Bill- Lembras-te quando me algemas-te na minha cama? Eu- E também te amordacei!- voltei para cima dele. Bill- E quando decidiste que querias experimentar sexo oral! Eu- Isso foi nos anos do teu primo! Bill- Belo dia!- olhava o tecto como se estivesse a recordar. Eu- Tinha que tornar essa festa inesquecível, pelo menos para nós!- ele beijou-me. Bill- Nós mudámos, muito, ficamos mais carrancudos, sérios, certos demais! Eu- Ficamos adultos, adultos e com uma família. Essas coisas aconteciam quando éramos miúdos! Bill- Os melhores anos da minha vida.- beijei-o, entrelacei as nossas mãos, deixei-me cair e ficar a ouvir o seu coração- Vou comprar uma mota! Eu- Ah!? Bill- Quando formos para Berlim vou comprar uma mota! Eu- Será que ainda sabes andar? Bill- Claro isso nunca se esquece. Eu queria a minha, mas isso é impossível! Eu- Foi com essa mota que descobri que te foste embora!- lembrei-me desse dia. Bill- A maior estupidez que fiz, o que é que o Tom fez à dele? Eu- Nada, está em casa da vossa mãe!- olhei-o e reparei numa cicatriz que ele tinha na perna esquerda.- Onde fizeste isto? Bill- Lembras-te de uma vez quando escorrei na arvore da casa dos teus pais e caí estatelado no meio do chão!? Eu- Tadinho!- ri-me- Ficas-te com uma lembrança minha! Bill- Essa e não só!- pegou no meu rosto e beijou-me, as suas mãos percorreram outra vez o meu corpo nu. Viramos e recomeçamos os movimentos que há pouco tínhamos parado. Votei a virar, fiquei por cima, as suas mãos fixavam a minha cintura, arqueava as minhas costas ao senti-lo cada vez mais dentro de mim. Eu- Bill!- gemi, as suas mãos massajavam o meu peito, eu mordi o lábio, movimentava-me habilmente, o que lhe dava prazer, ele pressionava-me, chegou ao seu orgasmo, quase ao mesmo tempo atingi o meu, beijei-o deixei-me ficar assim, deitada sobre ele. Bill- Amo-te!- assim passamos uma noite, em que pouco ou nada dormimos, uma noite cheia de amor, paixão, fogo que nunca se irá apagar. * Eu- Billy- beijava-lhe o peito, ele fez uma expressão esquisita e retomou a respiração relaxada- Bichinho- disse-lhe ao ouvido e ele sorriu- Amor- beijei-lhe os lábios e ele respondeu ao beijou virando-me, acabamos por cair da cama abaixo- Au!- queixei-me. Bill-Aleijei-te?- olhou-me sério. Eu- Não, o chão é que é duro!- beijou-me. Bill- Que horas são? Eu- 10, tenho que levar o meu pai ao aeroporto! Bill- Eu vou contigo! Eu- A sério? Bill- Hum- hum!-beijei-o, levantamo-nos e encaminhamo-nos para a casa de banho onde tomamos um demorado banho. Eu- Bill o avião parte daqui a uma hora, mexe-te! Bill- Já vou!- ele compõe os suspensórios e sai da casa de banho. Eu- Muito sexy!- brinco com aquele acessório e beijo-o com dedicação. Bill- Vamos!?- visto o casaco, ele coloca-me o gorro, agarro na mala e saímos. O caminho foi feito a cantar músicas dos anos 80, e a rir. Paramos em minha casa, os miúdos já deviam estar na escola, logo o meu pai deve estar sozinho. Eu- Sobes?- tiro o cinto e abro a porta. Bill- Eu espero aqui! Eu- Ok!-mete um pé fora do carro e ele puxa-me para dentro roubando-me um beijo, eu agarro na sua face e dou-lhe outro. Subo as escadas e abro a porta. João- Aleluia!- dá-me um beijo na testa. Eu- Desculpa paizinho, já sabes, comemoração leva sempre tempo! João- Conta-me histórias. O Bill? Eu- Está lá em baixo! João- Estava a ver que ia embora sem ver aquele rapaz outra vez!- ele pegou em duas malas e eu peguei noutra. Saímos de casa. Eu- Ele de rapaz já não tem nada! João- Sabes que sempre o achei mais sensato que o irmão e depois arrependi-me de não dar o devido respeito ao Tom! Eu- Eles fazem de tudo para ser diferentes, mas no fundo são bem iguais!- abri a porta de saída e vi o Bill a abrir a mala. Bill- Er.. Olá!- mostra a mão ao meu pai. Ele pousa as malas aperta-lhe a mão e dá-lhe um abraço. João- Toma bem conta da minha filha, não repitas a mesma asneira! Bill- Nunca!- sorri e olha-me. Entramos no carro, o Bill e o meu pai iam à frente e em ia no banco de trás. Chegamos depressa ao aeroporto. João- Eu não devo voltar a esta terra! Bill- Não se preocupe que nós vamos lá! João- Acho muito bem, eu quero ver os meus netos pelo menos uma vez por ano! Eu- Prometo, não ia conseguir ficar muito tempo longe de ti!- abracei-o e não consegui impedir as lágrimas que me corriam agora pela cara. Bill encarregou-se de as limpar. João- Não é uma despedida Sara! Eu- Mas mesmo assim, vais para longe! João- Não, vou voltar para minha casa, assim como tu vais voltar às tuas origens, onde nunca devias ter saído. O meu caso é o contrario, porque se eu e a tua mãe não tivéssemos saído da nossa terra, tu provavelmente nunca terias conhecido o Bill, o Tom, a Marisa, nunca irias ter os teus filhos!- abracei-o mais uma vez. Eu- Obrigado, pai! João- Bem- escondeu as lágrimas que também caiam dos seus olhos- Está na hora!- abraçou mais uma vez o Bill. Bill- Obrigado, pela chance que me deu outra vez! João- Não me faças arrepender outra vez! Eu-Eu já não tenho 17 anos, as coisas agora são bem diferentes!- ele dá-me um beijo na face. Eu abraço-o com força. João- Diz à Allyson e ao Josh que os amo muito, e que quero noticias depressa!- a voz anunciava o voo para Portugal. Eu- Eu digo e também te amo meu pai!- vi a sua figura a desaparecer. Bill- Ele vai para onde foi feliz, e onde se vai sentir feliz novamente!- beijou-me. Eu- Nós também vamos voltar para onde fomos felizes! Bill- O mais depressa possível — saímos do aeroporto. Eu- Olha, logo à noite como estão os três sozinhos, venham comer lá a casa! Bill- É muita gente sara! Eu- Estás a duvidar das minhas capacidades culinárias? Bill- Não, sendo assim. Eu levo-os! Eu- Ás 20h30, não te esqueças!- ele deixou-me em casa. Bill- Achas que algum dia me ia esquecer de um jantar contigo? Eu- E com os teus sobrinhos! Bill- Sim os meus sobrinhos e agora enteados! Eu- Fica tudo em família! * Allyson- Porque é que eles têm que cá vir jantar? Eu- Porque a Marisa está fora e o Bill é meu noivo! Allyson- Ainda és casada com o pai! Eu- Não interessa! Allyson- Interessa sim, eu não quero ver o Ryan e tu decides mete-lo cá em casa! Eu- Allyson, olha para mim, vais ter que te habituar, ele é teu irmão vais vê-lo muitas vezes! Allyson- Já me basta vê-lo na universidade! Eu- Eu não tenho culpa Allyson, daqui a pouco de um mês estás a estudar em Berlim! Allyson- Não vejo a hora! Eu- Então habitua-te ao Bill porque ele vai viver connosco! Allyson- Já sei mãe!- concordou aborrecida. Eu- Então tira-me essa cara! Allyson- Vou para o meu quarto!- levantou-se da cadeira e seguiu para o corredor. Pouco depois tocam à campainha. Josh- Eu vou!- tiro a bata e levo a travessa para a mesa da sala. Bill-Boa noite!- vem até mim e beija-me. Olho por cima dele e vejo o Jonh a cumprimentar Ryan e Selena. Eu- Er.. Boa noite! Selena- Boa noite!- saudou. Ryan- Boa noite!- os dois irmãos cumprimentam-me. Eu- Bem vamos jantar! Jonh- Vamos, estava cá com uma galga!- esfrega as mãos. Eu- JOHN! John- Pronto, estou com muito fome mãezinha!- diz com ar de gozo. Eu- Vai chamar a tua irmã!- ele assentiu e foi bater na porta da Allyson. Selena- Cheira bem! Eu- Prato português! Selena A minha mãe costuma fazer! Jonh- A bela adormecida já vem!- Allyson passa por ele e dá-lhe um cachaço. Allyson- Morcão!- ela senta-se ao lado da Selena e o John senta-se ao lado do Ryan- Então Selena tudo bem? Selena- Sim e contigo? Allyson- Anda-se!- a troca de olhares entre a minha filha e Ryan era enorme. Eu servi os pratos e começamos a comer. Eu- Estou a ver que gostas de piercings como o teu pai, Selena! Selena- Em alguma coisinha tinha que sair a ele! Ryan- Isso e o estilo extravagante, gostam ambos de dar nas vistas não é maninha? Selena- Vê lá se algum dia ficas cego! Ryan- E depois não vias mais estes lindos olhos azuis!- provocavam-se um ao outro. Jonh- Deves estar quase a acabar o curso ! Ryan- Yah, em Junho, já sou oficialmente advogado! Selena- Já vais poder roubar à vontade! Bill- Selena! Selena- Não disse mentira nenhuma! Ryan- Sou muito honesto, não preciso de mentir ou enganar!- percebi que aquela boca tinha sido dirigida a mim e ao Bill. Bill- Aqui ninguém enganou ninguém, Ryan! Ryan- Eu não disse o contrário!- deu um gole no sumo. John- Andas muito calada maninha! Allyson- Não me apetece falar! Selena- Nem comer, ainda não tocaste no prato! Allyson- Estou mal disposta, não me apetece comer! Josh- Não me digas que estás grávida, maninha?- olhei directamente para Allyson e reparei que o Ryan fez o mesmo. Allyson- Não sejas estúpido Jonhatan, quem anda a foder sabe-se lá com quem e sabe-se como, não sou eu!- atirou o guardanapo com força para cima da mesa e levantou-se. Eu- Tinhas que dizer asneira!- Ryan recebe uma chamada. Ryan- Com licença! — levanta-se e passado pouco tempo volta- Pai, eu vou sair com uma pessoa, não sei se durmo em casa. E Sara o jantar estava óptimo! — pega no casaco e sai. Jonh- E ficamos só nós!- acabamos de comer. Eu- E que tal um filme? Selena- Eu escolho! Jonh- Vais escolher de meninas quase que aposto!- Selena levantou o sobrolho. Selena- Não me conheces, priminho!- disse sarcástica. Bill- Vão escolher o filme que eu e a Sara vamos arrumar isto e fazer as pipocas.- eles correram para a estante de dvd's e nós levantamos a mesa. Eu- Ambiente mais pesado era impossível! Bill- Tens que lhes dar espaço! Eu- Talvez tivesse sido muito cedo pô-los na mesma mesa! Bill- O milho? Eu- Tem pipocas de microondas, na despensa prateleira do meio à esquerda!- ele abre a porta da dispensa tira o tira o pacote coloca no microondas. Abraça-me por trás e beija-me o pescoço. Bill- O Ryan está a tentar superar, a Allyson devia fazer o mesmo! Eu- A Allyson foi-se muito abaixo, ela não é metade do que era! Bill- Talvez a nossa ida para Berlim vá ajudar! Selena- Deixem lá o marmelanço e vamos ver o filme!- dei uma forte gargalhada. Eu- Terror ou terror?- ela sorriu-me. Selena- Tu ficas com o braço esquerdo do meu pai e eu fico com o direito! Eu- Combinado!- entramos na sala com a taça das pipocas o Jonh apagou a luz e o Bill pôs play. O filme foi decorrendo, agarrava-me ao braço do Bill. Bill- Eu vou sair daqui esmagado!- o Jonh deitou a cabeça no meu colo. Quando o filme acabou, estava o Jonh a dormir no meu colo e a Selena a dormir encostada ao Bill. Eu- Mas que dois!- ele beijou-me. Bill- Vou acorda-la! Eu- Não, ela está a dormir tão bem. Vai deita-la no quarto ao lado da Allyson, está vago. Bill- Não incomoda? Eu- Bill, pára, achas que me incomoda?- beijei-o- Tonto!- Ele pegou na filha e eu abri a cama para que ele a deita-se, tirou-lhe os sapatos e ela enroscou-se na almofada. Voltamos para a sala. Bill- Não te garanto que possa com ele! Eu- Não podes ele é capaz de pesar mais que tu!- ele olha-me indignado. Bill- Estás a chamar-me de fracote? Eu- Não, estou a constatar um facto!- abracei-o.- Não estava a dizer que não podias com ele, mas já nem o Tom pode por isso! Bill- Ele fica aí a dormir! Eu- Vou buscar uma manta!- fui ao armário do meu quarto buscar uma manta para o cobrir. Bill- E nós? Eu- Vamos dormir, no quarto do Jonh. A cama é de casal! Mas sem nada Bill, esta é a minha casa com o teu irmão! Bill- Eu respeito!- beijei-o, apaguei a luz da sala. [Ryan] 2 semanas depois… Anne – Hoje à noite? Eu – Ya – Respondi olhando em frente. Anne – Sabes onde moro. – Parou de andar. Fitei-a e olhei o seu sorriso espampanante. – Por isso, é só apareceres e vamos ao cinema. Eu – Parece-me bem. – Sibilei. Anne – Hm… er… — Olhou sobre o meu ombro – Aquela ali ao fundo não é a Allyson? Eu – Deve ser. – Disse sem ânimo. Anne – Impressão minha ou está a chorar? – Voltei-me para trás. – Ryan? Eu – Eu… — Continuei a fixar Allyson – Vemo-nos por aí. – Fiz sinal com o braço e fui em direcção a Allyson. – Allyson – Agachei-me junto de si. Allyson – Vai embora! – Recuou tremendo. Eu – O que foi? – Toquei com a ponta dos dedos no seu braço. Allyson – Não me toques! – A sua voz esganiçou-se. – Deixa-me em paz, por favor! – Suplicou roucamente. Eu – O que se passa, Allyson? – Agarrei o seu braço e puxei-a de forma a olhar a sua cara – Porque é que estás a chorar? Alguém te fez mal? – Ela encolheu-se – Quem é que foi o cabrão? Allyson – Não tens nada a ver com isso! – Soltou-se e levantou-se – Deixa-me em paz, Ryan! – Sacudiu a mala e andou apressadamente até à rua onde costumava estacionar o carro. Seguia. Eu – Ryan, conta-me o que se passa! – Pedi. Allyson – Não! – Gritou. Eu – O que é que tens no pescoço? – puxei-a violentamente para mim, agarrei com força o seu ombro e desviei os seus cabelos da frente. – Ah! – Exclamei – Foi o teu novo namorado que te fez isto? Allyson – Não sejas estúpido! – Deu-me uma bofetada no braço – Eu tinha-te dito para não me tocares, imbecil! Eu – Importas-te de parar de chorar por uns segundos? Sou teu irmão – Disse sarcasticamente – Ao menos mostra algo… familiar. Allyson- Poupa-me, a última coisa que preciso é da tua ironia. — abre o carro. Eu- Allyson pelo menos diz-me, andas com alguém?- fulminou-me o olhar, deu meia volta fazendo o seu longo cabelo esvoaçar, inspirei o seu doce odor, senti-me como hipnotizado. Abriu a porta do carro, o meu único reflexo foi agarra-la, vira-la para mim e unir de novo os nossos lábios. Ela resistiu, senti-a esmurrar o meu peito, mas pouco me importava, aos poucos foi parando e respondendo ao meu beijo. Não me importava, nem sequer me lembrei dos laços de sangue que nos ligavam, apenas queria estar assim, junto a ela, esquecia-me do mundo que nos rodeava, só existia aquela dança coordenada que as nossas línguas faziam. Deixei escorregar as minhas mãos ao longo do corpo dela, ela pareceu acordar, empurrou-me com toda a força que tinha e deu-me o maior estalo que levei em toda a minha vida. Levei a mão de imediato à minha cara que ardia. Allyson- Pára, não me apareças mais à frente Ryan!- novas lágrimas brotavam dos seus olhos, vi-a a entrar no carro e arrancar. — Hey, Ryan!- olhei na direcção que chamavam para mim e vi uma bola de basket na minha direcção onde a apanhei. Eu- Então?- cumprimentei os meus colegas de equipa. Joshua- Que tal um joguinho!? Eu- Desculpa mas agora não dá!- lancei-lhe outra vez a bola. Joshua- Tu é que sabes, cada vez estás mais afastado da equipa! Eu- Problemas, e mais problemas! A gente vê-se no treino de amanha! — levantei o braço ao afastar-me e entrei no carro onde conduzi até casa. Abri a porta e embati contra a minha querida irmã. Selena- Então pah!?- levou a mão à cabeça. Eu- Onde vais assim vestida?- apontei para o grande decote que ela tinha. Selena- E que tal?- deu uma volta para eu ver. Eu- Muito despida para meu gosto! Selena- Cala-te!- pegou nas chaves. Eu- Espera, Selena estás de saia, alguma coisa não encaixa! Selena- O pai gosta, ele é que é o estilista logo confio nele!- dá-me um beijo na face e sai. Deixei as minhas chaves em cima do móvel da entrada e entrei na sala onde estava o Bill a mexer nuns papeis. Entrei na cozinha. Bill- Boa tarde para você também!- sai da cozinha com um copo de água na mão. Eu- Boa tarde.- Sentei-me ao lado dele e liguei a televisão, onde fiz o zapping habitual. Bill- Que tal o dia? Eu- O mesmo, aulas, gajas, almoço, aulas e mais gajas!- dei um gole na água- Tirando o estalo! — exclamei baixinho. Bill- Ah!?- continuava concentrado no que estava a ler. Eu- Nada!- apaguei a televisão — Bah, não dá nada de jeito!- queria-lhe contar o que se tinha passado naquela tarde, mas sabia que ia levar sermão. Bill- Como vão as coisas com a Anne? Eu- Normais, como todas as outras, sexo sem compromisso! — pousei o copo vazio na mesinha de centro. Bill abanou a cabeça negativamente e finalmente olhou-me. Bill- Não é assim que a vais esquecer! Eu- O que queres que faça que imigre para o Canadá!? Fugir não tem muito a ver comigo! Bill- Isso ainda é pior, porque assim vais estar constantemente a pensar se ela está bem, na incógnita se tem alguém, vais ver-te tão obcecado, que até persegui-la és capaz de fazer!- olhei-o duvidoso. Eu- Não me chamo Bill Kaulitz. Bill- Quem te disse que fui eu que fiz isso?- levitou o sobrolho. Eu- Senão fizeste, pensaste!- silêncio. Ele voltou a concentrar-se nos papéis. Eu tinha de lhe dizer, estava atravessado na garganta.- Er... pai!- voltou a olhar-me. Bill- Diz! Eu- Ah...- comecei a brincar com os dedos. Bill- O que me queres perguntar? Eu- O que sentis-te...- corrigi a voz- O que sentis-te quando viste a Sara pela primeira vez depois de estarem zangados?- os seus olhos prenderam-se nos meus. Bill- Bem se queres que te diga esse dia foi muito, como é que eu hei-de dizer, muito desfocado! Eu- O.o Bill- Passo a explicar, foi mais ou menos há 19 anos, a Allyson ainda não tinha nascido segundo as minhas contas- uma réstia de esperança invadiu-me, deixei-o continuar. Olhou o tecto a tentar lembrar-se- E eu ainda não tinha outra relação com a tua mãe sem ser amizade. Tanto eu como ela estávamos alegres, por assim dizer. Quando os nossos olhares se cruzaram o que transmitiam um ao outro era ódio, não nos falamos, quando vi que o homem que estava com ela se estava a aproveitar da situação dela, eu levantei-me ainda tropecei algumas vezes pelo caminho- soltou um sorriso- e bem a primeira coisa que aconteceu quando lá cheguei foi um estalo que ela me deu, depois lembro-me vagamente que a beijei, acabamos por beber mais um pouco e lembro-me de acordar no quarto dela, ela ainda dormia e eu saí. Não sei se ela própria se lembra desta noite, mas uma coisa é certa, nem a tua mãe soube que isto aconteceu!- sorriu-me, a minha cabeça estava num aglomerado de pensamentos, estava pensativo- Ryan, hey, Ryan- olhei-o — Mas para que queres saber disto? Eu- Não interessa, isto aconteceu em que mês? Bill- Inícios de Dezembro de 91 tinhas tu 1 ano e uns meses. Porquê?- fiz as contas de cabeça. Eu- A Allyson faz anos em Agosto!- estava em completa excitação. Bill- Não pode ser! Eu- Porque não, como tu bem disseste ela ainda não estava grávida, a não ser que a Allyson nascesse prematura, mas não acredito, e depois a Sara não se lembra dessa noite, logo nunca pensou nessa hipótese! — levantei-me. Bill- Ryan, pára, estás a alimentar falsas esperanças! Eu- Não são falsas esperanças, são factos, que podem muito bem ser verdadeiros!- vesti de novo o casaco e peguei na chave do carro. Bill- Onde vais? Eu- Falar com a tua namorada. Bill- Para quê? Eu- Só ela me pode dar certezas. E quem devia ir eras tu- apontei para ele- Tu também és beneficiado, podes ter um fruto com o teu grande amor.- ironizei. Bill – Ryan. – Fez ar sério. Eu – Vens ou não? – Abri a porta. Bill – Está bem, mas eu conduzo. Eu – Faça favor. – Fiz sinal para sair primeiro, ele assim o fez. Abanei a cabeça enquanto ria e descemos as escadas. Bill destrancou o carro, sentámo-nos e este conduziu até à casa de Allyson. Saímos, tocámos à campainha, Sara abriu a porta, tinha uma expressão tensa e térrea. Cumprimentei-a com um acenar. Sara – Olá. – Fez sinal para entrarmos. Assim o fizemos, Bill beijou-a. Olhei em volta procurando algum sinal de Allyson, mas em vão. Apenas Jonh estava a ver um filme qualquer. Fui até ele. Eu – Então, puto? – Dei-lhe um carolo. Jonh– Então, meu? – Deu-me um aperto de mão descontraído. Eu – Como estás? Jonh– Normal. – Encolheu os ombros. Eu – Er… — Sentei-me ao lado dele, olhei para trás de relance e vi Sara e Bill a falarem algo num sussurro. – Como está a tua irmã? – Perguntei num tom quase inaudível. John– A Allyson? Eu – Que eu saiba, é a tua única irmã –‘ Jonh– Hm… A Allyson está no quarto. Eu – E viste como é que ela chegou a casa? Jonh – Sei lá! Ela chegou e enfiou-se logo no quarto, não me deixa entrar, só a minha mãe e mesmo assim. – Calou-se. Eu – A reacção é assim tão má? – Arrependi-me de a ter beijado. Jonh – Fizeste alguma coisa à minha irmã? – Fitou-me. Eu – Não. – Acho eu. Jonh – Ok – Voltou a olhar a televisão – Bora jogar playstation? Eu – Hm… Jonh, eu preciso de falar com a tua mãe, não te importas de ir andando? Eu depois vou ter contigo. Jonh – Tudo bem. – Desligou a televisão e foi para o quarto. Eu – Tass – Levantei-me – Preciso de falar consigo, Sara. Sara – Hey! – Levou o indicador ao ar – Formalidades à parte. Eu – Como queira. – Levei as mãos aos bolsos do casaco. Bill – Ryan— Eu – Eu tenho de dizer isto! – Interrompi – Quer tu queiras quer não. Sara – O que se passa? Eu – A Allyson pode não ser filha do…. Tom! – Disse rápido. Sara – Desculpa? – Arregalou os olhos – Eu sei muito bem com quem andei a dormir, Ryan. – Fez ar indignado. – Onde foste buscar essa ideia mais absurda? Eu – Não é absurda! É uma ideia inteligente. – Remediei – Dezembro de 1991, diz-lhe alguma coisa? Sara– Aconteceu tanta coisa em Dezembro desse ano, Ryan. Eu – Por acaso não foi a um desfile de moda? Sara – Fui. – Consentiu. Eu – Encontrou o meu pai? Sara – Onde é que estás a querer chegar? – Olhou para Bill. Eu – Responda-me. – Pedi tranquilo. Bill – Ryan, chega! – Impediu-me de continuar – Vamos para casa. Sara – Não, Bill. – Levou a mão ao ar. – Continua. Eu – O Bill também esteve lá. Beberam e acabaram na cama, nus. – Disse com frontalidade. Sara – Bem. – Riu-se – Acho que estás redondamente enganado. De onde foste buscar tal ideia? Eu – Diz-lhe Bill. – Vagueei pela sala – Diz-lhe o que me disseste! Sara – Bill? Bill – Bem, na verdade… o que o Ryan disse é verdade. Sara – O quê? – Quase gritou – Tu… eu… nós? – Ficou apática – E não me irias dizer? Bill – Não achei relevante. – Encolheu os ombros. Sara – Eu já tinha estado contigo e nem sequer me lembrava de tal coisa? Bill – Sim, Sara. Sara – E… lembraste se usamos contracepção? Bill – Não me lembro de nada, Sara. Eu – A Allyson pode ser filha do Bill e não do Tom! – Continuei a minha tese – De certo que fez sexo com o Tom mais vezes do que com o Bill. – Afirmei sem pudor – Mas no entanto, nada está perdido. Bill – Ryan, olha a maneira como falas! Não estás a falar com os teus amigos ou algo do género. Eu – Ya. – Resmunguei. – Deviam fazer testes de paternidade. – Sugeri – Não custa tentar. Elly – Isto tudo porque ainda amas a minha filha. – Suspirou – Ryan, acho que não tens razão, desculpa desiludir-te, mas é verdade. É pouco provável a Allyson ser filha do Bill. Bill – Sempre podemos tentar. Eu – Eu sabia – Ri-me. – Eu sabia que o Bill partilhava a mesma opinião que eu. Bill – Eu não disse isso! Eu – Deste a entender. Sara – Bem. – Passou as mãos pelos cabelos – E agora? Temos de avisar o Tom sobre isto. Eu – Deixe lá o homem com a minha mãe. – Disse rude. Bill – Ryan! Eu – Desculpe. – Pedi – Mas… façam os testes o quanto antes. Quanto mais rápido melhor. Sara – Bom advogado, Ryan. Eu – Não tem nada a ver, mas obrigado. – Peguei no telemóvel – Agora tenho que bazar. A porta do quarto abriu-se, a figura escanzelada de Allyson apareceu enfadonha. Sara – Filha… Bill – Como estás, Allyson? – Aproximou-se. Allyson por momentos estatelou, olhou em volta como se estivesse num sufoco e correu até ao quarto, batendo violentamente com a porta. Eu – Será que ouviu? Sara – Não. – Continuou a olhar a porta. – Eu preciso de falar com ela. Bill – Tudo bem, nós vamos embora. – Deu-lhe um beijo demorado e saímos. – Para a próxima vê como falas. – Entrámos no carro. – Devias ter mais respeito. Eu – Foi o impulso, man! – Bati no carro como se excitado – Já pensaste se a Allyson não é filha daquele homem? – Sorri estridentemente. [Marisa] Tom — Fanno voi lo gradicono? Eu — Sì, grazie – Ri-me – Desde quando falas italiano? – Ele beijou a minha nuca e suspirou. Tom – Há muita coisa para descobrires. – Falou num tom misterioso e brincou com o pé na areia. Eu – Oh, realmente? Tom – Não vale, tu falas italiano com facilidade, eu não. – Olhei-o. Pus me de joelhos na areia quente e fitei-o risonha. – O que é? Eu – Fizeste-me lembrar uma coisa. – Abanei a cabeça. Tom – O quê? – Beijou-me e desviou-me o cabelo da cara. Eu – Quando eu tinha de te ajudar nos tpc’s de inglês. – Ri-me. Tom – Inglês…. – Repetiu aborrecido. Eu – Hm-hm – Ele puxou-me mais para si. Beijámo-nos, as mãos de Tom entraram por dentro da minha camisola, começou por me acariciar as costas enquanto brincava divertido com a minha língua. Sorri agarrando o seu rosto suave. Tom – Casa comigo. – Pediu entre o beijo.