Without You!
49 Capítulo 48
Eu- Nós não sabemos o que realmente se passou, não sabemos os motivos que levaram a esta troca!
Ryan- Para mim é simples, eu agora só quero saber de ti! Nunca mais os quero ver à frente!
Eu- Vamos, ficar juntos Ryan, nunca vamos usar mentiras como os nossos pais fizeram!- beijei-o com carinho.
Ryan- Amo-te!
Eu- Cada vez tenho mais a certeza dessa palavra!- ele afasta os cabelos da minha cara e beija-me fugazmente.
Ryan- Queres dormir!?- soltou uma gargalhada perversa.
Eu – Não sei, não sei. – Puxei o elástico dos seus boxers e mordi o seu lábio inferior.
Ryan – A mim parece-me que não. – Beijou-me o pescoço.
Eu – Assim não te vejo. – Arqueei as costas.
Ryan – Eu prefiro ao escuro. – Sussurrou enquanto a sua mão entrava por dentro da camisola.
Eu – Tens preferências. – Ri-me ajudando-o a tirar a camisa. Rodámos. Ryan desapertou desesperadamente o sutien e beijou o meu peito minuciosamente. Gemi. As minhas mãos entraram por dentro dos seus boxers. Ele sorriu e beijou-me.
Simone – Até amanhã. – Gritou do outro lado da porta.
Eu – Até amanhã. – Ryan puxou as minhas cuecas para baixo enquanto me beijava a barriga. Tirei-lhe os boxers.
Ryan – Calma. – Ouvia a sua respiração ofegante perante a escuridão. – Preservativo.
Eu – Onde é que está? – Saí de cima dele.
Ryan- Nas calças. – Levantei-me e fui buscar. Voltei a subir para cima da cama e ri-me. – Dá cá. – Tentou alcançar mas afastei. – Então?
Eu – Deixa-me pôr. – Pedi.
Ryan – Tens a certeza que és a Ally Kaulitz? – Soltou uma gargalhada que abafei com um beijo enquanto colocava-lhe o preservativo.
Ryan puxou-me para cima de si num movimento rápido e penetrou-me abafando um gemido com um beijo lânguido
Ryan rodou de novo, ficou por cima, aumentou os movimentos onda e agarrou os meus pulsos enquanto me beijava o peito. Chegámos ao auge.
Ryan – Podíamos. – Passou a mão por baixo das minhas costas e puxou-me para si de forma a sentar-se sobre a cama. – Exacto. – Sorriu coordenando os movimentos.
Prendi o lábio inferior tentando suster um grito. O prazer predominava naquele quarto com fraca intensidade de luz, na verdade, não havia luz, apenas uma proveninente do candeeiro da rua.
No meio daquela escuridão, apenas se ouviam gemidos, respirações entrecortadas e a cama. Pronunciei o seu nome junto do seu ouvido e arranhei as suas costas em tom de suplício. Soltei um pequeno grito.
A penetração era cada vez mais profunda. Sentia-me mais segura de mim, entreguei-me completamente a Ryan naquela noite. Descaí sobre ele e tentei regularizar a respiração.
Ryan- Queres parar? – Puxou o meu cabelo para trás. Abanei a cabeça em tom negativo. Ele recomeçou tudo de novo dando-me leves beijos ternurentos nos lábios.
[Isa]
Julia – Toma. – Deu-me um copo com leite para as mãos. – Acho que deves ir dormir.
Eu – Estou farta de dormir. – Olhei para a caneca quente e suspirei.
Julia – Não me parece. — Agarrou o meu rosto. – As tuas olheiras dizem o contrário.
Virei a cara e esbocei algo aborrecido.
Julia – Lembra-te que ainda tens uma filha para criar Isa. – Acomodou-se no sofá. – O Ryan já está criado, tem 20 anos, sabe muito bem como é a vida.
Eu – É meu filho. – Olhei-a – Tenho direito a protegê-lo, não?
Julia – Claro que tens, mas o Ryan já é crescidinho. – Fez-me uma festa nos cabelos. – Tu com a idade dele –
Eu – Foi diferente. – Interrompi.
Julia – Vê se dormes, são 5h. Devias dormir.
Eu – Eu de manhã vou a casa da Sara. – Informei dando um gole no leite.
Julia – O quê? – A sua voz falhou. – Tens a consciência do que acabaste de me dizer?
Eu – Preciso de novidades.
Julia – E tens mesmo de ir a casa dessa sujeita?
Eu – Tenho. – Disse firme. – Quer queira quer não. Eu tenho de ir a casa da Sara.
Julia – Não é a melhor altura para –
Eu – Nunca foi. – Murmurei. – Mas não me vou prejudicar por causa de coisas passadas.
Julia – Sim, isso tens razão.
Eu – Só que… — Olhei-a. – Só de pensar que aquela casa é dela e do Tom. – Levei a mão à cabeça. – Tenho ódio.
Julia – Tens de aprender a viver com isso, como sempre fizeste. – Pousei a caneca em cima da mesa. – Eles são um casal. – Deitei a cabeça no seu colo. – Como tu e o Bill são.
Eu – Eu sei. – Fechei os olhos e deixei-me levar pelas suas carícias.
Julia – Cada um tomou a sua decisão. Na minha opinião, a mais acertada.
Eu – Não. – Neguei.
Julia – Sim. – Contrariou. – Ficas melhor com o Bill, alguém mais maturo.
Eu – Ele cresceu mãe.
Julia – Naquela altura não.
Eu – Já passaram anos. 20 anos. – Ela puxou uma manta e tapou-me.
Julia – 20 anos e tu ainda nessa angustia. – Sussurrou beijando-me a nuca.
Bill – Selena! – Chamou. – Ryan!
Eu – O que é que foi? – Bocejei. – É sábado Bill, de manhã. – Sentei-me no sofá.
Bill – Não interessa.
Eu – Era suposto estares a dormir.
Bill – Ah pois devia, mas ontem, foi impossível, visto que o o Ryan decidiu ir para a varanda tocar guitarra até às 4h30!
Eu – Ai foi?
Bill – Tu quando adormeces não ouves nada –‘
Eu – Pois não. – Concordei. – E o que é que a Selena tem a ver com isso?
Bill — Ela andou a colorir os meus esboços. – Fez uma careta.
Eu – Oh Bill. – Ri-me.
Bill – Hey! – Cruzou os braços como que amuado. – É trabalho.
Eu – Pronto Bill. – Agarrei o seu rosto. – Podes sempre voltar a fazer uns novos. – Sorri travessa.
Bill – Oh, sim, claro. – Ironizou.
Eu – Ainda bem que concordas comigo. – Beijei-o.
Bill – E ainda bem que tens paciência. – Deslizou o fecho do meu casaco.
Eu – Sabes como é. – Fiz ar importante.
Bill – Ah pois sei. – Abraçou-me e beijou-me o pescoço. – Conheço-te há 15 anos, já é algum tempo. – Riu-se.
Eu – É… — Fitei as suas mãos que estavam na minha barriga.
Bill – Er… — Caminhou até à cozinha enquanto me agarrava. – Hoje vou fazer eu o pequeno-almoço. – Soltei uma gargalhada. – O que é? – Arqueou o sobrolho.
Eu – É melhor não ou então os miúdos passam fome. – Ele fez ar de indignado.
Bill – Para tu informação eu ando a aprender a cozinhar. – Coçou o nariz.
Eu – Mentir é feio Senhor Kaulitz. – Abri o frigorifico.
Bill – Deixa-me lá cozinhar.
Eu – Eu deixo, mas depois quem leva com eles és tu, não eu.
Bill – Como queiras. – Sorriu orgulhoso.
Suspirei fundo e toquei à campainha. Sara veio abrir a porta e olhou-me espantada. Tinha vontade de dar meia volta, entrar no carro e conduzir para um lugar indefinido. Mas em vão, olhei-a tentando manter uma posição razoável.
Sara – O que é que estás aqui a fazer? – Pareceu incrédula.
Eu – Saber se há novidades. – Tirei os óculos de sol e olhei a sua expressão.
Sara – Entra. – Fez sinal. Anuí e entrei tentando conter-me o mais possível.
Eu- Com licença!- passei por ela e ela fechou a porta.
Sara- Senta-te!- apontou para o sofá, eu admirei cada centimetro daquela sala, cada fotografia, cada objecto, sentei-me.
Eu- Então, sabes de alguma coisa?
Sara- O Tom ficou de me ligar daqui a uma hora, estão a procurar em Magdburg!
Eu- Eles estão em Magdburg!?- eu não acredito que o Bill não me tinha dito que mudaram de cidade.
Sara- Sim! Queres chá? Esquece tu não gostas de chá!
Eu- Ah... pois!
- Mãe, vou sair e já venho! Ah... boa tarde!- um rapaz, que deduzi ser filho de Tom apareceu na sala.
Eu- Boa tarde!
Sara- Não chegues tarde Jonh!- Jonh depositou um beijo na testa de Sara e saiu.
Eu- Bem educado o teu filho!
Sara- Pois!- tanto eu como ela estavamos com medo de falar.
Eu- Falta 40 minutos!
Sara- Ah!?
Eu- Para o telefonema!
Sara- Ah, é melhor ir buscar café! Aceitas?
Rita- Pode ser!- anuí tambem com a cabeça, ela foi em direcção ao que eu deduzi ser a cozinha.
Encostei-me ao sofá e brinquei com a haste dos óculos que ainda tinha na mão. Ouvi o barulho da máquina expresso. Bufei olhando apenas para o meu reflexo nas lentes escuras do objecto.
Sara – Toma. – Deu-me um copo para a mão. – Não tem açúcar, não sei se queres…
Eu – Eu não consigo beber sem açúcar. – Sorri forçadamente.
Sara levantou-se. Passado poucos segundos voltou a sentar-se com um pacote de açúcar na mão. Deu-mo.
Ficámos em silêncio enquanto bebíamos os cafés.
Sara – Soube o que aconteceu. – Rompeu o silêncio observando-me.
Eu – O quê? – Tentei aquecer as mãos no copo quente.
Sara – Atentado t—
Eu – Ah! – Exclamei interrompendo-a.
Sara – Então e –
Eu – Não foi nada de mais. – Desculpei. – Não foi nada. – Repeti.
Sara– Já percebi. – Olhou a janela. Ficámos novamente em silêncio. Algo constrangedor. – O tempo está –
Eu – Frio. – Concluí olhando para o lado de fora do vidro. – Não está agradável para sair de casa.
Sara – Pois não. Não gosto do tempo assim.
Eu – Eu gosto. – Relancei.
Ela olhou-me por fim. Depois, soltou uma gargalhada e levou a mão à testa.
Eu – O que foi?
Sara– Estamos a falar sobre o tempo. Que eu saiba ainda não chegámos à meia-idade.
Abanei a cabeça e suspirei.
Eu – Tens algo melhor para se falar?
Sara– Tenho. – Disse. – Acho que temos de ter uma grande conversa.
Eu – Acho que não há nada para falar-mos.
Sara– Claro que há. Há muita coisa para se falar.
Eu – Como por exemplo… — Coloquei o copo sobre a mesa e cruzei as pernas.
Sara– O que se passou. – Consentiu. – O porquê de tu e o Bill terem mudado de cidade sem dizer nada a ninguém. Sem um adeus.
Eu – Sabes bem o que fizeste ao Bill. – Murmurei.
Sara– Vocês tinham um caso não tinham?
Eu – Não! – A minha voz falhou. – Eu nunca tinha olhado para o Bill de uma maneira diferente para além da nossa amizade.
Sara – Bastante atribuída. – Completou.
Eu – Éramos os melhores amigos Sara.
Sara – Pensava que também éramos.
Olhei a sua expressão. Algo me arranhava a garganta. Algo queimava-me por dentro. Arrumei os óculos na mala tentando abstrair-me do momento.
Eu – O tempo passa. – Afirmei olhando para a minha carteira.
Sara – Mas custa. Porquê é que saíste sem me procurar?
Eu – Ia ficar em Berlim porquê? – Fintei-a – Sem ninguém. Além disso o Bill apareceu, estava completamente fora de si. Ele ouviu o que disseste ao Tom. Então, ele levou-me com ele. – Admiti. – Eu não ia fazer nada naquela cidade Sara, não tinha ninguém.
Sara – Tinhas-me a mim. – Revirei os olhos. – O Tom queria o bebé e —
Eu – Eu falei com ele. – Interrompi. – O Tom Kaulitz não quis o filho, então, eu fiz-lhe o favor, não o teve e nem o tem.
Sara – Mas ele… ele sempre pensou em como seria o vosso filho, sempre o imaginou e —
Eu – Poupa-me Sara. As coisas já estão feitas. Não é agora que se vai remediar.
Sara – O Ryan tem o direito a saber que o sujeito que ele considerou de pai, afinal de contas não é pai dele.
Eu – Porquê? Vai mudar alguma coisa?
Sara – E a Ally? O Ryan e a minha filha amam-se, eles são irmãos.
Eu – Eles são irmãos… — Repeti. – Mas eu não quero que o Ryan saiba que o Tom é pai dele.
Sara – Porquê?
Eu – Não tens nada a ver com isso. – Disse com azedume.
Sara– Talvez tenha. – Ela disse com a mesma arrogância na voz.
Eu – Como queiras. – Bufei. Ficámos longos minutos em silêncio. Eternidades. Um silêncio gélido que foi quebrado com o som do telemóvel. Sara levantou-se e foi atender. Voltou a sentar-se no sofá perto de mim e olhou-me.
Sara – Tom…. – Estremeci e continuei a olhá-la. – Eles estão em Berlim? Ouvi atentamente o que ela lhe dizia. Bill nem se atrevera a telefonar-me. Sara desligou a chamada e olhou-me. Levantei-me.
Eu – Eu vou embora. – Informei pondo a mala ao ombro.
Sara – Eles estavam em casa de um tal Georg. – Não quis ouvir e fui até à porta. – O que foi?
Eu – Até amanhã ou algo assim.
Sara – Mas – Fechei a porta não a deixando terminar a frase. Entrei no carro, atirei a mala para o lugar de pendura e sobrepus a cabeça sobre o volante agarrando-o com força.
Eu – Estúpido! – Bati no volante começando a ouvir as gotas da chuva caírem sobre o carro. Abri os olhos e olhei em frente. Notava o meu coração acelerado e com ritmo descoordenado. Pus as chaves em ignição e conduzi até à clínica.
O telemóvel tocou, coloquei-o em altifalante enquanto olhava a estrada e fazia dispersar o fumo do cigarro pelo carro.
“ – Mãe?
Eu – O que foi Selena? – Diminui o som da música proveniente do rádio.
Selena– Onde é que estás?
Eu – No carro. – Levei o cigarro à boca e virei a curva.
Selena – Podes vir para casa?
Eu – Não.
Selena – O pai ligou.
Eu – O que é que ele disse?
Selena – Que não encontrou o Ryan até agora.
Eu — Só isso? – Atirei o cigarro pela janela.
Selena– Falou do tio Georg.
Eu – Perguntou onde eu estava?
Selena – Ya
Eu – O que é que disseste?
Selena – Que não sabia onde estavas.
Eu – A avó?
Selena – Foi às compras.
Eu – Vai estudar Selena. – Acendi um novo cigarro. – Eu vou… para casa depois.
Selena – Depois quando?
Eu – Daqui a pouco. – Tentei tranquilizar. – Come. – Pedi num tom maternal.
Selena – Vou ter com um amigo meu daqui a nada. – Avisou.
Eu – Ok. – Estacionei o carro.
Selena – Só dizes isso?
Eu – Selena. – Bufei. – Desde que não chegues tarde e que te mantenhas contactável, por mim… está tudo bem.
Selena – Como queiras. Vou desligar.
Eu – Até logo. Selena – Beijinhos.
Selena – Beijinho. – Desliguei.”
Peguei na mala e saí do carro apagando o cigarro com o pé. Entrei dentro da clínica olhando apavorada para a recepcionista.
- Olá como está? – Cumprimentou.
Eu – Olá. – Sorri forçadamente. – O Doutor Stefan está?
- Está sim, aguarde um momento, ele está só a terminar uma consulta.
Eu – Ok. – Sentei-me. Desfolhei revistas enquanto aguardava a minha entrada no gabinete, até que aconteceu. Entrei dentro do gabinete e encostei-me À porta vendo-o olhar para mim seriamente.
Stefan – Pensava que não vinhas mais. – Arqueou o sobrolho.
Eu – Não aguentei. – Admiti. – Eu… preciso de falar com alguém. – Sussurrei cabisbaixa.
Stefan – Senta-te. – Ele apontou para o sofá. – Ou deita-te, faz como te sentires melhor. — Obedeci. Deitei-me como da última vez e olhei o tecto uma vez mais tentando desanuviar.
Stefan – O que aconteceu? – Vi-o tirar um bloco de cima da secretária e a colocá-lo sobre a perna.
Eu – O meu filho desapareceu, a filha dele também desapareceu. Eles fugiram juntos. – Disse rápido. – Depois… o Bill, o meu marido, acho que a nossa relação está a perder tudo o que tinha. Ele não me conta nada, nem onde está. – Suspirei. – O Bill já não confia em mim, ou pelo menos na minha opinião é o que está a acontecer. Ele está diferente, eu estou diferente. Já não consigo… estar com ele como estava antes.
Stefan – Têm estado sozinhos?
Eu – Não. – Levei as mãos à cara tentando controlar o choro. – Somos meros conhecidos dentro de casa, na rua, no trabalho…. Em todo o lado. Bufei. Sentei-me desleixadamente no sofá e encarei o psicólogo que parecia fitar-me atenciosamente.
Eu – Tenho algum problema… mental? – Fiz um esgar em ter feito tal pergunta mais idiota. Stefan riu-se ajeitando os óculos que teimavam em escorregar pela cana do nariz.
Stefan – Não, não tens nenhum problema mental. – Confirmou seguro. – Tens é pouco descanso, isso sim. E que tal uma viagem?
Eu – Viagem… — Repeti recordando imagens mais abstractas para a minha mente. – Não me parece. – Abanei a cabeça.
Stefan – Então porquê?
Eu – Porque… — Remexi os dedos. Um calafrio percorreu-me a espinha.
Stefan – O que é que ainda não me contaste?
Eu – O avião que … bem, o avião que sofreu um atentado bomba há pouco tempo, era o avião onde eu estava a fazer assistência. – O psicólogo arregalou os olhos e acomodou-se no sofá observando cada expressão que eu fazia. – E… eu vi pessoas morrerem. – Disse num tom rouco. – Eu vi –
Stefan – E não te sentes preparada para uma nova viagem, é isso? – Indagou interrompendo-me.
Eu – O meu trabalho é como hospedeira, eu só tenho de estar preparada. É o meu trabalho. – Repeti desesperada. – Eu só tenho de conseguir superar este trauma que me vai perseguir para a eternidade.
Stefan – Podia ter acontecido a qualquer um, tu estavas nesse avião por pura coincidência. Viste pessoas morrerem. Muito bem. Tenta banir isso da tua mente. Parece um pedido quase impossível, mas verás que não e conseguirás voltar para um avião. – Constatou seriamente. – Começa por curtas viagens de carro, depois começa por conduzir a locais mais distantes e depois… uma viagem até Stuttgart nunca fez mal a ninguém.
Eu – Stuttgart? O que é que eu vou fazer a Stuttgart? – Abanei a cabeça.
Stefan – Passear. – Sorriu. – Com o Bill.
Eu – Não.
Stefan – Sim. O psicólogo aqui sou eu, por isso… vais a Stuttgart com Bill. – Suspirou. – De avião.
Consenti. Passámos cerca de 2:30 horas dentro daquele gabinete. Saí e conduzi até casa.
[Ryan]
A agua do chuveiro caía sobre o meu corpo, talvez assim leva-se com ela os meus problemas, mas por mais banhos que toma-se eles iriam persistir. Sinto uma corrente de ar, viro-me e a unica coisa que faço é soltar um sorriso, alias quando via Ally, ela originava em mim o meu sorriso mais sincero.
Ally- Muito pensativo!- aproxima-se e beija-me o ombro.
Eu- Porque é que tudo tem que ser dificil!?
Ally- Porque o que sentimos de simples não tem nada. Vamos apenas viver um para o outro!- ponho shampô na minha mão e esfrego lentamente os cabelos compridos de Ally criando espuma que escorregava fazendo as curvas do corpo dela.
Eu – Eu virei-me contra os meus pais. Pela primeira vez na minha vida. – Esbocei um sorriso forçado enquanto deslizava os dedos pelos seus ombros.
Ally – E agora estás arrependido? – Encarou-me.
Eu – Não. Não estou porque te tenho ao meu lado. – Ajudei-a a tirar a espuma do cabelo.
Ally– Nunca me deixes Ryan. – Abraçou-me.
Eu – Eu amo-te… — Acariciei-lhe as costas. – Não te vou deixar.
Tomámos o resto do banho em silêncio. Voltámos para o quarto. Vesti os boxers e sequei a cabeça com a toalha enquanto Ally escolhia algo para vestir.
Ally- Queres ir aonde?- penteava o cabelo.
Eu- Sei lá!- encolhi os ombros.
Ally- Assim não dá Ryan!- ajoelhou-se em frente a mim e pegou nas minhas mãos- Achas que eu estou bem? Achas que não estou confusa? Achas que eu não tenho medo, não tenho saudades da minha familia? Eu escolhi ficar contigo, eu amo-te Ryan, percebes!? Tu és-me tudo!- não foi preciso dizer mais nada, limpei a lagrima que corria na cara dela e beijei-a com carinho e dedicação, o beijo foi intenseficando-se eu deitei-me sobre a cama e ela ficou por cima de mim.
Eu- Vamos ficar aqui?
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