Wolfpire.
7 Capítulo 7 — Visão Vampírica: O Sexto Membro
Notas iniciais
MINHA PRIMEIRA CAÇADA TINHA SIDO SENSACIONAL PARA MIM.
Por mais que eu tivesse sentido nojo de ter bebido o sangue de uma criatura viva, eu não podia dizer que não estava maravilhado com gosto quente e prazeroso descendo por minha garganta.
Eu não tinha percebido que o dia estava completamente claro quando Adrian me levou para casa — mesmo eu recusando, mas Paul usou seu poder sobre nós para me convencer. Mas eu fiquei grato, pois, quando eu cheguei em casa, Matt estava lá. Se não fosse Adrian falar comigo o tempo todo — mesmo ele estando pendurado em um galho de uma árvore do lado de fora de casa —, eu teria drenado Matt no instante em que ele tinha adormecido no sofá.
Por sorte, eu não fiquei em casa por muito tempo, pois eu sabia que poderia matá-lo. Eu troquei de rouba, após tomar um bom banho — e percebi que Adrian tinha ido embora —, e segui para a casa abandonada. Eu teria que ir para aquele local todos os dias da minha vida... eternidade... sei lá!
Quando cheguei à floresta de Beacon Hills e avistei a pequena ponte que ligava a casa, segui para ela no mesmo instante. Mas algo me deteve...
Assim que pus meus pés na metade da ponte, algo me deteve. Uma corrente elétrica que penetrou por todo o meu sistema nervoso misturada com um empurrão me jogou dez metros para trás. Aquilo tinha doído. Eu não sabia exatamente se eu senti dor de verdade ou era psicológico, mas tinha doído. De qualquer maneira, eu estava no chão, mas pus-me de pé em um pulo e encarei a ponte rosnando para ela.
Olhei para o local em que eu tinha ouvido passos e vi Paul saindo com um rapaz careca e negro. Alto e forte, com um cavanhaque bem chamativo, assim como seus olhos. Rosnei para ele imediatamente.
― Calma, nervosinho ― disse Paul e rosnei para ele. ― Mania feia de rosnar para os outros... pare com isso.
No instante seguinte, meus rosnados cessaram e eu não o senti vindo em minha garganta. Aquilo me espantou, mas logo lembrei que o comando do chefe estava imposto sobre mim. Então meus rosnados não voltariam tão cedo assim.
― Esse aqui é Dave. Dave, quero que conheça Ernie, meu mais novo membro na família ― disse Paul.
― Família, é? ― debochei. ― Chama isso de família?
― Modos, Ernie ― disse ele em um tom amigável, mas ainda consegui sentir o comando do chefe sobre mim naquelas palavras.
― Que seja ― revirei os olhos.
― Prazer ― disse Dave com uma voz grave.
― Olá ― foi só o que eu disse. ― Quero entrar, Paul.
Paul soltou uma risada.
― De agora em diante, só entraram pessoas que são marcadas ou com nossas permissões. Você pode entrar, Ernie.
Eu não sabia o que ele queria dizer com aquilo, mas eu hesitei em passar pela ponte. Aquela dor ― seja ela psicológica ou não ― realmente tinha sido forte. Eu não queria sentir aquilo de novo.
― Pode vir, não irá te machucar ― disse a voz grave de Dave.
Hesitei novamente, mas, em passos curtos, passei pela ponte e não senti a corrente elétrica novamente. A única coisa que eu realmente consegui sentir foi uma pressão passando por todo o meu corpo. Mas quando passei da metade para a casa, eu não senti aquela pressão novamente.
Eu logo mudei de concepção a respeito de Dave. Ele não havia mentido. Poderia ser um cara legal. Vejamos.
― O que diabos foi aquilo? ― perguntei a Paul assim que cheguei perto dele com cara amarrada.
― Uma pequena ajuda ― disse Dave. ― É um campo de força.
― Dave e eu somos amigos desde infância ― disse Paul. ― Bem... ao menos pode-se dizer assim, não é? ― Paul deu uma cotovelada amigável em Dave e ambos riram.
O que ele queria dizer com aquilo?
― Paul e eu não envelhecemos ― disse Dave. ― Sendo assim, somos amigos desde...
― Desde 1649 ― interrompeu Paul completando-o. ― Eu nasci em 1469 e o conheci em 1649. Tenho 544 anos, se quer saber. Pois é, eu sou bem velho. O que me torna mais forte, mas isso não vem ao caso ― Paul riu novamente. ― Dave e eu nos esbarramos quando estávamos fugindo de uma perseguição a vampiros, lobisomens e feiticeiros no Maine.
― Paul prometeu que me protegeria e eu prometi que o protegeria também ― continuou Dave. ― Mas, com o tempo, nos afastamos. Eu tentei formar um grupo com alguns feiticeiros refugiados no sul do país e Paul continuou rondando o país. Desde então, cada um foi para um canto.
Eles só podiam estar de brincadeira.
― Hmmm... bacana ― falei e eles riram. Idiotas. ― Que lance é esse de marca?
Paul parou de rir e me estudou com curiosidade.
― Foi bom você tocar nesse assunto ― disse ele. ― A marca, é essa aqui...
Ele puxou a manga e mostrou alguns símbolos egípcios, gregos, ou coisa do tipo, cravados a fogo do seu pulso até o fim de seu antebraço.
― Você só pode estar brincando ― falei. ― Não posso ter uma coisa dessas.
― E porque não? ― perguntou Dave.
― Eu tenho irmãos. Não sou sozinho como eles ― falei um tanto nervoso. ― Se Matt ver isso em mim, é capaz de me matar... bem, acho que ele não conseguiria, mas isso não vem ao caso! ― explodi. ― Ainda mais com a Assistência Social em cima de nós. Vão pensar que Matt não cuida de mim.
Eles riram. A risada deles estava começando a me estressar.
Rosnei para eles dois, mas assim que Paul me olhou com cara séria, meu rosnado se desfez novamente.
― Eu posso fazer com que ninguém veja além das criaturas sobrenaturais ― disse Dave. ― Relaxe.
― Menos mal ― falei um tanto mais relaxado. ― Pode fazer isso logo?
Dave assentiu.
Paul sentou-se no pequeno muro que tinha na varanda da casa abandonada e esperou. Dave se aproximou de mim e pegou meu braço esquerdo. Ele ficou passando a mão por meu pulso, antebraço e braço, e começou a recitar alguma coisa em... latim? É, talvez seja latim. Eu não era estúpido de interrompê-lo quando estava fazendo um feitiço. Principalmente em mim. Ele poderia me atacar com seus poderes sobrenaturais ou coisa do tipo.
Passado dois longos minutos, algo na atmosfera daquele local mudou. O ar ficou mais frio ao meu redor e ao redor de Dave. Um pequeno furacão se formou ao redor de nós dois e meu pulso, antebraço e braço começaram a queimar.
O urro de dor que senti foi bastante alto para que os outros saíssem de dentro da casa abandonada. Vi Adrian, Alexia e Joe saindo da casa e se colocando ao lado de Paul, que estava totalmente tranquilo de braços cruzados. Mas aquilo não era o suficiente para fazer com que a dor em meu pulso, antebraço e braço sumissem.
Quando olhei para meu braço, letras, símbolos começaram a surgir. Os símbolos eram até legais, mas eu não conseguia parar de sentir a agonia assim que cada novo símbolo ou letra surgia em mim. As linhas eram como labaredas de fogo, mas logo ficavam em meu tom de pele ― eu sabia que todas elas ficariam em relevo.
Mas aquilo já estava passando, porque a queimação estava cessando. Então aquilo realmente era um sinal de que estava acabando. E eu queria que acabasse. Eu não queria mais sentir aquela agonia horrível.
Quando Dave soltou meu braço, o vento ao nosso redor sumiu. Eu queria por meu braço na água. A sensação de queimação ainda estava comigo ― mesmo Dave ter terminado o processo. Psicológico, eu sabia. Mas, como explica a corrente elétrica e o empurrão do campo de força? Que seja!
― Por que não disse que iria doer? ― disse a ponto de avançar em Dave.
― Calma, Ernie... ― disse Paul, já em minha frente, pondo a mão em meu peito e me afastando de Dave. ― Não é culpa dele.
― Pode acreditar que foi tão agonizante para nós do que para você ― disse Alexia com cara de espanto.
― Todos nós sentimos isso ― disse Adrian.
Olhei para eles e logo voltei a olhar para Dave.
― Como faz para essa coisa não aparecer para meus irmãos? ― perguntei.
― Já está feito ― disse ele. ― Só não os deixe tocar. Eles irão sentir o relevo.
― Tá bem ― falei me afastando deles, adentrando na floresta atrás da casa abandonada.
― Para onde vai? ― perguntou Paul.
― Caminhar ― falei. ― Preciso pensar.
― Certo ― disse ele. ― Não demore. Temos outros assuntos a resolver.
Eu apenas balancei a cabeça em positivo para ele e adentrei correndo como um borrão para a floresta atrás da casa abandonada.
Paul só podia estar de brincadeira.
Eu não podia ter alguma tatuagem mágica ou coisa do tipo em meu braço. Se ele não ligava mais para a vida humana que tinha, isso era problema dele e não meu. Eu ligava para a minha vida humana. Eu tinha Kevin e Matt convivendo comigo, eu não podia simplesmente chegar com um treco invisível, mas que podia ser sentido ao tato, quando chegasse em casa. Era completamente loucura!
Adentrei caminhando na floresta de Beacon Hills e nada estava diferente. Abandonada, sem sinal de vida, a não ser por sons de alguns animais, repletos de árvores e folhas no chão.
Continuei caminhando, mas comecei a correr pelos limites da floresta como um borrão e a saltar alguns morros que tinham ali. Aquilo me ajudava a extravasar minha raiva. Eu não queria chegar à casa abandonada com raiva de Paul e fazer alguma coisa. De acordo com ele, eu era mais forte que Joe, mas não queria brigar com Paul; ele podia me matar e eu não queria a morte.
Pulando em uma árvore e me sentando em seu galho, comecei a pensar no que eu poderia falar para meus irmãos, ou como esconder aquilo deles.
Seria quase impossível! Desde que nossos pais morreram, Matt parecia um pai e uma mãe que me vigiava 24 horas por dia, sempre vendo se eu tinha feito algo de grave com meu corpo, se eu estava doente ou até, uma vez ele fez isso, começou a olhar meus olhos para ver se minhas pupilas estavam dilatadas por contas de drogas. Bem, ao menos quase isso, porque ele não ficava sempre em casa por conta de seu trabalho. Kevin era outro estranho. Ele sempre dava um jeito para me ficar de olho em mim na escola e passar tais informações para Matt ― ele era quase um grande dedo duro. Kevin podia ser o filho do meio, mas ele era tão responsável quanto Matt.
Talvez aquilo tudo era porque eu tinha sido o mais afetado quando nossos pais morreram. Eu não comia, não prestava atenção em nada e não queria saber de nada. Mas eu tinha superado... um pouco. Ainda sinto falta dos meus pais, mas eu tenho meus irmãos agora e aquilo era melhor do que não ter nenhum deles mais.
De qualquer forma, aquela história era doentia! Eu não podia ter algo simbólico em meu braço, não podia ter. E o que ele queria dizer com criaturas sobrenaturais? Eu pensei que só existissem vampiros, pois era o que estava parecendo para mim. O.K., ainda tinha o fato de aquele tal Dave ser um tipo de bruxo ou feiticeiro, sei lá. Então eram vampiros e feiticeiros. Ao menos não era tanta loucura assim.
Olhei para meu braço esquerdo e vi aqueles símbolos e escrituras em uma língua que eu não sabia identificar (talvez fosse grega, egípcia, romana ou em latim, que sabe?) e alisei aquilo. Era totalmente em relevo. Qualquer um que colocasse a mão em meu braço sentiria aquilo... aquilo me deu tanta agonia e raiva que quase quebrei o galho em que eu estava sentado de tanta frustração.
O sol se pôs e a floresta começou a escurecer e esfriar de uma maneira sinistra. Uma lua cheia se formava bem no alto do céu e, com ele, ouvi um uivo alto e forte. Olhei na direção do uivo e não vi nada. Talvez tenha sido um... coiote? Ou um lobo solitário? Que seja, eu não duvidava mais de nada em Beacon Hills e principalmente em sua floresta.
Mas, de repente, eu comecei a ouvir passos... passos rápidos. Apurei meus ouvidos para ver se era realmente aquilo que eu estava ouvindo e era. Desci do galho em um pulo e, assim que toquei os pés no chão, olhei aos arredores. Nada. Farejei e senti um cheiro péssimo de cachorro molhado. Era quase o mesmo cheiro que tinha sentido em Kevin quando voltei para casa depois que tinha me transformado em vampiro. Mas não era um rastro... eram mais de três. Aquilo fez eu torcer o cenho.
Eu tinha que sair dali antes que qualquer coisa acontecesse e eu não queria matar ninguém. Ainda olhando aos arredores e vendo que não tinha nada, comecei a andar em direção da casa grande...
Outro uivo. E aquele parecia mais alto, mais perto e mais forte.
Parei de andar no mesmo instante.
Apurei meus ouvidos novamente e voltei a olhar a floresta. Nada. Algo estava errado. Alguém tinha que estar ali. Não podia ser uma simples alcateia de lobos normais que vagavam por ali. O cheiro estava perto de mim e eu tinha que ver o que era. Olhei para a direção da casa abandonada, virei às costas para ela e segui o rastro do cheiro repugnante que eu sentia.
O cheiro me levava para bem longe dos limites da casa e eu sabia que se Paul descobrisse isso, eu estaria frito. Mas eu tinha que arriscar. Esse cheiro estava em meu irmão e eu tinha que saber o que era. Talvez se aquilo tivesse feito mal a Kevin, eu poderia acabar com aquilo de uma vez por todas. Eu era forte e sabia alguns truques de luta que eu poderia começar a por em prática; eu tinha que saber o que era.
O cheiro começava a ficar maior... mais manifestado, como se ali o cheiro de cachorro molhada fosse concentrado. Era como se eu entrasse em um território completamente fedorento. Prendi a respiração, mas eu sabia que não iria gostar de ficar sem meu olfato ― mesmo eu sabendo que poderia ficar sem respirar por quanto tempo eu quisesse.
Mas, ainda seguindo aquele cheiro adentro da floresta, ele sumiu. Do nada. Sumiu. Olhei aos meus arredores e, comecei a ouvir passos. Passos por todos os lados e eu me agachei em posição de ataque, e com o rosnado já se formando em minha garganta.
Mas o som de passos mudou e se formaram em... risadas. Não aquelas risadas diabólicas que se veem em filmes de terror, mas risadas como se estivessem se divertindo de me ver naquela posição. Preparei-me para atacar...
― Ernie! ― ouvi me chamarem atrás de mim.
Quando virei-me para trás para atacar, a pessoa bloqueou meu ataque e, com um movimento rápido, tinha me prendido em uma chave de braço. Olhei para cima e aquele era Paul.
― Largue-me! ― disse eu entredentes.
Ele hesitou e me soltou.
Olhei para ele com raiva.
― O que quer? ― falei entredentes.
― Você já está fora por quase duas horas ― disse ele. ― E o que faz longe dos arredores da casa? Você não pode ficar aqui.
― Paul... esse cheiro... ― falei farejando de novo. ― Ele... o que é isso?
Paul abriu a boca e outro uivo vindo de perto de nós surgiu na floresta.
― Temos que ir embora ― disse Paul sério e olhando na direção do uivo.
Algo em seu olhar me dizia que ele sabia exatamente o que aqueles uivos e aquele cheiro queriam dizer.
― Mas...
― Sem “mas”, vamos ― Paul pegou em meu braço e corremos dali.
Quando chegamos perto da casa abandonada, ele tirou as mãos de mim e comecei a correr por conta própria.
Paul não disse nada durante nossa corrida e eu também não me atrevi a perguntar. Ele parecia estar com tremenda raiva e eu não sabia o quão forte Paul poderia ser, e nem queria medir a sua paciência. Ele parecia que poderia fazer pedacinhos de qualquer um de nós em questão de segundos.
Assim que chegamos em frente a casa abandonada, ele parou de correr e me esperou. Parei de correr assim que cheguei perto dele.
― Alguma coisa te tocou? ― perguntou ele.
Franzi a testa.
― Não, não me tocaram ― disse eu. ― Paul, o que era...
― Escute, Ernie ― ele me cortou ―, você não pode atravessar os limites da floresta determinados por mim. É proibido.
O olhei incrédulo.
― Mas por quê?
― Não interessa agora ― disse ele extremamente sério e grosso. ― Desculpe ― ele se ajeitou. ― Só tente não pensar nisso agora, entendeu?
Assenti com a cabeça e não disse nada.
― Venha, vamos entrar... quero lhe apresentar uma pessoa.
Ele sorriu de lado como se nada tivesse acontecido na floresta e adentrou na casa abandonada. Adentrei logo em seguida.
Assim que entramos, todos estavam lá. Joe e Alexia estavam próximos e rindo, juntamente com Dave e Adrian à mesa. Mas aquilo não parecia certo, pois eles não pareciam estar rindo entre si, mas... de uma pessoa, porque eles olhavam para mesa o tempo todo.
― Ah, olhem quem chegou! ― disse Joe.
Paul soltou uma risadinha.
― Desculpe o atraso ― desculpou-se Paul.
Ele e eu chegamos perto da mesa e vi uma figura sentada na mesa.
― Jason, quero que conheça Ernie. Ernie, quero que conheça Jason, o sexto membro ― ele indicou a mesa.
Olhei para o ser que estava lá e o vi pela primeira vez.
Ele se levantou. Um ser alto, de ombros largos e braços forte, e louro. Seus olhos eram castanho-claros e ele tinha um sorriso abusado perfeito. Ele era... bem, bonito. Mas é claro que eu preferia enfiar agulhas em meus olhos a admitir aquilo em voz alta.
Jason esticou a mão para mim e eu a segurei. Ele apertou e sacudiu minha mão com gentileza e fiz a mesma coisa.
― Prazer em conhecê-lo, Ernie ― disse ele em uma voz rouca e grossa ao mesmo tempo.
― Igualmente ― foi só o que eu disse.
Um silêncio mortal se propagou entre todos nós e Jason não tirava os olhos de mim e, quando reparei isso, escondi meu rosto olhando para o outro lado.
Paul pigarreou.
― Estejam prontos ― disse ele.
― Por quê? ― perguntou Joe, fazendo a pergunta que todos queriam fazer.
Paul sorriu.
― Vamos nos encontrar com uns amigos de muito, muito, tempo atrás ― disse Paul e olhou para Dave, e ambos trocaram um breve aceno de cabeça.
Assim que Paul trocou aquele aceno de cabeça com Dave, ele saiu da casa como um borrão e todos nós ― inclusive Dave ― o seguimos como um borrão logo em seguida.
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