Wonderwall
1 A Beginning
Notas iniciais
A chuva em Storyville, cidade pouco conhecido de Oregon, naquela noite havia assustado a todos os moradores, raios e trovões faziam crianças assustadas correrem para a cama de seus pais, ninguém se atrevia a sair numa noite daquela, excerto quem não era daquela região.
– Você não me ouviu?! Sim, estou à procura dela! Eu não vou repetir meu nome, vocês não são tão retardados assim – a mulher que dirigia um fusca amarelo tentava ao máximo manter sua atenção na estrada e na ligação que vez ou outra falhava por causa da chuva – O nome dela é Ruby Lucas! Como assim não podem fazer nada?! Ela desapareceu há dois dias e vocês não podem fazer nada?! – a mulher deixou o celular cair depois que passou por algo, provavelmente algum animal indefeso. A mulher olhou para estrada e não viu nada, apenas uma chuva inacabável, abaixou-se um pouco para alcançar seu celular – Olha aqui seu imprestável, eu não saí da minha cidade para – a mulher parou de falar quando viu uma vaca no meio da estrada, bruscamente girou o volante sendo levada para a direção oposta, entrando em uma plantação, atropelando os cerais –
Quando conseguiu fazer seu carro parar, imediatamente pegou o celular, havia perdido a ligação. Em frustração bateu suas mãos no volante e olhou ao redor, odiava plantações, não havia sofrido nenhum arranhão, mas estava mais preocupada com seu amado fusca amarelo. Sem pensar duas vezes deu ré no carro e quando estava prestes a sair dali algo a impediu, o céu parecia está se abrindo de antes de seus olhos, como se fosse em algum filme cientifico três raios pareciam se juntar, e quando conseguiram acabaram atingindo um ponto específico da plantação, quando atingiu o lugar causou uma pequena explosão e a mulher conseguiu apenas ver a fumaça e a luz subir de um certo ponto do lugar. Sua curiosidade era muito maior do que o medo que estava sentindo, estava no meio da nada, em uma plantação assustadora no meio da noite e um raio havia caído diante dos seus olhos, ela tinha que olhar o estrago que havia feito. Saiu do seu carro e o analisou sorrindo por não ter nenhum arranhão, pegou seu celular e logo ligou a lanterna, andando com precaução até o lugar onde o raio havia sido atingido, deu alguns passos para frente e viu um enorme círculo e pequenas faíscas de fogo contornando o círculo, seus olhos gritaram assustados quando viu que havia alguém ali, e parecia ferido, tentou se aproximar, mas se afastou quando viu a pessoa ficar em pé e de costas para ela, seus olhos não conseguiram desviar da pessoa, tinha um corpo escultural o que a fez perder um pouco o foco.
– Hum? Olá? Você está bem? – perguntou mantendo distância da misteriosa garota nua que estava de costas – Você precisa ir ao hospital – disse –
– Eu estou bem – afirmou ainda sem virar-se –
– Você está no meio do nada, foi atingida por um raio e está nua. Não me parece bem – respondeu ainda apreensiva, a mulher a sua frente virou-se mostrando todo o seu corpo – Olhos, olha nos olhos – disse para si tentando manter seus olhos nos da mulher, mas não teve tanta sorte, não conseguiu deixar de olhar aquele corpo – Hum, eu tenho um cobertor no meu carro, fica aí – pediu indo até o carro –
– Quem é você? – perguntou a mulher nua olhando curiosa para a estranha que estava querendo ajudar –
– Regina, Regina Mills – respondeu com um discreto sorriso nos lábios, e foi até seu carro para pegar o cobertor. Regina voltou com o cobertor e entregou para a mulher – Você lembra de alguma coisa? Sabe seu nome? – perguntou –
– Eu já disse, estou bem – respondeu parecendo rude, o que fez Regina se arrepender de ter ajudado – Eu sou Emma Swan –
– Okay Emma Swan, preciso levar você ao hospital – respondeu indo para o carro, porém Emma não se moveu — Um pé após o outro, é assim que se anda – comentou vendo a loira parada –
– Eu moro aqui perto, vou para casa. –
– Você vai ao hospital –
– Olha – Emma abriu o cobertor mostrando novamente seu corpo e deixando Regina um pouco desorientada – Estou bem – respondeu cobrindo-se novamente –
– Eu fiz o que pude para ajudar – disse dando de ombros e indo para o carro, deu partida em seu fusca e depois de olhar novamente para aquela figura deu ré e saiu dali –
Emma observou até que a mulher sumisse de sua visão, olhou para os lados e viu o estrago que havia feito, suspirou e abaixou-se um pouco para pegar impulso, logo se erguendo para voar.
...
– Eu fui uma boa pessoa, tentei ajudar, desperdicei meu tempo com aquele ser humano mal agradecido! – Regina reclamava sobre o encontro inusitado que acabara de ter – Espero que não fique bem, isso é para parar de ser rude com pessoas boas – a mulher virou a esquerda como o GPS mandou e olhou para as casas naquela calma vizinhança – Finalmente – disse ao ver o número da casa, estacionou na frente da linda casa branca e saiu do carro. Bateu na porta esperando que alguém viesse atender –
– Regina? O que faz aqui? – perguntou espantada por depois de tanto tempo ver a mulher –
–“Estou feliz em revê-la” seria mais acolhedor – comentou girando os olhos –
– E estou, e surpresa, definitivamente surpresa – disse Cora sorrindo – Não ganho um abraço da minha filha favorita? – Regina sorriu e abraçou sua mãe, sentindo o conforto de casa no abraço da mulher – Mas me diga, o que faz aqui? – perguntou fazendo Regina entrar na casa –
– Eu vim fazer o que os investigadores dessa cidade não são capazes, vim procurar por Ruby – disse decidida –
– Querida, você não vai se intrometer no trabalho da policia. E seu trabalho e vida em New York? Você não vai abandonar tudo –
– Eu sou ótima no que faço, os jornais daqui devem brigar para me ter trabalhando com eles. Eu não vou descansar enquanto não encontra-la, mãe – respondeu se jogando no sofá. Cora suspirou sabendo que sua filha não era de desistir de algo –
– Cora, eu deixei tudo na – Regina levantou-se imediatamente do sofá, reconhecendo a voz que ecoou na sala de sua mãe –
– Você? – disse Regina e Emma ao mesmo tempo quando se reencontraram. –
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