Wonderwall

16 Crying, Waiting, Hoping


Notas iniciais
Olá Olá. Boa leitura.

...

– Acho que é melhor nós descermos, em algumas horas a equipe vai começar a chegar ao jornal – respondeu Regina levantando-se do chão. Emma hesitou por um instante e depois levantou –

– Vai para casa, eu invento algo para Cruella. – aconselhou a loira. Sabia que Regina precisaria de um tempo –

– Você não aguentaria um dia aqui sem mim – brincou a jornalista tentando tirar um pouco da tristeza que estava sentindo –

– Acho que posso sobreviver a um dia – Regina deu um leve sorriso e levou uma mão ao bolso do casaco –

– Acho que isso pertence a sua amiga – Emma pegou a máscara que Regina havia tirado do bolso –

– Ei, vai ficar tudo bem. Vá para casa, descanse, durma um pouco... Dê esse tempo para Cora digerir tudo. Ela ama você, essa chateação não vai durar muito –

– Obrigada, por tudo – pediu Regina sentindo-se de alguma forma envergonhada –

– Não precisa agradecer, eu sempre estarei aqui por você – Regina se assustou um pouco com aquelas palavras, era um pouco cedo para o “sempre” – Ou enquanto você me quiser por perto – corrigiu vendo que a jornalista parecia surpresa –

– Acho que temos que conversar sobre o que aconteceu ontem entre nós –

– Depois. Depois conversaremos – prometeu Emma pegando a mão de Regina e indo para a porta que dava acesso as escadas. Regina não falou nada, apenas seguiu sua assistente –

...

– David?! – chamou Emma vendo que apenas David havia chegado ao jornal e parecia assustado quando viu as duas –

– Que susto! – respondeu levando uma mão ao peito enquanto escondia algo com sua outra mão atrás das costas – O que vocês estão fazendo aqui há essa hora?! – perguntou curioso e nervoso –

– Era exatamente o que iriamos perguntar a você, é sempre o ultimo a chegar – comentou Regina arqueando uma sobrancelha, percebendo uma gota de suor se formar na testa do rapaz –

– Havia esquecido alguns materiais da minha câmera, mas já estou saindo – David passou pelas mulheres nunca dando as costas para elas – Até mais garotas – o garoto correu para o elevador e as duas puderam ver que ele carregava um notebook na mão –

– Não sei quem é mais estranho, Killian ou David – disse Regina observando a porta do elevador fechar e desaparecer com o rapaz nervoso –

– Killian com certeza – afirmou Emma indo até o elevador e esperando ele voltar para pegá-las –

...

– Você está pálido! Aconteceu alguma coisa?! – perguntou Úrsula que estava encostada na porta de seu carro esperando pelo garoto –

– Nada, é só que fico nervoso em situações que podem me colocar em perigo – respondeu entregando o notebook – Você têm dois dias antes que ela descubra que fui eu que peguei o notebook, acha que consegue? –

– Vou fazer o melhor que posso, só espero que aqui tenha as provas. – Úrsula jogou o notebook no assento de trás e fechou a porta – Obrigada por me ajudar, querido –

– Tudo para ver minha família unida novamente – Úrsula abraçou o garoto e plantou um beijo no rosto de David deixando uma marca de batom –

...

– Vamos lá Killi, você consegue – Killian disse para si mesmo enquanto tentava abrir a porta de Cora com um grampo e clip – Vamos lá fechadura imbecil! – resmungou, segundos depois um leve estalo informou que ele havia conseguido – Eu sou incrível! – disse orgulhoso de seu feito. Empurrou a porta e a fechou atrás de si – CORA?! – gritou. A sala ainda estava no mesmo estado com cacos de vidro no chão, o homem ouviu um barulho na cozinha e foi até lá – Quando a campainha toca é sinal que tem alguém querendo falar com alguém da casa – informou quando viu a mulher sentada e tomando café parecendo está em outro lugar –

– Eu poderia mandar você para prisão por ter entrado na minha casa – respondeu sem olhar para o rapaz –

– Como sei que não faria isso vou me juntar a você – Killian pegou uma xícara e pôs café, sentou-se ao lado da mulher que parecia não querer companhia – Quer me contar o que houve? –

– Eu a mandei ir embora da minha casa, disse para nunca mais aparecer na minha frente e nem buscar meu perdão. Foi isso que aconteceu – Killian não esperava que Cora falasse algo, muito menos daquela forma –

– Eu teria feito o mesmo – Cora olhou para o rapaz e viu que ele estava sendo sincero – Você estava de cabeça quente, decepcionada por tudo o que aconteceu, eu entendo o que você fez – Cora havia pensado muito desde que Regina havia ido embora, era perceptível pelo seu rosto saber que ela havia chorado por muito tempo – Mas está na hora de pensar, depois que o calor do ódio já passou está na hora de entender o que aconteceu –

– Não venha me dar lição de moral – pediu girando os olhos e voltando a pôr mais café em sua xícara –

– Você está magoada pelo fato de Regina ter escondido isso de você e não por Ruby e Regina serem irmãs. Regina guardou esse segredo por todo esse tempo para te proteger, para que você não sofresse ao saber que foi traída por Henry. Você não consegue imaginar o quanto isso deve ter sido difícil para ela? Ter que cuidar e se preocupar com Ruby e ao mesmo tempo esconder isso de você? Eu imagino que deve ter sido horrível para ela, mas mesmo assim ela continuou a guardar o segredo para que você não sofresse. – Killian tocou a mão de Cora como se pedisse para ela olhar para ele – Por que você guarda o segredo de Emma? – Cora não respondeu – Por que Cora? –

– Para que as pessoas que ela ama não se machuquem –

– É exatamente o motivo que Regina usava para não contar a você, para que você não se machucasse. Você não é diferente de sua filha – Cora olhou para o rapaz odiando por ele está certo – O que acha de pedir desculpas? –

– Eu vou precisar de um pouco mais de tempo, não é tão simples assim – Killian concordou porque sabia que ela iria pelo menos considerar falar com a filha –

– Só não abandone sua filha, não dê as costas para ela quando tudo o que ela queria era proteger você. Vocês duas têm sorte de ter uma à outra, família é o bem mais precioso que alguém pode ter Cora... – Cora sabia que aquelas últimas palavras eram duras para Killian, perder sua mãe e ter um pai psicopata não era motivo de alegria para o rapaz –

– Obrigada querido, por tudo – Killian apenas sorriu e abraçou a mulher. O celular do rapaz vibrou e Cora tomou um leve susto –

– Meu amorzinho – disse mostrando que era uma mensagem de David, Cora girou os olhos e esperou o garoto ler a mensagem – É muito lindo não é? – Killian mostrou para Cora a foto que David havia acabado de mandar. A foto era ele fazendo uma cara de cansado, ele parecia está em uma cafeteria – Coisa mais lin – Killian parou de falar quando Cora pegou o celular do rapaz –

– Não pode ser! – disse sem acreditar no que estava vendo –

– Eu sei, é muito lindo não é? – retrucou orgulhoso da beleza do namorado. Cora não falou nada, deu um zoom na foto e mostrou para Killian – O que foi? –

– Olha quem está detrás do David! – disse impaciente. Killian pegou o celular e olhou bem –

— É o Graham, grande coisa – disse dando de ombros –

– Olha quem está com ele na mesa – pediu apontando. A foto que David tirou dele mesmo mostrava atrás de si dois rapazes em uma mesa –

– Eu deveria conhecer? – indagou sem entender a insistência de Cora –

– Esse homem era o que estava vigiando o local onde Ruby estava presa, eu sei porque eu atirei em seu braço. É ele! – Cora levantou-se precisando de mais espaço para fazer suas ideias circularem –

– Eu não tenho essa sua memoria, para mim é apenas um homem muito feio – disse dando de ombros –

– Eu tenho certeza, eu nunca me esqueço de um rosto. Acho que vamos precisar fazer uma pesquisa maior na vida desse rapaz –

– Cora, já procuramos e não tem nada que prove que esse Graham é culpado em algo –

– Eu nunca erro, eu sei identificar um culpado quando eu vejo um! – respondeu não gostando de ser contrariada –

– Olha, descansa okay? Isso tudo da Regina está deixando você mal, esse cara é provavelmente algum amigo do Graham. Confia em mim, se esse Graham fosse culpado em algo eu com certeza iria descobrir – Killian levantou e foi abraçar a mulher, porém ela recusou lhe dando as costas – Fica bem okay? Depois eu passo aqui novamente – Killian fez seu caminho para fora da casa, Cora precisava de um tempo sozinha –

– Eu nunca erro – disse para si – Está na hora da Agente Mills voltar à ativa – Cora saiu da cozinha e foi para seu esconderijo –

...

– Ei... – Ruby abriu a porta e logo abraçou a convidada – Graham me contou tudo, eu sinto muito... – Regina abraçou ainda mais forte sua irmã prometendo para si mesma não voltar a chorar –

– Eu também sinto muito, sei o quanto você ama minha mãe – respondeu entrando na casa – Eu pedi para Graham trazer minhas coisas para cá, mas eu posso ir para outro lugar Ruby, não quero incomodar –

– Claro que não, você vai ficar aqui comigo. Acho que devemos ficar juntas nessa hora, precisamos uma da outra, certo? – Regina apenas sorriu com o comentário – Eu levei suas coisas para o quarto, eu te acompanho –

As duas foram até o quarto, Regina contou com suas palavras tudo o que aconteceu e como aconteceu. Ruby novamente se desculpou e Regina fez questão de dizer que não era culpa de ninguém.

– E tudo por culpa dela... – respondeu Ruby que estava sentada na cama com Regina ao seu lado –

– Ela? Quem Ruby? – Regina parecia perdida naquele comentário de sua irmã, olhava para Ruby curiosa e desconfiada –

– Emma, quem mais poderia ter contado? Ela sabia de tudo, é a única explicação – Regina levantou da cama e ficou de pé olhando para sua irmã –

– Você está culpando Emma por isso? De onde você tirou essa ideia maluca Ruby? –

– E quem você acha que foi? Ninguém sabia de nada além de nós! – Ruby elevou sua voz o que fez Regina estranhar tamanha atitude –

– Ela não faria isso, ela não tinha razão para fazer isso. Eu não sei quem fez isso e sinceramente não tenho a menor vontade de saber, mas de uma certeza eu tenho, não foi Emma. Tenho que dizer que fiquei decepcionada com você por isso, como pode acusá-la assim? Eu a conheço por menos tempo que você e sei muito mais dela do que aparentemente você –

– Você fala isso porque está aí caidinha por ela, eu entendo – Regina estava começando a se irritar com as palavras de Ruby –

– Ao invés de sair por aí acusando Emma, a pessoa que você conhece a tanto tempo, que esteve em um relacionamento com você, que moveu céus e terras para encontrar você, que cuida de você como se fosse da família, você deveria abrir os olhos e ver quem realmente é a estranha na sua vida – Ruby franziu a testa e Regina continuou – Você acha que não sei que você deve ter contado para sua “amiguinha” sobre seu segredo? Agora me diz Rubs, você realmente a conhece o bastante para não desconfiar dela? – Ruby ficou calada com as palavras da irmã, pensando no que acabara de ouvir se estapeou mentalmente por achar que Emma faria alguma coisa para lhe fazer mal –

– Ela não tem motivo para fazer isso Regina... – disse querendo acreditar nas palavras –

– E Emma tem? – Ruby abaixou a cabeça e Regina voltou a sentar ao lado da irmã, passou sua mão em volta dos ombros da mais nova e a trouxe para mais perto – Eu sei que você está gostando dessa garota Rubs, toma cuidado okay? Não sabemos nada sobre ela, sabemos o que ela diz, mas não podemos ter certeza de que é verdade. Emma não faria nada assim, ela se preocupa demais conosco para fazer algo assim – Regina foi até sua bolsa e entregou o colar que estava em sua casa – Quando eu estava indo embora mamãe me deu isso, ela disse que pertencia a você – Ruby então percebeu que não tinha dado falta de seu colar – Você guarda isso como sua vida, alguém que tem total acesso a sua casa ao seu quarto pegou isso. Eu estou praticamente vinte quatro horas ao lado de Emma, não foi ela – Ruby abriu o colar e viu as duas fotos – Eu vou tomar um banho, okay? – Ruby apenas balançou a cabeça e Regina foi até o banheiro do quarto deixando Ruby conversando com sua consciência –

...

– Então? – perguntou Snow vendo um de seus guardas entrar na sala onde ela geralmente ficava – Fale algo! – ordenou. O rapaz se aproximou, mas mantinha sua cabeça baixa –

– Eu... Nós não achamos. Ele escapou do local... –

– COMO ELE ESCAPOU SEU IMPRESTÁVEL?! – Snow odiava quando seus planos não saiam como ela queria –

– Aparentemente houve um alarme falso no local e muitos dos pacientes conseguiram escapar, Gold foi um deles – respondeu o homem sentindo seu corpo tremer de medo daquela mulher –

– Humanos, imprestáveis até para uma simples missão – Snow se aproximou do homem e levou uma de suas mãos ao pescoço do rapaz, em questão de segundos Snow sentiu o corpo amolecer em sua mão e o soltou – Tão fracos – disse girando os olhos ao ver o homem que acabara de matar – Você não vai escapar de mim, Gold. Ninguém escapa de Snow – disse a mulher furiosa, mas mantendo o tom de voz sereno –

...

– Por quanto tempo eu dormir? – a voz da mulher era em um tom de animação, como se estivesse tendo o melhor dia da sua vida. Espreguiçou-se e sorriu ao ver o homem a sua frente –

– Tempo demais minha querida – Gold sorriu, Belle estava aparentemente bem. Apenas algumas mudanças, seu rosto tinha adquirido um tom pálido igual ao de Gold, a maquiagem que usara na noite passada parecia ter escorrido um pouco dos olhos deixando algumas marcas no canto dos olhos, o cabelo adquiriu um tom bem mais claro e nas pontas estavam em tons de rosa e azul cada lado, provavelmente causado por alguma substância química misturada naqueles desperdícios -

– Eu me sinto ótima, me sinto mais viva – Belle levantou-se do chão de onde dormira e andou pela sala, mexeu em algumas gavetas e acabou achando o que procuravam. Pegou as duas ligas e amarrou seu cabelo, dois coques iguais de cada lado como alguma personagem de programa infantil latino – Você me salvou meu pudim... – Gold franziu a testa com o apelido desagradável –

– Pudim? – indagou odiando. –

– É, você é igual a um pudim, tem uma aparecia firme e resistente, mas por dentro não passa de um coração mole – Belle correu e pulou sobre Gold, colocando suas pernas em volta da cintura do homem –

– Nunca mais me chame assim! – disse soltando-se da mulher –

– Achei que tínhamos uma ligação – respondeu triste com o comportamento de Gold. Belle psicologicamente estava diferente, ou melhor, havia voltado a ser o que um dia fora, uma garota com leves problemas mentais –

– Eu dei você essa liberdade que você tem agora, e você será grata comigo por isso – respondeu já com todo o plano em sua cabeça, sua intenção nunca fora se apaixonar por Belle, sua intenção foi se aproveitar da fragilidade mental de Belle para fazer dela sua seguidora –

– O que você quiser pudim... – disse sorrindo. Gold segurou-se para não agredir a mulher –

– Estão procurando por nós e não é ninguém do manicômio. Precisamos de dinheiro para poder fugir daqui o mais rápido possível – informou Gold sorrindo ao ver a empolgação de Belle –

– Vamos fugir e nunca olhar para trás... – respondeu fazendo movimentos de bailarina em volta de Gold –

– Você vai assaltar o museu, e vai roubar a pedra mais preciosa de Storyville – Belle parou de rodopiar para ouvir o plano do homem –

...

– Ei... – David disse tocando no ombro de Emma que já estava em sua mesa trabalhando, digitando uma matéria para Cruella aprovar – Fiquei sabendo do que aconteceu com Regina e Cora, eu sinto muito – Emma não entendeu muito o porquê de David está lhe mostrando sentimentos, mesmo sem ela não ter nada haver com a briga das mulheres – Como Regina está? –

– Nada bem, mas tenho certeza de que as duas voltarão a se falar logo – respondeu sem parar de digitar –

– Parece que alguém recebeu um presentinho... – David sorriu ao ver uma caixa mediana sobre a mesa de Regina, estava toda embalada em um papel verde com interrogações em preto. Emma parou de digitar para ver o que o amigo queria dizer –

– Quem deixou isso aí? – perguntou curiosa, mas não tocando –

– Se você que está aqui há mais tempo não sabe, eu muito menos – retrucou levantando-se – Olha quem acabou de chegar... – David apontou para o elevador e Emma rapidamente levantou para ir até a mulher –

– O que você está fazendo aqui? – perguntou preocupada com o bem estar da mulher –

– Eu preciso ocupar minha mente – respondeu enquanto andava até sua mesa –

– Fiquei sabendo do que aconteceu, sinto muito – David abraçou Regina sem permissão e a mulher logo olhou para Emma como se perguntasse se havia sido ela a falar, a loira apenas negou com a cabeça –

– Está tudo bem, querido – respondeu não querendo entrar em detalhes –

– Ah, acho que vocês vão querer saber disso. Sabe aquela mulher misteriosa que salvou minha tia? – Regina afirmou com a cabeça enquanto sentava em sua cadeira, lembrava muito bem. Emma manteve sua total atenção nas palavras do amigo – Pois é, ela apareceu novamente – Emma arregalou seus olhos o que não passou despercebido por Regina – Só ontem a noite ela mandou treze homens para cadeira, impediu uma colisão de um carro desgovernado com um ônibus – Emma piscou diversas vezes, era impossível, ela não havia feito nada daquilo –

– Como assim? Como você sabe que foi ela? Alguém viu? – Regina fez uma nota mental para perguntar Emma o porquê de tanta curiosidade –

– Não, mas só pode ser ela. Algumas testemunhas disseram que sentiram um vento passando por elas e viram um borrão azul, depois simplesmente o carro desgovernado parou antes que atingisse o ônibus e no carro tem uma marca como se alguém realmente tivesse parado com a mão. E esses homens que foram presos estavam todos amarrados em frente à delegacia, isso é obra dela – Regina sorriu em uma mistura de animação e orgulho o que não passou despercebido por Emma –

– Não deve ter sido ela – respondeu Emma certa de suas palavras, a noite passada ela estava com Regina e depois foi para casa e depois disso voltou para Regina. –

– Se não foi ela então temos outro super-herói em Storyville, isso pode ficar melhor?! – perguntou animado – Enfim, tenho que ir. O dever me chama – disse apontando para sua máquina fotográfica e saindo com um assistente –

– Você pareceu bastante incomodada... – comentou Regina vendo que Emma ainda parecia presa às palavras de David –

– Claro que não, enfim... Alguém deixou um presente para você, provavelmente seu namoradinho – respondeu apontando para o presente. Regina mordeu o lábio inferior para não rir – O que? –

– Acho que me esqueci de dizer algo a você... – Emma arqueou uma sobrancelha com o semblante culpado de Regina – Graham não é meu namorado, é apenas um grande amigo. –

– O QUE?! – todos olharam para Emma quando a loira respondeu – Vocês... Você... Ele não é seu namorado?! – Emma sorria apesar de sua voz ter saído como em tom de repreensão –

– Desculpa se você achou que ele era, mas não é culpa minha sua projeção – disse dando de ombros –

– Você é má Regina... – comentou semicerrando seus olhos para a jornalista –

– É o que dizem – respondeu piscando para Emma e voltando a olhar para a caixa em sua mesa –

– Mas que embrulho mais... Estranho – observou ao ver a caixa, pegou o cartão preso no topo do laço e leu – “Poderoso e pequeno pode matar como veneno, trabalha o tempo o todo se descansar você esta morto.” – Regina olhou para Emma que parecia pensar nas palavras – O que é isso? Uma espécie de charada? – perguntou tentando abrir a caixa, mas era impossível –

– Parece que você precisa acertar para conseguir abrir – respondeu Emma apontando para uma nota que dizia “fale a resposta próximo da seta” – “Poderoso e pequeno pode matar como veneno, trabalha o tempo o todo se descansar você está morto.” – repetiu Emma tentando desvendar, estava curiosa –

– Coração. – respondeu Regina – É poderoso e pequeno, se ele parar te bater morremos – Emma sorriu assim como Regina. A jornalista se aproximou da caixa e falou próximo ao indicado – Coração – disse. A tampa da caixa se abriu como se tivesse alguma mola, na tampa da caixa tinha outra nota que dizia: — “Parabéns você destruiu o meu é questão de tempo para o próximo ser o seu” – leu Regina. Quando olhou para dentro da caixa a mulher saltou da cadeira com o susto –

– Regina o que houve?! – perguntou Emma indo até a mulher, Regina apontou para a caixa tremendo um pouco –

– Mas que... – Emma fechou a tampa da caixa ao ver que tinha um coração dentro, ela não era médica ou alguma especialista, mas aquele coração era de algum humano – Que mente psicopata mandaria algo assim?! – perguntou sem fazer muito alarde com aquela situação –

– Isso... Quem?! – Regina não estava entendo o que tinha acontecido naqueles últimos minutos. Olhou ao redor e todos estavam trabalhando normalmente, nenhum parecia culpado –

– Ei, fica calma okay? Respira... – pediu Emma abraçando a jornalista –

– Arranjem um quarto – comentou um dos jornalistas que passou pelas duas. Regina mostrou seu dedo do meio para o rapaz que apenas gargalhou –

...

– Sr. Killian Jones? – perguntou um homem assim que Killian abriu a porta de sua casa –

– Ele não es – o homem não esperou Killian dar uma desculpa e logo fez sinal para dois homens levarem Killian para um carro preto que estava parado em frente sua casa – Por favor, não me matem – pediu para os dois homens que o seguravam –

...

– WOW! – exclamou Graham desviando de objetos afiados sendo jogados pelo o ar – O que houve meu amor? –

– Gold sumiu! – disse em fúria –

– Creio que venho trazendo más noticias, aparentemente o plano de Elsa não deu certo. Regina convenceu Ruby de que Emma não é culpada, então ninguém deu as costas para a loirinha. – Graham viu uma espada sendo jogada em sua direção e abaixou-se – SNOW! –

– Ninguém faz nada como eu peço! Bando de imprestáveis! Eu quero Gold ao meu lado! Traga Elsa para mim, precisamos resolver algumas pendências. – Graham apenas concordou e saiu antes que algo acontecesse com ele –

...

– Por favor, senhores, não me matem, não tirem meus órgãos para vender. Eu tenho tantos sonhos, tenho que adotar meus gêmeos e construir uma família com meu namorado... – clamava Killian que estava vendado. O carro parou e ele saiu sendo guiado por dois homens – Eu estou sentindo a morte se aproximando, por favor, pelo menos gravem um vídeo meu me despedindo das pessoas que eu amo, nunca te pedi nada... – um dos homens girou os olhos, foi informado que não poderia levantar um dedo contra Killian apenas traze-lo até o local indicado. Assim que chegaram ao local, um dos homens tirou a venda dos olhos de Killian –

– Acho que não fomos apresentados formalmente Sr. Jones. Eu sou Úrsula Seawalk – Úrsula estendeu sua mão para o rapaz – Eu não mordo –

– Killian Jones, namorado do seu sobrinho... – respondeu pegando na mão de Úrsula que era bastante intimidadora –

– Eu sei. Meus homens trataram você mal? – Killian olhou para os dois atrás de si e negou – Ótimo. Vocês podem ir – disse para os dois homens –

– Sempre achei que nosso primeiro encontro seria em um lugar publico e cheio de testemunhas – Killian cansou de ouvir historias de o quanto Úrsula era ciumenta com David e tinha mania de amedrontar seus namorados –

– Relaxe querido. Meu sobrinho disse coisas maravilhosas sobre você, inclusive que é bom o bastante para invadir qualquer sistema privado, o que se não me engano dá a você bons anos de cadeia – Killian engoliu a seco – Não se preocupe, você está a salvo comigo, e já que somos amigos quero lhe pedir um favor –

– Qualquer coisa, pode pedir – disse sentando diante da mulher. Úrsula sorriu e começou a contar toda a historia dela e de Cruella e em como ele poderia ser útil –

...

– Mills, Swan, e aquela história da louca das plantas? Alguma coisa? Hoje pela manhã vi em um jornal concorrente uma matéria alertando os moradores – Cruella poucas vezes ia pessoalmente até seus jornalistas perguntar sobre matérias, mas aquelas duas estavam precisando de uma visita –

– Desculp –

– Nada de desculpas Swan. Vocês não me entregaram nada ainda dessa mulher misteriosa, esse caso dessa mulher assassina que induz veneno nas vítimas. Eu pago vocês para me darem matérias, historias que façam meus leitores quererem comprar meu jornal – Cruella estava mais furiosa do que o normal o que causou uma certa chateação em Regina –

– Me dê até o final da semana. Você terá uma matéria da assassina e uma exclusiva com a mulher misteriosa – afirmou Regina. Cruella e Emma olharam surpresas para a morena –

– O que?! – disse as duas ao mesmo tempo para a jornalista –

– Do que você está falando Mills?! Uma exclusiva?! Não brinca comigo –

– Sim, uma exclusiva –

– Você realmente acha que eu ou as pessoas vão acreditar que a tal super-heroína nos deu uma entrevista? Eles vão achar que é apenas alguma pessoa qualquer – disse Cruella não comprando a ideia de Regina. Emma sentiu um alivio ao ver que Cruella não havia aceitado – Quer que as pessoas acreditem? Faça essa mulher tirar a máscara e mostrar para o mundo quem ela é – Emma voltou a sentir-se desconfortável –

– Mas Cruella – tentou Regina –

– Nada de “mas”, agora eu quero vocês grudadas nessa tal assassina. Vocês são em partes investigadoras também, me tragam uma matéria útil dessa tal samambaia que anda fazendo testes em pessoas – Cruella saiu depois do recado dado –

– O que você pensou que estava fazendo? Uma exclusiva? Enlouqueceu Regina? – disparou Emma apenas recebendo um olhar confuso de Regina –

– Vamos, temos que ficar na cola dessa Merida. – Regina pegou seu casaco e a caixa com seu presente indesejado –

...

– ARGH! – Merida jogou seu ultimo experimento todo no chão e viu o líquido borbulhar. Depois do acontecido com o jovem rapaz no qual ela tentou um experimento, começaram a especular que ela havia o matado e de certa forma foi, mas ninguém tinha provas concretas, o que não a deixava de ser uma suspeita – Onde eu passo achar essas plantas? – perguntou-se enquanto procurava algo em seu navegador – Storyville Museum – leu vendo os monumentos que eram pertencentes ao local. Sorriu ao ver a infinidades de plantas tóxicas – Acho que encontrei meus bebês... – respondeu sorrindo –

...

Já havia anoitecido e nenhum movimento havia acontecido desde que Cora havia estacionado seu carro a alguns metros da casa de Ruby, estava vigiando o local desde que descobriu que Graham estava hospedado na casa da garota.
Cora abaixou-se no assento do carro, viu o homem olhar para os lados e depois entrar em um carro que estava parado em frente à casa de Ruby. O carro saiu e Cora esperou até que tomasse um pouco mais distância, a agente deu partida em seu carro e o seguiu, sempre olhando para todos os lados para ter a certeza de que ela não estava sendo seguida.

– Eu vou descobrir quem você realmente é Graham Dent – disse Cora para si enquanto seguia o carro do rapaz, ela iria provar para Killian e todos que aquele homem não era quem dizia ser –

...

– Ruby? Aconteceu algo? – perguntou Elsa olhando para a garota a sua frente, Ruby estava de cabeça baixa segurando um colar. Quando a morena levantou seu olhar, Elsa percebeu que a garota havia chorado e os indícios ainda estavam em seu rosto –

– Precisamos conversar – respondeu levantando e mostrando o colar em sua mão. Elsa engoliu a seco sentindo-se culpada, Ruby a olhava com desprezo e Elsa não sabia que o que estava prestes a acontecer iria doer mais do que o imaginado –

...

– Pudim? Vamos? – chamou Belle puxando os pés do homem que estava deitado sobre o chão –

– Para onde querida? Você que irá fazer o trabalho todo. Você tem que me provar que é boa o bastante para ficar ao meu lado – respondeu sem nem um pingo de afeto. Belle apenas sorriu e beijou o rosto do homem deixando a marca de batom dos seus lábios perfeitos na pele do homem –

– Storyville Museum? – perguntou novamente se cerificando de que era esse o lugar onde a pedra preciosa habitava – Eu vou mostrar para você que sou boa o bastante para ficar ao seu lado, meu pudim – Gold girou os olhos e Belle saiu do esconderijo dos dois, decidida a roubar a pedra preciosa para provar algo ao psicopata. Gold apenas começou a assobiar sua música favorita enquanto pensava que havia conseguido uma bela de uma seguidora –

...

– Estamos aqui há mais de cinco horas, já está escuro, olha – apontou Emma para o céu escuro, estavam há horas paradas no carro em frente ao laboratório de Merida – Deveríamos trabalhar como investigadoras mesmo, ganharíamos muito mais – Emma voltou a olhar para Regina e percebeu que ela parecia não ouvir nada do que ela havia dito – Regina?! – Emma tocou em seu braço e a jornalista pareceu despertar –

– Desculpe, o que foi? – perguntou tomando um gole do café que já estava gelado – Argh! Está gelado – Emma pegou o copo da mão da jornalista –

– Nossa! O que é aquilo?! – Emma apontou para a janela ao lado de Regina e a jornalista ficou procurando o que era, nesse meio tempo a loira com os raios vermelhos que saiam de seus olhos esquentou o café da colega –

– O que você viu Emma?! – perguntou voltando a olhar curiosa para Emma –

– Achei que tinha visto alguém sendo assaltado, mas enfim... – Regina arqueou uma sobrancelha com a desculpa da assistente – Ainda não entendo seu conceito de gelado – respondeu entregando o café para a jornalista. Regina poderia ver a fina fumaça de vapor subindo do copo –

– Mas como... – disse não entendendo – Não importa – continuou sem questionar e voltou a tomar o café –

– Ei, eu sei que está preocupada com tudo isso que está acontecendo. Cora, esse negócio do presente, mas vai ficar tudo bem, eu prometo Regina – Emma repousou uma mão no braço da jornalista que ainda não olhava para ela –

– E quanto a nós? – perguntou sem nem ao menos perceber que tinha falado tal coisa, simplesmente havia saído de sua boca – Eu não posso agir para sempre assim, como se nada tivesse acontecido entre nós Emma. – Emma entendia Regina, ela sabia que precisavam resolver tudo –

– Você está certa, temos que conversar sobre isso – Emma tirou o café da mão da Regina e pôs no porta copos, que surpreendentemente havia no fusca, segurou as mãos da morena e fez questão de olhar em seu olhos – Ontem a noite foi... Regina, olha! – Emma apontou para o local onde Merida estava saindo. Regina não sabia se ficava frustrada por a conversa ter sido interrompida ou feliz por finalmente Merida ter saído –

– Nós ainda vamos conversar sobre isso, certo? – perguntou antes de girar a chave para dar partida no carro –

– Você não vai escapar dessa conversa – afirmou Emma – Agora anda, não podemos perdê-la de vista – pediu vendo o carro de Merida se afastar ainda mais –

...

– Alguma coisa?! – perguntou Úrsula já cansada de tanto esperar. Killian há horas estava teclando naquele computador e nenhuma informação era lhe dada –

– Só mais um pouquinha, Urs. Só mais um pouquinho – pediu não parando de digitar, era questão de honra descobrir quem estava por trás daquelas fotos e gravações forjadas que fizeram Cruella e Úrsula se separarem –

– Detetive Seawalk? – chamou um homem entrando na sala da mulher – Tivemos um chamado, a suspeita do caso Foster foi vista saindo de seu laboratório. Você vem conosco? – perguntou o homem, Úrsula olhou para Killian que não parava um segundo de digitar, achou que aquilo levaria mais tempo –

– Prepare o carro, estarei a caminho – respondeu a mulher mandando o homem sair de sua sala – Jones? – Killian parou apenas para olhar para a detetive – Preciso sair por algumas horas, não saia até eu voltar okay? – Killian apenas concordou e Úrsula saiu em busca da tal Merida –

– Você consegue Killi, você é incrível esqueceu? – Killian voltou a digitar, a ponta de seus dedos já estava dormente – Se você descobrir quem fez isso ganhará o amor de Úrsula e Cruella – encorajou-se. Sabia que iria ganhar pontos se descobrisse toda a verdade. Várias janelas com códigos abriram no notebook que ele trabalhava. Úrsula havia mostrado uma gravação de áudio onde ela supostamente falava de modo suspeito com outra mulher, Killian conseguiu provar que era apenas uma armação de alguém que era tal magnifico quanto ele em hackear, mas ele precisava saber quem havia feito aquilo, depois foi algumas fotos que de fato aconteceu, mas não era nada demais, Úrsula e uma mulher conversando em um jantar que de acordo com Úrsula era profissional, mas se juntasse as duas coisas qualquer pessoa sem segundas duvidas diria que Úrsula havia traído Cruella. Depois de digitar alguns códigos a tela do notebook abriu mais uma janela com um ip do computador que havia enviado todas aquelas mentiras para Cruella, com aquele ip Killian iria descobrir de quem pertencia o computador – Mais um pouquinho, mais um pouquinho... – disse Killian, o rapaz pegou o número do ip e foi até o computador de Úrsula para usar o programa de identificação da mulher, coisas de detetives/policiais – AHÁ! – gritou em animação, havia chegado ao nome da pessoa que era dona do notebook de onde foi enviado a gravação e fotos para Cruella, digitou o nome em um dos programas, procurando se a tal pessoa tinha a ficha suja. Depois de o sistema procurar durante um minuto, a foto da pessoa com todos os dados apareceu na tela do computador de Úrsula. Killian abriu a boca reconhecendo quem era – MINHA SANTA SHONDA RHIMES! – disse sorrindo por ter conseguido, mas espantado por ver quem era –

Notas finais
Bjors.