Wonderwall
13 Don't Let Me Down
Notas iniciais
...
– Emma? O que você pensa que está fazendo? – Regina dava passos para trás conforme Emma tentava se aproximar –
– O que eu deveria ter feito desde o momento em que nos conhecemos – Emma fechou os olhos e se aproximou da boca de Regina, a morena deu uma tapa na cara da loira que no mesmo momento abriu os olhos – Tapa de amor não dói! – Regina se armou para dar outra tapa, mas a loira segurou antes que a mão da outra novamente tocasse em seu rosto –
– Sugiro que deixe sua boca longe da minha – Regina saiu da frente de Emma e foi até a porta – Voltamos amanhã para o jornal, Cruella precisa de nós – respondeu já com a mão na maçaneta, Emma ainda tinha uma mão no rosto onde Regina deixou sua marca –
– Achei que você iria embora – comentou feliz em saber que Regina parecia não querer voltar –
– Você pode dizer que tenho motivos maiores para ficar – Emma sorriu e Regina girou os olhos saindo do quarto da mulher –
– Ela ainda não sabe, mas nossas bocas ainda vão se tocar – disse dando uma boa olhada na parte de trás da morena enquanto ela ia embora –
...
– Ei, que grito foi aquele? – perguntou Killian virando seu corpo no sofá para encarar Regina –
– Sua amiga é louca! LOUCA! – Regina pegou seu casaco e saiu da casa sem dar muita explicação. –
– EMMY?! – gritou Killian, poucos minutos depois a loira apareceu na sala com um sorriso nos lábios que deixou o amigo desconfiado –
– O que houve? – Emma pulou no sofá, outra ação que fez Killian ficar desconfiado –
– Regina disse que –
– O que eu estava fazendo que não a percebi antes?! Você já deu uma olhada naquela mulher, Killian? Com certeza ela será minha morte – Emma falava tão empolgada que fez Killian levar sua mão a testa da amiga, verificando se ela estava delirando – Vai ser tão fácil, ela também está louca por mim, ela não tirava os olhos da minha boca quando estávamos próximas, só recusou meu beijo porque está se fazendo de difícil – Killian imediatamente desligou a televisão e ficou em pé com as mãos nos quadris olhando para Emma como se ela tivesse duas cabeças –
– VOCÊ TENTOU BEIJÁ-LA?! –
– Céus Killi! Se acalma, achei que você apoiasse nós duas –
– E eu apoio, mas... – Killian se aproximou da amiga quando percebeu algo estranho em seus olhos – Emma... – o homem segurou o rosto da loira e ficou observando por alguns segundos os olhos dela. A mais ou menos a cada cinco segundos os olhos verdes adquiriam uma leve linha vermelha ao redor da pupila da loira, era quase imperceptível, só notava se olhasse bem de perto – EMMA VOCÊ ESTÁ USANDO DROGAS?! – perguntou desapontado e furioso. Emma gargalhou e negou –
– Por que eu faria isso Killian? Já deu uma boa olhada na minha vida? Eu sou um máximo, linda, charmosa, um corpo maravilhoso, e sem contar que tenho poderes, isso me deixa totalmente irresistível. Por qual razão eu usaria drogas tendo isso tudo? – Killian não gostava nada daquela versão convencida de sua amiga, definitivamente algo estava acontecendo –
– Emma, algo aconteceu com você. Há poucas horas você estava dizendo o quanto sua vida era desastrosa e você queria distância de Regina –
– Distância daquela mulher?! Você deve está ficando louco meu amigo – Emma sorriu e levantou do sofá –
– Onde você vai Emma?! – perguntou preocupado –
– Tenho coisas melhores e mais divertidas para fazer – Emma piscou para o amigo e abriu a porta. Pela janela Killian pôde ver a amiga voando pelo o céu –
– Mais o que diabos está acontecendo?! – se perguntou – Já sei, já sei! – Killian correu e pegou seu notebook – Qual é Google, é melhor você ter algo sobre o Superman – pediu enquanto digitava a procura da história do homem que era pai de Emma –
...
Regina entrou em casa e logo viu Graham dormindo no sofá com a televisão ligada, resolveu não acordá-lo. Foi até o quarto de sua mãe apenas para checar se estava tudo bem e depois foi para seu quarto. Tirou o casaco e da sua blusa tirou o que havia pegado do quarto da assistente, era a máscara da misteriosa mulher que a salvou, ela tinha certeza de que era da tal mulher. Ela iria questionar Emma, mas a loira parecia ainda bêbada agindo estranho, então Regina achou melhor questioná-la no dia seguinte. Quando deitou-se não conseguiu parar de pensar na ideia de Emma lhe beijando e em como seria, em outros momentos ela se pegava pensando na mulher misteriosa da máscara, ela precisava saber mais.
...
– Bom dia – respondeu Killian se espreguiçando enquanto sentava na cadeira ao lado de Emma na mesa – Acho que sei o que está acontecendo com – Killian parou de falar quando seus olhos encontraram alguém estranho se aproximando –
– Eu tenho que ir agora – a garota de cabelos vermelhos intensos e olhos claros apareceu na cozinha e deu um rápido beijo nos lábios de Emma – Iremos nos encontrar novamente, certo? – pediu esperançosa enquanto olhava para Emma –
– Mas é claro – respondeu Emma puxando a garota para mais um beijo, dessa vez mais intenso, foi quando Killian fez questão de mostrar que estava ali –
– Desculpe – pediu a mulher envergonhada ao perceber pela primeira vez Killian – Esse aqui é meu número, vou ficar esperando – Emma estava para se levantar quando a garota a impediu – Eu sei o caminho – depois de outro beijo a garota saiu, deixando Killian boquiaberto –
– A noite foi ótima, mas não terá uma outra vez Ariel – Emma rasgou o papel que a ruiva havia deixado com o número e voltou a comer –
– Se importa de explicar Swan?! – perguntou confuso –
– O que tem para explicar? Eu a salvei e ela quis mostrar gratidão – respondeu dando de ombros – Não se preocupe, eu não saí voando nem nada. Só a livrei de ser estuprada ou algo assim –
– Emma... – Killian iria falar algo para repreendê-la, mas resolveu não fazer, ao invés disso resolveu ir em outra abordagem – Sabe, ontem eu estava pesquisando algo sobre Superman e essas coisas, como seu pai é o Clark eu queria saber se as coisas que estavam na pesquisa eram verdades ou só mito de fãs – Emma girou os olhos, mas esperou o amigo continuar – Aquelas pedras... Elas são reais? –
– O quê? Kryptonita? Sim, são. – disse voltando a comer –
– A verde pode machucar seu pai e até mesmo matá-lo se for exposto por muito tempo, certo? – Emma limitou-se a afirmar com a cabeça – A vermelha faz o que mesmo? – perguntou já sabendo a resposta –
– Ela tem um efeito ligado à personalidade, quando um kriptoniano fica exposto a ela, ele passa a adquirir outra personalidade, não pensa nas consequências dos seus atos, faz coisas que se estivesse em seu estado normal não faria. –
– Isso tem os mesmos efeitos em você? –
– Em alguns kriptonianos sim, como eu sou filha dele então sim. Mas não se preocupe, essas pedras não são fáceis de achar, duvido que tenha alguma na Terra. Não se preocupe comigo Killi, nenhum louco achará kryptonita verde para me matar – Killian franziu a testa, ainda mais intrigado –
– Outra perguntinha, quando um de vocês é exposto a kryptonita vermelha, como faz para reverter? –
– Papai disse que tem dois modos. Se um de nós for apenas exposto por alguns momentos, a duração do efeito é entre 24h à 48h. Agora se possuirmos a pedra em nós, como em uma pulseira, colar ou algo assim, o efeito só irá passar quando a pedra for destruída – explicou percebendo que o amigo estava curioso demais – Por que tanto interesse nisso Killi? – o homem negou com a cabeça e sorriu –
– Nada, absolutamente nada – disse voltando a comer e pensando se Emma realmente havia sido exposta a tal kryptonita –
– Ótimo então – Emma pôs seu prato na pia e saiu da cozinha –
– Aonde você vai?! – perguntou Killian vendo Emma pegar um buquê de flores – E para quem são essas flores? – Emma colocou sua jaqueta e ajeitou o cabelo –
– Não são apenas “flores”, são Tulipas Amarelas. – corrigiu cheirando as flores – Isso é para Regina –
– Achei que você já estava em outra, aquele cosplay da pequena sereia parecia bem interessada em você – respondeu lembrando-se da mulher que havia dormido com a amiga, que mais aprecia ter saído de um filme de peixes da Disney –
– Aquilo foi apenas sexo, com Regina é algo a mais – disse esperançosa. Sorriu e saiu antes que o amigo pudesse fazer qualquer outra pergunta –
Killian continuou a aproveitar seu café da manhã, pensou na explicação que Emma havia lhe dado, se realmente fosse efeito de kryptonita vermelha ele não achou tão mal, no máximo ela iria ficar dois dias daquele modo e talvez fosse até bom para admitir algo em relação à Regina.
Quando estava levando sua última colherada de cereal à boca a campainha começou a tocar, o homem grunhiu e levantou-se ainda de hobby.
– Olha só, estava pensando em você – Regina girou os olhos e entrou –
– Cadê sua amiga? Vim buscá-la – respondeu olhando ao redor em busca de Emma –
– Ela já foi – Killian percebeu o vermelho brilhante no colar de Regina e os pontos ligaram – Você tem que tirar isso agora! – disse apontando para o colar –
– O quê?! Do que está falando?! – disse levando sua mão para cobrir o colar –
– Emma. Ela é alérgica a essa pedra. Regina, é sério – Regina negou e olhou para o rapaz achando que ele estava enlouquecendo. Killian arrancou o colar e jogou no chão, começou a pisar até que pequena pedra virasse farelo –
– SEU IDIOTA! – Regina abaixou-se para ver o que havia sobrado de seu lindo colar – EU VOU MATAR VOCÊ KILLIAN! – Killian levou suas mãos ao rosto esperando os tapas, mas nada aconteceu. Quando tirou as mãos do rosto pôde ver Regina olhando fixamente para algo na cozinha –
– Mas o q – Killian sentiu seu celular vibrar no bolso de seu hobby e atendeu – O que foi?! É, digamos que acabei de descobrir e Regina também – Killian desligou o celular e ficou apenas observando igual Regina –
– Vocês sabem onde Emma está? Acordei e ela havia ido – disse a mulher de boa aparência enquanto comia uma fruta –
– Você vai levantar dessa cadeira e sair em três segundos – ordenou Regina se aproximando ameaçadoramente da mulher –
– Não, obrigada. Esperarei Emma –
– Queridinha, essa é a namorada dela! Se eu fosse você saia antes de receber um olho roxo – a garota olhou para Killian e depois para Regina que realmente parecia que iria atacá-la, a jornalista não negou o comentário de Killian –
– Se eu estou aqui é porque ela não liga muito para a namorada – disse dando de ombros. Regina não sabia como e quando realmente aconteceu, mas de repente ela já estava sobre a garota atacando-a –
– OPA! CHEGA! CHEGA! – Killian tirou Regina que atacava o ar na tentativa de pegar a mulher –
– LOUCA! – gritou a garota saindo da casa –
– O que deu em você? Preocupada com sua namoradinha?! – perguntou Killian brincando com fogo. Os dois ouviram um barulho de buzina e Regina lembrou que não havia vindo sozinha –
– Não vai ser hoje, mas haverá um dia que ainda irei acabar com sua raça, Killian. Estou só anotando – Regina saiu da casa deixando Killian em gargalhadas –
...
– Ótimo, você veio trabalhar hoje, mas cadê a Mills? – perguntou Cruella ao ver Emma em seu posto –
– Primeiro tenho que dizer que você está fabulosa hoje Cruella – Cruella sorriu com o comentário e Emma piscou para a mulher – Regina deve está a caminho –
– Tenho que dizer que estou feliz por está de volta querida, passe no minha sala depois – Emma apenas concordou enquanto observa Cruella ir para sua sala com um certo molejo maior em seus quadris enquanto andava –
– Ei, ei... Não ganho um bom dia? – perguntou Emma vendo a ruiva passar por ela sem falar nada – Zelena? Tudo bem com você? – perguntou enquanto andava ao lado da mulher –
– Está tudo bem. É só que... – Zelena abaixou a cabeça e Emma tocou no queixo da mulher para levantar. Zelena com uma mão tocou na lateral do óculos e olhou para Emma – Não me sinto confortável em falar com você depois que eu fiz aquele papel de boba no café – Emma lembrou-se do que havia dito – Desculpa, não queria ignorar é você, mas eu fico constrangida –
– Você não precisa ficar constrangida, eu que deveria me sentir assim por ter recusado um pedido seu, mas quer saber? O que me diz de tomar um café comigo? Ou até mesmo um jantar – Zelena sorriu como uma criança, mas depois seu sorriso despareceu –
– Não precisa fazer isso Emma, só vai me deixar ainda mais constrangida me chamando para sair por pena – Emma imediatamente negou –
– Pena? Você estaria me fazendo um favor, eu fui uma idiota por ter recusado algum pedido seu. Nunca se recusa um pedido de uma garota, principalmente bonita como você – Zelena definitivamente estava envergonhada. Emma sorriu e piscou para a mulher – Depois combinamos – Emma saiu da frente de Zelena que ainda parecia uma boba olhando Emma –
– Quer um conselho? – Zelena tomou um leve susto quando ouviu a voz do rapaz ao seu lado. David tinha os braços cruzados enquanto observava a cena a frente – Não entra nessa Zel, é perceptível que há algo acontecendo ali – disse apontando com a cabeça para onde Emma e Regina estavam. Zelena tirou o sorriso dos lábios ao ver como Emma olhava para Regina, sua carga de raiva estava começando a aumentar, a ruiva virou-se ignorando David e voltou a seus afazeres –
...
– São para você – Emma mostrou o conjunto de Tulipas Amarelas amarradas em um lindo buquê. Regina sorriu quando as pegou e desfez a curva nos lábios quando as jogou no lixo – Mas, mas o que?! Por quê?! – perguntou apontando para as flores no lixo –
– Deveria dar para a vadia que estava com você – respondeu sentando-se e ligando o computador. Emma então se lembrou de que Killian havia dito que Regina estava lá quando ela havia ligado para dizer que tinha outra mulher em seu quarto –
– Eu não dou flores para qualquer uma, e não são simplesmente flores. Tulipas Amarelas, por que ninguém entende? – Regina deu uma rápida olhada para o cesto e reconheceu que era a mesma flor que Emma havia levado quando ela estava no hospital –
– Que seja Swan. Não me interessa – disse em um tom indiferente. –
– Mas é sempre bom saber quando você está com ciúmes, significa que está acontecendo algo no seu coração para comigo, não é? – Regina parou de mexer no computador e olhou para Emma não acreditando que ouvira aquilo –
– Você esqueceu isso, como acha que vai conseguir falar comigo o dia todo? – Emma estava se segurando para não atacar aquele homem ou até mesmo fuzilá-lo com os olhos. Regina percebeu o desconforto de Emma e resolveu aumentar a ira da mulher –
– Ah querido, não precisava se incomodar – Regina levantou e deu um beijo no canto da boca de Graham fazendo Emma quebrar o lápis que estava em sua mão –
– Emma não é mesmo? É um prazer revê-la – disse Graham em um tom amistoso, Emma virou-se para a tela do computador ignorando o homem. Graham ouviu um nome familiar sendo chamado e sorriu. Emma acompanhou o olhar do rapaz e viu que ele olhava para Zelena – Enfim, preciso ir – disse voltando a olhar para as duas mulheres. Emma ficou ainda mais furiosa ao perceber quão descarado era aquele homem, olhando para outra mulher mesmo estando com Regina –
– Encontro você mais tarde – respondeu Regina sedutoramente para o homem. Graham então entendeu o que estava acontecendo, sorriu e foi para o elevador. Emma acompanhou o rapaz – Emma! – chamou Regina, Emma ignorou e entrou no elevador com Graham –
– Vai descer também? – perguntou Graham vendo Emma ficar ao seu lado no elevador. A porta se fechou e Emma o jogou contra a lateral, seu braço forçando no pescoço do homem enquanto sua outra mão estava sobre o abdômen do rapaz – O que... – Graham não conseguia terminar a sentença quando tinha sua garganta sendo pressionada –
– Presta atenção no que vou dizer, Regina é uma pessoa incrível. Eu vi o jeito que você olhou para Zelena, se você sequer pensar em trair Regina eu acabo com você, e pode ter certeza de que quando eu digo essas palavras não é só uma ameaça, eu realmente acabo com você. Entendeu? – Graham apenas concordou com a cabeça e Emma o soltou. O elevador abriu e o rapaz saiu imediatamente, a loira apertou o botão levando-a de volta para o jornal –
...
– O que você foi fazer? – perguntou Regina ao ver Emma de volta –
– Pegar um café – respondeu –
– E onde está? –
– Já bebi – Emma odiava as perguntas de Regina, pareciam não ter fim –
– Cruella quer falar com vocês duas – informou um dos estagiários. As duas levantaram e foram até a sala da mulher –
– Aí está minha dupla favorita – Cruella abriu um sorriso e pediu para as duas sentarem – Primeiro eu quero agradecer as duas pelo o que fizeram por mim naquele dia, Regina por ter se arriscado por mim e Emma, bom, por tentar – Emma girou os olhos com a falta de elogios, queria dizer que havia sido ela a salvar a vida da mulher – Fico feliz que tenha aceitado minha proposta de ficar no jornal por mais um tempo Regina –
– Aqui é mais interessante do que pensei, acho que alguns meses não vão me fazer nenhum mal – disse sem olhar para Emma. A loira não mostrava, mas estava sorrindo por dentro –
– Ótimo. – Cruella acendeu um cigarro e o tragou – Como vocês sabem essa misteriosa mulher que salvou minha vida não é humana, ninguém sabe muito sobre ela, o que é ótimo. Por isso quero contar com vocês para que nós do Daily World sejamos os primeiros a descobrir a identidade dela. Imaginem quão grande será isso, irá repercutir pelo o mundo inteiro. Precisamos revelar a identidade dessa mulher – Cruella estava tão empolgada que havia esquecido do cigarro, Regina e Emma pareciam não gostar da ideia –
– Você não parou para pensar que, se ela usava máscara e tudo mais para se disfarçar, quer dizer que ela não quer ser descoberta? – indagou Emma não gostando da ideia –
– Isso será incrível queridinha, as pessoas vão amar saber que há alguém nos protegendo, principalmente se esse guardião for um super-herói. Isso é nossa chance de colocar Storyville no mapa, todos os olhos se voltarão para nossa pequena cidade –
– Eu não acho uma boa ideia – disse Emma. Regina olhou para a assistente desconfiada, queria entender o porquê de Emma estava tão preocupada, imediatamente lembrou-se da máscara que havia achado na pilha de roupa da mulher –
– Emmyzinha, minha linda e encantadora assistente. Você não é paga para achar algo, mas tudo bem, se não quiser pode ir. Estou falando exclusivamente com vocês porque confio no trabalho que vocês fazem, e nós três tivemos contato com essa mulher, por isso quero que essa busca por ela seja feita entre nós. O que me dizem? Posso contar com vocês? – Emma olhou para Regina como se pedisse para ela não aceitar, a morena apenas voltou a olhar para a editora e concordou – Ótimo, não esperava outra coisa de vocês – Emma levantou-se e saiu sem dizer absolutamente nada –
– Ela não está muito bem hoje – desculpou-se Regina pela a assistente. Cruella não pareceu se importar e só pediu para a jornalista ir embora –
...
– Ah não, agora vai ser assim? Cora me dar um tempo okay? – Cora ignorou a lamentação de Killian e entrou na casa do rapaz –
– Eu preciso de sua ajuda, eu... Killian... – Cora estava nervosa, o que era estranho, o homem segurou a mão da mulher e a levou para o sofá –
– O que houve Cora? Você está pálida – disse preocupado –
– Ontem deixaram isso na minha porta – Cora tirou o colar do bolso e entregou para o rapaz. Killian reconhecia aquele objeto –
– O que você está fazendo com isso? É da Ruby – Killian sabia porque havia um RL gravado na frente, lembrou que Ruby nunca havia deixado ninguém ver a foto de dentro –
– Abre – pediu a mulher. Killian abriu e viu duas fotos, uma era Ruby e Regina, a outra era Ruby mais nova, um homem e uma garotinha – Esse é Henry, meu marido e essa é Regina. O que isso quer dizer? O que isso quer dizer?! – a mulher levantou e começou a andar pela sala – O que quer dizer Killian? Porque eu não tenho ideia do que seja – Killian fechou o colar que abrigava as duas fotos –
– Ei, deve ter uma explicação lógica para isso. Você precisa se acalmar Cora – pediu o homem vendo que sua parceira de crime realmente estava quase entrando em crise –
– Será que... – Cora fechou os olhos ao pensar na possibilidade que estava pairando sobre sua cabeça – Regina e Ruby podem ser... –
– Claro que não Cora, isso é impossível. Elas não podem ser irmãs se é isso que você está pensando. – Killian trouxe Cora de volta para o sofá – Deve haver uma explicação para isso, vamos falar com Regina –
– Não – retrucou imediatamente – Vamos acabar logo com isso, essa duvida está me atormentando desde ontem. Consiga para mim um fio de cabelo de Ruby, se elas têm alguma relação eu irei descobrir sozinha – Killian percebeu a dor nas palavras da mulher, o que o deixou desconcertado –
– Ei, tenho certeza de que não é isso. Não cheguei a conhecer seu marido, mas tenho certeza de que ele não seria louco de trair uma mulher maravilhosa como você – Cora deixou-se sorrir com aquele comentário confortante – E Regina não mentiria para você – Cora segurou-se naquelas palavras esperando ser verdade, acreditando que sua filha não mentiria para ela –
...
– Opa, essa é a hora. – Graham olhou-se no vidro espelhado de uma loja e arrumou seu cabelo – Vai lá Graham Dent, você é o melhor – Graham sorriu com o próprio elogio e começou a andar. Propositalmente esbarrou na mulher que deixou alguns instrumentos de trabalho cair no chão – Perdão. Por favor, me desculpe, não foi minha –
– Tudo bem, provavelmente foi minha culpa, sempre ando distraída – a mulher pegou a pasta do chão e tentou desviar de Graham –
– Essa culpa é minha, agora me deixe pagar um café para compensar? – Graham tirou os óculos escuros e sorriu para a mulher – Graham, Graham Dent – apresentou-se –
– Zelena Wickedgma – respondeu cumprimentando o homem com um aperto de mão – Está desculpado, mas preciso ir – Graham a praguejou em sua mente, mas não tirou o sorriso –
– Por favor, se você não aceitar o café, a culpa vai me corroer por dentro. Apenas um café, é só isso. Prometo que não sou nenhum fora da lei – Zelena gargalhou e aceitou. Graham saiu da frente da mulher para ficar ao seu lado e começou a andar ao lado ela, puxando assuntos irrelevantes –
...
– O que deu em você hein? – Regina fechou a porta atrás de si do terraço e começou a andar em direção a loira que estava em pé na ponta da lateral do prédio, um simples empurrão e Emma caia dali – Emma desce daí! – ordenou temendo que algo ruim acontecesse – EMMA! – Emma deu um curto pulo para trás fazendo o que a jornalista havia pedido –
– O quê Regina? O que você quer? – perguntou parecendo chateada –
– Você está diferente, o que houve? Cruella não pareceu gostar muito do seu comportamento –
– E desde quando você se importa com o que Cruella diz? – retrucou imediatamente como se já esperasse a pergunta – Quer saber? Eu já estou cheia desse lugar. Eu nunca deveria ter voltado para esse jornal – Regina estava incomodada com a estranha mudança de humor da loira, algo definitivamente estava acontecendo com ela –
– Você não vai sair do jornal. Você vai continuar comigo escrevendo e investigando matérias para esse jornal – respondeu Regina segurando o braço esquerdo de Emma, as duas se olhavam já bem próximas. Emma olhou para seu braço que ainda estava sendo segurado por Regina –
– E por que eu faria isso? – perguntou sem se soltar do aperto em seu braço –
– Porque eu sei seu segredo Emma – Emma sentiu seu corpo estremecer e Regina percebeu que havia alcançado Emma com aquela ameaça –
...
– Se importa de me explicar como isso foi parar na minha sala? – Gold levantou da cama e foi até a porta de vidro onde conseguia ver perfeitamente a doutora –
– Achei que gostava de rosas, essa é especial – disse apontando para a única rosa que se encontrava em um recipiente de vidro nas mãos de Belle –
– Acho que os guardas irão gostar de saber como isso foi parar na minha sala –
– Eu tenho meus métodos – respondeu Gold sorrindo e vendo que Belle tentava não mostrar nenhuma expressão – Você pode jogá-la se quiser, eu só queria agradecer de alguma forma – Belle franziu a testa ao observar o motivo do pequeno presente – Não sei o que você fez comigo ontem, mas trazer as lembranças amargas do meu passado me fez pensar em algumas coisas –
– Coisas como? – perguntou curiosa. Gold tirou o sorriso dos lábios e hesitou por um momento – Gold? –
– No que eu me tornei para meu filho. Sempre disse para mim mesmo que não iria me tornar em meu pai, mas fiz muito pior – respondeu parecendo arrependido aos olhos de Belle. Gold balançou a cabeça e virou-se de costas – Mas isso não importa mais, certo? Eu fiz o que fiz, nada de voltar no tempo – uma gargalhada magoada saiu do homem –
– Há outras formas de compensar. Enquanto ainda estivermos vivos, poderemos sempre mudar de alguma forma nossos atos de arrependimentos – respondeu Belle vendo a fragilidade do homem. Gold negou e deitou em sua cama –
– Nada pode mudar o que foi feito Dra. French – Belle tentou argumentar, mas o homem voltou a falar – Não tire a rosa da cúpula, ela não sobreviveria – alertou. Belle ficou parada apenas observando o homem olhar para o teto branco do quarto. A médica saiu, olhava para rosa como se acabasse de ganhar um presente de seu namorado apaixonado. Belle imediatamente tirou aqueles pensamentos da cabeça – Fácil como um explodir alguém – comentou Gold voltando a gargalhar ao perceber como Belle havia ficado ao ver a flor – Logo logo você se juntará a mim, Dra. French. Teremos que pensar em nome melhor para você. – disse divagando com seus pensamentos –
...
– Do que você está falando? Eu não —
– MENTIRA! – Regina soltou o braço de Emma – Eu sei de tudo Emma, eu sei sobre a tal mulher misteriosa – Emma engoliu a seco e negou com a cabeça – Não adianta mentir, ontem quando eu estava no seu quarto eu encontrei a máscara vermelha. É exatamente a máscara da mulher que me salvou, ou seja –
– Regina eu posso explicar, não é o –
– Você a conhece! – respondeu apontando um dedo para a mulher, como se houvesse descoberto o segredo do ano –
– O quê?! – perguntou Emma em uma mistura de alivio e surpresa –
– Exatamente, você a conhece. A máscara na sua casa, no dia em que eu estava no hospital você foi a primeira a saber, o que obviamente ela disse para você, já que foi ela que me salvou. E hoje você ficou toda incomodada ao saber que Cruella a queria expor. Você a conhece! – Emma gargalhou, o que deixou Regina extremamente irritada – SWAN! – gritou repreendendo aquela risada –
– Desculpa – pediu se recompondo – Você me pegou, sim eu a conheço. É por isso que não concordo com Cruella e por isso que você encontrou a máscara no meu quarto – respondeu aliviada por Regina não ter ligado certos os pontos –
– Eu quero fazer um acordo –
– Tudo bem –
– Com ela, e não com você – esclareceu a jornalista – Preciso que você diga para ela que me encontre – Emma não estava gostando daquela conversa da morena –
– Para isso você vai ter que me devolver a máscara. Ela com certeza não irá aparecer de cara limpa na sua frente. Ela não quer ser exposta Regina – disse preocupada. Regina não pôde deixar de notar a preocupação na fala da loira, o que a deixou intrigada –
– Você e ela... São... – Regina não conseguia completar a sentença. Emma sorriu e se aproximou de Regina esperando que a jornalista terminasse a frase – Você tem que parar de invadir o espaço pessoal dos outros, Emma –
– Não. – respondeu Emma sentindo a mesma sensação de quando estava em seu quarto com Regina, estavam tão próximas. – Eu e essa super-heroína não temos nenhum relacionamento carnal ou amoroso, se é isso que está na sua mente e quer saber por quê? – Emma parou seus passos e Regina fez o mesmo. Emma esperava por uma resposta de Regina e quando viu a morena abrindo a boca não esperou mais, deixou seus lábios encontrarem os da morena. A mão de Emma foi imediatamente para a cintura de Regina e a morena enlaçou seus braços em volta do pescoço de Emma. Para ambas o beijo tinha um gosto diferente de todos que já provaram. Era intenso e ao mesmo tempo carinhoso, as mãos de Regina subiram até os cabelos de Emma, acariciando e até mesmo puxando-os quando sentia a língua de Emma lutar por dominância. O vento do terraço era frio e batia sobre a pele de Regina, mas não era isso que a estava deixando arrepiada, e sim Emma. A loira puxou a cintura de Regina e seus corpos agora estavam colados, a jornalista sentiu uma pulsação abaixo de sua cintura e achou melhor acabar por ali, aquele era uma aviso e se Emma continuasse a beijá-la daquele jeito ela não seria capaz de recusar o que viesse depois –
– Emma... – chamou Regina abrindo os olhos para encontrar os de Emma em uma tonalidade mais escura, um verde cheio de desejo. Percebeu uma leve tonalidade de vermelho ao redor da pupila da loira e achou estranho. Emma não iria se controlar daquela vez, com suas mãos ainda sobre os quadris de Regina a levantou, fazendo a jornalista prender suas pernas sobre a cintura de Emma – Emma – Emma negou mais uma vez, abaixou-se um pouco para voar. Ela não poderia ficar apenas no beijo, sabia que Regina queria mais assim como ela. Não se importava se iria mostrar seus poderes. Algo nela falava mais alto – Emma! – chamou pela terceira vez. Emma apenas sorriu maliciosamente –
– Ainda bem! Encontrei vocês – David abriu a porta do terraço e Emma voltou a ficar em uma posição ereta – Desculpa interromper qualquer coisa – Regina logo corou e desceu de Emma – Mas vocês precisam cobrir algo que apareceu. – informou David logo saindo do local –
– Não. Vamos para casa, quero terminar o que comecei – lamentou Emma. Regina negou com a cabeça, não sabendo como responder aquela pergunta ou como encarar o que sentira com aquele beijo –
...
– Estava começando a achar que daria para trás – comentou Snow sem virar-se para olhar quem havia entrado em sua sala. Levantou a mão e dois guardas que estavam com ela saíram, deixando-a sozinha com a outra pessoa –
– Eu fiz tudo o que você pediu –
– Sério? Porque pelo o que notei está tudo do mesmo modo. Você sabe o que acontece se falhar não é mesmo? – Snow virou-se e sorriu –
– É só questão de tempo. Cora vai descobrir que Regina e Ruby são irmãs. Tudo vai desmoronar – Snow se aproximou e começou a rondar a pessoa, como se fosse um leão faminto prestes a atacar à presa –
– Quando isso acontecer, aí nosso trato será feito. Mas enquanto nada acontece, você continuará do mesmo jeito – Snow saiu de perto e observou a pessoa já irritada fazer seu caminho para saída – Ah, e Elsa? Não me decepcione – Elsa queria voar sobre aquela mulher e acabar com ela, mas ao invés disso ela apenas concordou com a cabeça e saiu da sala da mulher –
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