Wonderwall

3 A Hard Day's Night


Notas iniciais
Olá olá... Boa leitura.

...

– Por que demorou tanto? – perguntou Cora dando passagem para o homem entrar –

– Bom dia também! – Killian beijou o rosto da mulher e tirou sua jaqueta –

– Conseguiu alguma coisa? – Cora andava pela casa sendo acompanhada pelo o rapaz –

– Sobre Ruby? –

– Não, sobre a teoria da evolução – retrucou girando os olhos, Killian aproveitou que a mulher estava de costas e lhe deu o dedo do meio – Claro que é sobre ela, Killian –

– Emma não conseguiu nada, mas ela disse que tem certeza de que Ruby está por aqui. Só precisamos rever tudo – respondeu. –

– Teremos que ser cuidadosos, minha filha vai passar alguns dias comigo — Cora chegou ao seu quarto e pediu para o rapaz fechar a porta, ficou diante de seu espelho vitoriano e olhando fixamente para seu reflexo disse algumas palavras – Espelho, espelho meu – Killian gargalhou, sempre fazia isso. O espelho pareceu entrar pela parede quando ouviu a voz de Cora, mas na verdade a parede havia se movido, mostrando uma espécie de esconderijo –

– Essa é a senha mais ridícula que eu já vi Cora, não me leve a mal – respondeu o rapaz entrando no esconderijo com Cora, a parede pareceu voltar para o lugar como se nada tivesse acontecido –

– Ninguém é capaz de entrar aqui querido, minha voz é a senha e ninguém imagina que meu espelho esconde algo assim – explicou. Quando chegaram ao local, Cora acedeu às luzes e logo se pôde ver diversos computadores para diferentes pesquisas, parecia algum departamento da CIA –

– Meus bebês, estava com tanta saudades deles – disse Killian passando suas mãos pelos computadores –

– Espero que você ainda saiba entrar onde não é convidado – retrucou Cora esperando que o homem começasse seu trabalho – Reveja câmeras de segurança, rastreie o celular dela, ultima conversa. Faça tudo o que puder Killian e muito mais, ache Ruby! – pediu soando mais como uma ordem. O rapaz apenas fez um gesto como se fosse um soldado recebendo ordens de seu superior –

– O que vai fazer? – perguntou o homem vendo Cora se afastar –

– Minha filha está na cidade, eu tenho que parecer uma dona de casa. Ela não pode saber que no meu tempo livre eu trabalho invadindo informações privadas para ajudar uma garota que sai por aí tentando salvar o mundo –

– Eu não gosto de ficar aqui sozinho Cora, esse lugar me dá arrepios – Cora girou os olhos com as palavras do amigo e saiu – CORA! CORA NÃO ME DEIXA – tudo que Killian ouviu foi algum barulho, Cora já havia ido –

...

– Você pode parar? Está me irritando – pediu Emma irritada com o mascar de chiclete irritante de Regina. Seu local de trabalho era um cubículo, uma mesa com um computador e um pequeno espaço para colocar pequenos objetos, a sua frente, colado com sua mesa era a de Regina –

– Olhar para você também me irrita, mas não estou pedindo para virar de costas – retrucou sem olhar para Emma, estava digitando algo. –

– Mills, explosão no banco da Rua 47, consiga o máximo de informações – respondeu Cruella passando apenas para dar informação e indo embora –

– Explosão? Que interessante – respondeu girando os olhos e levantando-se – Gostaria de trabalhar Swan? – Emma levantou e acompanhou Regina –

Regina estava com tudo que precisava, seu gravador e bloco de notas, ser uma repórter investigativa de um jornal impresso tinha suas vantagens, não precisava de uma equipe com câmeras e tudo lhe seguindo.
As duas desceram, Emma só queria despistar Regina e chegar ao local primeiro em busca do causador daquela explosão, mas estava presa àquela mulher.

– Esse é seu carro? – perguntou Emma olhando para o fusca amarelo –

– Fale mal do meu carro e será suas ultimas palavras antes de morrer – alertou Regina entrando no carro – Cuidado, não toque em nada – ordenou –

– Para um fusca ele tem bastante coisa – observou Emma ao ver o upgrade que a morena havia feito naquele carro –

– Eu disse não toca! – retrucou batendo na mão de Emma quando ela estava para tocar no painel –

– Você é sempre assim? O tempo todo? – perguntou. Regina olhou para a mulher sem entender o que ela queria dizer – Irritada, mal humorada? –

– Só com pessoas que me dão motivos – Emma virou o rosto ignorando a resposta da mulher – É só que, esses dias não estão sendo os meus melhores. Então qualquer coisa me deixa irritada – Emma voltou a olhar para a mulher e quando estava para perguntar algo, Regina voltou a falar – Não pergunte o motivo –

– Seus dias? Minha vida não é a das melhores, mas nem por isso eu saio descontando em pessoas que não merecem – retrucou. Regina olhou rapidamente para Emma e notou uma certa tristeza na mulher, lembrou-se de sua mãe falando sobre o que aconteceu com os pais de Emma – Vire a direita – alertou Emma não dando espaço para Regina questionar sua pequena confissão –

...

– Você tem que comer, não está envenenada – Ruby olhou para a mulher que estava em uma espécie de jaula ao seu lado – Você tem que comer –

– Quanto tempo você está aqui? – perguntou Ruby vendo algumas cicatrizes no braço da mulher –

– Não faço ideia, dias, meses talvez... Eles me mantem aqui para chantagear minha mãe, se minha mãe se recusar a obedecê-los eles me matam – disse lembrando-se da ultima vez que havia visto sua mãe e como ela estava machucada – O que aconteceu com você? – Ruby tentou lembrar o máximo que pôde daquela noite –

~~~FLASHBACK~~~

– Ruby espera! – Emma correu para alcançar a garota – Eu não quis dizer dessa maneira –

– Eu entendi o que você quis dizer perfeitamente, você não confia em mim. Eu sei que algo está acontecendo com você, eu só quero poder ajudar – respondeu na esperança que Emma fosse sincera sobre o que estava acontecendo em sua vida –

– Não é que eu não confie em você, é só que não é da sua conta – novamente as palavras da loira haviam saído da forma que ela não queria –

– Okay Emma! – a morena bateu a porta atrás de si e foi embora. Emma queria retratar o que havia dito, mas de qualquer forma Ruby não iria querer escutar. Então ela ficou ali, esperando que aquela noite acabasse para no dia seguinte ela poder tentar novamente com Ruby –

...

Ruby não tinha ideia de que horas era aquela, estava muito escuro, não havia ninguém nas ruas, o movimento de veículos era mínimo. Naquele momento preferia andar até sua casa, assim poderia ficar sozinha com seus pensamentos por alguns momentos. Sentiu seu celular vibrar no bolso do casaco, mas não fez questão de olhar, tinha certeza de que era Emma e não queria ouvir a voz da loira naquele momento. A chamada se repetiu por diversas vezes, até que sem paciência Ruby atendeu.

– O quê?! – Ruby respondeu. Uma voz diferente ecoou no ouvido de Ruby fazendo-a perceber que não era Emma – Desculpa, achei que era outra pessoa. – Ruby sorriu com algo que ouviu e voltou a falar – Eu também sinto sua falta, não vejo a hora de encontrar com você também. – Ruby começou a andar um pouco mais rápido quando começou a ter a sensação de que estava sendo observada – Não, está tudo bem, é só – Ruby parou os passos quando viu um pouco a sua frente alguém, não conseguia ver o rosto, mas a pessoa permanecia parada – Me ouve – disse Ruby fazendo a pessoa da outra linha parar de falar, Ruby andou lentamente não temendo a pessoa a sua frente, tinha alguém atrás dela também, mesmo sem olhar ela podia sentir – Algo vai acontecer. Cabelos curtos. Altura mediana. Flecha. Rua 47. – assim que Ruby tentou dar mais informações seu celular foi jogado para longe com uma flecha certeira. Ruby tentou correr para o lado oposto, mas sentiu alguém lhe segurando por trás e tapando seu nariz com um pano com um forte cheiro, fazendo-a apagar imediatamente –

~~~FLASHBACK OFF~~~

– E depois eu apaguei, nem ao menos consegui ver a cara deles – respondeu tentando lembrar-se de mais alguma coisa daquela noite –

– Acredite, você não é o alvo deles. Alguém que ama você é – Ruby balançou a cabeça tentando imaginar o porquê daquilo, e quem eles estavam atrás –

– Onde estamos? – indagou Ruby –

– Essa pergunta eu venho me fazendo desde o dia que entrei aqui – a garota se aproximou da grade na tentativa de ficar mais próxima de Ruby –

– Nós temos que sair daqui, deve haver um jeito e eu vou encontrar – respondeu decidida – Eu sou Ruby, Ruby Lucas – disse oferecendo sua mão para a garota –

– Elsa Icegeller – disse a garota loira de olhos claros –

...

– Então eu cresci por aqui, minha mãe nunca estava por perto. Ser uma agente não dava espaço para ela ser uma mãe presente, mas eu entendia. Papai foi uma espécie de mãe também, ficávamos em casa, brincávamos, ele me ensinou tudo o que sei. Quando ele morreu, mamãe largou tudo e voltou para casa definitivamente, largou o trabalho e voltou para a casa em Storyville. Quando eu tinha dezenove anos fui estudar em New York, em pouco tempo eu consegui um emprego em um jornal conhecido e virei editora chefe. – Emma estava pensando em vários modos de impedir Regina de continuar aquela conversa, aquela mulher não parava de falar um segundo – Engraçado, eu sempre visitava mamãe e nunca vi você ou ela comentar sobre você –

– Você fala demais! — disse em frustração olhando para mulher. Regina abriu um pouco a boca espantada com o comentário –

– Com licença, você não fala nada e odeio ficar em silêncio com uma pessoa que eu mal conheço. –

– Chegamos. – disse apontando para frente. Regina desligou o carro e saiu do veiculo não esperando por Emma –

– Deixa comigo, eu resolvo – sussurrou Regina para a assistente. Havia um círculo de pessoas curiosas, alguns fotógrafos, a policia e uma fita amarela fechando o local na frente do banco, onde deixou uma pessoa morta –

– Regina... – chamou Emma vendo a mulher se aproximar da cena do crime. Regina como se fosse alguma policial atravessou a fita e se aproximou do corpo. Emma murmurou algo e acompanhou a mulher – Regina, você não pode –

– Vocês têm três segundos para sair daqui, esse lugar não é permitido para vocês – as duas mulheres olharam para trás quando ouviram uma terceira voz. Regina que estava agachada próxima ao corpo, levantou-se e com um semblante de tristeza olhou para a mulher –

– Ele... Ele é meu parente, o que aconteceu? – perguntou tentando parecer convincente, Emma girou os olhos e ficou ao lado da morena –

– Boa tentativa, mas sei exatamente quem você é –

– Sabe é? – disse sorrindo pensando o quanto era famosa naquela região –

– Sim, é mais uma das fofoqueiras da Devlin. Eu disse isso para a outra garota antes, mas vou repetir. Se alguém daquele jornalzinho tentar se envolver novamente no nosso trabalho irão se arrepender – Regina olhou para mulher e cruzou os braços, se perguntando quem era aquela petulante pessoa –

– Está me ameaçando? Quem você pensa que é? –

– Regina, ela está certa. Não podemos ficar aqui – disse Emma segurando o braço da morena –

– Eu sou a detetive Seawalk. Úrsula Seawalk – Úrsula não tirava os olhos desafiantes de Regina – Diga para sua chefe que espero que essa seja a ultima vez que alguém daquele jornalzinho vem bisbilhotar onde não deve –

– Desculpe detetive, iremos cobrir apenas o que aconteceu. Nada de chegar perto das vitimas – Emma sorriu para a detetive e ainda segurando o braço de Regina a levou para longe da cena do crime – Você enlouqueceu? Para ela nos colocar na cadeira por desacato é questão de segundos –

– Como você é covarde Swan. Isso não foi uma simples explosão – falou baixo para que nenhum dos outros repórters pudesse ouvi-la –

– Do que está falando? Não viu o estado do banco e da vitima? –

– Pelo o que ouvi ao redor nenhum dinheiro foi levado e quando eu abaixei para olhar a vitima, olha o que achei – Regina tirou algo do bolso de seu blazer e mostrou à Emma –

– O que isso tem haver? É um pedaço de papel com o número três. Deve ser algo da vítima e que claramente você deveria ter deixado no mesmo lugar, isso pertence à polícia –

– Pelo o que estava dando uma olhada nos arquivos do jornal, houve mais dois casos parecidos com esse. Primeiro foi uma explosão no prédio de advocacia da cidade, o mais conhecido, em uma das vitimas estava marcado o número cinco na blusa do homem. Segundo foi uma explosão no hospital central da cidade, umas das vitimas tinha um quatro marcado na testa e agora isso, uma explosão no maior banco da cidade e um três na vítima – Emma abriu a boca em surpresa com a percepção de Regina –

– Regina! Você não deveria ter pegado isso, se a polícia não souber que houve também esse número em uma das vitimas não vai ligar os pontos. Você está com uma prova importante –

– Não, não. Eu irei resolver esse mistério, e vou fazer questão de escrever a matéria de destaque, dizendo o quanto certos detetives dessa cidade são incompetentes – respondeu olhando para Úrsula que ainda rondava o corpo da vítima –

– Você é louca Regina, isso pode ser perigoso. Não sabemos com quem estamos lidando – retrucou Emma ainda não comprando a ideia –

– Eu só preciso revisar algumas coisas e tenho certeza de que irei resolver esse mistério. E você Swan, não vai abrir o bico para ninguém sobre isso – ordenou. Emma levou as mãos ao rosto em frustração e grunhiu algo – Ótimo. Agora começa a anotar o que vou dizer – pediu entregando o bloco de notas para Emma enquanto começava a dar seu ponto de vista sobre aquele caso, podia usar o gravador, mas queria dar um pouco de trabalho a sua assistente –

...

– Acho que você vai querer ouvir isso – Killian virou sua cadeira dando de cara com Cora que segurava um copo na mão – Own, você pode ser uma megera às vezes, mas é um amor – disse pegando o copo com leite quente e bebendo, deixando seu lábio superior branco do liquido –

– Se for mais alguma conversa entediante sua e de seu namorado, por favor, me poupe disso – pediu sentando na cadeira ao lado, Killian girou os olhos e deu enter em um dos computadores –

– Eu consegui acessar a ultima ligação de Ruby e concidentemente foram minutos antes dela desaparecer –

“Não, está tudo bem, é só... ~ chiado ~ Me ouve ...~ chiado ~ Algo vai acontecer. Cabelos curtos. Altura mediana. Flecha. Rua 47”

– Alguém a sequestrou. Essa garota é esperta – disse Cora sorrindo – Sabia o que estava prestes a acontecer e nos deu pistas, vagas, mas deu. – Killian continuava a beber seu leite quando Cora voltou a olhar para o rapaz – Quem estava na outra linha? Talvez possa nos ajudar –

– Eu não sou só um rostinho bonito e um corpo escultural, tenho cérebro também meu amor – Killian em outro computador digitou algo e varias janelas com códigos apareceram – Aqui está o número, quer fazer as honras? – perguntou dando seu celular e apontando para o número na tela –

– Não é preciso – disse Cora intrigada – É o número da minha filha – concluiu ainda olhando para a tela. Sabia decorado aquele número, era de Regina, só não entendia o porquê dela não ter falado nada a respeito disso –

...

– Me diga que já está com a matéria pronta e podemos mandar rodar o jornal para amanhã ser o primeiro a sair com essa noticia – pediu Cruella sem tirar os olhos de seu computador, sabia quem havia entrado em sua sala –

– Sim e não. – respondeu Regina entrando e fechando a porta – Aqui está a matéria, porém não será nada diferente do que os outros jornais irão fazer, eu poderia fazer mais, porém uma detetive me impediu de ir a fundo na matéria – respondeu mostrando o boneco da matéria que havia feito –

– Úrsula... – disse colocando seu óculos para dar uma olhada no que Regina havia escrito – Querida, uma coisa que você vai precisar aprender trabalhando como repórter investigativa aqui é que não há barreiras para nós, entre em qualquer lugar, faça o que for, mas me traga algo diferente, novo e real. Eu não quero algo que os outros também vão fazer. Se tiver que entrar escondida em algum lugar proibido você vai entrar, isso aqui é lixo – Cruella amassou na frente de Regina sua matéria e colocou no lixo –

– O que for preciso? – repetiu as palavras da mulher –

– O que for preciso. Úrsula sempre vai está na sua cola, não deixe ela intimidar você queridinha. – respondeu fazendo sinal para Regina sair da sua sala, a morena concordou e saiu. –

...

– Espero que não tenha planos para noite – disse Regina sorrindo e sentando em sua cadeira de frente para Emma –

– Olha Regina, eu não estou interessada em –

– O quê?! Eu não estou convidando para algo. Estou intimando você para me acompanhar a uma missão secreta – Emma negou com a cabeça quando viu o sorriso nos lábios de Regina – Vamos fazer uma pesquisa nos arquivos da detetive –

“NÃO, POR FAVOR, NÃO... EU DOU O QUE QUISER...”

Emma pôde ouvir aquelas palavras ecoando em sua mente, alguém ali próximo estava precisando de ajuda. A loira mantinha seu olhar fixo em algo atrás de Regina enquanto ouvia o clamor por socorro. Emma levantou-se e pegou sua jaqueta vermelha da cadeira.

– Swan, onde você vai?! – perguntou Regina vendo a loira parecer estranha –

– Tomar um café – respondeu indo para o elevador, apertou o botão que iria lhe levar até o terraço do prédio –

Já no terraço Emma olhou para baixo tentando encontrar a pessoa, a voz ficou mais limpa quando ela olhou para um certo ponto entre uma rua estreita. Sorriu e voou até lá. Quando chegou logo tirou os dois homens de perto da mulher e jogou-os contra o muro. A garota assustada correu dali quando viu algo jogando os homens, Emma os levantou e antes que eles pudessem fazer algo com a loira, Emma alternava seus golpes entre socos e chutes, quando viu que eles já não conseguiam levantar por causa da dor, sorriu.

– Quem é você, moça?! – perguntou um dos homens tentando olhar para a mulher –

– Você não vai querer saber – Emma então correu em sua velocidade extraordinária, deixando os dois rapazes começando a duvidar de sua sanidade, era impossível alguém daquele modo existir –

Emma voltou para o jornal ofegando um pouco, sentou-se em sua cadeira e tentou parecer como se nada tivesse acontecido.

– Poderia ter sido gentil e ter me trazido um café também – respondeu Regina tirando os olhos do computador e olhando para Emma –

– Você já é elétrica o bastante para cafeína – retrucou. Regina semicerrou os olhos para loira e voltou a sua pesquisa –

...

– Então, qual é a sua relação com minha mãe? – perguntou Regina. As duas estavam no fusca da mulher, escondidas, esperando a saída de Úrsula para que pudessem entrar –

– É exatamente o que ela contou – retrucou Emma sabendo que provavelmente Cora já havia inventado alguma desculpa sobre como elas se tornaram próximas –

– Você quer que eu acredite que minha mãe teve um pequeno caso com você e depois vocês simplesmente se tornaram amigas? – Emma quase engasgou com a água que estava tomando, não podia acreditar que Cora havia falado isso –

– Hum, sua mãe falou a verdade – disse dando de ombros – Agora somos boas amigas, nada mais que amigas, melhores amigas para sempre – retrucou sentindo-se desconfortável. Regina semicerrou seus olhos, sabia que sua mãe estava escondendo algo, e aquela afirmação de Emma sobre algo que ela havia inventado só confirmava suas suspeitas. Ela teria uma conversa séria com a mãe – Olha, é ela – disse apontando para Úrsula entrando no carro –

– Ótimo, você fica aqui e vigia tudo. Se algo acontecer –

– Não mesmo, você não pode entrar lá sozinha Regina. Eu vou com você –

– Você nem ao menos consegue passar por um oficial de polícia, quanto mais por uma detetive. – retrucou olhando para a roupa de Emma, jeans e jaqueta vermelha. Não, não dava para passar por uma detetive –

– Observe e aprenda. – Emma saiu do carro, ajeitou sua jaqueta, inflou o peito como se fosse alguma demonstração de confiança e andou até o local. Regina tentou chamá-la, mas foi em vão, só o que poderia fazer era acompanhar a loira –

– Me espera. – pediu Regina. Emma parou de frente para o guarda e esperou por Regina –

– Detetive Morrison e Detetive Parrilla, fomos transferidas de Maine para Storyville. – disse Emma para o guarda que pareceu desconfiado – Espero que você goste de trabalhar como guarda de escola infantil, porque se você demorar mais um segundo para abrir essa porta será seu novo trabalho – o homem pareceu temer as palavras de Emma e abriu a porta. Regina esperou entrar para sorrir com a atuação de Emma –

– Tenho que admitir – Emma abriu uma porta e entrou com Regina quando ouviu passos se aproximando do corredor onde elas estavam – O que foi?! – Emma apontou para a janela onde passavam dois policiais conversando – Como... – Regina franziu a testa se perguntando como Emma percebeu aquilo e ela não –

– Temos que ser rápidas Regina, uma olhada na câmera de segurança e seremos descobertas. Só precisamos achar a sala da Úrsula – sussurrou Emma. Regina acendeu a luz e viu na mesa o nome “Úrsula Seawalk” escrito em uma plaquinha – Acho que encontramos... Olha o que temos aqui, Srta. Devlin...– disse Emma pegando o porta retrato que tinha a foto de sua chefe –

Regina tirou as luvas das mãos de Emma e colocou em suas mãos, não queria suas digitais ali. Enquanto Emma vigiava a porta ela vasculhava documentos, procurando algum arquivo que mostrava as pistas sobre os últimos atentados à Storyville. Regina acabou achando outra coisa, algo que lhe chamou muito mais atenção.

– Hum, Regina? Acho que nos descobriram – respondeu a loira apontando para vários polícias passando pelo corredor, e abrindo algumas portas – Vem – Regina balançou a cabeça negando e Emma foi até a mulher – Argh! Se esconde, eu dou um jeito de despistá-los. – Emma saiu da sala sem ninguém ver, Regina escondeu-se debaixo da mesa esperando algum sinal de Emma –

Quando Emma saiu logo ouviu alguns policias gritando “invasora”. A loira enfrentou os homens armados, usou sua velocidade para poder atacá-los mais rápido, tiros foram disparados e Emma desviou sem nenhum empecilho, quando Regina ouviu os tiros começou a imaginar as piores coisas, quando Emma terminou olhou para o chão satisfeita, olhou para as câmeras e com sua visão de calor destruiu todas as provas que mostrassem que ela havia feito aquilo. Regina saiu debaixo da mesa preocupada com o silêncio.

– Parada! – Emma estava de costas quando ouviu. Seu instinto era fazer o que fez com aqueles homens o mesmo com quem estava apontando uma arma para ela – Vire-se – ordenou. Quando Emma estava para agir, ouviu um barulho –

– Ninguém além de mim pode maltratar minha assistente – respondeu Regina olhando para o homem ao chão. Com um troféu que tinha achado na sala de Úrsula havia batido na cabeça do homem, fazendo-o adormecer – Quem fez isso? – perguntou olhando para os dez homens ao chão –

– Não sei... Alguém entrou aqui e quando percebi todos estavam ao chão – respondeu Emma recebendo um olhar desconfiado –

– Vai contando aí, é a segunda vez que eu salvo sua vida, Swan – Emma girou os olhos e acompanhou Regina para fora dali. Quando estava abrindo a porta para Regina sair, Emma ouviu algo, virou-se e viu um policial ao chão segurando uma arma, Emma sorriu e o acertou com sua visão, derretendo a arma e piscando para o policial –

– Você fala demais, já falei isso? – disse Emma saindo dali. Regina ignorou a loira e começou a contar o que havia conseguido pegar –

Notas finais
Entao? Se quiserem dar palpite, podem dar, quem leu minhas outras fics sabe que eu gostou dessa interaçao com voces, de dizerem o que querem ver na fic, enfim... Bjors