Notas iniciais
comentem sff :D

Jonh- Porquê? Porquê tanto ódio, porquê tanta mentira? Têm noção do que essa mentira custou!?

Eu- Tenho, por isso te estou a contar agora!

Jonh- Isso quer dizer que a Ally é prima do Ryan, aliás eu sou primo do Ryan e da Selena! Mas o que tem isso de mal, são primos, e depois? Existem tantos casais primos! Porque este ódio?

Eu- No passado, quando eu tinha 17 anos, eu namorava com o Bill, não com o teu pai, e a Isa namorava com o Tom!- uma lágrima rolou pela minha cara.

Bill- Vais contar o resto?

Eu- Não! Jonh por agora isto é o que tens de saber, o resto eu conto quando a Ally voltar, ela tem o direito de saber, mesmo que o teu pai goste ou não!

Jonh- Mesmo que vocês tenham sido namorados, acredito que algo sério deve ter acontecido, mas o que há de mal em eles namorarem?

Eu- Com o tempo vais descobrir!

Jonh- E porquê, porque nos ocultaram família? A esta hora nada seria como está!

Eu- Isso podes ter a certeza, nada seria como é! Perdoa-me filho, perdoa-me por te ter feito viver numa mentira!- passei as minhas mãos pela face dele.

Jonh- Deixa-me digerir o que se passou aqui! Mas afinal o que vieste cá fazer, e se odeiam-se tanto, porque é que aqui está?

Bill- Vim perguntar-vos se sabem da Isa, quando chegamos ela já não estava, a Selena disse que ela tinha saído com umas amigas, mas o que é certo é que não está com nenhuma!

Eu- Eu faço uma pequena ideia de onde é que ela esteja!- levantei-me- Não vou ficar parada, vou procurar a Ally! Bill vens comigo? Jonh, daqui a meia hora, escola, tens dinheiro no móvel da entrada!- peguei na mão do Bill e levantei-me- Ah e quando vires o teu pai e se ele fizer o favor de aparecer, pergunta-lhe se foi boa a noite, alias, diz-lhe que fui eu que mandei perguntar se foi outra noite de revolução!- tanto eu como Bill sabíamos o significado daquelas palavras, o Jonh é que parecia mais confuso ainda.

Jonh- Não apanhei a ideia, mas eu pergunto!- deu-me um beijo na testa.- E eu tenho a certeza que vais pelo menos saber onde é que ela está!

Eu- Ally, põe o cinto!

Jonh- Mãe, a Ally tem um namorado!- ri-me com aquela observação completamente infantil.

Ally- Cala-te puto!

Eu- E a mãe pode saber quem é?- parei no semáforo e olhei-a.

Jonh- Chama-se Francis, joga na equipa de futebol!

Eu- Jonh, tenho a certeza que a tua irmã tem boca para falar.

Ally- Está verde!- olhei para a frente e carreguei mais uma vez no acelerador, metendo as mudanças.

Jonh- Eu só te quero alertar!

Mika- Mas não tens nada que falar, olha que eu também te chibo puto!

Jonh- Pronto eu calo-me!

Eu- O que é que andas a fazer Johnathan Carl Kaulitz?

Jonh- Nada, quer se dizer acabo de te dizer que a Ally tem namorado novo e tu não fazes nada, e quando ela lança uma suspeita ficas logo toda encrespada!

Eu- Quem não te conhecer que te compre!

Ally- Mãe podes comprar-me um bolinho?

Jonh- Agora muda a conversa!- era impossível estar maldisposta com estes miúdos.

Eu- Depois falamos Allyson!

Jonh- Ainda quero ver isso!

Eu- E também falamos meu menino!

Bill- Achas mesmo que eles estão juntos?

Eu- Acho, aliás Bill, nós também estivemos! Eles têm o mesmo direito!- sentei-me num banco de jardim.

Bill- Eu sei, mas é estranho!

Eu- Estás com ciúmes é normal! Eu também os sinto, foram 20 anos Bill, não 20 dias, aprendemos a amá-los.

Bill- Como achas que no fim vamos ficar?

Eu- A única certeza que tenho é que te amo, mais nada!- ele beijou-me.

Bill- Eu quero ficar contigo!

Eu- Vamos voltar para Berlim, para a nossa rua, abrimos um atelier lá!

Bill- É um bom plano!- entrelaçamos os nossos dedos.

Eu- Mas temos os nossos filhos!

Bill- Tanto o Ryan como a Ally são bem grandinhos, o Jonh e a Selena, também entendem, nunca pensei que o teu filho aceitasse tão bem!

Eu- Ele não aceitou, o meu filho é do Tom, ele esconde o que realmente sente, neste momento eu tenho a certeza que o mundo lhe caiu em cima, ele aguenta, mas no fundo sofre. Não o que quer mostrar, quer mostrar que é forte-

Bill- Mas não o é!

Eu- Estou bem mais aliviada!

Bill- Eu disse-te que a Ally estava bem!

Eu- Mas porque é que ela quer manter-se escondida, eu quero falar com ela!

Bill- Como o inspector disse, a Ally neste momento, não quer ser encontrada, tu ouviste ela falou com eles, ela está bem, mas por agora não se sente preparada para voltar!

Eu- Eu nem quero pensar, eles podiam ter ido presos por incesto!- encostei a minha cabeça ao peito dele.

Bill- Mas felizmente não foram!

Eu- Vamos trabalhar?

Bill- Queres ir agora para a Versage?

Eu- Já tirámos férias demasiado longas!

Eu- Pronto já me podes contar quem é o Francis!- fechei a porta e sentei-me na cama dela.

Ally- Oh, não é ninguém ,mãe!- levantei-lhe o queixo com o meu indicador e sorri-lhe.

Eu- Tu estás apaixonada!

Ally- Achas que faço mal?

Eu- Não desde que se fiquem apenas pelos beijos!

Ally- Claro mãe, só tenho 14 anos!- abracei-a- Mas eu gosto tanto dele!- os olhos dela brilhavam.

Eu- Parece que a minha menina está a viver o primeiro amor!

Ally- Ele é tão querido, faz de tudo para me ver feliz!

Eu- Quantos anos tem ele?

Ally- 15, um ano mais velho, mas é tão querido!

Eu- E agora conta- me o que é que o teu irmão anda a fazer?

Ally- Não, ele que te conte! Não o vou entregar, coitado do meu puto!

Eu- Ok!- levantei-me e caminhei em direcção à porta.

Ally- Vais contar ao pai?

Eu- Talvez, porquê?

Ally- Porque ele não vai aceitar, já o conheço!

Eu- A mãe fala com ele, não te preocupes! E senão contar depois é pior!- beijei-lhe a testa e sai.

Recepcionista- Bom dia!

Eu/Bill- Bom dia!

Eu- A Donatella está ocupada!

- Ainda bem que nos deram a honra de aparecerem!- viramo-nos.

Bill- Era mesmo consigo que queríamos falar!

Donatella- Os dois no meu gabinete agora!

Eu- Vamos ouvir!

Bill- Não faz mal!- entramos mesmo atrás dela.

Donatella- Sabem que se fossem estilistas como os outros estariam neste momento na rua!

Eu- Er...Pois!

Donatella- Expliquem-me o que se passou para desaparecerem assim, os dois ao mesmo tempo!

Bill- Problemas pessoais!- vi-a a fulminar Bill.

Eu- Os nossos filhos desapareceram, estivemos estes dias à procura deles!- ela olhou-me nos olhos.

Donatella- Sabem, eu sou uma mulher de negócios, dirijo uma empresa- olhei Bill- Mas, acima de tudo sou mãe!- sorriu-me- Já apareceram?

Eu- O filho do Bill já, a minha prefere manter-se afastada, mas pelo menos sei que está bem!

Donatella- Ainda bem, vai ver que ela não vai conseguir estar muito tempo longe da mãe, que idade tem, 15, 16?- Bill solta uma gargalhada.

Eu- Não 18, e o filho do Bill 20!- ela olha-nos incrédula.

Doantella- Foram pais muito cedo! Mas o que me interessa é o vosso profissionalismo, que espero não ser mais afectado!

Bill- Então podemos trabalhar?

Donatella- Claro!- íamos em direcção à porta- Ah, é verdade, quero a colecção daqui a uma semana!

Eu- Ah...ok!- saimos.

Bill- É impossivel, nunca vamos conseguir faze-la em tão pouco tempo!- entramos no nosso escritório que continuava como quando o deixamos.

Eu- Empenho Bill, empenho!- mostrei o meu punho cerrado em sinal de força.

Bill- Outra coisa, as nossas pastas ficaram em casa!

Eu- Não precisamos delas, temos carvão, lápis e papel!

Bill- Então mãos à obra!- fechou a porta e beijou-me.

Eu- Ficas com as túnicas eu passo aos tops calções e saias!

Bill- Eu desenho os vestidos, tu ficas com os calções de banho, eu desenho o resto dos bikinis!

Eu- Eu fico com as t-shirts para homem, tu ficas com os calções, depois temos os chapéus! Ai, Bill falta-nos tudo!

Bill- Vamos trabalhar no duro e não podemos facilitar, e trabalhar em casa!

Tom- Cheguei!- fui ter com ele e beijei-o- Isso é que são saudades!

Eu- A vida corre-me bem!- ele abraça-me por trás.

Tom- Pode-se saber porquê?- beija-me o pescoço.

Eu- Tenho uns filhos lindos!- observei Jonh concentrado a ver televisão- O emprego não podia estar melhor e tenho o melhor marido do mundo!- beijei-o.

Jonh- Quarto, 2ª porta do corredor à esquerda!- apontou para o corredor.

Tom- Andamos a ficar muito saídos da casca!- aproximou-se dele e fez-lhe um ataque de cócegas.

Jonh- Pára... ai pai...Mãe... socorro...- ria-se e esperneava, eu e Tom tínhamos um sorriso babado na cara. Aproximei-me deles e tentei separar o Tom do filho.

Tom- Isso não vale!- vira-se para mim com aquele sorriso já característico seu.

Eu- Não me olhes assim!- ele avançava para mim e eu fugia dele, quando dei por mim andava a correr pela sala.

Ally- As crianças divertem-se!

Tom- E a canalha assiste!- ele pára em frente a Ally.

Ally- Não, pára, pai!- ele pegou nela como um saco de batatas- Pai , solta-me, mete-me no chão! Mãe, socorro!

Eu- Mas será que só me pedem ajuda a mim!- Tom começa a andar à roda com a Ally ao ombro.

Jonh- Ela vai vomitar e eu não quero estar aqui!

Ally- AAI, eu vou cair! Pai mete-me no chão!- ordenou e desta vez Tom pousou-a suavemente no chão.

Eu- E que querem as minhas crianças jantar?

Tom- Lasanha!

Ally- Acabaste de te assumir!

Tom- Eu vou ser sempre criança!

Jonh- Vai dizer isso ao juiz que ele conta-te uma história!

Eu- Então é lasanha?

Ally- De carne!

Jonh- Claro!

Eu- Bill, não gosto de ser observada!

Bill- Estava a arranjar inspiração para os vestidos e estava a imaginá-los em ti!

Eu- Pois, sim sim!- ele aproxima-se.

Bill- É verdade!- ele olhava-me de forma sedutora.

Eu- Sabes que detesto esse olhar!

Bill- Detestas ou amas?- aproximou-se mais.

Eu- Detesto, porque faz-me concordar com tudo!- ele beija-me de maneira inesperada, deixa-me completamente sem fôlego. Os seus lábios passam para o meu pescoço e iam descendo até ao peito.- Bill a porta!- ele deixa-me e vai fechar a porta, baixa os suspensórios e tira a camisola.

Bill- Eu amo quando me olhas assim!- o meu olhar neste momento quase que incendiava de tanta paixão, desejo e amor. Ele afasta os objectos que existiam naquela secretária. Tira-me a camisola e observa a minha silhueta. Unimo-nos mais uma vez pelos lábios que pediam sempre por mais, era um ciclo vicioso, quanto mais tinha mais queria. Sentou-me na mesa e eu beijei o seu peito com luxúria o que o estava a deixar quase desesperado, beijei-lhe mais uma vez os lábios, as minhas mãos encaminharam-se para o cinto dele que desapertei sem problemas, seguindo-se do botão das calças, ele tirou as próprias botas e de seguida tirou as calças, estava agora semi-nu e eu observava-o, como à muito não o fazia, ele estava diferente, mais atraente, mais homem, não aparentava os 38, parecia um homem de 30 anos, mas o sorriso, sim, aquele sorriso e aquele olhar eram os mesmos que à tempos atrás. Beijámo-nos uma vez mais com paixão, eu arrastei-me para a outra ponta da mesa dando espaço para ele, ele agora beijava-me o peito, as mãos dele tiraram-me o sutian, agora beijava-me como queria, as minhas unhas arranhavam ao de leve as costas dele, gemia baixo ao ouvido dele. Tirou-me os sapatos atirando-os para o chão, depois passou a ser as minhas calças a peça de roupa a desaparecer do meu corpo.

Eu- Eu preciso-te!- sussurei-lhe e mostrei um sorriso, aquele mesmo sorriso de adolescente, o que fez o seu olhar iluminar-se. Beijou-me a barriga passando para o ventre aí fez uma linha por cima das minhas cuecas com a língua senti o seu piercing gelado em contacto com a minha pele quente, aquele toque que ainda hoje me enlouquecia, arqueei as costas. Deslizou as cuecas pelas minhas pernas sem nunca descolar os lábios do meu corpo. Não demorou muito tempo até os boxers dele terem o mesmo destino. Numa investida ele entrou em mim, gemi baixo, entrelacei as minhas pernas nas dele. o contacto visual nunca se perdera, ambos sorriamos de felicidade. Sentia-me novamente aquela adolescente, apaixonada, tonta que ainda não sabia nada da vida. Os movimentos aumentavam, queríamos gemer mais alto, mas o local onde estávamos não permitia tal coisa, por isso abafávamos os gemidos com beijos, atingimos o máximo, abrandamos, mudamos de posições, ele acariciava-me os seios os movimentos eram coordenados, as suas mãos foram parar à minha cintura onde me pressionava, para me sentir ainda mais. Atingimos outro orgasmo.

Bill- Amo-te!

Eu- Cada vez mais!- descaiísobre ele.

Eu- Queres saber uma coisa?- perguntei enquanto vestia a camisa de dormir.

Tom- Sabes que sim!- deitava-se na cama.

Eu- A Ally está apaixonada!

Tom- Tão cedo?- arregalou os olhos.

Eu- A tua filha está a crescer, as primeiras paixões aparecem!

Tom- Quem é o rapaz?

Eu- É da escola deles, e pelo que ela me disse, também parece gostar bastante dela!

Tom- O tempo passa tão depressa!- aconcheguei-me no peito dele.

Eu- Depressa demais!- beijou-me.

Tom- Tenho um caso novo!

Eu- Mais trabalho!

Tom- Tem que ser, estou quase a atingir as minhas metas!

Eu- Vais ser o melhor da Alemanha!

Tom- Em bem pouco tempo, acredita!

Bill- São quase 7 e meia!- arrumei os esboços.

Eu- Adiantamos bastante!

Bill- Ninguém nos pára!

Eu- E estaríamos mais, senão me seduzisses!

Bill- Não te obriguei a nada!- beijei-o.

Eu- Vamos lá outra vez, voltar para a nossa vida! Parece que estas horas não passou de um sonho!

Bill- Mas foi bem real!

Eu- Quando sairmos das portas da empresa, volta tudo ao mesmo!

Bill- Não, eu quero-te ao meu lado, onde sempre devias estar!

[Ryan]

Julia – Ryan…

Eu – Nem Ryan ou meio Ryan. – Continuei a arrumar as coisas no armário.

Julia – Pára de ser orgulhoso por uns breves segundos e olha para mim!

Eu – Não me apetece. – Fechei o armário com brusquidão. A porta da rua fechou-se, a voz melosa da minha mãe fez-se soar. – Parece que chegou! – Disse rude. – E trás companhia. – Atirei-me para cima da cama e agarrei o telemóvel.

Julia – Como homenzinho. – Tirou-me o telemóvel das mãos. – Vais enfrentar os teus problemas.

Eu – Mas quais problemas? – A porta do quarto abriu, ela entrou e fechou a porta encostando-se na mesma.

Isa – Ryan…

Desviei a cara e agarrei num livro.

Julia – Quem é que está na sala? – Indagou num tom baixo.