Wonderwall
5 Help!
Notas iniciais
...
– Ruby... Ruby é sua irmã? – Emma não conseguia dizer outras palavras além daquelas – Ela... Cora sabe? – perguntou dessa vez olhando para Regina e foi quando a morena balançou a cabeça negando –
– Meu pai sempre dizia que iria contar, quando eu o questionava ele dizia “na hora certa querida”. Quando ele estava a um suspiro de ir embora, ele decidiu contar, eu via as palavras tentando sair desesperadamente de sua boca para contar à mamãe... – Regina parecia está vivendo a cena toda em sua cabeça, seu pai deitado na cama do hospital, sua mãe chorando desesperada. – Ele me olhou e depois se virou para mamãe, “eu preciso confessar algo” foram as ultimas palavras dele – Emma podia jurar que viu Regina secar uma lágrima de seu rosto, mas não falou nada – Então eu resolvi que iria continuar tudo do mesmo jeito, mamãe sem saber disso. Esse segredo não é meu para contar. Com a morte de papai eu e Ruby nos aproximamos mais, mesmo quando eu fui embora para New York continuávamos a nos falar, ela sempre me visitava já que eu não tinha muito tempo para vir – Emma então se lembrou das diversas vezes que Ruby viajava para NY e como inventava alguma desculpa para ninguém acompanha-la – Quando a avó dela morreu eu prometi que sempre estaria com ela, que ela sempre teria a mim. Ela é minha irmãzinha, eu prometi que iria cuidar dela – concluiu fechando os olhos pensando que essa promessa havia sido quebrada no momento em que Ruby sumiu –
– Ela nunca me disse nada... – comentou Emma tentando imaginar motivos para Ruby nunca ter falado isso para ela –
– Todos nós temos segredos Swan – Emma imediatamente olhou para Regina, sentindo o peso daquelas palavras para ela –
– Ei, não é sua culpa. Ruby ter sido sequestrada, não é sua culpa – Emma sabia que a palavra culpada estava martelando na cabeça de Regina, ela sabia como era se sentir assim –
– Mas eu tenho uma parcela de culpa, eu deveria está aqui no dia que ela foi sequestrada, mas eu adiei a viagem por causa de algo no meu trabalho. Se eu tivesse embarcado, se eu tivesse cumprido minha promessa ela não estaria naquela noite sozinha – Emma tocou no ombro de Regina e a morena de imediato olhou para seu ombro onde repousava a mão da loira –
– Ela é importante para mim também, eu irei encontra-la – prometeu. Regina deu um sorriso desacreditando nas palavras de Emma –
– O que faz você ter tanta certeza disso? –
– Eu sei quem levou Ruby, eu vou encontra-la – Regina se aproximou de Emma e levou suas mãos a jaqueta da mulher, de repente a jornalista parecia bem irritada –
– Você sabe quem a levou?! Você os conhece?! – Emma repousou suas mãos sobre os braços de Regina e os tirou de sua jaqueta –
– Primeiro, não toque na minha jaqueta – Regina girou os olhos e esperou mais palavras da loira – Segundo, eu não sou amiga deles então não pense que eu faço parte disso. –
– Como você conseguiu informações para descobrir quem a levou? – Emma já deveria ter se acostumado com a curiosidade irritante de Regina, mas sempre se esquecia desse detalhe sobre a filha de Cora –
– Tenho um amigo que é muito bom em certas coisas... – Regina arqueou uma sobrancelha e Emma coçou sua nuca, sentindo-se desconfortável – Olha, eu preciso checar algumas coisas e –
– Não termine essa frase Swan, eu não vou cobrir você. Vamos, precisamos de um plano para encontrar Ruby, nos leve até seu amigo que é bom “em certas coisas” – Emma balançou a cabeça negando e Regina puxou Emma por sua jaqueta fazendo as botas da loira arrastarem no chão enquanto estava sendo puxada por Regina –
– Argh! – Emma parou seus pés e Regina foi um pouco para frente quando não conseguiu arrastar mais Emma – O que eu disse sobre minha jaqueta? – Emma ajeitou sua jaqueta no corpo e olhou para Regina – Dessa vez você inventa uma desculpa para Cruella – Regina sorriu e Emma a acompanhou –
...
– É da Emma – respondeu Killian abrindo a mensagem –
– Tudo bem? Ela está com minha filha? Ela não fez nada com ela, não é? Porque eu juro, se ela encostar um dedo na minha filha eu acabo com ela! – Killian olhou para a mulher ao seu lado e girou os olhos, “como se você fosse capaz de acabar com Emma”, pensou o homem –
– Ela não fez nada com sua filha, Cora. Emma não é desse jeito, enfim, eu preciso ir. Ela disse que está com sua filha indo para minha casa, provavelmente as duas já sabem que estão à procura da mesma pessoa e precisam da ajuda desse homem irresistível e gênio que se chama Killian Jones – dessa vez foi Cora quem girou os olhos, até agora não sabia como ela e o homem se suportavam –
– Só me mantenha informada okay? E nada de mencionar sobre minha participação... Regina não pode saber do meu envolvimento com vocês, pelo menos não sobre o que fazemos com a ajuda de Emma – Killian colocou seu notebook na mochila e guardou o celular no bolso –
– Não se preocupe, se tem algo que nós sabemos fazer é guardar segredos. Agora vem aqui me dá um abraço – a mulher não se moveu, Killian levantou-se e abraçou Cora que permanecia com os braços cruzados recusando a aproximação do rapaz – Céus! Espero que sua filha seja mais simpática – Cora deu um leve sorriso e foi até a porta acompanhando Killian –
– Killian... – chamou antes do rapaz ir –
– Eu sei, não se preocupe. Emma sabe o que fazer e tenho certeza de que ela não deixará sua filha se envolver no que quer que seja que ela esteja planejando –
...
– ELSA! Meu Deus! O que fizeram com você?! – Ruby se aproximou das barras quando viu a loira sendo jogada na jaula ao seu lado – Elsa... Fala comigo – pediu preocupada. Elsa levantou sua cabeça do chão gélido e olhou para a morena, Elsa tinha o olho roxo e o lábio com manchas de sangue –
– Não se preocupe, eu... Eu vou ficar bem – respondeu sentindo uma dor infernal em sua costela –
– O que fizeram com você?! Porque fizeram isso? – Ruby queria atravessar aquela barra e ajudar a amiga, mas era impossível –
– O de sempre – tentou sorrir, mas foi impossível. Levantou-se com dificuldade e, mancando, foi até onde Ruby estava – Minha mãe não é como eles, ela não é má pessoa... Eles ficam obrigando-a a fazer coisas erradas e quando ela os enfrenta, eles a fazem sofrer e eles sabem que a única coisa que a faz sofrer é ver que estou sofrendo – Ruby passou seu braço pelas barras e conseguiu tocar o rosto de Elsa, a loira fechou os olhos com o toque suave, diferente do toque que ela teve há algumas horas –
– Eles vão pagar por isso, nós vamos conseguir sair daqui, vamos pa –
– Você é muito otimista... – disse interrompendo a conclusão de Ruby –
– Tem que ter um jeito de sairmos daqui Elsa. Espera, o que eles querem que sua mãe faça? – Elsa sentiu a falta da mão macia de Ruby quando a morena tirou de seu rosto –
– Coisas terríveis, minha mãe é apenas um soldado do que está por vir. Eu não sei exatamente o que é, mas a mente que está por trás disso tudo planeja algo terrível, Ruby – Ruby então se lembrou daquele rosto, se perguntando se a pessoa que a trouxe para cá era a pessoa que estava por trás de tudo aquilo –
...
– Nossa, por que demorou tanto? Você veio de carroça? – perguntou abrindo a porta e esperando que Emma e uma moça muito bonita entrassem na casa –
– Viemos no carro dela, o que é basicamente a mesma coisa – quando Emma terminou de falar sentiu uma tapa em sua cabeça, virou-se encarando Regina que parecia brava com algo –
– Não fale do meu carro – advertiu. Killian sorriu ao ver a expressão de sua amiga –
– Você deve ser Regina, eu sou Killian Jones – O homem apertou a mão de Regina – Tenho que dizer que seu nome foi o que mais ouvi nesses dois dias – Regina sorriu e olhou para Emma –
– Coisas ruins, pode ter certeza – afirmou Emma fechando a porta atrás de si e levando Regina até o sofá –
– Então, você é o amigo da Swan que é bom em certas coisas? – perguntou lembrando-se das palavras da loira, Emma olhou para o amigo tentando avisar para ser cauteloso em suas respostas –
– Certas coisas? Eu sou ótimo em tudo, querida – Regina deixou um sorriso de canto sair dos lábios com a resposta – Mas vocês não estão aqui para falar sobre minhas qualidades, o que estão procurando? – perguntou olhando para as duas mulheres lado a lado no sofá –
– Regina é uma grande amiga de Ruby – respondeu Emma, sentiu o olhar de Regina, mas não desviou os olhos do amigo – Ela é filha da Cora, tem algumas informações sobre o que aconteceu – Killian pegou seu notebook e já começou a procurar por sua ultima pista que havia deixado em algum disco no eletrônico –
– Antes de ser sequestrada ela me ligou –
– Sim, sim. Ela deu algumas características do possível sequestrador. Eu tive acesso a ultima ligação do celular dela, também tenho algumas imagens e vídeo daquele dia. Minha ultima conquista foi isso – disse Killian virando o computador e mostrando para as duas a imagem da pessoa que estava na frente de Ruby –
– Você é bom mesmo – confessou Regina surpresa –
– Eu gosto dela – retrucou Killian apontando para Regina –
– Isso é tão estranho. Por que eles a levaram? Eles não querem dinheiro, então isso pode ser duas coisas. A primeira é: alguém que precisa de pessoas para algum tipo de experimento. Segundo, algo pessoal. Não houve nenhuma noticia ou registro de que teve mais sequestro pela cidade, o que nos resta é a segunda opção, mas me pergunto o que Ruby deve ter feito para alguém querer fazer algum mal à ela? – Killian levantou as sobrancelhas em espanto, Regina era boa e Emma sabia disso –
– Você é boa – devolveu Killian para Regina –
– Ruby é esperta e sabe se defender, se ela foi realmente sequestrada com o propósito de pagar por algo, essas pessoas teriam que levá-la para algum lugar distante de todos e de tudo, onde não tivesse nenhum meio de Ruby conseguir escapar, mas que também fosse seguro e tivesse recursos para que as pessoas que fizeram isso pudessem ficar lá. Há algum lugar por aqui distante, onde tenha um abrigo seguro e grande? – Emma e Killian olharam espantados para Regina– O quê? Sou uma boa observadora –
– Há um galpão velho há alguns quilômetros daqui, é no meio do nada. – respondeu Killian pensando na possibilidade de Ruby realmente está lá –
– Essa cidade é no meio do nada, você tem ser mais específico –
– Emma? – chamou o amigo olhando para a loira, ela parecia distante e preocupada –
– Regina pode está certa, há uma chance de Ruby está lá – respondeu Emma. Regina sorriu e se levantou, porém Emma segurou seu braço – Para onde pensa que vai? –
– Resgatar Ruby – Emma levantou-se e negou, ainda segurando o braço da mulher –
– Não, você não vai. Essas pessoas podem ser perigosas, vamos avisar a policia e eles irão verificar o local – disse Emma. Killian franziu a testa se perguntando se Emma estava realmente considerando fazer isso, ao invés de voar até lá e trazer Ruby de volta. Regina manteve seus olhos fixados em Emma e depois de um tempo suspirou quebrando o contato visual –
– Você está certa, vamos avisar a policia e eles irão atrás dela – Emma mais aliviada soltou o braço da mulher, não precisava de mais uma pessoa em perigo –
– Killian vai fazer esse favor para nós, ele vai até a policia e conta tudo. Nós duas vamos voltar para o jornal e investigar o caso das explosões –
– Não se preocupe, eu irei até a policia e deixarei vocês sabendo de tudo – Regina agradeceu Killian e sorriu, logo saindo da casa para esperar Emma –
– Não conte nada a policia, verifique se há algum indicio de pessoas naquele galpão e depois me avise – pediu Emma enquanto abraçava o amigo –
– SWAN – Emma girou os olhos quando ouviu o grito irritante de Regina chamando-a –
– Já falei que gostei dela? – perguntou gargalhando com a expressão irritada de Emma –
...
– Eles vão encontra-la, não é? Seu amigo vai mesmo à policial, certo? – perguntou Regina entrando no carro –
– Ele vai, e vai nos manter informadas. Olha, se até amanhã não tivermos nenhuma noticia de Ruby, nós iremos até esse galpão. O que acha? – sugeriu Emma. Regina olhou desconfiada por um momento, mas não falou nada. Se Ruby tivesse mesmo nesse galpão, hoje mesmo ela estaria de volta – Ei, não vai atender? – perguntou Emma ouvindo o som do celular de Regina tocando –
– Pega para mim, por favor – pediu Regina ligando o carro e com sua atenção na estrada. Emma tirou o celular da bolsa e foi inevitável não ver o nome e a foto que preenchia a tela do celular – Eu sei, eu sei. Desculpa, mas eu não tive muito tempo desde que cheguei aqui – Emma sentia-se constrangida por ouvir a conversa, mas não era como se ela pudesse sair do carro – Não sei, Ruby ainda está desaparecida e irei ficar aqui até conseguir algo, tenho a sensação de que logo ela estará aqui novamente – Regina ficou calada por um momento, ouvindo as palavras que ecoavam pelo seu ouvido – Preciso desligar, estou dirigindo. – Regina sorriu e antes de desligar voltou a responder – Eu também – Regina finalizou a chamada e entregou o celular para Emma colocar onde estava. Emma resolveu permanecer calada –
...
– A que devo a honra? – Cruella afastou um pouco sua cadeira da mesa e olhou para a bela mulher parada a sua frente –
– Uma de suas repórteres, ela invadiu minha sala e roubou arquivos confidenciais Cruella. Dessa vez sua busca por matérias foi longe demais – Úrsula encarava Cruella, era difícil tê-la ali em sua frente e agir como se nada tivesse acontecido entre elas –
– Onde estão as provas de que foi uma repórter minha? – depois de muito tempo convivendo com Úrsula, Cruella acabou aprendendo algumas coisas sobre direitos –
– Um dos guardas descreveu exatamente como era a pessoa, e imagina minha não surpresa quando descobri que era alguém muito similar a que trabalha para você – disse se referindo a Regina e Cruella sabia disso –
– Quero imagens, quero algo concreto. Como você sabe que ele não está mentindo? Posso dar mil e um motivos para ele fazer isso. Enquanto isso, sugiro que volte ao trabalho, ultimamente essa cidade anda perigosa demais – respondeu acendendo um cigarro, Úrsula imediatamente tomou da mão de Cruella e o apagou –
– Quantas vezes vou ter que dizer que isso faz mal? –
– Querida, você perdeu o direito de dar opinião sobre o que faço da minha há muito tempo. Agora se retire daqui, ou vou ter que chamar a policia? – Úrsula manteve seu olhar em Cruella por alguns segundos, observou como lentamente Cruella voltou a acender o cigarro –
– Isso não acabou Devlin. Deixe seus empregados longe do meu trabalho – Úrsula saiu batendo a porta, Cruella olhou para a porta imaginando se a mulher iria voltar. Olhou para o cigarro e uma ponta de culpa lhe atingiu, apagou-o e voltou sua atenção para o computador –
...
– Tia Ursi – David tocou na mulher assim que a viu passando, Úrsula virou-se e sorriu – Desculpa, força do hábito – disse se referindo ao “tia” –
– Querido, não se preocupe, apesar do que aconteceu comigo e sua tia, eu sempre o verei como um sobrinho – Úrsula deu um beijo no rosto de David deixando a marca de batom, adorava aquele garoto – Olha só, a cada dia está mais belo –
– Então, posso ajuda-la com algo? Ou você veio ver — Úrsula logo negou antes que David pudesse dizer o nome de Cruella –
– Só vim resolver alguns assuntos, nada pessoal – disse tirando o sorriso dos lábios de David, o garoto queria ver aquelas duas juntas... Novamente –
– Sinto sua falta, e ela também –
– Vamos marcar um jantar, só você e eu – respondeu dando um ultimo beijo no garoto – Ah, leve o seu namorado, está mais do que na hora de eu conhecê-lo e fazer algumas perguntinhas – David gargalhou e concordou –
– Só não o assuste okay? Eu realmente gosto desse – disse, automaticamente apareceu uma imagem de Killian em sua mente –
– Não posso prometer nada – Úrsula deu de ombros causando gargalhadas no rapaz –
– Até mais – disse dando tchau para a mulher. Úrsula deu uma ultima olhada ao redor, procurando por uma certa repórter e depois saiu. David voltou para sua mesa, mas parou no meio do caminho quando se deparou com uma cena inusitada – Procurando por algo? – perguntou vendo Emma e Regina debaixo de suas mesas –
– Achei! – Emma abaixou sua cabeça e fingiu colocar algo no olho – Minha lente caiu e Regina estava me ajudando a procurar – as duas levantaram ainda recebendo um olhar desconfiado de David –
– Sei... – disse olhando uma ultima vez para Emma e saindo –
– Essa foi por pouco, se a detetive nos visse aqui estaríamos em problemas – disse Regina voltando a sentar em sua cadeira –
– “Estaríamos”? Você estaria. Pelo o que ouvi, o guarda reconheceu você e não eu – disse Emma tirando a culpa de si, segurou o sorriso quando viu Regina ficar perplexa com o comentário –
– Estamos no mesmo barco Swan, se eu afundar não tenha dúvidas de que levarei você comigo – respondeu olhando para o rosto da loira, quando desviou seu olhar Emma pôde soltar o sorriso, olhando uma vez mais para a morena marrenta a sua frente –
Emma constantemente olhava para seu celular, a ansiedade estava lhe matando, precisava de noticias, precisava saber se realmente alguém estava naquele galpão, talvez fosse Ruby. Pensou na pessoa da imagem, e com aquele pensamento suas mãos fecharam sobre a mesa, ela podia ver as veias aparecendo sob sua pele, precisava se acalmar e guardar toda a raiva para quando encontrassem quem havia sequestrado Ruby. Sua atenção foi roubada quando em uma das vezes que olhou para mulher a sua frente viu algo estranho.
– Regina? Regina? – Emma levantou-se e foi até a mulher – Você está bem? – perguntou vendo Regina massagear suas têmporas –
– Eu... – Regina fechou os olhos por alguns instantes e Emma ficou ao seu lado com medo de que ela caísse – Estou com um pouco de dor de cabeça, só isso – respondeu olhando para Emma –
– Você tem certeza? – perguntou –
– Sim, é só que estou com muita coisa na minha cabeça. – Regina pegou sua pasta com alguns documentos e entregou para Emma – Você pode dar uma olhada e tentar achar alguma pista sobre as explosões? Acho melhor ir para casa e descansar um pouco – Emma pegou a pasta e colocou na sua mesa –
– Eu levo você –
– Não, eu posso dirigir, vou para casa da minha mãe, não é tão longe – Regina pegou sua bolsa e antes de sair olhou preocupada para Emma – Me avisa se tiver alguma pista sobre Ruby? – Emma afirmou com a cabeça e Regina fez seu caminho até o elevador –
– Onde a Mills está indo? – Emma fechou os olhos quando ouviu aquela voz vindo detrás dela –
– Foi levantar noticias sobre o assassinato de alguém – respondeu virando-se e sorrindo para Cruella –
– Estou começando a me arrepender de ter colocado vocês duas juntas – disse semicerrando seus olhos para Emma – Enfim, Úrsula veio atrás de uma de vocês, da próxima vez sejam mais cuidadosas. Como está o caso das explosões? Regina ainda acha que algo está interligado? –
– Ela tem certeza disso –
– É melhor ela ter mesmo – respondeu Cruella saindo da visão de Emma –
– Vamos lá Killian, liga – comentou Emma para si, voltou a sentar em sua cadeira e abriu a pasta de Regina procurando algum sentindo concreto naquele caso –
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– Tenho más noticias — o homem alto olhava para baixo, a cadeira a sua frente permanecia virada, sem mostrar a pessoa que estava sentada – Descobriram que estamos aqui, ela chegará a qualquer momento, precisamos ir. Ela irá nos matar – disse um pouco desesperado, sabia com quem estava lidando e não queria correr o risco de morrer. A cadeira virou-se e sem ao menos ele poder se defender, uma flecha acertou direto em seu peito esquerdo –
– Já deveria saber que não tolero covardes no meu time – levantou-se e foi até o homem ao chão, o sangue escorrendo e os olhos abertos, congelados pelo o ultimo momento de vida – É exatamente isso que eu anseio, Emma Swan precisa apenas de um aviso para o que está por vir – sorriu e abaixou apenas para cravar ainda mais a flecha no peito do homem –
...
– Gina, você por aq – Regina pegou o braço de Killian e o girou, fazendo o corpo do homem fazer o mesmo. Com uma mão Regina segurava o braço de Killian e com o outro braço prendia o pescoço do homem –
– Jamais, em hipótese alguma me chame de “Gina” – respondeu entrando mais na casa, ainda segurando o homem naquela posição – Me dá o endereço daquele galpão ou eu juro que posso apagar você aqui e agora – Killian tentava falar algo, mas o aperto em seu pescoço o impedia – Eu vou soltar você, não tente nenhuma gracinha – Regina soltou o homem e ele caiu no chão, buscando ar –
– Me lembre de nunca mais na minha vida lhe chamar de “Gina” novamente – respondeu levantando-se e olhando para mulher –
– O endereço – ordenou Regina. Killian olhou para a mulher e pensou que se desse aquele endereço iria morrer nas mãos de duas pessoas, Cora e Cora. Killian então tentou correr, Regina girou os olhos, pegou o porta-retrato e o jogou, acertando exatamente na cabeça do rapaz – Isso pode ficar pior – Regina foi até o sofá e pegou o notebook que ainda estava no móvel, fez menção de jogar no chão e Killian gritou –
– Tudo bem, tudo bem! Eu dou o endereço – Regina sorriu e Killian se aproximou pegando seu notebook –
– Se você me mandar para o endereço errado eu volto e dessa vez será pior – Killian engoliu a seco e concordou –
...
Há horas Emma estava estudando aqueles casos, fazendo anotações e percebeu que Regina estava mesmo certa, parecia algo interligado. Pegou-se pensando se Regina estava bem, já passara horas que a jornalista havia ido embora e não recebeu nenhuma mensagem dizendo que ela tinha chegado bem ou estava melhor. Tomou um leve susto quando o celular vibrou em sua mesa, mostrando o rosto de Killian.
– Finalmente! Porque demorou tanto? Conseguiu a informação? – perguntou ansiosa –
– “Emma? Regina está indo para o galpão, me desculpe, ela veio aqui e me agrediu e conseguiu tirar de mim o endereço. Você tem que impedi-la de – Emma não esperou mais nenhuma palavra e saiu dali, foi então que caiu em si, Regina estava mentindo, ela tinha armado tudo para ir sozinha, ela deveria ter pensando que Regina faria isso – Emma? Você ainda está aí? Emma?!”
...
– Se algo acontecer com minha filha você vai pagar por isso Jones! – Cora entrou em seu carro trazendo Killian com ela – Eu acabo com você – continuou. Não poderia deixar nada acontecer com Regina, ela era tudo em sua vida, já havia perdido Henry, não poderia perder Regina também –
– Ela vai ficar bem, ela é bem esperta, corajosa e tem uma força que imobilizou esses músculos – disse apontando para seu corpo – Ela é como você, e ainda tem mais, Emma vai está lá – Cora acelerou o máximo que pôde –
– Abra a maleta – ordenou. Killian abriu e soltou um grito – Espero que você saiba atirar, porque é o único modo que você poderá se defender – as mãos trêmulas do rapaz encostaram na arma, ele fechou a maleta e olhou para Cora –
...
Regina parou seu fusca em uma parte da plantação ao redor do galpão, assim ninguém perceberia. A arma que tinha pegado de sua mãe agora estava em suas mãos enquanto ela fazia movimentos cautelosos, o sol já estava se pondo e ela agradeceu por isso. Escondeu-se atrás de um container quando ouviu passos se aproximar, observou a sombra de alguém se formar ao lado, não sabia se tinha mais alguém, mas resolveu arriscar, seria pior se ficasse ali parada. Saiu detrás do container e levou sua mão ao ombro do homem, em um simples e certeiro toque apertou um local no ombro, fazendo o homem cair no chão desacordado, naquele momento agradeceu as diversas aulas que teve com sua mãe de como se defender. Desarmou o homem ao chão e o arrastou para detrás do lugar onde antes estava escondida. Sorriu orgulhosa de si e avançou, precisava entrar naquele local, ouviu algumas pessoas discutindo e saindo da entrada, apontou sua arma para os dois homens que saiam, certamente iria chamar atenção, com dois tiros acertou a perna de cada um, fazendo com que outros aparecessem. Regina aproveitou e deu a volta no local, procurando por outra entrada e como sempre ela estava certa, conseguiu entrar pelo lado oposto onde tinha atirado. Viu algumas jaulas, quando estava para se aproximar ouviu gritos e tiros, escondeu-se entre algumas caixas de madeira, as vozes e tiros aumentaram e naquele momento ela pensou que estava perdida, ouviu vozes gritando por socorro e foi quando percebeu que era Ruby, de repente um silencio preencheu o local, Regina não pensou duas vezes e saiu dali, indo em direção a jaula onde ouviu a voz de sua irmã.
– Regina?! Ai meu Deus! Regina é você!? – perguntou Ruby não acreditando em seus olhos, Regina sorria aliviada e chorava preocupada com o que pudesse ter acontecido com sua irmã –
– Estou aqui, eu disse que não iria abandonar você – Ruby sorriu ainda sem acreditar que era sua irmã – Se afasta – pediu. Ruby foi para o fundo da jaula e Regina atirou duas vezes no cadeado fazendo-o abrir. Abriu a jaula e agarrou Ruby em um abraço – Tudo bem Rubs, está tudo bem – disse Regina abraçando com força sua irmã –
– Elsa! – Ruby olhou para o lado e viu Elsa ainda inconsciente, a dor havia feito a loira apagar – Precisamos ajuda-la – pediu. Regina atirou apenas uma vez no cadeado e o objeto abriu-se. Ruby correu e pegou Elsa, pediu ajuda a sua irmã e Regina foi até lá –
– REGINA! RUBY! – Ruby e Regina se entreolharam conhecendo a voz, Emma se aproximou e respirou aliviada quando viu as duas garotas juntas – Rápido, temos que sair daqui – ordenou. Ela queria abraçar Ruby e perguntar varias coisas, mas a prioridade naquele momento era tirá-las dali –
– Mas já? Está tão cedo, Ruby foi uma excelente hóspede – Emma fechou os olhos, a voz que tanto a atormentou estava de volta. A loira virou-se e ficou frente a frente novamente com a pessoa que havia tirado a vida de seus pais –
– Snow – disse respirando pesado, os olhos gritando raiva. Snow sorria como se tivesse acabado de ganhar um premio que há tanto tempo queria –
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