Wonderwall
4 Do You Want To Know A Secret?
Notas iniciais
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– Céus! Onde você estava Regina? Tem ideia do quanto eu fiquei preocupada?! Por que você não atende esse raio de telefone?! – Regina ignorou as perguntas de sua mãe e passou direto para o quarto sendo seguida por sua mãe –
– Mãe, eu não tenho mais quinze anos, sei me cuidar sozinha – respondeu parando na porta do quarto e olhando para sua mãe, como se perguntasse se ela havia acabado com o falatório –
– O fato de você não ter mais quinze anos não quer dizer que eu me preocupe menos. Onde você estava que não podia atender ao telefone? – Cora suspirou e fechou os olhos por alguns segundos pensando na pergunta que martelava em sua cabeça desde cedo – Regina... –
– Eu encontrei algo que pode ajudar a encontrar Ruby, uma pista. Satisfeita? Posso descansar agora? – Regina abriu a porta de seu quarto quando não ouviu nenhum argumento de sua mãe, porém Cora segurou seu braço impedindo-a de terminar aquela conversa –
– Regina, você vai parar com isso agora. Esse não é seu trabalho, a polícia está trabalhando para encontrar Ruby, fique fora disso. Aqui não é New York, os criminosos não comentem crimes apenas por dinheiro, eles comentem crimes para provar que são perigosos. Você não pode se meter com isso, eu não vou deixar! – Regina puxou seu braço, tirando as mãos de sua mãe de si –
– Eu não tenho medo, o que eu não posso fazer é ficar de braços cruzados enquanto minha, enquanto Ruby está por aí Deus sabe lá como. – Cora às vezes odiava o fato de Regina ser tão parecida com ela, quando colocava uma ideia na cabeça nada a fazia desistir –
– O que tem essa garota hein? Por que é tão importante? Você e ela são mais do que amigas, é isso?! – perguntou Cora estudando sua filha, Regina havia congelado com a pergunta, não esperava por isso – Por que você não disse que ela havia ligado para você antes de desaparecer? Eu tive que apagar esse registro, não sei como não vieram atrás de você para questionar isso... Achei que não tivesse segredo entre nós – Regina não sabia como responder todas aquelas perguntas, ela queria, queria muito, mas não sabia se teria coragem –
– Eu também achei que não tinha segredo entre nós, mamãe. Acho que me enganei com isso, eu sei que há mais do que você me contou sobre seu relacionamento com Emma. Você não pode exigir algo de mim quando age da mesma forma – com essas ultimas palavras Regina fechou sua porta deixando Cora parada do outro lado, ainda presa às palavras de sua filha –
Regina levou suas mãos à cabeça por alguns momentos, havia tido um dia cheio. As perguntas em sua mente pareciam correr sem direção certa e ela não sabia como acalmar aquele fluxo de questionamentos. Queria descobrir o que acontecera com Ruby, queria explicar para sua mãe o que ela e Ruby têm, queria concluir o caso das explosões pela cidade, queria acabar com tudo aquilo e voltar para New York, para o lugar onde pertencia. Os documentos que havia conseguido na sala da detetive, não era sobre as similares explosões em diversos cantos da cidade, era sobre o desaparecimento de uma garota, fotos de câmeras das ruas foram anexadas ao documento, nas fotos era possível ver duas pessoas, a vitima e o agressor. Era o caso de Ruby. A morena jogou-se na cama, sentindo seu corpo agradecer por um lugar confortável, ouviu seu celular tocar e imediatamente o pegou, um suspiro de frustração saiu, achava que seria outra pessoa. Deixou que seu celular tocasse a música irritante até cair na caixa postal, diversas vezes, depois ela retornaria, ou simplesmente mandaria uma mensagem se desculpando por não dá noticias nos últimos dias.
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– Você anda assistindo e lendo muita historias de super heróis meu amor – Killian roubou um rápido beijo de seu namorado e voltou a descansar sua cabeça sobre o peito de David enquanto assistiam ao noticiário –
– Eu sei que você deve me achar um louco, mas eu estou dizendo Killi. Quando eu vim tirar algumas fotos daquele circulo misterioso na plantação, algumas pessoas disseram que viram pela janela raios e algo caindo sobre o local, depois saiu voando, eles descreveram como uma espécie de estrela cadente passando pelo o céu. –
– Ai não! Não me diga que pode ser algum extraterrestre, você sabe que eu morro de medo dessas coisas, eu vou embora desse lugar – respondeu sentando-se, estava apavorado com aquela ideia de ter mais alguém que não fosse humano ou Emma, naquela terra. David gargalhou e puxou Killian de volta para a posição que estavam –
– Isso não existe, meu amor. Voltando, eu achei super estranho essas declarações, mas não dei muita importância, até eu saber de um assalto que teve há algumas quadras do jornal. Os assaltantes foram presos e eles falaram que uma mulher apareceu, deu uma surra neles, e depois saiu correndo em uma velocidade incrível, tudo que eles conseguiram ver foi o borrão vermelho diante de seus olhos, você precisava vê-los, parecia que uma gangue havia dado uma surra neles. –
– Isso não quer dizer que há super heróis aqui Dave –
– Eu nunca disse que havia, só comentei os fatos estranhos que acontecem no meu trabalho – retrucou olhando para seu namorado – Mas se bem que seria incrível, não acha? Um herói de verdade entre nós, com super poderes e tudo. De manhã apenas um ser normal com um trabalho qualquer, e a noite combatendo os crimes – respondeu David empolgado, Killian gargalhou, adorava esse lado geek de seu namorado, provavelmente uma das coisas que o fez cair de joelhos apaixonado por aquele príncipe encantado disfarçado de fotógrafo –
– Se conhecer alguém assim, por favor, me apresente – disse Killian ainda gargalhando. Assim que fechou sua boca a porta abriu mostrando Emma –
– Emma! – disse David sorrindo para a mulher, Killian engoliu a seco com a coincidência que havia acontecido naquele momento – Então? Como está sendo trabalhar no jornal? –
– Já tive trabalhos piores – disse sentando-se no sofá entre o casal –
– Você estava até essa hora lá? – perguntou David já fazendo anotações mentais para questionar sua tia o porquê de Emma está tendo tanto trabalho assim –
– Eu estava revisando algumas coisas, Regina me fez rever um caso para ser discutido na próxima reunião de pauta. Por isso a demora –
– Parece que vocês se deram muito bem, não é mesmo? – disse David gargalhando, Emma apenas girou os olhos, se batesse em David ele provavelmente teria que ir ao hospital, então resolveu não fazer tal coisa. –
– Amanhã conversamos mais, o que acha de irmos dormir Dave? – perguntou Killian levantando-se e piscando para o namorado, Emma levantou-se quando viu aquela interação –
– Não, não. O que combinamos? Nada de sexo aqui, vão para o apartamento do Dave, vão para o motel, vão para o meio da plantação, mas aqui não. Já fiquei traumatizada demais com aqueles ruídos –
– Emma! – disse cruzando os braços, Emma não iria ceder dessa vez –
– Tudo bem, está tarde mesmo. Amanhã eu faço um jantar especial e você pode ficar até mais tarde, o que acha? – perguntou David levantando-se e olhando para o namorado –
– Acho que você é o namorado perfeito – Killian retrucou logo capturando os lábios do namorado, Emma girou os olhos e virou de costas com aquele teaser de filme pornográfico –
– Até amanhã, Ems. Até mais meu amor – disse dando um ultimo selinho em Killian e saindo, Emma poderia jurar que havia corações na pupila do amigo –
– Ah, não vejo a hora de você começar a namorar para eu poder empatar suas noites selvagens – disse frustrado olhando para a amiga –
– Você vai esperar um longo tempo amigo, pode ter certeza – disse saindo da sala e indo para seu quarto –
– Espera, não vai me contar o que aconteceu?! Emma! Emma! – chamou, porém a loira estava com muito sono para dizer tudo o que acontecera em seu dia cheio de novidades –
Emma entrou em seu quarto e foi logo tirando a roupa para tomar um banho, quando as gotas d’água tocaram seu corpo a loira pôde relaxar. Depois de ter saído daquele lugar com Regina, a morena não disse nada sobre o que tinha conseguido pegar, apenas falou que amanhã conversariam sobre o caso da explosão, porém ela sabia que havia algo que Regina estava escondendo e ela precisava saber o que era. O dia havia sido mais agitado do que ela imaginava, toda vez que ouvia alguém em perigo, ou o radio policial que ficava em sua mesa que informava algum assalto ela inventava uma desculpa qualquer para resolver, e ainda tinha Regina que não deixava a loira respirar nenhum momento, e pensar que aquilo iria acontecer novamente no dia seguinte a deixava um pouco frustrada.
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– Ótimo, você acordou. Preciso te falar algumas coisas – Killian pôs o café na xícara de Emma e sentou-se diante da amiga – Cora e eu descobrimos algo sobre Ruby –
– O que está esperando? Fala – Killian hesitou por um momento, odiava quando Emma soava rude – Por favor, Killinho, me conte o que houve – reformulou deixando o amigo satisfeito –
– Conseguimos o vídeo do momento em que Ruby foi sequestrada – os olhos de Emma pularam ao ouvir aquilo –
– Onde está? Eu preciso ver – pediu. Killian abriu sua mochila que estava na cadeira ao se lado e pegou o ipad –
– Esse é o vídeo, está sem áudio como pode perceber – Killian observava Emma que tinha seus olhos no eletrônico – Esse que a pegou, tenho quase certeza de que é um homem... Isso não foi assalto Emma, eles planejaram isso. Quem quer que seja, queria unicamente Ruby – Emma franziu a testa quando percebeu algo –
– Volta um pouco – pediu. Killian sem entender fez o que a amiga pediu – Há mais alguém, observa como ela para e olha para frente. Existe mais alguém a frente Killian! – Killian pela primeira vez percebeu o que Emma havia dito, Ruby realmente parecia ter visto algo na frente por isso parou, porém a câmera que invadiu só conseguia mostrar até certo ponto da rua –
– Você tem razão –
– Eu preciso da outra imagem, preciso saber quem estava à frente. Só assim eu posso pegá-los, esse aqui está de capuz, não consigo nenhuma pista com isso – disse frustrada por não ter o que precisa para encontrar a mulher –
– Se acalma aí Emma. Eu estou fazendo o que posso – respondeu no mesmo tom de voz –
– Não parece o bastante! – Emma pegou sua jaqueta vermelha e saiu da casa, não deixando Killian dizer que também havia conseguido o áudio da ultima ligação de Ruby –
...
Regina desceu as escadas da casa de sua mãe, pegou as chaves do carro encima da mesa. Pensou em ir até sua mãe e dar um beijo dizendo um alegre “bom dia”, mas as coisas estavam tensas entre as duas, ela não queria ser a primeira a dar o braço a torcer. Respirou fundo e foi até porta, sem se dar conta de que sua mãe estava no sofá.
– Ela me salvou – Regina parou quando tinha a mão na maçaneta da porta – Emma, ela me salvou – Regina virou-se e olhou para mãe sentada no sofá parecendo desconfortável em mencionar aquilo –
– O quê? –
– Você estava certa, eu não fui sincera com você. – Regina se aproximou, não se importava se chegaria atrasada – Há mais ou menos dois anos atrás, eu estava indo fazer compras em um supermercado, era tarde, estava escuro e quase ninguém saia aquela hora. Resolvi ir andando já que é a poucas quadras daqui, no meio do caminho fui abordada por três homens armados insistindo que eu entregasse todo o meu dinheiro, você me conhece, eu –
– Não desisto antes de uma boa luta – Regina completou a frase que sempre ouvira de sua mãe, era como uma frase de incentivo para a jornalista, sempre que estava em momentos difíceis lembrava que sua mãe sempre fala isso –
– Exatamente. Então eu tentei lutar contra eles, eu fui a melhor agente que esse país já teve, não poderia deixar três homens levar o que é meu. Consegui desarmar um e quando estava contando vitória, os dois que sobraram me apontaram armas, uma na minha cabeça e outra na direção do peito, naquele momento o dinheiro não era o bastante, talvez eu tenha ferido o orgulho deles e naquela hora eles queriam minha morte – Regina sabia com toda certeza que aquela historia era real, que daquela vez sua mãe contava a verdade – Foi então que essa jovem valente apareceu, lutou contra eles e me salvou, se não fosse por ela eu não estaria aqui. – Cora estava falando a verdade, apenas omitiu como Emma conseguiu desarmar aqueles homens – Depois de alguns dias eu a encontrei para agradecer e foi quando eu descobri tudo o que havia acontecido em sua vida, a morte dos pais e tudo, e naquele momento ela virou uma espécie de filha –
– Ela a salvou? Como ela conseguiu impedir que eles não atirassem? – a curiosidade da mulher a fazia ir longe, em cada detalhe –
– Acho que ela é muito boa em luta – respondeu dando de ombros, foi quando Regina se lembrou daqueles homens ao chão na noite passada, definitivamente observaria mais Emma Swan – Eu não contei porque achei desnecessário, perdoe-me se fiz grande caso dessa minha relação com Emma. Não quero que tenha nenhum segredo entre nós querida, isso nunca é bom – complementou. Regina sentiu-se um lixo quando Cora lhe contou a verdade, era como se ela tivesse a obrigação, depois daquela revelação, de também ser honesta sobre algo com sua mãe –
– Eu estou atrasada, depois conversamos – disse saindo dali parecendo preocupada com algo –
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– Loirinha, está na sua hora – Ruby levantou-se bruscamente quando viu um homem bastante intimidador abrindo a espécie de jaula que prendia Elsa –
– Para onde vão me levar?! O que eu fiz?! – perguntou Elsa tentando soltar-se das mãos firmes do homem que segurava seu braço –
– Você sabe exatamente para onde vai, já sabe que quando sua amada mãe tenta nos desobedecer alguém tem que sofrer, e quem melhor do que a filha querida? – Ruby bateu nas barras de ferro ao ver e ouvir as barbaridades daquele homem, iriam machucar Elsa –
– Elsa! – chamou Ruby –
– O que foi docinho? Está querendo se juntar a sua amiguinha? – perguntou se aproximando da grande de Ruby ainda segurando o braço da loira – Não se preocupe, sua hora está chegando – respondeu piscando para Ruby e saindo do local com Elsa que tentava soltar-se – Calma aí loirinha, nossa brincadeira está apenas começando – a gargalhada daquele repugnante homem fez Ruby sentir calafrios –
– ARGH! – resmungou em frustração, Ruby precisava sair dali, mas não tinha ideia de onde estava e quem era aquelas pessoas ou o que queriam –
– Eu sei que deve ser frustrante ficar presa sem saber o propósito disso. – Ruby imediatamente levantou sua cabeça quando ouviu aquela nova voz – Mas não se preocupe – a pessoa se aproximou da grande e Ruby foi para o fundo da jaula, estava assustada, a pessoa a sua frente era exatamente a pessoa que ela encontrou naquela noite antes de ser sequestrada – Tenho certeza de que em breve alguém virá lhe salvar e então você entenderá a importância de eu ter sequestrado você – e sem dizer mais nenhuma palavra a pessoa saiu, deixando Ruby ainda mais confusa e assustada –
...
– Mills, para você – David entregou o café para a jornalista e sentou-se sobre a mesa da mulher –
– Leu meus pensamentos, estava mesmo precisando disso. Obrigada – agradeceu tomando um gole de seu expresso enquanto fazia anotações e olhava o mapa da cidade – Isso não faz sentido, ou melhor, faz sentindo, mas eu não estou conseguindo decifrar – disse frustrada –
– Algo que eu possa ajudar? – perguntou virando o mapa para sua direção e vendo alguns pontos destacados –
– Aquela explosão de ontem no banco, está ligada a outras duas explosões. Quero entender qual gancho entre elas – respondeu suspirando –
– Isso parece trabalho para detetives Regina, você deveria deixar isso nas mãos deles. Nós apenas reportamos a noticia – David sorriu com o girar de olhos de Regina –
– Espera, onde a Swan foi parar? Não a vejo desde que cheguei aqui – só naquele momento Regina havia percebido que Emma não estava ali, estava tudo quieto demais –
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Emma levou suas duas mãos ao carro sobre o trilho e o empurrou, fazendo facilmente o veículo sair daquele lugar onde em segundos seria estraçalhado pelo o trem que não teria condições de parar a tempo. Emma foi até o carro e abriu a porta, verificou o estado do motorista, ele estava inconsciente, porém tinha sinais vitais, Emma respirou aliviada e saiu do local voando, sabia que em alguns momentos o homem iria acordar e simplesmente não iria conseguir imaginar o que ela havia feito.
Lá do alto Emma conseguia ver pequenos pontos, pareciam formigas. Desceu quando viu um lugar onde não tinha quase ninguém, já em terra firme sacudiu as mangas de sua jaqueta e ajeitou sobre seu corpo, prendeu seu cabelo em um rabo de cavalo e continuou sua caminhada até o jornal, estava pedindo aos céus que não descobrissem que Cruella não havia lhe pedido nada e ela estava simplesmente atrasada.
– Eu estarei fazendo um favor ao mundo tirando sua vida, seu velhote! – um homem a frente chutava um pobre senhor de rua, enquanto mantinha a faca apontada para o homem ao chão –
– Você! Deixe-o em paz! – ordenou Emma se aproximando daquela cena, odiava becos por causa disso, sempre tinha algo de errado acontecendo –
– Hoje é meu dia de sorte? – o homem sorriu maliciosamente quando viu Emma, umedeceu seus lábios – Primeiro vou acabar com a raça desse velhote que me deve dinheiro, depois vou aliviar minha tensão com você belezinha – Emma fechou suas mãos em punho quando ouviu as palavras –
– Deixe-o ir! – ordenou novamente. O homem piscou para Emma e já estava para cravar a faca no estômago do senhor, quando Emma de repente apareceu segurando o punho do agressor, impedindo que a faca em sua mão atingisse o homem ao chão – Por que vocês não gostam de um aviso prévio? – Emma torceu o braço do homem fazendo-o largar a faca e ranger os dentes com a dor. O senhor apavorado saiu dali –
– Vadia! – o homem conseguiu chutar a parte detrás das pernas de Emma fazendo-a dobrar os joelhos, não esperava aquilo, porém não teve nenhum efeito. O homem correu para apanhar a faca enquanto Emma se erguia novamente –
– Eu odeio essa palavra, odeio quando ouço algum vagabundo dizendo isso para alguma mulher – Emma andou até o homem que tremia a faca em sua mão, em um movimento diagonal tentou acertar a loira, porém ela desviou mais rápido do que seus pensamentos, os olhos do homem cresceram em espanto – Olha, eu já estou atrasada, então vamos terminar logo isso – o homem correu e Emma suspirou abaixando a cabeça e balançando-a, como se estivesse reprovando a ação do homem. Emma correu e antes que o homem pudesse pular a grade ela o pegou e o jogou no chão –
– Eu... Desculpa... Eu só... Eu só queria que ele pagasse a divida – respondeu quando Emma o levantou pelo o pescoço – Eu... – o homem com muito esforço levou sua mão até o braço de Emma conseguindo cravar a faca no braço da mulher –
– Isso foi muito rude da sua parte – respondeu Emma olhando para o homem, sem pensar duas vezes o jogou contra as escadas de emergências dos apartamentos ao lado, com um machucado na cabeça o homem apagou, não havia morrido – Argh! Sujou minha jaqueta – resmungou tirando a faca de seu braço e amassando-a como se fosse papel. Seu braço sangrava e ela tirou a blusa do homem para estancar o sangue, dentro de algumas horas seu braço estaria bem melhor – Droga! Regina vai me matar – e sem pensar duas vezes correu –
...
– Olha quem resolveu aparecer –
– Eu sei, mas tive um bom motivo para o atraso – respondeu Emma tirando sua jaqueta – Fui assaltada e acabei machucada – Regina levantou seus olhos para conferir e levantou-se assustada com o que viu –
– Você precisa ir ao hospital! – Regina foi até a loira e segurou o braço que tinha uma camiseta velha servindo de curativo –
– Não foi nada, foi apenas um corte superficial, com certeza nem cicatriz vai ficar, mas enfim... O que temos para hoje? – respondeu ligando o computador, Regina ainda segurava o braço da loira preocupada – Hum, vou precisar dele – respondeu apontando para seu braço, Regina corou levemente, porém não passou despercebido por Emma –
– Você não consegue sobreviver sem mim não é? Eu deixo você sozinha por algumas horas e você se mete em confusão – Regina voltou a sentar em sua cadeira resmungando, fazendo Emma sorrir –
– Regina – Regina levantou seu olhar para ver quem estava lhe chamando. – Eu – a garota que segurava alguns papéis tropeçou em algo, antes que pudesse cair Emma levantou-se e segurou a mulher, impedindo-a de que ela fosse motivo de gargalhadas por cair na frente de todos, Emma a segurava como se estivesse para dar um beijo daqueles de filmes clichês de romance, onde o homem deita um pouco a mulher para lhe beijar –
– Vão ficar assim por muito tempo? – indagou Regina soando irritada com algo. Emma sorriu e pôs a mulher que estava segura em seus braços, em pé novamente –
– Eu, eu consegui o que você me pediu – a mulher tocou em seu óculos que parecia deslizar para o nariz, corou violentamente quando sentiu Emma lhe observando – Eu tive acesso as imagens de outras câmeras, diferentes ângulos, diferentes perspectivas – Regina suspirou impaciente com a mulher que não chegava logo no ponto principal – Havia mais alguém, essa é a imagem que consegui, essa é a outra pessoa – Regina pegou a foto impressa da possível pessoa que havia sequestrado Ruby. Quando roubou os documentos da detetive havia varias fotos, mas aquela que estava em suas mãos era a mais importante, pois podia-se ver o rosto limpo da pessoa –
– Obrigada e já sabe não é? Ninguém pode saber disso – a garota balançou a cabeça afirmando a ordem de Regina – Pode ir –
– Hum, obrigada por ter me salvado, quer dizer, por ter me segurado e ter me livrado dessa vergonha – a mulher disse olhando para Emma e depois abaixou o olhar envergonhada, fazendo Emma sorrir e Regina girar os olhos –
– Não foi nada, a propósito, acho que não nos conhecemos, eu sou –
– Emma Swan, eu sei. – respondeu corando novamente, era quase adorável – Eu sou Zelena Wickedgma – a ruiva que usava óculos e um sorriso encantador saiu do cubículo de Emma e Regina –
– Parece que alguém tem uma quedinha por você – comentou Regina fazendo Emma arquear uma sobrancelha para a colega de trabalho –
– Não precisa ficar com ciúmes – brincou Emma fazendo Regina lhe lançar um olhar indiferente, quando Emma estava para implicar novamente seu celular começou a tocar – O quê? Você tem certeza? Estou indo –
– Nem pense nisso Swan –
– Regina, é uma emergência. Eu preciso sair por alguns minutos, eu só preciso de cinco, cinco minutos. Segura as pontas aqui – Emma não esperou Regina argumentar e saiu dali, deixando a colega confusa com o que pudesse ter acontecido –
...
– Por que demorou?! – perguntou Killian abrindo a porta –
– Demorei cinco segundos, porque Regina estava me impedindo de sair – retrucou indo até Cora – Não foi nada – disse apontando para o braço, sabia que Cora estava para questiona-la –
– Consegui acessar outra câmera, e tenho que dizer que essa foi a mais difícil. Alguém também estava atrás dessa informação e quase me impediu de acessar – respondeu trazendo o notebook para as pernas de Emma – E essa é a foto que precisávamos, este ser humano desprezível é provavelmente quem está por trás do sequestro –
– Isso é impossível, impossível! – disse Emma assustada ao ver a imagem diante de si –
– Emma? Você conhece? – Emma balançou a cabeça para a pergunta de Cora, afirmando – Isso não pode ser bom! – Cora levantou-se – Regina, precisamos tirar Regina disso. Minha filha sabe demais e se chegar a confrontar essas pessoas algo pode acontecer – Emma olhou para Cora sem entender nada –
– Regina? –
– Ela veio para cidade para procurar por Ruby e acredite, ela só irá descansar quando encontra-la. Ela provavelmente sabe demais – Emma não podia acreditar que esse tempo todo Regina sabia de algo que ela deveria saber, saiu da casa sem dar tempo para ser questionada –
...
– Passou de cinco minutos – Regina disse ao ver Emma, a loira puxou o braço de Regina e a levou até o elevador, contra a vontade da mulher – Você enlouqueceu? Me solta! – o elevador as deixou no terraço e Emma soltou a mulher – Idiota! – disse batendo em Emma, porém a loira não se importou –
– O que você pensa que está fazendo?! Porque não disse que sabia de informações sobre Ruby?! – Regina franziu a testa com o questionamento – Responde! –
– Não sei do que está falando – disse virando de costas –
– Eu conheço Ruby okay? Eu também a estou procurando! Droga! Você poderia ter ajudado esse tempo todo, mas ao invés disso segurou essas pistas que poderia ter nos levado a Ruby há muito tempo! O que você sabe Regina?! –
– Isso não tem nada haver com você, eu vou encontrar Ruby. Eu prometi, prometi que sempre estaria ao lado dela e que não deixaria que nada de ruim acontecesse. Eu falhei, mas eu vou concertar meu erro, eu vou trazê-la sã e salva – respondeu confiante e desafiando Emma a impedi-la –
– Quem é você? Quero dizer, Ruby nunca falou nada sobre você e então do nada você aparece e quer bancar o herói e resgatá-la. Quem você pensa que é Regina? – Emma estava irritada, ou melhor, com raiva, não sabia o que Regina poderia está escondendo sobre pistas de Ruby, mas saber que foi privada dessas informações a deixava furiosa –
– Eu sou tudo o que Ruby tem – disse já cansada das palavras de Emma –
– O quê? – Emma viu Regina respirar fundo, como se estivesse prestes a confessar algo –
– Você quer saber um segredo? – perguntou retoricamente olhando para Emma, não sabia exatamente o porquê, mas Emma parecia alguém confiável –
~~~FLASHBACK~~~
– Querida, você sabe que amo você e sua mãe não é? – Henry parou o carro há alguns metros de uma casa e olhou para a filha de onze anos no banco do passageiro –
– Papai, o que está acontecendo?! – perguntou preocupada quando viu lágrimas rolarem dos olhos de seu pai –
– Querida, quando você tinha três anos... Eu... Eu tive um caso, não significou nada para mim. Foi algo que eu fiz sem pensar, eu nunca deixei de amar sua mãe... – Regina abriu a boca em espanto, mas não falou nada, queria saber onde aquilo iria dar – Porém, desse caso de uma vez que eu tive, eu soube que ela havia ficado grávida e eu não poderia simplesmente abandoná-la com um filho meu na barriga, a mulher morreu no trabalho de parto, mas a criança sobreviveu. –
– Papai –
– Você provavelmente deve está me odiando, mas eu precisava contar para você querida, você é a pessoa que mais amo e não poderia esconder de você – continuou Henry. Cora nunca estava em casa, o homem praticamente cuidava de sua filha sozinho, ser casado com uma agente da CIA era saber fazer sacrifícios, porém ele falhou ao traí-la. –
– Papai... Eu não odeio você. Odeio o que você fez com mamãe – respondeu magoada – Mas você é meu pai, e eu o amo – Henry chorou enquanto abraçava sua filha, Regina tinha um entendimento sobre a vida melhor do que qualquer adulto, sabia que de alguma forma ela iria aceitar o seu erro – Mas o que houve com a garotinha? –
– A avó ficou com ela, eu venho visitá-la toda semana. Mas querida, você não pode contar a sua mãe, eu irei fazer isso, eu irei contar –
– Papai! – Regina e Henry olharam para frente, ainda dentro do carro, quando viram a garotinha que corria em direção a eles. Henry saiu do carro e Regina o acompanhou – Senti sua falta! – disse abraçando o homem –
– Tem alguém que quero lhe apresentar – Henry colocou a garota de oito anos no chão e pegou sua mão, se aproximando de Regina – Ruby, essa é Regina, sua irmã – Regina olhou para a garota três anos mais nova sem saber como agir naquela situação. Levou um tempo para Regina aceitar sua nova irmã, mas quando caiu em si, Ruby passou a ser parte da família para ela, algo que era em segredo –
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