Wonderwall

21 All Together Now


Notas iniciais
Olá olá, sim estou viva e novamente desculpem pelo século que se passou desde a ultima atualização, mas enfim. Boa leitura.

...

— Quem é você? – perguntou Zelena tentando se soltar daquelas algemas que lhe prendiam em uma espécie de tábua. Snow mantinha o sorriso cínico nos lábios conforme passava seu dedo indicador sobre o braço da ruiva –

— Eu salvei sua vida, você estava dando seus últimos suspiros naquele capô de carro então me perguntei, “por que não salvá-la?” – Snow levou sua mão até o rosto de Zelena e puxou o curativo – Graças a uma antiga erva do meu povo eu pude ajudar você com os ferimentos –

— O que você quer de mim? Ninguém é tão bom para salvar uma vida sem querer algo em troca – Snow gargalhou e Zelena tentou mais uma vez se soltar das algemas –

— Já ouviu aquela frase que diz: “o inimigo do meu inimigo é meu amigo?” – Snow não tirava o sorriso dos lábios enquanto Zelena permanecia calada – Você queria matar Regina e atingir Emma, eu estou tentando fazer o contrário, atingir Regina e depois matar Emma – então Zelena não lutou mais contra as algemas, Snow a soltou confiando que a ruiva não iria fazer nada – Eu adoraria ter alguém como você me ajudando a acabar com Emma, afinal, ela tentou matar você... –

— O que eu ganharia com isso? – Zelena não tinha intenção de matar Emma –

— Encare os fatos Zelena, Emma jamais ficaria com você, mesmo se Regina não estivesse no caminho. Essa é sua chance de me ajudar a acabar com ela, eu resolvo minhas contas com Emma e dou Regina de presente a você – Zelena hesitou por um momento. Ela queria tentar matar Regina mais uma vez , sua mente dizia que estava tudo bem em se vingar de alguém que não fez nada para ela, o ódio incompreensível da ruiva a fez sorrir para Snow –

— O que eu tenho que fazer? – perguntou a ruiva. Snow sorriu e começou a contar todo o seu plano –


...

— Sabe, é uma pena acabar assim – Graham tocou o rosto de Ruby que imediatamente tentou se esquivar, porém o homem segurou o rosto da garota com ainda mais força – Eu sempre achei você mais atraente do que sua irmã e se eu não amasse tanto minha Snow com certeza teríamos algo – Ruby cuspiu na cara do homem que deu um sorriso, Graham enxugou o rosto e deu uma tapa em Ruby – Você é bem corajosa para alguém que está prestes a morrer –


— NÃO! – gritou Cora – Ela não teve nada a ver com isso, sou eu quem você quer. Fui eu quem descobriu tudo, eu que vim até aqui tentar matar você e não ela. Deixe-a ir – pediu Cora. Ela não poderia deixar Ruby morrer por causa dela –

— Você é uma hipócrita Cora – disparou o homem caminhando até a mulher presa a algemas – De repente está preocupada com ela? A garota que você disse nunca mais querer ver? Sabe qual o problema das pessoas? Elas acham que sempre têm todo o tempo do mundo, acham que sempre terão o amanhã e aposto que com você foi assim não é Cora? Achou que teria o amanhã para perdoar suas garotas – Cora queria chorar, mas não daria aquele gosto para o homem – Você vai morrer e Regina vai achar que você morreu ainda magoada com ela –

— Eu vou matar você, eu vou sair daqui e vou matar você com minhas próprias mãos – ameaçou Cora com tanta certeza em sua voz que Graham poderia até temê-la –

— Isso não vai acontecer querida e sabe por quê? – Graham apontou a arma para Cora – Porque eu não perderei mais tempo – Graham imediatamente apontou a arma para o lado e atirou em Ruby, Cora imediatamente olhou para o lado e pôde respirar aliviada. Emma estava parada diante de Graham e tinha uma mão fechada, quando abriu sua mão a bala caiu quicando no chão –

— Acabou Graham! – Graham olhou ao redor e a frente na porta do galpão viu os guardas ao chão, se perguntou como não ouviu alguém se aproximando – Você vai se arrepender por isso – Emma rapidamente correu e deu um soco no rapaz que de imediato cuspiu sangue, a loira estava com tanta raiva que nem ao menos se sentiu culpada por usar uma certa força no rapaz. Graham ao chão tentou se arrastar e pegar a arma, porém Emma novamente o atacou, segurou o homem pela a gola da camisa e o arremessou contra as jaulas e caiu inconsciente –


— Como? O que... – Ruby tinha mil e umas perguntas. Seus olhos mostravam o impossível, Emma era a garota misteriosa na qual a cidade tentava descobrir a identidade –

— Ruby, eu respondo todas as perguntas que você quiser, mas não aqui e não agora – Emma foi até Cora e com um simples movimento quebrou a algema sem dificuldade alguma, fazendo Ruby arregalar os olhos ainda mais, a loira fez o mesmo com as algemas da amiga – Vocês estão bem? – perguntou olhando de uma para outra –

— Onde está Regina? Ela está segura? – disparou Cora preocupada que algo pudesse acontecer com sua filha, Emma achou melhor não comentar que a filha da mulher havia quase morrido horas antes –

Emma então se inclinou para frente como se uma dor a fizesse se encolher, Graham tinha a boca sangrando e o olho esquerdo quase fechado, em uma mão ele tinha sua arma e apontava para Cora e em sua outra mão ele tinha uma pedra verde brilhante direcionada para Emma.

— Ainda bem que Snow me alertou que você poderia aparecer, isso faz mesmo efeito – disse se aproximando ainda mais e expondo a pedra para Emma, a loira tentou ser forte, mas não conseguiu, caiu no chão e se contorceu de dor. Ruby abaixou-se para ajudar Emma, mas nada fazia efeito – Snow ficará tão orgulhosa de mim, capturei três de vocês – Graham sorriu e destravou a arma – Diga adeus querida – Graham apertou o gatilho dessa vez acertando a mulher –


...


— Que lugar é esse? – se perguntou Elsa. A garota estava exatamente no lugar onde Gold havia descrevido, estava na universidade que havia sido atingida por Gold e que dias depois acabou sendo seu refúgio, ele havia mandado Elsa para lá na esperança de que Belle ainda estivesse por lá – Eu vou sair d –

— Mais que garota lindinha – Elsa engoliu a seco ao ver a garota um tanto diferente a sua frente, ela tinha algo de assustador, mas ao mesmo tempo engraçado – Mer, olha o que eu achei – gritou Belle brincando com os cabelos loiros de Elsa – Como é seu nome lindinha? –
— Eu... – Elsa tentou se afastar, mas Belle segurou seu braço rigidamente – Belle, eu estou à procura de Belle, tenho um recado de Gold – Belle parou –

— Meu pudim? Foi você quem pegou meu pudim?! – Belle levou sua mão ao pescoço de Elsa e apertou forte – FALA! – Merida ao ver a cena correu e tirou as mãos de Belle de Elsa –

— Belle! Já chega! – ordenou olhando para a garota. Elsa buscou por ar e se afastou da garota –

— Ele está em um armazém distante da cidade, ele me pediu para que viesse avisar a você onde ele estava – informou Elsa. Belle e Merida se entreolharam não sabendo se poderiam confiar naquela garota desconhecida – Olha, se vocês acreditam ou não é problema de vocês, eu só vim retribuir um favor que ele me fez – Elsa não esperou mais nenhum minuto ali e fez seu caminho para o carro, teria que voltar para Ruby –

— ESPERA! – gritou Belle – Nos leve até lá – pediu a garota. Elsa hesitou por alguns instantes – Merida? Pegue nossos brinquedinhos, vamos resgatar meu pudim – disparou Belle com um sorriso confiante no rosto, Merida pegou as pequenas bombas de planta tóxica que havia improvisado e colocou em uma espécie de bolsa – Mostre o caminho lindinha – pediu Belle entrando no carro de Elsa junto com Merida –


...


— É aqui, olha as marcas de pneu – mostrou Regina parando o carro quando viu marcas de pneu saindo da plantação –

— Regina, acho que devemos chamar por reforços. Ligar para Úrsula ou –

— Killian, Emma provavelmente já deve ter resolvido tudo. Só vamos nos certificar de que tudo vai ficar bem – Killian não acreditou muito nas palavras de Regina. Tudo havia sido uma grande armação de Snow e depois de Emma ter contado sua história, ele temia o que pudesse acontecer com sua amiga –

— Você não sabe quem ela é Regina. Essa mulher matou os pais de Emma, ela pôs esse Graham para ser seu amigo por anos sabe Deus lá por qual motivo – Killian segurou a mão de Regina antes que ela entrasse na plantação – Sinceramente? Eu não sei o que vai acontecer daqui para frente, mas de uma certeza eu tenho, não será tão fácil quanto você está imaginando – então com aquelas palavras Killian fez Regina temer o que estivesse por vir –

— Não importa com quem vamos lidar, eu não vou deixar Emma sozinha nessa. Ela precisa de nós Killian, ela precisa de mim – Killian respirou fundo e concordou –


Os dois entraram na plantação e caminharam sorrateiramente sempre em direção ao norte, estava tudo em silêncio e os dois estranharam tal coisa. Enquanto andava Killian realmente chegou a pensar que talvez ele não visse mais David, ele não saberia o que esperar daquela situação e lembrar do namorado o fez querer desistir daquela missão, mas era Emma, ela era sua família e ele não poderia deixa-la sozinha.
Regina por outro lado estava uma pilha de nervos, as três pessoas que ela mais se importava na vida estavam em perigo, sua mãe, irmã e a garota que ela amava. Sempre fora ensinada a esperar as coisas ruins da vida, onde tudo poderia dar errado, mas naquele momento enquanto caminhava ela tentava desesperadamente pensar que dessa vez daria certo. Emma iria acabar com todos e deixar todos sãos e salvos.
Regina parou e colocou sua mão em Killian pedindo para o homem parar. Eles estavam detrás de um arbusto e conseguiam ver nitidamente homens ao chão, então Regina sorriu imaginando que Emma havia conseguido. Regina respirou fundo aliviada, porém conforme fazia isso ouviu um tiro e se não fosse pela a mão de Killian lhe segurando ela provavelmente teria caído.


— Regina, essa é uma boa hora para chamar reforços – sussurrou Killian. Regina soltou-se do rapaz sacou a arma presa em sua cintura e continuou a caminhar – Regina! – sussurrou novamente na tentativa de parar a mulher, mas foi em vão –


...


— RUBY! – Cora correu ao ver a garota no chão quando Graham atirou – Ruby, fala comigo – pediu passando sua mão sobre o rosto da garota. Emma assistia tudo e o ódio só crescia dentro dela, era como se ela estivesse presa a algo –

— Eu... Eu estou – Ruby tentava falar, mas a dor em seu ombro estava latejando – Bem –

— Ah vamos lá, não é para tanto – Graham gargalhou – Isso não vai matar você, só quero que você sinta essa dor infernal antes de eu acertar sua cabeça com outra bala – informou como se fosse algo natural de se dizer –

— Você vai ficar bem, vai ficar tudo bem Ruby – informou Cora tentando parecer forte –

— Agora é você Cora, não é justo só a princesinha levar um ti – Graham não terminou de falar, imediatamente caiu no chão quando sentiu algo perfurar sua perna –

— Regina... – disse Cora extasiada. Regina tinha as mãos trêmulas e pretendia atirar em um ponto que matasse o rapaz, mas preferiu imobiliza-lo primeiro –


Regina correu e chutou para longe a arma de Graham e jogou a kriptonita verde para que Killian se livrasse daquilo.
Regina se abaixou até Ruby e viu o ferimento em seu ombro, a garota suava frio, mas continuava acordada o que ela pensou ser bom sinal.

— Precisamos tirar vocês daqui – informou Regina. A jornalista olhou para o lado e foi até Emma — Emma? Por favor, me diz que está bem – pediu nervosa. A loira parecia está recuperando todas as forças que haviam sido desabilitadas pela a pedra verde –

— Gente, vamos embora daqui! – pediu Killian. Emma levantou com ajuda de Regina, a loira não aceitou o chamado de Regina, seus olhos gritavam raiva, seus punhos fechados mostravam as veias saltadas, Regina sabia que não deveria ser nada bom –

Emma lentamente foi até Graham e o levantou apenas com uma mão. O homem que parecia cansado demais para lutar não fez nada, ficou imóvel esperando pelo pior. Graham tinha um sorriso cínico, como se não temesse o que estava por vir. Emma poderia acabar com o homem com um simples soco.


— Você pode me matar Emma, é isso que você precisa? De uma aprovação? – Emma continuava a olhar para o rapaz sem falar nada. Killian se aproximou das mulheres, Ruby havia se levantado e Cora rasgou um pedaço da camisa de Killian para poder estancar o sangue que escorria do ombro da mulher. Regina não tirava os olhos da loira – Você não vai se livrar do que está por vir, todos que você ama irão morrer, Snow vai matar todos e vai deixar você assistir – Graham gargalhou, naquele momento ele não acreditava que Emma fosse fazer algo com ele – Sua preciosa amada... Regina... – Graham olhou para a mulher por trás do ombro de Emma – Snow vai fazê-la sofrer tanto que você querer morrer só de ver a cena... – Graham não percebeu porque estava olhando para Regina, mas os olhos de Emma estavam adquirindo uma cor intensa de vermelho. Quando ele voltou a olhar para Emma se arrependeu –


Os raios vermelhos saíram dos olhos de Emma e atingiram de imediato o rosto do homem. Graham gritava de dor ao sentir sua pele queimando, o cheiro de sua própria pele queimando exalava em seu nariz, Emma não parava.


— Emma! Emma! – clamou Regina se aproximando – Emma, não vale a pena... – pediu tocando o braço da garota – Você é melhor do que isso – então os raios pareceram ficar menos intenso – Emma... – pediu mais uma vez apavorada com o que pudesse acontecer –


...


— GRAHAM! – disse Snow tocando em seu próprio coração. Zelena olhou para a garota sem entender nada – Graham... – disse mais uma vez e então desapareceu diante dos olhos de Zelena em um passe de mágica –


...


— Eu amo você – confessou. Aquelas palavras saíram de Regina e automaticamente Emma parou, Emma fechou os olhos e soltou Graham – Eu estou aqui – Regina abraçou Emma, seu coração estava tão acelerado que ela achou que iria passar mal. Emma ainda mantinha os olhos fechados enquanto abraçava Regina – Estou aqui... – Regina repetia isso em uma tentativa de acalmar a mulher –


— É, ele realmente é duas caras agora – comentou Killian se aproximando de Graham. O homem tinha metade do rosto queimado, deformado, enquanto outra estava intacta, os raios de Emma atingiram apenas uma parte do rosto do homem. Ele ainda respirava, ainda estava vivo, mas naquele momento indefeso –


— CORA! – gritou Ruby. Em questão de segundos tudo havia voltado ao caos. Cora tinha três flechas cravadas em seu peito. Emma abriu os olhos, ela e Regina correram até a mulher assim como Killian. Cora tinha lágrimas caindo de seus olhos e sangue de seu peito e boca –

— EMMA! LEVE-A AO HOSPITAL – gritou Regina. Emma olhou para a mulher e negou –

— Eu sinto muito... – Emma tocou no liquido negro que saia da flecha e se misturava com o sangue de Cora – Está envenenada... Já está infectando todos os órgãos dela... – Regina empurrou Emma –

— Mamãe... Mamãe me ouve – pediu Regina deixando suas lágrimas caírem sobre a mãe, Cora levantou sua mão para Regina e a outra para Ruby, as duas seguraram as mãos de Cora e ficaram ao seu lado –

— Me... Me perdoem... – a voz de Cora era falha, parecia que a cada palavra era uma batalha para sair de sua boca – Me perdoem... – pediu novamente –

— Mamãe... Por favor, não me deixe... Eu preciso de você – Regina sentia uma dor incomparável, nem ao menos tinha sentido aquela sensação quando seu pai havia morrido –

— Eu amo você... – Cora olhou para Regina e tentou levar sua mão até o rosto da filha – Eu tenho orgulho de você... Me perdoem – pediu – Ruby... – Ruby chorava calada, não era capaz de falar nada – Eu amei você como uma filha... – Ruby beijou a testa da mulher esperando que ela entendesse o quanto ela significava para ela –

— Você é de longe a melhor pessoa que eu conheci – Killian também chorava ao ver aquela cena, se abaixou e passou sua mão sobre o rosto de Cora – Obrigado por ter cuidado de nós Cora – Killian não conseguiu falar mais nada, as lágrimas e o nó na garganta o impediam. Cora deu um leve sorriso trêmulo e olhou para Emma –

— Minha querida... – Emma se aproximou – Cuide bem dela – pediu se referindo a sua filha – Me prometa isso –

— Mamãe... Eu não posso perder você – Regina já não estava em seu estado normal, estava a um passo de enlouquecer, Cora apertou a mão da sua filha –

— Eu sempre estarei com você meu amor... com todos vocês... – disse olhando para os quatro que consideravam seus filhos – Emma? –

— Eu a protegerei Cora... – prometeu. Cora sorriu e abriu a boca para falar mais alguma coisa, porém tudo havia ficado escuro e de repente seus sentidos haviam desaparecido, a ultima imagem que seus olhos processaram foram as lágrimas de sua filha caindo compulsivamente –


Regina soltou um grito arrepiante, Emma a segurou enquanto ela tentava lidar com a dor que estava sentindo. Ruby em seu choro silencioso fechou os olhos de Cora, Killian não sabia o que lhe doía mais, ver Cora naquele estado ou ver a dor em Regina.
Nos braços de Emma, Regina lembrou da sua infância, lembrou das diversas vezes que sua mãe ficava longe de casa por conta do trabalho, lembrou sempre das ultimas palavras que saiam da boca dela antes de ir embora, Cora sempre dizia “não chore meu amor, eu voltarei”. Regina chorou ainda mais ao saber que dessa vez sua mãe havia ido, porém não iria mais voltar, ela morrera fazendo o que sempre fez, tentando proteger todos a sua volta. Regina queria mais tempo, queria se desculpar por todas as coisas erradas que havia feito, queria dizer tantas coisas que nunca dissera para ela, queria ter dito muito mais eu te amo para ela, queria ter ligado mais quando estava longe, queria não ter ficado tão longe dela. Os arrependimentos sempre chegam quando já não há nada mais para fazer.

— Eu estou aqui meu amor... – sussurrou Emma – Regina... – Emma beijou a testa da jornalista que parecia acorrentada a Emma, não queria soltar de seus braços –

— Eu deveria acabar com todos agora – Snow apareceu ao lado de Graham, todos olharam para ela. Ruby e Killian assustados, Emma e Regina com fúria – Mas como sou uma pessoa que tem sentimentos vou deixar vocês enterrarem Cora primeiro – Emma soltou-se de Regina e se aproximou de Snow – Você vai se arrepender por tudo o que fez comigo Emma, incluindo o que fez com Graham – Snow segurou em Graham e desapareceu com o homem antes que Emma pudesse pegá-la –

— Ruby? – Elsa correu ao ver a garota ferida e levou uma mão a boca ao ver Cora no chão – Ruby... Eu sinto muito – Ruby abraçou a garota e Elsa beijou seu rosto –

— Precisamos leva-la daqui... – disse Killian sentindo o peso daquelas palavras – Regina? – chamou. Emma olhou para o rapaz como se pedisse para ele não falar nada –

— Me deem um minuto – pediu. Todos se entreolharam e saíram, porém Emma ficou – Você também Emma – Emma então obedeceu, sabia como era perder alguém importante –


...


— Vocês! Comigo! – Snow apareceu e levou Belle, Merida e Gold. Sem nem ao menos saber quem diabos eram aquelas duas mulheres com seu aliado –

...

Regina abaixou-se e com sua mão direita e trêmula tocou suavemente o rosto de sua mãe, sentiu a umidade ainda próxima ao olho da mais velha causada por sua ultimas lágrimas. Regina naquele momento se perguntou como seguiria sem sua mãe, ela sempre fora seu porto seguro, mesmo que longe era ela quem lhe dava forças para continuar seus dias. Regina a amava mais do que qualquer outra coisa em sua vida.

— Você me pediu para te perdoar, mas sou eu quem precisa pedir perdão... Por todas as vezes que eu briguei com você por algo irrelevante, por diversas vezes ter ficado ao lado do meu pai quando ele estava errado e você certa, me perdoe por todas as vezes que depois de uma discursão eu não voltei mesmo sabendo que eu era a errada – Regina voltou a chorar novamente, mas dessa vez enxugou rapidamente suas lágrimas – Você foi, não, você é e sempre será a melhor pessoa que passou na minha vida. Eu amo você mamãe, espero que saiba disso... – Regina beijou a testa de sua mãe, seus lábios ficaram pressionados na testa da mulher mais tempo do que pretendido, ela não queria deixa-la ir – Descanse em paz... – foram suas ultimas palavras antes de levantar daquele chão frio –


— Regina? – Emma voltou a aparecer, Regina olhou para a loira e apenas concordou com a cabeça –


...


— Quem são essas pess – Zelena não terminou de falar quando reconheceu Gold – Gold? –

— Apresentações ficarão para depois! – disse impaciente. Snow colocou Graham deitado na maca que antes acolhia Zelena – Meu amor, vai ficar tudo bem... vai ficar tudo bem – respondeu Snow vendo o estado de seu parceiro, Graham segurou a mão de Snow e apertou forte – Não... Eu não posso fazer isso – respondeu negando de imediato –


— Acabe com meu sofrimento – pediu. Sua voz saiu estranha, só metade de seu rosto tinha a sensibilidade, só metade da boca saia sua voz –

— Ele fica mais bonito assim – sussurrou Belle para Merida ao ver o rosto do homem –

— Snow... – clamou Graham. Snow tirou uma flecha detrás de suas costas e segurou com suas duas mãos – Eu amo você – disse ele sinceramente. Snow cravou a flecha no peito de Graham, o homem deu seu ultimo suspiro e olhou para Snow, antes de fechar os olhos ele guardou o rosto da única mulher que amara. Snow não chorava, mas a dor de perder Graham era semelhante à de perder seus pais. A mulher beijou a boca do homem e sussurrou um “eu te amei”, virou-se para os que estavam ali na sala –

— É a hora, Emma Swan precisa morrer! – informou amedrontando a todos. Merida se perguntou onde diabos ela tinha se metido. Belle não parecia entender o significado daquelas palavras ou então não se importava em fazer parte em iria tirar a vida de alguém – Mas antes Regina Mills morrerá sem piedade, Emma tirou meus pais e eu tirei os dela, Emma tirou a única pessoa que eu amava e eu tirarei a dela! – Zelena sorriu animada e Gold tentava formular algum plano para seu filho não sair machucado – A guerra começa agora –


...


— Essa é minha mãe, Ingrid – Elsa sabia que não era o momento propicio para aquela apresentação, mas achou que seria rude não fazê-lo – Mamãe, essa é Ruby –

— Eu sinto muito por sua perda querida... – respondeu –

— Obrigada – agradeceu Ruby. – Eu preciso ficar sozinha por um momento, sintam-se em casa – Ruby passou pelas as mulheres e foi para seu quarto –

Ingrid que havia sido prisioneira de Snow por anos finalmente estava livre, Snow usava os conhecimentos da mulher em armamento para fabricar armas para seu exército e a manteve por anos, Ingrid poderia simplesmente recusar os pedidos de Snow, porém a mulher havia pegado sua filha e a cada vez que Ingrid relutava ela machucava Elsa.

— Descanse mamãe, eu preciso falar com ela – Elsa foi até quarto. Assim que saíram daquele armazém foram ao hospital ver a situação de Ruby, tiraram a bala de seu ombro e a liberaram, Ruby e Elsa foram imediatamente para o cemitério, iriam enterrar Cora naquele mesmo dia – Rubs... – Elsa abriu a porta e viu uma cena que lhe deixou ainda pior. Ruby estava sentada na cama, abraçava os joelhos e voltava a chorar – Ei... – Elsa passou seu braço sobre os ombros e Ruby e a confortou –

— Eu estou cansada disso, estou cansada de perder as pessoas que eu amo... – Elsa deixava a garota falar, ela precisava disso – Ela foi para lá por minha causa, eu pedi a ajuda dela, se eu tivesse ido sozinha ela ainda estaria viva –

— Ruby não faça isso, não se culpe. Isso não tem nada a ver com você, tenho certeza de que Cora não culparia você. Por favor, não faça isso – pediu beijando a têmpora da garota –

— Ela era uma mãe para mim, eu não sei o que fazer Elsa... Eu não sei –

— Regina precisa de você Ruby, ela também esta na mesma situação que você. Vocês precisam uma da outra, precisam ser forte uma para outra. Todos estão tendo que lidar com essa perda, todos perderam alguém importante... – Ruby olhou para a garota e Elsa enxugou suas lágrimas – Ruby... Você precisa sair daqui, Snow vai voltar e vai ser muito pior – Elsa não queria dar aquela noticia, mas precisava proteger Ruby –

— Eu não vou a lugar algum – respondeu –

— Você precisa ir –

— Meninas? – a porta do quarto se abriu e as duas garotas se surpreenderam ao ver o garoto ali – Eu sei que essa não é a hora, mas precisamos conversar agora – Killian parecia preocupado e as duas mulheres o seguiram –

...


— Fica comigo... – pediu Regina descansando sua cabeça na curva do pescoço de Emma –

— Eu estou aqui... – respondeu. As duas estavam sentadas no sofá da sala de Emma. Havia chegado do funeral de Cora, apenas os que estavam naquele armazém tinham ido –

— Sempre, fica comigo sempre... – Regina saiu de sua posição e olhou para Emma –

— Eu não vou a lugar algum, você é minha prioridade Regina – Regina não estava bem ainda para sorrir, mas aquelas palavras de Emma a fizeram aliviar um pouco sua ansiedade – Sabe o que eu acabei de lembrar? – Regina negou sua cabeça – Uma vez Cora me falou sobre você, não lembro exatamente do que estávamos falando, mas lembro que ela disse que se eu e você nos conhecêssemos iria ser um divisor de águas em nossas vidas, ela sempre estava certa não é mesmo? –

— Sempre... E muitas vezes eu a repreendia por isso – Emma pegou a mão de Regina e entrelaçou seus dedos –

— Ela amava você mais do que qualquer coisa, ela sempre teve orgulho de você. Não se culpe Regina, nada disso foi sua culpa e eu prometo, eu vou encontrar Snow e vou acabar com ela. Eu não vou deixa-la ferir mais ninguém que eu amo – Regina beijou a mão da loira e suspirou. Emma trouxe a garota para mais perto e começou a brincar com os cabelos da morena que tinha sua cabeça em seu ombro. O celular de Emma tocou e Regina o alcançou – Quem é? –

— Killian – informou. Regina olhou para Emma e a loira deu permissão para ela atender – Sim? – Killian falou algo rápido e Regina apenas disse um “okay” e desligou – Killian nos quer na casa de Ruby – Emma levantou do sofá e pegou Regina em seus braços, antes que pudesse fazer algo Regina pegou seu celular e digitou algo rápido e enviou uma mensagem, Emma logo depois correu em sua velocidade extraordinária com Regina em seus braços –


...

— ISSO FOI LONGE DEMAIS! JÁ CHEGA! ISSO TERMINA AGORA! – Lois nunca vira seu marido tão irritado daquela forma –

— Clark, você precisa se acalmar, eu sei que é um momento delicado, mas você precisa manter a calma! – alarmou Lois preocupada com o que pudesse acontecer –

— AQUELA GAROTA QUASE MATOU NOSSA FILHA, LOIS. ELA TIROU A VIDA DE OUTRO INOCENTE! EU NUNCA DEVERIA TER DEIXADO ISSO IR TÃO LONGE! –

— Primeiro, abaixe seu tom de voz! Eu não sou a culpada disso – Clark respirou fundo tentando se acalmar e murmurou um “desculpa” para sua esposa – E eu concordo, está na hora de fazer alguma coisa, mas eu preciso que você se acalme, porque eu preciso que você mantenha sua cabeça funcionando perfeitamente e não tomada por ódio – Lois se aproximou do marido e o abraçou, era sempre a melhor forma de acalmar o homem. Lois sentiu seu celular vibrar com uma nova mensagem – É Regina – disse preocupada. A mulher havia deixado seu número em um guardanapo na mesa daquele bar onde tivera uma conversa com a mulher –


...

Emma abriu a porta de Ruby e se espantou com todos que estavam ali. Ruby, Elsa e Ingrid no sofá caladas. David olhava para Emma como se ela fosse um deus, o brilho nos olhos do garoto ao olhar Emma era de adoração, Cruella se aproximou e abraçou Regina, Úrsula se mantinha distante das duas e Killian se aproximou de Emma.


— O que isso significa? – perguntou Emma olhando para cada uma daquelas pessoas –

— Desculpe Emma, mas eu tive que contar tudo para eles. Você não está sozinha nessa... –

— Estamos aqui para ajudar você, Killian me contou tudo, vamos pegar essa mulher e ela não fará mal a mais ninguém – informou Úrsula. Há alguns minutos Killian havia ligado para ela e contado toda a história –

— Vocês não entendem... Essa mulher não vai ser impedida por pessoas normais, ela é mais poderosa do que isso – informou Emma –

— E o que você sugere Emma? – Ruby levantou e foi até Emma –

— Snow é meu problema, eu irei resolver – informou olhando para a amiga –

— Ela planeja acabar com a cidade, ela planeja destruir todos dessa cidade, ela plantou bombas em cantos específicos – informou Ingrid, Úrsula olhou para mulher, estava apavorada – Eu não sei onde ela colocou, ela me obrigou a fazer essas bombas, mas não fui eu quem as plantou –

— Eu vou acionar a todos do departamento para procurar por essas bombas – Úrsula saiu da sala para fazer uma ligação –

— Nós vamos fazer isso juntos, cada um aqui tem algo para acrescentar. Vamos acabar com essa vadia poderosa – informou David animado, desde que soubera que Emma era a garota misteriosa ele tinha entrado em um mundo só dele –

— Quero que todos vocês me escutem – disse Emma – Cruella, use sua voz para alertar o povo dessa cidade, peçam para sair imediatamente – Cruella apenas afirmou com um balançar de cabeça, só bastava uma ligação e ela teria um espaço no jornal local – Depois disso eu quero todos vocês fora da cidade, todos –

— Você enlouqueceu? Eu não vou deixar você aqui Emma, eu não vou abandonar você –

— Regina, você é minha prioridade e eu quero você segura, eu não posso arriscar você Regina, eu não posso perder você – todos prestavam atenção naquela discursão entre as duas –

— E eu posso arriscar você? Eu já perdi pessoas o suficiente na minha vida Emma, eu não vou perder você também –

— Regina, vocês não podem me ajudar do jeito que vocês querem. Snow pode acabar com a vida de vocês em um piscar de olhos, balas não irão impedi-la – explicou olhando para todos –

— É por isso que eu trouxe uma ajuda extra – disparou Regina. Emma franziu a testa sem entender o que a garota estava querendo dizer –


Emma então sentiu algo estranho, algo familiar, mas que ela não sabia o que era exatamente. A porta da casa de Ruby se abriu e Emma piscou diversas vezes. Seu pai Clark estava na porta com sua mãe Lois em seus braços, ela viu o homem colocar a mulher no chão e os dois olharem fixamente para a loira, Emma olhou para Regina e depois novamente para seus pais. Ela se perguntou se ainda estava no sofá da sua casa tirando um cochilo e sonhando com aquela cena, mas parecia real demais para ser sonho, Clark olhava preocupado para a filha enquanto Lois tinha um sorriso trêmulo nos lábios. Ninguém estava entendendo aquela cena, David estava para desmaiar com tanta informação.


— Mãe? Pai? – disparou Emma. Regina piscou incontáveis vezes com a revelação, ninguém estava entendendo mais nada –

Notas finais
Como falta apenas pouquissimos caps, eu nao irei demorar tanto para atualizar os proximos, prometo. Bjors