Without You!
61 Capítulo 60
Bill – Vocês é que sabem. – Pegou na pasta. – O Ryan já saiu. Eu – Eu sei. Bill – Até… logo? Eu – Acho que sim. – Sorri. Ele deu-me um beijo na testa e saiu de casa. – Sel! – Chamei. Selena – O que foi? – Aproximei-me do sofá e via a acabar os cereais. Eu – Sel. – Dei-lhe um beijo na cabeça – Vais faltar às primeiras aulas. Selena – Porquê? – Olhou-me. Eu – Porque quero levar-te ao trabalho do Tom. Selena – Hum? – Abanou a cabeça – Porquê? Ah! Nem penses! Eu – Porquê? Selena – Vou faltar as primeiras aulas e não vou aproveitar? Eu – Tudo bem… faltas o dia. Selena – A sério? Eu – Sim, depois vens é comigo para a agência. Selena – Boring –‘ Eu – Sempre aprendes mais, tenho a certeza que vais gostar das pessoas de lá. Selena – São fixes? Eu – Sim. – Sorri maternalmente – Agora despacha-te. Selena – Eu já estou pronta. – Levantou-se. Eu – Então vamos embora. – Abri a porta – Tens o telemóvel? Carteira? Ipod? Tens tudo? Selena– Sim, mãe –‘ Eu – Não queres levar o computador? Selena– Yah! – Foi buscar – Vamos lá então. – Saímos de casa. Entrámos no carro e conduzi até aos escritórios onde Tom trabalhava. - Bom dia, posso ajudá-la? Aproximei-me do recepcionista e tirei os óculos de sol, sorrindo de seguida. Eu – Queria saber se o Dr. Kaulitz está disponivel. - Está sim. Podem subir, é o 9º piso, o gabinete 5. – Informou – Eu vou avisar o doutor que já chegou. – Pegou no telefone. Eu – Obrigada. – Fiz sinal a Selena e seguimos para o elevador. Carreguei no botão e esperei que chegássemos ao piso pretendido. – Er… Selena... Selena – Não te preocupes. Eu sei o que dizer ou fazer… se vai ser o meu padrasto… tenho de me habituar –‘ Eu – Obrigada – Ri-me. Selena – Ficas-te mais inocente –‘ Eu – Cala-te – Olhei-a de lado – Continuo à mesma a ser a tua mãe. – Deitei-lhe a língua de fora. O elevador parou. Saímos e fomos em direcção ao gabinete 5.Mal bati à porta, passado poucos segundos, Tom abriu-a depositando-me um beijo carinhoso nos lábios. Tom – Como estás? – Sussurrou desviando-me o cabelo da cara. Eu – A Selena… — Murmurei. Tom – Olá, Selena – Cumprimentou-a com dois beijos no rosto. Selena– Olá. Eu – Er… Tom – Selena, podes ficar aqui sozinha por uns instantes? Eu preciso de falar com a tua mãe. Selena – Claro. Tom – Ok, fica à vontade, tens aí muitas coisas para fazer, se quiseres podes ir para o meu computador. – Agarrou a minha mão e levou para outra sala. Fechou a porta e beijou-me desesperadamente. – Eu falei com ela. – Disse entre o beijo. – Ficou tudo bem. – Agarrou o meu rosto e fixou o olhar no meu. – Como correu a conversa com o Bill? Eu – Óptima. – Sorriu. – Ele compreendeu tudo, Tom. – Sorri. – Apenas o Ryan… quer ficar sozinho, não o posso obrigar, ele já é maior de idade. Tom – Eu preciso de falar outra vez com ele. – Afastou-se. – Ele tem de me ouvir outra vez. Eu – Temos de ir com calma, Tom. – Fui novamente ao seu encontro e abracei-o. Tom – Tenho uma coisa para te dar. – Tirou algo do bolso. Eu – O que é isso? Tom – Dois bilhetes de avião, vamos para Itália. Eu – Não! – Quase gritei. Tom – Eu já sabia que ias dizer isso. – Abanou a cabeça. – Vamos ultrapassar esse trauma, juntos. – Passou o polegar pelos meus lábios, enquanto segurava o meu rosto. Eu – Não. – Abanei a cabeça vezes sem conta. – Eu não volto a entrar num avião. Eles podem voltar, Tom! – Dramatizei. – Eu não quero, não quero! Tom – Calma. – Pediu – Eu vou estar contigo, não te vai acontecer nada, eu prometo. – Beijou-me a testa. – Eu prometo que não te vai acontecer nada, se alguma coisa de mal acontecer… eu vou estar contigo. – Apertou-me contra si – Morremos juntos, como havíamos prometido um ao outro, mas eu não te vou abandonar. Eu – Por favor, não me faças isto. – Supliquei. Tom – Vamos conhecer Itália a fundo. – Agarrou as minhas mãos. – Lembras-te? Tu sempre quiseres conhecer Itália por completo. Eu – Eles – Tom – Não vão aparecer. – Completou. . A viagem está marcada daqui a duas semanas, vamos ficar lá uma semana, e depois, quando voltarmos, podemos viver na nossa casa, com a Selena e com o Jonh, nos fins-de-semana. Eu – Vai ser complicado. Tom – Só se nós quisermos. – Beijou-me de novo. – Tens a tua filha ali, portanto, sorri. – Deu-me a mão e voltámos a entrar no escritório dele. – Hey! Selena – Chamou – E que tal depois irmos todos almoçar? – Sentou-se ao lado dela. Selena – Desde que depois me paguem um geladinho, por mim, tudo bem. – Sorriu. Tom – Um geladinho. – Olhou-me, fazendo sinal para me sentar ao seu lado. Assim o fiz. Tom colocou a mão na minha perna e sorriu. – Já que és muito amiga… podias-me tirar umas músicas da internet, visto que eu não tenho muito tempo. Selena – Claro, tem é de me dizer quais são. Tom – Trata-me por ‘tu’, não sou velho –‘ Selena – Desculpa. – Continuou a olhar o computador. [Sara] Bill – Bom dia, amor! Eu – Bill? Oo Bill – O que foi? – Beijou-me – Pensei que quisesses ir comigo para o trabalho, visto que trabalhamos juntos. – Sorriu embaraçado. Eu – Fizeste muito bem! – Beijei-o com dedicação. – Vamos? – Dei-lhe a mão. Bill – Estava à tua espera. – Abriu a porta do carro para eu entrar. Eu – Andas muito cavalheiro. – Provoquei. Bill – Tem de se fazer por isso. – Beijámo-nos novamente e Bill fechou a porta do carro. Entrou no mesmo e conduziu para o atelier. Começou por me contar acontecimentos passados, quando começou por trabalhar como estilista. Ri-me com as suas frases convictas. Depois, olhei em frente e notei que já estávamos no parque de estacionamento do edifício onde trabalhávamos.
Bill beijou-me uma vez mais e saímos, voltámos a dar as mãos e fomos para dentro do prédio. - Bom dia Mr Bill e Ms Sara Kaulitz. – A recepcionista cumprimentou como já era hábito. Bill – Bom dia, Denise. – Bill sobrepôs o braço sobre os meus ombros e sorriu, o que fez Denise arregalar os olhos e ficar um pouco embaraçada. Gracejei, abafando o riso com a mão e entrámos dentro do gabinete. Eu – Tinhas de fazer aquilo à frente da pobre coitada? – Tirei o casaco e pendurei-o no cabide. Bill – É uma intrometida, fiz-lhe apenas o favor de lhe adoçar a curiosidade. – Ajeitou os suspensórios. Eu – Oh Bill – Revirei os olhos e comecei por preparar as coisas para o trabalho. Bill – O que foi? – Fez ar de amuado. Eu – Se calhar a rapariga não tem ninguém. – Disse. Bill – E depois eu, Bill Kaulitz, é que sou o cruel! – Abraçou-me por trás e começou por me dar inúmeros beijos no pescoço. – Eu amo-te, Sara I— Eu – Não termines esse nome. – Interrompi. – Sabes que não gosto dele. Bill – Mas é o teu nome –‘ Eu – Não gosto. – Bateram à porta. Bill afastou-se de como, que, por instinto e recompus-me. – Sim? - A Dona Versage pode falar convosco agora. – Avisou – Têm 5 minutos, o tempo está a contar. Bill – Ah! É o careca bichanado. – Murmurou sorridente. Eu – Vamos já. – Bill abriu a porta e saímos. Bill – Acho melhor andares sempre com um cronómetro. – Disse provocador. - E eu acho melhor o Bill Kaulitz, deixar-se de piadinhas secas. – Fulminou. Eu – Vamos, Bill. – Puxei-o de forma a entrarmos no gabinete. – Podemos? - Claro! – Guardar algo na gaveta. – Então a que se deve a vossa conversa importante, passa-se alguma coisa? Bill – Na verdade, passa-se. – Sentámo-nos. Eu – Antes de mais, queremos agradecer por tudo o que tem feito por nós. – Agradeci. – Mas… queremos avisá-la que ficamos a trabalhar para si, apenas mais um mês, no máximo. - Porquê? – Tirou os óculos num lapso. – O que se passou? Bill – Apenas vamos abrir um outro departamento de moda, noutra cidade. - Mas estão insatisfeitos? Sempre posso aumentar-vos o ordenado. – Pegou no livro de cheques. – 5.500 euros por mês, parece-vos bem? Eu – Não queremos o dinheiro. – Admiti. – Nós apenas queremos trabalhar por conta própria. Bill – Estamos-lhe gratos pelo seu auxilio nestes últimos tempos, e pela sua compreensão, mas… isto é algo que sempre desejamos fazer. - Não há nada que vos faça mudar de ideias? – Suspirou. Eu – Lamento, mas não. - Então, só vos tenho de desejar boa sorte e pensar em como perdi dois óptimos estilistas. – Encolheu os ombros. Eu – Peço-lhe uma coisa, a minha filha está a acabar a sua formação em estilismo, se pudesse – - Se for tão boa como a mãe, tem sempre as portas abertas para este departamento. – Interrompeu sorrindo amavelmente. Eu – Er… muito obrigada. – Levantámo-nos. Bill – Vamos acabar a nova colecção e entregar novas propostas de moda. - Oh não. Podem ficar com esses projectos para o vosso – Bill – Ainda continuamos a trabalhar consigo. – Intercalou – É o mínimo que podíamos fazer. - Sempre tão eficiente, Bill Kaulitz. – Ficou pasmada a olhá-lo. Saímos da sala. Ele puxou-me pela cintura e deu-me um beijo carinhoso na bochecha o que provocou olhares indiscretos por parte dos nossos colegas. Bill- Ela é linda e maravilhosa, mas não é para o vosso bico!- dei-lhe uma cotovelada. Chegamos ao nosso estúdio. Eu- Tinhas que dar nas vistas! Bill- Contigo ao meu lado é impossível não dar nas vistas!- puxei-o pelo queixo e depositei um suave beijo nos seus lábios de seda. Ele colou os nossos corpos e prolongou o dito beijo. *** Eu- Bem- levantei-me- Vou buscar o Jonh à escola e vou almoçar com o meu filhote.- vesti o casaco e aproximei-me dele para me despedir. Bill- Já te esqueces-te que hoje andas à minha boleia?- levantou-se tambem e vestiu o casaco- E eu quero conhecer melhor o teu filho! Eu-Teu sobrinho! Bill- Ou isso.- caminhou em direcção à porta- Vamos!?- agarrei o seu braço e saímos do edifício. Eu- Vou ter que ir outra vez no teu carro! Já viste a minha sorte!- disse na brincadeira. Bill- A não ser que queiras ir a pé!- ele amuou e entrou dentro da carro e eu imitei os seus movimentos. Eu- oh ficou amuadinho o meu menino!? Não queres fazer beicinho também? — O tom de brincadeira eram notório na minha voz. Bill- ...- meteu a chave na ignição e arrancou. Eu- Bill- meti a mão sobre a perna dele- Eu estava a brincar- subi a mão que estava sobre a sua perna e ele endireitou-se no acento respirando fundo- Billy- dei-lhe um beijo no pescoço. Bill- Ok, não faças isso!- pediu num sopro. Eu- Eu vou fazer pior se ficares chateado comigo! Bill- Eu não estou zangado contigo!- lançou-me aquele sorriso que me derretia por dentro. Eu- Aproveitador!- julguei-o e voltei a ficar direita no meu sitio. Bill- Mas tu lá me amas! Eu- Porque é que quando estou contigo pareço uma criança? Bill- Porque tenho o dom de conseguir revelar o que realmente és!- sorriu mais uma vez. Eu- Parvo!- paramos na secundaria e ele deu-me um longo e apaixonado beijo, separamo-nos quando ouvimos a porta de trás a bater. Jonh- Isto é deveras esquisito. Mas vou ter que me habituar!- lançou um falso sorriso, ele chegou-se para a frente e deu-me um beijo na bochecha. Bill- Boa tarde!- apresentou a sua mão em sinal de comprimento, Jonh ficou alguns segundos a olhar para a mão do que seria seu padrasto, acabou por aceitar o comprimento e Bill sorriu para mim. Eu- Que tal uma saladinha para almoço?- olharam os dois para mim. Bill /Jonh- Pizza!- levantei as mãos em sinal de rendimento. [Isa] Tom – Achas que ela se vai adaptar? – Perguntou-me enquanto me beijava o pescoço. Eu – Eu espero que sim, até porque é minha filha Tom. Eu faço de tudo para a ver feliz e… se ela não for feliz junto de ti – Fitei a calçada da rua. Tom – Pela minha parte, ela vai ser feliz. – Beijou-me. Selena – Er… — Voltou-se – Desculpem lá interromper o casal perfeito, mas… onde é o restaurante? – Tom riu. Tom – Mesmo à tua frente, Selena. – Apontou. Selena– OMG – Olhou novamente para nós – Estás a gozar comigo? – Os seus olhos brilharam brutalmente – Comida italiana? – Fez ar deliciado – Já estou a sentir o cheiro daquela lasanha calorífica com carradas de queijo gratinado. – Lambuzou-se. Eu – Hey! Calma. – Pedi rindo. Selena – Vamos entrar! – Incentivou abrindo a porta. - Boa tarde, Dr Kaulitz – O empregado cumprimentou fazendo sinal para o seguirmos. Eu – Costumas cá vir? – Sussurrei-lhe. Tom – Sempre que preciso. – Deu-me a mão, entrelaçando os nossos dedos e fomos até uma mesa junto da parede. Sentei-me ao lado de Tom, enquanto Selena se sentava à minha frente. – Sempre vais comer a lasanha? – Arqueeou o sobrolho, sorrindo provocante para Selena. Selen – Há coisa melhor? Eu – Er… não sei. Selena – Mãezinha – Sorriu estridentemente – Vai lasanha para as duas. Tom – Três. – Corrigiu. Selena – Cool, eu vou só à casa-de-banho. – Levantou-se. O empregado apareceu, fizemos o pedido. Tom inclinou-se sobre mim e beijámo-nos enquanto as mãos dele deslizavam ao longo das minhas pernas. Eu – Tom… — Rimo-nos ainda com os lábios colados, ele levou a mão ao meu rosto e acariciou-o, enquanto a sua língua explorava a minha boca e tentava manter contacto duradouro. Selena – Desde quando te tornaste assim tão… coisa? Olhámos em frente, Selena estava sentada diante de mim com um sorriso forçado nos lábios. Eu – Desculpa? – Recompus-me. Selena – Nunca tinhas essas atitudes com o pai. – Olhou Tom de lado. Tom – Sabes, a tua mãe sempre foi assim. – Dei-lhe uma cotovelada. – Apenas omitiu. Eu – Ele está a gozar, Sel, gosta muito de provocar. – Apertei com força a perna de Tom. Tom – Eu? – Fez ar ofendido – Um advogado nunca mente! – Exclamou fixando Selena – A tua mãe não sabe mentir, olha bem para a cara dela. Eu – O que tem a minha cara? – Franzi a testa. – Oh por favor. – Revirei os olhos. Selena – Er.. crianças, estamos num restaurante. Eu – Acabaste de me chamar criança? À tua própria mãe? – Abri a boca como que escandalizada – Sua… — Olhei para Tom. Tom – Idosa? Selena – Ai man –‘ O que eu vou ter de aturar. Eu – Idosa? –‘ Tom – Sei lá. – Encolheu os ombros. Selena – Como é que és advogado assim tão… infantil? Tom – Devias ver-me em audiências. – Fez ar importante. Fiz sinal de loucura para Selena. Ela riu-se, deu um trago na lata de Coca-Cola e olhou o telemóvel. Selena – O Ryan mandou-me uma mensagem. Eu – O que é que ele disse? – Perguntei de relance. Selena– Quer ir à agência buscar as chaves de casa, esqueceu-se delas e o pai não está no trabalho. Eu – Hora de almoço. – Olhei Tom. Selena – Whatever. – Começou a mandar mensagens. A comida foi servida pela mesa. Começámos a comer enquanto conversávamos animadamente. Por momentos cheguei a sorrir o mais feliz que alguma vez eu imaginara sorrir nestes tempos. A minha filha parecia estar a adaptar-se a Tom, na verdade, eles entendiam-se e falavam como se conhecessem há anos. Era estranho. E achava ainda mais estranho o facto de Selena não dar muita importância ao facto de Tom me beijar e acariciar, estando os três juntos. Ao fim do almoço, voltámos a caminhar em direcção aos escritórios de Tom, ele quisera levar-nos à agência, talvez para reencontrar Selena. Ou talvez não. Selena – Mãe, deixa-me provar o teu gelado. – Pediu aproximando-se de mim. Eu – Doce de leite, Sel –‘ Selena – É sempre preferível o de chocolate. – Fez ar babado. Tom – Ou o de limão –‘ Selena – É amargo – Fez uma careta – Não gosto. Tom – Não sabes o que perdes. Selena – Tenho o de chocolate – Mostrou o copo a Tom e sorriu.
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