Wonderwall

23 The End


Notas iniciais
Olá, olá. Eu não sei se ainda acompanham essa fanfic, mas enfim, quero pedir a vocês desculpa pela a demora, eu acabei me desmotivando com Swan Queen e dando atenção a outras fanfics minhas de outros shipps, me desculpem por isso, eu não deveria ter abandonado uma estória que tantos acompanhavam, mas enfim, finalmente voltei para postar o ultimo capitulo. Espero que gostem. Boa leitura.

...

— ISSO É CULPA SUA! — Killian tentou avançar em Clark, porém David o segurou — VOCÊ A ABANDONOU! VOCÊ A DEIXOU AQUI, VOCÊ QUE TINHA QUE MORRER, E NÃO EMMA! — Lois segurava Clark, mesmo sabendo que seu marido não iria partir para agressão. Ela entendia que Killian estava devastado, assim como todos ali —

— Killian, eles também perderam alguém hoje... Perderam a filha, está doendo neles também — respondeu David, Killian respirava pesadamente, ele ainda não conseguia acreditar que Emma havia morrido —

— Ela morreu como um herói, ela salvou a todos, salvou a cidade, mesmo que isso a tenha levado ao seu fim... — comentou Lois ainda em lágrimas, lágrimas no qual feriam mais do que qualquer coisa -

— Regina? Ela... Ela morreu? — perguntou Ruby, sua maquiagem já escorria pelo o rosto, ela sabia que aquela missão seria suicida, mas algo dentro de si tinha esperanças de que Regina e Emma voltassem sãs e salvas — Ela... -

— Ela está viva, ela pediu para que a deixássemos sozinha, ela precisava de um tempo para si... Assim como todos aqui, ela perdeu alguém que ama — explicou Lois. Clark que sempre foi um homem de se manter firme em todos os momentos, se viu no mesmo estado que a esposa. As lágrimas já o dominando -

Úrsula se mantinha em um canto da sala junto à Cruella, Ingrid fazia o mesmo com Elsa. Ruby abraçava Killian deixando seu choro se misturar com o do amigo, David olhava a situação com o peso no peito, ele esperava que aquele dia terminasse de forma heroica e com um final feliz para o herói, porém naquele momento ele entendeu que apesar de surreal o que havia acontecido, nem tudo terminava com um final feliz.

— Ela amava cada um de vocês — explicou Clark -

Killian apenas o olhou com fúria.

— Já sentindo minha falta? — todos olharam para trás, e ali estava Emma e Regina, acabadas, porém vivas. Clark com sua vantagem de velocidade correu e abraçou Emma como se nada mais além da garota importasse, Lois se aproximou dos dois e formou um abraço familiar —

— Você está viva meu amor, você conseguiu! — as lágrimas de Lois já haviam se tornado em lágrimas de felicidade. Emma sorriu e Clark continuou segurando sua filha no abraço -

— Eu nunca irei deixar você novamente, não importa o quanto você me queira longe, eu estarei ao seu lado. Eu amo você, filha — ao ouvir aquelas palavras, lágrimas também saíram dos olhos da loira, ela o abraçou forte –

Regina sorria ainda emocionada por ter Emma de volta, foi quando sentiu braços calorosos lhe envolver em um abraço, Lois segurava a mulher como se fosse sua filha. Regina só quebrou o abraço quando viu sua irmã, Ruby, ela olhava para Regina como se não houvesse mais ninguém ali, a garota correu e abraçou a jornalista, deixando suas lágrimas descerem.

— Eu pensei que tinha perdido você, eu fiquei com tanto medo Regina... Eu não poderia seguir sem você – sussurrou e Regina percebeu o medo da garota, a mais velha apertou a irmã em um abraço como se mostrasse que estaria ali, sempre –

— Você nunca vai me perder, nunca, Ruby. Eu sempre vou está aqui – assegurou, ela faria de tudo para manter a promessa –

Aos poucos todos foram se saudando, Killian pareceu não querer nunca mais soltar Emma, ele estava segurando a mulher desde que Clark a soltara. Cruella e Úrsula cumprimentaram as duas sobreviventes, depois Elsa e sua mãe, e claro, David. Aos poucos cada um foi se despedindo, Úrsula precisava de um bom banho e um bom descanso, assim como Cruella, porém a jornalista disse fazer questão de antes de ir para casa escrever e publicar uma nota para acalmar todos os cidadãos de Storyville. Elsa e Ingrid também se despediram, aquela família já havia feito muito para as duas e mesmo com a insistência de Ruby, as duas saíram com a promessa de no dia seguinte voltar, elas precisavam descansar em seu próprio lar. Então na casa de Cora, sobraram apenas Lois, Clark, Emma, Regina, Ruby, David e Killian.

— Acho que todos nós precisamos de um descanso, não é? – comentou Ruby com suas mãos nos bolsos traseiros da calça jeans, apesar de tudo ela poderia dizer que estava feliz por tudo terminar bem – Acho melhor eu voltar para casa – informou, ela não estava a fim de ficar sozinha em sua casa, mas não queria atrapalhar ninguém –

— Vamos ficar com você, Ruby, claro se você quiser – ofereceu Killian – Mesmo com tudo já acabado, não acho que seja uma boa ideia você ficar sozinha na casa, pelo menos por esse dia – Ruby concordou e ficou ao lado de Killian e David –

— Vocês fazem bem em não ficarem sozinhos, claro que o pior já passou, mas é bom esperar por mais um tempo – informou Clark. O homem de aço se aproximou de Killian e estendeu sua mão para o rapaz, que logo apertou, Clark não fez nenhum esforço, não queria quebrar os ossos do amigo da filha – Obrigado, sei que você sempre foi como um irmão para minha filha, obrigado por ficar ao lado dela – Killian apenas concordou. Clark olhou para David e fez o mesmo, estendeu sua mão, porém David o abraçou causando leves gargalhadas nos que estavam ali –

— Você é meu herói, claro, depois da sua filha – confessou o fotógrafo com um sorriso gigante –

— Okay, David, já chega – Ruby puxou o amigo e o trouxe de volta para seu lado – Nos vemos amanhã? – perguntou olhando para Emma –

— Claro – a loira sorriu e abraçou os três amigos – Qualquer coisa é só ligar – Ruby concordou e os três saíram da casa de Cora. Emma olhou para seus pais sem saber o que dizer, Lois apenas negou com a cabeça –

— Não precisa dizer nada agora, vamos todos descansar e amanhã conversamos, certo? – Lois abraçou sua filha e ficou ao lado de seu marido, ela deu leves batidas no peito do homem e olhou para o Super – Preparado, garotão? – Clark sorriu e pegou sua esposa, deixando-a em seus braços – Até amanhã – Clark foi para fora da casa e em segundos voou para longe, deixando Emma com um sorriso no rosto –

Emma fechou a porta da casa, procurou por Regina e viu que a mulher estava no sofá, a jornalista pegou a foto sobre a mesinha central e tocou no porta-retrato, Emma sentou ao lado da mulher e passou uma mão em seus ombros. As mãos de Regina eram trêmulas ao tocar na fotografia, Emma beijou o ombro da mulher e depois seu rosto.

— Ela está orgulhosa de você – disse Emma. Regina olhou para a loira, o porta-retrato com a foto de sua mãe e dela continuava em sua mão – Eu pude conhecer Cora, digo conhecer realmente, a pessoa que ela era e não a agente secreta durona. O jeito que ela falava de você sempre me fazia ter um pouco de inveja, sabe? Eu queria uma mãe que falasse essas coisas para mim – Regina deixou o porta-retrato sobre a mesa e seu olhar foi para o chão, suas lágrimas começando a cair – Ela dizia que você conquistaria o mundo, que você tinha um destino muito maior do que apenas escrever sobre a vida dos outros, e ela estava certa... –

— Eu coloquei você nessa situação, todos nós. Se eu não fosse sua fraqueza, Snow não teria começado isso tudo –

— Você não é minha fraqueza, você é minha força, Regina. – confessou, a loira entrelaçou seus dedos com os da jornalista, se aproximou e beijou a testa da mulher – Eu achei que não voltaria, eu achei que estava tudo acabado, Regina, eu achei que explodiria com aquela bomba, então eu fechei meus olhos e vi você, você sorriu para mim e naquele momento eu senti uma força inacreditável correndo em minhas veias, você me salvou –

— Emma –

— Eu tive que voltar para você – Emma a beijou, seus lábios se tocaram com os de Regina e as duas sentiram um calor agradável aquecer o peito – Só me diz que continuará na minha vida, me diz que não está assustada com tudo o que eu sou e com o que eu carrego, eu que nunca precisei de ninguém, preciso desesperadamente de você – sussurrou com sua testa colada a de Regina e suas mãos segurando o rosto da mulher –

— Eu nunca poderia fazer isso, você é meu lar, Emma... É onde eu me sinto segura – retrucou com um sorriso, Emma enxugou as lágrimas da mulher — Eu amo você, Emma Swan –

— Eu amo você, Regina Mills –

E ao admitirem isso, seus sorrisos se abriram, seus corações gritavam um pelo o outro. Elas se olhavam de forma tão apaixonada que nenhum filme seria capaz de reproduzir aquela cena. Emma levantou e pegou a mão de Regina, as duas seguiram para o banheiro, precisavam de um bom banho e um bom descanso, elas mereciam isso depois daquela pequena amostra do apocalipse que enfrentaram.

...

Úrsula estava deitada na cama de Cruella, a mulher terminava de passar creme em seus braços enquanto observava a mulher ainda atenta ao notebook escrevendo sua nota para aquele final de batalha. Úrsula já havia avisado ao departamento que estava tudo sobre controle, os responsáveis mortos, as bombas desativadas, a população de Storyville enfim estava em paz. Cruella tirou os óculos e sorriu, fechou o notebook e o pôs sobre a escrivaninha, Úrsula sorriu com a animação da mulher.

— Já soltou a nota? – perguntou Úrsula e Cruella negou –

— Sairá pela manhã – informou se aconchegando nos braços de sua amada – Você acha que voltaríamos a ficar juntas se isso tudo não tivesse acontecido? – Úrsula passou seus braços sobre o ombro de Cruella, e a trouxa para mais perto –

— Eu sei de uma coisa, eu passaria o resto da minha vida tentando com você, porque eu sempre acreditei no que sentimos uma pela a outra. Eu amo você, Cruella, sempre amei, você não desiste de quem ama, eu nunca poderia desistir de nós –

Cruella olhou para Úrsula e sorriu, seus lábios se encontraram e a detetive se inclinou sobre a jornalista, assumindo o comando daquela situação, Cruella a parou por um momento, seus olhos se encontraram com os da amada e por um instante as duas pareciam reviver seus melhores momentos.

— Formamos um belo time – confessou Cruella, e Úrsula apenas concordou – Casa comigo novamente, e vamos seguir com o até a morte nos separe –

— Querida, nem a morte pode nos separar – assegurou causando um sorriso gostoso em Cruella – Okay, isso soou um pouco assustador, mas você entendeu o meu ponto –

— Gosto de como você pensa, agora faz amor comigo – pediu a jornalista, Úrsula não falou nada, apenas voltou a beijar a mulher, causando suspiros e excitação em Cruella. Apesar de tudo, elas estavam bem, e não poderiam estar mais feliz com isso –

...

Merida finalmente parou o carro quando encontrou um motel na entrada de outra cidade, Belle ainda parecia confusa e nervosa. A ruiva pagou uma noite naquele lugar e entrou com a mulher, ela ainda não acreditava que havia conseguido escapar.

— Pudim, meu pudim... – Belle começou a chorar e Merida a abraçou, ela não entendia como Belle poderia sentir tanto amor por um homem que só lhe fez mal –

— Belle, você está livre... Não percebe? – Merida levantou o queixo da mulher e enxugou suas lágrimas – Talvez isso seja a melhor coisa que lhe aconteceu nos últimos tempos, eu sei que está doendo agora, mas você precisa seguir em frente – Belle negou –

— Eu... Eu estou sozinha, não entende?! PUDIM ERA O ÚNICO QUE ME ENTENDIA – Belle começou a ficar nervosa e a gritar enquanto chorava – EU NÃO TENHO MAIS NINGUÉM, EU NÃO TENHO MAIS MEU AMOR! MEU PUDIM! –

Merida segurou o rosto de Belle e juntou seus lábios, um simples selinho, mas que calou Belle. A mulher olhava para Merida de outra forma, e a ruiva não sabia se havia feito o certo.

— Você não está sozinha, Belle... Eu estou aqui, eu também estou sozinha, podemos nos ajudar, não? — Belle ainda olhava diferente para a ruiva e Merida percebeu que havia cometido um erro – Eu, eu... Esquece – Merida tentou sair da frente da mulher, mas Belle segurou seu braço –

— Eu gostei disso... Você... Você também? – perguntou preocupada, Merida tinha seu rosto corado com a inocência em como saiu àquela frase – Você não vai me deixar, certo? Promete ficar ao meu lado? Eu não tenho mais ninguém –

Merida concordou e enxugou uma ultima vez as lágrimas da mulher, Belle sentia algo que nunca sentira com Gold, era algo novo, estranho, diferente, porém bom... Como se finalmente houvesse uma luz no meio a escuridão que passou a viver desde que encontrara Gold.

— Estarei aqui até quando você quiser, de uma forma desastrosa formamos um bom time ou o pior deles – retrucou Merida causando pela a primeira vez naquela noite um sorriso na mulher, algo desastroso poderia sair dali, mas ambas estavam dispostas a ver no que iria dar –

...

Killian e David estavam deitados, o fotógrafo trouxe o namorado para mais perto e Killian deitou sua cabeça sobre o peito de David.

— Eu sei que é óbvio a resposta, mas como você está? – perguntou enquanto fazia carinho nos cabelos de Killian, David sentiu o namorado respirar fundo, ele sabia que não estava sendo fácil –

— Apesar de tudo o que aconteceu ele era meu pai, por mais que eu o odeie, ele faz parte de mim – a voz de Killian era baixa, quase um sussurro, não era cansaço, era como se ele não quisesse dizer aquelas palavras – Mas ele mereceu o que teve, tudo o que ele fez comigo, com minha mãe e com tantas outras pessoas, ele deveria saber que o mal nunca vence –

— Ei – David sentou-se na cama, obrigando Killian a fazer o mesmo. O fotógrafo alcançou a mão do homem e a segurou — Essa aqui é sua família, sua real família, você não está sozinho, sabe disso não é? – Killian concordou – Eu amo você Killi, e enquanto você me quiser por perto eu prometo nunca decepcionar você, eu quero que saiba que está seguro comigo – Killian se aproximou ainda mais e deu um rápido beijo no homem – Amo você – sussurrou –

— Sabe, Emma pode ter super poderes e tudo mais, porém você é meu verdadeiro herói – confessou causando um sorriso enorme no fotógrafo, David abraçou o namorado e voltou a beijá-lo –

Killian havia sofrido naquela vida, porém ele não a odiava, ele amava o que tinha, as pessoas que permaneciam ali. A morte de Gold havia causado um impacto no rapaz, porém não o bastante para arruinar sua vida. Emma estava salva, Ruby estava salva, David estava ali... Killian estava bem, e sabia que apesar de todo o caos que viesse a aparecer, ele sempre estaria bem porque sua família era aquela, então ele sorriu, enquanto beijava o amor de sua vida Killian sorriu, tudo havia terminado bem.

...

Na manhã seguinte todos estavam reunidos na sala da casa de Ruby, o clima estava completamente diferente do dia anterior, todos pareciam mais relaxados. David tinha toda sua atenção em Clark que contava alguma de suas aventuras, Killian só tentava desviar sua enorme queda que tinha pelo o pai de Emma, ninguém poderia culpá-lo, o homem era realmente um deus. Emma fazia questão de interromper o pai vez ou outra, para fazer algum comentário sarcástico, não maldoso, depois do acontecido ela havia conseguido perdoar os pais, Ruby parecia distante com sua xícara de café em sua mão, Regina observava Emma, a jornalista sorriu quando viu a loira tão empolgada, foi então que foi tirada sua atenção por Lois que a chamou silenciosamente com o tocar no ombro da mulher. Regina levantou do sofá e seguiu Lois até a cozinha, ninguém ali parecia perceber a saída das duas.

— Oh não, por favor, não me diga que estamos em perigo novamente – pediu Regina nervosa ao ver Lois parecer preocupada, a outra mulher apenas negou e Regina continuou a observá-la – Então o que foi? –

— Clark e eu conversamos e tomamos uma decisão – Lois suspirou – Storyville não precisa de outro Super, nós estamos voltando para Metropolis – Regina não sabia o que falar, ela não sabia o que aquilo significaria para Emma –

— Você só pode está brincando comigo, não é? Você acabou de reencontrar sua filha e vai fugir? Tem ideia de como Emma vai ficar arrasada com isso? – a voz de Regina era baixa, porém incisiva, ela olhava para a mulher como se Lois fosse sua inimiga –

**

— Emma, podemos conversar? – pediu Clark quando o foco na sala já não era mais ele, Emma apenas concordou e os dois saíram da casa, Clark não sabia qual seria a reação da filha então achou melhor prevenir e tirá-la da casa, caso a loira perdesse o controle – Emma, você sabe que –

— Vocês estão indo embora – replicou Emma antes que Clark pudesse falar algo, o homem pareceu perder as palavras que tanto lutou para formá-las. Emma tinha suas mãos na jaqueta, seus olhos no seu pai e por algum motivo eles não pareciam tristes –

— Essa cidade não precisa de dois Super — comentou. O homem sentou no pequeno degrau e Emma o acompanhou – Sua mãe e eu voltaremos a Metropolis, não iremos deixar você, não pense que vai se livrar dos almoços em família todos os domingos – Emma gargalhou e Clark segurou a mão da filha – Nunca deixaremos você novamente, filha, essa mudança de cidade é necessária –

— Eu imaginei que isso aconteceria – informou sem nenhuma mágoa – E fico feliz que seja assim, eu não ficaria a vontade sabendo que meus pais não confiariam em mim para cuidar do meu lar –

— Você não só salvou Storyville, querida, você salvou o mundo, você estava disposta a se sacrificar por essas pessoas, você já sabe o que significa ser um herói e aprendeu isso sozinha, eu não poderia está mais orgulhoso – Emma o abraçou e os dois trocaram o amor familiar –

— Estará aqui se eu precisar? – perguntou quando o abraço foi quebrado, Clark sorriu –

— Querida, eu sempre vou estar aqui por você, mas sei que não vai precisar da minha ajuda para nada – Emma franziu a testa não entendendo o que o pai quis dizer – Você tem Regina, ela será a quem você vai recorrer quando precisar de ajuda, assim como para mim sempre será sua mãe. Lois e eu sempre fomos uma dupla incrível, ela mantinha meus pés na terra quando eu insistia em voar, sem ela não poderia fazer metade das coisas que eu fiz. Você encontrou sua Lois – Emma sorriu – Me promete uma coisa? –

— O quê? –

— Não importa o que vier acontecer, me promete que não vai deixar o que você e Regina têm se destruir. Há muitas pessoas que tentarão enfraquecer você através dela, me promete que vai ser mais esperta do que eu fui e não vai tentar empurrá-la para longe de você? – Clark havia passado por muita coisa, e uma delas foi afastar Lois de si achando que assim a mulher ficaria segura –

— Eu amo Regina, pai. A única forma de nos afastarmos é se ela me pedir isso – Clark sorriu satisfeito e levantou, Emma fez o mesmo –

— Fico feliz por ouvir isso – Clark respirou fundo e olhou ao redor, o sol naquele dia estava deixando o dia mais quente do que o normal – Então, ninguém ainda me superou, seu pai ainda é o homem mais rápido do mundo – disse Clark fazendo sua pose marca registrada, com seu peito estufando olhando para o horizonte, Emma gargalhou e deu um soco no ombro do homem –

— Não por muito tempo, velhote – Emma ficou ao lado do homem e os dois se prepararam para correr – No três – avisou Emma, ela ajeitou sua jaqueta vermelha, assim como Clark fez com sua azul. Ele sorriu para a filha e olhou para frente –

— TRÊS – exclamou Clark –

Os dois correram o mais rápido que puderam, os raios azul e vermelho se cruzavam na pista enquanto o vento se fazia quando passavam, Emma olhou para o lado e viu seu pai sorrindo orgulhoso, ela devolveu o sorriso e continuou a correr aumentando sua velocidade.

**

— Não precisam de nós aqui, Regina. Estaremos apenas algumas horas de Emma, bom de carro, Clark estará aqui em cinco segundos – explicou. Regina continuava incerta olhando para Lois – Voltaremos para Metropolis, voltarei para meu trabalho, vamos retomar nosso cotidiano, e não pensem que vamos livrar vocês dos almoços em família aos domingos. – Regina suspirou e puxou uma cadeira para sentar, Lois fez o mesmo ficando diante de Regina –

— Eu só não quero que Emma sinta que perdeu vocês novamente, isso a mataria – confessou um de seus maiores temores –

— Não faríamos isso novamente, agora que reencontrei minha filha nada me faria deixá-la de novo. Posso pedir algo? – perguntou Lois, Regina concordou e a mulher sorriu para a jovem – Emma é muito teimosa, orgulhosa e pode ser que em alguns momentos ela tente afastar você por achar que está deixando você segura longe dela, por favor, resista e não faça isso... – Lois lembrava como havia acontecido entre ela e Clark, e temia o mesmo para sua filha – Seja forte e acredite no amor de vocês, Emma precisa e você, assim como você dela, não funcionarão separadas –

— Lois, sua filha é a melhor coisa que aconteceu na minha vida em anos, eu posso ser muitas coisas, mas eu não costumo deixar escapar aquilo que eu amo – Lois sorriu e as duas se abraçaram –

— Você é boa para minha filha, fico feliz por ela ter você em sua vida – confessou Lois com lágrimas em seus olhos –

— Eu também, Lois, eu também – Regina não acreditava que o pesadelo finalmente havia acabado. As duas quebraram o abraço e Lois enxugou suas lágrimas –

— Eu sei que não é a mesma coisa, mas quero que saiba que eu também estarei aqui por você, não posso dizer que serei como sua mãe, mas uma melhor amiga eu garanto – Lois sabia que Regina precisava ouvir aquilo – Somos família agora, certo? –

— Sim, nós somos – respondeu a jovem jornalista –

**

— Ei, lindinha, por que a tristeza – perguntou Killian sentando ao lado de Ruby – Aconteceu alguma coisa? Quero dizer, fora tudo o que aconteceu? – Killian afagou os cabelos da amiga e Ruby olhou para seu amigo que logo entendeu o motivo – É a loirinha, não é? –

— Eu realmente gosto dela, Killian, provavelmente ela vai embora... – Ruby deu de ombros como se não se importasse, mas o olhar triste ainda aparecia em seu rosto –

— Eu duvido disso – retrucou Killian com um sorriso, o rapaz levantou e Ruby olhou para a porta onde Elsa parecia envergonhada demais para se aproximar – Vou procurar por Dave – respondeu dando um beijo na testa da amiga e logo saindo da sala –

— Ei... hum, como está sua mãe? – perguntou Ruby levantando do sofá e se aproximando da loira –

— Bem, fisicamente bem, só acho que vai demorar um pouco mais para nós duas conseguirmos apagar tudo o que passamos com Snow – Elsa mantinha suas mãos no bolso de sua calça e Ruby achou adorável ver Elsa envergonhada – E você? Está bem? Estão todos bem? –

— Sim, finalmente tudo parece ter voltado ao normal – explicou Ruby, sua resposta seguiu um silencio constrangedor entre as duas –

Lois e Regina entraram na sala e observaram a situação das duas mulheres, as jornalistas se entreolharam e se aproximaram.

— Por céus! Depois de tudo o que aconteceu, vocês ainda não entenderam? – perguntou Lois olhando de uma para outra. Ruby olhou para sua irmã não entendendo o porquê daquela intervenção –

— Não temos todo o tempo do mundo, então vocês têm duas opções – comentou Regina mudando seu olhar de Elsa para Ruby – Ou são sinceras uma com a outra sobre o que sentem ou então seguem infelizes mentindo –

— Vamos Regina, é melhor não nos intrometermos – Lois entrelaçou seu braço com o da nora e as duas saíram da sala deixando Ruby e Elsa envergonhadas –

— É, acho que elas estão certas – respondeu Elsa ainda corada de vergonha – Podemos recomeçar? Eu gosto de você Ruby, eu realmente gosto e eu sinto muito por tudo o que aconteceu com Snow, será que podemos nos dar uma chance? –

— Você está indo embora, do que adianta isso tudo? –

— Eu não vou, minha mãe e eu decidimos ficar aqui, porque sinceramente? Nenhum lugar parece confortável para mim a não ser aqui, ao seu lado – Elsa sentiu seu coração acelerar e suas mãos tremerem no bolso da calça – Eu entendo se não qu –

Elsa foi calada pelos os lábios de Ruby nos seus, a mulher sentiu seu corpo todo aquecer com aquele simples tocar de lábios, foi então que teve certeza do que sentia por aquela garota. Apesar de tudo o que passou, ela não poderia pedir de outra forma, sua mãe estava bem, ela estava bem e ainda conheceu Ruby, a garota por quem ela se apaixonou perdidamente.

— Recomeçar parece bom – confessou Ruby sorrindo quando seus olhos encontraram os de Elsa, elas ficariam bem –

...

Regina andava de mãos dadas com Emma, elas haviam saído da casa de Ruby e estavam seguindo para o jornal, o mundo estava a salvo e elas precisavam continuar vivendo. Regina vez ou outra olhava para Emma, ela podia ver a felicidade no rosto da loira, totalmente diferente de quando a conheceu. A jornalista sentiu seu coração escapar uma batida quando Emma a olhou, e um sorriso apareceu, Regina ainda ficava assustada com o que Emma causava em si. Emma passou sua mão ao redor da cintura de Regina e piscou para a mulher, sem aviso prévio Emma voou com Regina em seus braços, a jornalista se segurou em Emma como se sua vida literalmente dependesse disso. A loira então parou em um ponto, e Regina pôde ver toda a cidade daquela altura, era uma visão que ela nunca iria esquecer, era como se tudo abaixo de si lhe pertencesse, incluindo a loira ao seu lado.

— É lindo, Emma – confessou com a vista de tirar o fôlego –

— A minha visão daqui é muito melhor – retrucou olhando para Regina, a jornalista girou os olhos e Emma gargalhou – Quem diria, eu a destinada a salvar todos, me vejo segura nos braços de uma humana – Regina não falou nada apenas continuou olhando naqueles olhos que ela tanto amava – É, talvez você seja aquela que vai me salvar, minha protetora –

— Sempre – afirmou Regina entrelaçando seus braços ao redor do pescoço de Emma –

— Sempre – afirmou Emma com um sorriso –

A loira beijou sua amada, a cidade sob seus pés e Regina em seus braços, em momentos desastrosos elas encontraram a segurança nos braços uma da outra, ou melhor, o amor uma na outra, Regina nunca se sentira tão amada e segura quanto naquele momento, já Emma... Emma não pensava em nada enquanto beijava Regina, ela só deixava sentir aquela onda de calor percorrer seu corpo e aquecer o coração, ela finalmente sentiu que pertencia em algum lugar, e estava feliz por esse lugar ser os braços de Regina.

Notas finais
Finalmente, Wonderwall está completa. Desculpem novamente a demora, para quem gosta da minhas estórias eu estou postando fanfics em outros sites, como wattpad e social spirit, com o mesmo nome skywithdiamonds, enfim se quiserem me acompanhar meu tt @diamonds_with. Bjors. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!