Without You!
66 Capítulo 65
Eu – Hm? – Afastei-me. Tom abriu a boca para falar, mas fui mais rápida que ele – Tom! – Dei-lhe um soquete no peito, fazendo-o cair. – Eu bem disse que aquela bebida te ia dar a volta à cabeça.
Tom – Quem me dá a volta à cabeça aqui, és tu. – Puxou-me para si e beijou-me prontamente. – Ainda não me respondeste. – Mordiscou o meu lóbulo.
Eu – Tinhas mesmo de perguntar na praia. – Levei as mãos ao seu baixo-ventre – Julguei que seria num sítio. – Calei-me – Não tão… romântico. – Ri-me.
Tom – Praia é romântico? – Puxou-me pelo rabo de forma a eu sentar-me sobre a sua anca.
Eu – Sim. – Beijei-o.
Tom – Isso é resposta ao—
Coloquei o indicador sobre os seus lábios e observei o profundo dos seus olhos castanhos cor-de-mel dissolvidos com uma tonalidade achocolatada.
Eu – Eu aceito casar contigo, Tom Kaulitz. – O meu fluxo sanguíneo congelou num tempo indeterminado. Tom inspirou fundo, deslizou as mãos pelos meus braços e puxou-me para ele. Encostei a cabeça ao seu peito e apertei-o com força.
Tom – O que foi? – Afagou-me os cabelos.
Eu – Acho que a felicidade chegou tarde. – Funguei.
Tom – Ao menos chegou — Agarrou o meu rosto e beijou-me, limpando-me as lágrimas. – Estamos juntos, é isso que importa. Não?
Eu – Hm-hm – Abanei a cabeça em sinal negativo e aconcheguei-me no seu peito. – Olha. – Levantei-me instintivamente. – Não está ninguém por perto tirei a camisola e atirei para cima de Tom – Por isso. – Deslizei os calções sobre as minhas pernas. Ele sorriu matreiro – Podemos dar um mergulho.
Tom — Mergulho? – Pareceu decepcionado.
Eu – Pensaste o quê, Tomiboy? – Descalcei-me.
Tom – Em nada. – Levantou-se contrariado, tirou a roupa ficando apenas em boxers e deu-me a mão correndo comigo até à água. – Está fria? – Perguntou empurrando-me.
Eu – Experimenta tu! – Puxei-o com brusquidão.
Tom – Oh, e que tal ao mesmo tempo? – Pegou-me ao colo e começou a correr em frente, depois, quando sentiu que a água lhe chegava até ao peito soltou-me. Mergulhei, começando por nadar pela água translúcida e quente. – Já te queres ver livre de mim. – Ele comentou nadando até junto de mim.
Eu – Não. – Abanei a cabeça. O seu rosto estava perfeito, a luz da lua prateada incidia sobre o mesmo, causava-me arrepios, lembranças que antes estavam guardadas, voltavam a surgir repentinamente. Sorri-lhe, enquanto tentava manter-me flutuante. – Sabes, não quero morrer hoje. – Alertei – Não tenho pé aqui, Tom –‘
Tom – Eu salvo-te. – Fez ar orgulhoso.
Eu – Oh, fico mais descansada, assim. – Disse irónica.
Tom – Olha… — Levou a palma da mão ao lado da cara, juntei a minha à dele e entrelaçamos os dedos, enquanto nos olhávamos. – Quando voltarmos podemos ir viver juntos.
Eu – Não achas que é cedo de mais, Tom?
Tom – Porque?
Eu – Por causa dos nossos filhos. – Escarneci
Ryan – Epah oh pai! – Gritou – Não é assim!
Bill – O que foi agora? –‘
Ryan – Tens de remar ao contrário, senão não saímos do mesmo sítio, pah!
Bill – Tenho cara de remador de barcos ou o raio que o parta? – Fez ar indignado – Odeio isto. – Bufou.
Selena– Continua a remar, continua a remar! – Pediu ajeitando os óculos de sol.
Ryan – Granda lata, estás aí a apanhar banhos de sol enquanto nós estamos feitos parvos a remar esta porcaria de barco.
Eu – Calma! – Gritei enquanto estava sentada na relva a comer uma sandes. – É só preciso jeito. – Fiz um esgar.
Selena – Continuem, estão a conseguir.
Ryan – Eu pego em ti. – Pegou na irmã ao colo – E deito-te à água! – Ameaçou.
Selena – Hey! – Gritou loucamente – Socorro! Mãe! Pai! Ajudem-me, ele é louco!
Bill – Ryan, põe a tua irmã no chão. – Ordenou.
Ryan– No chão? – Riu-se.
Bill – No barco. – Corrigiu.
Selena – Socorro! – Gritou de novo.
Ryan – O que foi Selena? Não queres ir ter com os peixinhos, é isso?
Selena– Vê lá senão aparece nenhum tubarão e te come a p—
Bill – Hey! – Interrompeu.
Eu – Vá, venham almoçar! – Pedi.
Ryan – Pensava que já tinhas comigo o almoço todo. – Voltou a colocar Selena junto de Bill.
Eu – Mas que piada –‘
Eles remaram para junto de terra. Depois saíram, as roupas estavam molhadas, os cabelos suados e pareciam definitivamente cansados.
Selena – Quando é que vamos para casa? – Deitou-se na relva fresca e suspirou de alivio.
Ryan – Ah, nem penses, ainda temos um torneio de futebol.
Bill – Hm? oO
Eu – Mas—
Ryan – Eu e a Selena contra vocês.
Selena – Não!
Ryan – Tudo bem, eu peço ao Eric para vir aqui ter, já que estamos perto da casa dele – Riu-se.
Bill – Pede aos outros também, eu não quero jogar futebol.
Ryan – Oh, vá lá. Estas com medo?
Eu – Correr não é propriamente o forte do teu pai. – Gozei.
Bill – Até parece. Não sirvo para correr mas sirvo para outras coisas. – Olhou-me travesso.
Selena – Por falar nisso! – Exclamou – Quero mudar de quarto.
Eu – Hm? Porquê?
Selena – Vocês fazem muito barulho. – Ryan engasgou-se e gargalhou sonoramente – Não tem piada –‘
Bill – Er… barulho? – Tentou passar despercebido.
Selena – Sim pai, não sou propriamente uma santa, sei muito bem porque é que a mãe grita, porque é que tu falas alto de uma maneira estranha e porque é que a cama faz barulho.
Eu – Hein? Oo – Olhei Bill em choque.
Ryan – Então diz lá porque, Sel – Riu-se.
Selena – Simples: Estão a fazer sexo.
Bill – Aprendeste isso na escola? – Arqueou o sobrolho.
Eu – Mas está tudo bem? – Continuei a arrumar apressadamente as coisas na mala. – Já tentaram falar com ela?
Tom – Não sei. Eu tenho de ir ver da Allyson e, também a Sara disse que tinha algo importante para me dizer. – Encolheu os ombros.
Eu – Calma, Tom. – Agarrei a sua mão e fitei-o – Vai tudo correr bem. – Massajei os seus dedos. – Vão apanhar quem lhe fez mal. – Acautelei.
Tom – Eu mato o cabrão! – Ameaçou.
Eu – Não. – Abanei a cabeça.
Tom – É a minha filha! – Virou a cara e largou-me voltando a centrar as atenções na mala de viagem. – Devia tê-la protegido, afinal que pai sou eu?
Eu – És um excelente pai. – Respondi – Fico feliz por teres-te tornado na pessoa que és e adorava que o nosso filho soubesse e conhecesse o verdadeiro Tom. – Ele parou de arrumar as coisas e encarou-me . – Eu amo-te tanto, Tom. Não consigo ver-te dessa maneira. – Ele sorriu, levou a mão ao meu rosto e beijou-me dedicadamente.
Tom – Ainda bem que apareceste de novo. – Sussurrou-me ao ouvido, mordiscando-me o lóbulo.
Eu – Vamos? – Abracei-o.
Ryan – Espera mais um bocado! – Pediu.
Eric – Ms Kaulitz, pod—
Eu – Marisa. – Emendei.
Eric – Ya, coiso. – Assentiu – O Ryan é que pode ir dormir a minha casa hoje, estou quase a fazer anos e tal.
Eu – Estás a fazer anos e tal – Imitei o seu gesto – Vou pensar sobre o assunto.
Ryan – Vá lá, mãe.
Eu – Pai também. – Olhei para Bill.
Bill – Por mim pode.
Eu – Está bem. – Concordei. – Mas! – Levei o indicador ao ar – Nada de chatear a mãe do Eric, nada de ires tocar guitarra para a varanda, não estás em tua casa. E, quanto às saídas à noite, nada de ingerir muito álcool, não quero receber um telefonema a meio da noite para saber que o meu filho entrou em coma alcolico.
Ryan – Isso numa aconteceu.
Eu – Pois não, mas habilitas-te a chegar a casa novamente bêbado e vais ver o que te acontece.
Ryan – Ya. – Bufou.
Selena – Tambem posso?
Eu/Bill – Não!
Selena – Porcaria. – Revirou os olhos.
Eric – Obrigado.
Ryan – Vens comigo para casa para irmos buscar as cenas?
Eric – Ya. — Entrámos dentro do carro. – Vão gajas mesmo boas. – Esregou as mãos.
Ryan – Parece que hoje a casa de banho dos gajos vai estar ocupada. – Esfregou as mãos e fez sorriso matreiro. Revirei os olhos e levei a mão à testa.
Selena – Mãe! – Andava de um lado para o outro. – O que é que eu faço?
Eu – Dizes ao rapaz que nunca fizeste… sexo. – Ajeitei a camisola e tirei uma maça da fruteira – É fácil e simples, Selena.
Selena – Que vergonha! – Escandalizou – Digo o quê?
Eu – Dizes: “ Olha, eu nunca fiz isto portanto tenho medo” – Imitei a sua voz.
Selena – Que ridículo!
Eu – Olha Sel- Trinquei a fruta – Desde que uses protecção, nunca aceites fazer sem preservativo, ouviste?
Selena – Sim. – Sentou-se no sofá – Eu tenho medo.
Eu – Oh, não tenhas. – Sentei-me ao seu lado e afaguei-lhe os cabelos. – É uma coisa normal.
Selena – Dói?
Eu – Então, er… nas primeiras vezes.
Selena – E se ele não compreende?
Eu – Se ele gosta realmente de ti, ele vai compreender. Eu também tinha medo, mas… depois com a emoção que estava a viver, com o sentimento que sentes por essa pessoa, tu acabas por te deixar levar.
Selena – Foi com o tal Tom. – Opinou.
Eu – Foi. – Anuí.
Selena – Mas eu tenho medo. – Voltou a repetir deitando a cabeça no meu colo.
[Allyson]
Eu – Eu não quero falar! – Olhei para o meu pai que estava sentado na berma da cama a olhar-me.
Tom – Allyson… falaste com a tua mãe, porque é que não podes falar comigo?
Eu – Porque… — Solucei – Porque eu não quero. – Agarrei a almofada com força e aterrei a cabeça na mesma, tentando abafar o choro.
Tom – Allyson. – Aproximou-se de mim e afagou-me os cabelos – Sabes que eu estou aqui para te apoiar, não sabes? – Beijou-me os cabelos – Eu preciso que me contes o que se passou para te poder ajudar.
Eu – Ninguém me pode ajudar. – Tremeliquei.
Tom – Claro que pode. – Contrariou – Se me contares, eu juro que ponho a pessoa que te fez isto atrás das grades.
Eu – Não! – Agarrei-o com força – Não, por favor! – Tom envolveu-me num abraçado reconfortante e começou por tentar embalar-me. – Não. – Repeti.
Tom – Allyson… — Pronunciou o meu nome cauteloso. – Por favor… — Suplicou.
Eu – A mãe prometeu que não contava a ninguém, ela mentiu-me!
Tom – Eu sou o teu pai, tenho direito a saber o que se passa contigo.
Eu – Eu tenho medo dele. – Funguei.
Tom – Estamos cá nós todos para te proteger-mos. – Desviou-me o cabelo da cara – Como é que tudo começou?
Eu – Passou-se tudo na casa de banho. – Agoniei-me. Corri para a casa de banho, abracei o estômago e caí de joelhos no chão enquanto vomitava para a sanita.
Tom – Sentes-te melhor? – Puxou o meu cabelo para trás e pegou-me ao colo. Oh, como o Ryan era parecido a ele, agora sim conseguia ver as parecenças. Sentia-me nojenta.
Eu – Tenho… vontade de morrer. – Admiti enojada.
Tom – Allyson. – Deitou-me na cama – Vais conseguir ultrapassar isto. Nós vamos ajudar-te.
Sara – Ora – Entrou no quarto – Aqui está o teu jantar, princesinha.
Tom – Princesinha? Ôo
Sara – Tom. – Fulminou-o.
Eu – Não quero comer. – Virei a cara.
Sara– Mas tens de comer. – Colocou a comida em cima da cabeceira e suspirou medrosa. – Precisas de força.
Tom – Exacto.
Eu – Para quê? Já nada me prende aqui. – Fechei os olhos com força e tentei comprimir as lágrimas.
Sara – Allyson! Não voltes a dizer uma coisa dessas, filha. Não sabes o quanto nós estamos a sofrer por te ver nesse estado.
Eu – Eu só não queria que isto estivesse a acontecer. – Escondi o choro com as mãos.
Anne – ! Aquele gajo é podre de bom. – Espreitei por cima dos óculos e olhei em volta. – Aquele morenaço ali de calções vermelhos.
Eu – Come-se.
Lili – Come-se? Mas enlouqueceste? O gajo é perfeitinho, olha só o rabo.
Eu – Mais ou menos. – Franzi a testa.
Lili – Andas louca.
Eu – Prefiro aquele ali. – Fiz sinal com a cabeça para o rapaz que jogava futebol com os amigos.
Anne – Hm… não é mau.
Lili – Adoro esta praia.
Eu – Às vezes dá sorte o meu pai e a minha mãe terem trabalhos destes. – Ri-me – Tem as suas vantagens.
Vanne – Levam-te para todo o lado – Sentou-se na toalha ainda com o corpo a pingar – A água está óptima. – Comentou.
Anne – Espanha é Espanha.
Eu – Realmente. – Concordei. – Vai um mergulho? – Levantei-me.
Vanne – Acabei de me sentar, pah! – Replicou.
Eu – Levantas-te de novo. – Estendi-lhe a mão. Ela aceitou e ajudei-a a levantar-se.
Anne – 1.
Lili – 2
Vanne /Eu – 3! – Corremos em direcção à água e mergulhamos.
Marisa – Tem um bom dia de universidade. – Entrou no carro.
Selena – Até logo. – Colocou o cinto e ligou o rádio.
Acenei, entrei para dentro do meu carro e conduzi até ao escritório de advogados. Os meus colegas já estavam lá, cumprimentei-os e entrei dentro do gabinete de Tom. Sentei-me, enquanto o esperava. Olhei em volta, voltei a levantar-me e vagueei pelo gabinete enquanto observava com minúcia o mesmo. Parei na secretária, tinha uma fotografia da minha mãe, depois, tinha várias fotografias da Allyson, sara e Jonh. Depois, tinha uma moldura de adolescência. Peguei nela e tentei pormenorizar o plano da mesma, a minha mãe e Tom.
Tom – Olá Ryan. – Ouvi a porta bater. Coloquei desajeitadamente a moldura na secretária e voltei-me para o advogado.
Eu – Olá. – Saudei rude. – Já fiz os casos que me pediu. – Fui em direcção à mala e coloquei a pasta em cima da mesa. – Encontrei o culpado, fiz a minha tese e—
Tom – Eu depois vejo. – Interrompeu-me – Agora preciso que me faças um favor. – Encostou-se na mesa que estava à minha frente e cruzou os braços. – Tens falado com a Allyson?
Eu – Haveria de o fazer?
Tom – Não sei. – Soprou – Quando foi que a viste pela última vez na Universidade?
Eu – Há uns dias que ela não tem aparecido.
Tom – E como é que ela estava na última vez que a viste?
Eu – Isto agora é interrogatório?
Tom – É importante.
Eu – Estava a chorar. – Informei revirando os olhos.
Tom – Conheces algum rapaz que já tenha tentado ter algo com a minha filha para além de ti?
Eu – Sei lá!
Tom – Pensa, Ryan.
Eu – Para quê isto tudo?
Tom – Ryan…- Principiou – Recordas-te de algo ou não?
Eu – Neste momento. – Fiz ar pensativo – Não me parece.
Tom – Ex-namorado, pretendente… — Pressionou.
Eu – Um gajo gostava dela, melhor, era obcecado pela Allyson.
Tom – Como é que se chama?
Eu – Para quê que quer saber? – Fez ar sério – David Heilig.
Tom – Preciso que me faças outro favor.
Eu – Mau. – Fiz um esgar – O que foi desta vez?
Tom – Quero falar com esse tipo. – Tirou o cartão do bolso – Dá-lhe, quero esclarecer umas coisas com ele.
Eu – O que é que esse otário fez desta vez? – Tirei o cartão da mão de Tom e guardei no bolso das calças e ri-me.
Tom – És capaz de lhe entregar isso hoje?
Eu – Acho que sim.
Tom – Óptimo.
Eu – Agora pode-me explicar porquê?
Tom – Excelente, Ryan! – Exclamou ignorando a minha questão – O teu trabalho está como que terminado, o tipo está em aulas?
Eu – Acho que não.
Tom – Cool! – Tirou a carteira de uma gaveta e abriu a porta do gabinete.
Eu – Cool? – Arqueei o sobrolho.
Tom – Força de expressão – Desculpou-se fazendo sinal para eu sair.
Peguei na mala e saí, seguido por Tom. Descemos as escadas a correr.
Eu – Mas para quê que quer falar com o David? – Apertei o casaco e segui o seu passo apressado.
Tom – Entra. – Destrancou o audi fazendo as luzes dos faróis incidirem, sentou-se no local de condutor. Anuí rancorosamente e sentei-me ao seu lado. – Onde é que ele costuma estar a esta hora?
Eu – À porta da uni. a comer uma gaja qualquer. – Ele olhou-me de lado e seguiu para a universidade. – Agora, o que se passa? Ele fez alguma coisa à Allyson? – Silêncio – Fez? – Quase gritei.
Tom – Infelizmente.
Eu – O que é que ele lhe fez?
Tom – Isso, terá de ser a Allyson a contar-te. – Gargalhei – O que foi?
Eu – Ela nem me quer ver de longe, quanto mais falar sobre algo delicado comigo.
Tom- Eu não te vou falar, ela ficou zangada com a Sara por me ter contado a mim, agora imagina se eu te conta-se a ti.- tirou o seu olhar atento da estrada e olhou-me.
Eu- Quer dizer que vou continuar na ignorância?- bati com a mão na perna e olhei a janela.
Tom- Não totalmente, eu vou por esse tipo atrás das grades e aí vais saber porquê.- notei ansiedade nos seus gestos.
Eu- Então porque não me diz agora? Parece que tem prazer em deixar-me a desesperar por dentro.- cuspiu tais palavras e não o encarei mais até acabarmos o caminho.
Tom- Agora diz-me quem é o gajo!- estacionou o carro. Saimos, ele trancou-o. Andamos em direcção à entrada.
- Hey, ryan!- viramo-nos era ele, será que digo já quem é!?
Eu- O que queres, David?- Tom olhou depressa para ele a raiva apoderou-se do seu olhar.
David- Nada!- levantou os braços.- Tá tudo?- apresentou a sua mão e eu não me mexi a minha.
Eu- Deste agora para me cumprimentar?
David- Desde que perdeste a namorada ficaste antipático!- fulminei-o com os olhos e cerrei o punho, reparei que Tom estava quase para lhe saltar em cima- Dou-te razão- gargalhou- a Allyson a foi uma das melhores fodas que já dei!- ia lançar-me a ele mas quando reparo já Tom o agarrava pelo pescoço e o empurrava contra a parede.
Tom- Ouve lá meu cabrão, não sabes com quem te meteste ao tocares na minha filha. Eu vou meter-te a apodrecer na cadeia.
David – Hey! Calma Mr Kaulitz. – Provocou – O seu filho não pode ver estas cenas. – Olhou para Ryan.
Ryan – O que é que tu fizeste à Allyson, otário?
Tom – Agarrou-a – Apertou com força o pescoço do rapaz – Levou-a para a casa de banho e obrigou-a a ter relações sexuais com ele, não foi? – Levou a cabeça de David contra a parede. Fiquei apático a olhá-los. David riu-se roucamente – Não vejo onde está a piada. – Disse agressivo.
David – Pensando bem, vocês até são parecidos. – Arfou com dificuldade – Gostam de ter putas loiras por perto. – Gargalhou, antes que pudesse dizer mais algo que fosse, Tom deu-lhe um murro, David caiu no chão a sangrar. – Anda lá Ryan.
Fui ao seu encontro, agarrei-o pela camisola, levei o seu corpo contra a parede, pontapeei-o no estômago, na cabeça e nas costas, depois esmurracei-o, a vontade de o matar tivera-se apoderado de mim, a adrenalina escorria-me pelas veias, o seu sangue deslizava pelos meus punhos, mas, antes que pudesse fazer mais algo que fosse, fui impedido. Tom agarrou-me bruscamente, abriu a porta do carro fazendo-me entrar, imitou o gesto e conduziu para algum sitio que me era desconhecido.
Eu – Merda! – Levei o punho contra o porta-luvas do carro.
Tom – Querias matá-lo, não? – Virou na rotunda – Abre isso. – Abriu o porta-luvas rapidamente e tirou uma caixa de lenços. – Limpa o sangue. – Pediu voltando a prestar atenção à estrada.
Eu – A minha mãe não vai saber disto! – Alertei.
Tom – Não tinha intenções de lhe contar. – Acelerou e mudou a mudança.
Eu – Foda-se. – Encostei a cabeça à janela do carro – Aquele cabrão não o podia ter feito.
Tom – Já levou a primeira dose. – Meteu a terceira e olhou pelo retrovisor. Olhei-o de soslaio e franzi a testa – O que é? – Fitou-me pelo canto do olho.
Eu – Nada. – Voltei a olhar em frente.
Fizemos o caminho até casa de Tom em silêncio. Saímos do carro e entrámos no apartamento. Estava desértico.
Tom – Vou buscar-te uma camisola. – Foi para o quarto. Bufei. Minutos depois Tom voltou a entrar na sala. – Toma. – Estendeu-me.
Eu – Obrigado. – Tirei a t-shirt ensanguentada que tinha e vesti a enorme camisola que ele me depositara para as mãos.
Tom – Se preferires do Jonh – Apontou para trás.
Eu – Não.
Tom – A Allyson está no quarto, seria melhor falares com ela.
Eu – Ya – Observou-me escarnecido.
Tom – Ok. – Foi para a cozinha.
Bufei nervoso. Fui até ao quarto de Allyson, abri a porta cuidadosamente, ela estava de costas sentada na secretária a falar com alguém pelo computador. Fechei a porta e encostei-me à mesma ganhando coragem para lhe falar.
Eu – Allyson. – Ela levantou-se de sobressalto, encarou-me e encostou-se à parede tremelicando freneticamente. – Não tenhas medo. – Dei um passo ao que ela gritou.
Allyson – Como é que entraste? Sai daqui! – Pediu gritando loucamente.
Eu – Eu já sei o que se passou. – Tentei tranquilizá-la, dando outro passo na sua direcção.
Allyson – Como? Quem é que te contou? Não quero que tenhas pena de mim!
Eu – Calma…- aproximei-me dela
Allyson – Afasta-te!
Eu – Não. Eu—
Allyson – Como é que entraste? – Levou as mãos ao cabelo em sinal de desespero.
Eu – O teu pai. – Encolhi os ombros – O meu pai, ou… nosso pai. – Concluí.
Allyson – Vai-te embora! – Tentou controlar a respiração ofegante.
Eu – Não vou.
Allyson – PAI! – Gritou desesperada – Paai! Soco—
Impedi-a de continuar a falar abraçando-a e tapando-lhe a boca com a mão.
Eu – Schh Eu não te quero fazer mal, Allyson. – Ela tentou debater-se – Promete que não gritas. Por favor. Allyson, eu amo-te e sabes que mais? Estou-me a foder para a porcaria do incesto. – Tirei-lhe a mão da boca. – Estou-me a foder se somos irmãos, primos, netos, avós, seja o que for. Só quero estar contigo. – Desviei-lhe o cabelo da cara e dei-lhe um beijo na testa enquanto a abraçava com força.
Allyson – O que estás a fazer com a camisola do meu pai? – Indagou junto do meu ouvido. Ri-me.
Eu – Sujei a minha.
Allyson – Sujaste?
Eu – Uma caneta rebentou em cima da minha t-shirt. – Menti.
Allyson – Não me deixes, Ryan.
Eu – Tu é que me deixaste, Allyson. – Espreitei por cima do seu ombro e observei Tom encostado à ombreira da porta a fitar-nos sorridente. Depois, voltou costas deixando-me sozinho com ela. – Não o voltes a fazer. – Agarrei o seu rosto e beijei-a – Vais estar segura. – Alertei – Ninguem te vai fazer mal, agora.
[Sara]
Allyson- Não vai dar nada!
Elly- Não sabemos é uma hipotese!
Allyson- De um dia para outro o meu pai já não é meu pai!
Tom- Eu vou ser sempre teu pai, mesmo que os testes digam o contrário, tu és minha filha Allyson, ninguem te vai tirar isso. Eu criei-te, dei-te educação, estive ao teu lado em todos os momentos, apoiei-te, castiguei-te. Lá por um papel dizer que és filha de Bill Kaulitz, isso não é o que diz o teu coração e o meu!- allyson abraça Tom.
Eu- Tal como o Ryan é com o teu irmão!
Tom- Pode até ser, mas aquele sujeito não é meu irmão!
Allyson- Pai, por amor de Deus chega de guerras!
- Allyson Kaulitz e Bill Kaulitz!
Eu- Bill Kaulitz não está presente!
- Não faz mal, podem entrar!- entramos os três.- Porque motivo o senhor Kaulitz não está presente?
Tom- Porque preferi vir eu saber a resposta!- o médico fulminou Tom.
Allyson- Então doutor?
- A Mikaela é mesmo filha do senhor Kaulitz!
Tom- Ai sim e qual deles?- apeteceu-me rir, mas mantive-me firme.
- Do Bill Kaulitz!
Allyson- Isso quer dizer que o Ryan, não... eu não sou irmã do Ryan!- os seus olhos brilhavam.
Eu- Não. E que eu sempre tive um filho dele e nunca soube!- saimos do laboratório.
Tom- Minha menina, lá por teres outro pai de sangue, não penses que te livras de mim!- apontava-lhe o dedo.
Eu- Eu amo-te pai, acima de tudo, por muitos papeis iguais a estes- mostrou o envelope- que existam eu vou ser sempre tua filha!- Tom puxou Allyson e deu-lhe um abraço apertado. Dexei cair uma lagrima ao ver aquele momento. O meu telemovel tocou. Eu atendi.
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