceu reviver o que vira quando tocou em Emma, era ela mesmo.

– Você entendeu tudo, não é mesmo? – perguntou Snow enquanto passava seus braços em volta da nuca do rapaz –

– Sim, irei conquistar a confiança dessa garota, serei seu melhor amigo alguém em quem ela possa confiar, e tudo o que descobrir passarei para você – respondeu parecendo chateado – Mas como irei ver você Snow? Não quero ficar longe por muito tempo –

– Esqueceu que eu posso ir para onde eu quiser e quando eu quiser? Em um piscar de olhos eu apareço meu amor, estaremos sempre juntos – Graham sorriu aliviado e beijou Snow enquanto ouvia barulho de pessoas –

– Acho que está na nossa hora – respondeu ele. Graham se afastou enquanto Snow se aproximava do corredor da universidade –

– Seu lugar não é aqui, volte para sua fazenda! – gritou Snow vendo que Regina parecia se encolher ainda mais enquanto caminhava, sorriu quando Graham apareceu ao lado de Regina –

– QUEM VOCÊS PENSAM QUE SÃO HEIN? – gritou Graham. Quando Snow viu a cena sorriu e saiu do local, primeiro passo já havia dado –

~~~FLASHBACK OFF~~~

– Você realmente tem uma mente diabólica meu amor – respondeu admirando Snow – Encontrou Regina, me fez de espião. Quando eu descobri que Regina tinha uma irmã aqui você a sequestrou porque sabia que Regina iria vir atrás dela e consequentemente encontrar Emma porque Emma também era amiga de Ruby, e agora as duas estão apaixonadinhas – Graham gargalhou com a inteligência de sua mulher –

– Sequestrar Ruby foi o motivo para fazer Regina e Emma se conhecerem, eles dizem que nada pode mudar o destino, eu digo o contrário. – Snow sorriu ainda mais – Quando Emma estiver totalmente dependente de Regina, será quando eu irei tirá-la de seus braços –

– Só não entendo porque você demorou tanto para agir, da morte dos pais de Emma que foi quando você descobriu sobre Regina até o presente momento, foram mais de cinco anos –

– Se elas tivessem se conhecido antes nenhuma das duas sentiriam o que sente agora, não questione Graham, eu sei o que faço – o homem não questionou, jogou a mulher sobre a cama novamente e começou a traçar beijos sobre o corpo todo -

...

– Agora me fala, o que aconteceu? – pediu. Regina voltou a olhar para seu copo dessa vez vazio –

– Sabe quando você tem aqueles dias que são como alerta? Que ficam perguntando o que estou fazendo da minha vida, porque estou fazendo desse modo e não de outro? Acho que só estou tendo uma dessas crises existenciais – respondeu sem realmente dizer o que era –

– Sua vida já está no caminho certo, olha para você Regina, está na carreira que sempre almejou, mora em um lugar ótimo, tem Ruby e Cora como família. Achei que estava feliz com isso –

– Minha vida amorosa parece ter entrado no labirinto sem saída – Emma voltou a sentir aquele enorme incomodo em lembrar-se do rapaz que conhecera ao lado de Regina – Nunca foi algo importante sabe? Nunca me importei se teria ou não uma vida amorosa como a das minhas amigas, para mim tudo se resumia a minha carreira, até que chegou a um certo ponto onde nada me deixa realmente entusiasmada – Regina nunca falaria aquilo em seu estado sóbrio, principalmente para Emma, mas naquele momento com algumas doses de álcool em seu sistema não se importava – Eu só queria poder amar alguém de verdade e essa pessoa poder me amar de volta na mesma intensidade, poder me apaixonar perdidamente igual aqueles filmes bobos dos dias dos namorados – Emma gargalhou com o olhar sonhador de Regina – É pedir demais? –

– Não é pedir demais – Emma não poderia mais negar que algo, algo ainda sem nome a fazia sentir diferente em relação aquela mulher ao seu lado – Você vai se apaixonar, mas não é simplesmente se apaixonar por alguém qualquer, vai se apaixonar por alguém que realmente queira você, que espere por você, que saiba que as vezes você precisa de seu tempo. Alguém que irá te entender mesmo quando você estiver em uma crise como agora, alguém que irá te ajudar de tantas maneiras possíveis e impossíveis que você até irá duvidar se a pessoa é mesmo real, alguém que irá te guiar mesmo você sabendo exatamente para onde quer ir, alguém que será seu suporte, seu porto seguro – Emma tocou na mão de Regina que brincava com o copo, e a fez olhar para ela – Você irá se apaixonar por alguém que volte para falar com você depois de uma briga, alguém que sente sua falta e que realmente queira está com você... –

– Emma... –

– Só me faz um favor? – pediu ainda com os olhos fixados na morena – Só não se apaixone simplesmente por um corpo ou um rostinho bonito, ou até mesmo só pela ideia de está apaixonada – disse referindo-se exatamente a Graham, ele não era homem para Regina e ela sabia disso –

– Quem diria que Emma Swan era uma romântica – disse fazendo Emma sorrir, Regina estava extasiada com as palavras da loira, parecia que Emma possuía seu manual de instruções –

– Eu não sou uma romântica – disse negando a projeção de Regina – Sou apenas uma realista que acredita no amor – respondeu piscando para a morena, Puck voltou e encheu o copo de Emma e Regina ordenou que ele fizesse o mesmo com ela –

– Então, você acredita que nós duas ainda iremos encontrar essa pessoa perfeita? – Regina estava começando a se acostumar com o conforto que Emma a fazia sentir, mesmo com as implicâncias elas sabiam como lidar uma com a outra –

– Minha mãe... – Emma sorriu com a lembrança e nem ao menos percebeu que uma lágrima caía ao lembrar-se de Lois, Regina se atreveu a enxugar a lágrima do rosto de Emma e as duas dessa vez pareciam ter entrado em outro universo onde só existiam elas – Desculpe – pediu voltando a se recompor – Minha mãe costuma dizer algo e eu nunca vou esquecer disso, eu sempre ouvia ela dizer para o meu pai e quando eu perguntei como as pessoas se apaixonavam ela me falou que, as vezes duas almas são criadas juntas e já apaixonadas antes mesmo de nascerem. Então eu acredito que uma alma já nasce sabendo onde encontrar seu par – disse sem nenhum momento desviar de Regina, algo acontecia entre as duas e só era questão de tempo até darem o braço a torcer e não poderem mais esconder o que estava estampado em seus olhos –

Notas finais
Bjors.