Ally- Parece-me bem, acho que ambos precisamos de carinho!- beijei-a outra vez. Eu- Que tal um filme? Ally- Óptimo — Escolhemos um filme e deitámo-nos, ela ficou com a cabeça sobre o meu peito enquanto eu brincava com os dedos dela- Gosto de ouvir o teu coração! Eu — Agora bate apenas por ti! – Tentei soar num tom romântico. Ally sorriu e aconchegou-se nos meus braços tentando manter o contacto mais próximo entre os nossos corpos. Simone – Meninos? – Apareceu do outro lado da porta. Ally – Sim, avó? Simone – Eu vou… — Suspirou. – Eu vou…. Ter de sair por uns minutos. – Agarrou-se à ombreira da porta. Ally – Está tudo bem? Simone – Não. – Olhou para nós com uma expressão baça. – Está tudo… normal, querida. – Tranquilizou. – Ryan. – Olhou para mim. – Toma conta dela sim? Ally – Avó! Eu – O que é que se passa? Simone – Nada. Ally – Está a chorar porquê? Simone – Vou comprar gotas, entrou-me uma coisa qualquer para o olho. Fixou o olhar em mim e sorriu. Novas lágrimas rolaram do seu rosto e virou costas. Continuei a olhar a porta relembrando a expressão de Simone até que o soar da porta a bater fez-me acordar do transe. Eu – A tua avó estava estranha. – Comentei voltando a olhar Ally. Ally – Ela não costuma ser assim. – Levantou-se. Eu – O que foi? Ally – Toca para mim. – Pediu inocentemente. Ri-me. Levantei-me e fui buscar a minha guitarra que estava junto à porta. Sentei-me na cama e puxei-a para mim fazendo-a sentar-se ao meu lado. Eu – Eu fi-la para ti… — Comecei com os primeiros acordes. Ally – Sinto-me lisonjeada. – Gozou. Ri-me. Eu – “Today is a winding road that\'s taking me to places that I didn\'t want to go

Whoa

Today in the blink of an eye I\'m holding on to something and I do not know why

I tried

I tried to read between the lines

I tried to look in your eyes

I want a simple explanation

For what I\'m feeling inside

I gotta find a way out

Maybe there\'s a way out Your voice was the soundtrack of my summer

Do you know you\'re unlike any other?

You\'ll always be my thunder, and I said

Your eyes are the brightest of all the colors

I don\'t wanna ever love another

You\'ll always be my thunder

So bring on the rain

And bring on the thunder Today is a winding road

Tell me where to start and tell me something I don\'t know

Whoa

Today I\'m on my own

I can\'t move a muscle and I can\'t pick up the phone

I don\'t know

And now I\'m itching for the tall grass

And longing for the breeze

I need to step outside

Just to see if I can breathe

I gotta find a way out

Maybe theres a way out “ Ally – Continua… — Pediu. Eu – “Your voice was the soundtrack of my summer

Do you know you\'re unlike any other?

You\'ll always be my thunder, and I said

Your eyes are the brightest of all the colors

I don\'t wanna ever love another

You\'ll always be my thunder

So bring on the rain

Yeah I\'m walking on a tightrope

I\'m wrapped up in vines

I think we\'ll make it out

But you just gotta give me time

Strike me down with lightning

Let me feel you in my veins

I wanna let you know how much I feel your pain” Parei olhando o rutilar dos seus olhos. Ally – É lin-n-n-da. – Gaguejou. Eu — Today is a winding road that\'s taking me to places that I didn\'t want to go. – Sorri-lhe pousando a guitarra em cima do colchão. Ally – Promete que nunca me deixas. Eu – Eu amo-te… mas… eu não vou prometer algo que não sei se vou cumprir. Mas(!) prometo-te que vou fazer de tudo para que fiques sempre ao meu lado. Ela sorriu. Agarrou o meu rosto e beijou-me com dedicação. Ally – Eu amo-te. – Beijou-me. – Tanto. – Outro beijo. – Ryan. – E mais um beijo. – Mas tanto. Eu – Eu também te amo. [ Sara] Abri a porta drasticamente olhando o olhar abatido de Tom. Abracei-o com força. O seu ritmo cardíaco era algo fora do normal. Algo bastante acelerado, o que me assustava. Eu – Onde é que eles estão? – Inquiri a medo. Tom – Na minha mãe. – Entrou dentro do quarto. Segui-o. Eu – O quê? Tom – Eles estão lá, ela ligou-me. – Tirou as camisolas. – Eu vou para lá buscá-los. Com o Bill. – Completou procurando nova roupa do armário. Eu — Oh não, nem penses, desta vez eu vou! Tom — E o Jonh!? Eu — De certeza que o meu pai não se importa de ficar com o neto! Tom — O teu pai nunca mais saiu de casa desde que a tua mãe morreu! — Tirou as calças, indo agora para a gaveta dos boxers. Eu — Se eu disser que preciso dele, ele vem! Tom — O filho é teu, não do teu pai! Eu — O filho é meu e teu! — Apontei para ele, enquanto tirava os boxers da gaveta — E só eu sei o martírio que passei aqui, sem saber como estavas, se sabias de alguma coisa, desta vez eu vou! Tom – Não vale a pena. – Seguiu para a casa-de-banho. Eu – Desculpa? – Entrei após ele. Tom – Eu só vou buscar a Ally. – Tirou os boxers e foi para dentro da banheira ligando o chuveiro. – Agora deixa-me tomar banho. – Puxou a cortina. Eu – E vai ficar tudo assim? Tom – Assim, como? Eu – Vais buscar a Ally e pronto? Tom – Tecnicamente. – Ouvi o som da água. Eu – Mas – Tom – Mas vou assumir o Ryan como filho. Eu – O quê? Tom – Vou tentar. Ele pode negar. – Concluiu – Acho que é o mais provável de acontecer, mas ao menos já fica a saber que aquele não é o pai dele. Eu – Não podes estar a falar a sério, Tom Kaulitz! Tom – Estou a zelar pelo que é meu. Eu – O Ryan não te pertence. Tom – Lamento, mas não é o que os testes de paternidade revelam de certeza. Bufei contrariada. Puxei o tampo da sanita para baixo e sentei-me enquanto esperava que ele terminasse o duche. Eu – Quando é que vais… buscar a Ally? Tom – Agora. Eu – Vou-me vestir. Tom – Tu ficas aqui, podias era ir fazer alguma coisa para eu comer. – Fez voz amorosa. – Estou faminto. Eu- Por amor de Deus, deixa o Dr. Tom Kaulitz impostor fora da porta de nossa casa, agora esperas, eu vou-te fazer o almoço e vou ligar ao meu pai! E sobre o Ryan falamos depois! — Levantei-me e segui para a cozinha ele veio atrás de mim ainda a secar-se. Tom – Estás-me a chamar de impostor? – Ajeitou a toalha em volta da cintura. – Porquê? Eu – Ouviste bem o que disseste? Tom – Ouvi. Estou sóbrio, obrigado. Eu – Vai secar-te. – Pedi. – Não me inundes a casa por favor. – Tirei algo do frigorífico. Tom – Eu tenho o direito de estar presente na vida do Ryan! – Elevou o tom de voz. Eu – Ele já foi criado Tom! Ele já não precisa de ti. O que ele precisava, já foi dado pelo teu irmão. Tom – Ele não é meu irmão! Eu – Quer queiras quer não, o Bill é teu irmão! – Repeti gritando. – Nada vai mudar isso. – Voltei a acalmar-me. – Agora vai-te vestir enquanto eu preparo o almoço. Tom – Andaram-te a fazer a cabeça, foi? – Apoiou o braço à ombreira da porta. – Quem foi, Sara? Esteve aqui alguém quando eu estava à procura da tua filha? Eu – Não. – Continuei a preparar o almoço. Tom – De certeza? Eu – Sim! – Olhei-o. – Pára de falar assim comigo! O que é que te deu? Tom – Eu não quero aquele atrasado e anormal atrás de mim! Eu – Ele só está a tentar ajudar, Tom. Tom – Ele só me perturba. Eu – Vai-te vestir, falamos assim que estiveres pronto. Ele revirou os olhos e saiu da cozinha contrariado. Eu- Liga ao Bill, diz para vir atrás de nós!- dirigi-me ao quarto. Tom- Para quê!? Ele ainda deve saber onde fica a casa da mãe! Eu- Por isso mesmo, pensa na tua mãe, a reacção dela quando vir o Bill a entrar pela porta! Tom- Então liga tu! Eu- Nem penses, ganha coragem e liga-lhe, aliás vocês é que combinaram a viagem! — Entreguei-lhe o telemóvel, ele apertou as calças e aceitou o telemóvel, eu voltei à cozinha. Preparei o almoço nervosamente. Servi-o. Tom voltou a entrar na sala, desta vez vestido. Deu-me o telemóvel para as mãos. Tom – Ele está a caminho. – Disse rude. – Não temos muito tempo. – Informou. – Já estás pronta? Eu – Já. Comemos. Pegámos nas coisas e saímos de casa. O BMW do Bill já estava à porta. Ele olhava impaciente para o outro lado da estrada. Tom bateu ao de leve no capôt do irmão e entrou no Cadillac. Bill olhou para mim e ligou o carro. Segui para junto de Tom. Tom – Não precisas de vir. – Olhou o retrovisor. Eu – O que é que vais fazer, Tom? Por favor, não faças algo que te faça arrepender. – Supliquei. Tom – Não. – Falou com benevolência. – Apenas vou trazer a Ally de volta para casa.