Without You!
50 Capítulo 49
Ally- Parece-me bem, acho que ambos precisamos de carinho!- beijei-a outra vez. Eu- Que tal um filme? Ally- Óptimo — Escolhemos um filme e deitámo-nos, ela ficou com a cabeça sobre o meu peito enquanto eu brincava com os dedos dela- Gosto de ouvir o teu coração! Eu — Agora bate apenas por ti! – Tentei soar num tom romântico. Ally sorriu e aconchegou-se nos meus braços tentando manter o contacto mais próximo entre os nossos corpos. Simone – Meninos? – Apareceu do outro lado da porta. Ally – Sim, avó? Simone – Eu vou… — Suspirou. – Eu vou…. Ter de sair por uns minutos. – Agarrou-se à ombreira da porta. Ally – Está tudo bem? Simone – Não. – Olhou para nós com uma expressão baça. – Está tudo… normal, querida. – Tranquilizou. – Ryan. – Olhou para mim. – Toma conta dela sim? Ally – Avó! Eu – O que é que se passa? Simone – Nada. Ally – Está a chorar porquê? Simone – Vou comprar gotas, entrou-me uma coisa qualquer para o olho. Fixou o olhar em mim e sorriu. Novas lágrimas rolaram do seu rosto e virou costas. Continuei a olhar a porta relembrando a expressão de Simone até que o soar da porta a bater fez-me acordar do transe. Eu – A tua avó estava estranha. – Comentei voltando a olhar Ally. Ally – Ela não costuma ser assim. – Levantou-se. Eu – O que foi? Ally – Toca para mim. – Pediu inocentemente. Ri-me. Levantei-me e fui buscar a minha guitarra que estava junto à porta. Sentei-me na cama e puxei-a para mim fazendo-a sentar-se ao meu lado. Eu – Eu fi-la para ti… — Comecei com os primeiros acordes. Ally – Sinto-me lisonjeada. – Gozou. Ri-me. Eu – “Today is a winding road that\'s taking me to places that I didn\'t want to go
Whoa Today in the blink of an eye I\'m holding on to something and I do not know whyI triedI tried to read between the linesI tried to look in your eyesI want a simple explanationFor what I\'m feeling insideI gotta find a way outMaybe there\'s a way out Your voice was the soundtrack of my summerDo you know you\'re unlike any other?You\'ll always be my thunder, and I saidYour eyes are the brightest of all the colorsI don\'t wanna ever love anotherYou\'ll always be my thunderSo bring on the rainAnd bring on the thunder Today is a winding roadTell me where to start and tell me something I don\'t knowWhoa Today I\'m on my ownI can\'t move a muscle and I can\'t pick up the phoneI don\'t know And now I\'m itching for the tall grassAnd longing for the breezeI need to step outsideJust to see if I can breatheI gotta find a way outMaybe theres a way out “ Ally – Continua… — Pediu. Eu – “Your voice was the soundtrack of my summerDo you know you\'re unlike any other?You\'ll always be my thunder, and I saidYour eyes are the brightest of all the colorsI don\'t wanna ever love anotherYou\'ll always be my thunderSo bring on the rainYeah I\'m walking on a tightropeI\'m wrapped up in vinesI think we\'ll make it outBut you just gotta give me timeStrike me down with lightningLet me feel you in my veinsI wanna let you know how much I feel your pain” Parei olhando o rutilar dos seus olhos. Ally – É lin-n-n-da. – Gaguejou. Eu — Today is a winding road that\'s taking me to places that I didn\'t want to go. – Sorri-lhe pousando a guitarra em cima do colchão. Ally – Promete que nunca me deixas. Eu – Eu amo-te… mas… eu não vou prometer algo que não sei se vou cumprir. Mas(!) prometo-te que vou fazer de tudo para que fiques sempre ao meu lado. Ela sorriu. Agarrou o meu rosto e beijou-me com dedicação. Ally – Eu amo-te. – Beijou-me. – Tanto. – Outro beijo. – Ryan. – E mais um beijo. – Mas tanto. Eu – Eu também te amo. [ Sara] Abri a porta drasticamente olhando o olhar abatido de Tom. Abracei-o com força. O seu ritmo cardíaco era algo fora do normal. Algo bastante acelerado, o que me assustava. Eu – Onde é que eles estão? – Inquiri a medo. Tom – Na minha mãe. – Entrou dentro do quarto. Segui-o. Eu – O quê? Tom – Eles estão lá, ela ligou-me. – Tirou as camisolas. – Eu vou para lá buscá-los. Com o Bill. – Completou procurando nova roupa do armário. Eu — Oh não, nem penses, desta vez eu vou! Tom — E o Jonh!? Eu — De certeza que o meu pai não se importa de ficar com o neto! Tom — O teu pai nunca mais saiu de casa desde que a tua mãe morreu! — Tirou as calças, indo agora para a gaveta dos boxers. Eu — Se eu disser que preciso dele, ele vem! Tom — O filho é teu, não do teu pai! Eu — O filho é meu e teu! — Apontei para ele, enquanto tirava os boxers da gaveta — E só eu sei o martírio que passei aqui, sem saber como estavas, se sabias de alguma coisa, desta vez eu vou! Tom – Não vale a pena. – Seguiu para a casa-de-banho. Eu – Desculpa? – Entrei após ele. Tom – Eu só vou buscar a Ally. – Tirou os boxers e foi para dentro da banheira ligando o chuveiro. – Agora deixa-me tomar banho. – Puxou a cortina. Eu – E vai ficar tudo assim? Tom – Assim, como? Eu – Vais buscar a Ally e pronto? Tom – Tecnicamente. – Ouvi o som da água. Eu – Mas – Tom – Mas vou assumir o Ryan como filho. Eu – O quê? Tom – Vou tentar. Ele pode negar. – Concluiu – Acho que é o mais provável de acontecer, mas ao menos já fica a saber que aquele não é o pai dele. Eu – Não podes estar a falar a sério, Tom Kaulitz! Tom – Estou a zelar pelo que é meu. Eu – O Ryan não te pertence. Tom – Lamento, mas não é o que os testes de paternidade revelam de certeza. Bufei contrariada. Puxei o tampo da sanita para baixo e sentei-me enquanto esperava que ele terminasse o duche. Eu – Quando é que vais… buscar a Ally? Tom – Agora. Eu – Vou-me vestir. Tom – Tu ficas aqui, podias era ir fazer alguma coisa para eu comer. – Fez voz amorosa. – Estou faminto. Eu- Por amor de Deus, deixa o Dr. Tom Kaulitz impostor fora da porta de nossa casa, agora esperas, eu vou-te fazer o almoço e vou ligar ao meu pai! E sobre o Ryan falamos depois! — Levantei-me e segui para a cozinha ele veio atrás de mim ainda a secar-se. Tom – Estás-me a chamar de impostor? – Ajeitou a toalha em volta da cintura. – Porquê? Eu – Ouviste bem o que disseste? Tom – Ouvi. Estou sóbrio, obrigado. Eu – Vai secar-te. – Pedi. – Não me inundes a casa por favor. – Tirei algo do frigorífico. Tom – Eu tenho o direito de estar presente na vida do Ryan! – Elevou o tom de voz. Eu – Ele já foi criado Tom! Ele já não precisa de ti. O que ele precisava, já foi dado pelo teu irmão. Tom – Ele não é meu irmão! Eu – Quer queiras quer não, o Bill é teu irmão! – Repeti gritando. – Nada vai mudar isso. – Voltei a acalmar-me. – Agora vai-te vestir enquanto eu preparo o almoço. Tom – Andaram-te a fazer a cabeça, foi? – Apoiou o braço à ombreira da porta. – Quem foi, Sara? Esteve aqui alguém quando eu estava à procura da tua filha? Eu – Não. – Continuei a preparar o almoço. Tom – De certeza? Eu – Sim! – Olhei-o. – Pára de falar assim comigo! O que é que te deu? Tom – Eu não quero aquele atrasado e anormal atrás de mim! Eu – Ele só está a tentar ajudar, Tom. Tom – Ele só me perturba. Eu – Vai-te vestir, falamos assim que estiveres pronto. Ele revirou os olhos e saiu da cozinha contrariado. Eu- Liga ao Bill, diz para vir atrás de nós!- dirigi-me ao quarto. Tom- Para quê!? Ele ainda deve saber onde fica a casa da mãe! Eu- Por isso mesmo, pensa na tua mãe, a reacção dela quando vir o Bill a entrar pela porta! Tom- Então liga tu! Eu- Nem penses, ganha coragem e liga-lhe, aliás vocês é que combinaram a viagem! — Entreguei-lhe o telemóvel, ele apertou as calças e aceitou o telemóvel, eu voltei à cozinha. Preparei o almoço nervosamente. Servi-o. Tom voltou a entrar na sala, desta vez vestido. Deu-me o telemóvel para as mãos. Tom – Ele está a caminho. – Disse rude. – Não temos muito tempo. – Informou. – Já estás pronta? Eu – Já. Comemos. Pegámos nas coisas e saímos de casa. O BMW do Bill já estava à porta. Ele olhava impaciente para o outro lado da estrada. Tom bateu ao de leve no capôt do irmão e entrou no Cadillac. Bill olhou para mim e ligou o carro. Segui para junto de Tom. Tom – Não precisas de vir. – Olhou o retrovisor. Eu – O que é que vais fazer, Tom? Por favor, não faças algo que te faça arrepender. – Supliquei. Tom – Não. – Falou com benevolência. – Apenas vou trazer a Ally de volta para casa.
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