Wonderwall
22 Real Love
Notas iniciais
...
Explosões cuspiam corpos para todos os lados, ainda não se poderia ver quem ou o que estava causando aquilo, mas os gritos clamando por ajuda, os choros angustiantes, tudo parecia se destruir diante dos olhos do homem que deveria livrar todos do mal.
Clark estava ali, olhando ao redor, não podendo acreditar em seus próprios olhos, tentava encontrar o motivo para aquele ataque, tentava imaginar quem poderia está causando aquele massacre, seu rosto mostrava cansaço daquela luta em vão, mas principalmente mostrava medo de tudo acabar.
— Ka-El! Eles são muitos, estão destruindo tudo! – gritou um dos amigos do homem, Clark olhou para ele, pela primeira vez em muitos anos não tinha esperança –
— Essa luta não acabou, deve ter uma saída! – gritou Lois em meio ao barulho ensurdecedor dos ataques. Lois estava machucada, seu rosto sangrava e seu braço estava quebrado, Clark travou seu maxilar ao ver a mulher que ama daquela forma –
— Há um jeito de destruí-los – disse. O homem que estava ao lado dele segurou seu braço, pedindo para ele continuar – Mas destruirá nosso planeta, e todos que ainda estiverem aqui –
— É nossa única chance Ka-El. Se deixarmos essas coisas vencerem, elas poderão atacar outros planetas, outras terras... – disse o homem. Clark olhou para Lois que estava aos prantos, ela ainda tinha esperanças de um dia ver sua filha –
— KA-EL! – gritou uma mulher. A garota se aproximou – NÃO ESTÁ FUNCIONANDO, ELES ESTÃO MATANDO TODOS! – informou. Os que estavam ali se entreolharam mais preocupados do que antes –
— Pegue todos os sobreviventes que acharem e levem-nos daqui! – disse olhando para o amigo – Há uma joia enterrada debaixo da minha casa, ela transportará vocês para qualquer lugar que quiserem – informou –
— DO QUE ESTÁ FALANDO CLARK? – perguntou o homem, Clark ouvia os gritos ficarem ainda mais alto –
— Kara, pegue todas as pessoas vivas que puder – Kara hesitou por um momento – AGORA! – ordenou. Kara no mesmo momento saiu em uma velocidade extraordinária seguindo as ordens do homem – Você, a joia levará todos vocês daqui em um piscar de olhos, isso precisa ser feito agora! – o homem concordou e saiu voando atrás dessa joia que o homem havia informado –
— Clark... – chamou Lois em um tom de repreensão, Clark a abraçou, beijou seus cabelos e deixou uma lágrima cair de seus olhos –
— Você pode reencontrar nossa filha, ela precisa de ao menos um de nós em sua vida... – respondeu. Lois saiu do abraço e negou –
— O que pretende fazer Clark? –
— No momento em que vocês saírem do planeta, eu irei destruí-lo. Tudo será destruído, incluindo quem estiver nele. Lois, eu não irei sobreviver... – respondeu. Lois negou freneticamente com a cabeça, logo começando a dar socos no ombro do homem – Lois... LOIS! –
— Eu não vou deixar você Clark! Eu não vou sair do seu lado! – respondeu. Ela queria encontrar sua filha novamente sem dúvida alguma, mas ela não deixaria Clark naquela batalha sozinho – Você já enfrentou coisas piores, podemos encontrar um jeito –
— Eu amo você Lois, e eu sempre estarei olhando por você e por nossa filha, não importa onde eu esteja – Lois nunca tinha visto seu marido tão devastado assim –
— KA-EL! – Clark olhou para trás e viu Kara ao lado de um grupo de aproximadamente cinquenta pessoas – PRECISAMOS TIRÁ-LOS DAQUI! – Clark beijou sua esposa que a segurou não querendo soltá-la. O homem retornou trazendo a joia em suas mãos –
— Kara – Clark olhou para sua prima – Proteja-os – pediu – Me perdoem, eu não pude salvar nosso planeta... – pediu olhando para os sobreviventes, e em um ato de nobreza todos se ajoelharam diante de Clark que entendeu a gratidão –
— VIDA LONGA A KA-EL! – gritou um dos homens. Uma nova explosão aconteceu bem ao lado deles –
— ESTÁ NA HORA! – o homem informou. Todos deram as mãos formando um círculo, o homem que segurava a pedra olhou para Clark pedindo permissão, Clark tinha seu foco em Lois pensando que aquela seria a última vez que iria ver sua esposa –
— Eu amo você – respondeu. Lois tentou sair daquela corrente de pessoas, mas não foi rápida o bastante, o homem tocou no centro da pedra e então no mesmo instante as pessoas haviam desaparecido. Clark se ajoelhou no chão, deixando suas lágrimas escorrerem, Kara tocou no ombro do rapaz e ele levantou seu olhar –
— Você vai voltar para elas, mas antes vamos acabar com eles – Clark levantou-se, ele respirava ofegante, seu peito arfava em fúria –
Os dois kriptonianos se entreolharam e voaram, robôs que se transformavam em seus piores inimigos pareciam possuir poderes similares aos deles, Clark se perguntou como isso poderia ser possível, eles imitavam todos os seus movimentos como se fossem espelhos. Clark perdeu as contas de quantas vezes foi mandado para o chão, Kara tentava ao máximo se proteger e proteger Clark. Parecia impossível de ganhar aquela batalha, eles conseguiram destruir alguns, mas pareciam que se multiplicavam.
— KARA, VOCÊ TEM QUE IR – gritou Clark. Ele voou e pegou a garota em seus braços e levou para detrás de uma rocha – VOLTE PARA A TERRA, PROTEJA-OS. EU FICAREI AQUI E DESTRUIREI TUDO – Kara ofegava, olhou para seu primo e companheiro de missões, não era justo ele ter um fim assim. Depois de tudo o que ele passou, finalmente ele tinha uma família, tinha Lois, tinha Emma. Ele não merecia perder elas. Kara negou com a cabeça –
— EU IREI FICAR. NÃO ARGUMENTE CONTRA ISSO CLARK, LOIS PRECISA DE VOCÊ. EMMA PRECISA DE VOCÊ, ELA PRECISA TER ALGUEM GUIANDO-A. –
— KARA... –
— NÃO, CLARK. ISSO NÃO É UM PEDIDO, É UMA ORDEM – Kara levantou-se, ela sabia que deveria fazer aquele sacrifico –
— Eu não posso deixar você fazer isso, Kara... –
— Se você ficar morrerá nós dois, e isso não vale a pena. Clark, essa não é a hora de bancar o teimoso – o homem levantou-se e abraçou sua prima. Ele não era de deixar pessoas se sacrificar por ele, mas ele sabia que a mulher não iria voltar atrás – Obrigada... –
— Esse nunca foi seu planeta Ka-El. A terra é seu planeta, eles precisam de você lá, eles precisam que você os salve – informou. Kara estava certa, o lugar de Clark era a terra –
Clark olhou mais uma vez para sua prima, o chão começou a rachar e Kara sorriu em despedida, logo depois ela viu o homem subir, voando para longe. Clarke atingiu uma distância que apenas poderia ver seu pequeno planeta, ficou parado, flutuando e olhando para o local, segundos depois ele viu uma cor amarela consumir todo o planeta, a energia que estava sendo colocada naquele local não deixaria nada sobreviver, foi então que viu a explosão, fechou os olhos por alguns segundos se despedindo mentalmente da prima e então desceu para seu destino.
...
— E quanto a vocês? – perguntou Lois olhando para os amigos que conviveu por anos. Eles já haviam chegado a terra, estavam no meio do nada, Lois não tinha ideia de que parte da terra estava –
— A Terra não é nosso lar Lois, você pertence a esse lugar, nós não. Iremos explorar outros planetas – respondeu o homem. Apesar dos poderes que cada um possuía, seria impossível eles chegarem a terra sem morrerem pelo o caminho, a pedra seria sua única maneira de viajar entre os planetas – Ka-El foi um grande homem, ele nasceu como um herói e morreu como um – Lois não respondeu ao comentário, apenas observou as pessoas indo embora em um piscar de olhos com a ajuda da joia que os trouxeram. Lois respirou fundo e levou suas mãos ao rosto, sentindo as lágrimas voltarem, ela não tinha ideia de onde estava e o pensamento do marido morrendo a deixava ainda pior –
— Lois... – Lois tirou as mãos do rosto e ficou imóvel, achou que sua mente já estava começando a enlouquecer – Lois...- Lois virou de costas e seus olhos pareciam querer pular. Clark sorriu e abriu os braços, a mulher correu e abraçou o homem como se sua vida dependesse disso –
— Clark! Como? – perguntou ainda abraçada ao homem –
— Essa é minha terra, se eu tiver que morrer será aqui – respondeu beijando os cabelos da mulher ainda abraçada a ele –
...
— Alguém se importa de me explicar? – pediu David. A sala estava em silêncio com as palavras de Emma. Regina olhava para a garota esperando por respostas. Emma tinha os olhos fixados no pai, ela respirava pesado, seus ombros se elevavam e abaixavam conforme sua respiração, seus olhos não piscavam por nada, a garota começou a andar em direção ao homem na porta, quando ficou de frente para ele levou seu punho até o rosto de Clark, porém o homem bloqueou com seu braço –
— Filha... – chamou o homem. Ele viu a fúria nos olhos da garota, Emma então correu, era muito para assimilar –
— Emma! – gritou Lois, porém era impossível da garota ouvir –
— Eu vou atrás dela, você fica aqui – pediu logo saindo na mesma velocidade de Emma -
— De todas as minhas qualidades ela tinha que puxar logo a teimosia? — indagou Lois com o coração na mão ao ver a reação da filha. A jornalista voltou para todos ali naquela sala que tinham expressões curiosas, até então eles não tinham ideia de quem era aquela mulher ou do homem que possuía as mesmas habilidades de Emma. — Ah, eu sou Lois Lane e o garotão que acabou de sair é Clark, somos os pais de Emma — aquela revelação causou espanto na maioria, principalmente no homem que tinha acabado de ir ao chão –
— Não se preocupe, eu já sabia que isso iria acontecer — explicou Killian se abaixando para tocar no namorado desmaiado — Ruby, uma ajudinha aqui por favor — pediu procurando pela a amiga. Ruby se abaixou e com a ajuda de Killian levantou o fotógrafo e o levou para o sofá -
— Eu deveria ter ido também, Emma não vai escutar ninguém, ela pode ser muito teimosa e orgulhosa quando quer — Regina estava começando a se preocupar muito mais, Emma tinha muita coisa na cabeça naquele momento e de certa forma Regina estava se sentindo culpada
por trazer Lois e Clark para a vida de Emma com toda aquela situação —
— Eles vãos se entender, acredite. — Lois se aproximou de Regina e tocou em seu ombro, a semelhança em personalidades ainda assustava Lois — Clark convive comigo a muito tempo e se Emma se tornou tão orgulhosa e teimosa como eu, ele vai saber como acalmá-la,
o maior poder de Clark são as palavras, e eu confio que ele possa trazer Emma de volta —
— Emma é tudo o que eu tenho agora — comentou Regina tão quebrada quanto a mulher a sua frente -
— EI! — gritou Ruby se sentindo ofendida com a declaração de Regina –
— Você entendeu o que eu quis dizer Rubs — retrucou sem olhar para trás, Lois e Regina trocaram olhares e se abraçaram por um momento, ambas estavam com a mesma preocupação -
— Odeio atrapalhar o momento, mas o que iremos fazer? A qualquer momento Snow pode começar o bombardeio — todos olharam para Elsa que parecia bastante preocupada com a situação em si, Snow com o poder de destruir tudo enquanto os outros estavam preocupados se Emma iria fazer as pazes com os pais -
— Notícias — Cruella voltou a aparecer na sala e olhou para a nova integrante dali, ela semicerrou os olhos achando que já havia visto aquela mulher em algum lugar. Ela voltou a atenção para todos que esperavam algo da mulher, Úrsula voltou para a sala também
e ficou ao lado da editora – No máximo em uma hora eu vou conseguir transmitir ao vivo uma mensagem, porém preciso de você Killian para hackear todos os meios de acesso da cidade para que minha mensagem chegue a todos que possuam algum meio de comunicação, assim avisarei a todos para saírem da cidade —
— Claro, é moleza — respondeu o hacker disposto a ajudar, todos esperavam uma notícia de Úrsula —
— Eu dei ordens para todas as equipes vasculharem cada canto dessa cidade a procura de explosivos, mas tenho que ser sincera com vocês, não sei se isso será o bastante, não sabemos quando essa mulher vai começar a explodir coisas, ela nos tem nas mãos —
todos se entreolharam sabendo que Úrsula estava certa, se Snow quisesse explodir tudo naquele momento ninguém poderia fazer nada, nem mesmo Clark e Emma —
— Precisamos de um plano — Ingrid levantou do sofá e recebeu olhares irritantes, ninguém precisava de uma observação óbvia naquele momento, eles precisavam de ideias — Desde que Snow me aprisionou ela fala a mesma coisa sem parar, ela queria se vingar de alguém... — Ingrid direcionou seu olhar para Lois imaginando que a mulher esperta entenderia o recado -
— Emma — respondeu Lois, a mulher olhou para Regina e depois para cada um ali. Elsa no sofá ao lado de Ruby, Killian em pé com David deitado no sofá, Cruella e Úrsula lado a lado, Ingrid lhe olhando como se Lois fosse a resposta para tudo e por fim Regina que parecia não gostar do que seja lá o que Lois estava pensando — Alguém aqui sabe como entrar em contato com Snow? —
— Lois, o que está pensando em fazer? — Regina segurou o braço de Lois e ela gentilmente se soltou de Regina, Lois olhou para Killian imaginando que de todos ali ele seria o que poderia ajudá-la -
— Acho que consigo sim — disse o rapaz sabendo que na situação em que todos se encontravam, ele não poderia pensar no bem só de uma pessoa e sim na de toda a população de Storyville -
— Eu tenho um plano, e é melhor todos aqui cooperarem, pode ser nossa única chance — Lois começou a contar o plano para aquele time, se Emma confiava naquelas pessoas para contar o segredo, Lois teria que fazer o mesmo -
...
Clark podia ver o borrão vermelho sendo deixado por Emma enquanto ela corria, ele poderia pará-la quando ele quisesse, mas resolveu deixar a garota tentar se acalmar por mais um tempo, o risco vermelho tentava despistar o azul de Clark, mas era em vão, era
como se o homem conhecesse todos os movimentos que sua filha estava fazendo, foi então que Clark caiu em si e percebeu que eles não poderia usar aquele tempo para brincar de gato e rato, ele e sua filha precisavam se acertar e rápido.
O homem aumentou sua velocidade e quando passou ao lado da filha percebeu nitidamente a fúria na expressão facial da loira, Clark aumento um pouco mais seus passos e ficou diante de Emma, parando-a com uma mão no ombro da garota.
— Não temos tempo para isso Emma, eu — Emma empurrou seu pai e para ela tudo aconteceu em câmera lenta, mas para alguém a olho nu era apenas borrões —
— VOCÊ ESTEVE AQUI O TEMPO TODO?! — gritou conforme seu pai levantava do chão, ele ficou parado esperando sua filha se aproximar — VOCÊ TEM IDEIA DO QUANTO EU PRECISEI DE VOCÊS?! EU ERA UMA IMPOSTORA NESSE PLANETA, EU ESTAVA SOZINHA QUANDO NINGUÉM CONSEGUIA ME ENTENDER! — Emma gritava com tudo o que tinha, a estrada que era cenário daquela discussão estava deserta, o que Clark agradeceu. A loira sentia seu sangue ferver, a cada passo seus pés deixavam marcas no solo, como se fossem apenas areias, Emma não chorava porque a raiva não a deixava fazer isso -
— Eu fiz isso para o seu bem, você precisava se descobrir, precisava seguir sua vida sem a ideia de que eu sempre poderia resolver seus problemas — Clark não se arrependia de ter deixado sua filha se descobrir e enfrentar tudo sozinha, ele havia feito o que seu pai um dia fez, e apesar de não entender quando ainda jovem, Clark compreendeu quando adulto que fora necessária a ruptura com seu planeta -
— EU NÃO PRECISAVA DE UM GUARDIÃO, EU SÓ PRECISAVA DE UM PAI E UMA MÃE QUE SOUBESSE EXATAMENTE O QUE ESTAVA ACONTECENDO COMIGO, QUE SOUBESSE RESPONDER AS MINHAS PERGUNTAS QUANDO MEUS PODERES FLORESCERAM, QUE ME ALERTASSE QUE UMA SIMPLES PEDRA PODERIA ME MATAR! — Emma já estava diante de seu pai, perto o bastante para empurrá-lo novamente, ela olhou para os olhos do homem e tentou encontrar uma desculpa para não quebrar na frente dele — Minha vida toda eu me senti culpada por ter entrado naquela nave sozinha e ter sobrevivido e meus pais não, eu chorei durante muito tempo com o pensamento de que não era justo eu ter sobrevivido e muitas outras vidas terem sido sacrificadas, inclusive a dos meus pais... — Clark já não sabia o que falar, Emma tinha todo o direito de estar com aquela ira — O casal que me acolheu como filha, eles morreram e você poderia ter evitado! Cora morreu e você poderia ter evitado! O que há de errado com você?! Eles não valiam a pena? -
— Eu não pude fazer nada Emma, essas foram as consequências de suas escolhas, e você tem que lidar com isso. Você nunca vai poder salvar todo mundo, você não pode! — Clark segurou os braços da filha e Emma tentou se soltar, porém por mais que tentasse Clark
não iria deixá-la sair de seu aperto — Eu sinto muito, eu sei que minhas escolhas podem não fazer sentido para você, mas o que eu fiz foi necessário, eu cuidei de você mesmo que longe, eu vi você crescer, vi seu lado kriptoniano e seu lado humano entrar em um consenso em todas as suas decisões, eu vi você se tornar uma mulher maravilhosa que sempre escolheu fazer o certo, mesmo quando o certo não era agradável para você. Você Emma, você é exatamente a heroína que eu achei que você se tornaria, e se eu e sua mãe tivéssemos aparecido depois de chegada à Terra, você não seria capaz de ser tão grandiosa quanto é agora. Então eu sinto muito por ter tomado essa decisão, mas eu não me arrependo de ter feito-a —
— Por que apareceu agora? Era parte de seu plano de aprendizagem? — Clark soltou sua filha sabendo que ela não iria fugir –
— Estou aqui para ajudar você com Snow — Emma gargalhou e negou, deixando Clark confuso -
— Eu nunca precisei de você, não vai ser agora que vou precisar. Então sugiro que vá embora da minha cidade, você finge que não teve uma filha e eu esqueço que vocês ainda estão vivos — Emma deu as costas, mas Clark voltou a segurar o seu braço -
— Milhares de pessoas irão morrer Emma, a cidade de Storyville vai ser destruída e depois todo esse planeta. Você precisa de toda a ajuda que conseguir — Clark se pôs novamente diante da filha, o olhar furioso ainda permanecia na garota, mas ele não deixaria de tentar — Não seja egoísta, você pode se salvar, mas e quanto as outras pessoas da cidade? Você acha mesmo que Snow vai poupar Regina e todos os outros? Quando tudo isso acabar se você quiser eu e sua mãe iremos embora da sua vida, mas antes disso você precisa da minha ajuda para acabar com Snow — Clark ficou tentado em abraçar sua filha, ele queria fazer aquilo, ele ansiava por abraçar sua garotinha, mas sabia que Emma não estava no momento para aquilo — Filha? -
— Não me chame assim — ordenou e aquilo doeu em Clark mais do que qualquer outra surra que ele já havia levado em sua vida — Quando tudo isso acabar eu quero você fora da minha vida — concluiu passando por seu pai e esbarrando no ombro largo do homem, Emma voltou a correr e Clark voou em direção a filha -
...
— Alô? Hey! Os filhotes do satanás estão aí? — a voz de Killian saiu de forma estranha até que ele conseguiu a frequência exata. Snow olhou para trás e viu a televisão que antes estava completamente desligada mostrar o fiel escudeiro de Emma -
— Filho?! — Gold se aproximou da tela e a abraçou. Merida olhou para Belle que sorria feito boba, já Zelena parecia impaciente para executar logo o plano de Snow. A mulher branca como a neve fez um movimento com a mão e Gold voou para longe da televisão
—
— Como diabos isso está acontecendo? É alguma magia?! — perguntou Snow espantada em como Killian apareceu do nada ali naquela televisão. Lois empurrou Killian e ficou no foco, ela não poderia ver Snow, mas sabia que a mulher deveria estar espantada com sua aparição, Snow se aproximou da tv e então a raiva correu em suas veias, ela não podia acreditar que aquela mulher estava viva, estava ali. —
— É, eu estou viva. Eu tenho uma proposta a fazer Snow, se você estiver disposta a ouvir venha me encontrar no galpão onde você mantinha seus prisioneiros — Lois deu seu recado e então a tela se apagou, Snow gritou a todo o pulmão o que fez todos tamparem os ouvidos e fecharem os olhos com aquele som irritante -
— Eu vou acabar com todos! — disse para si, ela virou-se e olhou para cada um de seus ajudantes ali — Gold e você — apontou para Merida, a garota não sabia exatamente o que estava fazendo ali, não era seu problema, nada ali era seu problema, então ela olhou para Belle que parecia uma criança animada em um parque de diversões, então ela lembrou porque tinha entrado naquele plano — Vocês dois vão capturar todos esses que estão com Emma, cada um deles, acabe com todos! — ordenou olhando para Gold, ela sabia o que o homem teria Killian pela a frente e ao olhar para ele soube que Gold não iria falhar — Zelena você vem comigo, eu darei sua vingança — Snow iria apreciar ver Regina sendo torturada pela a ruiva — Belle, você vai cuidar das bombas, quando você ouvir minha ordem você explode tudo okay? — Belle bateu continência como um bom soldado, Zelena olhou para a garota se perguntando onde Snow havia encontrado aquelas peças — Vamos — Snow tocou no ombro de Zelena e em um piscar de olhos as duas desapareceram, Belle ainda estava se acostumando com aquilo -
— Okay, não me diga que vocês realmente vão aceitar isso — Merida olhou para os dois loucos se achando a pior entre os dois por estar conversando com eles. Belle apenas deu de ombros e se aproximou de Merida descansando seu braço no ombro da mulher — Ela vai destruir essa cidade, nós vamos morrer, vocês não entenderam essa parte? -
— Querida querida, não estamos todos já mortos? — supôs Gold com seu sorriso maquiavélico, Belle pareceu não entender uma palavra do que estava acontecendo, Merida respirou fundo e continuou a desafiar Gold com um olhar — Podemos ir? — chamou dando passagem para Merida passar na frente dele -
— Espera! — Belle correu para Gold e deu um rápido beijo nos lábios do homem — Um para o meu pudim... — Belle se virou e correu para Merida, fazendo o mesmo movimento e beijando a mulher um pouco mais do que fizera com Gold — E um para minha ruivinha — Merida olhou para Gold com um sorriso convencido, o homem pareceu não gostar do que vira, porém não fez nada. Merida soltou-se dos braços de Belle e seguiu com Gold para sua missão — Cuidem um do outro — gritou Belle -
…
Regina olhou para o mesmo local onde sua mãe havia morrido, estar de volta naquele lugar estava lhe causando muito mais do que um simples desconforto, era como se toda a cena estivesse se repetindo diante dos olhos da jornalista, ela fechou os olhos na tentativa de aprisionar suas lágrimas. Regina sentiu uma mão em seu ombro e olhou para Lois que parecia compreender aquele momento de Regina.
— Eu sei que está sendo difícil, eu também perdi minha mãe muito cedo... eu sei a dor que você está sentindo Regina, eu estive no mesmo lugar — Lois sabia que nada do que ela falasse iria diminuir a dor da garota, ela lembrava que muitos tentaram lhe confortar quando havia perdido sua mãe, e ninguém foi capaz de tirar sua dor — Mas eu posso assegurar que com o tempo a dor não permanece massacrante, você se acostuma com a falta e então respirar e seguir em frente não parece tão difícil assim —
— Emma... Ela acha que é culpada por tudo isso que está acontecendo, pela a morte da minha mãe, pelas as crueldades de Snow. Ela acha que se não tivesse envolvido essas pessoas em sua vida elas ainda estariam vivas, minha mãe estaria viva — Regina não queria ser egoísta a esse ponto, não queria culpar Emma -
— Você acha que ela é a culpada? — Lois esperou ansiosa por aquela resposta, se Regina dissesse que acreditava que Emma era culpada, Lois não iria poupar uma tapa na cara da mulher —
— Claro que não, eu nunca poderia culpar Emma, ela fez o que pôde — Lois sorriu e ficou aliviada por ouvir aquela resposta -
— Me faz um favor? — Regina apenas concordou, mesmo temendo qual favor seria — Não desista de Emma, ela ama você, eu sei disso. Ela vai tentar afastar você, pode até falar coisas rudes para fazer você ir embora, mas resista... Ela vai achar que fazer você se afastar dela vai proteger você de futuras ameaças. — Regina já sabia que em algum momento Emma faria isso, ela permaneceu calada enquanto Lois continuava seu conselho — Clark e eu já passamos por isso, ele tentou me afastar para me proteger, eu tentei me afastar para deixá-lo seguir seu destino, mas não vale a pena... Nós dois somos um time, ele não funciona sem mim e eu não funciono sem ele, e é assim que você e Emma devem ser, só não desista —
— Eu não posso desistir, eu não vou. Emma vale a pena e eu finalmente encontrei nela o que eu nem ao menos sabia que precisava, um amor verdadeiro — declarou desejando aos céus que tudo acabasse logo e ela pudesse finalmente respirar, Lois sorriu orgulhosa — Você acha que tudo vai acabar bem? -
— Eu convivo com Clark há anos, achar que tudo vai acabar bem é meu mantra — Lois estava confiante sobre a situação, ela tinha um plano perfeito em sua cabeça. Iria atingir Snow com a kriptonita verde, ela perderia suas forças e tudo acabaria bem, ela salvaria o dia -
— Olha, para mim eu tenho certeza de que tudo vai acabar bem... — as duas jornalistas olharam para trás e encontraram a jovem de cabelos curtos e com um sorriso confiante que causava arrepios — Lois Lane... Clark é o homem de aço, mas você é a difícil de morrer... — Snow se aproximou, ela olhava unicamente para Lois —
— Eu tenho um acordo para fazer — Snow gargalhou com a inocência de Lois em achar que teria alguma chance de ter a opção de um acordo — Eu entrego Emma a você... — Regina olhou imediatamente para Lois não lembrando daquela parte no plano, o combinado era chegar perto de Snow o suficiente para envenená-la com a kriptonita verde e não entregar Emma à mulher -
— Entregar sua própria filha? Por que eu não confio na sua palavra? — Snow estava cada vez mais próxima e Regina saberia a hora certa de agir —
— Para salvar milhões de pessoas? Eu entregaria sim, eu entrego Emma a você e você desarma as bombas na cidade — Regina continuou a olhar para Lois não acreditando na mulher, Snow estava frente a frente com Lois, ela poderia matar a mulher ali mesmo se quisesse e foi quando Regina agiu, ela levou uma mão para trás e puxou uma faca onde na ponta mostrava o liquido pastoso verde já seco, ela cravou em Snow que pareceu não se importar com aquilo -
— Sério? — Snow girou os olhos e puxou a faca de seu ombro, com um movimento de mão ela jogou Regina longe e segurou o pescoço de Lois deixando os pés da mulher saírem do chão — Um aviso querida, eu não sou kriptoniana, eu não pertenço ao mesmo sangue dos El, kriptonita verde não é meu fraco — Lois estava começando a perder o ar, a imagem de Snow estava começando a ficar embaçada — Zelena? Pegue Regina — Zelena apareceu no galpão e foi até Regina que parecia desacordada, Snow se tele transportou até as duas e Zelena encostou no ombro da mulher, quando isso aconteceu todas as garotas desapareceram dali -
...
Todos estavam apreensivos na sala, Ruby olhava para suas próprias mãos enquanto Elsa e Ingrid ficavam ao lado da garota no sofá. Killian e David seguravam as mãos presos em seus pensamentos, Killian já não sabia se tinha tanta fé assim em que tudo iria acabar bem, e naquele momento ele estava se culpando por ter deixado Regina e Lois irem sozinha para esse plano suicida. Úrsula continuava a falar com alguém ao telefone, enquanto Cruella fumava no canto da sala já não sabendo o que poderia fazer para ajudar, ela estava de mãos atadas, não havia mais nada que pudesse ser feito com sua ajuda.
Então o silencio daquele lugar foi interrompido por uma ventania que abriu a porta da casa assustando a todos, sem exceção olharam para a entrada da casa, os que estavam sentados se puseram de pé e viram o homem de jaqueta azul e a filha usando uma vermelha, de repente ninguém sabia o que falar ou o que fazer, Emma trocou olhares com Killian e então o rapaz abaixou o olhar, foi quando ela soube que algo estava errado.
— Onde está Regina? — perguntou Emma se aproximando de Killian como se quisesse acertá-lo de alguma forma, o rapaz foi colocado para trás e David deixou-se como um escudo ficando entre Emma e Killian —
— Emma, você precisa se acalmar — pediu Ruby ficando ao lado de David protegendo Killian, ninguém ali era culpado pelas as duas teimosas seguirem para encontrar Snow —
— Alguém pode explicar o que está acontecendo aqui? — ao ouvir a voz de Clark, David sentiu seu corpo todo tremer, ele não poderia acreditar que aquele homem era Clark Kent, era demais para ele aguentar, mas se viu forte ali para proteger seu namorado — Onde está Lois e Regina? — perguntou olhando para cada um naquela sala, Clark não parecia feliz com a falta de resposta -
— Lois teve um plano e nós apenas a obedecemos — explicou Úrsula se aproximando daquele círculo que estava se formando, Emma parecia muito mais furiosa do que o pai —
— Lois estava com a kriptonita verde e disse que iria atrair Snow para usar isso contra ela, isso a deixaria fraca. Lois não queria deixar ninguém ir com ela, até que Regina não aceitou um não como resposta e seguiu com Lois — explicou David alternando seu olhar entre Emma e Clark, explicando com poucas palavras o plano que a mulher teve -
— Espera, você está me dizendo que deixou Lois e Regina irem enfrentar Snow sozinhas? — foi apenas uma pergunta que Clark havia feito, mas todos sentiram o impacto, os objetos da sala começaram a flutuar, assim como as pessoas ali. Clark estava com tanta raiva que estava conseguindo fazê-los levitar, Emma continuava com seus pés no chão não sendo afetada. Clark sentiu a mão da filha em seu ombro e só isso fez o homem se acalmar e fazer todos pisarem no chão novamente -
— Não pudemos fazer nada além de obedecer — se impôs Ingrid entrando na conversa e deixando sua filha no sofá para se aproximar do homem de aço — Ela não nos consultou para esse plano, ela apenas ordenou que fizéssemos tudo o que ela pedisse, apenas isso. Então não haja como se nós tivéssemos culpa em algo — todos olharam para Ingrid se perguntando de onde veio aquela coragem da mulher que até então não havia falado nada -
— Snow não pode ser vencida com kriptonita verde, isso só afeta a quem é kriptoniano e Snow definitivamente não é, apesar de morarmos no mesmo planeta não pertencemos a mesma raça. Lois não tem chances com Snow... Agora ela está com Regina e Lois e sabe se lá o que deve estar acontecendo — Clark tentava se acalmar, ele precisava, mas era difícil para ele naquele momento. Lois era a única que conseguia fazer Clark pensar melhor quando tudo estava um caos -
— O que vamos fazer? — perguntou Killian olhando para Emma -
— Ruby, Elsa e Ingrid eu quero que vocês saiam da cidade — disparou Emma causando questionamentos em todos ali -
— O quê? Emma, eu não vou deixar você — Ruby bateu o pé e ficou diante de Emma, ela não iria abandonar sua amiga, irmã e amigos —
— Ruby, eu preciso que você faça isso por mim. Se o pior acontecer a essa cidade eu quero que você recomece sua vida, e tenho certeza de que Elsa vai cuidar bem de você. — Emma queria que todos saíssem dali, ela se sacrificaria para salvar aquelas pessoas, ela sempre tivera um amor enorme por Ruby e ela precisava assegurar de que ela ficaria bem — Eu vou fazer o meu máximo para que tudo ocorra bem, mas se isso não o bastante eu quero ter a certeza de que você está segura em um outro lugar — Killian não se ofendeu por Emma não fazer o mesmo por ele, o rapaz entendia o que Emma estava fazendo, Ruby já havia perdido muitas pessoas em sua vida, Emma só estava se certificando de que Ruby teria uma nova chance —
— Emma... — os olhos de Ruby já transbordavam as lágrimas, Emma a abraçou e sentiu o peso que estava sendo colocado em suas costas —
— Eu vou salvar Regina, e vou fazer com que ela e você fiquem juntas novamente, isso eu posso prometer com toda certeza, mas preciso que você vá o quanto antes — Ruby quebrou o abraço e Emma enxugou as lágrimas da mulher, ela definitivamente odiava despedidas -
— Eu amo você okay? Por favor, eu preciso de você viva — pediu em meio as lágrimas, Emma deu um fraco sorriso e beijou o rosto da amiga -
Ruby começou a se despedir dos outros enquanto Emma continuava frente a frente com Killian.
— Eu também quero que você saia da cidade com David —
— Comigo isso não funciona, eu não vou deixa você Emmy, não adianta falar nada — respondeu o rapaz sendo acompanhando por David, os dois estavam decididos a ficar e lutar da forma que fosse preciso —
— Killian se tudo der errado eu não posso ficar com o sentimento de que falhei e causei a morte das pessoas que eu amo, então se você se importa comigo você vai fazer o que eu disser — o rapaz ficou calado e Emma continuou — Eu preciso que você encontre Regina e Lois, e quando você conseguir isso você vai embora com David -
— Emma, podemos ajudar você — David queria ajudar, ele queria fazer algo importante antes de morrer -
— Emma está certa, não podemos arriscar mais vidas, se vocês ficarem não vai ajudar vai apenas nos atrapalhar, não me entenda mal por favor... — pediu Clark — Snow não mede esforços par machucar as pessoas que Emma ama, então vocês têm que ir embora, nós dois cuidaremos de Snow quando a encontrarmos -
— E quanto a nós? — perguntou Cruella apontando para ela e Úrsula —
— Úrsula, ainda precisamos encontrar as bombas. — alertou Emma não esquecendo que haviam bombas na cidade que Snow poderia disparar a qualquer momento -
— Eu e Cruella iremos para o departamento, minha equipe está cuidando de tudo e serei de grande ajuda lá — explicou a detetive e Emma apenas concordou -
Houve uma breve despedida de todos, ninguém ali sabia se voltaria a se ver novamente. Ruby ainda chorava quando deu seu último abraço em Killian, assim como David fez com suas tias, Emma deixou todos irem com sua promessa de que iria fazer seu melhor. Ela observou Ruby, Elsa e Ingrid saírem da casa acompanhadas de Úrsula e Cruella, então naquela casa que trazia várias lembranças só haviam ela, seu pai, David e Killian.
— Eu preciso encontrar uma quantidade concentrada de chumbo, se eu conseguir fazer Snow entrar em contato de alguma forma com chumbo isso vai aprisionar os poderes dela, ela vai ficar sem os poderes o que a deixará inofensiva, podemos capturá-la com isso — explicou Clark vendo aquela a única saída para derrotar a mulher, tirando seus poderes -
— Ao lado daquela universidade que explodiu tem um departamento de química, você deve encontrar chumbo por lá — David sorriu ao falar com o homem, ele não conseguia tirar o sorriso dos lábios mesmo sabendo o grau de seriedade da situação —
— Eu vou até a cidade e vou ajudar com o que for preciso, deve estar um caos. Quando você conseguir descobrir onde Regina está me avise okay? — pediu Emma, Killian apenas concordou — Depois você some daqui com David, Killian, por favor... — o rapaz em resposta apenas abraçou a amiga, ele fechou os olhos pedindo aos céus que trouxesse Emma com vida depois da batalha -
— Emma? Vamos? — chamou Clark, e sem dar uma resposta Emma correu fazendo David e Killian fechar os olhos com o vento, Clark fez o mesmo e sumiu da visão dos dois -
— Regina estava com o celular certo? Podemos rastrear — explicou Killian voltando para o seu sofá e pegando o notebook que tanto lhe ajudou nas suas missões com Cora -
...
— Você não vai escapar dessa Snow, você não tem chances alguma! — Lois gritou enquanto tentava se soltar daquelas correntes que puxavam seus braços para cima -
— Eu posso até não escapar, algo que duvido muito, mas vocês também não vão — sorriu enquanto se aproximava das duas mulheres que estavam presas exatamente da mesma forma, com os braços para cima sendo segurados por uma corrente no teto. O local era mal iluminado, parecia um grande porão de uma casa antiga, o cheiro de mofo ficava mais intenso por conta do chão molhado abafando o ambiente, mas aquilo era o menor dos problemas -
— Por quê? O que há de errado com você? — perguntou Regina chamando a atenção da mulher. Snow sorriu e se aproximou da outra jornalista, a mulher levantou sua mão e uma fecha apareceu em sua mão, ela tocou a ponta afiada e sorriu. Regina tentou se mover, mas as correntes alertavam que era impossível -
— Vamos dizer que eu não acredito em perdão, seguir em frente, recomeçar, essas coisas que vocês humanos tanto fazem e se acham superiores por isso — Snow passou a ponta da flecha por todo o rosto de Regina, ela não fazia força sobre a pele da mulher, mas aquilo causava calafrios em Regina — Os pais de Emma arruinaram a vida da minha família, da nossa raça. Clark trouxe os problemas dele para nós, depois do nosso planeta ser atacado a primeira coisa que ele fez foi tirar a princesinha dele daquele lugar, não se importou com as outras famílias, meu pai morreu por culpa de Clark! E eu prometi a mim mesma e a lembrança de meu pai que iria fazer com que Emma pagasse por tudo que os pais fizeram e eu vou cumprir essa promessa! Essa é a vingança de meu pai! — e ao falar isso Snow cravou a flecha na costela da mulher, não de Regina, mas de Lois. A mulher trancou seus dentes em dor, mas não gritou, ela não iria fazer aquilo. Regina chamou pela a mulher que abaixou a cabeça tentando respirar devidamente — Você é forte, nunca duvidei disso… — Snow puxou de volta a flecha e viu o sangue banhar sua flecha. Ela sorriu e levantou a cabeça de Lois — Quero ver se você não vai gritar quando for sua preciosa Emma sofrendo… — Lois usou suas forças para se aproximar de Snow, mas as correntes a lembraram que ela não podia. — ZELENA! — gritou Snow, a mulher apareceu no local e a primeira coisa que percebeu foi o sangue na mulher acorrentada — Você vai tomar conta das duas enquanto vou resolver algo, Regina é toda sua, porém não a mate, precisarei dela — Zelena sorriu e trocou olhares com a jornalista — Eu volto logo — a mulher desapareceu em um piscar de olhos -
— Lois? Lois? Olha para mim — pediu Regina olhando o sangue nas costelas da mulher aumentar e manchar toda a blusa naquele perímetro — Aguenta firme, eles vão chegar a tempo… — encorajou, Lois olhou para a mulher e concordou, ela já havia passado por várias coisas, ser a fraqueza do Homem de Aço já havia lhe colado em situações piores -
— Uma bomba não foi o suficiente para eliminar você, mas eu tenho outras maneiras de fazer isso Regina e eu estou louca para mostrar — Regina viu o sorriso maquiavélico da ruiva e engoliu a seco, ela sabia que os próximos momentos não seriam de conversas -
— De que você está louca eu não posso discordar — murmurou Regina não temendo a mulher, Lois sorriu com a coragem da garota e esperou o próximo passo da ruiva -
— Você pode tentar mascarar seu medo Regina, mas ele vai gritar quando você sentir o que eu posso fazer — Lois e Regina se entreolharam e compartilharam o receio daquelas palavras de Zelena -
….
— EMMA! — chamou Clark enquanto voava ao lado de sua filha, abaixo deles podia ser notado pessoas desesperadas, correndo para todos os lados, carros buzinando e uma gritaria sem saber o real motivo — PARA! — ordenou e Emma parou, seu corpo que antes estava na horizontal enquanto voava, agora permanecia em pé flutuando assim como seu pai, os dois olharam para a situação abaixo e viram o caos — Isso só está piorando tudo, eles estão enlouquecendo, acho que informar que haviam bombas pela a cidade não foi a melhor ideia -
— Eles precisavam saber — retrucou se sentindo impotente mesmo com tantos poderes -
— Você acredita Emma? — Emma olhou para seu pai confusa — Você acredita que podemos cuidar disso? Que podemos salvar essas pessoas, essa cidade? — Emma demorou a responder, ela não sabia se estava certa se acreditava em suas próprias intuições — Eu preciso de uma resposta sensata -
— É, eu acredito — respondeu quando percebeu uma briga entre alguns cidadãos começar -
— Então vamos fazer o seguinte, eu vou atrás desse chumbo que pode aprisionar os poderes de Snow. Você vai lá embaixo e acalma o povo da sua cidade, eles precisam de você e acho que essa é a hora deles saberem quem vem deixando essa cidade segura. Eu acredito em você, sempre acreditei — Clark tocou no ombro da filha e ela se sentiu segura de si, respirou fundo e seguiu para mais perto dos habitantes ali. Clark sorriu e voou para longe -
**
— EI! OLHEM! OLHEM! — gritou um garotinho apontando para o céu, todos pararam e olharam para cima tentando identificar o que era -
— É UM PÁSSARO? — perguntou a mulher apertando seus olhos na tentativa de enxergar o que era -
— UM AVIÃO? — imaginou o homem de óculos achando que sua visão estava lhe enganando -
— NÃO! É A MULHER MISTERIOSA! — gritou o garotinho sorrindo quando finalmente seus olhos perceberam a jaqueta vermelha e os cabelos loiros, Emma não estava com o uniforme, mas eles a reconheceriam -
Aquela multidão de pessoas começou a cochichar entre si fazendo um grande alvoroço. Emma pousou sobre o carro e então todos ficaram calados, Emma olhou para cada um ali, seus olhos viram mais e mais pessoas ficarem em volta daquele carro, olhavam curiosos para a loira, ela viu a esperança em cada um ali, ela não podia decepciona-los.
…
Snow reapareceu no seu esconderijo e causou um susto em Belle que gritou ao rever a mulher do nada, Snow girou os olhos e se segurou para não acabar com aquela garota estúpida ali mesmo.
— O que faz aqui chefinha? — perguntou seguindo Snow para todo o lado, a mulher jogou algumas coisas para o alto e encontrou um pequeno controle que seria capaz de detonar as bombas -
— Não é da sua conta — Snow sorriu quando olhou para os pontos piscando, haviam encontrado apenas uma bomba. Ela desativou duas bombas especificas e depois entregou o controle para Belle — Você gosta de explodir coisas? Fique com isso — Snow jogou o controle para Belle deixando a critério da garota explodir aquelas bombas, ela só precisaria de duas únicas bombas -
Snow desapareceu e voltou a aparecer em dois locais diferentes, pegou as bombas que havia desarmado e sumiu de novo reaparecendo no único lugar que ela realmente deveria estar.
...
— Detetive Seawalk? — Úrsula parou de falar ao telefone e olhou para o homem que estava atrás de um computador ao lado de Cruella, estavam no departamento de polícia. -
— Encontrou? — perguntou desligando a ligação e se aproximando do rapaz e da editora -
— Não exatamente, mas estou recebendo um alerta. — o homem começou a digitar rapidamente e várias telas apareceram, até que um ponto vermelho começou a piscar — Alguém está desarmando as bombas e as ativando novamente, isso está me mandando um sinal de alerta, talvez seja essa pessoa que esteja manipulando as bombas — Cruella olhou para Úrsula que já sabia o que fazer -
— Mas você não acha que isso é uma armadilha? Se uma pessoa é inteligente o bastante para plantar bombas onde ninguém pode achar, você acha mesmo que essa mesma pessoa iria dar um mole desses? Nos deixar encontrar a localização? — Cruella como uma boa jornalista sempre estava desconfiada de tudo, ela só queria ter a certeza de que isso não seria uma armadilha -
— A essa altura do campeonato eu não posso fazer nada além de arriscar Cruella, eu vou com a equipe até essa localização, talvez Snow esteja trabalhando com mais pessoas — Cruella levantou imediatamente e ficou diante de sua amada. O rapaz apenas se manteve invisível naquele momento -
— Você acha mesmo que eu vou deixar você arriscar sua vida assim, nem pensar Úrsula. Você não po — Úrsula beijou a mulher deixando o rapaz envergonhado, ela soltou a editora e continuou com as testas coladas -
— Depois que isso tudo acabar eu quero um jantar com você, um romântico, como se fosse nossa primeira vez — pediu a detetive. Cruella abriu os olhos e encarou a mulher bem a sua frente — Me espera — Úrsula beijou a testa de Cruella e deu as costas para ir com sua equipe -
— Úrsula! — chamou. A mulher olhou para trás e Cruella sorriu — Eu amo você — Úrsula sorriu e com aquele pequeno gesto Cruella soube que era recíproco. A detetive saiu da sala e Cruella voltou a se sentar ao lado do rapaz, seu coração quase saindo pela a boca em provocação. -
…
— EU SEI QUE VOCÊS ESTÃO COM MEDO, APAVORADOS COM TUDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO... — Emma olhou para aquela multidão que havia se formado abaixo de si. Alguns olhavam maravilhados para a mulher, outros estavam prontos para xingá-la — MAS EU PRECISO QUE VOCÊS NÃO PERCAM A FÉ, EU SEI QUE NÃO POSSO ME ATREVER A PROMETER QUE IRIEI SALVAR A CIDADE, MAS EU FAREI O MEU MELHOR, SE FOR PRECISO EU ME SACRIFICAREI POR ESSA CIDADE QUE ME ACOLHEU QUANDO EU NÃO TINHA NINGUÉM. VOCÊS ME DERAM ESPERANÇAS, E EU RETRIBUIREI DANDO O MEU MELHOR. EU PRECISO QUE VOCÊS SE AFASTEM DA CIDADE, PRECISO QUE TENHAM CALMA E NÃO SE REVOLTEM UM COM O OUTRO, MAS QUE SE AJUDEM. EU NÃO POSSO SALVAR A CIDADE SEM A AJUDA DE VOCÊS — todos gritaram em apoio a Emma, ela sorriu ao ver a esperanças em alguns rostos, principalmente nos das crianças — AGORA VÃO! VÃO E AJUDEM QUEM PRECISA — todos começaram a correr e Emma sorriu orgulhosa, ela sentiu seu celular tocar e imediatamente o tirou do bolso da jaqueta — Killian? Encontrou? Ótimo — Emma desligou a ligação e voou em busca do pai -
...
— Ei, vai ficar tudo bem Killi… — David passou a mão sobre a lateral do cabelo do namorado fazendo com que ele o olhasse -
— Eu estou com medo, um medo que eu nunca tive antes — pela primeira vez Killian havia deixando suas esperanças iriam embora, ali sozinho com o namorado ele podia mostrar que não estava tão seguro de si -
— Você não precisa Killi, eu estou aqui, e enquanto houver vida em mim eu não vou deixar ninguém chegar perto de você ou fazer algum mal, se for necessário eu darei minha vida por você… — Killian descansou sua cabeça no ombro do namorado e David beijou o topo da cabeça do rapaz. Ele sabia que estava sendo complicado para Killian -
— Eu amo você Dave, eu não sei o que seria de mim sem você e Emma na minha vida, apesar de tudo o que aconteceu comigo eu sou grato pelas as pessoas que entraram na minha vida, sou grato por ter você — e antes de continuar com as declarações a porta se abriu mostrando Gold e Merida lado a lado, os dois garotos levantaram e David ficou na frente do namorado -
— Não se preocupe Killi, eu estou aqui — assegurou deixando o namorado atrás de si -
— Ora ora ora, se não é meu querido filho e meu genro — Gold tinha seu sorriso cínico enquanto se aproximava sem permissão. — Não me chamaram para a reuniãozinha? -
— Fique longe de nós! — ordenou o fotógrafo. Merida parecia entediada e não dava atenção para aquela cena -
— Eu pedi para você ir embora filho, eu dei uma vantagem para você, mas já não posso mais protege-lo. Agora você vai ter o mesmo destino de — antes que Gold pudesse terminar uma faca atravessou o estômago do homem. Os dois garotos olharam horrorizados para aquela cena. Merida ainda segurando o ombro e o cabo da faca, ela girou sua mão e tirou a faca, Gold caiu no chão segurando seu próprio sangue -
— O que você fez!? — se perguntou Gold sentindo o próprio sangue sair da sua boca. Merida não parecia arrependida e Killian observava a cena não sabendo se era real -
— O que? Não foi você que falou que já estava morto mesmo? Eu só fiz oficial — explicou olhando para o homem ao chão em seus últimos momentos, ela voltou para Killian e David e sorriu — Um obrigado seria bom agora, eu acabei de salvar a vida de vocês -
— Ai meu Zeus... — David falou ainda espantado com todo o que acontecera, Killian parecia imóvel o que deixou David preocupado -
— Snow quer acabar com todo mundo, eu poderia deixar ele matar vocês dois, mas acho que ser filho desse monstro já é castigo o bastante — Merida olhou para Killian presumindo que ele era o filho de Gold — Quer um conselho? Fujam antes que essa cidade evapore — Merida deu seu recado para os garotos e voltou a olhar para o chão — Não se preocupe, eu vou tomar conta de Belle — Merida piscou e saiu da casa, ela tinha que ir o mais rápido possível e convencer Belle a ir embora com ela, Merida não deixaria a outra mulher acabar com a própria vida só porque Snow a convenceu de fazer -
— Killian... — chamou David tocando no ombro do namorado, Killian caiu de joelhos e sua única mão tocou na roupa já encharcada de sangue do pai. Gold tentava falar algo, mas não conseguia, parecia que sua voz havia sumido -
— Não se esforce pedindo meu perdão, pai... Você não vai ter isso de mim — sussurrou o rapaz, ele não poderia perdoar seu pai por tudo o que ele causou, mesmo na hora da morte Killian não poderia simplesmente esquecer tudo o que aquele homem fizera com sua mãe e com ele. David levantou o namorado do chão e Killian o abraçou, David olhou para o homem ao chão e viu que os olhos de Gold pareciam congelados e o fotografo presumiu que o homem já estava morto -
— Eu estou aqui meu amor, eu estou aqui... — sussurrou David segurando o namorado — Sempre vou está — Killian chorou alto e David segurou suas próprias lágrimas, ele teria que ser forte pelo o seu namorado — Vamos sair daqui okay? Vamos encontrar Ruby, já não há mais nada para fazer — Killian enxugou as lágrimas e concordou, olhou uma última vez para seu pai ao chão e se perguntou se havia feito o certo em não perdoá-lo, aquela imagem iria lhe atormentar pelo o resto da vida -
...
Regina parecia prestes a desistir, seu corpo todo suava, seus braços ainda presos a corrente no teto estavam ensanguentados, Zelena passou um bom tempo fazendo cortes superficiais nos braços da jornalista, a perda de sangue já fazia Regina perder um pouco seus sentidos, ela parecia constantemente em uma situação de pré-desmaio, a vista embaçada, tudo ao redor se movendo de forma esquisita, as vozes dos demais pareciam cada vez mais longe, ela só se perguntava onde Emma poderia estar e quanto tempo mais iria durar aquela tortura. Lois por outro lado não recebeu nenhum golpe depois da flecha em sua costela, Zelena estava focada apenas em Regina e em fazê-la sofrer, Lois até tentou chamar atenção da ruiva insultando a mulher, mas ela parecia não entrar na conversa de Lois.
Regina mesmo com toda a dor e confusão em sua mente, ela levantou sua cabeça e olhou para Zelena, ela queria mostrar que ainda estava ali e que iria continuar firme. Lois olhou para a jornalista e ficou surpresa com o quão forte era a mulher, ela sabia que de alguma maneira elas conseguiriam sair dali. Zelena já estava voltando com a faca para Regina quando seu braço congelou e sua perna a paralisou.
— CHEGA! — ordenou Snow reaparecendo, ela tinha algumas coisas em sua mão e largou no chão, foi até Zelena e tomou a faca da mão de Zelena — Meu pai sempre me ensinou a não confiar em ninguém… — Snow rondou Zelena, a mulher estava literalmente paralisada, não conseguia se mover — Ele dizia que as pessoas são inúteis e é uma perda de tempo confiar em alguém, eu deveria ter lembrado disso — Snow cravou a faca no coração de Zelena e sorriu quando o sangue saiu da boca da ruiva, Snow podia sentir o grito angustiante preso na garganta de Zelena. Snow sabia que aqueles capangas que arranjou não seria de grande ajuda, mas precisava de algumas distrações. Gold e Merida com os outros amigos de Emma, Belle com as bombas caso alguém encontrasse e Zelena para fazer Regina sofrer um pouco, ela já não precisava de ninguém, ela já podia ver o fim daquela estória. Lois e Regina olharam assustadas, se Snow pôde fazer aquilo com alguém que a ajudara então ela seria capaz de fazer muito pior com aquela duas — O único em que eu pude confiar cegamente foi em Graham, mas Emma fez questão de tirá-lo de mim, mas ela não sabe o que espera — Snow sorriu cinicamente olhando para Lois e Regina, ela deu as costas para Zelena e ouviu o barulho do corpo da ruiva colidir com o chão — Eu trouxe um presentinho para vocês -
…
— BELLE! — Merida gritou e de imediato Belle virou-se para encontrar a ruiva — Temos que sair daqui o mais rápido possível! — Merida correu para a garota e tirou o controle das mãos da mulher -
— Mas eu estou brincando com essas bombinhas aqui — respondeu mostrando o controle, ela já havia ativado três bombas sem nem ao menos saber onde estava explodindo — Espera! Cadê meu pudim? — Belle olhou pelo o ombro da ruiva e não viu mais ninguém, ela esperava encontrar o homem ao lado de Mérida -
— Eu sinto muito… -
— Pelo o quê? -
— Por isso… — Merida borrifou um veneno em Belle, aquilo não iria matá-la, iria deixa-la inconsciente por algumas horas — Você vai entender que fiz isso pelo o seu bem — comentou enquanto colocava Belle em seus braços, ela precisaria fugir dali, fugir daquela cidade -
…
Ruby não havia ido embora da cidade, ela havia falado para Killian que estava na casa de Cora, então todos estavam ali reunidos. Ruby, David, Killian, Elsa e Ingrid.
Ruby olhava para um porta-retrato onde tinha uma foto de Cora e Regina, uma lágrima solitária escorria de seu olho enquanto observava aquela imagem, Elsa estava a todo momento ao lado de Ruby.
Killian estava sentado no chão com suas costas apoiadas no sofá, ele chorava em silêncio e David deixava, ele sabia que o namorado precisava de um momento sem alguém ao lado.
Ingrid não conseguia pensar em nada além de que a qualquer momento tudo ali a sua volta iria desaparecer, ela não tinha a esperança dos outros.
A porta da casa se abriu e apenas David olhou para trás encontrando Cruella, ele havia ligado para sua tia e avisado que estava na casa de Cora. David foi até a mulher e a abraçou naquele silêncio doloroso do ambiente.
— Como ele está? — sussurrou Cruella querendo saber de Killian, David apenas apontou com a cabeça para o garoto sentado ao chão. Cruella sentiu seu coração apertar com aquela cena, já estava sendo difícil toda a situação e agora com a morte do pai de Killian, ela poderia imaginar o quão arrasado estava o garoto — Eu vou fazer um chá para nós — Cruella sabia que não adiantaria e talvez ninguém estivesse disposto a tomar ou comer algo, mas ela precisava de um desses para acalmar um pouco -
…
— STORYVILLE PD MÃOS AO ALTO! — Úrsula entrou no lugar apontando sua arma, mas não havia ninguém, só tinha uma grande televisão mostrando as localidades das bombas — VASCULHEM O LOCAL, PROCURE ALGUMA PISTA! — ordenou Úrsula ao seus homens, ela olhou para a televisão e viu a localidades das três bombas ativas, em menos de uma hora as três explodiriam — PHIL! MANDE AS COORDENADAS PARA O DEPARTAMENTO E INFORME QUE ENCONTRAMOS AS BOMBAS, TEMOS MENOS DE SESSENTA MINUTOS PARA DESARMA-LAS — o oficial apenas concordou e já pegou seu rádio para informar as coordenadas, Úrsula se aliviou um pouco, as bombas já não eram um problema -
…
— Snow, você não precisa fazer isso… — Lois pela a primeira vez estava implorando por piedade, mas Snow pareceu não ouvir. Snow se afastou das duas mulheres, pôs as mãos na cintura e sorriu orgulhosa. Ela havia armado duas bombas, uma em Regina e outra em Lois, e junto com a bomba presa ao tórax das mulheres, Snow também as presenteou com um colar formado por kriptonitas verdes — Vingança não vai trazer seu pai de volta, não vai trazer sua infância de volta — Lois estava quase se deixando chorar, ela sabia que Clark e Emma não poderiam chegar perto dela e de Regina, e se fizessem isso acabariam morrendo -
— Irônico, não é? Emma é quase um Deus com todos aqueles poderes magníficos, mas uma simples pedra pode levá-la a morte — Snow suspirou e olhou para o relógio em seu pulso -
— Emma passou pelas as mesmas coisas que você Snow, ela viveu em um mundo que não era dela, foi tirada dos pais, ela não teve uma vida fácil como você pensa… Ela não merece isso — Regina que antes estava ansiosa para que Emma aparecesse para lhe salvar, já não queria que isso acontecesse -
— Salve essa psicologia barata, não funciona comigo. Agora eu me pergunto… — Snow levou suas mãos para as costas e olhou para as duas mulheres acorrentadas — Se Emma tivesse de escolher entre a mãe e o amor da vida dela, quem ela escolheria? — Regina e Lois se entreolharam não sabendo a resposta para aquela estúpida pergunta. -
— DESCULPA A DEMORA! — Snow olhou para trás e viu Emma flutuando, a loira atingiu o chão, mas não avançou, ela tentou não parecer preocupada ao ver Regina e sua mãe naquela situação, ela olhava apenas para Regina -
Clark apareceu também no local e de imediato sentiu a presença da kriptonita, mas não estava perto o suficiente para a pedra ter algum efeito nele. Snow não estava surpresa, depois que vira Lois novamente imaginou que Clark também estaria vivo.
— Uma reunião de família, isso só fica melhor a cada momento -
Snow desapareceu, os olhos de todos rondaram o local e então Snow apareceu entre Clark e Emma, a mulher deu um soco no estômago da loira a pegando desprevenida, ela virou-se para fazer o mesmo em Clark, porém o homem a bloqueou com o punho, o homem concentrou seus olhos na mulher e antes que raios vermelhos saíssem de seus olhos Snow desapareceu.
Emma levantou do chão e olhou para o seu pai, seria difícil uma batalha com alguém que some daquela forma, eles teriam que prende-la.
Snow reapareceu e cravou a faca de Zelena na perna de Clark, porém havia esquecido que era em vão, Emma aproveitou o momento e deu um soco no rosto da mulher, Snow caiu no chão não esperando por isso e Emma aproveitando a fragilidade de Snow naquele momento deu um soco na costela de Snow, a mulher jogou Emma para trás enquanto sentia o incômodo em sua costela, antes que Snow pudesse sumir novamente Clark a puxou pela as pernas e a jogou para longe, Emma usou sua velocidade para alcançar a mulher e chutou Snow contra a parede, a mulher sorriu e se ergueu novamente, ela levantou suas mãos e paralisou aquele momento, ela respirou ofegante e percebeu a tentativa de Emma se mover, Snow foi até a faca ao chão próximo de Clark, ela podia perceber o esforço de Clark para sair daquela paralisação, o que ela não esperava era ele conseguir sair daquele encanto, o homem imediatamente acertou Snow com seu punho e quando a mulher foi ao chão, ele tirou uma pulseira grossa que ele mesmo havia moldado com o chumbo, ele pôs no braço de Snow e fechou a pulseira com o laser que saia de seus olhos, e nesse momento Emma saiu da paralisia quando os poderes de Snow foram aprisionados.
— Foi mais fácil do que eu pensava — comentou Clark feliz por ter acabado. Snow gargalhou, gargalhou até seu estômago doer, Emma se aproximou e levantou a mulher do chão, segurou o pescoço de Snow e apertou o bastante para tirar o sorriso da mulher — Emma… Não vale a pena — Clark levou uma mão ao ombro da filha e ela soltou Snow -
— Acabou Snow… acabou… — concluiu Emma, ela olhou para as mulheres acorrentadas e viu as bombas, se perguntou como não tinha visto aquilo antes, Clark percebeu algo a mais e antes de Emma correr até as mulheres o homem segurou sua filha — ME SOLTA! -
— EMMA, NÃO! — gritou Regina já chorando, a loira olhou para seu pai apavorada -
—É kriptonita verde, você não pode se aproximar… — alertou Clark não esperando por aquilo — Nem eu… — sussurrou olhando para sua esposa -
— Exatamente… — Snow tinha um sorriso cínico, Emma se soltou do pai e pulou sobre Snow, a loira acertava com toda sua força cantos aleatórios em Snow, no rosto, no estômago nas costelas, Snow nem ao menos reagia ela não tinha força para isso -
— EMMA! — gritou Lois, Clark tentou tirar sua filha, mas era impossível -
— EMMA PARA! — pediu Regina com uma voz cortada, a loira parou imediatamente seus punhos, ela olhou para o estado da mulher abaixo de si, o sangue de Snow em suas mãos. Emma respirava rápido, enquanto a vontade era de continuar com seus ataques, mas a voz de Regina a fez parar. Emma saiu de cima de Snow e caminhou lentamente até Regina — EMMA, NAO… VOCÊ NAO PODE — alertou Regina já em lágrimas, Clark segurou o braço da filha, mas ela se soltou e continuou sua caminhada -
— TIRE-AS DALI! OU EU JURO QUE -
— QUE O QUÊ? — gritou Snow cuspindo o sangue em sua boca — VAI ME MATAR? EU NÃO TENHO NADA A PERDER, VOCÊ ME TIROU TUDO KA EL! MEU PLANETA, MEU PAI! AGORA VOCÊS VÃO ASSISTIR AS SUAS AMADAS MORREREM! -
Clark prendeu seu maxilar e olhou para a situação, Lois e Regina presas com bombas prestes a explodir e usando um colar de kriptonitas verdes que impediam que ele as salvassem. Pela a primeira vez ele não sabia como agir, ele olhou para o rosto da sua esposa e viu o medo, o pânico nos olhos dela, ele viu sua filha perdendo as forças ao se aproximar da amada, ele ouvia o barulho ensurdecedor do cronômetro das bombas.
— CLARK NÃO! NÃO OUSE! — pediu Lois, ela conhecia seu marido melhor do que ninguém. Ela viu Emma se afastar de Regina e encontrar seu pai — EMMA! -
— Tic tac, tic tac — implicou Snow ainda ao chão — Se meus cálculos ainda são bons, vocês têm um pouco menos de cinco minutos para se despedirem — os dois ignoraram Snow e se afastaram da mulher -
— Me ouve… — pediu o homem — Eu vou tirar as correntes e as kriptonitas delas, quando eu fizer isso você tira as duas daqui o mais rápido possível, eu cuido das bombas — Emma não entendeu por que seu pai não poderia deixar as bombas e sumir também — Esses não são explosivos qualquer Emma, esse tipo de explosivo pode destruir a cidade inteira, por isso Snow as colocou em Regina e Lois, ela sabia que não conseguiríamos salvar as duas e ao mesmo tempo salvar a cidade -
— Não! — impôs -
— Emma, não temos tempo para isso -
— Essa é minha cidade, você me mandou para cá por um motivo, você se afastou de mim para me deixar ser a heroína que eu sou hoje. Se salvar a minha cidade significa me sacrificar então é isso que eu vou fazer, você já se sacrificou por um planeta, não vou deixar repetir — Clark não argumentou com sua filha, não porque ele queria se manter vivo, mas porque a garota tinha o mesmo olhar confiante e decidido de Lois, e ele nunca ganhou uma discussão com Lois, e jamais ganharia em uma com a filha — Eu sinto muito… — pediu quase em um sussurro, Emma olhou para Snow e percebeu que a mulher havia apagado, provavelmente com as várias pancadas recebidas. — Eu posso não aceitar o que você fez por mim, mas agora eu entendo o motivo, eu não sei o que vai acontecer comigo, mas quero que as últimas palavras minha para você seja eu te amo — Clark abraçou sua filha e fechou os olhos por uns segundos, sua lágrima caiu sobre os cabelos loiros da garota. Ele nunca imaginou que estaria se despedindo mais uma vez da filha, mas aquela era a decisão dela e ele não tinha o direito de interferir. Ele abriu os olhos e olhou para a esposa, ela já estava aos prantos por saber o que aconteceria -
— Eu amo você filha, e estou orgulhoso de todas escolhas que você fez por si só — Emma soltou-se do abraço de seu pai e respirou fundo -
— Só me dá dois minutos okay? — pediu. Clark ficou parado, ele só teria alguns segundos para quebrar as correntes antes da kriptonita fazer efeito. Emma se aproximou de Regina e sentiu uma dor ardente em sua pele, era a kriptonita já fazendo efeito -
— Você me prometeu… — disse Regina quando Emma ficou diante dela, a dor causada pelos os maltrato de Zelena já não era pior dor que Regina estava sentindo, era algo mais profundo — Você disse que nunca iria me abandonar! — as lágrimas de Regina caiam sem que ela pudesse enxugar, a voz estava quase inaudível, o nó na garganta a impedia de deixar sua voz limpa. Lois chorava em silêncio por toda a situação — Emma… por favor… — a loira mesmo com toda a dor que aquele colar de kriptonita estava lhe causando permanecia em pé por Regina, ela não tinha força o suficiente para quebrar a corrente, não enquanto aquela pedra estivesse próxima dela -
— Eu sinto muito meu amor… Eu sinto muito por não ser forte o suficiente para você, por ter deixado Cora morrer, por ter feito você passar por tudo isso… — Emma tocou o rosto de Regina e aquele ato pareceu queimar sua mão, então ela logo tirou — Eu sempre me perguntei se um dia eu encontraria alguém como meu pai encontrou minha mãe, eles se complementam de todas as maneiras possíveis, e quando eu encontrei você eu não duvidei por um segundo que você seria a única para mim. — Emma que não chorava em público, nem ao menos notou as lágrimas caindo de seus belos olhos — Você me salvou de tantas maneiras, você foi o herói que eu precisava, você me protegeu quando ninguém achou que eu precisava de proteção… E agora eu vou fazer o mesmo por você, eu vou salvar você… -
— Emma, não… não… não… — Regina repetia vários nãos, ela não queria perder Emma, ela não poderia perder Emma — Eu amo você… -
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Mamãe… — Emma virou para sua mãe, ela teria que se afastar logo -
— Querida… — Lois estava cansada de perder sua filha, se ela soubesse que seria assim ela teria aparecido na vida da garota antes — Eu amo você… -
— Cuida dela por favor, por favor… — implorou sentindo suas forças se esgotarem, a loira voltou para Regina e sorriu — Eu amo você Regina… Eu sempre estarei te protegendo… — ao dizer isso olhando nos olhos da amada, Emma permitiu seu pai de agir. -
Tudo aconteceu muito rápido, Clark correu e quebrou as duas correntes, libertando Lois e Regina, as duas imediatamente jogaram o colar de kriptonita para longe, e depois tiraram as bombas coladas com fitas em suas blusas, faltava menos de dois minutos para explodir.
— Emma! Emma! — Regina abraçou Emma que já estava livre da radiação da pedra. A loira apertou Regina em um abraço e guardou aquele último gesto, Regina quebrou o abraço e segurou o rosto da amada — Vamos fugir, fugir para longe e deixar a cidade — Regina se viu fazendo aquele pedido egoísta não se importando naquele momento com a população da cidade -
— Regina… Eu não posso… — Regina negou e Emma juntos seus lábios, o beijo calmo era para adiar a despedida, Regina sentiu seu peito apertar e a falta de ar condenar seu cérebro. Emma colou sua testa com a de Regina e ouviu o choro silencioso da mulher — Eu amo você, não se esqueça disso por favor… — Emma beijou a testa de Regina, ela olhou para seu pai que arrancou Regina dos braços de Emma e sumiu com as duas mulheres em seu braço. -
A bomba mostrava exatos setenta e sete segundos para explodir, Emma pegou as bombas e voou quebrando o teto daquele lugar, ela voava em linha reta, ela nunca tinha atingido aquela velocidade antes, ela sentia suas pálpebras baterem com o vento, mas ela continuava a subir cada vez mais, ela nem ao menos olhava para baixo, ela já se sentia distante demais de tudo e de todos, ela fechou os olhos lembrando dos momentos com Regina, desde o primeiro encontro no milharal até o de segundos atrás, lembrou de todos os sorrisos da mulher e em como os beijos da morena fazia Emma esquecer de tudo. Então Emma abriu os olhos e percebeu que a Terra era apenas uma bola no meio do universo que estava, então a explosão a fez fechar os olhos e dessa vez ela já não pensou em mais nada.
…
— NÃO! NÃO! — Regina gritou quando Clark a pôs no chão, a morena se ajoelhou na areia fina da estrada enquanto Lois e Clark já não sabia como confortar a mulher -
— Regina… Eu sinto muito… — Lois tentou se aproximar, mas Regina a impediu -
— Me deixem por favor, eu quero ficar sozinha… — eles estavam no meio do nada — Por favor… — Clark se aproximou de Regina e tocou no ombro da garota -
— Ela fez isso porque amava você, ela se sacrificou para que você é todos os outros dessa cidade pudessem continuar com suas vidas — Regina tirou a mão do homem de seu ombro, ela realmente não precisava de alguém tentando a confortar -
— Apenas vão, por favor… — pediu mais uma vez. Lois tocou no ombro do marido e ele entendeu que era melhor deixar a mulher. Lois também não estava bem como aquela decisão, mas de toda forma ela soube que acabaria perdendo um dos dois, ela só não achou que seria sua filha mais uma vez. Clark voou com Lois deixando Regina no meio do nada sem ninguém -
…
Na casa de Cora todos continuavam apreensivos, Úrsula se juntou aos demais depois de ter descoberto das bombas, eles estavam ali apenas esperando por alguma notícia, não importava qual seria.
Estavam todos na sala, sem falar nada, um silêncio enlouquecedor, a porta se abriu e todos levantaram ao menos tempo de seus assentos, olharam esperançosos e viram Lois e Clark entrarem, todos prenderam a respiração e na esperança de mais pessoas chegarem. Killian olhou para Lois e a mulher apenas negou com a cabeça e começou a chorar, foi quando Killian percebeu que havia perdido mais uma pessoa naquele dia. David imediatamente segurou o namorado em seus braços quando o mesmo desmaiou, Ruby voltou a sentar no sofá levando uma mão a boca quando o choro apareceu, Clark voltou a abraçar sua esposa compartilhando a dor que os dois sentiam naquele momento.
…
Regina continuava de joelhos naquela areia, ela já não sabia o que fazer, não sabia para onde ir, não sabia como seria sua vida depois de tantas pessoas serem tiradas dela, a dor em seu peito latejava, era quase insuportável e Regina já não sabia se poderia suportar por mais tempo, as lágrimas secavam com o vento daquele lugar. Ela levantou do chão, seus braços ainda com cortes visíveis, o sangue já havia secado, ela levou uma mão aos cabelos e suspirou.
Ela não sabia para onde iria, mas naquele momento ela não se importava para onde chegaria naquela caminhada sem destino, ela só esperava que de alguma forma mágica aquela dor sumisse.
— Você disse que nunca me abandonaria… — disse Regina como se Emma estivesse ali, ela chegou a achar que Emma seria a única que poderia cumprir alguma promessa para com ela, mas não era o caso. Regina suspirou e fechou os olhos parando seus passos -
— E não vou… — Regina abriu os olhos, e negou com a cabeça, o vento lhe trouxe um cheiro conhecido. Regina girou seus calcanhares e lá estava Emma, tinha um olhar cansado, as mãos trêmulas, e um corte próximo ao olho esquerdo — Eu não vou te abandonar… — confirmou com um sorriso cansado, ela estava exausta. Regina correu e abraçou Emma, a loira segurou a morena em seus braços, ela só conseguiu voltar por causa do pensamento em Regina, fora o que lhe dera força para aguentar — Enquanto eu estiver você nada vai ser forte o suficiente para separar nós duas… -
— Não fala, só me segura e não me solta... — pediu em um sussurro segurando aquele abraço como sua vida. Emma sorriu e atendeu o pedido, ela não tinha dúvidas alguma do que a tinha dado forças para ela retornar e aguentar tudo era o que sentia por Regina, o que sentia pela a jornalista era realmente amor -
Fale com o autor