Wonderwall
18 Got To Get You Into My Life
Notas iniciais
...
– Acho melhor procurar por Regina, ela deve está precisando de mim – Killian soltou-se da mais velha e esperou que ela dissesse “eu vou”, mas percebeu que não seria o caso – Ela precisa de você Cora – disse enxugando suas lágrimas e saindo em busca da jornalista –
– Você tem uma filha incrível, sabe disso não é? – Cruella comentou olhando para Cora, a mais velha apenas balançou a cabeça confirmando o pensamento da editora – Será que podemos ver Úrsula agora? – perguntou para o sobrinho, David sorriu e beijou a têmpora da tia –
– Eles vão nos avisar quando ela acordar, tia. Você não quer ir para casa? Descansar um pouco? Tia Úrsula não vai sair daqui – Cruella imediatamente negou com a cabeça, o que fez o rapaz sorrir –
– Eu acho que não tenho muito o que fazer por aqui – confessou Cora pegando sua bolsa – Fico feliz que sua tia esteja bem, querido – disse tocando no braço do rapaz – Qualquer notícia de Emma por favor, me avise okay? Vou está grudada no celular – David concordou e Cora saiu da sala. Não seria de muita ajuda naquele lugar, então resolveu terminar seu trabalho –
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– Com licença, por acaso você viu – Killian começou a perguntar para a moça vestida como enfermeira que estava de costas, quando tocou em seu braço e a virou sua sobrancelha arqueou – Regina? –
– Cala a boca Killian! – sussurrou voltando a colocar a máscara que era usada por médicos –
– O que está fazendo? –
– Preciso da sua ajuda – Regina pegou o braço do rapaz, e saiu em direção a uma sala onde geralmente os enfermeiros/médicos trocavam de roupa – Eu sei como ajudar Emma e você vai me ajudar com isso – Regina abriu outro armário e tirou um jaleco – Veste isso –
– Okay, o que raios está havendo? – Regina olhou para o relógio em seu pulso e viu que estava perdendo tempo demais –
– Não temos tempo, Killian, confia em mim – pediu mostrando através do olhar que ela estava desesperada –
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– Fica vigiando a porta, se alguém tentar entrar inventa algo, mas em hipótese alguma deixe alguém entrar nesse quarto – pediu Regina deixando Killian plantado como um segurança ao lado do quarto onde Emma estava –
...
Cora estacionou o carro em sua garagem e a fechou, foi em direção à porta e algo inesperado estava lhe esperando. A agente ficou parada por alguns segundos esperando por algum movimento que fizesse sentindo ao ver aquela cena. Era Ruby, ela estava sentada encostada na porta de Cora, seus braços abraçavam os joelhos e sua cabeça se escondia sobre o espaço entre aquele gesto. Ruby então pôde sentir algo lhe observando, levantou a cabeça e Cora percebeu as lágrimas escorrendo dos olhos da garota, mais um momento de silêncio sem nem uma das duas saber como agir. Ruby então tomou partido, levantou do chão e enxugou suas lágrimas, deus três passos para frente e achou suficiente a distância entre as duas.
– Eu sei que você não quer ver minha cara nunca mais, mas eu preciso da sua ajuda Cora e eu acho que Emma também... – Cora ignorou a garota e passou por ela como se a garota não estivesse ali, colocou a chave na fechadura e a girou. Ruby virou-se para olhar mais uma vez para Cora – Aquela mulher, Snow, ela apareceu na minha casa, levou Elsa e falou algo sobre Emma. Ela desapareceu diante dos meus olhos como se fosse alguma espécie de bruxa ou algo assim, por favor, Cora... – Cora virou para a garota –
– Entra – foi tudo o que disse antes de entrar na casa e esperar por Ruby fazer o mesmo –
...
– Olá... – Killian olhou para o lado e viu uma mulher lhe encarando como se fosse um pedaço de carne ao redor de leões famintos – Você trabalha aqui? Nunca vi você antes – Killian engoliu a seco e viu que a mulher parecia querer entrar no quarto –
– Fui transferido, meu primeiro dia aqui – disse flertando com a mulher, não poderia deixá-la entrar –
– Onde você trabalhava? – Killian coçou a nuca e sorriu sem saber o que falar, até que se lembrou de algo –
– Seattle Grace –
– O hospital da série? – perguntou arqueando uma sobrancelha desconfiando do homem –
– Na verdade o da série é, Grey Sloan Memorial Hospital, sabe? Depois que o Mark e a Lexie morreram foi uma homenagem – a mulher olhou para o homem, estava ainda mais desconfiada – Mas enfim, o que acha de tomar um café comigo e você me fala sobre sua especialidade? –
– Na verdade eu tenho que checar a paciente e – Killian segurou a mão da mulher que já estava seguindo para pegar a maçaneta da porta onde era o quarto de Emma –
– Eu já chequei a paciente, nenhum progresso ou regresso. O que me diz? Apenas um café – pediu sentindo adrenalina em seu corpo borbulhar. A garota sorriu e concordou com o homem, Killian olhou para trás pedindo aos céus que Regina fosse rápida –
...
– Eu estou aqui Emma... – disse Regina tocando no cabelo da garota e observando-a. Os beeps do monitor eram angustiantes e novamente fez Regina se lembrar de como foi a despedida de seu pai, balançou a cabeça para não perder o foco. Tirou uma seringa do armário e olhou alguns avisos na embalagem, não teria tempo para ler. Pegou o frasco que a mulher havia lhe dado com o liquido azul brilhante e com a seringa o sugou, Regina ficou olhando para o liquido agora no instrumento que penetraria na pele de Emma, nunca havia feito aquilo antes e tinha que confessar que estava tremendo – Isso tem que dar certo, você é forte Emma... Tem que aguentar – Regina se aproximou e olhou mais uma vez para a garota, parecia em um sono profundo. A jornalista respirou fundo, uma, duas, cinco vezes até que sentiu suas mãos pararem de tremer. Sua mão tocou o braço esticado de Emma, lembrou-se das diversas vezes que havia tomado algum medicamento, uma liga prendia seu braço enquanto o liquido era injetado em seu organismo, se perguntou se deveria fazer o mesmo. Os beeps na máquina havia mudado de frequência, o barulho angustiante estava cada vez mais demorado e Regina temeu aquilo – Você não pode morrer – foi tudo que disse antes de penetrar a agulha na veia de Emma, a jornalista pressionava o instrumento vendo o líquido desaparecer da seringa e ser levado ao organismo de Emma. Tirou imediatamente a agulha da garota quando havia terminado, seus olhos esperançosos aguardavam milagrosamente a garota acordar, mas nada acontecia –
Regina olhou para seu relógio se perguntando se havia sido tarde demais, ou se a mulher havia mentido para ela, voltou a olhar para Emma e algo aconteceu. O beep que antes era alarmado em pequenos períodos havia se tornado frequente, o coração de Emma havia parado, segundos depois três pessoas entraram no quarto e Regina viu os movimentos ficarem em câmera lenta. As três pessoas se comunicavam, uma tocava o peito de Emma massageando, enquanto o outro verificava o pulso e um corria com uma máquina que provavelmente daria choques em Emma para reanimá-la. Regina sentiu as lágrimas descerem enquanto dois braços a seguravam na tentativa de tirá-la dali. Antes que a mulher pudesse gritar “afasta” e tentar reanimar Emma, a loira levantou seu tronco para frente, os olhos arregalados e a respiração ofegante como se estivesse acabado de ser salva de um afogamento, os três profissionais olhavam assustados para a situação. Regina soltou-se imediatamente do homem que a segurava e correu para abraçar a garota na maca, apertou-a em seu abraço e deixava as lágrimas caírem sobre seu ombro, Emma não entendia o que estava ocorrendo, mas ouvia atentamente as palavras que eram sussurradas em seu ouvido.
– É ELA! ELA QUE ROUBOU MEU UNIFORME E ENTROU AQUI – um homem apontou para a jornalista e dois seguranças seguiram para pegar a garota –
– Regina... – chamou Emma depois do que lhe foi sussurrado por ultimo. Emma olhou a jornalista ser levada por dois homens e mesmo naquela situação não conseguia se mover com o que acabara de ouvir da jornalista –
– Mas o que diabos está acontecendo aqui?! – a médica apareceu no quarto e arregalou os olhos quando viu a paciente acordada –
– Ela conseguiu – disse Killian para si quando viu Emma acordada. A loira olhava para a saída de onde levaram Regina, mas não via Killian, estava perdida em sua própria mente –
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– O que está fazendo? – perguntou Belle deitando em uma das mesas do laboratório de Merida –
– Agradecendo por ter nos tirado daquela enrascada – respondeu dando dois toques na seringa e espirrando algumas gotas fora. Belle não pareceu temer, apenas observou a ruiva – Isso vai deixar você imune a qualquer envenenamento de qualquer tipo – Merida olhou para a garota peculiar em sua mesa e esperou por algum impedimento –
– O que está esperando? – Merida sorriu com a entrega de Belle e injetou o líquido na garota, Belle sentiu como se pedras estivessem sendo colocadas em suas veias, estava doendo e parecia que estava rasgando seus vasos sanguíneos –
– Não se preocupe, se o que aquele louco fez não a matou isso é que não vai – disse em um tom não tão amigável. Belle havia contado para a garota como tinha adquirido toda aquela aparência, Merida não conhecia a garota, muito menos o “pudim”, mas já odiava o fato da garota ser tão submissa ao homem –
– Ele me fez bem fazendo isso – Merida injetou todo o liquido e depois tirou imediatamente a agulha da garota –
– Você tem uma percepção estranha de “bem” – Merida jogou a seringa no lixo e virou de costas para juntar o necessário para ir embora, sabia que era só questão de tempo para procurarem por ela no laboratório –
– Vamos comigo, tenho certeza de que o pudim ficará feliz em ter você conosco. Eu irei – Belle abraçou a garota por trás, sua cabeça descansando no ombro de Merida e os braços em volta da cintura –
– Você também não tem muita noção do que é espaço pessoal, não é? – disse Merida soltando-se do abraço da garota que pareceu ofendida com o ato –
– Tudo bem, eu vou embora, mas deveria pensar bem. Eles vão te procurar em todos os lugares, nós temos um esconderijo que é impossível de se achar – disse enquanto pegava sua bolsa e se certificava de que a pedra preciosa ainda estava ali – Nos vemos em outros acasos – Belle deu um selinho em Merida e se afastou, a ruiva segurou o braço da garota e respirou fundo –
– É bom mesmo ser impossível de achar – retrucou pegando suas coisas. Belle bateu palmas em animação e esperou a garota se preparar –
...
Killian estava parado no corredor olhando pela a janela a família de seu namorado. Sorriu quando viu Úrsula sorrir por algo que o namorado havia falado. Amava tanto David que amar a família dele foi mais fácil do que ele imaginava, seus pensamentos voltaram a lhe questionar sobre o que fazer sobre o que descobrira. Foi então que decidiu ele mesmo resolver tudo, não iria deixar David se arriscar ou Úrsula se preocupar. Viu seu namorado abraçar a detetive e saiu daquele corredor.
**
– Ei querido – disse Úrsula ao sentir o aperto no abraço que David estava lhe dando – Estou bem, estou bem –
– Você não tem ideia do quanto nos deixou preocupado tia, por favor, não faça isso novamente – pediu David olhando para a detetive. Úrsula tinha um semblante cansado. O médico já havia avisado que estava tudo bem, a mulher sentia as pernas, nada que alguns dias em observação não resolvesse tudo –
– Fui pega de surpresa, mas é meu trabalho não é? – respondeu a mulher olhando para o canto do quarto onde se encontrava Cruella –
– Eu vou procurar Killian, ele queria ver você – respondeu David olhando para as duas tias – Por favor, não se matem – Úrsula gargalhou e Cruella manteve sua expressão indecifrável, o garoto saiu fechando a porta atrás de si –
– Você quebrou sua promessa – confessou Cruella se aproximando da cama de Úrsula. A detetive franziu a testa em questionamento – Você um dia me prometeu que sempre teria cuidado, que eu nunca precisaria me preocupar –
– Não foi nada, estou bem – Úrsula queria tocar na mão da mulher, mas achou que não seria uma boa ideia –
– Você quase morreu e diz que está bem... –
– Crue –
– Eu não posso perder você – confessou sem dar chance de Úrsula processar as palavras – Acho que isso foi como um chacoalhar de ombros em mim, me mostrando o quanto eu poderia perder. Enquanto eu não tinha noticias suas eu só conseguia imaginar o pior, e em todos os momentos eu me estapeava mentalmente por ter sido tão orgulhosa – Cruella levantou seu olhar para encontrar os de Úrsula – Eu ainda amo você Úrsula, não passou um dia sequer sem eu ter te amado – Úrsula se perguntou se era efeito dos medicamentos ou se ela realmente estava ouvindo aquelas palavras – Você errou, e merece uma segunda chance. Por favor, diz que me aceita de volta e ainda me ama. Eu não quero continuar sem você – Úrsula segurou a mão da mulher e logo sentiu o peso de Cruella sobre seu corpo, prendendo-a em um abraço –
– É o que eu mais quero minha querida, mas não quero que você faça isso só por causa do que aconteceu. Eu não quero ter você de volta porque você sentiu pena da situação ou por impulso – Cruella beijou Úrsula calando as palavras, os beeps monitorando Úrsula apitou em um tempo mais acelerado, o que fez Cruella sorrir contra o beijo e quebrá-lo –
– Eu só quero recomeçar, eu amo você e o que aconteceu nessas ultimas horas só me fizeram perceber que o amanhã é incerto demais para eu continuar com meu orgulho – Úrsula apenas sorriu e puxou Cruella para continuar deitada ao seu lado – Eu amo você ursinha –
– Você não tem ideia do quanto eu esperei por esse momento – respondeu ainda sem acreditar no que havia acontecido. Até que se lembrou de Killian e do pequeno trabalho que havia pedido para ele fazer –
...
– Sra. Swan, a senhora precisa – Emma levantou-se e tirou todos os fios plugados em seu corpo. Tirou a agulha de seu braço deixando um pequeno rastro de sangue descer –
– Estou bem – Emma saiu do quarto sendo chamada por uma das enfermeiras –
– Você! – Emma segurou o rapaz pelo o uniforme e o imprensou contra a parede – Para onde levaram Regina?! – Emma lembrava exatamente do rosto a sua frente, havia sido ele a mandar os seguranças pegarem Regina – Fala! – disse trincando os dentes. –
– Eles a levaram para a delegacia – respondeu assustado. Emma o soltou e saiu do hospital, mas antes encontrou algumas roupas em uma espécie de vestiário próximo a área restrita para funcionários do hospital –
...
– É Killian, você é único – se congratulou quando conseguiu abrir a porta do apartamento. Era madrugada e ninguém passava por aquele corredor daquele prédio repugnante. Killian havia passado no jornal e mexendo em um dos computadores conseguiu acesso à ficha dos funcionários, logo achando o endereço desejado – Mas que lugarzinho – Killian olhou ao redor do apartamento e por um momento se sentiu em filme de horror trash, a sala estava uma bagunça, papéis picados no chão, um cheiro insuportável do que parecia carne podre foi inalado pelo o garoto – Que ga – Killian não terminou de falar, sentiu uma dor insuportável em sua cabeça e logo caiu ao chão desacordado –
– Olá novamente –
...
– No momento que eu olhei para aquela garota eu vi que tinha algo errado – Cora entrou em seu esconderijo acompanhada por Ruby que havia ficado boquiaberta com o que estava vendo –
– Ela não teve escolha, era a mãe dela – defendeu Ruby. Havia explicado tudo para Cora – Obrigada, obrigada por me ajudar com isso –
– Não estou fazendo isso por você, estou fazendo isso por Emma – deixou bem claro o porquê de concordar com aquilo. Ruby resolveu não argumentar – Enfim – respondeu sentando na cadeira e voltando para o computador que havia deixado ligado – É, eu sabia que esse homem não era de confiança – Cora virou o monitor para que Ruby pudesse ver. Era uma foto de Graham saindo de um carro com Snow, a imagem que Cora havia deixado carregar antes de ir para o hospital –
– Graham?! Mas como isso é possível? O que ele está fazendo? – Ruby disparava perguntas sobre o que seus olhos observavam –
– Ela é esperta – disparou Cora ainda olhando para a imagem de Snow – Não percebe? – perguntou olhando para Ruby – Elsa estava com você, Graham com Regina, essa mulher quer atingir Emma pelas pessoas que ela se importa –
– Isso não faz sentindo, o que essa mulher quer com Emma? O que aconteceu entre elas? – perguntou muito mais preocupada do que curiosa –
– Isso não sou eu que tenho que responder – Cora levantou e procurou por algo em seus armários – Mas eu vou descobrir qual é o próximo passo dessa mulher –
– Cora, você não pode ir sozinha – Ruby tentou se convidar, porém a mais velha logo negou –
– Eu vou ter apenas uma palavrinha com Graham Dent, aposto que ele tem muito o que dizer – Ruby viu Cora pegar duas armas, e uma maleta com algumas armas cortantes – Nem uma palavra sobre isso com ninguém garota –
– Cora... –
– Você quer sua amiga de volta? Então colabore, eu vou procurar Graham, vou fazê-lo falar e tudo resolvido. – respondeu sem paciência para as intervenções da garota –
– Eu sei que você não vai me perdoar, mas eu quero que saiba que eu sinto muito pelo o que aconteceu, em partes foi minha culpa porque eu não queria que Regina contasse, eu sabia que no momento que você soubesse eu iria perder você. Regina não teve culpa, ela precisa de você – admitiu antes que Cora pudesse sair –
– Nem uma palavra sobre isso – disse ignorando o comentário de Ruby. Cora saiu deixando Ruby para trás –
...
– Bem vindo a meu lar – disse vendo Killian abrir os olhos lentamente. O rapaz tentou levantar, mas então percebeu que seus pés e mãos estavam amarrados na cadeira onde ele estava – Desculpa, mas não confio em você o bastante para deixar você solto – a mulher rondava a cadeira de Killian, tendo a certeza de que ele não estava tentando se soltar –
– Eu sabia que ruivas não eram confiáveis, mas nunca achei que eram psicopatas também – Zelena gargalhou e Killian a estudou –
– Como essa não é minha cor natural eu não vou levar como ofensa –
– Eu sei que foi você – Zelena parou de andar e olhou para o rapaz, aquela sentença poderia ser perigosa para ela – Sei que foi você que separou Cruella e Úrsula, que fraudou aquela gravação – Zelena gargalhou aliviada –
– Ela é uma estúpida mesmo, não é? Nunca desconfiou de mim – Zelena abaixou-se para ficar na altura de Killian —
– Por que você fez isso? O que você ganhou com isso? –
– Quer ouvir uma história? – perguntou a ruiva lembrando-se do porque havia feito tal coisa com o casal –
~~~FLASHBACK ON~~~
– Mas Sra. Seawalk –
–QUANTAS VEZES EU VOU TER QUE REPETIR ZELENA?! – Úrsula jogou a papelada sobre a mulher – EU NÃO QUERO SUAS SUGESTÕES, EU QUERO QUE VOCÊ ME OBEDEÇA. EU NÃO CONTRATEI VOCÊ PARA ME DAR PALPITE EM COMO EU FAÇO MEU TRABALHO, EU CONTRATEI VOCÊ PORQUE, NEM EU SEI POR QUÊ! – Zelena parecia se encolher em seu cubículo. Os outros colegas de trabalho olhavam para ela com pena e diversão, o que deixou a ruiva ainda mais irritada – VOCÊ NÃO PASSA DE UMA INÚTIL, QUER SABER? AO FINAL DO EXPEDIENTE VOCÊ ESTÁ LIBERADA PARA NUNCA MAIS PISAR AQUI NOVAMENTE – Úrsula terminou suas palavras saindo do local, Zelena olhou em volta e todos estavam gargalhando dela. Zelena apenas tinha dado um conselho para Úrsula sobre um caso, a detetive estava em um péssimo dia e acabou descontando em Zelena –
– Eu sou inútil, detetive Seawalk? Vamos ver o quanto inútil eu sou – disse para si. Zelena tirou seu notebook da bolsa e pôs em sua mesa. Transferiu do computador da empresa algumas conversas gravadas de Úrsula para seu computador. Começou a manipular as palavras de Úrsula, encontrou a frequência perfeita e com a ajuda de um sistema que ela mesma desenvolveu conseguiu fazer uma gravação onde Úrsula falava com outra mulher, para uma conversa bem íntima. Zelena gargalhou quando conseguiu ouvir sua obra prima, recebeu olhares desconfiados e logo fechou o sorriso. Quem ouvisse realmente diria que era Úrsula, mas era apenas uma manipulação de sons. Manipulou algumas fotos e se orgulhou quando estava tudo pronto. Havia demorado quase metade de seu dia para fazer aquilo, cada vez que alguém passava ela minimizava a taba do notebook e fingia trabalhar – Enviando para a Sra. Devlin – disse para si. Zelena começou a digitar algo sempre com o sorriso nos lábios, olhou ao redor – Enviar – apertou o botão e em segundos viu que o e-mail havia sido enviado –
...
Horas depois se podia ouvir os gritos vindo da sala da detetive Seawalk, os que trabalhavam próximo a sala de Úrsula comentavam através de sussurros. Cruella havia chegado há poucos minutos e depois tudo o que ouviram foram gritarias e barulho de coisas sendo jogadas ao chão. Zelena colocava seus pertences em uma caixa, o sorriso nos lábios como se aquela gritaria fosse música para os seus ouvidos. Viu Cruella sair da sala da detetive furiosa, Zelena terminou de colocar suas coisas na caixa e saiu do local, feliz por não voltar a pisar ali novamente e principalmente por ter acabado com Úrsula.
Zelena estava prestes a colocar a caixa dentro de seu carro quando viu Cruella fumando ao lado do carro provavelmente dela, percebeu a maquiagem borrada por consequência das lágrimas.
– Parece que hoje também não foi o seu dia – comentou Cruella olhando para a garota presumindo que ela havia sido demitida –
– Isso é o que ganho por discutir com a detetive Seawalk – a voz doce de Zelena enganava qualquer um. Cruella então ficou curiosa –
– O que aconteceu? –
– Me perdoe, eu ouvi a discussão de vocês e não me aguentei. Acabei sendo intrometida demais e falei coisas desrespeitosas para ela porque ela traiu você. Algumas pessoas do trabalho já sabiam, enfim, ela me demitiu porque aparentemente eu defendi você e ela não gostou disso – Zelena deu de ombros parecendo não se importar – Você merece alguém melhor Sra. Devlin, talvez seja melhor assim – Cruella apenas observou a garota. Zelena abriu a porta de seu carro e acomodou a caixa com os pertences –
– Qual o seu nome? – perguntou jogando o cigarro no chão e o apagando –
– Zelena –
– Esteja no jornal amanhã ás 07h00, você não vai ficar desempregada porque me defendeu – Cruella entrou em seu carro e partiu antes de receber qualquer resposta de Zelena –
– Isso não pode ficar melhor – respondeu gargalhando e entrando em seu carro –
~~~FLASHBACK OFF~~~
– Então Cruella acabou me contratando, achou que eu era uma pessoa de confiança e acabou comprando minha estória – Zelena gargalhou enquanto brincava com a faca em sua mão –
– Você está me dizendo que arruinou toda uma família porque ela demitiu você?! Você fez tantas pessoas sofrerem porque não podia aguentar uma simples demissão?! Você é realmente louca! – gritou Killian tentando movimentar a cadeira –
– Eu não sou louca, só não reajo bem à rejeição na minha vida pessoal e profissional – respondeu dando de ombros e voltando a olhar Killian –
– Como Cruella nunca desconfiou? –
– Ela e Úrsula não se falavam e quando isso acontecia era sempre discutindo, não lembravam nem que eu existia e Úrsula nunca iria desconfiar de mim, ela me acha inútil – esclareceu. Killian estava começando a temer aquela mulher com a faca –
– Isso é loucura! Onde eu fui me meter meu Zeus?! – se perguntou Killian –
– Agora que você conhece esse meu outro lado não é seguro, para mim, deixar você ir embora – Killian engoliu a seco com a proximidade da ruiva, Zelena passeou sua faca pelo o rosto de Killian e desceu até sua garganta — Então já que é tão esperto, me diga, o que devo fazer com você? –
– Vamos conversar ruivinha, você não quer fazer nada para me prejudicar certo? Úrsula já sabe a verdade e quando sentir minha falta ela vai buscar você seja lá onde esteja – disse sentindo o suor de seu rosto descer, não poderia negar que estava morrendo de medo daquela louca –
– Isso deveria me convencer de algo? – Zelena ficou detrás de Killian, onde ele não poderia vê-la – Eu não iria fazer nada com você, eu não sou perigosa Killian... Eu só não gosto quando me fazem de boba, e pessoas assim merecem provar do que sou capaz. Úrsula mereceu, e – Zelena parou de falar, não iria entregar seu próximo alvo de bandeja –
– Zelena... Podemos fazer um trato, o que acha? Você me solta, me deixa ir, você some da cidade e ninguém nunca vai saber dessa sua outra personalidade – Zelena gargalhou e voltou a manejar sua faca, encostou a ponta no ombro do homem e foi descendo lentamente –
– Eu vou deixar você ir, mas não vou sair da minha cidade – Killian respirou aliviado com a noticia de que poderia ir embora dali – Mas primeiro vou ter que dar um recado para você – Zelena se aproximou do homem e já com a boca próximo a orelha do rapaz sussurrou – Espero que você seja destro – e com isso Zelena cravou sua faca na mão esquerda de Killian, o homem gritou de dor, a faca tinha atravessado a mão do rapaz, a ruiva assobiava enquanto desfazia o nó que prendia as pernas e braços de Killian na cadeira – Vá querido, e diga a todos que tenham cuidado – Killian gritava de dor, quando sentiu a corda afrouxar trouxe os braços para frente e viu sua mão encharcada de sangue e saindo cada vez mais – Se eu fosse você se apressava – Killian olhou mais uma vez para a mulher e com a visão turva correu para sair daquele apartamento – Acho que é hora de uma mudança – Zelena foi até seu quarto a procura do necessário para se esconder em outro lugar –
...
– COMO ASSIM?! MIL DOLÁRES?! – Emma gritava com o homem que usava um fardamento, a loira estava em uma pequena delegacia local, daquelas onde a recepção era apenas um guarda detrás de uma mesa e atrás dele uma espécie de cela – EU NÃO TENHO ESSE DINHEIRO AQUI – Emma gritou novamente despertando uma certa jornalista que estava na cela detrás da pequena mesa do policial –
– Emma? – indagou Regina se aproximando das grades que lhe prendia –
– Eu vou falar mais uma vez senhorita, abaixe seu tom de voz, se quiser liberá-la agora terá que pagar a fiança de mil dólares, senão terá que esperar até amanhã nesse mesmo horário para que ela seja livre – explicou o homem perdendo a paciência com mulher. Emma não tinha aquela quantia ali, saíra do hospital com roupas que nem ao menos era dela, olhou para Regina na cela e se preocupou ainda mais – Por favor, retire-se daqui – pediu o homem –
– Emma, está tudo bem. Eu já passei por isso antes – respondeu Regina sem muita animação para sair daquele lugar. Emma negou com a cabeça e deu um soco no homem fazendo o rosto girar para a esquerda – EMMA! –
– Você está presa por desacato à autoridade, e isso é bem mais que um dia ou uma fiança de mil dólares – explicou o homem com vontade enorme de agredir a loira, Emma não falou nada apenas entrou na cela onde Regina estava –
– Você enlouqueceu Emma? Era para está no hospital se recuperando! – bronqueou Regina fazendo Emma sentar na cama de cimento para olhar bem para a loira –
– Estou bem, e não poderia deixar você aqui – retrucou vendo a preocupação nos olhos da jornalista –
– Você não tem ide –
– Quando você estava indo embora, antes deles levarem você, você sussurrou algo para mim – Emma pegou a mão de Regina e a trouxe para sentar ao seu lado, tocou no queixo de Regina e com um leve movimento o levantou para que seus olhos se encontrassem –
– Eu achei que você iria morrer –
– Eu já estava acordada –
– Eu estava nervosa, foi por impulso –
– Eu sei quando você está mentindo –
– Emma... –
– Você queria conversar sobre aquela noite, acho que esse é o local e horário perfeito – pediu Emma, ela iria ter uma conversa franca com Regina e seria naquele momento, nada iria lhe impedir daquela vez – Mas eu quero que sejamos verdadeiras uma com a outra, nada de esconder ou mentir sobre isso. Não somos mais garotinhas inseguras do colegial, o que me diz? –
– Eu nunca fui insegura, mas enfim – Emma deu um leve sorriso com o comentário – Por favor, comece – pediu. O policial olhou rapidamente para as duas, fingiu voltar a ler uma revista, mas estava prestando atenção a cada palavra –
– O que você quer? – disparou Emma –
– O que? – Regina realmente não havia entendido o que Emma queria dizer com aquilo –
– O que você quer? É uma pergunta simples, você quer que continuemos com essa relação de amizade? Quer uma amizade com benefícios? Que tentar algo mais sério? Eu quero saber o que você quer e, por favor, não se importe com meus sentimentos. Diga o que realmente quer – o policial escondeu o sorriso achando aquela cena linda, apesar dos olhos na revista os ouvidos estavam na conversa. Regina analisou Emma por alguns momentos se perguntando como se sentia com aquela pergunta –
– Emma... –
– Não Regina, fala comigo, me diz como se sente. Não me deixa tentar adivinhar, eu tenho várias habilidades, mas ler mentes não é uma delas – Emma levantou-se, andou de um lado para outro tentando ordenar seus pensamentos de forma que quando falasse fizesse sentindo – Você me irrita, céus, me irritou desde o momento em que nos conhecemos e insistiu para eu ir ao hospital. Você fala demais o que sinceramente me leva a loucura algumas vezes, você banca a esperta e está sempre entrando em confusão e ainda me coloca junto. Grita comigo quando eu faço algo errado, mas quando eu finalmente faço algo bom você nem ao menos diz obrigada. Você me chama de idiota a cada dez palavras, você gira os olhos com cada comentário meu que você acha insignificante. – Emma parou de andar e olhou para Regina – Você nunca diz o que realmente quer, você esconde com medo da reação, com medo da rejeição. Você nega com medo da falta de reciprocidade – o policial já havia deixado a revista de lado e agora olhava descaradamente para a cena – Você age como se não se importasse comigo, mas é só eu olhar nos seus olhos que eu vejo o contrário... Você quer ouvir a verdade, mas eu também preciso saber de você. – Emma se aproximou e pegou a mão da jornalista – Quando eu acordei hoje, você me abraçou, sussurrou o quanto estava preocupada e me chamou de idiota por ter entrado no museu sozinha, mas antes de ir, Regina – Emma levantou novamente o queixo da morena e os olhos se encontraram — Você disse que me amava, por favor, você pode dizer o que realmente quer? – o policial soltou um grito agudo e as duas mulheres olharam para ele, o homem se recompôs e pegou a revista –
– E vai fazer diferença? – perguntou voltando a sua posição de defesa, até que viu que não teria outra saída – Eu estou assustada, posso dizer com toda a certeza de que você me irrita tanto quanto eu a você, e eu poderia listar todo o alfabeto das coisas que você diz ou faz que me deixam a ponto de socar você na cara. – Emma não deixou de sorrir porque sabia que era verdade – Então de repente e sem eu perceber você estava me desarmando, estava entrando na minha vida sem permissão e eu fiquei com tanta raiva disso que eu me lembrava a todos os momentos o quão irritante você era, mas era impossível Emma... Eu me vi tento necessidade de você, de saber se você estava bem, de saber o que te chateava, de matar cada vadia que olhava tempo de mais para você, eu tentava me enganar, meu orgulho sempre foi maior do que qualquer sentimento, até que o que eu sentia por você foi maior ainda que meu orgulho. Você entende o que quero dizer? – Emma negou apenas para Regina continuar, a jornalista girou os olhos com a atitude – Quando você entrou no hospital quase sem pulso, quase morrendo, eu vi o quão estúpida eu estava sendo, você estava ali quase indo e eu nem ao menos tinha sido sincera com você sobre os meus sentimentos – Regina respirou fundo fechando os olhos, quando os abriu deu de cara com as esmeraldas de Emma – Eu amo você, eu tenho medo dos meus próprios sentimentos, mas eu quero ficar com você — Emma beijou as mãos da mulher. Não esperava por aquilo, esperava que Regina negasse –
Ali estava Emma olhando para Regina sem saber o que dizer, apesar de saber o que estava sentindo, naquele momento ela se sentiu uma pessoa normal, qualquer, sem nenhuma habilidade extra, até que a realidade lhe atingiu, ela era Emma Swan, descendentes dos El, seu pai era o que chamavam de Superman, era arriscado de mais para a garota deixar Regina entrar e correr perigo por quem ela era. Emma fechou os olhos e Regina teve a certeza de que o que ela havia falado não iria mudar o que Emma sentia por ela, mas pelo menos ela tinha finalmente sido sincera com ela mesma.
– Regina... – Regina sorriu sabendo exatamente o que aquele tom queria dizer, o policial que observava tudo estava para estapear Emma, até ele reconhecia aquele tom – Eu não sou a pessoa mais segura de está junto, eu tenho muita... bagagem nas minhas costas – Regina arqueou uma sobrancelha e imediatamente se lembrou da mulher estranha dizendo que Emma não era quem ela achava que era – Eu não quero que você se machuque por minha causa –
– Por que isso aconteceria? –
– Porque é isso que acontecesse com quem se aproxima de mim, eu acabo a machucando de alguma forma –
– Você não precisa se preocupar com isso. Agora é sua vez, o que você quer? –
– Eu não acredito que alguém se sinta do modo como eu me sinto em relação a você agora – Emma estava presa ao eterno dilema razão vs emoção. A loira pensou por alguns momentos, Snow não havia aparecido em um bom tempo, talvez ela tivesse desistido de sua vingança, e esse outro herói estava salvando a cidade, talvez fosse à hora de Emma começar a viver como uma pessoal normal. Então Emma sorriu com o pensamento – Regina, eu sei que todas as estradas pelas quais teremos de caminhar são sinuosas, e todas as luzes que nos conduzirá pelo caminho irá nos cegar, céus! Tenho tantas coisas que eu gostaria de dizer, mas eu não sei como... – Regina começou a sorrir – Mas de uma coisa eu sei e tenho total certeza, eu tenho que ter você na minha vida. Então Regina Mills, você está disposta a desenvolver seja lá o que estiver acontecendo entre nós? – Regina estava para beijar Emma em resposta quando ouviu um barulho de algo batendo nas barras de ferro da cela –
– Nada de beijo na prisão – respondeu o policial. Emma girou os olhos e sem pedir permissão beijou Regina, selando seu compromisso com a morena, Regina nem ao menos se importou com a falta do “eu te amo” de Emma. Ela sabia que com a garota teria que ter paciência, Emma era diferente e ela iria se adaptar a isso –
– “Tenho que ter você na minha vida” é como falam aqui em Storyville? – indagou Regina com as ultimas palavras de Emma –
– Nós podemos fazer isso, certo? – perguntou Emma ainda de olhos fechados e com suas mãos nas costas de Regina, enquanto a morena tinha seus braços em volta da nuca da assistente –
– Nós podemos lutar contra nossos medos Emma, mas sempre juntas, sem mentiras, sem segredos, sem omissão. Okay? – Emma abriu os olhos e tinha certeza que Regina percebeu algo de errado neles porque a morena franziu a testa como se algo estivesse errado com Emma – Emma? –
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