Wonderwall
20 Getting Better
Notas iniciais
— Lois Lane? – repetiu Regina tentando lembrar-se de onde ouvira aquele nome antes – Por que esse nome não me é estranho? – a mulher a sua frente tentou forçar um sorriso –
— Nos últimos anos esse nome passou a ser comum, acho que alguma pessoa importante tinha esse mesmo nome – respondeu dando de ombros – Vem, vamos sentar ali – chamou Lois apontando para uma mesa no canto do bar, Regina não hesitou e acompanhou a garota – Então, o que houve? –
— Eu tenho algumas perguntas antes – retrucou. Regina observou a mulher, estudou seus movimentos, ela não parecia uma pessoa com má índole, mas ela precisava obter algumas respostas – Você sabe de tudo, não é mesmo? De onde você conhece Emma? Como sabia que aquela coisa iria trazê-la de volta? Você estava no museu, você estava aflita assim como eu... Eu preciso saber o que isso tudo quer dizer – o bartender deixou a garrafa e dois copos para as mulheres e saiu. Lois encheu seu copo e logo bebeu o liquido, não deixando uma gota sequer. Lois sorriu ao pensar o quanto Regina era similar a ela – O que foi? Falei algo engraçado? – perguntou não gostando da maneira de Lois, parecia que ela estava debochando da jornalista –
— Eu não vou mentir para você, até porque tenho quase certeza de que nesse momento você sabe de muitas coisas. Sim, eu conheço Emma. Eu sabia que aquele líquido iria salvá-la porque a mesma coisa aconteceu com o meu marido uma vez. Sim, eu estava no museu... Sim, eu estava aflita porque eu temia que algo pudesse acontecer com Emma – Regina não esperava tanta sinceridade e a julgar por sua expressão, Lois tinha certeza que ela estava surpresa – Eu não sou inimigo Regina, eu estou aqui para ajudar, caso contrario eu não teria feito o que fiz durante um bom tempo –
— Isso é loucura, como você a conhece? De onde? – Lois ficou calada, ainda não era uma boa hora para Regina saber o seu parentesco com Emma, ela poderia avisar a garota e então em questão de pouco tempo todos saberiam que ela estava viva e Snow não poderia imaginar algo assim –
— Eu não posso responder isso, não agora. Olha para mim, lembra-se de como eu fiquei quando você me viu no museu, ou como eu ajudei a salvar min – Lois prendeu a língua para não sair a palavra filha – A salvar Emma, então, eu pareço alguém que veio para machucar? – Regina observou a mulher, não, ela não parecia alguém ruim –
— Não, não parece – Regina bebeu o líquido de cor amarelada –
— Então, como descobriu? – perguntou Lois. A mulher havia presumido que Regina já deveria ter descoberto o segredo de Emma, não por sua filha obviamente –
— O que quer dizer? – perguntou sabendo sobre o que a mulher estava se referindo, mas não tendo certeza se ela poderia se abrir com ela sobre isso –
— O segredo dela, você já descobriu e me atrevo a dizer que o motivo de você está aqui há essa hora é porque algo saiu errado –
— Você sabe? – indagou Regina ainda mais surpresa. Lois apenas concordou e a jornalista suspirou – Ela me beijou disfarçada de mulher misteriosa, foi então que eu liguei os pontos. Ninguém me beijou como Emma e quando a mesma sensação ocorreu quando ela disfarçada me beijou eu liguei tudo, lembrei que ela sempre tinha um lugar para ir quando alguém no jornal dizia que algum roubo ou algo parecido estava acontecendo, das vezes que ela sempre estava ao meu lado, mas sumia quando eu estava em perigo e ao mesmo tempo a mulher misteriosa aparecia para me salvar e a máscara que achei em seu quarto, então eu me estapeei por não ter pensado nisso tudo – então Lois estava surpresa com aquela declaração, era assustador como a historia estava se repetindo, lembrou-se de quando ela descobrira que Clark era o “Blur” em Smallville, foi exatamente assim, com um beijo e tudo ficou interligado –
— Você a confrontou? Foi isso? – indagou se perguntando por que Regina estava naquele bar se afogando em bebidas alcoólicas –
— Não, eu não poderia fazer isso, por mais que eu quisesse. Ela deveria me contar a verdade no tempo dela, eu só queria mostrar que eu estaria com ela em qualquer situação. Estava tudo indo bem, até que de repente ela me olhou como se estivesse para dar uma noticia terrível, foi então que eu percebi que havia acabado, ela disse que não daria mais certo e que não sentia nada por mim – Lois percebeu a voz da jornalista mudar um pouco e sabia o quanto era difícil para Regina está se abrindo daquele jeito, talvez o álcool em seu organismo estava ajudando –
— Ela falou isso para você querer se afastar – comentou tocando na mão de Regina sobre a mesa, a jornalista levantou seu olhar sem entender – Me deixa adivinhar, ocorreu alguma coisa que fez você ficar em perigo nas ultimas horas? –
— Como você sabe? –
— Ela ficou com medo, pessoas como Emma, com habilidades especiais tendem a ter inimizades e muitas vezes essas inimizades são perigosas, Regina. O pior de tudo é que eles não atacam a pessoa no caso Emma, elas atacam pessoas que ela ama, no caso você. Ela abriu mão de você para que nada de ruim pudesse acontecer, não pense que está sendo fácil para ela. Eu vou repetir o que falei no hospital, ela ama você e por mais clichê que possa parecer, amor é sacrifico – Regina ouvia atentamente as palavras, era como se estivesse hipnotizada nos dizeres. Ela e Lois pareciam que se conheciam há vidas – Quando alguém que você ama está em perigo você faz qualquer coisa para poder protegê-la, inclusive abrir mão dela –
— Mas isso não é justo, eu sei me cuidar sozinha. Nós poderíamos resolver tudo, poderíamos encontrar um jeito de conviver com isso – retrucou enxugando algumas lágrimas teimosas que caiam sem sua permissão –
— É possível conviver com isso, Emma só não entendeu ainda. Em um momento ela vai entender que o que ela é não vai mudar e ela terá que conviver com isso. É aí onde você entra, você vai mostra-la que amar não é uma fraqueza, pelo o contrário, amar é o que vai fortalecê-la – Lois levantou-se e Regina não queria que ela fosse embora –
— Obrigada, ainda não sei quem diabos você é, ou como temos historias tão parecidas, mas me ajudou de alguma forma – respondeu. Lois sorriu e tomou seu ultimo drink –
— Posso falar algo? – Regina apenas concordou – Às vezes duas almas são criadas juntas e já apaixonadas antes mesmo de nascerem. Eu não tenho dúvidas de que você e Emma já estavam predestinadas a ser uma da outra, seja paciente. – e então um rápido flash invadiu a mente de Regina, dias antes naquele mesmo bar em uma conversa com Emma ela havia dito exatamente aquelas palavras “Às vezes duas almas são criadas juntas e já apaixonadas antes mesmo de nascerem” e falou que sua mãe costumava dizer isso. A jornalista imediatamente balançou a cabeça, era impossível –
— É você? Você que está salvando essas pessoas? Que no museu me levou até Emma? – perguntou, imaginou que se Lois dissesse que sim, então poderia ser realmente mãe de Emma –
— Cuide-se Regina e, por favor, não comente essa conversa que tivemos com ninguém – pediu ignorando a pergunta de Regina e saindo do local, deixando a mulher ainda mais confusa sobre certas coisas –
...
— Olá – Elsa deu passos para trás em sua cela, a presença daquele homem lhe incomodava e dava pesadelos a noite – É por causa de pessoas como você que eu faço o que faço – respondeu cercando a cela – Enfim, como está? –
— O que você quer?! O que fizeram com minha mãe?! – perguntou assustada –
— Ah querida, Snow está preparando uma guerra contra essa cidade e uma certa loirinha que voa – disse gargalhando sem ter motivo algum – Bombas estão sendo plantadas em pontos estratégicos dessa cidade, Snow tem uma mente maligna, pior do que a minha o que me fascina cada vez mais, aquela mulher é das minhas – gargalhou novamente – Você sabia que ela vai destruir toda a cidade? Pessoas irão morrer e ninguém poderá ajudar. Excerto pela a mocinha que voa, mas ela estará muito ocupada travando uma batalha com Snow. Mais que belo show não é? Enquanto a cidade se destrói, duas mulheres lutam até a morte. Espero que alguém faça um filme baseado nisso, não é mesmo? – Elsa não entendia o porque de toda aquela informação, tentou se afastar ainda mais, porém onde estava presa era muito apertado –
— O que você quer? Por que está me dizendo isso? –
— Eu posso ajudar você, porém se fizer o mesmo comigo – Elsa então pareceu ficar interessada – Há duas mulheres escondidas ao redor, vieram a sua busca. Eu tenho duas opções, posso avisar o capacho de Snow e ele mata as duas ou eu posso deixa-las seguirem com o plano delas e até facilitar o trabalho para que elas tenham sucesso e saiam daqui sem nenhum arranhão – Gold inclinou sua cabeça para o lado se aproximando das grandes da cela que prendia a garota –
— Onde eu entro nisso? –
— Simples, eu ajudo você a sair daqui com suas salvadoras e você fará um pequeno favor. Irá procurar por uma pessoa e dizer onde eu estou, e avisará a outra para sair da cidade porque tudo irá se destruir –
— Por que você não vai embora e faz isso você mesmo? Parece esperto o suficiente para sair daqui – retrucou tentando descobrir se era ou não uma cilada. Gold gargalhou –
— Eu pertenço a essa cidade, se ela for destruída nada mais justo que eu ir com ela e eu tenho uma divida com Snow, prometi que iria ajuda-la e eu posso ser muitas coisas, mas mantenho minha palavra. Porém, meu filho não merece o destino que muitas pessoas irão ter, eu quero que você o avise para sair daqui o quanto antes – a sinceridade na voz de Gold era notória –
— E quanto à outra pessoa? –
— Eu quero que você a avise onde eu estou, quem sabe com a ajuda dela as coisas não fiquem mais divertidas por aqui. Snow é fascinante, mas não tem nenhum senso de humor – respondeu gargalhando e com uma certa saudade da sua garota – Se você fizer isso, assim que a garota vier a meu encontro sua mãe estará livre – e então Elsa viu mais uma chance –
— Como posso ter a garantia disso? – a garota não queria errar novamente caindo na conversa de um mau caráter –
— Querida, se ficar você, sua mãe e as duas lá fora irão morrer. Eu estou dando uma chance de você salvar quatro vidas. E outra, como você mesma falou eu sou esperto o suficiente para sair daqui, porém cumpro com minhas promessas por isso ainda estou aqui. Avise meu filho para sair e Belle onde me encontrar, quando Belle estiver aqui soltarei sua mãe. Tem minha palavra – Elsa não poderia deixar mais pessoas sofrerem por causa de suas escolhas e por mais que a chamassem de louca ela acreditava nas palavras do homem –
— Como eu encontro os dois? – respondeu. Gold sorriu e disse exatamente como encontrar seu filho e explicou onde Belle poderia está, presumiu que a garota ainda não tinha saído do esconderijo –
— Não demore, Snow a qualquer momento poderá começar essa guerra – Gold abriu o cadeado da cela, porém não abriu a cela – Guardas passam por aqui a cada vinte minutos, eu vou deixar o cadeado apenas encostado para quando as duas vieram a sua procura ser mais fácil a fuga. Ao saírem sigam para o leste, ninguém vigia aquele lado e não esqueça, se em dez horas Belle não estiver aqui eu mesmo acabo com sua mãe – Elsa concordou mesmo temendo o que pudesse acontecer – Ótimo, tenha uma boa vida depois disso – Gold saiu do local assobiando como se tudo estivesse dando certo em sua vida –
...
Lois entrou em uma rua esquisita, onde quase ninguém morava ou passava por medo da insegurança, a mulher andava como se não tivesse nada a temer, cabeça erguida, saltos altos, abriu a porta do prédio que estava quase caindo aos pedaços, usou as escadas para chegar até seu apartamento. Abriu a porta, tirou o casaco para pôr no cabide ao lado da porta, deu um longo suspiro fechando os olhos e seu sentiu um par de braços fortes abraçarem sua cintura e uma boca depositar um beijo em seu ombro.
— Então, como foi? –
— Parece que a historia está se repetindo, Emma é sua cópia meu amor – respondeu virando-se para o homem e colocando seus braços em volta do pescoço de seu marido – Abriu mão de Regina para que ela não se machucasse por conta de quem ela é – Clarke deu um leve sorriso sem mostrar os dentes –
— Ela vai entender que precisa de alguém ao seu lado, Regina me parece ser a pessoa certa para ela – comentou agora sorrindo para sua esposa –
— Exatamente quem Emma precisava, alguém que não tivesse medo de enfrenta-la e ao mesmo tempo de apoia-la. Não acha engraçado como isso se repete? –
— O que fazemos agora? Revelamos para Emma que estamos aqui? – Clark por mais autossuficiente que fosse, sempre precisava de Lois para assunto como aquele –
— Ainda acho perigoso meu amor, Snow tem os olhos em Emma, se aparecermos agora vai piorar tudo, eu sei que é arriscado, mas acho melhor aparecermos apenas quando ela agir. Vocês podem ser incrivelmente fortes, mas com apenas uma kriptonita ela pode matar vocês. É melhor pegarmos a de surpresa –
— Você acha que Emma vai nos perdoar por ter escondido que estávamos vivos? – perguntou temendo a rejeição de Emma –
— A principio? Não. Ela vai até desejar que tivéssemos mesmo mortos, mas ela vai pensar bem e vai entender que foi para o seu bem – Clarke deu um longo suspiro e Lois passou sua mão pelo o rosto do homem – Não se preocupe, as historias podem ser parecidas, mas você não é igual a seu pai e Emma sabe disso –
— Eu amo você – respondeu, Lois sorriu, não cansava de ouvir aquelas palavras vinda de Clark e mesmo depois de tanto tempo elas ainda tinham o mesmo efeito sobre ela –
— Eu também amo você, garotão – retrucou beijando o marido –
...
— Ruby, dois à direita será fácil de colocar ao chão, percebeu que a cada vinte minutos um deles entra no local? Provavelmente estão vigiando algum prisioneiro, pode ser Elsa – Ruby acompanhava com o olhar cada detalhe que Cora dava, nem percebeu que já havia amanhecido –
— O carro do Graham acabou de chegar, olha ele – sussurrou. As duas conseguiram ver Graham falando com um dos homens que vigiavam o local onde Elsa provavelmente estava, logo Graham saiu com o rapaz deixando apenas um vigiando –
— Essa é a nossa hora, só atire se for realmente necessário, senão só irá trazer mais pessoas para nosso encontro – Cora se movimentava para o lado dando a volta no local –
— Cora? Não acha melhor chamarmos reforço? – perguntou preocupada –
— Não, Graham é meu. E lembre-se, siga minhas ordens – Ruby apenas concordou –
As duas deram a volta no local, presumiu que o local era mais vigiado a noite já que naquela hora não tinha tantas pessoas assim. Cora virou-se e pediu para Ruby fazer silêncio, lentamente se aproximou do homem que estava de costas para ela e com a traseira do revolver atacou a cabeça do homem, fazendo-o cair imediatamente. Cora o arrastou pelos pés e o deixou entre os matos onde ela e Ruby estavam escondidas. Rapidamente entraram no local e não havia ninguém, apenas jaulas como se houvesse animais ali, Ruby correu para olhar todas as celas enquanto Cora dava cobertura, sempre com sua arma sendo apontando para diversos lados. Cora viu Ruby parar e sorrir, imaginou que tinha encontrado o que procurava.
— Ruby? – sussurrou Elsa vendo a garota, então as palavras de Gold tiveram valor naquele momento –
— Temos que ser rápidas – respondeu tirando o cadeado que já estava aberto, queria questionar aquilo, mas resolveu não perder tempo, abriu a cela e logo sentiu Elsa lhe abraçando – Vamos – pediu – as duas correram em direção a Cora – Cora? Vamos – Cora parou e negou – Cora? –
— Vocês podem ir, eu tenho que acertar minhas contas com Graham – respondeu. Ruby imediatamente negou e segurou o braço de Cora para leva-la a força –
— Você enlouqueceu? Eu não vou deixar você aqui –
— Eles já estão para voltar, temos que ir logo – pediu Elsa conhecendo o cronômetro dos guardas –
— Ora, ora, ora – palmas foram batidas – Vocês Mills tem um complexo de salvadoras não é mesmo? – as três garotas se entreolharam sabendo quem era –
...
— Nossa, achei que seria recebido com uma festa – respondeu Killian entrando em sua casa e vendo Emma imóvel olhando para a televisão que passava um filme qualquer, garrafas de bebidas sobre a mesa e algumas coisas quebradas ao chão – Emmy? –
— Eu acabei com tudo – respondeu – Disse para Regina que não sentia nada por ela e a deixei ir. Era a coisa certa a se fazer, ela quase morreu hoje por minha causa, achei que quando fizesse a coisa certa eu me sentiria melhor, mas tem o efeito contrario – Killian sentou ao lado da garota – Ah, e provavelmente Zelena está morta. Ela sequestrou Regina, explodiu o jornal e não vi mais ela – Killian arregalou os olhos, ao sair do hospital ouviu algumas conversas de que havia tido uma explosão no jornal, mas não sabia que era aquilo –
— Se eu tivesse minhas duas mãos agora eu provavelmente estava sacudindo você pedindo para você acordar para a vida – Emma virou confusa para seu amigo – Sabe por que eu odeio tanto historias de super-heróis? Porque sempre, ou pelos menos nas historias da DC eles procuram abrir mão da pessoa que eles amam, achando que vão protegê-las de algo, mas não vão, só irão ficar miseráveis e morrendo por dentro. –
— Minha vida não é uma história em quadrinhos Killian –
— Historias sempre veem de alguma realidade, tire por seus pais. Não os conheci, mas pelo o que vi em filmes e li nos quadrinhos do Dave, eles conseguiram Emma. Sua mãe era bem insistente e sabia que o amor entre eles valeria a pena e seu pai amava demais Lois, agora me pergunta o que aconteceu? – Emma girou os olhos – Vamos, me pergunta! –
— O que aconteceu? – perguntou girando os olhos –
— O amor deles foi tão grande que não só eles conseguiram superar tudo o que aparecia juntos, como tiveram uma linda filha, isso os filmes não mostram. O que acha que sua mãe diria se estivesse viva e presenciando esse seu dilema? – perguntou trazendo sua amiga para perto, deixando a cabeça de Emma cair sobre seu ombro –
— Que eu era exatamente como meu pai, e que eu parasse de fazer drama e ir em busca da minha felicidade. Ela era bem amedrontadora quando queria – respondeu imaginando a figura da mãe –
— Então Ems? Você nunca vai deixar de ter super habilidades, isso é quem você e quem sempre será. Tenho certeza de que Regina irá aceitar você de qualquer maneira, você não pode deixar seu medo vencer sua vontade de tentar ser feliz. Todo mundo merece um final feliz – respondeu dando um beijo na cabeça de sua amiga –
— Obrigada, você é um bom amigo Killi – respondeu pela primeira vez naquele dia sorrindo –
— Você não vai atrás dela não é? – Killian conhecia sua amiga melhor do que ninguém e ela não era de aceitar conselho tão rápido assim –
— Ela vai voltar para NY, talvez seja melhor para ela sair daqui. Quando tudo acalmar eu resolvo o que fazer, preciso ter certeza de que Zelena não está viva, de que Merida seja presa, não posso ficar com Regina com tanto caos. Talvez seja bom esse tempo para ela – Killian respirou fundo e levantou-se, não iria discutir com a garota, não teria paciência para aquilo –
...
— É, você me pegou – Graham se aproximou e Cora destravou seu revolver fazendo o rapaz levantar suas mãos em redenção – Eu sabia que era questão de tempo até você saber sobre mim, tenho que confessar que demorou muito mais do que eu esperava agente Mills – Graham abaixou suas mãos e colocou em seu bolso –
— Nem mais um passo – respondeu a mais velha sem tirar os olhos do homem, ela iria atirar nele sem pudor algum –
— Você não vai querer fazer isso Cora, vocês não vão sair daqui, não sem a ordem de Snow – Graham começou a andar em direção as mulheres e Cora deu passos para trás ficando próxima das duas garotas –
— Fique longe ou eu atiro – alertou. Graham deu de ombros e se aproximou ainda mais, Cora imediatamente disparou, porém não para matar ou imobilizar o rapaz e sim para provar que ela não estava blefando, o tiro pegou de raspão no ombro de Graham, fazendo uma mancha de sangue começar a aparecer sobre a blusa do homem e um audível grunhido de dor sair de Graham –
— Você vai se arrepender disso – assim que Graham deixou essas palavras saírem, quatro homens armados apareceram e cercaram as três mulheres – Podem matar as duas jovens, a outra eu quero viva – informou Graham saindo do local –
Cora contou em sua cabeça o número de balas restantes na arma, teria o suficiente para acabar com todos, mas não era rápida o suficiente, olhou para Ruby a garota parecia assustada, porém não o suficiente para ficar apavorada, entendia o olhar de Cora. Ruby olhou para Elsa, não sabia como aquilo iria terminar e pediu aos céus que Elsa entendesse o que ela queria dizer apenas ao olhar para ela, Elsa tocou no braço de Ruby e desceu até a cintura da mulher, em um movimento rápido sacou a arma escondida entre a cintura de Ruby e a própria roupa e com dois tiros certeiros acertou os dois guardas ao seu lado, Cora ao ouvir abaixou-se e atirou nas pernas do terceiro, o outro começou a atirar enquanto as mulheres corriam, os tiros ensurdecedores causando euforia. Cora com sua ultima munição acertou certeiramente na cabeça do ultimo rapaz, Ruby tremia nos braços de Elsa e Cora parecia aliviada ao ver os quatro no chão.
— Vamos – Cora correu até as duas jovens – Temos que sair daqui – disse pensando melhor. Pegaria Graham depois –
— Não tão rápido – a voz do homem foi acompanhada por um tiro pegando exatamente na perna de Cora e a fazendo cair –
— RUBY! VÁ! CORRAM! – gritou ao chão. Ruby negou e correu até a mulher ao chão – Você precisa ir – ordenou. Ruby já com lágrimas nos olhos negou, Graham andava lentamente até as duas mulheres, sete guardas acompanhando-o –
— Eu não vou deixar você – afirmou –
— Prendam todas – ordenou Graham para os homens –
— Eu cuido dessa aqui! Vou mostrar o que acontece com quem tenta escapar de nós – respondeu Gold aparecendo e pegando Elsa –
— ELSA! – gritou Ruby enquanto era agarrada por um brutamontes –
— LEVE-A DAQUI GOLD – ordenou Graham, abaixou-se e sorriu para Cora – Qual é? Não está doendo tanto assim – respondeu apertando a perna de Cora exatamente onde ela havia levado um tiro, a mulher cuspiu na cara do rapaz que só cresceu ódio por a mulher –
**
— Você armou tudo isso não foi?! – Elsa esperneava enquanto era levada por Gold –
— Eu acabei de salvar você – respondeu soltando a garota – Você quer salvar elas? Então precisará correr contra o tempo – sussurrou olhando para os lados – Você tem que encontrar Emma, nesse momento apenas ela pode salvar Cora e sua namoradinha, mas seja rápida, Graham não é muito paciente –
— Por que está fazendo isso? –
— Não se esqueça de avisar meu filho Killian, e a Belle – Elsa concordou – Você não tem muito tempo – a loira concordou novamente e correu entre a grande plantação que cercava o lugar –
...
— Isso vai ser tão interessante – comentou Killian olhando pela a janela quem era o dono do carro que acabara de estacionar – Emm – Killian não conseguiu terminar a frase porque o barulho de porta se abrindo o calou, por um momento ele se perguntou se não tinha trancado a porta. Emma imediatamente olhou para trás não acreditando –
— Você! – Regina apontou para Emma e andou em direção a ela, havia bebido um pouco além da conta, mas estava ciente de todas as suas ações – Você acha que vai ser fácil assim? – Killian ficou no canto observando tudo, Emma parecia não ter palavras para responder e Regina continuou – Você entra na minha vida do nada, rouba toda minha atenção, me faz apaixonar por você para depois me mandar embora?! Acha que eu sou uma das vadias que você já se relacionou? –
— Regina, o que –
— Não! Você não tem o direito de falar, você já falou demais no nosso ultimo encontro. Então, senta aí e ouve atentamente o que eu tenho para falar – Emma nunca tinha visto Regina tão autoritária e amedrontadora como naquele momento, ela apenas afundou no sofá enquanto observa a jornalista andar de um lado para o outro com as mãos nos quadris. Killian não escondia o sorriso – Não foi fácil admitir que eu sinto algo por você, meu Deus, eu passei minha vida toda sem sentir nada por ninguém e eu estava bem com isso, até eu voltar para essa maldita cidade e você literalmente cair do céu. Você com toda essa personalidade irritante de alguma forma me transformou e eu queria odiar você por isso, por em tão pouco tempo ter me tornado em uma outra pessoa, numa pessoa que eu achei que nunca iria me tornar. –
— Regina... –
— Não acabei! – Killian gargalhou e Regina olhou para o homem como se sua fúria estivesse prestes a ser jogada sobre o rapaz, Killian de imediato pediu desculpas – Mesmo com medo eu falei para você, eu me deixei vulnerável para você me ver como eu realmente sou. Você disse que não sente nada por mim, não faz isso, seja honesta comigo. Levanta e me diz a verdade, me fala o que realmente sente. – Emma olhava para a mulher e percebeu que apesar de toda aquela fúria e autoridade ela estava vulnerável e a qualquer momento poderia quebrar – Eu sei que você deve está passando por uma batalha interna Emma, eu sei que você deve está pensando que eu não mereço você, que você não merece ter alguém ao seu lado, mas está completamente errada. Eu não sou uma garotinha indefesa, eu sei me defender, você não pode privar você mesma de uma vida que pode ser muito mais do que apenas sobreviver. Eu amo você e quero ficar com você, por favor, se você sente o mesmo não me deixa ir... Não me deixa seguir minha vida sem você nela – Emma levantou-se, ela teria que conseguir encontrar um jeito de manter Regina em sua vida e ao mesmo tempo em segurança, a jornalista foi a melhor coisa que aconteceu em sua vida em muito tempo. Emma respirou fundo e segurou as mãos de Regina –
— Oh minha Shonda, eu esperei tanto por isso – comentou Killian enxugando as lágrimas que saiam de seus olhos ao presenciar a cena – Fala alguma coisa Emma! – ordenou. As duas sorriram envergonhadas e Emma abriu a boca para falar algo, porém foi impedida por outro abrir de porta, os três olharam para o lugar e Killian correu preocupado –
— Ajuda... Por favor... Emma... – Elsa estava ofegante. Quando saíra correndo daquele lugar viu um carro e presumiu ser de Cora, fez uma ligação direta no veiculo e conseguiu chegar até o seu destino em questão de minutos –
— Elsa?! O que aconteceu?! – Regina correu para socorrer a garota ofegante –
— Ruby... Cora – Elsa respirou fundo várias vezes, sua adrenalina estava alta, era como se ela tivesse corrido o percurso todo –
— Elsa?! Fala! – ordenou Emma sabendo que não poderia ser algo bom –
— Graham, ele trabalha com Snow... – todos se entreolharam – Snow me aprisionou novamente, Ruby e Cora tentaram me salvar, mas houve um tiroteio e Graham acabou prendendo as duas –
— E você as deixou?! – perguntou Regina avançando em Elsa, porém Emma a impediu –
— Me deixaram fugir, algo sobre avisar Emma porque ela seria a única que poderia ajuda-las – Emma parou e olhou para Killian – Graham atirou em Cora, elas não tem muito tempo –
— Onde elas estão?! – perguntou Emma sentindo a fúria em seu corpo –
— Há um armazém escondido entre a plantação há alguns quilômetros daqui, elas estão lá – Emma já estava preparando para sair, quando Regina segurou em seu braço –
— Não pense nem por um segundo que eu vou deixar você ir, você fica. – ordenou Emma para Regina – Killian, não tire os olhos dela – ordenou. Emma olhou para a jornalista e viu que não teria outra saída, queria contar de outro jeito, mas a necessidade falava mais alto – Sim – respondeu a loira logo capturando os lábios de Regina, a jornalista não entendeu ao certo o beijo ou a palavra “sim” – Sou eu – e dito a pequena sentença tudo que Regina percebeu foi um vento atravessar a porta deixando no chão várias folhas que estavam sobre a mesa da sala –
— Você já sabia não é mesmo? – perguntou Killian para Regina se referindo a Emma ser a mulher misteriosa, Regina sorriu entregando a resposta, enquanto Elsa estava espantada –
— Você – apontou para Elsa – Me leve até lá, se ela acha que irei ficar de braços cruzados enquanto minha irmã e mãe estão em perigo ela está muito enganada – Killian com sua mão segurou o braço da jornalista –
— Regina, isso é perigoso. Por favor, fique – pediu –
— Eu não posso ir, não agora – comentou Elsa frustrando Regina –
— Do que está falando garota? –
— A pessoa que me ajudou, eu preciso fazer um favor antes, é de extrema importância – comentou. Regina olhou para Killian e Elsa, nenhum parecia se mover –
— Tudo bem, não deve ser tão difícil de achar um armazém no meio a plantação – Regina saiu da casa, antes que Killian pudesse acompanha-la, Elsa segurou seu braço –
— Foi seu pai, ele me ajudou a fugir. – informou. Killian franziu a testa – Vai haver uma guerra Killian, ele quer que você saia da cidade – Killian soltou-se do aperto de Elsa e sem falar nada seguiu até o carro de Regina que ainda estava parado, Elsa observou o rapaz entrar no fusca amarelo e sair com Regina – Pelo menos eu tentei, agora tenho que encontrar essa tal de Belle –
...
— Ninguém conseguiu falar com Snow? – perguntou Graham para um dos homens – Onde diabos essa mulher deve está?! – perguntou furioso. Há algumas horas não tinha noticias da mulher, estava começando a ficar preocupado. Queria saber o que fazer com aquelas duas, mas como Snow não estava ele iria liderar aquela situação – Tudo bem, vamos resolver isso de forma justa – Graham colocou sua mão no bolso e tirou uma moeda – Se der cara, Ruby será a primeira a se despedir, coroa, será a agente Mills – Graham olhava para as mulheres com um sorriso cínico –
...
— Tudo o que eu conquistei, toda uma vida dedicada a meu jornal e agora ele não passa de pó – comentou Cruella querendo chorar pelo o que seus olhos estavam vendo, havia recebido noticias sobre o acontecido –
— Vamos pegar quem fez isso meu amor – Úrsula mesmo contra a vontade de todos foi até o local, havia sido liberada do hospital há apenas algumas horas e com sua teimosia havia voltado ao trabalho –
— Detetive Seawalk? – Úrsula olhou para o lado quando um de seus homens apareceram – Parece que foi um plano perfeito, não encontramos nenhuma pista que pudesse nos levar até o culpado. –
— Não existe plano perfeito, existem profissionais incompetentes. Procurem por câmeras das ruas, procurem por o que for, eu quero o culpado na minha frente! – ordenou. Cruella tocou no ombro da mulher em tentativa de acalmá-la – E as vítimas? –
— Ao que parece não houve nenhuma, ninguém estava no jornal e até então nenhum corpo foi achado – respondeu. Úrsula estava confusa com aquilo tudo –
— Continue procurando –
**
Zelena sentia seu corpo todo doer, parecia que um caminhão havia passado sobre seu corpo. Seus olhos estavam abertos, mas ela não conseguia ter a certeza se era real ou ela estava em outra dimensão, lembrava exatamente do que acontecera, da explosão, de seu corpo caindo sobre o capô de um carro, mas também lembrava vagamente de alguém se aproximando dela, mas o rosto parecia impossível de se formar em sua mente naquele momento. A ruiva estava deitada em algo que parecia firme o bastante para ser uma cama, tentou mexer suas pernas e sorriu aliviada por está sentindo-as, porém sentiu outra coisa, suas pernas estavam presas, tentou mexer suas mãos, mas as mesmas também estavam. Tentou se soltar a qualquer custo, mas era impossível. Virou sua cabeça para os lados, estava angustiada, nada parecia familiar naquele lugar, até que ouviu um barulho e uma sombra se aproximar. Zelena pôde ver e então lembrar, que a pessoa a sua frente era exatamente a pessoa que estava ao seu lado quando ela caíra sobre o carro. Cabelos negros e curtos, pele branca como a neve, um sorriso quase angelical, mas Zelena conhecia muito bem aquele tipo e aquela mulher a sua frente, não tinha nada de anjo.
— Shiu... – pediu tocando a testa de Zelena – Você está melhorando... E eu vou precisar de você – respondeu a mulher deixando Zelena ainda mais confusa e poderia até dizer que assustada –
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