Wonderwall

19 You Know My Name


Notas iniciais
Olá Olá, queria me desculpar pela a demora, mas ultimamente meu tempo também muito corrido, mas enfim... queria pedir desculpas para a moça que levou um spoiler de Grey's Anatomy com o capítulo anterior, desculpa é prometo não citar mais Greys aqui. Boa leitura.

– Emma? – chamou Regina novamente tentando trazer Emma de volta a realidade – Emma? –

– Okay, vocês duas – o policial abriu a cela e as duas mulheres olharam para o homem – Estão liberadas, vão, antes que eu mude de ideia – respondeu e imediatamente Regina saiu com Emma daquele lugar –

– Hum, obrigada e desculpa pelo o soco – desculpou-se Emma vendo o rosto do policial inchado pelo o soco que ela havia lhe dado horas antes –

– Espero não vê-la nunca mais – respondeu fazendo gesto com a mão para que as duas fossem embora –

– Você quer que eu leve você para casa? – perguntou Emma saindo e já chamando um táxi. Regina abaixou a mão da garota e se desculpou com o motorista que havia parado para elas –

– O que acha de um café? – Emma concordou apesar da hora imprópria, passava das duas da manhã –

Ao chegar ao café as duas sentaram-se à mesa mais distante da entrada do local, pediram diferentes tipos de café e aguardaram. Por alguns segundos não poderia se ouvir nada além da máquina fazendo um expresso e das conversas paralelas entre as garçonetes. Regina retirou de dentro da sua jaqueta um frasco com algumas poucas gotas do líquido que horas atrás havia injetado na garota a sua frente. Emma logo reconheceu o líquido e sua surpresa não passou despercebido pela jornalista.

– Essa coisa salvou você – disse tocando no frasco e direcionando para que a loira pegasse – Isso não é um antibiótico, analgésico, entorpecente ou qualquer outra droga que tira a dor ou salve alguém, mas isso serviu para você Emma. Essa coisa salvou você em questão de segundos – Regina observou a loira analisar, mas também percebeu que algo estava errado pela a maneira que Emma olhava para aquele frasco –

– Sinto que você espera uma resposta para isso, mas eu não sei qual – respondeu Emma colocando o frasco sobre a mesa e olhando para Regina –

– Eu quero que você me fale o motivo para isso ter salvado você quando ninguém poderia. Você estava em coma Emma e essa mulher chegou dizendo que você iria morrer em algumas horas e me entr –

– Espera, espera, espera – pediu parando a morena de concluir – Que mulher Regina? Quem deu isso a você? Quem disse que isso iria me salvar? – perguntou desconfiada, ninguém poderia saber sobre ela, era impossível –

– Não sei, não me disse o nome. Ela estava no museu quando tudo ficou um caos, depois ela apareceu no hospital e viu meu desespero, foi quando ela disse que eu poderia salvar você se eu injetasse esse líquido. Algo sobre você ter kriptonita verde em seu sistema e isso – apontou para o frasco – Iria curar você, e ela estava certa. Você está aqui –

– Você poderia ter me matado Regina! Como você ouve uma mulher estranha que diz para você injetar uma droga em mim? Você tem ideia do que aconteceu? – Regina estava surpresa e ofendida pela reação da loira, as garçonetes haviam parado de falar e agora descaradamente observavam as duas –

– Sim, tenho. Eu salvei sua vida, assim como essa estranha. Os médicos não sabiam o que causou isso Emma, eles disseram que no lugar de sangue você tinha esse líquido verde, você iria morrer! Eu sei que foi imprudente, mas você pode me culpar? Eu não poderia perder você e se alguém aparece e me diz que pode curar você, salvar você eu não hesito em fazer o que tem que ser feito. – Regina fez menção em se levantar, não iria continuar ali ouvindo Emma lhe acusar, porém a loira segurou o braço da jornalista fazendo-a sentar novamente –

– Me perdoa, eu... Me perdoa Regina, eu sou uma idiota. – pediu a loira se sentindo uma estúpida por ter falado daquele modo com a jornalista –

– Algo que concordamos –

– Mas e essa mulher? Conseguiu pegar algo sobre ela? Talvez eu possa agradecer pessoalmente – Emma precisava saber quem era a tal mulher que sabia sobre ela, porque obviamente ela sabia –

– Não, nada. Mas meu faro de jornalista e investigadora tem uma teoria – Regina olhou para os lados, apenas para ter certeza de que ninguém estava próximo a elas – Eu acho que essa mulher é a que está salvando essas outras pessoas. Quando você estava desacordada no museu eu entrei, eu não achava você e então eu vi esses borrões passarem por mim e salvar os policiais feridos, depois me pegou, mas eu não consegui ver o rosto, foi tudo muito rápido. Essa mulher estava lá e depois apareceu aqui, talvez seja ela – Regina falava empolgada e Emma parecia distante demais –

– Isso é impossível, eu – Emma parou de falar quando viu que estava para dizer algo que não deveria – Enfim, eu não acho que seja –

– Então, vai responder minha primeira pergunta? – voltou Regina ao ponto do líquido – Por que essa coisa salvou você? E não venha com historinhas Emma, eu sei exatamente quando alguém mente para mim –

– Algumas pessoas são alérgicas a kriptonita verde, e a azul anula o efeito da outra. Eu sou apenas uma sortuda que tem essa alergia – disse dando de ombros esperando que Regina comprasse aquela ideia –

– Se fosse alergia os médicos saberiam como reverter, mas tudo bem. Eu não posso obrigar a você me contar nada, mas você viu o que aconteceu com minha mãe em relação a segredos, e eu não quero passar por isso novamente – Emma levou suas mãos e pegou as de Regina, acariciando sobre a mesa –

– Um jantar, o que acha? – Regina franziu a testa confusa – Me deixa te levar para um jantar, nosso primeiro encontro oficial, então eu conto para você tudo sobre mim. Parece bom? –

– Parece ótimo – respondeu Regina sentindo-se mais aliviada –

...

– Eu não consegui achar Killian em nenhum lugar – disse David entrando no quarto de sua tia Úrsula que ainda estava no hospital. Cruella havia ido para casa descansar um pouco com a promessa de que voltaria – Eu... tia... –

– Querido, por favor, se acalme. Ele deve ter ido para casa, foi um dia longo para ele também – respondeu a mulher já com a aparência bem melhor. Havia dispensado o analgésico para dormir, já havia descansado demais –

– Não, não foi tia. Ele... – David respirou fundo e se aproximou da cama – Ele descobriu quem armou para você e tia Cruella, conhecendo ele como eu conheço, tenho certeza de que ele foi atrás dela –

– Ela? Quem fez isso David? Quem armou para mim? – perguntou colocando-se sentada na cama, David hesitou por um momento, mas teria que contar alguma hora –

– Zelena. Foi ela quem armou tudo, eu não queria contar agora, mas é –

– Zelena?! Wickedgma?! – a fúria era perceptível na detetive, David se aproximou para acalmá-la – Eu vou encontrar aquela maldita e não vai sobrar mais nada dela, escreve o que estou dizendo! –

– Com licença, mas os outros quartos estão lotados e vamos inserir mais um paciente aqui, tudo bem? – perguntou a enfermeira, Úrsula não se importava e apenas concordou. A maca foi trazida para dentro e então os olhos dos dois arregalaram –

– Meu amor! – David pulou da cama de sua tia e foi até Killian que estava deitado na outra maca –

– Você o conhece? – perguntou a enfermeira. Killian não falava nada, sua mão esquerda estava toda enfaixada, seu olhar distante e qualquer um poderia notar que o homem havia chorado –

– É meu namorado – informou David – Killian? – David tocou no homem, mas nada aconteceu, uma lágrima solitária caiu dos olhos de Killian, sem nem ao menos ele piscar – O que houve? – perguntou para a mulher –

– Ele chegou há pouco tempo, uma faca cravada em sua mão... – David levou uma mão à boca em espanto, Úrsula apenas analisava o garoto calado – A faca estava enferrujada e acabou infecionando o local, não tivemos outra escolha, foi necessário amputar a mão do Sr. Jones, caso contrário teria sido pior – informou. Killian ainda não falava nada – Seja paciente, ele vai precisar de apoio – pediu a mulher – Sr. Jones? Em duas horas eu volto para a próxima dose do medicamento – Killian não se manifestou então a mulher saiu –

– Meu amor, Killian? – David passou sua mão sobre os cabelos de Killian – Killi? Por favor, fala comigo, o que aconteceu? – as lágrimas no garoto voltaram a descer, apesar de nem um movimento ser acompanhado –

– David... – chamou Úrsula, porém ele não pareceu ouvir –

– Meu amor? Eu sei que está me ouvindo, o que houve? O que aconteceu? Killi? – chamou tocando no rosto do rapaz. Killian então piscou, seus olhos encontraram os do namorado, David nunca havia visto aquele olhar antes, era de dor, de raiva, Killian nunca parecia assim –

– Zelena – disse em um tom ríspido – Ela fez isso comigo, ela fez isso comigo! – disse apontando para sua mão enfaixada, ou melhor, não havia uma mão esquerda – Ela fez isso comigo! Ela fez isso comigo! – repetia gritando. David o abraçou e logo sentiu as gotas molharem sua camisa, o choro de Killian era audível –

– Eu vou pegar essa mulher Killian, eu vou fazê-la pagar por o que fez comigo, por o que fez com você. Ninguém faz isso com minha família e sai impune – respondeu Úrsula, olhava aquela cena e a raiva lhe consumia –

– Estou aqui Killi, sempre vou está. Vamos superar isso juntos okay? – David se afastou apenas para olhar para o namorado – Okay? Sempre juntos – perguntou novamente –

– Olha aqui – levantou o braço enfaixado – Eu sou um monstro igual meu pai –

– Nunca, jamais diga isso novamente Killian. Você não é igual seu pai, nunca vai ser. A falta de um membro não torna você um monstro e isso não vai mudar nada em relação a como eu vejo você. Porque para mim, o que me conquistou não foi sua aparência, foi sua essência. Então para com isso okay? – David abraçou Killian e pôde sentir um alivio vindo do rapaz –

– Eu amo você –

– Eu amo mais – respondeu David sorrindo e fazendo Úrsula também sorrir. Estava feliz pelo relacionamento do garoto –

– Úrsula, acho melhor não fazer nada. Aquela mulher é louca e perigosa, se você tentar algo é capaz dela voltar a fazer algo com vocês. Acabou – pediu Killian se lembrando dos momentos juntos com aquela psicopata –

– Eu vou colocar três seguranças em cada um de vocês, aquela mulher não vai se aproximar de ninguém da minha família – Killian sentiu um leve calor em seu corpo ao ver Úrsula referindo que ele fazia parte de sua família – Eu vou encontrar Zelena e quando isso acontecer eu vou fazê-la se arrepender de tudo o que fez – prometeu já pensando em como capturar a mulher –

...

– Eu adoraria continuar mandando presentinhos e charadas, mas parece que os planos mudaram – comentou Zelena para si enquanto olhava ao redor da casa – Eles dizem que sou louca, mas quem não é? E daí se eu expresso meus sentimentos de forma um pouco mais perigosa? – Zelena falava como se estivesse com mais alguém. Com facilidade abriu a porta e andou pelos cômodos, colocou dois explosivos em lugares estratégicos – Agora é só esperar a convidada – gargalhou saindo da casa e escondendo-se –

...

– PUDIM?! PUDIM?! ESTOU AQUI E TROUXE UM PRESENTINHO! PUDIM? – gritava Belle, mas ninguém aparecia. Correu por todo lugar e o desespero lhe pegou – Meu pudim, meu precioso pudim me deixou? –

– Acalma aí Belle, ele deve ter saído enquanto você estava fora – informou Merida sem dar muita importância, estava olhando o lugar e realmente achando que seria um bom esconderijo –

– O pegaram – disse. Belle apanhou o pedaço de roupa rasgada no chão – Levaram-no – lamentou dispondo a chorar. Merida girou os olhos e foi até a garota –

– Quem faria isso? Achei que ele tinha acabado com todos os inimigos –

– Ele... Ele falou que tinha essa mulher, iríamos fugir dela. Por isso eu roubei a pedra, ela deve ter o achado. MEU PUDIM! – gritou na esperança que ele aparecesse –

– Belle para de chorar – Merida deu uma tapa no rosto da garota que imediatamente parou de chorar – Seu barulho só piora as coisas, Argh! Eu vou me arrepender por isso, mas... Vou ajudar –

– Sério? – Merida girou os olhos e assentiu. Belle pulou sobre a garota entrelaçando suas pernas ao redor da cintura de Merida. Sem nenhum aviso Belle penetrou a boca de Merida com sua língua, envolvendo-a em um beijo intenso e necessitado – Sabe, eu gosto dessa amizade – respondeu ofegante –

– Preciso saber tudo o que você sabe sobre essa mulher para podermos acha-los – informou Merida e Belle concordou se desgrudando da amiga –

...

– Eu já estou no cruzamento – informou Cora reduzindo a velocidade de seu carro enquanto falava ao telefone – Mendez! Eu não estou pedindo um trabalho impossível, apenas me informe o local onde o carro está. Sim, já estou aqui – Cora ouvia atentamente as instruções de seu ex-companheiro de trabalho – Não, isso é impossível. Não há nada, aos lados apenas milharal e a frente uma estrada – repetiu frustrada. Mendez havia informado que Cora pegasse a estrada à esquerda, porém não havia nada além de plantação –

– Cora, o carro está estacionado a alguns metros à esquerda de onde você está. É o que diz aqui, você quer que eu mande reforços? – perguntou Mendez preocupado –

– Não, ninguém. Eu vou descer do carro e ir andando, pode ser algo escondido e o barulho do carro me denunciará – Cora desligou o carro e abriu a maleta em seu banco de passageiro, pegou a arma e escondeu em sua panturrilha coberta pelo o jeans, pegou uma faca e escondeu atrás de sua blusa e algumas munições em seu bolso – Mendez. Bom trabalho e obrigada por tudo, daqui para frente é apenas comigo – Cora desligou a ligação sem nem ao menos deixar o rapaz falar algo – Sua hora chegou Graham Dent – disse para si enquanto saia do carro –

Cora olhou ao redor e entrou no meio da plantação, com a lanterna de seu celular fez iluminar seu caminho, olhou para trás e já não conseguia ver mais o seu carro ou estrada, estava cercada pelo o milharal, respirou fundo e seguiu reto atrás de algo. Disse a si mesma que iria caminhar apenas mais alguns metros, se nada aparecesse ela voltaria para seu carro e continuaria sua buscar por Graham depois. Cora parou quando ouviu um barulho de algo bem próximo quebrando, tentou virar-se, mas ouviu o inconfundível barulho de arma destravando e encostando-se a sua cabeça.

– Largue a arma – ordenou o homem. Cora pensou em fazer um movimento, mas achou arriscado demais – Largue. A. Arma. – ordenou novamente. Cora respirou fundo e soltou seus dedos da arma, porém antes que pudesse cair outro barulho foi escutado e dessa vez Cora não sentiu mais a arma contra sua cabeça –

– Bons sonhos – Cora virou-se imediatamente quando reconheceu a voz – Desculpa, mas não poderia deixar você sozinha –

– Ruby... – disse como em uma confissão. A garota sorriu enquanto segurava um pedaço de madeira que havia servido para apagar o homem – Mas como? –

– Eu rastreei seu telefone, me lembre de agradecer o Killian por ter me ensinado isso –

– Você não pode ficar aqui, é perigoso demais – sussurrou Cora abaixando-se para desarmar o homem ao chão inconsciente – Volte para casa –

– Não quero parecer convencida, mas se não fosse por mim você estaria presa ou até morta. Eu não vou ficar de braços cruzados esperando você. – Ruby viu o homem se mexer e outra vez o atingiu com a madeira, fazendo-o apagar novamente – Ou eu volto e chamo a polícia e todo mundo, ou você me deixa ajudar – Cora logo percebeu na garota um pouco de Regina, e se deixou sorrir internamente com isso –

– Certo, mas você vai me obedecer em tudo o que eu falar entendido? Se eu mandar você fugir você faz exatamente isso – Ruby apenas concordou – Você precisará disso – entregou a arma que estava com o homem – Sabe com usar? – Ruby pegou a arma e girou os olhos –

– Eu sei me virar –

– Ótimo, agora vamos. – Cora resolveu deixar o homem livre, ele havia levado duas pancadas fortes na cabeça, não iria acordar tão cedo –

As duas seguiram o caminho em linha reta, Ruby sempre olhava para trás para não ter perigo de ser surpreendida. Minutos depois as duas pararam e esconderam-se ao lado, no meio da plantação havia vários containers formando uma enorme sala, Cora observou o movimento, pareciam trabalhadores normais excerto pelo o fato deles estarem armados e andando de um lado para outro como se vigiasse algo.

– Ruby, são muitos. Você tem que ir – sussurrou a mulher dando outra conferida no local –

– Olha – disse Ruby apontando para um container isolado onde havia apenas um guarda – Pode ser que ele esteja ali, pode ser que seja o Graham – sussurrou. Cora analisou o local e esperou alguns minutos, mas ninguém se juntou ao outro guarda –

– Se formos até lá e não for Graham não teremos muito tempo para sair de lá, em questão de segundos todos os outros saberão que há invasores – explicou –

– Elsa pode está lá, eu vou e você fica aqui – Cora negou imediatamente enquanto segurava o braço de Ruby –

– Se Graham estiver lá podemos pegá-lo como refém e pedir Elsa, se ele não estiver não espere por mim ou por mais ninguém, fuja Ruby. Você está me ouvindo? – Ruby apenas concordou – Temos que nos aproximar –

...

– Eu não me sinto bem deixando você sozinha Regina – respondeu Emma saindo do táxi junto a Regina. A morena entregou o dinheiro para o motorista e Emma pediu para que ele fosse embora –

– Você o mandou embora? Como vai voltar para o hospital? – perguntou Regina vendo o táxi desaparecer na estrada. David havia ligado e pedido para que Emma voltasse ao hospital para falar com Killian –

– Eu vou passar em casa primeiro e é só alguns quarteirões daqui, eu posso ir andando – respondeu enquanto acompanhava Regina até a porta – Mas sinceramente? Eu não quero deixar você sozinha, não estou com uma sensação boa – disse incomodada com aquele constante frio no estômago como se algo de ruim pudesse acontecer a qualquer momento –

– Não se preocupe – Regina passou seus braços em volta do pescoço de Emma e apenas a observou – Se David ligou é porque Killian precisa de você, além do mais acho que você tem que explicar para seus amigos como saiu do coma em um piscar de olhos – Regina sentiu o corpo de Emma ficar tenso e desconfiou daquilo –

– Não sei Regina... Não quer ir comigo? Depois voltamos para minha casa –

– Foi um longo dia e apesar da ideia ser tentadora eu só queria dormir um pouco, parece que não descanso há dias – Emma concordou com a cabeça e plantou um beijo na testa de Regina –

– Eu vou ver o que ele quer e prometo que volto em um piscar de olhos – Regina não comentou, mas saber que Emma se preocupava com ela a deixava com o coração em um ritmo sereno –

– Você também precisa descansar okay? – Emma novamente concordou e Regina tomou partido para capturar os lábios da loira em seus braços. Emma enlaçou seus braços em volta da cintura de Regina enquanto sentia uma mão em seu rosto. Beijar Regina era como se fosse sempre a primeira vez, o frio na barriga, o coração em um ritmo descompassado, a vontade de nunca deixar aqueles lábios. Em meio aos pensamentos borrados em sua mente, Emma conseguiu pensar ligeiramente que Regina mesmo com seus tantos defeitos era o encaixe perfeito para seu lugar vazio – É muito egoísta querer que você fique? – comentou a morena recuperando o fôlego –

– Eu posso mandar uma mensagem para David e dizer que amanhã eu passo por lá – respondeu querendo continuar aqueles beijos com menos roupas e um lugar sólido para se apoiar –

– Não, eu não posso fazer isso com ele. Eu espero você voltar – respondeu dando um rápido selinho na loira e soltando-se da assistente. Emma de repente ficou séria e olhou ao redor, ouvira algo e estava se concentrando para ouvir algo a mais – Emma? Emma? O que houve? – Emma não ouviu mais nada e olhou para a morena –

– Não foi nada, achei que ouvi algo – disse balançando a cabeça – Por favor, qualquer coisa me liga okay? Se você ouvir algo me liga, eu estarei aqui no mesmo segundo – disse Emma no sentindo literal daquela expressão –

– Deixa de neurose, vou ficar bem. Agora vai, quanto mais cedo você vai, mais cedo volta – retrucou a jornalista abrindo a porta da casa de Ruby –

– Eu volto – afirmou. Regina sorriu e deu um último beijo na loira. A jornalista entrou e Emma esperou até ouvir o barulho da chave trancando novamente a porta –

Emma olhou para a porta e janelas da casa procurando por alguma brecha, porém tudo estava fechado. A loira olhou ao redor e percebendo que não tinha ninguém por ali se abaixou um pouco apenas para pegar impulso e voar.

**

– Isso, aproveita esse último beijo – comentou Zelena olhando para aquela cena das duas mulheres se beijando na porta da casa. Grunhiu um pouco alto e viu Emma olhar ao redor, como se tivesse escutado o seu pequeno grunhido – Vamos Emma, eu não quero machucar você, não diretamente... – disse Zelena segurando o controle em sua mão. Um simples toque no botão e tudo iria para os ares. A ruiva observou as duas se despedirem, estranhou o fato de Emma ficar parada por um instante como se estivesse checando algo. Zelena se aproximou um pouco para frente vendo a cena de Emma abaixar-se – O que está fa – Zelena não terminou de falar, pois o que vira era de calar qualquer ser humano. Tirou os óculos e o limpou, quando olhou para o alto Emma realmente estava voando – Claro! Claro! Emma! É ela! – disse batendo sua mão na testa – Como eu não pensei nisso antes? Emma é a mulher misteriosa – comentou dessa vez sorrindo – Desculpe Regina, mas prometo cuidar bem dela – Zelena sem pudor nenhum apertou o botão e instantaneamente houve explosões. Zelena foi jogada para longe, porém imediatamente levantou-se para ver o que havia feito, a casa estava destruída e o que sobrou estava servindo de catalisador para o fogo – Vamos ver como ficou seu rostinho querida – Zelena fez seu caminho à casa que estava em chamas –

**

– Ótimo, desde quando Ruby tem um cachorro? – perguntou-se Regina já começando a espirrar, havia um cachorro na cozinha da irmã. Por mais adorável que ele pudesse parecer, Regina não queria passar a noite espirrando – Vamos cachorrinho, vamos – Regina atraiu o animal par fora e o levou para a parte traseira da casa da irmã. Assim que fechou a porta e deu exatos cinco passos, a jornalista ouviu um barulho estrondoso e sentiu uma força lhe jogar brutalmente para frente, Regina imediatamente apagou ao bater sua cabeça em algo sólido –

– Sério? – a ruiva abaixou-se e virou a garota, Regina tinha um sangramento na testa, estava completamente apagada, porém ainda respirando – Vamos ver se você sobrevive aos meus cuidados – Zelena tinha um sorriso malicioso nos lábios enquanto arrastava Regina pelo pés –

...

– Estou tão feliz por você está bem, não saberia como seguir sem você Ems – Killian tentou segurar as lágrimas, mas não conseguiu. Emma apenas girou os olhos. Havia chegado há pouco tempo, encontrou David dormindo no sofá e Úrsula na cama também dormindo, apenas Killian acordado – Eu tenho que agradecer a Regina, ela salvou você –

– É, ela vive fazendo isso – comentou Emma perdida em seus próprios pensamentos ao lembrar de Regina, sem perceber começou a sorrir –

– O que foi? Que sorrisinho é esse? – perguntou enxugando as lágrimas e pondo um sorriso –

– Eu realmente gosto dela, Killi. Sabe quando você ver em filmes ou ler algum livro e eles mostram como as pessoas se apaixonam? Eu achei que eram apenas palavras bonitas para enganar o espectador, mas não, eu realmente sinto todos aqueles clichês. Regina me faz... Ela... Ela me faz quere nunca sair do lado. – Killian abraçou a amiga e depositou um beijo em sua bochecha –

– Você está apaixonada Emmy e isso é incrível. Você demorou para perceber isso, mas finalmente se deu conta. Desde a primeira vez que vi vocês duas juntas eu sabia que algo iria rolar, ela é a única que consegue colocar você em seu lugar. Que desafia você, que te puxa ao limite, fora que toda aquela implicância era óbvia que era algo a mais. –

– Ela disse que me amava... – Killian levou a mão direita à boca para abafar seu grito – E eu não disse de volta –

– Eu entendo o motivo de você não ter feito, só me promete algo? Quando você sentir, por favor, não esconda dela, é injusto – pediu Killian sabendo os motivos da amiga –

– Eu quero contar a verdade para ela, quero que ela saiba sobre mim – respondeu – O que acha? –

– Eu acho que é a forma perfeita de dizer “eu te amo” – disse vendo sua amiga sorrir. Killian até havia esquecido do que passara mais cedo, ver Emma feliz e viva era o melhor remédio –

– Agora me fala, o que aconteceu? Porque não comprei a sua estória de que um carro passou por sua mão – Killian tirou o sorriso e olhou para sua mão – Killian... O que houve com nosso pacto de sinceridade? –

– Eu não quero que você faça nada okay? – Emma não prometeu e o homem respirou fundo – Eu descobri quem havia armado para Úrsula e fui confrontar a pessoa, eu não esperava que ela fosse louca, ela me atacou, me prendeu e enfiou uma faca na mão. Foi assim que eu virei o Capitão Gancho – respondeu mostrando a falta da mão –

– Killian? Quem fez isso?! – o homem conhecia aquele tom, era Emma furiosa – Killian! –

– Lembra-se da ruivinha do jornal? Zelena? Foi ela. Ela quem aprontou isso tudo, mas Emma... não faça nada okay? Ela é perigosa e disse que isso era um aviso. Ela vai atacar outras pessoas, ela estava para dizer seu próximo alvo, mas não continuou, isso quer dizer que é alguém que eu conheça e ela não queria entregar. Ela é louca e quero você longe dela –

– Cruella? – perguntou Emma sugerindo qual o próximo alvo –

– Não, ela não odeia Cruella. –

– David? Úrsula? –

– Ela é esperta demais para atacá-los, ela sabe que Úrsula agora sabe de toda a história e vai colocar todos sobre sua proteção – explicou Killian. Emma começou a andar de um lado para outro – Acho que será alguém que magoou ela, ela disse algo sobre não aceitar muito bem quando é rejeitada profissionalmente ou pessoalmente. Alguém do jornal que eu conheço a magoou de alguma forma? – perguntou Killian, Emma parou –

– Eu? Ela uma vez me chamou para sair e eu disse que não estava interessada, eu a magoei – respondeu Emma olhando espantada para o amigo – Eu sou o próximo alvo –

– Emma? – chamou o rapaz, seu semblante preocupado – Ela machucou Úrsula indiretamente, ela usou quem Úrsula amava para atingi-la -

– REGINA! – Killian observou as cortinas balançarem e alguns objetos leves caírem da pequena estante, Emma havia sumido –

...

– REGINA! – gritou Emma ao ver a casa aos pedaços e o resto do fogo tentando ser dominado pela água que saia das mangueiras que os bombeiros seguravam – Regina! Regina! – Emma tentava passar, porém mãos de homens a seguravam –

– Não há ninguém senhora, nenhum corpo foi encontrado – respondeu o homem. Emma o empurrou fazendo-o voar para longe –

– Regina! – continuou a gritar enquanto andava pelas cinzas ao chão. Emma franziu a testa com o que vira, nos fundos do que era a casa havia uma placa de alumínio, com alguns dizeres – “Se quiser encontra-la esse enigma terá que solucionar. Onde foi a primeira vez que você a salvou, você lembra meu amor?” – Emma sem esforço algum amaçou aquela placa de alumínio e o transformou em como se fosse uma bola de papel. Fechou os olhos tentando acalmar a fúria em seu corpo – O jornal –

...

– O que?! – Regina disparou. Suas mãos estavam presas em correntes que ligavam ao grande globo no terraço do jornal. Um de seus braços tinha um corte que apesar de grande não parecia profundo, Regina assistia a densa gota de sangue escorrer pelo o braço. Sentia uma dor em sua cabeça então lembrou da explosão –

– Desculpe, eu queria feri-la quando estivesse acordada, mas você estava demorando demais então fiz um pequeno corte – Zelena apareceu e trouxe uma cadeira para sentar-se a frente de Regina que estava em pé e acorrentada – Você recebeu meu presentinho? O coração? –

– VOCÊ?! SUA LOUCA! – Regina tentava ir para frente na tentativa de atacar Zelena, porém as correntes lhe impediam de tocar na ruiva –

– Eu sei, eu sei, foi muito engraçado ver sua reação recebendo o coração – Zelena começou a gargalhar ao lembrar de quando Regina recebeu seu presente no trabalho – Você tinha que ver sua cara –

– Qual seu problema hein? O que você quer? O que eu fiz? – disparou a procura de um motivo que explicasse o seu atual estado –

– Você fala e pergunta demais – Zelena levantou de sua cadeira e se aproximou da mulher – Sabe, você é resistente e não gosto disso. Amarrei você a esse globo e em volta dele há explosivos, em questão de segundos você vai pelos ares amarrada a isso aqui, e duvido muito que você sobreviva a isso – Zelena havia conseguido carregar Regina até o terraço do prédio do jornal, na madrugada ninguém trabalhava e ela sabia disso quando resolveu trazer a jornalista para lá –

– Queria entender a fascinação de vocês loucos pelo o terraço desse prédio – comentou Regina lembrando quando também havia sido pega por um psicopata naquele terraço –

– Não se preocupe, eu vou cuidar bem de Emma – Regina imediatamente virou-se para a ruiva, estavam frente a frente e tudo o que a jornalista queria era voar encima daquela ruiva e acabar com ela – Formamos um casal lindo, não acha? –

– Emma não será sua, mesmo que eu morra ou algo aconteça comigo, ela não seria estúpida de se envolver com você – disse enquanto seu peito arfava e a veia em sua testa pulsava. Zelena sorriu e sacou uma faca, pressionando contra o pescoço de Regina –

– Que bom que chegou, estava começando a me perguntar se Regina não era importante para você salvá-la – só então que Regina percebeu, ali estava no mesmo local que a jornalista a viu pela primeira vez, a garota usava capa, um uniforme, uma máscara e cabelos castanhos. Zelena virou-se para encarar a mulher misteriosa – Olá –

– Você já feriu muitas pessoas, isso termina aqui – Emma em seu disfarce se aproximou lentamente, seus olhos nunca deixando os de Zelena –

– O que? Você vai me matar? – Zelena gargalhou – Você não seria capaz disso, eu conheço você, sei quem você é – Emma parou e Regina focou nas palavras da ruiva – Você não seria capaz de matar alguém – Zelena voltou a pegar sua faca e se pôs detrás de Regina, pressionando a faca contra o pescoço da garota –

– Você não me conhece – afirmou. – Deixe-a ir e eu não farei nada com você, estou lhe dando uma chance, eu realmente não quero machucar você –

– Você de uma forma ou de outra vai me atacar, então nada mais justo que eu ferir ela um pouco – Zelena pressionou com um pouco mais de força e uma pequena lasca de sangue se formou no pescoço de Regina. Parecia câmera lenta, Emma correu e antes que Zelena pudesse aprofundar mais a faca Emma a tirou detrás de Regina e a jogou no chão –

– Não me obrigue a fazer isso Zelena – Emma se aproximou e rapidamente a ruiva tirou de seu bolso um pequeno controle –

– Mais um passo e eu aperto, Regina vai para os ares assim como esse prédio – informou, então Emma parou – Esqueça ela e podemos ficar juntas, eu conheço você Em – Emma imediatamente se abaixou e segurou o pescoço de Zelena, impedindo-a de falar ao ter sua garganta pressionada, a ruiva soltou o controle –

– Você não sabe nada sobre mim – Emma apertava ainda mais sem se importar com a mulher se debatendo abaixo de si –

– NÃO! – gritou Regina – Não a mate... Se você cruzar esse limite não tem como voltar, eu posso não conhecer você muito bem, mas sei que você é melhor do que isso. Por favor, a largue – pediu Regina e de alguma forma aquelas palavras fizeram Emma parar e soltar Zelena –

– Você não pode ficar com ela – respondeu Zelena, porém apenas para Emma ouvir – Vai ter sempre querendo atacar você, atacar quem você ama, você realmente vai querer repetir essa cena? Alguém pondo ela em risco? – Emma se afastou – Então me deixa dar um fim nisso – Zelena alcançou o controle jogado ao seu lado e apertou. O chão começou a tremer e Emma correu, com um simples toque em Zelena a jogou para fora do terraço, olhou para baixo e viu o chão se abrir sobre seus pés, olhou para o lado e viu o globo caindo e levando Regina –

– NÃO! – Emma pulou e destruiu o globo com um soco fazendo pedaços cair sobre carros e a rua, mas antes tirou as correntes que segurava Regina. Ela estava segurava em seus braços, Emma olhou para trás e viu o prédio se desmoronar, Zelena havia feito o que Gold não conseguira. E mais uma vez aquela cena se repetia, Regina sendo salva por Emma – Está tudo bem, você está salva. Você está segura – sussurrou Emma sentindo Regina se apertar a ela, Regina estava tremendo e a loira podia sentir isso –

– Ela está viva? – perguntou se referindo a Zelena. A velocidade do voou de Emma fazia a morena se agarrar ainda mais forte a loira –

– Eu não sei – Emma parou quando havia chegado ao local pretendido. Regina então percebeu que era a casa de Emma – Você vai ficar segura aqui – respondeu Emma parando na porta de sua casa e colocando Regina tocando o chão, a loira abriu a porta com sua força, apenas quebrando a maçaneta sem danificar a porta. As duas se olharam por um momento e a loira tinha a sensação de que a jornalista estava lendo sua alma –

– Você me salvou, novamente e na mesma circunstância – limitou-se a dar um pequeno sorriso – Obrigada – pediu. Emma apenas concordou com a cabeça –

– Fique longe de problemas – pediu Emma já preparada para voar, porém Regina a parou. Segurou seu braço e antes que Emma pudesse sair dali seus lábios se tocaram, a morena a beijou e por um momento parou de movimentar sua boca, Emma então passou sua mão pelas costas de Regina e a fez beijá-la novamente – Desculpe – pediu Emma se afastando e voando para longe. A jornalista observou a pessoa voando diante de seus olhos, o sorriso estampando em seu rosto, o frio no estômago, a adrenalina pulsando em suas veias –

– Emma – disse sem parar de sorrir. Era Emma, ela reconheceria aquele beijo em qualquer lugar e circunstância. Então como um enigma se solucionando todas as pessoas daquele quebra-cabeça se encaixaram em Regina, Emma sempre inventava desculpas e desaparecia, a máscara que ela havia encontrado no quarto da loira, os salvamentos, o fato de Emma nunca está ao seu lado quando ela precisava ser salva e sim a mulher misteriosa, os ferimentos que saravam imediatamente – Emma – disse não com raiva ou chateação, mas sim em um tom de felicidade e empolgação –

...

Emma trocou de roupa no lugar que havia deixado suas roupas e logo pegou um táxi para chegar em casa sem que Regina pudesse desconfiar de algo. Enquanto a lentidão do motorista lhe levava para casa, Emma pensava no que tinha acontecido naquele dia e em como as coisas poderiam mudar em questão de minutos. Ao ver Regina machucada pela segunda vez por causa dela lhe dava um enjoo no estômago e uma sensação de inutilidade. Se perguntou se seu pai algum dia em sua vida teve que passar pelo que ela estava passando, pelo dilema que ela que enfrentava.

– São vinte dólares, senhora – respondeu o motorista parando e olhando para trás. Só então que Emma percebeu que já havia chegado a sua casa. Emma tirou algumas notas e jogou para o homem, sem nem ao menos saber quanto tinha ali –

Emma respirou fundo e olhou para o céu, lembrou de sua mãe uma vez dizendo que as respostas sempre estavam nas estrelas e se você olhasse por um tempo para elas, alguma hora iria conseguir achar a resposta para o que estava procurando. De alguma forma o que Emma estava fazendo naquele momento estava estampado nas estrelas, mostrando o que deveria ser feito. Emma abriu a porta que há alguns minutos tinha quebrado e lá estava Regina sentada no sofá olhando para um ponto especifico. Quando seus olhos encontram Emma, Regina correu e a abraçou, apertando-se ao corpo que não respondia seu carinho. Regina voltou a olhar para a loira, o sorriso que antes tomava conta de sua face agora estava desaparecendo ao ver o semblante sério da loira. Emma olhou para baixo, tentou engolir o nó formado em sua garganta, tentou ser egoísta naquele momento e fazer o que ela queria, mas ela não poderia fazer aquilo.

– Temos que conversar – então as palavras mais temidas foram ditas por Emma –

– Essa frase nunca terminou em algo bom –

– Eu acho que devemos no afastar – respondeu fugindo dos olhos castanhos –

– O que? Há algumas horas estávamos felizes, planejando um jantar romântico – respondeu obrigando Emma a olhar para ela – O que aconteceu? Emma?! –

– Eu não posso, eu achei que poderia, mas não posso. Regina, eu não posso ser quem eu quero e quem eu devo ser ao mesmo tempo – Emma tentou segurar o braço da jornalista, mas Regina simplesmente negou qualquer aproximação –

– Eu não entendo você, eu realmente não entendo. Era esse seu plano? Me fazer apaixonar por você e depois me deixar? Porque deu certo. – Emma podia ver a fúria da morena – Do que você tem medo? Você tem medo de sentir, é isso? Você tem medo de se deixar amar? Olha para mim Emma! – Emma não chorava, mas os olhos verdes estavam banhados por lágrimas que não desciam – Me deixa ajudar, me deixa ajudar você como você me ajudou... eu amo você, isso não é o suficiente? –

– Eu não. – Emma disparou – Eu não amo você Regina, e seria injusto eu continuar com você por motivos superficiais. – então Regina perdeu todas as palavras planejadas em sua mente. A forma como aquelas palavras saíram lhe feriram de uma maneira que nem a pior das dores físicas seria capaz de ferir – Você deveria voltar para New York e esquecer tudo o que aconteceu em Storyville – Regina não falou nada, se falasse seria traída pelas suas próprias palavras. Olhou uma última vez para Emma na esperança de que ela voltasse atrás, mas nada aconteceu. A morena saiu batendo a porta atrás de si. Emma apertou seus punhos e fechou os olhos, e naquele momento com os olhos fechados as lágrimas puderam cair, ela só queria alguém ali dizendo que ela havia feito à escolha certa. Regina sempre estaria em perigo enquanto estivesse ao seu lado e por mais que tivesse amor para com a jornalista, ela não poderia ser egoísta a ponto de colocar Regina em risco –

...

Depois de andar muito e conseguir um táxi, Regina se pegou entrando no bar que uma vez entrara naquela cidade, passava das três da manhã e mesmo assim ainda havia muitas pessoas no local. A morena fez seu caminho para o mesmo local que um dia havia sentado.

– Olha quem voltou – cumprimentou o bartender reconhecendo a amiga de Emma, Regina apenas olhou para o homem e imediatamente ele sacou uma garrafa de whisky e encheu um copo sem gelo para Regina – Isso vai ajudar – Regina bebeu em um gole só e com um gesto pediu para o homem encher –

– Emma está viva então o motivo para isso deve ser outro – Regina olhou para o lado e reconheceu a mulher que havia ajudado a salvar Emma – Gostaria de conversar sobre isso? Sempre fui boa em ouvir e dar conselhos, apesar de não seguir muito os que eram me dados – a mulher sentou-se ao lado de Regina e pediu o que o homem tinha de mais forte –

– Você está me perseguindo ou algo assim? – perguntou a morena voltando a tomar seu drink –

– Coincidência – disse dando de ombros – Então, vai me contar o que está acontecendo? – o copo da mulher estava cheio, mas a atenção dela era em Regina. A mesma mulher que nos últimos acontecimentos parecia sempre está no mesmo local que a jornalista –

– Eu não saio contando minha vida para estranhos, então se puder me deixar sozinha eu agradeceria – Regina não queria ser rude com a mulher que a ajudou, mas também não queria conversar com ninguém naquele momento. A mulher sorriu causando desconfiança na jornalista – Algo engraçado? –

– Eu só acho curioso o quanto somos parecidas – a mulher tomou seu drink também em apenas um gole, sem fazer nenhuma expressão de repugnância pelo o gosto do líquido – Eu costumava ser assim também, não deixava as pessoas se aproximarem de mim e muito mesmo ver meu lado vulnerável, me fazia sentir fraca perante aos outros e eu não admitia isso. Você está guardando algo que só vai fazer mal, você só precisa de duas coisas para aliviar essa dor e por sorte você as tem – Regina arqueou uma sobrancelha, a mulher ao seu lado aparentava está na casa dos trinta anos, apesar de ter um pouco mais, sua beleza e corpo escondia muito bem sua real idade – Você só precisa de um drink forte e uma pessoa que esteja disposta a ouvir você – a mulher pegou a garrafa e apontou para si própria e para a bebida – O que me diz? – Regina ponderou por alguns instantes, ela precisava de um estranho naquele momento e talvez poderia até obter perguntas daquela estranha mulher que tanto lhe ajudou –

– Eu não costumo falar com estranhos, que tal começarmos com um nome. Quem é você? – perguntou. A mulher colocou a garrafa no balcão e olhou para a morena, em um ato de indecisão mordeu seu lábio inferior se perguntando se era a hora certa para aquela apresentação. Manteve sua atenção em Regina e depois tomou o outro gole da bebida em seu copo, Regina ainda esperava por uma resposta. Foi quando a mulher direcionou sua mão para cumprimenta-la –

– Lois, Lois Lane –

Notas finais
Antes das ameaças quero dizer que Emma vai voltar atrás, ah e o que acharam da Lois? Só para lembrar, quando eu revelei os pais da Emma eu mostrei que a terra deles estavam sendo atacada por isso mandou Emma para terra, mas isso não queria dizer que eles haviam morrido, mas enfim, falei de mais. Bjors