Wonderwall

8 Look At Me


Notas iniciais
Olá olá. Boa leitura.

...

– Pode para com isso? – Emma desligou o rádio e olhou para Regina que parecia chateada – Regina! – Regina olhou para o banco do passageiro com a elevação de voz da loira, porém não falou nada e voltou a olhar para a pista – Eu achava que o fato de você falar demais era irritante, mas você calada é pior ainda – Emma continuou a receber silêncio em resposta – Porque você implica tanto com Zelen –

– Eu não implico com ela — respondeu e começou a buzinar freneticamente – ACORDA IDIOTA! – gritou colocando sua cabeça para fora do carro para alertar o lento motorista a sua frente, Emma encolheu-se no banco e decidiu que era melhor deixar Regina em silêncio – Eu só não confio naquela mulher, ela me cheira a problema – voltou a responder a pergunta de Emma enquanto direcionava seu carro para a outra mão da pista –

– Tudo bem... – foi tudo o que Emma respondeu, queria encerrar aquele assunto –

– Ela é um dos piores tipos de pessoa. É aquela que você olha e acha uma gracinha porque está sempre sorrindo e fingindo ser tímida para ganhar o afeto das pessoas ao redor – Emma observava Regina, ela disparava observações sobre Zelena enquanto mantinha os olhos na pista, vez ou outra soltando uma das mãos para gesticular – Esse tipo de pessoa é a pior, então depois de um tempo você finalmente abre os olhos consegue ver que ela não passa de uma aproveitadora, manipuladora de pessoas, mas eu não caio nessa, ah eu não. Pessoas assim existem aos montes em New York – Emma não se atrevia a interromper a morena, era perigoso demais. Regina então olhou para Emma e como se estivesse prestes a alertá-la de algo, disparou – Você deveria ficar longe daquela salamandra de óculos, antes mesmo que você se dê conta ela estará usando você, como –

– Regina! – chamou a loira não aguentando mais tantas palavras sendo jogadas rapidamente em seus ouvidos, Regina então parou de falar esperando o porquê daquela interrupção – Você fala demais – confessou Emma olhando para a mulher, Regina abriu a boca para argumentar, mas parou. Emma agradeceu mentalmente aos deuses por Regina não ter revidado fisicamente por aquele seu comentário, o que a deixou surpresa –

– Sabe, um dia você ainda vai dizer que eu estava certa sobre Zelena então eu vou olhar na sua cara e com um sorriso vou dizer: — Regina olhou para Emma e sorriu, mas um sorriso malicioso, quase maléfico – “Eu te avisei” – Emma sorriu e virou seu rosto para a janela, olhando o movimento enquanto Regina voltava a ficar em silêncio –

...

– Então, meu amigo vai fazer um jantar especial e nos convidou. – Ruby deu pause no programa que passava e olhou para o seu lado onde Elsa estava – Mas não precisamos ir, se você quiser podemos ficar aqui mesmo, eu posso preparar algo para – Ruby odiava não obter uma resposta imediata quando fazia alguma pergunta, quando a resposta demorava, ela começava a falar mais e mais –

– Tudo bem Ruby – Elsa deu uma leve gargalhada achando adorável o nervosismo da mulher – Eu adoraria ir, se seus amigos forem como você, tenho certeza que irei gostar deles – Ruby sorriu e apertou play novamente, porém Elsa tomou o controle e voltou a pausar – Sabe, nos conhecemos a pouco tempo, você me salvou e me abrigou, mas ainda não nos conhecemos de verdade – Ruby arqueou uma sobrancelha e Elsa sorriu – Então, Ruby Lucas. Qual é sua história? – a campainha tocou e Ruby sorriu – Salva pela a campainha, Lucas – Ruby levantou-se para descobrir quem era –

– Olá querida – Ruby ficou um pouco surpresa com a presença da mulher, mas deu espaço para ela entrar – Dá para acreditar que nos conhecemos há tanto tempo e eu nunca vim antes aqui? – Cora entrou na casa e olhou ao redor, achando de muito bom gosto a decoração clássica da casa –

– Eu quase não estou em casa também, não fazia sentido você vir aqui sem ninguém – Cora sorriu e Ruby fechou a porta acompanhando a mulher – Aconteceu alguma coisa Cora? – Cora negou com a cabeça –

– Só queria saber como sua amiga está – respondeu vendo um ponto loiro no sofá, Elsa virou sua cabeça para olhar para a mulher – Vejo que está melhorando – disse percebendo uma coloração mais quente no rosto de Elsa, não parecia mais a garota pálida que conhecera – Isso aqui irá ajudar na recuperação, são ervas do Tibete, elas ajudam na cicatrização de ferimentos. Sua amiga vai melhorar mais rápido do que imagina – Ruby pegou a pequena embalagem transparente com ervas da mão da mais velha e sorriu em agradecimento –

– Você aceita algo? Café? Chá? –

– Apenas água, os dias em Storyville estão cada vez mais ensolarados – Ruby concordou e saiu para pegar água para a mulher e guardar as ervas –

– Acho que não formos devidamente apresentadas – Cora foi até a mulher sentada ao sofá, Elsa não se levantou e Cora sentou ao lado da loira – Cora Mills – Cora direcionou sua mão para Elsa, a loira hesitou por um momento e olhou para Cora por alguns segundos –

– Elsa Icegeller – disse sem pegar na mão de Cora, a mais velha recuou sua mão e sorriu –

– Ruby é uma garota com um coração puro não acha? Mesmo sem conhecer você a salvou e a trouxe para sua casa, é uma garota admirável. – Elsa concordou e Cora levantou-se, mas ainda continuou a olhar para Elsa – Espero que melhore logo, querida – Elsa deu um meio sorriso, como se agradecesse educadamente por aquela saudação de Cora –

– Está tudo bem? – perguntou Ruby aparecendo na sala e percebendo a tensão no local –

– Estava dizendo para sua amiga o quanto ela foi corajosa, ter sobrevivido àquelas agressões não é para qualquer um – Ruby sorriu e entregou o copo para a mais velha –

– Ela é sim – disse descansando sua mão sobre o ombro de Elsa – Obrigada por tudo Cora, acho que não vou cansar de agradecer –

– Não precisa minha querida, você se tornou parte da minha família, assim como Emma e até mesmo aquele trapalhão do Jones – disse sorrindo ao lembrar-se dos três que haviam se tornado parte de sua família – Enfim, preciso ir querida. – Cora colocou o copo na mesa central perto do sofá e depois olhou para Elsa – Melhoras querida – Elsa agradeceu e Cora foi até Ruby, porém parou quando percebeu algo inusitado. Balançou sua cabeça achando impossível ser o mesmo objeto –

– Cora, está se sentindo mal? – perguntou Ruby indo até a mulher e tocando em seu braço –

– Desculpe, tive uma pequena tontura. Está tudo bem – afirmou olhando mais uma vez para o objeto e depois olhando para Ruby – Está na minha hora de ir, não quero mais incomodá-las – Cora encaminhou-se até a porta e Ruby a acompanhou – E você minha querida, está bem mesmo? – voltou a perguntar, as duas estavam do lado de fora da casa –

– Estou Cora, está tudo bem – respondeu abraçando a mulher – Regina não está atendendo o celular, se ela aparecer você diz que eu preciso conversar com ela? – Cora afirmou o pedido e despediu-se de Ruby, logo entrando em seu carro. Ruby voltou para casa e para seu lugar no sofá – Ela é demais, não acha? – comentou Ruby referindo-se à Cora, Elsa deu de ombros –

– Ela é um pouco assustadora – respondeu. Ruby gargalhou – O quê? –

– É, essa é a Cora – respondeu. Elsa então de repente havia perdido o interesse em assistir aquele programa, ou até mesmo ouvir a história de Ruby –

...

– Eu preciso de tudo o que você tem. Documentos, pistas, qualquer depoimento, fotos. Tudo – Regina girou os olhos e foi pegar os documentos em sua mesa, deixando Zelena e Emma a sós –

– Obrigada por está fazendo isso. Sei que não é sua obrigação, ah e não liga para Regina, não é nada pessoal, ela é irritante assim com todos – Zelena gargalhou e Emma sorriu, achando adorável – Então, você trabalha com Cruella há muito tempo? – perguntou puxando conversa enquanto Regina não voltava –

– Na verdade eu trabalhava para a Srta. Seawalk – Emma tinha as duas sobrancelhas arqueadas em surpresa, se perguntando se Zelena era alguma espécie de detetive já que Úrsula Seawalk era uma – Não sou uma detetive se é isso que você está pensando, eu apenas sou boa em desvendar algumas coisas e Srta. Seawalk aproveitava isso – Zelena olhava para o computador, para os objetos em sua mesa, mas nunca para os olhos verdes que lhe encaravam – Então aconteceram algumas coisas e eu perdi o emprego com ela, foi então que a Srta. Devlin resolveu me contratar – Emma tentou imaginar o que deveria ter acontecido – Aqui eu não sou uma jornalista propriamente dita, eu ajudo alguns jornalistas com algumas coisas. Então não precisa agradecer, eu estou fazendo o meu trabalho ajudando vocês – Zelena tirou seu óculos para limpar, quando estava para colocar novamente Emma segurou seu braço, fazendo a ruiva olhar, pela primeira vez naquela conversa, diretamente em seus olhos –

– Você têm olhos lindos, deveria olhar mais nos olhos das pessoas para elas perceberem isso também – comentou Emma olhando nos lindos olhos de Zelena. A ruiva parecia paralisada, não era sempre que ouvia elogios, principalmente vindo de pessoas que ela tem uma certa fraqueza –

– Interrompo algo? – Emma olhou para o lado e Zelena pareceu despertar, abaixou a cabeça e volto a colocar os óculos. Regina semicerrou os olhos para Emma e entregou os documentos a Zelena sem desviar os olhos de Emma – Sabe, eu apreciaria muito se você me trouxesse um café, Swan – pediu a morena. Emma não iria atender aquele sutil pedido de Regina, porém conseguiu ouvir algum pedido de ajuda vindo de algum canto da cidade, então achou melhor usar aquela desculpa. Regina sorriu quando Emma saiu sem dizer nada – Então, Wickedgma. Mostre-me o que sabe – pediu sentando-se onde antes Emma estava –

– Onde você conseguiu esses documentos? Isso parece algo privado – Zelena começou a analisar aqueles papéis e percebeu que não era algo que Regina havia feito e sim algo que Regina havia roubado –

– Isso não importa, você vai ou não ajudar? – Zelena olhou para Regina e afirmou com a cabeça. Afastou todos os objetos de sua mesa e pôs os documentos, deixando-os um ao lado do outro enquanto tentava acessar algo no computador –

– Você conseguiu descobrir alguma ligação entre essas explosões – Zelena questionou sem tirar sua atenção do que estava digitando –

– Apenas que essas explosões são como uma contagem regressiva. A primeira explosão deixou uma vítima marcada com o número cinco, a segunda com o quatro e assim por diante. Essa explosão na universidade foi a de número dois, o que significa que o próximo será o último alvo – explicou. Zelena solto um sorriso o que deixou Regina irritada, parecia um sorriso que as pessoas davam quando estavam debochando de outra pessoa – Desculpe Srta. Eu-sei-de-tudo, mas foi a única coisa que consegui –

– Isso é obvio, até uma criança poderia notar, mas não se preocupe, eu irei resolver isso antes mesmo do que você imagina – Zelena deu de ombros e o orgulho de Regina sentiu-se magoado. A morena estava para retrucar aquela resposta da ruiva quando sentiu um toque em seu ombro –

– Desculpa a demora, a fila estava grande – Emma entregou o copo de café e Regina levantou-se olhando bem para o rosto de assistente – O que foi? – perguntou desconfiada –

– Você entrou em uma briga nesse meio caminho? – Regina levou sua mão até o rosto de Emma e tirou uma pequena linha de sangue sobre a sobrancelha da mulher –

– O que? Não, claro que não. – Emma coçou sua nuca e Regina arqueou uma sobrancelha. Zelena estava tão concentrada que não deu atenção para as duas mulheres – Eu devo ter esbarrado em algo, não sei – Emma deu de ombros e Regina levou o copo à boca –

– Argh! Isso está gelado Emma! – Emma girou os olhos e tomou o copo em descrença – Não acredita? Prove você mesmo – disse incentivando Emma a dar um gole. Regina murmurou algo, voltou a se sentar na cadeira e observar Zelena. Emma olhou ao redor, quando percebeu que ninguém estava prestando atenção, a loira olhou para o café e o esquentou –

– Não sei qual é o seu conceito de gelado – respondeu Emma entregando o copo de volta para a jornalista, Regina hesitou por um momento e tomou o café –

– Mas... O que... Isso estava gelado – afirmou quando sentiu a ponta de sua língua queimar ao tomar o líquido, Emma pôs suas mãos no bolso frontal da calça e deu de ombros. –

– Eu achei algo – interrompeu Zelena. As duas mulheres olharam para a ruiva, Regina surpresa e Emma ansiosa – Olhem, da explosão número cinco para a número quatro o intervalo de tempo entre essas duas foram de quatro dias. Do quatro para o três, foram três dias. Do três para o dois, dois dias. Isso não foi coincidência, isso quer dizer que a próxima explosão será –

– Amanhã – Regina e Emma disseram ao mesmo tempo –

– Algo a mais? – perguntou Emma puxando uma cadeira e sentando ao lado de Zelena –

– Os lugares. Hospital, Banco, prédio de Advocacia e Universidade. Todos os lugares onde há muitas pessoas, precisamos fazer um levantamento de lugares populosos na cidade e que sejam lugares fechados – Emma olhou para Regina e depois voltou sua atenção para Zelena que continuava a falar –

– As vítimas, as vítimas que de alguma forma foram marcadas pelo o número desse psicopata. Elas devem ter alguma ligação também – sugeriu Regina, Zelena balançou a cabeça concordando e voltou a mexer em seu computador –

...

– Não meu amor, não sou eu que vou cozinhar. Prometo – Killian tinha um avental em seu corpo, enquanto prendia seu telefone sobre o ombro e a orelha, suas mãos estavam muito ocupadas levando algo ao forno – Você tem que aprender a gostar do que eu cozinho, meu amor. Quando formos morar juntos, nos casarmos e tivermos vários filhotinhos eu irei fazer tudo – Killian ouviu uma gargalhada no outro lado da linha e sorriu, mesmo achando ofensivo seu namorado odiar sua culinária – Então? Sete horas okay? Já que você está trabalhando no mesmo lugar que a Emmy, ver se consegue trazê-la no horário também – pediu girando o botão do fogão – É, Regina aparentemente conseguiu convencer aquela cabeça dura a voltar para o trabalho. Você não vai acreditar no que aconteceu – Killian ouviu seu namorado falar algo com outra pessoa e esperou ele terminar – Ah, tudo bem. Até mais tarde, te amo te amo te amo te amo – quando David repetiu a mesma coisa, Killian sorriu e depois desligou –

– Killinho?! – Ruby apareceu novamente, mas dessa vez trazendo uma bela loira com ela –

– Ei bonitinha, olá loirinha – Killian sorriu para as duas – Está melhor? –

– Estou sim, obrigada. Killian, não é mesmo? – certificou-se Elsa, o rapaz concordou e pediu para que elas sentassem –

– Sei que deveríamos aparecer só às sete horas, mas estava muito entediante. Então achei que precisaria de ajuda aqui – explicou Ruby pegando um avental próximo a cadeira – Então chef, qual será o menu? – Elsa gargalhou e apenas observou aqueles dois –

– Então, você convidou Gina também? – perguntou Killian enquanto cortavam algumas verduras, Ruby franziu a testa e depois abriu a boca em espanto –

– Se ela ouvir que você chamando-a de “Gina” você será um homem morto – disse apontando a ponta da faca para o amigo e ele apenas deu de ombros – Ainda não consegui falar com ela, mas até as sete ela estará aqui –

...

– Não Emma! Não consegue ver que isso não se trata de dinheiro? Quem quer que esteja fazendo isso está fazendo por alguma espécie de vingança – insistiu Regina em seu ponto de vista, Emma não iria entrar em discursão com aquela mulher. Regina se irritava quando era questionada por algo que ela tinha certeza –

– Regina está certa, não é sobre dinheiro – Emma e Regina olharam para Zelena quando ela afastou um pouco a cadeira mostrando o que havia em sua tela – Todos esses quatro são os que foram encontrados mortos com o número, excerto o rapaz da universidade que de acordo com o que Emma disse, ele se salvou e foi quando ela conseguiu ver essa carta com o número caindo de seu bolso –

– Isso já sabemos Wickedgma, qual a novidade? – toda aquela história estava deixando Regina irritada e frustrada. Emma tocou no braço de Regina como se estivesse pedindo calma –

– Prestem bem atenção no que irei mostrar. Owen Wilson, diretor geral do hospital da primeira explosão – Zelena clicou na página sobre o cirurgião e várias matérias apareceram, porém havia uma que envolvia o médico – Bradley Keaton, advogado respeitado e conhecido de Storyville, trabalhava na associação de advogados no qual se deu a segunda explosão – Zelena mostrou outra página com várias notícias do homem – Calvin Brewsten, gerente do banco da terceira explosão – clicou em outra página – E por último, Kevin Hudson, estudante e herdeiro das empresas Hudson, a universidade é praticamente do pai do garoto – Zelena olhou para as duas mulheres que pareciam intrigadas. Emma não tirava os olhos de Regina e Regina não tirava os olhos da tela brilhante a sua frente – Por favor, me digam que conseguiram ligar os pontos –

– Estou apostando minhas fichas que Regina deve ter entendido algo – respondeu Emma. Zelena sorriu, não conseguiria girar os olhos para Emma, ela poderia ser lenta em algumas coisas, mas isso só a deixava mais adorável –

– Como Regina parece paralisada eu vou explicar. Esses quatro têm algo em comum, não algo, alguém. Não sei se pode ser esse o homem que estamos procurando, mas que é algo extremamente estranho é. Dr. Wilson há uns dois anos foi acusado por um cidadão, aparentemente Wilson negou fazer uma cirurgia nesse homem a não ser por um preço bem alto, isso repercutiu na cidade inteira por causa da aparência bizarra desse homem. Bradley Keaton condenou um homem à prisão por ter assassinado a mulher, o homem esquartejou sua mulher e o filho que descobriu onde os pedaços de sua mãe estavam – Emma deu um passo para trás reconhecendo aquela história, Regina imediatamente foi até sua assistente vendo que ela parecia mais pálida do que o normal –

– Emma? Meu Deus, você esta suando frio – disse tocando na mulher, Regina sentou Emma na cadeira e loira negou qualquer cuidado para com ela –

– Estou bem, continue – pediu olhando para Zelena –

– Calvin Brewsten, foi parar nos noticiários depois de assalto que houve no banco, um homem sozinho tentou levar uma quantia enorme de dinheiro, mas Calvin acabou conseguindo impedir e chamar a polícia. E por fim, o garoto Hudson, ou melhor, a universidade era onde o tal homem ensinava, ele era professor de engenharia química, em uma das aulas práticas onde mostrava para os alunos o perigo de alguns elementos químicos, montou um tanque cheio de desperdícios químicos, algumas testemunhas afirmam que Hudson em uma de suas brincadeiras empurrou o professor e ele acabou caindo nesse tanque, mas como Hudson é poderoso não foi julgado. O resultado para esse pobre homem não foi à morte, e sim algo bizarro e inacreditável. Sua pele adquiriu um tom mais claro, quase chegando ao branco, os cabelos ficaram em um tom esverdeados, não muito, mas ficou e os lábios pareciam que sempre estavam pitados com carmim. Ele desistiu de dar aula depois que as gozações ficaram insuportáveis por causa da sua aparência –

– Dá pra parar de dar voltas e ir direto para o ponto? – pediu Regina impaciente enquanto ainda checava Emma –

– Ordenando tudo cronologicamente e com os fatos, temos uma história – disse com um sorriso – Depois que sofreu essa mudança após o banho de desperdícios químicos, ele começou a surtar, tentou fazer uma cirurgia no rosto para amenizar sua aparência, mas Owen se negou a menos que ele tivesse dinheiro suficiente para pagar. Tentou um empréstimo no banco e foi recusado, tentou roubar, mas Calvin o impediu. Ele surtou de vez, foi quando assassinou a própria mulher, esquartejou e seu filho descobriu tudo e o denunciou, Bradley o condenou a prisão. Eu me lembro disso, Úrsula e eu estávamos no julgamento, quando ele foi preso, ele gargalhava o tempo todo e antes de desaparecer com os guardas ele olhou para os jornalistas, para todos que estavam ali e disse que iria se vingar de todos que acabaram com sua vida. Acho que ele está começando a cumprir essa promessa – Zelena terminou dando um toque em seu óculos –

– Esse cara é louco, ele está preso? Ele deveria está em um manicômio, espera... Se ele está preso como pode está fazendo isso? –

– Ele foi mandado para um manicômio, pessoas assim são taxadas de loucas, mas são mais espertas do que você pode imaginar. Eu não o acho louco, o acho um psicopata e entre esses dois transtornos há uma grande diferença – explicou a ruiva sempre com um sorriso, Regina estava começando a achar assustador o fato de ela explicar algo tão terrível com uma certa fascinação –

– E quem raios é esse homem? –

– Jerome Gold, ou como ele ficou conhecido, The Gold Joke – respondeu – A piada de ouro, essas pessoas são péssimas para criar nomes – Zelena gargalhou, mas não foi acompanhada por Regina ou Emma –

– Emma? Querida, você está bem? – perguntou Regina, sem ao menos perceber que havia chamando a assistente por um apelido carinhoso – O que você acha sobre isso? –

– Ela... Zelena pode está certa, temos que verificar se ele ainda está no manicômio e qual será o próximo alvo – respondeu levantando-se –

– Eu fico e descubro qual será o próximo alvo, vocês vão até o “Enchanted Madness” e procurem saber sobre ele – afirmou Zelena voltando ao seu trabalho, Regina não achou uma boa ideia levar Emma, ela parecia abalada demais –

– Você fica, eu irei sozinha. Você não está em condições Swan – ordenou Regina, Emma logo negou e segurou o braço da morena –

– Não posso deixar você ir sozinha, e não argumente, eu irei.– Regina não argumentou, apenas concordou e seguiu, deixando Emma a um passo dela –

– Isso é tão divertido. Sou ótima em desvendar enigmas, não sou? – disse em animação, olhou para o bonequinho em sua mesa deu uma leve batida em sua cabeça, fazendo a cabeça mexer freneticamente – É, eu sou – respondeu para si voltando a procurar por pistas –

...

– Você está preocupada com algo, desde que Zelena falou aquilo você está estranha, tensa... – Regina deu partida em seu carro e seguiu – Emma, você pode confiar em mim... – insistiu Regina vendo Emma parecer distante. A loira olhou para Regina, “confiar” era tão complicado para Emma que ela evitava ceder àquela palavra –

– Não é nada de mais... – respondeu, Regina então se manteve calada, não iria insistir – Regina, acho que temos que conversar sobre –

– Ruby – comentou vendo o visor de celular mostrar a foto da irmã – Oi Ruby, está tudo bem? Estou dirigindo, é rápido? – Regina ouviu o pedido da irmã e olhou para Emma em seguida – Tudo bem, estarei aí – Regina desligou e voltou a olhar para a loira – Você estava falando o que? –

– Hum, nada – Emma achou melhor não entrar no assunto do quase beijo naquele momento, iria esclarecer o que havia sido aquilo, mas de repente percebeu que não era a hora certa –

...

– Ótimo, esse jantar vai ser incrível! – Killian animou-se com a notícia de que Regina iria se juntar a eles naquele jantar –

– Por que você está tão animado? – questionou Elsa já se sentindo a vontade com aquele rapaz -

– Acredite, ele deve está aprontando algo. – Ruby semicerrou seus olhos e Killian não negou –

– Eu? Aprontando algo? Talvez – respondeu com um sorriso malicioso – Agora se me dão licença, este rapaz precisa de um banho – Killian tirou seu avental e foi para seu quarto –

Killian foi até o banheiro de seu quarto e ligou a água para encher a banheira, preparando um banho de sais relaxante. Começou a cantarolar uma música qualquer e voltou para quarto em busca de sua toalha, franziu a testa com o vento que estava sentindo, tinha certeza que havia deixado sua janela fechada. Não gastou seu tempo perguntando quem havia aberto, foi até a janela e voltou a fechar. Quando virou-se, levou um susto fazendo-o cair sentado em sua cama.

– O que você está fazendo aqui?! Como conseguiu sair?! – perguntou. Porém já em pé mostrando que não era mais o garotinho medroso que um dia já fora –

– É assim que você cumprimenta seu pai depois de tanto tempo? – Killian manteve sua expressão séria e intimidadora, o outro homem gargalhou como se tivesse acabado de ouvir a piada mais engraçada de todos os tempos. Aquele cabelo em um tom de verde escuro, o rosto branco e aqueles lábios avermelhados era uma mistura assustadora, mas Killian não demonstrou o medo. O homem se aproximou e tocou o rosto do garoto – O que foi filho? Olha para mim – ordenou dessa vez segurando o rosto do filho — Por que está tão sério? – questionou abrindo um sorriso, mas sem sair nenhum som. Killian não acreditava que estava frente a frente com o homem que matou sua mãe a sangue frio, com o homem que um dia chamara de pai –

Notas finais
Então esse capitulo foi mais para explicar isso das explosoes. Alguns podem está achando demorado a relaçao SwanQueen, mas calma... Proximo capitulo terá uma cena bem importante entre elas e conhecerao quem é que sempre fala ao telefone com Regina, enfim... Bjors e me falem o que estao achando, se precisa melhorar algo.