Wonderwall

17 She Loves You


Notas iniciais
Olá Olá. Boa leitura.

...

— Ruby? Você está me assustando, o que houve? – perguntou Elsa mesmo imaginando o que iria acontecer a seguir. Ruby enxugou a umidade próxima aos olhos e levantou o colar em sua mão para que Elsa tivesse uma boa visão do objeto –

— O dia que eu contei a você sobre eu e Regina, no mesmo dia o colar sumiu e no outro Cora descobriu tudo. Por favor, me diga que é apenas uma infeliz coincidência – Elsa tinha seus olhos preso ao colar nas mãos de Ruby, não tinha coragem de olhar nos olhos da mulher – ELSA! – gritou esperando por uma resposta –

— Eu... Ruby... – a falta de palavras de Elsa já havia entregado tudo – Eu tenho qu –

— Você tem que explicar? É isso? – perguntou sorrindo como se não estivesse acreditando, as lágrimas voltaram a banhar os olhos da morena, mas não se atreviam a cair – Eu ajudei você! Eu confie em você! – Ruby se amaldiçoava internamente por ter sido tão idiota –

— Ruby, por favor, me ouve, eu não queria, eu não queria magoar você... – Elsa tentava se aproximar, mas o olhar que Ruby estava lhe dando mostrava que não era uma boa ideia –

— Eu quero você fora daqui, AGORA! –

— Não enquanto eu não explicar – Elsa ignorou a relutância de Ruby e se aproximou dela, segurou seus braços e finalmente manteve contato visual com a morena – Ela iria matar minha mãe, ela disse que se eu não fizesse você se voltar contra Emma ela iria nos matar. Céus sabe que eu não me importo comigo, mas minha mãe não merece Ruby, eu não poderia deixar que ela a matasse – Ruby soltou-se dos braços de Elsa e virou de costas –

— Eu não quero suas desculpas, eu não quero ouvir o motivo de você ter feito isso. Eu quero que você vá embora... Você fez tudo isso para que eu achasse que Emma havia dito? É isso? – perguntou, mas não obteve resposta. Virou-se de costas para não encarar a mulher –

— Eu amo você – disparou Elsa. Por um momento Ruby achou que as batidas de seu coração estavam altas o bastante para ser ouvida a quilômetros, ela parecia petrificada naquela posição – Eu nunca senti por ninguém isso que eu sinto por você, e não é porque você me salvou ou porque me ajudou. Há algo acontecendo entre nós e você não pode negar isso, você sente também... Por favor, entende meu lado. Eu não poderia deixar minha mãe morrer... – Elsa não se atreveu a virar Ruby, segundos depois a morena girou os calcanhares e voltou a ficar diante de Elsa –

— Eu entendo, é isso que você quer ouvir? Eu entendo você, é sua mãe, mas você não pode me pedir para aceitar o que você fez. – Ruby cruzou os braços sentindo um certo calafrio passar por seu corpo – Só... Só vá embora – pediu. Elsa se aproximou sem avisar e logo encontrou os lábios de Ruby com os seus, não foi um beijo de novela ou de algum romance do Nicholas Sparks, foi um beijo de apenas tocar de lábios, um beijo amargo de despedida. Ruby se afastou e procurando os olhos de Elsa viu as primeiras lágrimas se formarem nos olhos da loira – Mande lembranças para sua mãe – disse Ruby saindo do quarto esperando que Elsa fizesse o mesmo em sua casa –

...

Cora observou o carro onde Graham estava parar, ela fez o mesmo com seu carro e apenas ficou atenta, o homem saiu do carro e entrou em outro, Cora fotografou a placa de ambos os carros que Graham usara, estava para seguir novamente, mas um dos homens apontou na direção de seu carro, a agente deu ré e como se fosse um carro de corrida acelerou para sair dali, um homem entrou no carro e na mesma velocidade seguiu Cora. Graham não pareceu reconhecer o carro da mulher, apenas pediu para um dos homens alcançar o carro e eliminar a pessoa que aparentemente estava espionando.
Cora entrou em rua de mão oposta a que ela estava, desviava dos carros como se fosse uma expert naquilo, as buzinas começaram a ficar irritantes, olhou em seu retrovisor e viu que o carro ainda lhe seguia, viu o trem se aproximar do trilho a frente e acelerou ainda mais seu carro, ela poderia ser estraçalhada pelo o trem, mas iria arriscar, o barulho do trem ficava mais audível e respirando fundo ultrapassou o trem, gargalhou quando conseguiu, aproveitou para acelerar e sair da visão do carro que esperava o trem passar.

— Ninguém é páreo para uma Mills – disse se vangloriando e pegando seu caminho de volta para casa –

...

— COMO ASSIM A PERDEMOS DE VISTA?! – gritou Úrsula com seu parceiro de viatura – ELA ESTAVA EM NOSSOS OLHOS, PHIL! COMO A PERDEMOS?! – Úrsula estava mais estressada do que o normal, olhava para a rua em busca do carro de Merida –

— Nós vamos encontra-la, eu já pedi reforços e todos estão a procura dela – retrucou vendo que não era algo que Úrsula havia ficado satisfeita –

...

— Droga! – exclamou Regina – Porque não temos nenhuma maquina fotográfica aqui?! – perguntou-se. As duas haviam saído do carro assim que viram Merida fazer o mesmo, a ruiva havia estacionado seu carro detrás do museu de Storyville e o escondido com vários arbustos, ninguém iria descobrir que havia um carro debaixo daqueles arbustos o que Regina achou estupidamente inteligente – Já sei! – disse pegando de seu bolso seu celular, a carga estava quase acabando, mas daria algumas boas gravações. —

— Regina, abaixo isso! Ela pode perceber! – respondeu Emma sussurrando. Regina ignorou e tentou se aproximar, escondeu-se detrás da árvore e gravou exatamente quando Merida sem esforço nenhum colocou dois guardas ao chão simplesmente borrifando algum liquido próximo aos homens, a ruiva arrastou os guardas apagados até a lateral do museu e depois desapareceu da vista das jornalistas –

— Regina, já chega! Vamos embora – pediu a loira temendo que algo acontecesse e ela não pudesse impedir –

— Enlouqueceu? Cruella vai beijar meus pés com essa matéria, eu vou atrás dela. – retrucou Regina com uma animação que Emma achou que não veria na jornalista tão cedo –

— Vamos fazer o seguinte, eu vou atrás dela e você fica aqui, se for seguro eu chamo você – sussurrou Emma mostrando toda sua preocupação para com Regina –

— Tudo bem – respondeu Regina, Emma franziu a testa achando esquisita a rápida aceitação da morena – Você tem vinte minutos para voltar antes que eu vá atrás de você – Emma sorriu e antes de ir deu um beijo na testa de Regina –

...

Belle olhou para o enorme museu da cidade, estava escondida detrás de um arbusto enorme que ficava na parte traseira do museu, não havia guardas ali o que era bastante estranho, um lugar que guardava tantas preciosidades deveria está empestada de guardas. Calculou o melhor lugar para poder entrar sem ser percebida, até que lembrou que Gold havia dito que uma das janelas do teto abria, foi então que olhando para o alto percebeu que tinha medo de altura.

— O que eu não faço para o meu pudim – disse para si. A corda com um gancho no final que ela carregava foi arremessada para o teto do museu, prendendo-se em algum lugar. Puxou a corda para ver se realmente estava segura e começou a escalar, nunca olhando para baixo – As coisas que fazemos por amor – lembrou-se para continuar aquela escalada –

Quando chegou ao topo percebeu uma proteção de vidro no teto, qualquer um que estivesse dentro do museu poderia lhe ver se levantasse a cabeça. Belle olhou bem para o local e viu que não tinha ninguém, nenhum guarda. Belle abriu a bolsa que carregava e tirou uma ferramenta que era especifica para cortar vidros, pôs sobre o vidro e cortou um espaço suficiente para que ela pudesse descer. Prendeu o gancho em volta em uma barra de ferro próximo a extremidade do local e jogou a corda dentro no museu, agora ela iria descer. Quando chegou próximo do chão percebeu vários fechos de luz vermelha se cruzando, um toque naquela luz e os alarmes seriam iniciados, ainda segura no fim da corda calculou o local certo para poder ficar sem encostar-se às luzes, balançando um pouco na corda pulou em um cubículo de espaço onde as luzes não a tocaram.

— Acho que aquelas alunas de circo serviram para algo – comentou lembrando-se de sua infância e procurando como iria se mover naquele labirinto de lasers. Olhou ao redor e viu que estava a apenas alguns poucos metros da pedra que Gold havia descrito – Um pedaço de pedra verde brilhante e pontiaguda – lembrou-se das palavras de Gold, percebeu que em volta do local que prendia a pedra estava ainda mais protegida por lasers. Respirou fundo e dando alguns pulos e cambalhotas conseguiu chegar ao local onde estava a pedra. – Kriptonita verde – leu o nome escrito em uma placa de metal abaixo do recipiente que protegia a pedra – Meu pudim ficará tão orgulhoso quando eu entregar a ele! – disse animada batendo palmas, porém parou quando algo lhe ocorreu – Ou então eu posso ficar para mim – disse com um sorriso malicioso. Abaixou-se para abrir a bolsa que carregava, com o mesmo objeto que abriu o vidro por onde ela descera, pegou para cortar o vidro que protegia a pedra. Assim que pôs a ferramenta sobre o vidro o alarme disparou, virou-se imediatamente quando ouviu passos acelerados e logo identificou uma pessoa correndo pelos corredores atrás de si – Mais que droga! – Belle quebrou o vidro por inteiro com a ferramenta e pegou a pedra já que o alarme já havia disparado -

...

— Olá bebês – disse Merida vendo suas plantas tóxicas sem nenhuma proteção adequada, ao lado havia vários frascos, provavelmente o veneno extraído das plantas – Isso está fácil demais... – respondeu sorrindo –

— Acabou Merida – Merida imediatamente virou-se e deu de cara com um rosto familiar –

— Olha só se não é a jornalistazinha – respondeu pegando um dos frascos tóxicos em sua mão – Acho que vai precisar de muito mais do que isso para me impedir. –

Emma em um piscar de olhos apareceu próximo de Merida, fazendo a ruiva arregalar os olhos com tamanha atitude, era inacreditável. Emma sorriu com o que acabara de causar na mulher.

— Você... Você... – repetiu ainda não acreditando. Emma tocou no frasco que estava na mão de Merida e logo se afastou sentindo uma dor insuportável. Merida franziu a testa e olhou para o frasco – Extraído de kryptonita verde – leu o rótulo onde havia uma caveira, Merida sorriu e destampou o frasco derramando o líquido em volta de Emma que naquele momento já estava ao chão – Não sei o que raios você é, mas parece que isso aqui deixar você quietinha – Emma se contorcia de dor, o líquido era de uma cor verde brilhante que poderia se vista a distâncias. Emma tentava se distanciar, mas parecia que algo estava prendendo-a –

Merida voltou a procurar por suas toxinas, assim que pôs as mãos no recipiente onde estavam os frascos com substâncias extraídas de plantas toxicas o alarme disparou – DROGA! – a ruiva não pensou duas vezes e pegou o recipiente com os frascos tóxicos e correu o mais rápido que pôde, em questão de minutos policiais iriam aparecer e ela não precisava disso –

Merida correu tão rápido que nem ao menos percebeu que outro roubo estava acontecendo ali e ela havia acabado de passar por outro ladrão. Passou por esqueletos de dinossauros, e réplicas de pessoas importantes, parou quando ouviu o barulho de sirenes, a porta frontal do museu apesar de fechada poderia ver luzes vermelhas e azuis piscando, a polícia já estava ali. Deu alguns passos para trás e sentiu alguém tocar em seu braço.

— Por aqui – respondeu uma mulher um tanto peculiar, rosto mais branco do que o normal para qualquer ser humano, cabelos em tonalidades diferentes e uma maquiagem que parecia permanecente – Bom trabalho dedos de manteiga – disse Belle escondendo-se junto com Merida em uma coluna próximo a saída do museu – Por que simplesmente não disparou o alarme assim que entrou? – perguntou em um tom sarcástico –

— Eu não estava planejando ser pega – retrucou não gostando do tom de voz da garota –

— Não me diga – disse dessa vez olhando para a mulher, Belle apontou para o rosto da ruiva como se a estivesse reconhecendo-a – Ei, você não é aquela mulher planta? Poisonong? – perguntou lembrando-se de ter escutado e visto aquele rosto em algum canto –

— Vy! Poisonvy! – corrigiu cansada de errarem seu sobrenome –

— Desculpe – respondeu sorrindo como se não estivesse prestes a ser pega por policiais – Eu sou Belle, encantada em conhecê-la – disse fazendo reverência para mulher, Merida estava começando a achar que a garota a sua frente era louca –

Antes que Merida pudesse falar algo às portas do museu foram abertas e dois policiais entraram. As duas ladras correram e se esconderam detrás de uma réplica gigante de um tiranossauro.

— Essa não é uma boa hora para apresentações – respondeu Merida ainda segurando aquele recipiente com frascos como se fosse sua vida –

— PARADAS! – um dos policiais gritou apontando a arma e a luz de sua lanterna para as duas –

Merida e Belle correram sem se importar se iriam levar algum tiro pelas costas, o que estavam carregando valeria qualquer risco. Os policiais correram atrás das mulheres sempre olhando ao redor para não serem surpreendidos. Um dos policiais disparou um tiro, mas por sorte Belle desviou e continuou a correr com Merida.

...

— AI MEU DEUS! – gritou Regina quando ouviu um estampido de tiro – Emma! – Regina correu para entrada do museu e viu que havia uma viatura parada na porta, mas sem ninguém e outra que estava chegando –

— Me diga que não tem nada haver com isso – pediu Úrsula assim que viu o rosto conhecido da petulante jornalista de Cruella –

— Emma! Ela está lá dentro! Houve tiros e – Regina tremia e Úrsula resolveu não pegar no pé da mulher –

— O que aconteceu? –

— Estávamos seguindo a louca das plantas até que ela parou aqui e Emma entrou seguindo ela, por favor, ela ainda está lá dentro – pediu não se importando se parecia desesperada –

— Phil! Fique aqui com ela e peça reforços, eu vou entrar – Úrsula sacou a arma de sua cintura e entrou no museu –

...

— Alguma ideia? – perguntou Merida olhando para Belle, não demoraria muito tempo para que elas estivessem rendidas. Belle olhou ao redor procurando algo útil, até que percebeu o que Merida carrega em suas mãos –

— O que tem nos frascos? – perguntou levando a mão ao queixo em suposição –

— Plantas tóxicas para meu laboratório – respondeu não gostando da pergunta –

— Bom o bastante – sem a permissão de Merida, Belle pegou um dos frascos – OLÁ! – gritou Belle se pondo na mira dos policiais, assim que eles se aproximaram Belle jogou o frasco contra eles. O recipiente quebrou-se e imediatamente o líquido ao chão começou a se transformar em uma fumaça intoxicante fazendo os policias caírem ao chão sufocando -

As duas se entreolharam e correram pulando sobre os corpos inconscientes dos policias, Belle voltou apenas para apanhar a arma de um dos policias e voltou a correr, estavam vendo o final, estavam quase saindo.

— PARADAS EM NOME DA LEI! – alertou Úrsula apontando a arma para as duas – VIREM-SE LENTAMENTE E LEVANTEM AS MÃOS – ordenou. As duas se entreolharam como se estivessem com um plano na cabeça – LENTAMENTE! – ordenou Úrsula. As duas fizeram o que foi ordenado, porém antes de qualquer outro movimento, Belle disparou a arma atingido Úrsula em algum lugar que ela não identificou –

— Ninguém me diz o que fazer, a não ser meu pudim – Belle pegou outro frasco de Merida e jogou sobre o corpo de Úrsula que havia caído com o tiro, o cheiro e fumaça tóxica pareciam consumir Úrsula e foi quando as duas voltaram a correr, dessa vez indo embora –

— Entra no carro! – ordenou Merida já fora do museu, Belle parou e olhou ao redor procurando o carro –

— Que carro? – indagou confusa. Merida tirou os arbustos sobre o seu carro e Belle pareceu entender – Ah, esse carro – disse correndo para entrar no veículo –

Assim que deu partida uma viatura vinha de encontro com o carro de Merida, a ruiva desviou e a viatura não teve outra escolha a não se parar bruscamente. As duas mulheres ao carro olharam rapidamente para trás e sorriram com o que viram, animadas fizeram hi-five e continuaram o caminho.

— Esse pode ser o começo de uma linda amizade – disse Merida gargalhando com Belle –

...

— EU VOU ENTRAR! EU VOU ENTRAR! – gritava Regina tentando se soltar dos braços do policial –

— Elas escaparam, acabamos de vê-las. Entrem e procurem pelos outros – ordenou um dos policiais que estavam na viatura quando Merida passou por ele –

— Senhora, eu preciso que se acalme. Vai ficar tudo bem – pediu Phil ainda segurando Regina –

— VOCÊ NÃO SABE DISSO! VOCÊS SÃO UNS IMPRESTÁVEIS! – gritou Regina conseguindo se soltar do homem e correr para o museu. Uma mulher que estava ao lado dos policiais mordeu o lábio com a cena, parecia apreensiva com a situação, apesar de não ser nenhum parente de Regina ou algum policial. Ficou ali, esperando alguma noticia –

...

Regina correu pelo o museu, parou quando viu diferentes caminhos. Viu dois corpos dos policiais e levou uma mão a boca em espanto, antes que pudesse se aproximar um vento forte balançou seus cabelos e ela viu alguns reflexos azuis, quando piscou os corpos dos policiais já haviam desaparecido. A morena pegou o celular e ligou a câmera, iria gravar o que pudesse. Começou a andar novamente pelo o local silencioso, na porta de saída que ficava no lado detrás do museu viu outro corpo e provavelmente o local por onde Merida havia escapado, novamente tentou se aproximar, mas o mesmo ocorreu com os outros policiais, um vento forte, um borrão azul e a próxima coisa que viu foi que não havia mais nenhum corpo ao chão. Regina olhou para seu celular e viu que havia descarregado, grunhiu algo e guardou em seu bolso.
Estava começando a se desesperar quando não conseguia achar Emma.

— EMMA! – gritou Regina. A preocupação estava começando a descontrolar Regina, antes que pudesse gritar novamente sentiu algo encostando em seus braços e quando percebeu alguém estava lhe carregando em uma velocidade inacreditável, Regina tentava abrir os olhos, mas o vento que batia em seus olhos com a velocidade a deixava incapaz de fazer tal coisa. Quando finalmente seus pés voltaram ao chão a tal pessoa que havia lhe carregado havia desaparecido, Regina sabia que não era a garota misteriosa, porque ela poderia reconhecê-la dentre mil outros super-heróis que pudesse aparecer, era outro alguém. Assim que a jornalista olhou para o lado esquerdo viu uma conhecida loira deitada ao chão em volta de um círculo de líquido verde – EMMA! – gritou correndo para a garota –

Emma tinha a respiração demorada, como se a próxima respiração fosse a ultima. Regina tentou acordá-la, mas a loira não se movia, nem dava sinal algum. Regina tentou colocá-la em seu braços, mas a loira era mais pesada do que ela imaginava, então sua única solução foi arrastá-la, avistou alguns policiais que correram para ajudar a jornalista.

— Deixa comigo – disse um dos homens colocando Emma sobre seus braços e correndo para fora do museu. A jornalista fez o mesmo e seguiu o homem –

Quando chegou ao lado de fora viu que Úrsula e os outros policiais que ela viu ao chão estavam em ambulâncias prestes a ir ao hospital.

— Quem? – perguntou Regina a um dos policias -

— Parece que a garota misteriosa salvou o dia novamente, ou algo assim – respondeu dizendo que havia sido a tal mulher misteriosa a trazer os corpos – Você vai acompanhá-la? – perguntou o homem apontando para a ambulância onde Emma estava, Regina não esperou duas vezes e foi até o carro –

...

— Bem na hora querida – Gold levantou do chão quando sentiu a presença de alguém, logo presumindo ser de Belle –

— Quando eu faço um trato com alguém eu gosto que eles cumpram a parte deles – Gold apenas sorriu e olhou a bela mulher –

— Olá Snow, acho que me encontrou – gargalhou mesmo vendo a raiva no rosto de Snow. Snow desapareceu e reapareceu bem próxima de Gold, apontando a ponta de sua flecha a centímetros do olho de Gold – Alguém está tendo um mal dia – comentou e Snow aproximou ainda mais a flecha, causando uma frieza no estômago de Gold –

— Você tem duas opções. Vai comigo e vai prometer me ajudar a derrubar Emma, ou eu enfio essa lança em seu olho e você vai me ajudar a derrubar Emma mesmo sem sua vontade e depois disso eu acabo com seu filho na sua frente e depois será sua vez – Gold engoliu a seco com a ameaça – O que me diz amigo? –

— As duas opções são bem tentadoras, mas acho que fico com a primeira – respondeu vendo uma curva se formar no rosto de Snow –

— Sempre achei você sábio – e com essas últimas palavras Snow desapareceu com Gold ao seu lado –

...

— Vamos Úrsula, atende a droga desse celular! – pediu Killian já frustrado. Estava ligando para Úrsula há três horas e nenhum sinal da mulher – Você precisa saber! – disse olhando mais uma vez para a tela do computador –

— Sr. Jones? – chamou um homem entrando na sala –

— Sr. Jones? – repetiu sorrindo – Acho que posso me acostumar com isso – O que foi? Ah já que está aqui, tem como você entrar em contato com Úrsula? É super importante –

— É exatamente por isso que estou aqui – o homem parecia procurar as palavras certas e Killian não gostava nada disso – Detetive Seawalk foi atingida em uma de suas patrulhas. Ela está no hospital, avisamos aos familiares, mas achei que você gostaria de saber – Killian tinha a boca semiaberta com aquela declaração, não poderia ser possível – Sr. Jones? –

— Você pode me levar ao hospital, por favor? – pediu pensando imediatamente em David. O homem apenas concordou e Killian o acompanhou –

...

— Eu sei que você não vai me perdoar, mas antes de ir quero que saiba que minha intenção nunca foi magoar você... Eu estava falando sério quando disse que amava você – Ruby não falou nada, apenas observou a loira parada em sua porta, quase indo embora –

— Mais que cena de cortar o coração – Ruby se afastou assim que viu quem magicamente havia aparecido a sua frente. Piscou algumas vezes para ter a certeza de que não era alucinação – Olá para você também Ruby – disse Snow tocando no ombro de Elsa e mantendo contato visual com a morena assustada –

— Mas... Como?! Como você apareceu?! Isso é impossível – Ruby estava espantada com aquela aparição de Snow, a mulher apenas gargalhou –

— Eu não tenho tempo para perder com você explicando o quanto eu sou maravilhosa, mas enfim – Snow olhou para Elsa como se esperasse por algo – Pelo o que vi aqui Ruby descobriu que você contou o segredinho dela, não é mesmo? Isso quer dizer que você falhou, o que quer dizer que vai pagar por isso – Ruby arregalou os olhos e Elsa olhou para a garota que descobrira ter sentimentos –

— Desculpa Rubs... – pediu e Ruby pela primeira vez viu a lágrima escorrer dos olhos de Elsa. Snow sorriu gentilmente para Ruby e desapareceu levando Elsa com ela –

— NÃO! – gritou em desespero –

...

Killian entrou no hospital e foi até a sala de espera onde provavelmente iria encontrar o namorado, assim que chegou até a porta sentiu um calafrio passar por seu corpo. Observou uma cena que lhe partiu o coração, David com os olhos vermelhos provavelmente de chorar abraçando de lado Cruella que tinha um lenço na mão e a cada cinco segundos enxugava as lágrimas. Na cadeira ao lado de David estava Regina, a morena olhava para o chão como se fosse algum tipo de entretenimento, não entendeu o motivo da morena está ali, e apenas entrou na sala fazendo todos olharem para ele, menos a jornalista.

— Killi – disse David. Gentilmente o fotógrafo tirou seus braços em volta da tia e foi até o namorado. Killian o abraçou e sentiu gotas molharem sua blusa – Desculpa, mas eu me esqueci de avisar o que havia acontecido – disse com uma voz trêmula –

— Ei, tudo bem. Estou aqui, estou aqui – sussurrou Killian ainda abraçado ao namorado, sabia que David estava sofrendo, ele era louco por Úrsula – Vai ficar tudo bem, Úrsula é forte, você sabe disso – David quebrou o abraço e Killian enxugou as lágrimas do rapaz –

— Você pode ficar? Eu preciso de você comigo – pediu –

— Sempre – respondeu beijando o rosto do rapaz e o levando para sentar-se novamente. Killian resolveu não falar nada com Cruella, a mulher parecia não querer ser incomodada com nenhum “eu sinto muito” – Ei... – Killian tocou no braço de Regina que pela primeira vez pareceu despertar de seu transe, tirando os olhos do chão e olhando para o rapaz –

— Eu tentei ligar, mas meu celular descarregou e eu –

— Não se preocupe Regina, tudo bem. Não sabia que você era tão próxima assim da Úrsula – respondeu. Regina então percebeu que Killian não sabia o que havia acontecido –

— Regina... Ele não sabe – respondeu David. Killian olhou para os dois que não estavam fazendo sentindo –

— Não sabe o quê? Do que estão falando?! – perguntou nervoso, odiava não saber o que estava acontecendo –

— Houve um assalto no museu, Emma e eu estávamos por causa de uma matéria para o jornal. – Regina parou de falar por alguns segundos, sentiu um certo desconforto na garganta que estava prendendo sua voz, só de lembrar da cena estava lhe deixando mal – Emma entrou no museu com a ladra, o alarme acabou disparando, policiais entraram e houve tiros – Regina parou de falar e Killian sentia seu coração acelerar a cada segundo que a morena tomava –

— Tia Úrsula foi baleada e envenenada, Emma também – completou David sabendo que Regina não iria continuar. Killian sorriu achando ser alguma piada –

— Emma? Claro que não, ela não pode, isso é loucura! – disse elevando a voz enquanto olhava para o namorado e a jornalista –

— Ela não foi baleada, mas ela foi exposta a uma substância extraída de alguma coisa, não sei exatamente o que é, mas isso causou algo em Emma que ainda não sabemos. – explicou David. Killian negou, negou diversas vezes, era impossível Emma era forte demais para está em um hospital –

— Que substância era essa?! QUE SUBSTÂNCIA ERA?! – gritou o rapaz, não poderia perder Emma, havia perdido sua mãe, seu pai, Emma era sua única família –

— Senhor? Eu vou ter que pedir para se retirar se gritar novamente – pediu uma das recepcionistas –

— Não sabemos, os médicos não voltaram para explicar. Estamos há meia hora sem noticiais de Úrsula ou Emma – respondeu David olhando para o rapaz –

— Killian? – chamou Regina. O rapaz saiu da sala de espera e David resolveu acompanhar o rapaz –

...

Cora estava em seu esconderijo tentando buscar algum indicio do número das placas que pegou, tinha que admitir que Killian era bem melhor nisso do que ela. Ajeitou o óculos em seu rosto para olhar bem para as imagens embaçadas que apareceram em sua tela. Quando estava para ampliar a foto onde alguma pessoa tinha saído do carro com Graham, seu celular começou a tocar e o rosto de Killian fazendo uma careta estampar a tela.

— Exatamente quem eu queria falar – respondeu Cora. A linha ficou em silêncio por alguns momentos – Killian? –

— “Houve um acidente. Emma está no hospital e não temos noticia alguma, Cora, eu preciso de você” –

— Estou a caminho – respondeu Cora logo desligando. Olhou para a foto em seu computador ainda carregando para ficar uma imagem mais nítida, não iria esperar. Killian precisava dela, Emma estava em perigo –

...

Regina massageava suas têmporas com a ponta dos dedos, a dor de cabeça estava começando a realmente incomodar. A imagem de Emma deitada na maca da ambulância respirando com ajuda dos paramédicos martelava em sua cabeça, a última vez que se sentira tão apreensiva assim foi quando seu pai estava em seus últimos minutos de vida. Uma lágrima solitária deslizou de seus olhos ao pensar na possibilidade de Emma ter o mesmo destino de seu pai. Naquele momento ela percebeu o quanto Emma Swan havia se tornado importante em sua vida, a possibilidade dela morrer lhe assustava mais do que qualquer outra coisa. Regina sempre teve tudo planejado em sua vida, tudo sempre calculado, mas no dia em que resolveu voltar para Storybrooke e acidentalmente conheceu Emma tudo havia se descontrolado, Emma chegou sem nenhum aviso ou sem intenção de ficar, mas acabou ganhando cada vez mais espaço na vida de Regina e agora ela se perguntava se era o fim da estadia de Emma em sua vida. Ela queria tanto que aparecesse um médico em sua frente para informar o que havia acontecido, mas tinha medo de quando isso acontecesse seria para uma noticia ruim. Levou suas mãos trêmulas ao rosto para enxugar as insistentes lágrimas.

— Eu deveria ter dito que ainda a amava – Regina foi tirada de sua profunda inercia quando Cruella pela primeira vez depois de chegar ao hospital falou. Cruella virou-se para Regina, os olhos e o nariz vermelhos entregava o quanto ela estava sofrendo – Eu sempre achei que chegaria um dia em que eu finalmente iria dá uma segunda chance a ela, ela iria se arrastar aos meus pés e eu finalmente iria dizer que queria tentar novamente, que ainda a amava – Regina não se atreveu a interromper a mulher, ela parecia precisar desabafar – Acho que é tarde demais, não é? – Cruella falou as últimas palavras com os lábios trêmulos, enxugou as lágrimas, mas outras caiam sem intenção de parar –

— Úrsula não me parece desistir fácil, Cruella. Ela vai sair dessa – Cruella não pareceu acreditar nas palavras de Regina –

— Nunca achei que iria concordar com aqueles filmes clichês de romance, mas é verdade, devemos sempre dizer o que sentimos, senão será tarde demais. Olha para mim, a pessoa que eu amo está entre a vida e a morte, minhas ultimas palavras para ela foi algum insulto. Eu a amo – confessou Cruella de um modo que Regina nunca achou que veria, a mulher estava tão venerável que Regina sentiu vontade de abraça-la – Ela amava você, sabe disso não é? –

— O quê? – perguntou confusa –

— Swan, ela amava você. A princípio eu achei que era apenas uma atração, que ela queria apenas ter você na cama dela, mas não, quando as pessoas estão apaixonadas elas ficam tão aéreas que nem ao menos se dão conta do quanto são obvias. Ela pode não ser corajosa o suficiente para dizer, mas ela sente e você também. Se Emma sair dessa, não erre como eu errei, seja sincera com ela e acima de tudo com você mesma. – Cruella era bastante observadora, mas não era necessária tal habilidade para perceber o que acontecia entre Emma Swan e Regina Mills –

— Quando Úrsula e Emma estiverem acordadas nós duas contamos o que realmente sentimos, o que acha? – Cruella deu um sorriso como se estivesse cansada demais para mostrar os dentes, limitou-se a apenas balançar a cabeça –

...

— David... – chamou Killian. O homem ao lado de Killian virou seu rosto para dar atenção ao namorado – Eu preciso dizer algo –

— O que houve? –

— Úrsula me pediu para ajudá-la a encontrar quem havia enviado as fotos e gravações para Cruella – David endireitou-se no banco para ficar totalmente diante do rapaz – A gravação era falsa e eu posso provar isso, mas eu não sei o que fazer. Não posso simplesmente pegar o computador e mostrar Cruella tudo o que descobrir, não acho que seja uma boa hora, mas por outro lado eu não sei o que vai acontecer com Úrsula, se é melhor eu esclarecer tudo para Cruella ou esperar por Úrsula – Killian falava tão rápido que causou uma certa confusão em David –

— Espera, você está me dizendo que descobriu quem armou para elas, é isso?! –

— Sim, mas o que eu faço? Eu falo com Cruella? Espero por Úrsula? – perguntou aflito –

— Não, tia Cruella não pode receber essa notícia agora. Tia Úrsula também não está em seu melhor momento, eu cuido disso – Killian imediatamente negou – Killian, eu cuido disso – enfatizou – Agora me diz, qual o nome? – Killian respirou fundo –

— Wickedgma. Zelena Wickedgma. – respondeu Killian lembrando-se exatamente do nome e rosto em seu computador e da garota que um dia fora na sua casa – Eu disse, ruivas não são confiáveis –

— Impossível! Zelena? Por quê? Como? – disparou surpreso e quase não acreditando –

— Isso sua tia iria descobrir, eu só precisava dizer quem foi. Olha, eu não estou dizendo que foi ela quem fez, mas o envio das fotos e gravações saíram do computador dela – explicou –

— Eu vou descobrir o motivo e aquela mulher vai pagar por isso – Killian segurou o braço do namorado –

— Agora sua tia precisa de você, não se atreva a sair do lado dela – ordenou Killian, David apenas concordou e saiu para ver sua tia. Killian fechou os olhos por alguns segundos pensando em Emma, tentou ligar para Ruby, mas o celular da garota dava sempre sinal de desligado –

...

— Mamãe? – Regina disse em espanto ao ver Cora entrando na sala – O que faz aqui? –

— Emma e Killian precisam de mim – aquelas palavras doeram tanto em Regina que a morena apenas ficou calada. Ela precisava de Cora, precisava do conforto que só sua mãe poderia dar –

Regina observou Killian entrar e logo abraçar sua mãe, sentiu uma pontada de ciúmes, mas nada que lhe corroesse. Olhou ao redor, algumas enfermeiras correndo depois do que pareceu ser um chamado de emergência, um casal no sofá a frente chorando por uma noticia que o médico havia dado, uma criança sentada na cadeira focada demais no celular para entender o que estava acontecendo ao seu redor e na recepção viu alguém familiar, a mulher ao lado do balcão era a mesma mulher que estava ao lado da viatura no museu parecendo apreensiva, Regina franziu a testa e piscou algumas vezes, mas não levou muito a sério, poderia ser apenas algum familiar dos outros policiais.
— É ele – disse David levantando assim como todos os outros que esperavam por noticias –

— Familiares da Sra. Seawalk? – perguntou olhando para o grupo de pessoas. Cruella e David se pronunciaram e o homem voltou-se apenas para os dois – Conseguimos retirar a bala que estava alojada na perna da Sra. Seawalk, estamos esperando ela acordar para podermos ter a certeza de que os movimentos de sua perna estão em perfeito estado. Conseguimos controlar o nível de toxinas em seu sistema causado pelo o envenenamento, ela inalou uma quantidade significativa, mas está tudo bem agora. Em algumas horas ela acordará – Cruella pela primeira vez naquela noite conseguiu respirar aliviada, David a abraçou sussurrando que estava tudo bem –

— E quanto a Emma? – perguntou Regina desesperada por noticias –

— Dr. Chase está no caso da Sra. Swan – respondeu o médico saindo da sala –

— Oh não, não é noticia boa – comentou Killian apontando para um homem que caminhava até eles – É sempre assim, eles vem andando com se estivesse encontrando a morte, olham para o chão para não ter que encarar a família imediatamente, eu vi tudo isso em Grey’s Anatomy, eles sempre fazem isso antes de dizer “eu sinto muito, fizemos o que podemos” – comentou Killian sentindo seu estômago revirar –

— Eu sou o Dr. Chase – Regina não tirava os olhos do médico, seu coração parecia está prestes a sair de sua caixa torácica – Sra. Swan chegou aos nossos cuidados já em fase terminal, conseguimos trazê-la de volta e retirar grande parte da toxina na qual ela foi exposta. Coletamos sangue e para nossa surpresa algo inacreditável aconteceu – o médico tirou do bolso de seu jaleco um pequeno frasco com um líquido verde brilhante – Isso saiu no lugar do sangue da paciente – Regina fechou os olhos e tudo pareceu girar a sua volta, sentiu um calor segurar sua mão e quando abriu os olhos viu que era a mão de Cora segurando a sua – Fizemos algo arriscado e nunca feito antes, pelo menos não por nós, tiramos uma grande quantidade dessa substância do sistema da paciente e substituímos por sangue do nosso banco de coletas –

— Quer dizer que ela está bem? – perguntou Killian esperançoso –

— Não conseguimos retirar tudo, e em um certo ponto a paciente começou a rejeitar o sangue que entrava em seu organismo. Eu sinto muito... – Cora segurou forte a mão de Regina, sentiu o corpo da filha tremer e a abraçou – Ela entrou em coma – Regina soltou-se de sua mãe e saiu da sala, David tentou segui-la, mas Cruella impediu. Killian agarrou Cora e começou a chorar sem se importar com os olhares curiosos – Eu vou dar um tempo para vocês, depois volto para explicar melhor – David agradeceu e o médico saiu –

...

— Ei! Ei! – Regina ignorou o chamado e saiu, a pessoa correu e segurou o braço da jornalista – Eu posso ajudar –

— Do que está falando? – respondeu soltando-se da mulher e voltando a andar, queria ficar sozinha –

— Eu sei como trazer Emma de volta – Regina parou quando a mulher disse o nome de Emma, foi então que Regina percebeu que era a mesma mulher do museu e que estava no balcão há poucos minutos –

— Como você sabe o nome dela? – perguntou –

— Eu sei mais do que você pode imaginar. Emma foi exposta a kriptonita verde –

— Do que está falando? –

— Emma ficou muito tempo exposta a esse liquido que de alguma forma penetrou em seu corpo, ainda há resíduos em seu organismo, por enquanto ela ainda está em coma, mas em menos de uma hora se essa substância toda não for retirada ela pode morrer. Estou surpresa disso ainda não ter acontecido – Regina tomou rápidos segundos para analisar a mulher, ela parecia tão preocupada quanto ela –

— E como você pretende me ajudar? –

— Com isso – a mulher mostrou um frasco com um liquido pastoso azul brilhante – Kriptonita azul anula todos os efeitos da verde, só isso pode salvar Emma. Você tem que injetar isso nela, a princípio os sinais vitais irão parar, mas logo voltarão. Você não tem muito tempo Regina, Emma tem menos de uma hora – pediu entregando o frasco para a mulher –

— E como eu posso ter a certeza de que isso é verdade? Você simplesmente aparece do nada e sabe tudo sobre Emma, quem é você? Por que isso afetou Emma? O que raios é kriptonita? –

— Emma não é quem você pensa que é, eu a conheço. Você vai ter que confiar nas minhas palavras. Por favor, você tem que fazer isso, essa cidade precisa da Emma, você precisa dela, Você tem que fazer isso – Regina acreditou nas palavras da mulher e se deu por vencido – Você mesma tem que fazer isso, se falar com algum médico ele vai te achar louca. A vida dela está em suas mãos –

— Emma não é quem eu penso que é? Do que está falando? – Regina estava ainda mais confusa do que o normal –

— Salve-a primeiro e depois você mesma pergunta a ela, só, por favor, seja rápida. Ela está no quarto 2713, ninguém está com ela no momento. Eles checam o paciente a cada vinte minutos, você precisa ser rápida Regina – Regina olhou para a mulher apreensiva e depois para o frasco em sua mão –

— Eu não sei se consigo – disse olhando para a mulher –

— Você consegue, você não pode falhar, agora vai – Regina em outras ocasiões não seria tão fácil assim de comprar, mas era Emma e ela estava em perigo, aquela mulher apesar de ser uma estranha de alguma forma lhe passava confiança. Regina apenas concordou e voltou a entrar no hospital – E Regina? – chamou novamente – Emma, ela ama você – Regina não sabia quem diabos era aquela mulher, mas sorriu e entrou no hospital para fazer o que tinha que ser feito –

Notas finais
Então, gente quero me desculpar por esses últimos capítulos que saíram mais longos do que o planejado, sei que alguns não gostam muito de cap grandes então sorry about that. Enfim, descobrimos que foi a Zelena e no próximo ela vai aparecer e vou mostrar como isso ocorreu dela ter feito isso com SeaDevil, e por último. QUEM VOCES ACHAM QUE ESTA SALVANDO ESSE PESSOAL?E QUEM É ESSA MULHER QUE AJUDOU A REGINA? É A MESMA PESSOA QUE TA SALVANDO OS OUTROS OU NAO? adoro ler a suposições de vocês. Bjors